quarta-feira, 30 de maio de 2012

GUERREIRO DO COMÉRCIO


O empresário Paulo Antonio Marques Carreira [Supermercados Carreira], foi anunciado nesta quarta-feira (30), como o escolhido da região de Campo Mourão para receber o Troféu Guerreiro do Comércio do Paraná, outorgado anualmente pelo Sistema Fecomércio, Sesc, Senac. Ele receberá a honraria no dia 13 de julho, em cerimônia que acontecerá em Curitiba.
O homenageado foi comunicado da escolha pelo presidente do Sindicato Empresarial do Comércio Varejista de Campo Mourão e Região, Nelson Bizoto. O Supermercado Carreira foi fundado há 48 anos pelo pai do homenageado, Antonio Marques (in memorian), juntamente com o tio Armindo Marques Carreira. No comando da empresa estão Paulo Carreira, os irmãos Carlos Carreira e Marcelo Carreira, além do tio Armindo Marques Carreira. Casado com Sandra Aparecida Cruz, Paulo Marques Carreira (de 42 anos) tem dois filhos: Pedro Arthur (12 anos) e Miguel Antonio (7 anos). (Coluna do Ely)

POR DETRÁS DA REFORMA AGRÁRIA


Há exatamente 10 anos, quando era presidente do MNP - Movimento Nacional de Produtores, no dia 24 de Maio de 2002, escrevi um texto mostrando o que estava por detrás das invasões de terra no país.
Como elas continuaram, apesar de agora em menor escala e utilizando como massa de manobra principalmente as populações indígenas, penso que o mesmo continua atual e resolvi republicá-lo, numa versão revisada.
A Reforma Agrária Brasileira
João Bosco Leal
Ao discorrer sobre nossa posição frente à reforma agrária brasileira, antes de qualquer coisa devemos dizer que, como cidadãos brasileiros, queremos e exigimos que a lei seja cumprida.
Invasões, saques, assassinatos, abate de gado, bloqueio de rodovias, destruição de propriedades particulares e de prédios públicos não são manifestações, são crimes e assim devem ser tratados.
O não cumprimento pelo Poder Executivo de mandados de reintegração de posse expedidos pelo Poder Judiciário também é crime e ameaça a democracia, em virtude de provocar o desequilíbrio entre os poderes legalmente constituídos.
Em nosso estado, Mato Grosso do Sul, temos hoje, 24/05/2002, seis mandados de reintegração de posse não cumpridos, sendo 01 desde 1999, 01 desde 2000, 03 de 2001 e 01 de 2002.
Num país democrático, isso é inconcebível, pois a lei existe para ser cumprida e se não se conseguiu cumpri-la através de negociações depois de três anos de tentativas, cumpra-se até com o uso da força, se necessário, mas cumpra-se, pois três anos é tempo demasiado longo para qualquer cidadão receber o amparo legal que lhe é devido, principalmente com seu imóvel invadido.
A Constituição Brasileira prevê a reforma agrária no país, e por este motivo a mesma deve ser executada, mas como nela prevista.
Existem diversas maneiras de fazer isso dentro da lei, entretanto, soluções eficazes são desprezadas ou não interessam às chamadas “lideranças”.
Muitos exemplos de como fazer isso pacifica e ordeiramente podem ser dados, como a reforma agrária através do Banco da Terra, projeto apoiado integralmente por todos os produtores rurais sensatos do país.
O projeto do governo federal onde os interessados fazem sua inscrição pelos correios e a partir daí passam por uma triagem de seleção de acordo com sua vocação também é uma boa opção.
Diversos projetos sérios, de quem procura realmente resolver os problemas agrários e querem a fixação do homem ao campo são apresentados Brasil afora, como o excelente trabalho do Dr. Paulo César de Figueiredo, digníssimo Juiz de Direito de Três Lagoas – MS, “Uma Terceira Via à Reforma Agrária: O Arrendamento Social Rural”.
Pequenas áreas públicas próximas aos centros urbanos, com uma estrutura mínima de saúde, educação e habitação poderiam ser criadas e usadas como “acampamentos provisórios”, até que as famílias que ali estivessem pudessem ser definitivamente assentadas.
Isso evitaria que estas famílias fossem expostas por suas “lideranças” a acampamentos às margens das rodovias, geralmente em condições subumanas, exclusivamente para servirem de vitrine a quem por ali passa, esperando com isto conseguir apoio da opinião pública.
Por outro lado, o custo médio total de um assentamento é de R$ 40.000,00 (quarenta mil reais) por família assentada. Isso se a família conseguir sobreviver com a renda proveniente desta área após o primeiro ano, o que não acontece, demandando um grande debate sobre a eficácia social deste projeto, uma vez que a grande maioria de nossa sociedade desconhece estes custos e afinal é esta sociedade quem paga a conta.
A instalação de estruturas nos assentamentos é muito complexa, em virtude das distâncias entre as residências, o que encarece em demasia a instalação de redes de água, luz, esgoto, etc. para estas famílias, coisa que o país ainda não conseguiu realizar sequer para a maioria de sua população urbana.
Pelo mesmo motivo, a educação acaba tendo um custo elevado em transporte para que os alunos residentes nos assentamentos possam chegar até a escola municipal mais próxima.
Sem escolas para os filhos dos assentados, na próxima geração teremos mais cinco “sem terra” por família assentada hoje, uma vez que este é o número médio de filhos do assentado no país, e assim sucessivamente, a cada geração, num processo sem fim e com enormes custos para a economia do país.
Além de todas estas dificuldades, devemos observar que a agropecuária moderna exige cada vez mais tecnologia e menos mão de obra para que possamos competir em um mercado globalizado, que é irreversível.
As máquinas para o trabalho no campo também são cada vez maiores, mais eficientes e mais caras, o que torna inviável sua aquisição para pequenas áreas, excluindo assim, automaticamente, essas pequenas propriedades de qualquer possibilidade de modernização.
Assim sendo, as áreas hoje destinadas à reforma agrária da maneira como estão sendo implantadas estão destinadas ao insucesso financeiro no mundo globalizado, podendo ser utilizadas exclusivamente para a agricultura de subsistência.
E essa agricultura de subsistência trará um grande problema econômico aos municípios onde estiver localizada, pois como o nome diz, sendo de subsistência para a família assentada, não gerará empregos nem excedentes de produção para exportação e, em consequência, não gerará impostos.
Ora, se não gerar empregos, não gerar impostos e, além disso, cobrar do município educação, saúde, transporte, etc., qualquer economia municipal será inviabilizada.
Depois de 25 anos vivendo intensamente o assunto, primeiramente em Presidente Prudente - SP, onde fui criado, e nos últimos cinco anos trabalhando diariamente sobre o tema na entidade que aqui represento, posso declarar textualmente que o que as lideranças dos grupos chamados “Sem Terra” querem não é e nunca foi a reforma agrária.
Uma verdadeira solução para os problemas do homem do campo, geralmente sem estudo e que por este motivo não consegue colocação digna para sua sobrevivência no meio urbano, precisando assim permanecer longe das cidades e do conforto por elas propiciado, não interessa muito às chamadas “lideranças”.
O real interesse dessas pessoas que usam e abusam desta massa de manobra humilde e desinformada é e sempre foi a tomada do poder e a mudança do regime político no país.
Observem que as principais usinas hidrelétricas, hidrovias, ferrovias, rodovias, aeroportos, indústrias, universidades, além das principais redes de telefonia e de transmissão de energia elétrica do país estão localizadas dentro de um raio de 500 Km em torno de Presidente Prudente – SP, como mostram os mapas: 
Mapa Energético do país
Esta região também concentra mais de 90% (noventa por cento) das invasões de terra no país.
Coincidência? Não, além de procurarem invadir propriedades somente nos locais com a maior infraestrutura existente no país, esta é uma estratégia, estratégia de guerra, de guerrilha.
Vejamos agora trechos da cartilha utilizada nos cinco “Cursos de Capacitação de Militantes de Base do Cone Sul” já realizados em nosso estado, sempre dentro de estabelecimentos da igreja católica, que está e sempre esteve por trás destes movimentos através da Comissão Pastoral da Terra – CPT, fornecendo aos movimentos inclusive seus líderes, como o Sr. João Pedro Stédile, maior liderança do MST, que teve sua formação inicial em seminários católicos:
"… ocupação de espaços deixa de ser uma ação oportunista, para transformar-se em uma atitude revolucionária".
"… projeto nacional, que se contraponha ao projeto globalizador, formule novas táticas para desenvolver a luta de classes no país e termine com a ilusão democrata social".
"Todas as leis, decretos e medidas provisórias devem ser contestadas pela sociedade…".
"A população deve acostumar-se a ser desobediente…".
"… dirigir o processo revolucionário…".
"… envolvam toda a sociedade em lutas de massas…".
"... para que este grande movimento social possa realizar a revolução…".
"Nossa tarefa é colocar no centro da luta a Reforma Agrária… como objetivo estratégico".
"... direção correta e revolucionária para o processo de luta...".
"… criação de numerosos movimentos de massas…".
"O socialismo é uma grande causa, vale a pena morrer por ele…".
"As prefeituras podem ter influência dos assentados nos municípios do interior…".
"… escolas, faculdades e igrejas. Além destes espaços contribuírem para desenvolver o MST, como por exemplo, a igreja através de suas pastorais…".
O que esperamos como todo brasileiro que deseja um país melhor, mais humano, com menor desigualdade social, com melhor distribuição de riquezas e com maior oportunidade para todos é, antes de qualquer coisa, um país que cumpra as leis.
Não queremos uma nova Colômbia, com irmãos se destruindo em uma batalha que começou exatamente assim, com uma proposta de reforma agrária, mas que teve suas lideranças se associando com narcotraficantes e hoje está muito próxima de uma guerra civil.
Para que possamos atingir esses objetivos, são propostas do Movimento Nacional de Produtores – MNP/ MS:
Levantamento total da quantidade de recursos já utilizados neste programa de reforma agrária, objetivando uma ampla discussão com a sociedade, se os mesmos recursos não seriam melhor aproveitados investidos em saúde, educação e construção civil, por exemplo.
Investimento em uma política agrícola eficiente, que mantenha o pequeno agricultor no campo, pois enquanto o governo federal diz haver assentado 280.000 famílias, dados oficiais mostravam que 400.000 pequenos agricultores haviam deixado o campo por falta de uma política agrícola condizente com suas necessidades.
Investimentos maciços na construção civil, que além de suprir a carência habitacional existente no país absorveria grande parte da mão de obra menos qualificada.
Investimento maciço no ensino fundamental do homem do campo, proporcionando assim condições para que o mesmo tenha outras possibilidades de emprego.
Investimentos na capacitação e atualização do homem do campo, proporcionando, assim, condições para que o mesmo tenha outras possibilidades de emprego.
*João Bosco Leal-Jornalista, escritor e produtor rural.

TRANSFORMANDO O BRASIL NUM "PROSTÍBULO"


Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 29 de maio de 2012.

De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto.
(Rui Barbosa, Senado Federal, Rio de Janeiro, DF)

“Le Brésil n’est pas um pays sérieux”

Frase atribuída ao presidente francês Charles André Joseph Pierre-Marie De Gaulle, por ocasião da crise diplomática entre Brasil e França em 1962. A apreensão de embarcações francesas que pescavam lagostas em águas territoriais brasileiras teria irritado Charles Gaulle levando-o a afirmar que “o Brasil não era um país sério”. Na realidade o autor da frase é o embaixador brasileiro na França, Carlos Alves de Souza Filho.
O embaixador depois de discutir com De Gaulle a questão da “Guerra da Lagosta”, relatou ao jornalista Luiz Edgar de Andrade, na época correspondente do “Jornal do Brasil” em Paris o encontro dizendo-lhe que falaram sobre o samba carnavalesco “A lagosta é nossa” e das caricaturas que faziam do General De Gaulle, terminando a conversa com a seguinte frase: “Edgar, le Brésil n'est pas un pays sérieux”. O jornalista, por sua vez, encaminhou o despacho para o jornal e a frase acabou sendo outorgada a De Gaulle.
Hoje a famosa frase que causou tanta indignação na época certamente não provocaria a mínima repercussão nem atiçaria o brio dos mais aguerridos nacionalistas. Teríamos de baixar a cabeça resignados e concordar plenamente com a afirmativa. As infindáveis “maracutais” que permeiam pelos corredores Palacianos, pelas tribunas do Legislativo e Judiciário trazem à baila o pensamento do imortal Rui Barbosa pronunciado em pleno Senado Federal, quando a sede deste, era ainda no Rio de Janeiro.
Os três poderes, corrompidos nas suas bases, transformaram nossa Nação num enorme Prostíbulo onde aqueles que detêm o poder político ou econômico determinam os rumos a seguir mesmo que estes atentem contra o bom-senso, a lei ou a ética. Tudo acontece sem que a mídia amestrada e subjugada, por interesses meramente comerciais, se manifeste, sem que a população subornada pelas famigeradas “bolsas” se levante.

“Padroeiro dos Pecadores”
Fonte: Revista VEJA - Direto ao Ponto, 26.05.2012

Reportagem de VEJA revela a obscena ofensiva de Lulla para subjugar o Supremo e livrar do castigo a quadrilha do “mensalão”

O ex-presidente Lulla vem erguendo desde o começo de abril o mais obsceno dos numerosos monumentos à cafajestagem forjados desde 2005 para impedir que os quadrilheiros do “mensalão” sejam castigados pela Justiça. Inquieto com a aproximação do julgamento, perturbado pela suspeita de que os bandidos de estimação correm perigo, o “Padroeiro dos Pecadores” jogou o que restava de vergonha numa lixeira do Sírio Libanês e resolveu pressionar pessoalmente os ministros do Supremo Tribunal Federal. De novo, como informou VEJA neste sábado, o colecionador de atrevimentos derrapou na autoconfiança delirante e bateu de frente com um interlocutor que não se intimida com bravatas.
A reportagem de Rodrigo Rangel e Otávio Cabral reproduz os momentos mais espantosos do encontro entre Lulla e o ministro Gilmar Mendes ocorrido, há um mês, no escritório mantido em Brasília pelo amigo comum Nelson Jobim, ex-ministro do Supremo e ex-ministro da Defesa. A conversa fez escala em assuntos diversos até que o palanque ambulante interrompeu o minueto para dar início ao forró do “mensalão”. Fiquei perplexo com o comportamento e as insinuações despropositadas do presidente Lulla, disse Gilmar a VEJA. Não é para menos.
É inconveniente julgar o processo agora, começou Lulla, lembrando que, como 2012 é um ano eleitoral, o PT seria injustamente afetado pelo barulho em torno do escândalo. Depois de registrar que controla a CPI do Cachoeira, insinuou que o ministro, se fosse compreensivo, seria poupado de possíveis desconfortos. E a viagem a Berlim?, perguntou em seguida, encampando os boatos segundo os quais Gilmar Mendes e Demóstenes Torres teriam viajado para a cidade alemã num avião cedido por Carlinhos Cachoeira, e com todas as despesas pagas pelo meliante da moda.
Gilmar confirmou que se encontrou com o senador em Berlim. Mas esclareceu que foi e voltou em avião de carreira, bancou todas as despesas e tem como provar o que diz. Vou a Berlim como você vai a São Bernardo. Minha filha mora lá, informou, antes da recomendação final: Vá fundo na CPI. Lulla preferiu ir fundo no palavrório arrogante. Com o desembaraço dos autoritários inimputáveis, o ex-presidente que não desencarnou do Planalto e dá ordens ao Congresso disse o suficiente para concluir-se que, enquanto escolhe candidatos a prefeito e dá conselhos ao mundo, pretende usar o caso do “mensalão” para deixar claro quem manda no STF.
Alguns dos piores momentos da conversa envolveram quatro dos seis ministros que Lulla nomeou:
Carmem Lúcia - Vou falar com o Pertence para cuidar dela. (Sepúlveda Pertence, ex-ministro do STF e hoje presidente da Comissão de Ética Pública, é tratado por Carmen Lúcia como guru).
Dias Toffoli - Ele tem que participar do julgamento. (O ministro foi advogado do PT e chefe da Advocacia Geral da União. Sua mulher defendeu três “mensaleiros”. Mas ainda não descobriu que tem o dever de declarar-se sob suspeição).
Ricardo Lewandowski - Ele só iria apresentar o relatório no semestre que vem, mas está sofrendo muita pressão. (Só falta o parecer do revisor do processo para que o julgamento comece. Lewandowski ainda não fixou um prazo para terminar o serviço que está pronto desde que ganhou uma toga). (...)
Na mesma quarta-feira, a chegada ao STF de um documento assinado por dez advogados de “mensaleiros” comprovou que Lulla age em parceria com a tropa comandada pelo inevitável Márcio Thomaz Bastos. Embora nós saibamos disso, é preciso dar mostras a todos de que o Supremo Tribunal Federal não se curva a pressões e não decide “com a faca no pescoço”, diz um trecho desse inverossímil hino à insolência. A expressão foi pinçada da frase dita em 2007 pelo ministro Ricardo Lewandowski, num restaurante em Brasília, depois da sessão que aprovou a abertura do processo do “mensalão”. Faltou completar a frase do revisor sem pressa: Todo mundo votou com a faca no pescoço. A tendência era amaciar pro Dirceu.
O escândalo descoberto há sete anos se arrasta no STF há cinco, mas os dez doutores criticaram a correria para o julgamento, atiçada pela grita. Eles resolveram dar lições ao tribunal por estarem preocupados com a inaudita onda de pressões deflagradas contra a mais alta corte brasileira. O Brasil decente faz o que pode para manifestar seu inconformismo com o tratamento gentil dispensado pela Justiça a pecadores que dispõem de padrinhos poderosos e advogados que cobram por minuto. São pressões legítimas. Preocupante é o cerco movido a um Poder independente por um ex-chefe do Executivo. Isso não é uma operação política, muito menos uma ação jurídica. É um genuíno caso de polícia.
Se os bacharéis do “mensalão” efetivamente se preocupam com pressões ilegais, devem redigir outro documento exigindo que Lulla aprenda a comportar-se como ex-presidente e pare de agir como um fora-da-lei.

Quem procura acha...
Fonte: Jorge Serrão, Edição do Alerta Total, 28.05.2012

Procurador Gurgel pode mandar investigar Lulla por tráfico de influência e extorsão contra ministro do STF

Quem procura acha... As inconfidências de Gilmar Mendes podem render problemas judiciais para o Doutor Chefão Luiz Inácio Lulla da Silva. O Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, tem tudo para pedir a abertura de um inquérito para investigar a revelada tentativa de crime de tráfico de influência e até de extorsão praticadas pelo ex-Presidente da República contra um ministro titular e ex-Presidente do Supremo Tribunal Federal. Gurgel tem o dever de agir com rigor neste caso que envolve pelo menos uma autoridade com foro privilegiado: Gilmar. Lulla perdeu o privilégio dele.
Não dá para ignorar a gravidade da revelação feita por Gilmar Mendes à revista Veja. O ex-Presidente da República, veladamente, fez ameaça ao ministro do STF. Gilmar Mendes confirmou que Lulla lhe pediu para tentar adiar o julgamento do mensalão. Ofereceu, em troca, uma blindagem a Gilmar na CPI do Cachoeira. A clara tentativa de tráfico de influência, com extorsão, aconteceu em Brasília, no dia 26 de abril. O picadeiro da proposta indecente feita pelo eterno sindicalista de resultados foi o escritório de Nelson Jobim - ex-ministro da Justiça e ex-presidente do STF.
Lulla teria recomendado a Gilmar que o mais correto seria julgar o mensalão após as eleições municipais de outubro. O companheiro $talinácio também teria dito a Gilmar: “o Zé Dirceu está desesperado”. Gilmar Mendes reagiu com indignação: “Fiquei perplexo com o comportamento e as insinuações despropositadas do Presidente Lulla”. Outro membro do STF, não indicado por Lulla, Celso de Mello, ainda tirou uma lição do escândalo: “Um episódio negativo e espantoso em todos os aspectos. Mas que servirá para dar relevo à correção com que o STF aplica os princípios constitucionais contra qualquer réu, sem importar-se com a sua origem social e que o tribunal exerce sua jurisdição com absoluta isenção e plena independência”.
Agora, de nada adianta o anfitrião do encontro Lulla-Gilmar, o Genérico sem estrelas Nelson Jobim, ex-ministro da Defesa, tentar defender Luiz Inácio, alegando que “nada do que foi relatado pela Veja aconteceu”. Pior ainda foi o que Jobim comentou com a reportagem do jornal gaúcho Zero Hora: “Estranho que o encontro tenha acontecido há um mês e só agora Gilmar venha se dizer indignado com o que ouviu de Lulla. O encontro foi cordial. Lulla queria agradecer a colaboração de Gilmar com o seu governo”.

Gilmar Mendes ouviu de Lulla e tornou pública a estratégia que usaria para influenciar os demais ministros do STF. Lulla escalaria o amigo Sepúlveda Pertence, ministro aposentado do STF e chefe da Comissão de Ética Pública da Presidência, para conversar sobre o processo do mensalão com a ministra Cármen Lúcia. Sepúlveda é padrinho da indicação da ministra ao tribunal. Lulla também comprometeu o ministro José Dias Toffoli – também indicado por ele: “Eu já disse ao Toffoli que ele tem que participar do julgamento”. Lulla não liga que a namorada dele seja advogada de Roberta Rangel, que atuou na defesa de três réus do mensalão. Lulla também conta que, em 2013, os ministros Ayres Britto e Cesar Peluso, propensos à condenação dos réus, estarão aposentados.

Livro do Autor

O livro “Desafiando o Rio-Mar – Descendo o Solimões” está sendo comercializado, em Porto Alegre, na Livraria EDIPUCRS – PUCRS, na rede da Livraria Cultura (http://www.livrariacultura.com.br) e na Associação dos Amigos do Casarão da Várzea (AACV) – Colégio Militar de Porto Alegre.
Para visualizar, parcialmente, o livro acesse o link:

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA); Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS); Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil - RS (AHIMTB - RS); Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS);
Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A SENSAÇÃO EXAGERADA DO SENSACIONALISMO

“Dê certo, decerto o acerto certeiro” – (Gudé)
Por José Eugênio Maciel

“Todos sabem, a galinha quando acaba de botar ovo ela canta muito.
Confesso não saber se a alegria que a leva cantar é pelo ovo
em si, ou por estar aliviada dado ao esforço hercúleo
que teve que fazer”.
Estive Nólocal (b.d.C)
        O sensacionalismo dos meios de comunicação está tão arraigado que parece ser corriqueiro,  manchetes caracterizarem tal prática. Jornalistas alegam que grande parte do público aprecia – e só conseguem compreender – quando o conteúdo dos fatos é noticiado como um espetáculo, mesmo que grosseiro.       O sensacionalismo nem sempre está explicitamente nas manchetes, ocorre a conta gotas, a cada momento quando a notícia é dada.
         As redes televisivas estão proporcionando ampla divulgação quanto ao acidente e o quadro médico do cantor Pedro Leonardo, 24 anos, filho do também cantor sertanejo Leonardo, jornais das emissoras das nacionais entram ao vivo em todos os noticiários. É fácil constatar que a importância está ligada ao fato de ser o rapaz filho de Leonardo. Mesmo filho de uma pessoa famosa, o exagero é grande, dado ao tempo em minutos consumido para a divulgação. É estúpido tamanho estardalhaço.
         Não se trata de não divulgar o fato, mas o sensacionalismo contribui para a alienação, escamoteando realidades que precisaríamos não só de saber, e sim com a importância devida, haja vista o desconhecimento mínimo que muitos brasileiros têm sobre os seus próprios direitos, embora eles saibam das fofocas do chamado mundo das celebridades, aliás, tantas vezes sem celebridades.
         Encerrar o assunto é não ter que se estender a tamanha mediocridade em torno de uma figura que até agora em nada contribuiu para a música do Brasil, quanto mais para a cultura, é apenas o filho de alguém famoso, ambos vazios em si mesmos.        

APROVADA ENTRÂNCIA FINAL PARA CAMPO MOURÃO

O desembargador Jesus Sarrão, presidente da Comissão de Organização e Divisão Judiciárias, informou o deputado federal Rubens Bueno que foi aprovado o pedido de elevação da comarca de Campo Mourão para Entrância Final.
A solicitação foi feita por Bueno, o deputado estadual Douglas Fabrício e lideranças de Campo Mourão e região, em audiência realizada com o presidente do Tribunal Justiça do Paraná, desembargador Miguel Kfouri Neto, no início de abril. Para o desembargador Jesus Sarrão, “é de inteira justiça a decisão, já que o município atende todos os requisitos”.
Antes da aprovação, os parlamentares estiveram em audiência com o corregedor geral do Tribunal de Justiça do Paraná, Noeval de Quadros, para apresentar a demanda. Na ocasião, o desembargador declarou que o parecer para Campo Mourão se tornar entrância final era favorável.
“Fizemos um estudo bem detalhado. Os números do município são semelhantes aos que já atingiram a elevação”. Também participou da reunião o presidente da Acicam (Associação Comercial e Industrial de Campo Mourão), Marcelo Chiroli, que enfatizou a importância de a região ter uma melhor estrutura jurídica.
O deputado estadual Douglas Fabrício afirma que a Entrância Final é uma grande conquista da região de Campo Mourão. “Esta conquista eleva o município a outro nível”, declara.