segunda-feira, 28 de junho de 2010

CMPA: FORMANDO HOJE O CIDADÃO DO AMANHÃ!

Por Coronel Hiram Reis e Silva, Cidreira, RS

“(...) Na nossa escola forja-se a grandeza,

Temos no peito amor juvenil,

Em nossas cores, toda a natureza,

Nós somos filhos do Brasil. (...)”

(Canção do CMPA)

Colégio Casarão da Várzea (CMPA)

Entrei, mediante concurso, como adolescente, no Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) nos idos de 1965 e dali saí homem feito em 1971 para ingressar na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN). Foram sete magníficos anos em que aprendi a importância da disciplina, cultivei os valores cívicos e morais, a camaradagem, o patriotismo e desfrutei de um ensino do mais alto nível. O CMPA é reconhecido, nacional e internacionalmente como uma das melhores Instituições de Ensino do país e lembrado pelas várias personalidades influentes na História do Brasil, do Rio Grande do Sul e de Porto Alegre que fizeram e fazem parte de seu corpo docente e discente.

Há dez anos tenho a honra de pertencer a seu seleto e empreendedor corpo docente. O CMPA forma hoje, como no passado, líderes que conduzirão os destinos de nossa amada Pátria. A presença marcante nos destinos da vida regional e brasileira transformou o CMPA em um patrimônio gaúcho e nacional.

Recentemente um artigo intitulado “A Falsa História nas Escolas Militares”, assinado pelo escritor e jornalista Urariano Mota (urarianoms@uol.com.br) afirma, dentre outros devaneios, que nossos alunos são: “obrigados a decorar algo como uma História vazia e violentadora (...)”.

O alienado escritor continua seu artigo fazendo suas idiotizadas considerações alicerçadas numa visão distorcida da “História do País”, reescrita pelos ideólogos de PlanTão. Reproduzo, abaixo, um texto do Coronel Leonardo Roberto Carvalho de Araújo (foto ao lado), do CMPA, que mostra a preocupação do Colégio, desde a sua criação, com a Excelência no Ensino e o sucesso alcançado.

Personagens Históricos

“(...) Dos primórdios da antiga Escola Militar até o ano de 1911, pode-se destacar a atuação de várias personagens dessa instituição nas mais diferentes áreas.

Nas décadas de 70 e 80 do Século XIX, alunos, professores e instrutores da Escola Militar, direta ou indiretamente tiveram participação ativa em questões ligadas à abolição da escravatura e à proclamação da república. (...)

Também na área da educação, é impossível deixar de mencionar a relevante atuação do Capitão João José Pereira Parobé, professor da Escola Militar do RS. Além de ter sido Deputado Estadual e Secretário de Obras do RS, esteve diretamente ligado à fundação da Escola de Engenharia em 1896, precursora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde foi diretor por dezessete anos. O Capitão Parobé também foi o fundador do Colégio Júlio de Castilhos, da Escola Técnica que hoje leva seu nome e de vários dos institutos da atual UFRGS. Por sua enorme colaboração para a educação do Rio Grande do Sul, o Capitão Parobé constitui-se no maior expoente gaúcho nessa área. Da Escola Militar do RS também saíram, em 1896, os cinco tenentes professores que fundaram a Escola de Engenharia. De maneira semelhante, o primeiro reitor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS, (anteriormente também reitor da UFRGS), Armando Pereira da Câmara, foi aluno do CMPA.

Ainda no campo da Educação, é lícito ressaltar que a Escola Militar foi o primeiro curso de ensino superior do Estado e que contribui de forma decisiva, através de seus fundadores e primeiros professores, para a criação e a evolução da UFRGS.

Nos campos do tradicionalismo e da etnografia, é notória a participação do Major João Cezimbra Jacques, instrutor da Escola Militar, idealizador e fundador do Grêmio Gaúcho em 1898, primeira entidade destinada ao estudo e ao culto das tradições rio-grandenses, motivo pelo qual foi consagrado como Patrono do Tradicionalismo Gaúcho. (...) É com orgulho, pois, que o Casarão da Várzea reivindica ser o berço do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). (...)

Pelas centenárias arcadas do Velho Casarão da Várzea transitaram, como alunos, oficiais ou praças, oito presidentes da república (João de Deus Menna Barreto, Getúlio Dornelles Vargas, Eurico Gaspar Dutra, Humberto de Alencar Castelo Branco, Arthur da Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Baptista de Oliveira Figueiredo), o que o fez ser alcunhado como "Colégio dos Presidentes", além de um primeiro-ministro (Francisco de Paula Brochado da Rocha), um vice-presidente (Adalberto Pereira dos Santos), vários heróis militares brasileiros (Mal. Câmara, Cel. Plácido de Castro, Mal. Mascarenhas de Morais, Gen. Góes Monteiro, Mal João N. M. Mallet e outros), vários ministros, governadores e ocupantes de outros altos cargos políticos, um elevado número de oficiais-generais e outros militares de destaque, eminências da vida civil em todos os campos do conhecimento, como o poeta Mário Quintana, o artista plástico Vasco Prado, o escritor e advogado Darcy Pereira de Azambuja, os ex-reitores da UFRGS Armando Pereira da Câmara e José Carlos Ferraz Hennemann, o presidente da Intel/Brasil Oscar Vaz Clarke e o vice-presidente mundial do Google Nélson Mendonça Mattos, além de outras destacadas personalidades que podem ser vistas no link “ex-integrantes ilustres”.

É relevante ressaltar que a primeira publicação das poesias de Mario Quintana e das gravuras de Vasco Prado foi feita nas páginas da revista Hyloea, em 1922 e 1933, respectivamente. A Hyloea - revista literária fundada em 1922 pelos alunos integrantes da então Sociedade Cívica e Literária - é até hoje publicada pelo CMPA. (...)

Ainda no campo esportivo, já na década de 40, o Capitão Olavo Amaro da Silveira, instrutor da Escola Preparatória de Cadetes, junto com outros oficiais e civis, fundava a entidade que é hoje a Escola de Educação Física da UFRGS, tornando-se seu primeiro diretor.

Outro fato que o distingue pelo pioneirismo educacional no Estado é o de, entre 1915 - ano em que a primeira turma de alunos se formou - e 1938 – quando foi transformado em Escola Preparatória de Cadetes – seus formandos receberem também o diploma de "Agrimensor", já saindo com uma profissão definida. Assim, o CMPA antecipou-se em mais de meio século à introdução do ensino profissionalizante na educação básica do Estado”. (Araujo)

Atualidade

“Atualmente, o CMPA é a única escola de educação básica do País a possuir um observatório astronômico (Observatório Capitão Parobé) dotado de um telescópio robótico de última geração. Construído em 2002, através de um convênio com a UFRGS, a USP e a Fundação Vitae, o observatório se destina a um ambicioso projeto multidisciplinar nacional que tem na Astronomia o mote para o estímulo ao aprendizado das ciências, da história, da geografia e das artes. (...)

Dois de seus alunos classificaram-se para representar o Brasil na VII Olimpíada Internacional de Astronomia (VIII OIA), realizada na Rússia em 2002, repetindo o feito em 2005, com um aluno participando da X Olimpíada Internacional de Astronomia, realizada em Pequim, na China. Em 2008, novamente dois alunos foram selecionados, uma para a 2ª Olimpíada Internacional de Astronomia, em Trieste – Itália, e outro para a Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica em Bandung – Indonésia. Em 2009, um aluno foi selecionado como um dos cinco brasileiros a compor a equipe olímpica que disputou a 3ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica, realizada Teerã no Irã.

O CMPA teve os únicos alunos gaúchos selecionados para cursarem a Escola do Espaço em 2001, a Escola Avançada de Física em 2003, a 1ª, a 3ª e a 5ª edições da Jornada Espacial em 2005, 2007 e 2009, todas no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Desde 2007, em iniciativa pioneira, o Clube de Química desenvolve o Projeto Biodiesel, o qual visa produzir biodiesel a partir da utilização do óleo de cozinha que foi utilizado no preparo das refeições. Em 2008 foi comprovada a viabilidade do combustível através de um teste de campo realizado com um trator agrícola e com um caminhão do Exército.

Seus formandos têm o mais alto índice percentual de aprovação no vestibular da UFRGS entre as escolas gaúchas (42% em 2005, 44% em 2006, 44,79% em 2007, 61,11% em 2008, 48,70% em 2009 e 57,45% em 2010).

Há vários anos, é uma das poucas escolas gaúchas a aprovar alunos para o Instituto Militar de Engenharia (IME), para o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), para a Academia da Força Aérea (AFA) e para a Escola de Formação de Oficiais da Marinha Mercante (EFOMM).

Do "Colégio dos Presidentes" saíram as únicas duas gaúchas selecionadas para integrar as respectivas turmas pioneiras de mulheres da Aeronáutica: uma em 1996, para a Intendência da FAB, e a outra, em 2003, para realizar o curso de piloto de combate na Academia da Força Aérea Brasileira.

Em 2005, o Colégio obteve a primeira colocação entre todas as escolas gaúchas que realizaram o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), sendo a única a obter média superior a 70 pontos, o que a incluiu entre o seleto grupo das escolas brasileiras com conceito “excelente”. Em 2006, novamente houve-se muito bem nessa prova, classificando-se como a melhor escola pública do Rio Grande do Sul e a 11ª em todo o País. Em 2007, foi destacado como o melhor colégio gaúcho e único a atingir 80 pontos ou mais nessa prova. Em 2008, obteve a melhor colocação entre as escolas públicas do Estado e a 17ª colocação entre as brasileiras, sendo a única gaúcha a atingir o nível de excelência (70 pontos ou mais). Em 2009, repetiu o feito do ano anterior. Nos últimos anos, teve a satisfação de ver vários de seus alunos receberem medalhas de ouro, prata e bronze em olimpíadas intelectuais, como as de Matemática, Física e Química.

Em 2008 e 2009, os únicos gaúchos selecionados como Jovens Embaixadores junto aos Estados Unidos eram alunos do CMPA, e nesse país cumpriram quinze dias de atividades diplomáticas. O Colégio Militar também teve um dos cinco alunos gaúchos selecionados como Deputado Jovem junto à Câmara dos Deputados, lá passando uma semana em atividades legislativas. (...)

São feitos que orgulham os integrantes do Velho Casarão da Várzea, fazendo com que, apesar de todas as adversidades porventura encontradas, continuem a contribuir, através da educação em seu sentido mais amplo, para o engrandecimento do País. Assim, com base em uma tradição de eficiência, disciplina, valores morais, camaradagem, patriotismo e ensino de alto nível, o CMPA procura formar, não só o cidadão do amanhã, como também homens e mulheres aptos e dignos para serem os líderes que conduzirão os destinos da próspera Pátria com que todos sonhamos. Por essa presença marcante na vida regional e brasileira, o Colégio Militar de Porto Alegre, constitui-se hoje não apenas em um patrimônio de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul, mas também de todo o Brasil”. (Araujo)

Características

(...) O Colégio Militar é mantido com verbas do Exército e sua estrutura administrativa (não-docente) é composta, prioritariamente, por militares, sendo uma escola que ministra a Educação Básica normal no País, com as particularidades previstas na Lei de Ensino do Exército. Apesar de seu nome, o CMPA não se dedica ao ensino das artes bélicas e nem visa unicamente à preparação para a carreira militar, sendo esta apenas uma opção de seus alunos.

O Colégio possui cento e vinte professores, dos quais setenta e cinco são civis concursados e quarenta e cinco são militares. (...)”(Araujo)

Proposta Pedagógica

“Seu diferencial educacional consiste no fato de possuir uma proposta pedagógica que o particulariza, na busca da almejada educação integral. O objetivo desta é, não só proporcionar uma sólida base em conteúdos disciplinares, mas também preparar o jovem para a vida cidadã que encontrará ao sair do Colégio, com todas as suas exigências em valores morais e afetivos, ordem, disciplina e respeito, mas sempre dentro de um clima de sadia amizade e sã camaradagem.

Seus professores estão adaptados à era do conhecimento, procurando interagir com seus alunos e se tornando seus facilitadores no processo do "aprender a aprender", tudo inserido no bojo da interdisciplinaridade e da contextualização tão necessárias ao momento educacional que vivemos”. (Araujo)

Síntese de algumas razões do sucesso do CMPA

“- Cerca 60% de seus docentes são mestres ou doutores. O Colégio busca e incentiva, incessantemente, o aperfeiçoamento profissional de seu corpo docente. (...)

- A carga horária anual é superior à mínima estabelecida pelo MEC.

- Além dos conteúdos disciplinares, são oferecidas ao aluno atividades extra-classe, como: diversas modalidades de esporte, xadrez, astronomia, coral, banda de música, teatro, clubes de disciplinas (matemática, história, literatura, ciências, filosofia, etc.) e grêmios sócio-recreativos. É incentivada a participação em olimpíadas educacionais, como: astronomia, física, biologia, matemática, etc., e em projetos sócio-assistenciais de apoio a pessoas carentes. (...)

- A educação não se limita aos conteúdos das disciplinas. São também trabalhados e cultuados valores, como: respeito, ordem, organização, honestidade, honra, princípios morais, lealdade e responsabilidade pessoal e social, mas sempre dentro de um clima de amizade e camaradagem. Esse fato motiva uma forte e perene ligação afetiva entre alunos e ex-alunos com o Colégio Militar.

- A educação está baseada na harmonia e interação, profícua e constante, entre três vetores: escola, aluno e família. (...)”(Araujo)

Conclusão

Desafio o Sr. Urariano Mota a apresentar outra Escola Pública que apresente resultados similares aos do nosso querido “Casarão”, que jamais tenha desencadeado qualquer tipo de movimento ‘grevista’, que no dia do seu aniversário seja capaz de fazer que seus ex-alunos, jovens e sexagenários, civis e militares, desfilem emocionados e saudosos ...

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA); Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS); Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB); Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS); Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional.

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br

E-mail: hiramrs@terra.com.br

domingo, 27 de junho de 2010

LUTO NA MÚSICA SERTANEJA

DO BLOG
PARADA DE BOIADEIRO
copiamos esta triste notícia
INFELIZMENTE MAIS UMA VEZ E COM
MUITO PESAR, NOTICIAMOS LUTO NA
MÚSICA SERTANEJA, MORREU DE ACIDENTE
AUTOMOBILISTICO O "ELIAS JOSÉ DA SILVA"
O ELI SILVA QUE FORMAVA
DUPLA COM ZÉ GOIANO.
ELI SILVA FALECEU DIA 25/06 AS 22 hs.
ELI SILVA NASCEU EM FAROL - PR EM 03/12/1954
PORTANTO COMPLETARIA ASSIM
56 ANOS DE VIDA NESTE PRÓXIMO
DEZEMBRO.

* 03/12/1954 *
+ 25/06/2010 +

43 ANOS COM O FUSCA AZUL

Ministro aposentado do STJ passou mais da metade dos seus 77 anos de vida ao lado do veículo, que não vende por preço nenhum


Curitiba - Milton Luiz Pereira, ministro aposentado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), passou mais da metade dos seus 77 anos de vida ao lado do seu Fusca 1.300 azul. Ele ganhou o veículo como presente da população de Campo Mourão (Região Centro-Oeste), em 29 de abril de 1967, dia em que deixou o cargo de prefeito do município.
''Quando eu estava para transmitir o cargo para o vice-prefeito, vi o Fusca, em frente à prefeitura. Então me disseram que era um presente para mim'', lembra Pereira, que hoje vive em Curitiba.
Formado em Direito na capital paranaense, Pereira havia chegado a Campo Mourão no final da década de 1950, por indicação de um amigo. Sua atuação nos júris locais lhe rendeu fama e, apenas dois anos e meio após chegar à cidade, ele concorreu à Prefeitura do município, em 1962, pelo PDC, partido do então governador Ney Braga. Pereira venceu.
Quando ele estava para encerrar seu período à frente do Executivo, o governo militar prorrogou os mandatos de todos os prefeitos brasileiros por mais um ano. Pereira, que sonhava seguir carreira na magistratura, preferiu renunciar antes. No dia em que deu adeus ao cargo, veio a surpresa.

''Não tinha a menor ideia de que estavam planejando isso. O carro custou 4,3 milhões de cruzeiros. Embora existissem veículos bem mais caros na época, o Fusca tinha acessórios, não foi barato. E foi um presente da população mesmo: uns dois ou três fazendeiros da região poderiam ter bancado sozinhos o presente, mas eu vi a lista de adesão e foi realmente um presente de toda a população de Campo Mourão. Havia uma ou outra contribuição maior, mas de resto as contribuições eram modestas. Na lista, existia até o registro de um morador que havia dado uma galinha para ajudar a comprar o carro. A galinha foi vendida numa feira por 1,5 cruzeiro, e esse dinheiro foi usado na compra'', lembra Pereira.

O Fusca, da primeira série dos 1.300, tem hoje 95% das peças originais. ''Só troquei o que tinha que trocar: carburador, peças enferrujadas, mudei a voltagem'', relata o proprietário. Em 1967, após deixar a Prefeitura de Campo Mourão, Milton Luiz Pereira foi nomeado juiz federal e voltou para Curitiba, onde atuou por 23 anos. Depois, trabalhou em São Paulo e em 1991 tornou-se ministro do STJ, onde ficou até 2002, quando ocorreu sua aposentadoria compulsória.
Nessa trajetória, o Fusca azul foi junto. O ministro aposentado explica que não vende o veículo por duas razões: pelo respeito ao presente da população de Campo Mourão e pelo afeto ao carro. ''Não me desfaço dele, não vendo. Às vezes, quando paro no sinaleiro, me perguntam se não quero vender o Fusca. Mas a estima que eu tenho pelo carro não tem preço'', garante.
Há três anos, a Associação dos Proprietários de Fuscas de Campo Mourão escolheu 29 de abril, o dia em que o presente foi entregue em 1967, para instituir o Dia Municipal do Fusca. ''Ele faz parte da minha vida e da vida da minha família. Todos os meus netos, quando chegam a três, quatro anos, tiram uma foto em cima do Fusca. É uma tradição'', conta Pereira.


texto de: Fábio Galão
Equipe da Folha de Londrina

ANDRÉ, CELSO, SEVERINO, SEMENTES DO TEMPO

Por José Eugênio Maciel

Se tendes o dom de ler as sementes do tempo, e dizer
quais hão de germinar, e quais não, falai!
Shakespeare – Macbeth, Ato I

Por onde começar para escrever sobre o fim? O fim da vida, o principiar na direção de um rumo tão certo quanto desconhecido do plano terreno, ao encontro do infinito.
André Veiga da Silva, Celso Romualdo Ferrari e Severino Gomes de Oliveira partiram levando com eles uma bagagem que lhes era comum, a de bons escolhedores de sementes, semeadores e a de bons cultivadores. O que deixam agora é a saudade também notada pelo florescer dos frutos das ações empreendedoras que protagonizaram.

André Veiga da Silva era orador de verve vibrante, envolvente, lúcida e apaixonada pelo que dizia. Andrezinho não carecia de pedir silêncio ao falar, o respeito era natural amealhado nos tempos do movimento estudantil, especialmente quando presidira a UMES – União Mourãoense dos Estudantes em 1970. Líder da juventude, defendia, com conhecimento singular, uma educação para todos e democrática. Eram os tempos da opressão, a ditadura militar sempre queria calar os estudantes, porém, o jovem de estatura pequena se agigantava ao empunhar a bandeira da liberdade. À época do bipartidarismo imposto pelos generais, só dois Partidos Políticos tinham a permissão de existir, a ARENA – Aliança Renovadora Nacional, que reunia os defensores do golpe de 64; e o MDB – Movimento Democrático Brasileiro, que congregava a oposição. Andrezinho militou no MDB com a mesma fibra dos tempos de movimento estudantil, profetizava o raiar de um novo tempo, não sem luta, advertia.
A família dele era muito pobre, Andrezinho passou privações que, apesar das agruras, não sucumbiram a vontade de ser digno e sabia que o único caminho a ser trilhado por um menino pobre era os estudos. Trilhando a ética, formou-se em Direito e, como advogado a oratória brilhante refletia agora o amadurecimento do tempo e o conhecimento amealhado pelos estudos que realizava com ímpar dedicação e notório saber. Chefe de seção da Superintendência na área do trabalho sediado em Porto Velho, Rondônia, onde residia, morreu deixando um legado a merecer respeito e a devida consideração.
Celso Romualdo Ferrari, filho de família pioneira e tradicional de Campo Mourão se caracterizava pelo

espírito associativista, tomava ou fazia parte de iniciativas engendradas pela comunidade objetivando o desenvolvimento da cidade. Agropecuarista, provinha no trato da terra o seu labor de sustento da família. Vereador em duas legislaturas, 1989/92 e 1993/96, está incluído entre os poucos que, no Parlamento municipal, exerceu com ínclito denodo o papel de fiscalizar e legislar.
Deixava seus afazeres para se dedicar as causas comunitárias, tendo ou não um mandato, e o fazia com arrojo, era respeitado pelo modo inflamado como defendia as posturas adotadas em favor das causas, as quais não titubeou em defender o que era público, mesmo contrariando interesses de poderosos. Trazia no seu semblante a preocupação permanente e a impaciência contra tudo que julgasse inapropriado e contrário ao bem comum. Uma impaciência fruto de uma têmpera firme, consciente e verdadeiramente própria de um político talhado pela própria vocação. Aberto ao diálogo, Celso não se deixava levar pelo que não estivesse convencido e frequentemente preferiu enfrentar o desgaste discordante do lugar-comum à comodamente cuvar-se a interesses menores.
Cabelos brancos sempre alinhados, trajes impecáveis, cavalheiro extremamente gentil, afável, fazedor de amigos, um homem culto e inteligente, dedicado à família, a boa música, a conversa apraz, fosse ela prosaica ou formal, própria do seu mister, como o de ser juiz de paz. Severino Gomes de Oliveira, pioneiro ilustre na nossa cidade deixa, aos 95 anos, à esposa, filhos, netos, um legado que é também grande orgulho de Campo Mourão, o esmero em tudo que fazia, fosse nas lides profissionais ou nas práticas solidárias em favor da cidade, do próximo. Caminhando pelas vias mourãoenses, que as conheceu como chão batido, quando não era poeira era o barro vermelhos, testemunhou carreadores virarem avenidas movimentadas, casas toscas darem lugar a modernas residências ou estabelecimentos comerciais, o caminhar dele era feito com frequentes interrupções, Severino cumprimentava, um aceno ou aperto de mão, a atenção sempre fraternal aos numerosos amigos. A cidade que tão bem ele conhecia, se reconhecia na figura dele, notáveis entre si. É oportuno citar algo que nele era o retrato nítido dos homens de bem, a retidão do caráter, a honestidade como formação posta em prática sempre, serenamente, como sempre foi.

sábado, 26 de junho de 2010

DICAS IMPORTANTES NA COZINHA

Mel

Se o mel açucarou, mergulhe o vidro dentro de um recipiente com água quente, deixando
assim por uns minutos. Ele voltará à sua consistência normal.
Quando necessitar tirar o mel com uma colher, mergulhe-a
primeiro em água quente, assim o mel não ficará grudado nela.

Caramelo

Balas e caramelos: Para conserva-los guarde-os em frascos bem secos,
onde tenha se colocado um saquinho de cal; este, absorvendo
o excesso de umidade evitará que as balas derretam.

Caqui

Caqui: Para que você não espere muito para comer um caqui que ainda está meio verde,
basta fazer um furinho, junto ao seu cabinho e colocar aí 1 gota de vinagre.
Ele vai amadurecer logo,logo.

Abacaxi

Abacaxi: Aproveite a casca do abacaxi, deixando-a ferver bastante tempo,
com pouca água e açúcar, até obter um xarope.
Coe e guarde na geladeira, misturando com água na hora de servir.

Melancia

Melancia: muita gente adora melancia mas não come,
porque acha pesada,de difícil digestão.
Colocando-se um pouquinho de açúcar na fatia que
você vai saborear ela vai se tornar bem mais digestiva.

Hamburguer

Ao temperar bifes de carne moida, evite usar alho e não exagere na cebola ralada.
A carne moida absorve muito os temperos.
Depois de ter assado a carne, misture um pouco de iogurte ao liquido
que ficou na assadeira. Da um ótimo molho para servir à parte.

Fritar bifes

Para que não espirre muita gordura ao fritar bifes,
tempere-os antes e junte um pouco de óleo.
Quando for fritar, apenas aqueça a frigideira e coloque os bifes, sem usar mais óleo.

Recheio de carne

Se usar toucinho para rechear uma carne, coloque as tiras na geladeira por 20 min.,
assim ficam mais duras e entram na carne mais facilmente.

Bife de fígado

Para amaciar bifes de figado, coloque azeite na hora de temperar:
o azeite faz com que o fígado fique macio como um patê.

Ossobuco

Para que o ossobuco mantenha a forma, ao limpá-lo não retire toda a
membrana que o envolve. Regue-o com limão, passe um barbante ao redor e tempere.

Rosbife Rosado

Para se fazer um bom rosbife rosado deve-se primeiro dourar o peso em
panela ou frigideira,numa mistura de óleo e manteiga. Depois de bem tostado,
levá-lo ao forno coberto com papel aluminio para que não resseque.

Vagens

Para que as vagens fiquem bem verdinhas, junte 1 colherinha
de açúcar à água do cozimento e deixe a panela destampada.

Abobrinhas

Quando cozinhar abobrinhas, acrescente um pouco de manteiga. Com o calor o
legume libera água e absorve a manteiga, ficando mais saboroso.

Batatas

As batatas assarão mais depressa se forem fervidas em
água e sal por cerca de 10 minutos, antes de irem ao forno.

Mamão

Uma boa fatia de mamão comida em jejum, todos os
dias, garante o bom funcionamento dos rins e do f ígado.

Pão de Queijo

Quando assar um pão de queijo feito com polvilho azedo coloque-o em forno
bem quente e, depois que o pão estiver crescido, vá abaixando o
fogo gradativamente, até que ele seque. Caso contrario o pão vai ficar murcho e puxa-puxa.

Pastéis

Seus pasteis ficarão ainda mais bonitos, coradinhos e não
se queimarão, se colocar dentro da gordura uma batatinha crua.

Farinha de trigo

A farinha de trigo ficará perfeita e não estragará, (dura meses) se for guardada na
geladeira, dentro de seu proprio invólucro e dentro de
um saco plástico bem fechado, resguardado da umidade.

Fígado

Para atenuar o gosto forte do figado e tornar sua carne mais digestiva, antes de
ser temperada, deixe os bifes de molho em leite frio por uns 40 minutos.
Jogue então esse leite fora, lave-os e tempere a gosto.

Borra de café

Borra de café é ótima para esfregar sua pia branca, depois do seviço terminado.
Reserve um pouco dela para lavar e clarear o chão da cozinha.

Mel açucarado

Se o mel açucarou, mergulhe o vidro dentro de um recipiente com água quente,
deixando assim por alguns minutos, e logo voltará à consistência normal.

Dicas da Olga Raquel.