segunda-feira, 28 de março de 2011

ENVELHECER

ENVELHEÇO, quando me fecho para as novas ideias e me torno radical...

ENVELHEÇO, quando o novo me assusta e minha mente insiste em não aceitar...

ENVELHEÇO, quando me torno impaciente, intransigente e não consigo dialogar...

ENVELHEÇO, quando meu pensamento abandona sua casa e retorna sem nada acrescentar...

ENVELHEÇO, quando muito me preocupo e depois me culpo por não ter tido motivos para me preocupar...

ENVELHEÇO, quando penso demasiadamente em mim mesmo e consequentemente, dos outros, completamente me esqueço...

ENVELHEÇO, quando penso em ousar e já antevejo o preço que terei que pagar pelo ato, mesmo que os fatos insistam em me contrariar!

ENVELHEÇO, quando tenho a chance de amar e daí o coração se põe a pensar:

"Será que vale a pena correr o risco de me dar? Será que vai compensar?"

ENVELHEÇO, quando permito que o cansaço e o desalento tomem conta de minha alma e ponho a me lamentar...

ENVELHEÇO, enfim, quando paro de lutar...

Blog da Paty

O JUIZ QUE LIMPOU OS FICHAS-SUJAS

Época
RUTH DE AQUINO
é colunista de ÉPOCA
raquino@edglobo.com.br
Por Ruth de Aquino

O novo juiz do Supremo Tribunal, Luiz Fux, é faixa preta em jiu-jítsu. Carioca de 57 anos, foi surfista, tocou guitarra numa banda de rock, The Five Thunders (“Os cinco trovões”). Aluno brilhante de escolas públicas, Fux tornou-se, na semana passada, o ídolo dos fichas-sujas. A decisão do juiz de adiar a Lei da Ficha Limpa para 2012 lavou o passado de políticos que há muito tempo violam o Artigo 14 da Constituição. Este sim deveria ser o artigo intocável. É o que prega a moralidade na vida pública.

Fux acredita que continua a ser o mesmo lutador da juventude. “Na minha época, os professores de jiu-jítsu davam o exemplo da retidão”, escreveu, em depoimento para a Uerj, onde se formou em Direito. Em seu primeiro voto polêmico, Fux não pode ser criticado por desrespeitar a legislação. Baseou-se nela para desempatar os votos dos colegas. A Lei da Ficha Limpa, de iniciativa popular, com 1,6 milhão de assinaturas, foi aprovada no ano passado e sancionada pelo Congresso e por Lula. Tornava inelegíveis os políticos condenados por improbidade, corrupção, abuso de poder econômico, quebra de decoro. Fux elogiou a lei, mas concluiu que ela não poderia valer para 2010, já que, pelo Artigo 16 da Constituição, mudanças em leis eleitorais precisam ser aprovadas até um ano antes do voto.

O palavreado no Supremo costuma ser rebuscado. “A Lei da Ficha Limpa, no meu modo de ver, é um dos mais belos espetáculos democráticos, posto que é uma lei de iniciativa com escopo de purificação no mundo político”, começou Fux, em sua média inicial com a torcida do povo brasileiro, que não aguenta mais tanta impunidade em campo. E continuou: “Um dispositivo popular, ainda que oriundo da mais legítima vontade popular, não pode contrariar regras expressas no texto constitucional.”

Acontece, senhor juiz, que os fichas-sujas vêm contrariando regras expressas no texto constitucional muito tempo antes de a lei ser aprovada. Caso levássemos a Constituição à risca, dezenas de políticos não poderiam estar no Congresso nem disputar as eleições de 2010. Um dado me convence de que validar a Ficha Limpa já nas últimas eleições não equivale a rasgar o texto da Constituição: o voto de cinco juízes do Supremo. Foram favoráveis à aplicação imediata da lei: Joaquim Barbosa, Carlos Ayres Britto, Cármen Lúcia, Ellen Gracie, Ricardo Lewandowski. Todos estudaram Direito, chegaram ao STF e fizeram uma opção. Entre o Artigo 16, que fala da “anualidade”, e o Artigo 14, que fala da “moralidade pública”, esses cinco juízes ficaram com o último. Preferiram interpretar a Constituição não sob o mérito do calendário, mas dos valores e da integridade.

Os fichas-sujas vêm contrariando o texto constitucional muito tempo antes de a lei ser aprovada

Como o jogo não acabou em goleada, mas em simples desempate na prorrogação – 6 a 5 –, o juiz Fux e seu time não convencerão a arquibancada de que agiram em prol dos interesses nacionais. Quem comemora são os políticos profissionais com rabo preso, flagrados em golpes baixos, dinheiro na bolsa, dólares na cueca – e até os que ainda não foram flagrados pelas câmeras do tira-teima. Porque, não tenham dúvidas, voltamos quase à estaca zero. Quem é ingênuo a ponto de acreditar que a Lei da Ficha Limpa está automaticamente aprovada para 2012? “O STF não derrubou a lei...pelo menos não por enquanto”, disse a juíza Ellen Gracie. Por enquanto, o juiz Fux limpou o caminho de Jader Barbalho e companhia (leia mais).

Se a cronologia é nosso guia, já podemos escalar os centroavantes do STF, Gilmar Mendes, Marco Aurélio e Cezar Peluso. Eles argumentam que ninguém pode ser barrado no campeonato eleitoral se tiver cometido um crime antes da edição da lei. Isso significaria, na prática, anistia para todos os políticos condenados antes de junho de 2010. A Ficha Limpa, comemorada pela sociedade como o início da faxina pública, na verdade passaria a valer apenas como um cartão amarelo.

Esqueçamos tudo, brindemos à amnésia nacional, e, daqui para a frente, não se esqueçam, deputados, senadores, prefeitos, governadores e juízes: ninguém poderá mais roubar e multiplicar seu patrimônio à custa do povo. Porque isso contraria uma cláusula pétrea da Constituição. Deu para entender?

O ENVELHECIMENTO

Por João Bosco Leal

"Apesar dos receios que possa ter em relação às rugas, aos músculos flácidos ou a uma mente cansada, há formas para envelhecer graciosamente."Rebbeca Ruiz

Sempre procurei entender o motivo pelo qual todos sofremos ao perceber que estamos envelhecendo, que já não somos tão ágeis, que nos esquecemos de coisas, fatos, ou que já não podemos fazer algo, se isso é inevitável, e que sabemos, desde o nascimento que assim seria.

Quando jovens, passamos por diversas fases, desde os descobrimentos diversos, como os sentimentos e prazeres, e logo já estamos querendo que a idade passe mais rápida, que cheguemos logo aos dezoito anos, para podermos tirar a carteira de habilitação, e termos acesso a novos lugares, como entrar no cinema em filmes censurados.

Em seguida os desejos já são outros, como acabar logo a faculdade, começar a trabalhar, ser independente financeiramente, sair da casa dos pais, e, com isso, pensamos que não iremos mais ter de dar satisfações a ninguém, principalmente àqueles que nos criaram.

Começam os planos de casamento, constituir a própria família, a casa própria e todos os outros comuns nessa fase da vida, quando vem o primeiro filho, e tudo começa a se transformar naquilo que é, literalmente, a vida real, sem sonhos vagos, e passa a ser a de projetos e sonhos mais precisos, de projeções, ambições e futuro.

Provavelmente, no aspecto material, essa é a fase mais produtiva de nossas vidas, pois buscamos incansavelmente a realização de muitas projeções, tanto para nossas vidas, como da de nossos filhos. São as buscas financeiras, de crescimento econômico, aquisições materiais, estabilidade, e, imagina-se, de garantias e segurança futuras.

Na fase da maturidade começamos a entender muitas das razões pelas quais nossos pais e mestres nos diziam algo, que deveríamos ou não realizar, e que, agora, nós é que dizemos a nossos filhos. Percebemos que muitos de nossos sonhos não se realizarão, ou porque eram fantasiosos, ou porque nós, por qualquer motivo, não conseguiremos realizá-lo.

Refazemos as nossas projeções, nossos objetivos, que agora são pautadas em bases mais sólidas, e de maior possibilidade de realização dentro de nossa atual realidade, seja física, econômica ou intelectual. Passamos a aceitar que muitas coisas antes desejadas não se realizarão, mas imaginamos que outras ainda são possíveis de serem alcançadas e traçamos estratégias com esse objetivo.

Penso ser após essa fase, quando se começa realmente a envelhecer, notar limitações físicas e mentais, que o ser humano inicia seu sofrimento pela aproximação do final, que já era esperado, conhecido de longa data, mas de difícil aceitação. Quando, matematicamente notamos que já há bem menos anos a viver do que os já vividos.

Começa a fase do sofrimento pelo inevitável que se aproxima, mas esse sofrimento ocorre não pelo simples final, mas pelo conhecimento, a experiência que alcançamos, e que, com eles, provavelmente teríamos alterado várias decisões e escolhas passadas, e com isso, certamente alcançaríamos com mais facilidade vários objetivos, mas que não há mais tempo para mudanças de rotas, está feito.

Como nunca chegaremos a experimentar certos sonhos e aventuras imaginadas ontem, precisamos viver intensamente o hoje, pois a lembrança do hoje nos aliviará a dor, do que será impossível viver amanhã.

Imagens da Internet - fotoformatação (PVeiga).

domingo, 27 de março de 2011

DESAFIANDO O RIO-MAR - A GUARDIÃ DA ESPADA


Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 26 de março de 2011.

"Uma raça, cujo espírito não defende o seu solo e o seu idioma, entrega a alma ao estrangeiro, antes de ser por ele absorvida”. (Rui Barbosa)

O Marechal Cândido Mariano Rondon no seu hercúleo trabalho de demarcação de fronteiras, no extremo norte do país, esteve em Roraima e lá deixou sua espada como prova de amizade aos índios da etnia Macuxi. A guardiã da relíquia de Rondon é, até hoje, a índia Macuxi Avelina Pereira, de 90 anos.

A Tuxaua Avelina e demais Lideranças Macuxi apresentaram a espada de Rondon, no dia 24 de março de 2011, na abertura do 2° Fórum Mundial de Sustentabilidade ao ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger. Aproveitando a oportunidade entregaram a ele uma “Carta Aberta” denunciando os conflitos gerados pela equivocada e entreguista demarcação contínua da Terra Indígena Raposa e Serra do Sol.

Infelizmente a grande mídia mercenária e submissa deixou de reportar o fato. Reproduzimos, na íntegra a Carta Aberta que foi redigida em inglês, macuxi e português.

- Carta ao Guerreiro Arnold Schwarzenegger

Macuxi - população: 23.182 - Como
vivem em uma região com períodos
prolongados de seca e de chuva,
os Macuxi alternam entre dois modos
de vida bem distintos. Durante a
estiagem, formam grandes aglomerações
e aproveitam para caçar, pescar, criar
gado, cultivar alimentos e coletar
madeira e argila – algumas aldeias
também garimpam ouro. Na estação
chuvosa, espalham-se em pequenos
grupos que vivem dos alimentos
armazenados durante a seca (Artur Lopes)

Guerreiro Americano, que vive na América como nós,

Saudações

Milhões cresceram vendo você vencer sozinho quadrilhas poderosas e políticas injustas em seu país. E agora o vemos dedicando tempo e trabalho à causa amazônica. É por isso que admiramos você. Essas ações inspiram em nós o desejo de lutar pelo que é certo e justo. Ficamos felizes e vimos saudá-lo, porque somos de paz.

A espada que Rondon deixou em Roraima representa amizade, união e solidariedade; jamais a beligerância e a intransigência étnica. Além disso, a presença do grande desbravador entre nós marca a época em que muitos do meu povo vestiram roupas pela primeira vez e podemos nos proteger do frio e das picadas de insetos.

Vivíamos em paz: índios, caboclos, colonos, viajantes. Até que determinados religiosos decidiram implantar a discórdia e o racismo em nome de Deus e de Jesus Cristo.

Na Raposa/Serra do Sol, na Missão do Surumu, índios do meu povo foram doutrinados para praticar a injustiça a fim de expulsar muitos cidadãos brasileiros que lá viviam. E, com a conivência de instituições brasileiras, usaram a polícia para separar famílias em índios e não índios, desprezando a relação ancestral de parentesco entre índios e não índios, ribeirinhos, mestiços em geral, não só em Roraima, mas em todo o Brasil; usando apenas o olhar da discriminação; sem nenhum critério científico para distinguir índio de não índio.

Destruíram casamentos, separaram maridos de suas mulheres e de seus filhos, criando feridas que jamais serão saradas, num dantesco gesto de desumanidade.

O Deus do ocidente prega o amor, a união, não o ódio nem a separação de povos. Por isso, vimos nos unir a você, Guerreiro, Para, juntos, combatermos a coação, a injustiça, a violência com que demarcam terras indígenas só para atender a metas propostas e decididas em fórum como esse, sem consulta livre, prévia e informada das minorias que, em termos quantitativos, são a maioria desprovida dos direitos fundamentais.

Somos humanos, somos irmãos, somos parentes. Temos inteligência, emoção e vontade própria. Por que impor aos índios uma vida diferente e precária, se há décadas organizações pedem dinheiro e realizam convênios em nome de acabar com essa miséria e abandono? Por trás disso, está a ambição, não a preservação das nossas culturas. É impossível preservar tradições quando juntam etnias diferentes para justificar a demarcação de territórios maiores?

Será coincidência o interesse das mineradoras estrangeiras nessas mesmas áreas? Será coincidência estarem discutindo a exploração mineral em terras indígenas e reformulando o estatuto do índio? Escolhemos o Guerreiro Americano para levar nossa mensagem, na esperança de que as organizações nacionais e estrangeiras reflitam sobre o que é imposto aos povos indígenas, aos amazônidas em geral e ao país onde vivem nossos compatriotas, a partir de eventos mundiais como esse aqui.

Finalmente, por meio destas singelas palavras, manifestamos nossas aspirações, dizendo que queremos: desfrutar os direitos à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança, à propriedade; desenvolver boa educação, boa saúde, boa economia, boa cidadania, bons trabalhos; dispor de boa alimentação, boas casas, boas estradas, bons transportes e de energia elétrica confiável; direitos cívicos como todos que desejam ter desenvolvimento e liberdade. Nós queremos gozar os direitos fundamentais e os direitos humanos, assegurados na Constituição Federal e nos diversos diplomas internacionais dos quais o Brasil é signatário.

Grande guerreiro americano, nós precisamos e nós acreditamos em você... Talvez você possa vir a ser nosso? Agente? Para conseguir fomento para suprir nossas necessidades nas áreas de educação e na segurança alimentar, prover financiamento para compra de máquinas e equipamentos, para execução dos nossos projetos sustentáveis.

24 de março de 2011, Raposa\Serra do Sol, Brasil

– Blog e Livro

Os artigos relativos à “3ª Fase do Projeto–Aventura Desafiando o Rio–Mar – Descendo o Amazonas I” estão reproduzidos, na íntegra, ricamente ilustrados, no Blog http://desafiandooriomar.blogspot.com desenvolvido, recentemente, pela minha querida amiga e parceira de Projeto Rosângela Schardosim. O Blog contempla também as duas fases anteriores de minhas descidas pelo Rio Solimões e Rio Negro de caiaque.

O livro “Desafiando o Rio–Mar – Descendo o Solimões” está sendo comercializado, em Porto Alegre, na Livraria EDIPUCRS – PUCRS, rede da Livraria Cultura (http://www.livrariacultura.com.br), Livraria Dinamic – Colégio Militar de Porto Alegre ou ainda através do e–mail: hiramrsilva@gmail.com

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA); Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS); Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB); Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS); Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br-E–mail: hiramrs@terra.com.br

Imagens da Internet - fotoformatação (PVeiga)

FARMÁCIA POPULAR TEM FRAUDE DE R$ 4,19 MI

VENCESLAU BORLINA FILHO

Folha.com
DE RIBEIRÃO PRETO

Imagem da Internet - fotoformatação (PVeiga)

As fraudes no programa Aqui tem Farmácia Popular, do Ministério da Saúde, já causaram um rombo de pelo menos R$ 4,19 milhões aos cofres públicos do país, segundo dados do Denasus (Departamento Nacional de Auditoria do SUS).

A irregularidade consiste no uso de CPF e registro no CRM (Conselho Regional de Medicina) de pacientes e médicos que, supostamente, nunca retiraram ou receitaram os medicamentos comercializados pelas farmácias fraudadoras.

Em alguns casos, até pessoas mortas são envolvidas.

Somente em Franca (400 km de São Paulo), quatro farmácias foram descredenciadas neste ano por fraudes no programa. Juntas, segundo o ministério, elas causaram um prejuízo de R$ 2,42 milhões. Na cidade, o Ministério Público Federal investiga 11 drogarias.

Já no país, de acordo com o Denasus, 393 farmácias foram auditadas de abril de 2009 a dezembro de 2010. Dessas, 259 foram descredenciadas. Os Estados que mais concentram irregularidades são Minas Gerais (235), São Paulo (86) e Paraná (20).

De acordo com a procuradora Daniela Batista Poppi, de Franca, os desvios acontecem porque o sistema é frágil. "São vendas fictícias. O dono da farmácia não entrega o remédio e recebe o dinheiro diretamente do ministério, sem controle."

Ainda segundo ela, das quatro farmácias descredenciadas na cidade, três pertenciam à mesma pessoa. O acusado, afirma, negou as fraudes, mas não escapará de ser processado criminalmente por estelionato no prazo de 30 dias.

"Ele será obrigado a devolver todos os valores recebidos indevidamente, além da possibilidade de ser preso", disse. Em um dos casos, segundo Daniela, o proprietário confirmou a fraude e comprometeu-se a devolver os valores recebidos.

OUTRO LADO

O Ministério da Saúde negou, por meio de sua assessoria, a fragilidade no sistema do programa Aqui tem Farmácia Popular. "As fraudes são detectadas por um conjunto de regras e procedimentos construídos para evitar irregularidades", disse, em nota enviada à Folha.

No começo de fevereiro, o ministério divulgou portaria com novos mecanismos de controle das transações comerciais do programa nas farmácias, que deverão ser aplicados até final de abril.

Um deles refere-se ao cupom vinculado. O documento, que contém dados do médico e da farmácia que vendeu o remédio e é preenchido pelo paciente, agora exigirá mais informações.

A assessoria de imprensa da pasta informou ainda que, no momento em que a é detectada fraude, o caso é encaminhado para o Ministério Público Federal.

EM QUATRO ANOS, DESVIARAM-SE DO "SUS" R$ 662,2 MI

Por Josias de Souza

Folha Online

Entre 2007 e 2010, período do segundo reinado de Lula, desviaram-se do Fundo Nacional de Saúde, que provê verbas ao SUS, R$ 662,2 milhões.

A cifra não vem de nenhum levantamento da oposição. Consta de relatórios de apuração feita pelo próprio Ministério da Saúde e pela CGU.

Deve-se a revelação ao repórter Roberto Maltchik. Ele informa que o dinheiro malversado daria para erigir 1.439 unidades básicas de saúde e de 24 UPAs (Unidades de Pronto-Atendimento).

Pagaria um ano de salários –incluindo o 13º— de 1.156 equipes do Saúde da Família.

Convertida em procedimentos médicos, a grana custearia 1,21 milhão de cesarianas. Ou 1,48 milhão de cirurgias de hérnia.

Considerando-se a capacidade investigatória do governo, a soma dos desvios deve ser muito maior.

Nos últimos quatro anos, Brasília repassou a Estados e municípios R$ 159,13 bilhões. Desse total, apenas R$ 4 bilhões (2,5%) foram esquadrinhados. Um recorde, segundo a CGU.

Criado em 1990, o SUS deveria dispor de um Sistema Nacional de Auditoria. Porém, o tal sistema de auditagem não existe senão no papel.

O Estado campeão em desvios é o Maranhão dos Sarney. Acumula um buraco de R$ 75,4 milhões.

As novidades vêm à superfície num instante em que governadores e o Planalto ruminam a ideia de recriar um tributo análogo à CPMF, extinta em 2007.

Fica claro que, antes de levar a mão ao bolso da bugrada, que financia a bilheteria, o Estado precisa colocar ordem no circo.

sábado, 26 de março de 2011

PRESCRIÇÃO DO CRIME DE FORMAÇÃO DE QUADRILHA ESVAZIA PROCESSO DO MENSALÃO

Em agosto deste ano, 22 réus do processo sobre o pior escândalo da Era Lula vão estar livres de uma das principais acusações

Felipe Recondo, de O Estado de S.Paulo


BRASÍLIA - O processo de desmantelamento do esquema conhecido como mensalão federal (2005), a pior crise política do governo Lula, já tem data para começar: será a partir da última semana de agosto, quando vai prescrever o crime de formação de quadrilha. O crime, citado por mais de 50 vezes na denúncia do Ministério Público - que foi aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF) -, é visto como uma espécie de "ação central" do esquema, mas desaparecerá sem que nenhum dos mensaleiros tenha sido julgado. Entre os 38 réus do processo, 22 respondem por formação de quadrilha.

Para além do inevitável, que é a prescrição pelo decorrer do tempo, uma série de articulações, levantadas pelo Estado ao longo dos últimos dois meses, deve sentenciar o mensalão ao esvaziamento. Apontado pelo Ministério Público como o "chefe" do esquema, o ex-ministro José Dirceu parece estar mais próximo da absolvição.

O primeiro sinal político concreto em prol da contestação do processo do mensalão foi dado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao deixar o governo, ele disse que sua principal missão, a partir de janeiro de 2011, seria mostrar que o mensalão "é uma farsa". E nessa trilha, lentamente, réus que aguardam o julgamento estão recuperando forças políticas, ocupando cargos importantes na Esplanada.

Na Corte. Um dos fatos dessa articulação envolveu a indicação do novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, e mostrou a preocupação do governo com o futuro do mensalão na Corte Suprema. Numa sabatina informal com Fux, um integrante do governo perguntou ao então candidato: "Como o senhor votará no mensalão?". Fux deu uma resposta padrão: se houvesse provas, votaria pela condenação; se não houvesse, pela absolvição. Foi uma forma de Fux não se comprometer.

A pergunta foi feita também a outros candidatos à vaga. Até o julgamento do processo, a presidente Dilma Rousseff deverá indicar mais dois integrantes da Corte. Nas novas definições, disseram integrantes do governo ao Estado, haverá a mesma preocupação com o julgamento.

Entre os atuais ministros do STF, causa também certa estranheza o fato de o ministro José Antônio Dias Toffoli participar do julgamento. Advogado do PT, ex-assessor da liderança do partido na Câmara e subordinado a José Dirceu na Casa Civil, Toffoli já participou do julgamento de recursos do mensalão.

Um dos ministros do Supremo lembra que o ex-ministro Francisco Rezek se declarou suspeito de participar do julgamento no STF do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Rezek fora nomeado ministro de Relações Exteriores no governo Collor e depois voltou ao Supremo, indicado também por Collor. Por isso, achava que não teria isenção para julgar o caso.

No governo. Há também em curso costuras políticas para fortalecer petistas réus do mensalão. Um exemplo recente dessa movimentação foi a nomeação do ex-deputado José Genoino, na época do escândalo presidente do PT, para o cargo de assessor especial do Ministério da Defesa pelo ministro Nelson Jobim, ex-presidente do Supremo, a pedido de petistas.

O PT também conseguiu eleger para a comissão mais importante da Câmara, a de Constituição e Justiça (CCJ), João Paulo Cunha (PT-SP), outro réu do mensalão. Segundo políticos que acompanham o processo, a indicação para a CCJ pode garantir-lhe uma certa blindagem.

Obstáculos naturais. Para além de ações políticas com intuito de enfraquecer a tese do mensalão, há empecilhos naturais numa investigação complexa que envolve 38 réus. A começar pela dificuldade de obter provas de todas as denúncias. Ministros do Supremo são unânimes ao dizer que muitos dos réus, inclusive figuras centrais, deverão ser absolvidas.

A história do tribunal mostra que as poucas condenações do STF só ocorreram quando obtidas provas cabais, impossíveis de serem contestadas. Por isso, dizem os ministros, seria praticamente impossível encontrar provas suficientes para condenar José Dirceu por corrupção ativa. Com a prescrição do crime de formação de quadrilha, nada sobraria contra ele no tribunal.

O mesmo vale, por exemplo, para Luiz Gushiken, ex-ministro do governo Lula, denunciado por peculato. Todos os ministros ouvidos reservadamente disseram que não havia sequer indícios suficientes sobre a atuação de Gushiken para que o tribunal recebesse a denúncia contra ele. Argumento semelhante é usado por ministros em relação ao ex-deputado Professor Luizinho (PT-SP), que foi líder do governo na Câmara.

Luizinho responde pelo crime de lavagem de dinheiro. Ministros dizem que o fato de o ex-deputado ter recebido dinheiro supostamente disponibilizado pelo PT, mas sacado do Banco Rural, não poderia ser classificado como lavagem de dinheiro.

Na Procuradoria. Ao contrário do ex-procurador e autor da denúncia do mensalão, Antonio Fernando de Souza, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, nunca conversou diretamente com o ministro do STF, Joaquim Barbosa, relator do caso. Pior: os 12 pedidos de diligência feitos tardiamente pelo procurador-geral em dezembro acabaram por atrasar o calendário previsto por Barbosa.

Pelo calendário informal do ministro Joaquim Barbosa, toda a instrução do processo estará concluída em abril ou maio. Depois disso, ele terá de analisar as mais de 42 mil páginas, reunidas em mais de 200 volumes, com quase 600 depoimentos e um calhamaço de provas colhidas.

Ao terminar seu voto, o que deve fazer até o final do ano ou no início de 2012, Barbosa repassará todo esse volume de informações para o colega que está incumbido de revisar o caso, o ministro Ricardo Lewandowski. O ministro terá igualmente de ler todos esses documentos para preparar um voto revisor.

Com isso, o processo estaria pronto para ser colocado em pauta no segundo semestre de 2012. Porém, não seria prudente o STF julgar neste período uma ação com potencial para interferir na eleição municipal. O julgamento ficaria para 2013, oito anos depois de descoberto o mensalão.

Imagens da Internet - fotoformatação (PVeiga).

sexta-feira, 25 de março de 2011

A ÚLTIMA EDIÇÃO

Por Osvaldo Broza

Depois de ser repórter e colunista na Folha de Campo Mourão de 1968 a 71; Assessor de Imprensa da Prefeitura de Campo Mourão em 78 e em alguns meses de 79; trabalhar por doze anos na Folha de Londrina de 79 a 91; e ser sócio da PHD Propaganda num bom período dos anos noventa, acho que peguei gosto pela coisa. A comunicação me contaminou, virou cachaça, me embebedou.

Em 2004, comprei o meu próprio jornal, o Entre Rios que, infelizmente, teve vida curta e prejuízo comprido. A última edição foi no dia 26/08/2006, que nem gosto de lembrar. Foi uma das passagens mais tristes da minha vida.

Aliás, pensando bem, esse negócio de edição é meio parecido com a vida da gente. Nos editamos todos os dias até que, de repente, será a última vez.

Muitos outros jornais foram fundados em Campo Mourão e, infelizmente, também já tiveram sua última edição, conforme consta no livro do Pedro da Veiga, “Campo Mourão – Centro do Progresso”. O primeiro deles, o Correio de Campo Mourão, surgiu em 1951, por iniciativa do “saudoso idealista” Nelson Bittencourt Prado. Fechou e ressurgiu em 1954, com outro nome, Correio do Noroeste, já impresso em oficina própria. Também não aguentou.

Depois vieram: A Verdade (meados da década de cinquenta), de José Dutra de Almeida Lira; O Piquirivaí (1959), de Nelson Bittencourt Prado e José Dutra de Almeida Filho; Jornal do Campo (1963) e Perfil (1975), de Aroldo Tissot; Jornal de Notícias (1967), de Edir Castelli; Folha de Campo Mourão (1968), de José Marcelino Monteiro, Pedro da Veiga, Getulio Ferrari e Wille Batke Jr; Gazeta Popular (1969) e Folha do Campo (1978), de Dickson Fragoso Veras; Gazeta do Oeste (1977), de José Gilberto de Souza; e Folha do Vale (1981), de Pedro Martins. A maioria com vida curta. O Piquirivaí e A Gazeta Popular, por exemplo, tiveram apenas duas edições. A Gazeta Popular foi fechada pelo Governo Militar que considerou uma de suas matérias atentatória aos interesses nacionais. Também não durou muito o outro jornal do Dickson – menos de um ano – o diário Folha do Campo que era impresso em oficina própria.

Vida longa, porém, teve (e tem), outro jornal fundado pelo Dickson em 1968 - juntamente com Joel D’Aparecida Albuquerque e Edilberto Parigot de Souza -, a Tribuna do Interior, que hoje se constitui num dos diários mais importantes do interior do Paraná.

Justiça também seja feita ao Aroldo Tissot que, depois que não conseguiu viabilizar o Jornal do Campo e o Perfil, fundou a Gazeta do Centro Oeste, em 28 de março de 1982, hoje transformado em diário e com circulação em toda a região da COMCAM. E, ao contrário da Tribuna do Interior, que já passou por diversos donos – entre eles, o próprio Pedro da Veiga -, A Gazeta do Centro Oeste continua sendo dirigida pelo seu fundador.

Quanto ao Entre Rios, não foram seus fundadores que o afundaram. Comprei-o já em andamento e estava sozinho na direção. Direção perigosa.

Tomei uma atitude que tantos outros veículos de comunicação impressa viriam a tomar e continuam tomando por esse mundão a fora, depois do grande avanço da comunicação virtual. O jornal sueco Post Och Inrikes Tidningar, por exemplo, fundado em 1645, deixou de ser impresso a partir de janeiro de 2007 e passou a ser publicado apenas na internet. Até então, era o jornal mais antigo do mundo em circulação. O jornal francês Le Monde, o maior diário daquele país e um dos mais importantes do mundo, foi vendido depois de ter acumulado uma dívida de 100 milhões de euros. Entre os brasileiros mais famosos, o “Jornal do Brasil”, fundado em 1891, portanto com quase 120 anos, publicou sua última edição no dia 31/08/2010. Entre os paranaenses de maior destaque, o Diário Popular encerrou suas atividades em agosto de 2010. A revista americana Newsweek, fundada em 1933, foi arrematada num leilão por apenas um dólar, mas com encargos que ultrapassam 50 milhões de dólares. E a Reader’Digest, editora da revista Seleções, entrou em concordata nos Estados Unidos – só nos Estados Unidos (mas já saiu) - por ter acumulado dívidas de 1,6 bilhão de dólares.

Eu fui um pouco mais esperto, portanto, não deixando que as minhas dívidas chegassem nem na metade disso.

Mas, continuo embebedado. Por isso, vou escrevendo minhas crônicas. Até a minha última edição. Que, aliás, não tenho nenhuma pressa que chegue logo.

CURITIBISSE

Música falando das coisas de Curitiba, brincando com as manias dos curitibanos e declarando amor pela cidade () - indicação do mano Tito.

OS TROPEÇOS CONSTROEM

Por João Bosco Leal

Na Internet encontrei uma frase atribuída a Voltaire que diz: "Não estou de acordo com o que dizes, mas lutarei até o fim para que tenha o direito de dizê-lo".

Durante o período em que estava com minhas movimentações limitadas, resolvi escrever tudo o que penso, sobre diversos assuntos. Foi a ideia que tive para me ajudar na sobrevivência durante aquele longo período, e para deixar para meus descendentes ideias que talvez pudessem ser úteis um dia, ou, se não forem, que ao menos sirvam para mostrar o que pensava seu antepassado.

Assim, como já havia anteriormente montado um blog destinado a mostrar aos filhos e netos, com descrições diárias, uma viajem de moto que fiz ao Chile, e outras que pretendia realizar, montei outro blog, agora para arquivar meus textos, de modo a que, no futuro, pudessem ser por eles consultados se tivessem interesse.

Tanto no blog da viagem de moto, como neste, a intenção não era dar grande divulgação ao mesmo, e muito menos utilizá-los como fonte de renda, mas amigos motociclistas mais próximos na época acharam ótima a idéia, passaram a acompanhar a viagem, fazer comentários, dar sugestões de locais, e inclusive alguns também montaram seus próprios blogs para divulgar suas próximas viagens.

Como profissionalmente já havia trabalhado com sites anteriormente, pessoas mais próximas, inclusive amigos da imprensa, me solicitaram, e comecei a enviar-lhes cópias desses textos que agora escrevia, e alguns passaram a ser publicados, talvez por simples consideração a um amigo que estava enfermo, imobilizado.

Alguns textos foram muito bem recebidos, e outros nem tanto, mas a realidade é que as publicações em blogs, sites e jornais foram aumentando, e alguns textos ultrapassaram inclusive os limites geográficos do país, e foram publicados em países vizinhos, e também "além mar".

Claro que isso nos incentiva muito, mas também aumenta muito a responsabilidade de que dizemos, e, apesar de já mantermos uma média de dezenas de publicações de cada texto, outro dia me surpreendi com um redundante fracasso de publicação, pois um determinado texto só foi publicado por dois sites. Li reli, e não consegui até o momento entender o motivo, mas procurei como sempre aprender algo com isso.

Primeiro que, retornando às origens do blog, minha intenção nem era publicar nada além do blog, que seria um simples arquivo dos textos, para visitação futura de meus descendentes. As publicações ocorridas foram consequências excelentes, de concordância, aceitação, mas nunca buscadas como objetivo do blog.

Declarações como a de Voltaire, só me dão a certeza de que escrever era mesmo o que tinha a fazer, durante meu período de impossibilidade de locomoção, e que, com o que ocorreu em seguida, que devo mesmo continuar, pois nunca seremos capazes de acertar sempre, mas não podemos perder as oportunidades, sejam as de dizer claramente o que pensamos, sejam as de aprender com os tropeços.

Com eles aprendemos que devemos olhar mais onde pisamos, pois no caminho podem existir mais pedras e buracos, dos quais podemos nos desviar se vistos com antecedência, e dos quais podemos tirar mais lições, como a de que podem nos derrubar, mas ao mesmo tempo servem de sombra para insetos e répteis.

Tropeços é parte inerente da vida, sem os quais, nossos e de outros, não temos como aprender, e usá-los como combustível para a viagem rumo ao sucesso. Mesmo ainda não tendo entendido claramente este último, já o estou usando na construção do caminho que pretendo continuar seguindo, e que certamente me levará ao acerto.

quinta-feira, 24 de março de 2011

FOFOCAS: PENAS QUE VOAM...

Por Manoel Afonso

"Penas ao Vento"

“Agora eu quero que volte para casa, suba no telhado com um travesseiro, corte-o com a faca e volte a falar comigo”. Diz o padre à mulher que pedira absolvição por ter levantado falso testemunho contra seu vizinho.

Ao retornar, ela relata o resultado: “Penas por toda parte”. E o padre determina: “Agora eu quero que volte lá e recolha cada pena que saiu voando com o vento”. Desesperada ela confessa: “Impossível. Não sei pra onde elas foram. O vento espalhou as penas pela cidade.

Esse relato contido num filme do Youtube, mostra bem os estragos devastadores e irrecuperáveis que a fofoca pode provocar na vida de uma pessoa. A fantástica cena das penas voando sobre os telhados da cidade é emblemática! No caso, a mulher não avaliou a gravidade de sua atitude de maledicência contra alguém que ela convivia na comunidade. Se não podia recolher as penas, não poderia reverter os prejuízos de toda ordem que provocara com sua fofoca.

Convenhamos: quando se atribui falsamente à alguém algum fato não verdadeiro, acaba-se atingindo sua honra, com resultados imprevisíveis e irreversíveis até. Insisto: o que para aquela mulher poderia ser uma “mera fofoca de bairro – uma mentirinha leve, sem importância aparente”, sem maiores conseqüências, para a pessoa atingida (vítima) poderia ser um golpe fatal, levando-a à ruína moral, depressão e ao suicídio inclusive.

Fofocar é um ato inconsciente maligno, vício da humanidade desde os tempos bíblicos. Aliás, admite-se que Maria, mãe de Jesus, foi alvo de fofocas na gravidez. Nem Jesus escapou das “línguas afiadas” devido suas relações com Madalena. E grandes nomes da historia mundial também foram atingidos.

Mas a fofoca está revigorada em nossos dias: gera emprego e renda. Profissionais da mídia vivem dela em nome da audiência e do lucro. O advento da internet deixou todos nós vulneráveis. Poucas são as vítimas que buscam reparações e conseguem. A própria lentidão do Judiciário favorece essa postura apática das vítimas. Daí, acabamos habituados a sua convivência em nosso cotidiano.

E qual a saída? Repensar as opiniões, reavaliar tudo que ouvimos e o que captamos na mídia. Se estamos expostos a “radiação da fofoca”, o ideal é adotarmos a ética e a prudência em nossas relações. A comparação dos efeitos da fofoca as penas do travesseiro é genial, não pode e não deve ser esquecida por todos nós. Pense nisso! De leve...

JAPÃO RECONSTRÓI RODOVIA DESTRUÍDA POR TERREMOTO EM APENAS SEIS DIAS

Uma rodovia destruída pelo terremoto do dia 11 de março em Naka, na província de Ibaraki, no norte do Japão, foi reconstruída em apenas seis dias pela empresa responsável. Foi recuperado um trecho de 150 metros que faz ligação com a capital Tóquio.G1

Do Blog do Zequinha.

A GENTE NÃO FAZ AMIGOS, RECONHECE-OS

Juma Durski, Pedro da Veiga, João Sérgio Kffuri e Faustino Elias dos Santos Filho
BONS AMIGOS


Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

Machado de Assis

Euzébio, Juma, PV, Kffuri e Tininho

Publicamos acima o poema de Machado de Assis, para sintetizar um momento muito grato que vivenciamos na noite de ontem, no centro de Campo Mourão, amigos reunidos para um agradável e descontraído batepapo, oportunidade em que revimos, após 30 anos, velho companheiro, hoje residente em Pato Branco, Faustino Elias dos Santos Filho, o popular Tininho, com o qual mantemos contato via e-mail e Orkut, contamos também com a presença de seu irmão Euzébio e dos amigos, Juma Durski e João Sérgio Kffuri. Foi um final de tarde e início de noite agradabilíssimo, com recordações de idos passados permeados com piadas de bom gosto. Valeu amigos, encontros como este revitalizam os laços de amizades, avivando nossos corações para encontro com a felicidade. PVeiga.

quarta-feira, 23 de março de 2011

MORRE AOS 79 A ATRIZ ELIZABETH TAYLOR


Imagens da Internet - fotoformatação (PVeiga)

Atriz foi indicada cinco vezes
ao Oscar, tendo vencido duas vezes

A atriz anglo-americana Elizabeth Taylor, uma das maiores estrelas do cinema do século passado, morreu nesta quarta-feira em Los Angeles (Estados Unidos), aos 79 anos.

Segundo uma nota oficial, a atriz, ganhadora de dois Oscars, morreu "em paz" no hospital Cedars-Sinai, ao lado de seus quatro filhos.

Com um longo histórico de problemas no coração, Taylor havia sido internada seis semanas atrás, devido a sintomas de insuficiência cardíaca congestiva.

Taylor nasceu em 27 de fevereiro de 1932, no bairro de Hampstead (Londres). Filha de pais americanos, ela deu início a sua trajetória no cinema no início dos anos 1940, como atriz infantil.

O auge de sua carreira foi entre os anos 1950 e 60, quando se tornou uma das mais famosas estrelas de Hollywood, além de ser considerada uma das mais belas mulheres do mundo.

Entre os maiores sucessos da carreira de Taylor, estão Um Lugar ao Sol (1951), Assim Caminha a Humanidade (1956) e Cleópatra (1963) - no qual conheceu um de seus maridos, o ator britânico Richard Burton (1925-1984).

A atriz venceu o Oscar de melhor atriz duas vezes: por Disque Butterfield 8, em 1961, e por Quem Tem Medo de Virginia Woolf?, em 1967.

Ela foi indicada mais três vezes: em 1958, por A Árvore da Vida, em 1959, por Gata em Teto de Zinco Quente, e em 1960, por De Repente, No Último Verão.

Além de seus filmes, Taylor foi conhecida por sua vida pessoal atribulada. Ela teve sete maridos - com Richard Burton, a atriz chegou a casar-se duas vezes.

A partir dos anos 1980, depois da morte do ator Rock Hudson, Taylor também se notabilizou por participar de diversas campanhas de combate à Aids e pelos direitos dos homossexuais.

Além de quatro filhos, Taylor tinha dez netos e quatro bisnetos.

Saúde

Taylor em 'Cleópatra', filme no
qual conheceu o ator Richard Burton

As questões envolvendo a saúde de Taylor começaram em seu primeiro filme de sucesso, A Mocidade É Assim Mesmo (1944), quando sofreu uma queda durantes as filmagens, o que a levou a atriz a ter problemas nas costas durante toda a vida.

Em 1961, um raro tipo de pneumonia quase a matou. Além disto, Taylor passou por tratamentos para se livrar do alcoolismo e da dependência de analgésicos.

Nos anos 1990, ela passou por duas operações na bacia, além de sobreviver a mais uma crise de pneumonia e à retirada de um tumor benigno no cérebro.

Em 2004, foi divulgado que Taylor sofria de insuficiência cardíaca congestiva, com sintomas como fadiga, falta de ar e escoliose, o que prejudicou sua coluna.

Fonte: BBC Brasil

JAPÃO ENCONTRA RADIAÇÃO EM 11 VEGETAIS E ALERTA POPULAÇÃO

DE SÃO PAULO-Folha.com
O Ministério da Saúde do Japão afirmou ter encontrado alto nível de radiação em 11 vegetais cultivados na região de Fukushima, incluindo brócolis e repolho, de acordo com um comunicado divulgado pela agência Kyodo News.
Segundo o Ministério da Saúde, o nível de radiação nos alimentos analisados está 164 vezes maior do que o tolerado.
O governo alertou a população para que não coma os vegetais e disse que em alguns casos, a pessoa que ingerir 100 gramas de um alimento contaminado por 10 dias seguidos pode receber a mesma quantidade de radiação a qual uma pessoa está exposta de forma normal durante o período de um ano.
O governo diz que paralisou a distribuição dos alimentos cultivados nessa região na segunda-feira e que desde então os mercados não receberam nada que possa estar contaminado.

Yuta Takahashi/AP/Asahi Shimbun
Fazendeiro verifica plantação de espinafre na região de Ibaraki; brócolis e leite foram contaminados nesta terça
Fazendeiro verifica plantação de espinafre na região de Ibaraki; brócolis e leite foram contaminados nesta terça
Também na região de Ibaraki foram encontrados alimentos com nível de materiais materiais radioativos além do permitido.
Mais cedo as autoridades japonesas detectaram a presença de substâncias radioativas acima dos limites legais no brócolis e no leite não pasteurizado procedentes de áreas próximas à usina nuclear danificada pelo terremoto no Japão, informou a imprensa local.
O leite contaminado foi registrado na província de Ibaraki e o brócolis foi encontrado em Fukushima, local da usina nuclear danificada, informou a agência de notícias Kyodo News, não dando mais detalhes.
O anúncio ocorre em meio ao aumento das preocupações no Japão sobre a segurança dos alimentos do país.
A França pediu à Comissão Europeia que imponha "controles sistemáticos" nas importações de produtos frescos vindos do Japão para a União Europeia, em meio a temores de contaminação nuclear, informou o Ministério da Agricultura em Paris nesta terça-feira.
OPERAÇÕES NA USINA
Horas mais cedo, após religar a energia elétrica em todos os seis reatores da usina de Fukushima Nº1, os técnicos japoneses conseguiram retomar o fornecimento também à sala de controle do reator 3, informou a TV estatal NHK, enquanto a agência de energia nuclear da ONU reclamou de falta de informações sobre as reais condições do vazamento de radiação no país.
A volta da energia elétrica ao centro de controle do reator 3 deve facilitar as condições de trabalho dos operários que correm contra o tempo para evitar que os vazamentos radioativos se alastrem, em meio a informes de que 9.099 pessoas já morreram e outras 13.786 estão desaparecidas após as tragédias no país.

AP/Kyodo News
Imagem divuilgada pela Tepco mostra operações de reparação no reator 4 da usina de Fukushima Nº1, no Japão
Imagem divuilgada pela Tepco mostra operações de reparação no reator 4 da usina de Fukushima Nº1, no Japão
Para evitar novos vazamentos, as operações prosseguiam nesta terça-feira para tentar restabelecer os sistemas de resfriamento dos reatores.
O reator 3 foi o mais danificado e é, entre os seis reatores, o que mais preocupa as autoridades.
Além disso, contém combustível MOX, uma mistura de óxidos de plutônio e de urânio procedente de produtos reciclados, cujos dejetos são considerados mais nocivos que aqueles gerados por um combustível a base de urânio.
PEDIDO DE DESCULPAS
Um vice-presidente da Tepco pediu desculpas nesta terça-feira à população que se viu obrigada a abandonar a região.
"Sinto muito sinceramente, nossa empresa provocou ansiedade e prejuízos aos habitantes das proximidades das centrais, aos do município de Fukushima e aos do país em seu conjunto", declarou Norio Tsuzumi, que se inclinou profundamente, como exige a tradição do país.

Kimimasa Mayama/Efe
A japonesa Kuniko Komuro, de 69 anos, limpa álbum de fotos da neta, na região de Okawa, após o terremoto
A japonesa Kuniko Komuro, de 69 anos, limpa álbum de fotos da neta, na região de Okawa, após o terremoto
Os diferentes organismos públicos repetem que o nível de radioatividade detectado na chuva, na água corrente e em alguns alimentos não representa uma ameaça para a saúde.
As operações foram iniciadas após os primeiros incidentes registrados em 12 de março, apesar do risco que representam para a saúde dos bombeiros e técnicos expostos a fortes radiações. Na segunda-feira, um vazamento de colunas de fumaça afetou os reatores 2 e 3.
AGÊNCIA DE ONU RECLAMA
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) reclamou nesta terça-feira da falta de informações liberadas pelo governo japonês sobre a situação do vazamento de material radioativo.
Os sistemas de monitoramento da agência da ONU detectaram hoje níveis de radiação 1.600 vezes maior do que o normal numa área de 20 km ao redor da usina de Fukushima Nº1.
"Nós não recebemos informações válidas já faz algum tempo sobre a integridade dos conteúdos do reator 1. Estamos preocupados por não saber o status [atualizado]", disse Graham Andres, um oficial de alta patente da AIEA.
O órgão disse ainda que o Japão precisa fornecer mais informações sobre os reatores 1,3 e 4.
MORTOS
Em meio aos esforços das autoridades para conter a crise nuclear, a Polícia Nacional do Japão afirmou que o número de mortos pelo terremoto e tsunami já chega a 9.099 em 12 prefeituras. Outras 13.786 estão desaparecidas, segundo o balanço atualizado às 21h (9h em Brasília).
A polícia conseguiu identificar até agora 4.670 corpos, entre os quais 4.150 foram entregues aos familiares.
Com a extensão dos danos causados e a falta de combustível, as empresas de cremação não conseguem atender a demanda. As cidades de Higashimatsushima e Watari, em Miyagi, já enterram os mortos identificados sem cremação --prática pouco usual no Japão. Todos foram enterrados com o consentimento da família, segundo a agência de notícias Kyodo.
Muitos dos corpos são enterrados em condições precárias, apenas enrolados em lençóis, há que o número de caixões disponíveis não atende a demanda.
Outras nove cidades de Miyagi, assim em Kamaishi e Otsuchi, em Iwate, devem começar a enterrar as vítimas em breve, segundo a Kyodo.