segunda-feira, 26 de setembro de 2011

FUNDAÇÃO URBANA DE CAMPO MOURÃO

Por Pedro da Veiga

João Lemos do Prado

O Departamento de Geografia, Terras e Colonização -D.G.T.C.-, através do 7º Comissariado de Terras, com sede em Guarapuava, sob os cuidados de João Lemos do Prado (1891‑1955), desenvolvia trabalhos técnicos demarcatórios na região de Campo Mourão, tendo o Agrimensor Eugênio Zaleski, com larga experiência de colonização, como um dos contratantes.

Pela reorganização administrativa do D.G.T.C., da Secretaria de Agricultura, Indústria e Comércio criou‑se, em substituição ao 7º Comissariado, a 5ª Inspetoria de Terras, assumindo para dirigi‑la, em 1939, o Engenheiro Civil, Sady Silva, de grande conceito profissional e prestígio funcional.

Com a colaboração de João Lemos do Prado, trilhando dificuldades de acesso ao enorme Distrito, o Inspetor realizou as primeiras diligências, visando fixar em definitivo a sede urbana do Distrito de Campo Mourão, que era uma de suas prioridades administrativas e técnicas, visando dirimir discrepâncias que, de longa data, atritavam os moradores ribeirinhos àquela campina. O bairrismo que nascera entre os próprios habitantes, fizera surgir dois projetos anteriores para a sede distrital:

­ um, em 1924, à margem direita do rio 119, executado por ordem do 7º Comissariado de Terras, com trabalhos técnicos de Edmundo Alberto Mercer e a colaboração de Carlos Coelho Jr., e outro, em 1929, originado da mesma jurisdição comissária, esboçado por Antônio Alves de Melo Feitosa, no espigão divisor dos rios 119 e 123, à margem direita da Boiadeira.

Eugênio Zaleski

Esses projetos fundamentavam‑se na necessidade de se demarcar a área de 2.000 hectares para a formação do Patrimônio da Vila de Campo Mourão, indicado em 1916 e concedido ao Município de Guarapuava em 19 de setembro de 1925.

No dia 30 de novembro de 1944, eram lançados, em definitivo, as bases do Patrimônio do Distrito de Campo Mourão, com o mapeamento da área localizada no coração divisor dos rios Km 123 e do Campo, onde foram demarcados os primeiros quarteirões do futuro núcleo urbano, onde hoje estão: a Praça Getúlio Vargas, a Estação Rodoviária Municipal, o Instituto Santa Cruz e a Telepar, definidos no processado de 17 de agosto de 1945, assinado pelo Inspetor Sady Silva, da 5ª Inspetoria de Terras, do D.G.T.C., agora subordinado a Secretaria de Obras Públicas, Viação e Agricultura, com os seguintes limites e confrontações:

Sady Silva

Ao norte: Pelo rio Quilômetro 123, confronta com a Gleba nº 9 da Colônia Mourão, e terras devolutas do Estado por uma linha reta e seca na extensão de 6.009,00m., que, do Marco XXIII vai até o Marco XXXVIII, à margem esquerda do rio do Campo.

Ao sul: Pelo rio Quilômetro 119 e uma linha reta e seca na extensão de 2.307,50m., que, do Marco IV vai ao Marco IX, confronta com terras tituladas a Miguel Luiz Pereira, e terras devolutas do Estado, por uma linha reta e seca na extensão de 1.622,60m., e pelo rio do Campo.

A leste: Pelo rio do Campo, confronta com terras devolutas do Estado.

A sudoeste: Por uma linha reta e seca na extensão de 1.136,30m., confronta com terras tituladas a Luiz Losso e Domingos Mendes & Irmãos.

A oeste: Por uma linha reta e seca na extensão de 2.835,00m., confronta com terras devolutas do Estado.

Primeiros quarteirões

Nas informações complementares do documento, são apresentados os seguintes dados:

Hidrografia: O terreno é banhado pelo rio Quilômetro 119 e seus afluentes da margem esquerda que servem de divisa entre as terras tituladas a Miguel Luiz Pereira. Pelo rio Quilômetro 123 que serve de limite entre as terras do Patrimônio da Sede do Distrito de Campo Mourão e da Gleba nº 9, da Colônia Mourão, e quatro pequenos afluentes que nascem dentro das terras do Patrimônio. Pelo arroio Água do Fogo e seus dois afluentes, um córrego também com seus afluentes, nascendo ambos dentro das terras ora demarcadas. Pelo rio do Campo que serve de limite leste do terreno, e seus afluentes pequenos, que nascem dentro do terreno.

Peão desbravador

Natureza do terreno: Argilo-silicoso, prestando-se para cultura em geral.

Classificação das terras: Compõem-se as terras de campos e faxinais, sendo consideradas, porém, de primeira qualidade. Existem madeiras de lei como: Canela, Grapiapunha, Cedro, Louro, Angico, Monjoleiro, Canafístula, Caviúna, Cabriúva e Ipê.

Cultura existente: Milho, feijão, arroz, mandioca, batata, trigo e cana-de-açúcar.

Indústria: Madeireira, erva-mate, açúcar e aguardente de cana, em pequena escala.

Pecuária: Criação de bovinos, equinos, ovinos e suínos.

Vias de comunicação: A estrada de rodagem que liga Guarapuava-Pitanga-Campo Mourão, à Sede Peabiru e estrada boiadeira Paraná-Mato Grosso, e outra que vai à Sede Peabiru, atravessando o rio Ivaí até Marialva e Apucarana.

Construções existentes: Casa Escolar, Delegacia de Polícia e Cadeia, pertencentes à Prefeitura Municipal, Igreja Paroquial e diversas construções de madeira pertencentes a particulares.

O projeto da malha urbana, com traçado ortogonal em grelha, foi proposto e executado pelo Topógrafo Eugênio Zaleski (1893‑1957), condicionando o lançamento de amplas avenidas longitudinais e largas ruas transversais à linha do espigão divisor.

Fonte: "CAMPO MOURÃO - centro do progresso" - livro de Pedro da Veiga

O ACESSO AO CONHECIMENTO


Imediatamente após o nascimento, o cérebro da criança inicia sua jornada de conhecimentos terrestres, observando e armazenando informações sobre luz, som e imagens. Depois, já inicia os exercícios de seus comandos motores, ordenando a movimentação das mãos, pés e todos os outros movimentos possíveis do corpo.

Passada a fase inicial, do aprendizado natural, instintivo, os seres humanos só conhecem o que lhe mostram ou ensinam, desde seu idioma aos movimentos físicos necessários para a execução de infinitas possibilidades, como andar de bicicleta e mais tarde dirigir veículos das mais diversas espécies.

Durante esse aprendizado, realizado no lar, na rua, nas escolas e em todos os ambientes frequentados por uma pessoa, ela acaba aprendendo milhares de coisas desnecessárias, impróprias, boas ou ruins, cabendo a cada um usar ou não esse aprendizado, o que faz com que, por suas escolhas, cada um se torne um ser único, inigualável.

Além de físicas, as diferenças podem ser de saúde - pela forma como foram criadas-, educacionais, culturais, sociais e patrimoniais, com cada uma delas provocando outras, nas mais diversas áreas.

As mais fáceis de serem notadas, nos diferentes países ou em regiões distintas de um mesmo país, são as de idioma, pois as pessoas falam de modo, com velocidade, expressões e sotaque diferente de outras, com variações enormes dentro de um mesmo país, ou de muitos que utilizam o mesmo língua.

Como em muitos outros países, nas diversas regiões brasileiras também podemos notar acentuadas diferenças nos traços físicos das pessoas, por conta da origem de seus colonizadores.

O que mais chama a atenção, além de todas essas diferenças é que mesmo com todas elas o ser humano se adapta a qualquer mudança, seja climática, alimentar, de esforços físicos e principalmente de conhecimento.

Pessoas com pouquíssima instrução, residentes em pequenas aldeias, em meios rurais ou em matas, praticamente isoladas, distantes de qualquer grande centro, sabem de coisas sobre as quais muitos professores e doutores não possuem qualquer conhecimento, principalmente em relação à utilização de produtos da natureza para sua alimentação ou como medicamentos.

Mesmo em pessoas com isolamento praticamente total, independentemente da quantidade de anos, a mente está sempre pronta para novos aprendizados, bastando para isso o contato com as informações.

O mesmo pode ser observado nos animais de várias espécies, como as de papagaios e cacatuas que, quando expostos à convivência com humanos acabam falando e até cantando. Recentemente a imprensa divulgou que algumas cacatuas, em seu habitat natural da Austrália e ilhas vizinhas, aprenderam a gritar, falar e cantar em português, pelo contato com papagaios contrabandeados do Brasil, que lá escaparam e alcançaram a natureza.

Com a exposição ao conhecimento, além de educação e cultura, o ser humano acaba possuindo mais saúde, com novos hábitos de higiene e alimentação, transmitindo isso aos seus descendentes que, em virtude dessa mudança dos pais, já nascerão mais saudáveis.

Além de se preservar e aprofundar os estudos dos conhecimentos adquiridos durante gerações por aqueles que viveram da natureza, como os índios e os silvícolas ainda existentes, é preciso colocar à disposição de todos, cada vez mais tipos de conhecimento, literário, histórico, científico e tecnológico, o que fará alcançarmos outros novos mais rapidamente.

O conhecimento humano possibilita infinitas fontes de progresso, mas só possíveis com sua disponibilização geral.

domingo, 25 de setembro de 2011

DIRCEU DE MELLO E CTG-"ÍNDIO BANDEIRA" RECEBEM HOMENAGENS

Foto: Coluna do Ely

Centenas de pessoas – inclusive muitas vindas de outras regiões do Paraná e até de outros estados – participaram da sessão solene que a Câmara de Vereadores de Campo Mourão realizada no CTG na noite de sexta-feira (23/9) para fazer a entrega do Título de Cidadania Honorária do Município ao tradicionalista Dirceu de Mello. Também aconteceu a entrega da Comenda 10 de Outubro ao Centro de Tradições Gaúchas “Índio Bandeira”.
Eraldo Teodoro de Oliveira presidiu a sessão solene e, após a composição da mesa principal, o homenageado (que também é presidente do CTG) entrou no recinto conduzido pelos vereadores Isidoro Moraes e José Pochapski. Coube ao vereador Sidnei Jardim fazer a leitura de um trecho bíblico. A entrega das duas honrarias, a Dirceu de Mello, foi feita pelo vereador Isidoro Moraes (autor dos projetos), juntamente com o prefeito Nelson Tureck.
Da tribuna, o vereador Isidoro Moraes falou sobre os motivos que o levaram a propor as homenagens, ressaltando o trabalho realizado por Dirceu de Mello pela preservação dos costumes e tradições gaúchas e também como cidadão mourãoense, além de destacar ainda a atuação do CTG de Campo Mourão. Por sua vez, Dirceu de Mello agradeceu as homenagens e discorreu sobre o movimento tradicionalista gaúcho.
Marla Tureck (deputada), Galhardo Aranha (cônsul honorário da tradição gaúcha), Rubens Luiz Sartori (cônsul honorário do Rio Grande do Sul), Ernani Bareia (coordenador da 4ª Região Tradicionalista do MTG do Paraná) e o prefeito Nelson Tureck, além do presidente da Câmara Municipal, Eraldo Teodoro de Oliveira, foram alguns dos que discursaram em seguida.
A programação, com cerimonial conduzido por José Ernesto Tavares, incluiu também apresentações artísticas (de danças, declamações e musicais), depoimentos sobre as tradições gaúchas e o surgimento do CTG “Índio Bandeira”, além de relatos de conquistas do CTG de Campo Mourão ao longo das últimas décadas.

No encerramento foi servido um jantar.
A maioria dos ex-presidentes do CTG “Índio Bandeira” participaram do evento realizado na sede da entidade.

Fonte: CRN Online

QUE PAÍS É ESSE? A GENTE QUER O FIM DA CORRUPÇÃO NESTE PAÍS

CAPITAL INICIAL - QUE PAÍS É ESSE?

Dinho Ouro Preto mandou bem num recado para as classes políticas e citou o desprezível Senador Sarney na execução da música "Que País é esse?".
Também achei louvável ele ajudar a platéia, alguns passaram mal na frente do palco e ele distribuiu água.
A plateia também começa a gritar "Ei! Sarney! Vai tomar no c..."
recado dado: NUNCA CONFIE EM POLITICOS!!!
PARALAMAS E TITÃS NO ROCK IN RIO 2011
"A GENTE QUER O FIM DA CORRUPçÃO NESTE PAÍS"

"A gente quer o fim da corrupção neste país. Voce tem fome de quê? Você tem sede de quê?", perguntou Paulo Miklos, antes de "Comida".
Dinho Ouro Preto, Paulo Miklos e as bandas Capital Inicial, Paralamas e Titãs fizeram valer o Rock in Rio 2011.
E a toda poderosa Globo não pode cortar a transmissão, então, até a Globo levou essa na bunda!!!
Uma pena que a juventude mostrou que precisa de um líder que os leve a protestar e a se mobilizar.
Mas, enfim VALEU!!!, como observou o blog "O Mascate".

LUCIANO DE SAMÓSATA E AS VIGARICES DOS CRISTÃOS

Por Janer Cristaldo

Luciano de Samósata
(gr. Λουκιανὸς Σαμοσατεύς)
nasceu c. 125 em Samósata,
na província romana da Síria,
e morreu pouco depois de 181,
talvez em Alexandria, Egito.
De certo, pouca coisa se sabe
a respeito de sua vida, mas o
apogeu de sua atividade
literária transcorreu entre
161 e 180, durante o reinado
de Marco Aurélio.(Wikipédia)

Luciano de Samósata é um refinado escritor grego do século II, viajor e cosmopolita, que foi influenciado por Celso, inimigo declarado dos cristãos. Celso, nobre romano, autor de Discurso Verídico, que foi queimado pela Igreja e do qual só temos notícia pela contestação de Orígenes em Contra Celso, em sua época já acusava os cristãos de rebeldes contra a ordem estabelecida. Se se negavam a participar na vida pública e civil, isto equivalia a estabelecer um Estado dentro do Estado, com normas e costumes próprios, mas distintos dos do Império. Se se contentassem em anunciar um deus novo, isto pouco importava aos romanos. Mais deuses, menos deuses, tanto faz como tanto fez. Ocorre que se empenhavam em denegrir os deuses do país que os acolhia.
Raras pessoas conhecem Luciano em nossos dias. Nasceu em Samósata, na Comagena, país entre a Cilícia e o vale do Eufrates, talvez em 125. Exerceu a profissão de advogado, aos 25 anos, na Antioquia. Viajou pela Ásia Menor, Grécia, Macedônia, Itália, Gália. Cansado de uma vida agitada, fixou-se em Atenas durante 20 anos. Em um prefácio de Aníbal Fernandes à edição portuguesa de O Parasita, leio:
"A sua actividade literária mais intensa é desta época em que voluntariamente se marginalizou e de quase tudo troçou, congregando à sua roda os espíritos livres da cidade. Já velho, Luciano sentiu novo apelo de viagens. Há indícios de que se arrastou entre cidades, vivendo à custa da leitura pública dos seus escritos e de quem comprava o brilhantismo de seu convívio (O Parasita lança luz sobre esta forma de vida e o que constitui, numa moral às avessas, a sua defesa). Nos últimos anos, a perda do vigor físico necessário à vida errante forçou-o a uma situação estável que o governador romano no Egito lhe ofereceu como seu assistente. Sem grandes provas, se diz que nesse cargo esteve até a morte, em 192”.
Deixou marcas em obras posteriores, de autores como Thomas Morus, em sua Utopia, Rabelais, no IV Livro, no Micromegas de Voltaire, nas obras mais célebres de Cyrano de Bergerac e inclusive em Swift, particularmente em sua Modesta proposta para evitar que os filhos dos pobres da Irlanda sejam um fardo para os pais, ou para o país, tonando-se úteis à comunidade.
O Parasita é considerado o melhor exemplo de sátira à la Swift antes de Swift. Sobre Luciano, escreveu Renan: “Na segunda metade do século II não vemos senão um homem que, superior a toda superstição, tem o direito de rir das loucuras humanas e delas sentir piedade. Este homem, o espírito mais sólido e interessante do seu tempo, é Luciano. Ele nos aparece como um sábio perdido num mundo de loucos. Não odeia coisa nenhuma: ri de tudo, exceto da virtude séria”.
Pois não é que entre meus leitores encontro um leitor de Luciano? Nem tudo está perdido. Me escreve Emerson Schmidt, a propósito de crônica recente que escrevi sobre as vigarices inerentes ao cristianismo:
Caro Janer, tudo bem?
Essa denúncia do MP me lembrou que no cristianismo certas coisas pouco mudam. Um escritor do segundo século d.c. chamado Luciano de Samósata e que gostava de denunciar impostores e embusteiros já contava em A Morte do Peregrino como vigaristas enriqueciam rapidamente entre os cristãos daquela época. A coisa começa quando Proteu - que é o peregrino - entra para a religião cristã por oportunismo. Interessante é a descrição que se faz dos cristãos:
"11. Ce fut vers cette époque qu'il se fit instruire dans l'admirable religion des Chrétiens, en s'affiliant en Palestine avec quelques-uns de leurs prêtres et de leurs scribes. Que vous dirai-je? Cet homme leur fit bientôt voir qu'ils n'étaient que des enfants; tour à tour prophète, thiasarque, chef d'assemblée, il fut tout à lui seul, interprétant leurs livres, les expliquant, en composant de son propre fonds. Aussi nombre de gens le regardèrent-ils comme un dieu, un législateur, un pontife, égal à celui qui est honoré en Palestine, où il fut mis en croix pour avoir introduit ce nouveau culte parmi les hommes."
O comportamento não parece aquele da grei do Valdomiro? A história continua e logo a seguir Proteu acaba sendo preso por vigarice. A reação dos cristãos não deixa de ser menos previsível pelo que se vê hoje:
"12. Protée ayant donc été arrêté par ce motif, fut jeté en prison. Mais cette persécution lui procura pour le reste de sa vie une grande autorité, et lui valut le bruit d'opérer des miracles et d'aimer la gloire, opinion qui flattait sa vanité. Du moment qu'il fut dans les fers, les Chrétiens, se regardant comme frappés en lui, mirent tout en oeuvre pour l'enlever; mais ne pouvant y parvenir, ils lui rendirent au moins toutes sortes d'offices avec un zèle et un empressement infatigables. Dès le matin, on voyait rangés autour de la prison une foule de vieilles femmes, de veuves et d'orphelins. Les principaux chefs de la secte passaient la nuit auprès de lui, après avoir corrompu les geôliers: ils se faisaient apporter toutes sortes de mets, lisaient leurs livres saints; et le vertueux Pérégrinus, il se nommait encore ainsi, était appelé par eux le nouveau Socrate."(*)
Essa última parte evidentemente já seria mais difícil, pois esperar que boa parte da platéia evangélica saiba quem foi Sócrates é pedir demais. Se soubessem, não seriam tão cristãos assim. De qualquer forma, se perguntados sobre Sócrates, no máximo responderão que se trata do jogador de futebol...
Finalmente vem a parte que interessa e onde se critica a crença desmesurada nas fábulas por parte dos cristãos:
"13. Ce n'est pas tout; plusieurs villes d'Asie lui envoyèrent des députés au nom des Chrétiens, pour lui servir d'appuis, d'avocats et de consolateurs. On ne saurait croire leur empressement en de pareilles occurrences: pour tout dire, en un mot, rien ne leur coûte. Aussi Pérégrinus, sous le prétexte de sa prison, vit-il arriver de bonnes sommes d'argent et se fit-il un gros revenu. Ces malheureux se figurent qu'ils sont immortels et qu'ils vivront éternellement. En conséquence, ils méprisent les supplices et se livrent volontairement à la mort. Leur premier législateur leur a encore persuadé qu'ils sont tous frères. Dès qu'ils ont une fois changé de culte, ils renoncent aux dieux des Grecs, et adorent le sophiste crucifié dont ils suivent les lois. Ils méprisent également tous les biens et les mettent en commun, sur la foi complète qu'ils ont en ses paroles. En sorte que s'il vient à se présenter parmi eux un imposteur, un fourbe adroit, il n'a pas de peine à S'ENRICHER FORT VITE, en riant sous cape de leur simplicité."
Como se vê, vigaristas nunca tiveram a menor dificuldade em "enriquecer rapidamente" entre os cristãos e muito menos de se divertir com a ingenuidade deles depois.
Até mais.
Emerson Schmidt.
(*) Os trechos citados vêm da tradução francesa de L'antiquité grecque et latine - Du moyen âge
Grato, Emerson! Procure ler Luciano, leitor. Os melhores autores não são os contemporâneos. A boa literatura muitas vezes está lá atrás, a milênios de distância de nossos dias. Não é de hoje que se denuncia as vigarices decorrentes do cristianismo.
Fonte: Janer Cristaldo-

DEPUTADO ROMÁRIO A FAVOR DO VOTO ABERTO

O deputado federal e ex-jogador
Romário defende o fim do voto
secreto na Câmara, em resposta a
perguntas dos leitores de ÉPOCA,
disse: “O povo tem o direito de
saber o voto dos parlamentares.”
(Foto: Igo Estrela/ÉPOCA

As pessoas têm o direito de saber em quem e por que seus representantes votam. Porque aqui somos colocados pelo povo brasileiro”. A frase foi dita pelo deputado federal Romário (PSB-RJ) em entrevista publicada na edição desta semana da revista 'Época', que ainda acrescenta sua opinião sobre a obrigatoriedade do voto no Brasil: "Sobre o voto obrigatório, não sou a favor. Acredito que vivemos em um país democrático, livre, e seria bem mais oportuno e interessante para o Brasil que vote aquele que acha que tem de votar". O ex-jogador, eleito com mais de 140 mil votos, tem surpreendido aqueles que achavam que ele seria uma figura decorativa na Câmara dos Deputados, pois se tem mostrado bastante atuante, dedicando a maior parte de seu tempo na defesa dos direitos das pessoas com deficiência, além de constante fiscalização às obras da Copa do Mundo. Na entrevista, Romário disse o seguinte sobre como votou no caso da deputada flagrada recebendo propina: "A favor da cassação, e todo mundo sabe disso. Declarei publicamente no meu site e nas minhas redes sociais".

Ao apoiar o voto aberto dos parlamentares, Romário colocou-se ao lado daqueles que defendem a imediata aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 349, de 2001, que há 10 anos tramita (?) no Congresso Nacional sem que seja colocada em pauta, apesar de já aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados, para que depois ser apreciada pelo Senado Federal. A razão da lerdeza está no fato de que a maioria dos deputados e senadores deseja ficar como estão, isto é, sem dar satisfação aos seus eleitores de como votam em seus nomes. Em postagem recente abordamos essa questão do voto secreto (Leia aqui). No site de relacionamento Orkut há uma Comunidade com quase sete mil participantes intitulada 'Eu Quero Voto Aberto’, que há vários anos também pede a extinção do voto secreto em todas as Casas Legislativas do País.

Na mesma edição da 'Época', o doutor em Ciência Política pela USP e professor da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo Fernando Abrucio também aborda o mesmo tema, propondo que as manifestações anticorrupção que começam a se espalhar pelo Brasil passem a priorizar alguns aspectos políticos, destacando em primeiro lugar o fim do voto secreto no Congresso Nacional, dizendo que os representantes numa democracia devem responder continuamente e de forma clara aos representados. "No caso do processo de cassação da deputada federal Jaqueline Roriz, os eleitores não poderão julgar os eleitos porque ninguém sabe quem a absolveu, Ressalte-se que a opacidade das decisões públicas é a maior aliada da corrupção", afirmou.

Diante da posição do deputado Romário e da opinião de Fernando Abrucio, chegamos à conclusão de que o povo deve desde já começar a cobrar de seus representantes transparência no que votam em seu nome, exigindo deles a imediata aprovação da PEC 349/2001. Caso contrário, deve o eleitor começar a pensar em só dar mandato em 2014 àqueles que se dispuserem a 'mostrar a cara' naquilo que votam em seu nome.

Veja também aqui Revista Época.

GRAÇAS A DEUS, PERDEMOS

Se não me falha a memória, o ano era 1981. Eu tinha, então, 18 anos.
Em ato público na Universidade Católica, no Recife, dom Hélder Câmara discursava sobre o iminente fim da ditadura no Brasil.
E alertava os jovens estudantes para os riscos de ações extremistas que levassem a um possível retrocesso político. Recém chegado do interior de Pernambuco, eu fazia jornalismo e já havia lido e ouvido muito sobre o então arcebispo.
Principalmente de sua luta destemida ao lado dos que defendiam a volta da democracia. Mas, naquela noite, ao vê-lo e ouvi-lo pela primeira vez ao vivo, eu me decepcionara.

É que eu ainda não havia entendido o verdadeiro sentido da coragem de um Hélder, de um Gandhi, de um Martin Luther King.
Essa gente que ousou desafiar o status quo de peito aberto.
Cuja única arma eram o verbo, as ideias (e não a verba surrupiada dos cofres públicos). Que apostava no senso de justiça dos homens.
Que fazia intransigente defesa da paz.
Não importava quantos tanques e soldados os poderosos pusessem nas ruas.
Eles os enfrentavam desarmados.
Na linha de frente.
Não se escondiam em esgotos nem encarregavam fanáticos de explodir aviões e carros-bombas para matar inocentes.
Nunca pregaram o extermínio ou tentaram calar a voz de ninguém.
Quer fosse rico, pobre, branco, preto, amarelo, mulher, homem, gay.
Opunham-se à opressão, às desigualdades
sociais, à discriminação. Pregavam direitos e oportunidades iguais para todos. Vou reforçar: para todos.
Eu, então, um jovem imbecil de galocha, achava que a verdadeira revolução seria feita pela classe operária. Com o extermínio da burguesia e o controle dos meios de produção pelo Estado socialista, libertário, que enfim instalaria uma sociedade mais justa e igualitária na Terra. Como era tolo, meu Deus!
Quando muito mais tarde comecei a descobrir a verdadeira natureza dos revolucionários que eu admirava, veio a decepção.
Eram tão tiranos quanto qualquer ditador de direita.
Liberdade? Só a de pensar igual a eles. Pensou diferente? Paredão. Prisão. Tortura. Campos de concentração. Com muita sorte, exílio.

Desolado, penso no que a presidente Dilma falou ontem na ONU sobre direitos humanos, sobre como a tortura a fez valorizar a democracia.
Lembro-me de Churchill, Orwell e então chego à inevitável conclusão: se meus antigos heróis tivessem triunfado a vida hoje, para mim, pelo menos, certamente seria um inferno.
Para começar, minha profissão nem existiria, pois não há imprensa sem liberdade de opinião e expressão. Haveria internet em um planeta comandado por burocratas e funcionários públicos? Duvido.
Muito menos Facebook e Twitter.
Aliás, nada que permitisse alguém pensar com o próprio cérebro.
Graças a Deus que não triunfamos.

Plácido Fernandes Vieira Correio Braziliense (23/09/2011)-do blog: Camuflados.

VOCÊ SABE O QUE É DESIDROSE?

Pouco conhecida, a doença favorece o aparecimento de pequenas bolhas nas palmas das mãos e na região plantar dos pés
Erupção Disidrosiforme

A desidrose, também chamada de pompholyx ou eczema desidrótico, é uma doença de pele onde há o surgimento de pequenas bolhas, também chamada de vesículas, em palmas das mãos e na região plantar dos pés (sola dos pés) ou em ambos. As bolhas que ocorrem na desidrose duram aproximadamente três semanas e causam intensa coceira. Depois desse tempo, as bolhas secam e descascam e podem causar rachaduras na pele que serão dolorosas.
As causas da desidrose ainda não são conhecidas. No entanto, existem fatores que podem desencadear o quadro. Existem pessoas que tem uma alergia a metais, como níquel, presente em bijuterias e em altas quantidades em alguns alimentos como enlatados, feijão, cebolas, milho. Outras doenças de pele, conhecidas como dermatite atópica, infecções dos pés por fungos nos pés ou mesmo estresse emocional ou fatores ambientais como mudança súbita do clima, temperatura muito quente ou fria ou excesso de umidade podem exacerbar o quadro.
O diagnóstico na maioria das vezes pode ser realizado sem dificuldades pelo médico através de um bom exame físico, mas alguns exames podem ser realizados para excluir outras condições, como pesquisa de fungos ou teste para alergia.

O tratamento nos quadros leves pode ser feitos com compressas antissépticas, cremes com corticóides e anti-histamínicos. Outros tratamentos também estão disponíveis, como o uso de toxina botulínica (botox), fototerapia ou pomadas com imunossupressores. Nos pacientes comprovadamente alérgicos é imperativo evitar o contato com o metal que causa alergia. Uma avaliação com seu dermatologista é fundamental para o diagnóstico e tratamento adequados ao seu caso.


Rubens Pontello Júnior - dermatologista (Londrina)

Fonte: Sua saúde - Folha de Londrina - Imagens da Internet - fotoformatação (PVeiga).

sábado, 24 de setembro de 2011

O ATUAL MOMENTO E OS MILITARES

Este é o momento certo - UNA-SE

Por: Chris Campos - Levanta-se Brasil
O motivo da inércia de nossas FFAA em relação ao que acontece na política brasileira, com os constantes "saques" dos tributos e absolvição de políticos corruptos como se fossem "salvadores" da pátria. Um texto encontrado transmite todo o meu pensamento a respeito e abaixo trancrevo.

O Sacrifício de Andrômeda

A imensa vantagem da esquerda sobre as forças conservadoras (ou de direita) é que aquela é infinitamente mais bem organizada e articulada do que estas, mesmo sendo a minoria do pensamento de todo povo brasileiro.

O artigo Gado Fardado tem sido interpretado por alguns como sendo a prova de que nossas Forças Armadas estão acovardadas e que os comandantes militares perderam sua coragem. O post é passível desta interpretação, mas não é exatamente a mais correta. O texto não é uma afirmação, mas uma análise de como o silêncio pode ser visto como falta de pulso, de coragem. Afinal, fica por demais complicado de se entender porque nossos chefes se calam diante de tamanha falsificação da história brasileira que é diuturnamente incutida na cabeça de nossa juventude universitária, de onde sairão formadores de opinião e líderes de todos os setores. É claro que existem oficiais, subtenentes e sargentos marcados com a ideologia do partido. Mas estes compõem a minoria dos integrantes de nossas Forças Armadas. O problema é que o silêncio destas acaba por deixar margem para interpretações equivocadas. E é justamente isto o que está colocado naquele post.

O fato é que vivemos uma situação inusitada. A grande maioria da população é simpática aos militares e aos valores morais que eles defendem e representam.

Acontece que a minoria é barulhenta e faz parecer justamente o contrário. Estes estão no poder hoje (tanto político quanto cultural) e nos fazem crer que sua ideologia revolucionária e amoral é a vontade de toda a população o que, de fato, não é verdade. A imensa vantagem da esquerda sobre as forças conservadoras (ou de direita) é que aquela é infinitamente mais bem organizada e articulada do que estas, mesmo sendo a minoria do pensamento de todo povo brasileiro. Neste contexto, os militares também estão inseridos. A eles cabe a guarda das instituições e não das pessoas que as representam. A eles cabe manter a ordem de todo o Estado Brasileiro. A eles cabe garantir que, mesmo cercados por antigos desafetos, a segurança interna e as garantias individuais sejam respeitadas.

O movimento de 31 de março de 1964 não foi articulado pelos militares. Não saíram dos quartéis pura e simplesmente para acabar com a ameaça comunista. Eles atenderam o clamor popular da época pelo fim de atos de violência praticados pelo PCB e, especialmente, pela ameaça à propriedade privada sinalizada pelas reformas de João Goulart. Por trás de cada homem fardado estava (assim como hoje está) a vontade popular, a defesa do Brasil como nação livre que, por pouco, não se tornou mais uma república popular comunista com seus fuzilamentos, assassinatos e fome generalizada.


Hoje pode parecer que os comandantes militares, se acovardam diante do status quo. E foi justamente esta a essência do post "Gado Fardado": que, para quem enxerga de fora, nossos militares estão marcados e castrados, fruto do silêncio da instituição a respeito daqueles conturbados anos e da situação atual.

O problema é que a verdade precisa ser redescoberta pela população. É preciso que grupos de pessoas se reúnam, se organizem em busca dos fatos que ocorreram na nossa história recente. É preciso que se criem grupos de estudos conservadores que não tenham vergonha de sê-lo. Aqueles que possuem o conhecimento precisam difundí-lo e mostrar para nossa sociedade que ela não está sozinha, que por mais que a esquerda tente impor sua ideologia como sendo a vontade popular, a maioria conservadora brasileira estará atenta e organizada para, pelo voto, por artigos em jornais, produção cultural e partidos políticos devolver o país a seu verdadeiro caminho.

Enquanto isto não acontece nossos militares permanecem em silêncio, mas certos de suas convicções. De nada adianta a caserna se revoltar e retomar o poder à força pois, quando o fizer, estará perdendo a sua credibilidade. É preciso que a sociedade dita civil levante-se contra a doutrinação moral e ideológica que a envolve. Assim os aparentes gados fardados nada mais são do que a representação do grande rebanho brasileiro. Enquanto a população não despertar do transe os cidadãos fardados nada poderão fazer.

Os sargentos, oficiais, chefes e comandantes militares, aparentemente acovardados, não se esqueceram dos valores que moldam nossa sociedade. Não se esqueceram dos horrores do comunismo, e estão a par do que acontece em nosso país. Entretanto, não podem simplesmente agir e quebrar a atual conjuntura. Defendem, como já disse, as instituições, não as pessoas que as representam.

Como a princesa Andrômeda fizera pelo seu povo, oferecendo a vida à Posiedon, sacrificam seus ideias em prol de algo maior que é a estabilidade da nação. Resistem como rochas à toda sorte de críticas e provocações para manter viva a possibilidade de mudança sem derramamento de sangue. Mesmo amarrados por correntes invisíveis que restringem seus movimentos, os comandantes militares jamais deixaram de acreditar naquilo que sempre defenderam, sem se preocupar se sua determinação, coragem e honra serão questionadas. Suas convicções não serão abaladas por isso; não podem abalar-se por isto.

Precisam cumprir o seu juramento de defender a integridade e as intituições da pátria mesmo que custe a sua vida ou sua reputação.

Em algum tempo, a verdadeira história irá surgir. Em algum momento, pesquisadores sérios deixarão o mundo das ideias e partirão para a prática, organizando o difuso, porém majoritário, pensamento conservador. Em alguma hora, a maioria da população irá se organizar para resgatar aquilo que mais de 20 anos de governos de esquerda subtraíram de seus direitos, de sua moral e de sua religião. E, pelo voto e pelo despertar da hipnose, os verdadeiros representantes da maioria irão ascender aos cargos mais altos do poder.

Quando este dia chegar lá estarão os militares, prontos a legitimá-los e a defendê-los, como sempre fizeram. Tal como Andrômeda, o sacrifício não terá sido em vão. (origem)

COMENTO:

Os Generais de hoje, foram formados no antigo regime e estão atentos aos acontecimentos. Sua missão é garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem. Então por que não agem contra os acontecimentos? Estão impedidos por Dever Legal. A não ser que o clamor público provoque uma ação, nada será feito. Nós, sociedade, contribuímos para o que hoje se apresenta e só nós, sociedade, podemos reverter o atual quadro.

O momento é oportuno para o início do "CLAMOR PÚBLICO", como os atos contra a corrupção que aconteceram no dia 7 de setembro. Assim os militares estarão legitimados pelo POVO para interceder no atual quadro. O que não se pode fazer é lhes cobrar ação enquanto estas não estiverem legitimadas pelos verdadeiros DONOS do Poder, O POVO BRASILEIRO.

Postado por Celso Brasil in UPEC-União Pela Ética e Cidadania.

DIREITOS HUMANOS. É ISSO AÍ...! - PIADA AMERICANA!

Uma senhora americana escreveu um punhado de cartas à Casa Branca, queixando-se do tratamento dispensado aos ‘insurgentes presos’ (terroristas), sob custódia do seu governo na baía de Guantánamo. Ela recebeu a seguinte resposta do governo:

“CASA BRANCA
600 Pennsylvania Avenue – Washington, D.C. 20016

Cara e preocupada cidadã:
Muito obrigado pelas suas recentes cartas contendo críticas ao modo como tratamos elementos do Talibã e da Al Qaeda presos atualmente nas prisões da baía de Guantánamo, em Cuba.

Nossa administração trata tais assuntos com seriedade e a sua opinião foi ouvida em alto e bom som aqui, em Washington.

A senhora adorará saber que graças às preocupações de cidadãos, como a senhora, nós estamos criando uma nova divisão do Programa de Reeducação de Terroristas que vai chamar-se ‘PROGRAMA DE ACEITAÇÃO LIBERAL E ESPONTÂNEA DE RESPONSABILIDADE MORAL POR ASSASSINOS’, ou seja, ”terrorista adotivo’.

De acordo com as premissas desse novo programa, decidimos alojar um terrorista sob seus cuidados pessoais. Seu prisioneiro pessoal foi selecionado e o seu transporte, até a sua casa, foi programado para ser feito, sob escolta pesadamente armada, na próxima segunda-feira.

Ali Mohammed Ahmed bin Mahmud (pode chamá-lo simplesmente de Ahmed) está destinado a ser tratado pela senhora com o sentido de se obter os padrões que a senhora pessoalmente tanto exigiu em suas cartas.

Provavelmente será necessário que a senhora contrate alguns vigilantes para assisti-lo.
Faremos inspeções semanais para nos certificarmos de que os seus padrões de tratamento estão compatíveis com os que a senhora tão veementemente recomendou em suas cartas.

Muito embora Ahmed seja um sociopata extremamente violento, esperamos que a sua sensibilidade ao que descreveu como seu ‘problema de atitude’ possa superar tais falhas de caráter. Talvez a senhora esteja certa ao descrever estes problemas como meras ‘diferenças culturais’. Compreendemos que a senhora certamente planeja oferecer-lhe aconselhamento e escolaridade.

Seu ‘terrorista adotivo’ é extremamente proficiente em combate corpo a corpo e pode tirar uma vida humana com coisas tão simples como um lápis, um prego ou um clipe. Aconselhamos que a senhora não peça a ele para demonstrar tais habilidades a o grupo de ioga a que pertence. Ele também é perito em produzir uma ampla variedade de mecanismos explosivos a partir de produtos domésticos comuns, de modo que a senhora, talvez, deseje guardar esses itens em local bem trancado, a menos que, em sua opinião, isto possa ofendê-lo.

Ahmed não irá querer interagir com a senhora ou com suas filhas (exceto sexualmente), uma vez que ele considera as mulheres como formas subumanas de propriedade. Este é um ponto particularmente sensível para ele e, por isso, ele é conhecido por seu comportamento violento em relação às mulheres que não conseguem se submeter ao seu código de vestuário, que ele recomenda como o mais apropriado a ser adotado.

Estamos certos de que vai apreciar a anonimidade proporcionada pela ‘burka’ com o passar do tempo. Lembre-se apenas de que tudo faz parte do: ‘respeito à sua cultura e às suas crenças religiosas’! Não foi assim que a senhora colocou o problema?

Obrigado, mais uma vez, pelas suas cartas. Nós realmente apreciamos quando pessoas, como a senhora, nos mantém informados sobre a melhor maneira de conduzirmos o nosso trabalho. Dispense ao Ahmed o melhor dos seus cuidados – e lembre-se: estaremos de olho!

Boa sorte!
Cordialmente, Seu amigo Donald Rumsfeld – Secretário de Defesa do EUA

Comentário:

O Comando Vermelho, PCC, MST e Menores Criminosos, aguardam com grande expectativa a implantação no Brasil, desse programa que irá atender os "bandidos adotivos".

Os defensores dos "Direitos Humanos, Deputados e Senadores" que legislam a favor dessa "sofrida classe social", serão os primeiros a adotá-los.

Os brasileiros honestos e cumpridores da lei, terão que entrar na fila, em função do elevado número de defensores desses coitadinhos, carinhosamente chamados de excluídos... que entraram nessa vida porque tinham "muita fome" e sérios problemas de visão, pois não conseguiam ler as placas dos canteiros de obras, onde diziam:

HÁ VAGAS!

Texto: Autor Desconhecido.

E O ROCK IN RIO HEIN?

A metaleira Cláudia Milk

O Rock In Rio já serve de parâmetro ao que iremos assistir no show de abertura da Copa do Mundo em 2014.

Teve de tudo por lá, de Cláudia Leite e seu insuportável axémusic, até um patético e inflado Milton Nascimento cantando Love of my life.

Para phoder de vez faltaram a Ivete Sangalo e sua chatice "dejavú" e o Netinho de Paula rebolando viadamente no palco.

Certo que a Ivete irá se apresentar no apoteótico e medíocre domingo de encerramento.

É impressionante como o Brasil está se tornando o país da mesmice.

O que veremos em 2014 terá de escolas de samba e suas passistas seminuas, aos axézentos da Bahia, ou Breganejos do interior. Podem apostar.

Falta criatividade e ousadia aos organizadores de eventos no Brasil, e o povo vai sendo bombardeado com um baixo nível de qualidade impressionante. E o pior é que aceitam pagar ingressos para shows repetitivos e ruins a preços de um... Balé Bolshoi no Metropolitan de New York.

Teve de tudo no Rock in Rio, menos o ROCK. E nos próximos eventos os organizadores certamente irão vender "abadás" para o povão dançar atrás do trio elétrico do Chiclete com Banana, e quem sabe uns MC's de batidão funkeiro onde a cachorrada irá latir alegremente as "letras" inteligentes e super bem feitas dessas aberrações musicais.

Ver o Milton Nascimento cantando Love of My Life do QUEEN foi de dar vontade de quebrar a TV. O velho cantor mineiro tá mais inchado que Baiacu, e a voz... já era!!

Na verdade a "cidade do rock" virou a uma Babel musical onde teve de tudo, menos o bom e velho Rock & Roll. Poderiam mudar o nome para POP in Rio ou Axé in Rio...
Faltaram mesmo foram: Fafá de Belém cantando o Hino Nacional, Rita Lee e sua senil falta de noção, ou mesmo a Sandy Devassa em sua nova fase de menina má!!!
Os Paralamas do Sucesso que após o acidente do Herbert já deveriam ter pendurado a chuteira. Maria Gadú... Orquestra Sinfônica... dá para acreditar? Faltou o Robrega Carlos e suas rosas...
Uma mãe de santo incorporando o Raul Seixas, e quem sabe até um grupinho de maracatu ou a Banda Colapso... ops!! Calipso, para alegrar a festa.
Para falar a verdade esse Rock in Rio tá mais para escolinha do professor Raimundo, vai dando espaço para artistas decadentes poderem "defender" uns caraminguás.
Que o diga Elton John... a tia velha da POP Music.

E pensar que o povão ficou até oito horas na fila de um "passe" de busão para ver artistas que estão no Domingão do Faustão domingo sim e no outro também.

Esse é o Brasil dos modismos mambembes onde o que importa é estar lá e depois postar as fotos no Iorgurte ou no Feicebuqui.
Qualidade é coisa que o brasileiro só quer quando cai no hospital do SUSto. Ou quando vai arrumar um emprego para trabalhar pouco e ganhar muito.

Preparem-se, o Rock in Rio é a antevisão da abertura da copa de 2014. E se "der certo", da olimpíada de 2016 também.
Tudo com muita escola de samba e axé music.
E uma indefectível Ivete Sangalo cantando o Hino Nacional.
Que Deus tenha piedade de nós!!!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

JOSÉ RICHA É AGRACIADO COM O PRÊMIO TRANSPARÊNCIA E FISCALIZAÇÃO PÚBLICA

O ex-governador e ex-senador José Richa foi eleito em votação unânime na reunião da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, realizada no último dia 21, para o Prêmio Transparência e Fiscalização Pública, concedido pela Câmara dos Deputados. Richa foi indicado ao Prêmio pelos deputados federais Fernando Francischini e Sergio Brito.

José Richa recepcionado por populares
entre Darcy Deitos e Mauricio Fruet

Instituído pela Câmara dos Deputados em 2003, o Prêmio tem o objetivo de reconhecer e homenagear o trabalho ou ações de pessoas de notória idoneidade, em favor da causa da transparência e da fiscalização na gestão administrativa, patrimonial e dos recursos públicos no Brasil.

Concedido a órgãos, entidades, programas ou agentes da administração pública e a pessoas ou entidades da sociedade civil, é conferido nas categorias Governamental e Sociedade Civil. Na Governamental, para a melhor experiência de transparência e de fiscalização realizada pelo órgão, entidade, programa ou agente da administração pública direta ou indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal ou dos Municípios. Na Sociedade Civil, à experiência de fiscalização da administração pública realizada por pessoa, entidade ou conjunto de entidades da sociedade civil.

De e-mail recebido da mídia PSDB.

A DEPENDÊNCIA HUMANA DAS NOVAS TECNOLOGIAS

Desde os tempos primitivos o homem buscava métodos que facilitassem sua estadia em determinado local e melhorassem sua qualidade de vida, mas para aprimorarem o seu ambiente, primeiro era necessário ter conhecimento do que estavam fazendo e essa busca constante por conhecimento e aprimoramento de ideias e projetos foram dando origem às tecnologias, que nessa época não eram modernas, práticas e nem acessíveis como as de hoje, mas a partir daí começava a se estabelecer o principio da evolução -Imagens da Internet - fotoformatação (PVeiga)

Por João Bosco Leal

O surgimento de novas tecnologias pode ser observado diariamente, mas apesar de muitas proporcionarem menos trabalho às pessoas, outras lhes tomam mais tempo do que sobraria, pois cada vez mais elas se envolvem em redes sociais, jogos eletrônicos, celulares, smartphones, tablets, net books, GPS, além de um tempo enorme para o aprendizado e manipulação desses produtos.

Dominados todos esses itens já surgem outros mais modernos e as pessoas se tornam cada vez mais dependentes de todos eles, como se percebe na aflição daquelas que esquecem ou perdem um celular, coisa inexistente poucos anos atrás e que, nem por isso, elas deixavam de se comunicar.

A distância da internet ou de um celular atualmente é impensável para milhões de pessoas que já possuem acesso a essas tecnologias o que, penso, precisa ser repensado, pois contas extremamente simples são hoje impossíveis para os jovens que se utilizam de calculadoras até para meras adições ou subtrações em cálculos de trocos, como nos caixas dos supermercados.

São raros os jovens que não se dirigem às salas de aula com pelo menos um equipamento que faz por ele o que deveria saber fazer sem nenhum tipo de ajuda, como cálculos matemáticos e fórmulas de química e física.

Deixando que equipamentos eletrônicos realizem essas operações, os jovens jamais entenderão o caminho utilizado para se chegar a um resultado, o que poderá lhe fazer muita falta em determinadas situações, como a de receber um troco.

Dizem alguns que isso não tem a menor importância, pois muito em breve sequer utilizaremos cheques, papel moeda ou mesmo moedas como forma de se efetuar pagamentos, que somente serão realizados por cartões de crédito e pouco tempo mais adiante, por chips eletrônicos implantados no corpo de cada pessoa, os futuros responsáveis por lançar débitos e créditos em sua conta corrente.

Até certo ponto essa tecnologia ajudará muito, como na diminuição de possibilidades dos tipos de roubos e assaltos hoje conhecidos, mas ampliará a de outros, como as transferências eletrônicas não autorizadas, atualmente ainda pouco realizadas, praticadas por criminosos virtuais, os hackers.

Pior do que os problemas para os quais certamente se encontrarão soluções, ou pelo menos serão criadas dificuldades para sua execução, é o progressivo emburrecimento do ser humano, que cada vez mais estará transferindo sua capacidade mental para as máquinas por ele criadas, subutilizando assim a mais perfeita delas, seu cérebro.

A realização mental de contas básicas é um excelente exercício e o não uso da nossa máquina natural, mesmo que em coisas simples, do dia a dia, com o tempo certamente provocará doenças ainda desconhecidas, além de aumentar os casos de outras, como o Alzheimer

Outro dia uma operadora de caixa de supermercado ficou incrédula quando eu lhe informei, de cabeça, o troco que deveria me dar e o caixa apontou exatamente o mesmo valor, inclusive dos centavos.

O uso de equipamentos eletrônicos pode e deve ser até incentivado para facilitar a vida, mas nosso cérebro deve continuar sabendo, no mínimo, os princípios básicos das operações realizadas por eles.

Novas tecnologias estão nos ajudando, mas ao mesmo tempo estão diminuindo a qualidade da educação e tornando as pessoas dependentes de suas próprias invenções.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

DISCURSO DE BENTO XVI AO PARLAMENTO ALEMÃO

Ilustre Senhor Presidente Federal!
Senhor Presidente do Bundestag!
Senhora Chanceler Federal!
Senhor Presidente do Bundesrat!
Senhoras e Senhores Deputados!

Constitui para mim uma honra e uma alegria falar diante desta Câmara Alta, diante do Parlamento da minha Pátria alemã, que se reúne aqui em representação do povo, eleita democraticamente para trabalhar pelo bem da República Federal da Alemanha. Quero agradecer ao Senhor Presidente do Bundestag o convite que me fez para pronunciar este discurso, e também as amáveis palavras de boas-vindas e de apreço com que me acolheu.

Neste momento, dirijo-me a vós, prezados Senhores e Senhoras, certamente também como concidadão que se sente ligado por toda a vida às suas origens e acompanha solidariamente as vicissitudes da Pátria alemã. Mas o convite para pronunciar este discurso foi-me dirigido a mim como Papa, como Bispo de Roma, que carrega a responsabilidade suprema da Igreja Católica. Deste modo, vós reconheceis o papel que compete à Santa Sé como parceira no seio da Comunidade dos Povos e dos Estados. Na base desta minha responsabilidade internacional, quero propor-vos algumas considerações sobre os fundamentos do Estado liberal de direito.

Seja-me permitido começar as minhas reflexões sobre os fundamentos do direito com uma pequena narrativa tirada da Sagrada Escritura. Conta-se, no Primeiro Livro dos Reis, que Deus concedeu ao jovem rei Salomão fazer um pedido por ocasião da sua entronização. Que irá pedir o jovem soberano neste momento tão importante: sucesso, riqueza, uma vida longa, a eliminação dos inimigos? Não pede nada disso; mas sim: “Concede ao teu servo um coração dócil, para saber administrar a justiça ao teu povo e discernir o bem do mal” (1 Re 3, 9).

Com esta narração, a Bíblia quer indicar-nos o que deve, em última análise, ser importante para um político. O seu critério último e a motivação para o seu trabalho como político não devem ser o sucesso e menos ainda o lucro material.

A política deve ser um compromisso em prol da justiça e, assim, criar as condições de fundo para a paz. Naturalmente um político procurará o sucesso, que, de per si, lhe abre a possibilidade de uma ação política efetiva; mas o sucesso há-de estar subordinado ao critério da justiça, à vontade de atuar o direito e à inteligência do direito. É que o sucesso pode tornar-se também um aliciamento, abrindo assim a estrada à falsificação do direito, à destruição da justiça. “Se se põe de parte o direito, em que se distingue então o Estado de uma grande banda de salteadores?” – sentenciou uma vez Santo Agostinho (De civitate Dei IV, 4, 1).

Nós, alemães, sabemos pela nossa experiência que estas palavras não são um fútil espantalho. Experimentamos a separação entre o poder e o direito, o poder colocar-se contra o direito, o seu espezinhar o direito, de tal modo que o Estado se tornara o instrumento para a destruição do direito: tornara-se uma banda de salteadores muito bem organizada, que podia ameaçar o mundo inteiro e impeli-lo até à beira do precipício. Servir o direito e combater o domínio da injustiça é e permanece a tarefa fundamental do político.

Num momento histórico em que o homem adquiriu um poder até agora impensável, esta tarefa torna-se particularmente urgente. O homem é capaz de destruir o mundo. Pode manipular-se a si mesmo. Pode, por assim dizer, criar seres humanos e excluir outros seres humanos de serem homens. Como reconhecemos o que é justo? Como podemos distinguir entre o bem e o mal, entre o verdadeiro direito e o direito apenas aparente? O pedido de Salomão permanece a questão decisiva perante a qual se encontram também hoje o homem político e a política.

Grande parte da matéria que se deve regular juridicamente, pode ter por critério suficiente o da maioria. Mas é evidente que, nas questões fundamentais do direito em que está em jogo a dignidade do homem e da humanidade, o princípio maioritário não basta: no processo de formação do direito, cada pessoa que tem responsabilidade deve ela mesma procurar os critérios da própria orientação.

No século III, o grande teólogo Orígenes justificou assim a resistência dos cristãos a certos ordenamentos jurídicos em vigor: “Se alguém se encontrasse no povo de Scizia que tem leis irreligiosas e fosse obrigado a viver no meio deles, (…) estes agiriam, sem dúvida, de modo muito razoável se, em nome da lei da verdade que precisamente no povo da Scizia é ilegalidade, formassem juntamente com outros, que tenham a mesma opinião, associações mesmo contra o ordenamento em vigor” [Contra Celsum GCS Orig. 428 (Koetschau); cf. A. Fürst, "Monotheismus und Monarchie. Zum Zusammenhang von Heil und Herrschaft in der Antike", in Theol.Phil. 81 (2006) 321-338; a citação está na página 336; cf. também J. Ratzinger, Die Einheit der Nationem, Eine Vision der Kirchenväter (Salzburg-München 1971) 60].

Com base nesta convicção, os combatentes da resistência agiram contra o regime nazista e contra outros regimes totalitários, prestando assim um serviço ao direito e à humanidade inteira. Para estas pessoas era evidente de modo incontestável que, na realidade, o direito vigente era injustiça. Mas, nas decisões de um político democrático, a pergunta sobre o que corresponda agora à lei da verdade, o que seja verdadeiramente justo e possa tornar-se lei não é igualmente evidente.

Hoje, de fato, não é de per si evidente aquilo que seja justo e possa tornar-se direito vigente relativamente às questões antropológicas fundamentais. À questão de saber como se possa reconhecer aquilo que verdadeiramente é justo e, deste modo, servir a justiça na legislação, nunca foi fácil encontrar resposta e hoje, na abundância dos nossos conhecimentos e das nossas capacidades, uma tal questão tornou-se ainda muito mais difícil.

Como se reconhece o que é justo? Na história, os ordenamentos jurídicos foram quase sempre religiosamente motivados: com base numa referência à Divindade, decide-se aquilo que é justo entre os homens.

Ao contrário doutras grandes religiões, o cristianismo nunca impôs ao Estado e à sociedade um direito revelado, um ordenamento jurídico derivado duma revelação. Mas apelou para a natureza e a razão como verdadeiras fontes do direito; apelou para a harmonia entre razão objectiva e subjectiva, mas uma harmonia que pressupõe serem as duas esferas fundadas na Razão criadora de Deus. Deste modo, os teólogos cristãos associaram-se a um movimento filosófico e jurídico que estava formado já desde o século II (a.C.).

De fato, na primeira metade do século II pré-cristão, deu-se um encontro entre o direito natural social, desenvolvido pelos filósofos estoicos, e autorizados mestres do direito romano [cf. W. Waldstein, Ins Herz geschrieben. Das Naturrecht als Fundament einer menschlichen Gesellschaft (Augsburg 2010) 11ss; 31-61]. Neste contacto nasceu a cultura jurídica ocidental, que foi, e é ainda agora, de importância decisiva para a cultura jurídica da humanidade.
Desta ligação pré-cristã entre direito e filosofia parte o caminho que leva, através da Idade Média cristã, ao desenvolvimento jurídico do Iluminismo até à Declaração dos Direitos Humanos e depois à nossa Lei Fundamental alemã, pela qual o nosso povo reconheceu, em 1949, “os direitos invioláveis e inalienáveis do homem como fundamento de toda a comunidade humana, da paz e da justiça no mundo”.

Foi decisivo para o desenvolvimento do direito e o progresso da humanidade que os teólogos cristãos tivessem tomado posição contra o direito religioso, requerido pela fé nas divindades, e se tivessem colocado da parte da filosofia, reconhecendo como fonte jurídica válida para todos a razão e a natureza na sua correlação. Esta opção realizara-a já São Paulo, quando afirma na Carta aos Romanos: “Quando os gentios que não têm a Lei [a Torah de Israel], por natureza agem segundo a Lei, eles (…) são lei para si próprios. Esses mostram que o que a Lei manda praticar está escrito nos seus corações, como resulta do testemunho da sua consciência” (Rm 2, 14-15).

Aqui aparecem os dois conceitos fundamentais de natureza e de consciência, sendo aqui a “consciência” o mesmo que o "coração dócil" de Salomão, a razão aberta à linguagem do ser. Deste modo se até à época do Iluminismo, da Declaração dos Direitos Humanos depois da II Guerra Mundial e até à formação da nossa Lei Fundamental, a questão acerca dos fundamentos da legislação parecia esclarecida, no último meio século verificou-se uma dramática mudança da situação.

Hoje considera-se a ideia do direito natural uma doutrina católica bastante singular, sobre a qual não valeria a pena discutir fora do âmbito católico, de tal modo que quase se tem vergonha mesmo só de mencionar o termo. Queria brevemente indicar como se veio a criar esta situação. Antes de mais nada é fundamental a tese segundo a qual haveria entre o ser e o dever ser um abismo intransponível: do ser não poderia derivar um dever, porque se trataria de dois âmbitos absolutamente diversos.

A base de tal opinião é a concepção positivista, quase geralmente adoptada hoje, de natureza e de razão. Se se considera a natureza – no dizer de Hans Kelsen - “um agregado de dados objetivos, unidos uns aos outros como causas e efeitos”, então realmente dela não pode derivar qualquer indicação que seja de algum modo de carácter ético (Waldstein, op. cit., 15-21).

Uma concepção positivista de natureza, que compreende a natureza de modo puramente funcional, tal como a explicam as ciências naturais, não pode criar qualquer ponte para a ética e o direito, mas suscitar de novo respostas apenas funcionais.

Entretanto o mesmo vale para a razão numa visão positivista, que é considerada por muitos como a única visão científica. Segundo ela, o que não é verificável ou falsificável não entra no âmbito da razão em sentido estrito.

Por isso, a ética e a religião devem ser atribuídas ao âmbito subjectivo, caindo fora do âmbito da razão no sentido estrito do termo. Onde vigora o domínio exclusivo da razão positivista – e tal é, em grande parte, o caso da nossa consciência pública –, as fontes clássicas de conhecimento da ética e do direito são postas fora de jogo. Esta é uma situação dramática que interessa a todos e sobre a qual é necessário um debate público; convidar urgentemente para ele é uma intenção essencial deste discurso.
O conceito positivista de natureza e de razão, a visão positivista do mundo é, no seu conjunto, uma parcela grandiosa do conhecimento humano e da capacidade humana, à qual não devemos de modo algum renunciar. Mas ela mesma no seu conjunto não é uma cultura que corresponda e seja suficiente ao ser humano em toda a sua amplitude.
Onde a razão positivista se considera como a única cultura suficiente, relegando todas as outras realidades culturais para o estado de subculturas, aquela diminui o homem, antes, ameaça a sua humanidade. Digo isto pensando precisamente na Europa, onde vastos ambientes procuram reconhecer apenas o positivismo como cultura comum e como fundamento comum para a formação do direito, enquanto todas as outras convicções e os outros valores da nossa cultura são reduzidos ao estado de uma subcultura.

Assim coloca-se a Europa, face às outras culturas do mundo, numa condição de falta de cultura e suscitam-se, ao mesmo tempo, correntes extremistas e radicais. A razão positivista, que se apresenta de modo exclusivista e não é capaz de perceber algo para além do que é funcional, assemelha-se aos edifícios de cimento armado sem janelas, nos quais nos damos o clima e a luz por nós mesmos e já não queremos receber estes dois elementos do amplo mundo de Deus. E no entanto não podemos iludir-nos, pois em tal mundo auto-construído bebemos em segredo e igualmente nos "recursos" de Deus, que transformamos em produtos nossos. É preciso tornar a abrir as janelas, devemos olhar de novo a vastidão do mundo, o céu e a terra e aprender a usar tudo isto de modo justo.

Mas, como fazê-lo? Como encontramos a entrada justa na vastidão, no conjunto? Como pode a razão reencontrar a sua grandeza sem escorregar no irracional? Como pode a natureza aparecer novamente na sua verdadeira profundidade, nas suas exigências e com as suas indicações? Chamo à memória um processo da história política recente, esperando não ser mal entendido nem suscitar demasiadas polêmicas unilaterais.

Diria que o aparecimento do movimento ecológico na política alemã a partir dos Anos Setenta, apesar de não ter talvez aberto janelas, todavia foi, e continua a ser, um grito que anela por ar fresco, um grito que não se pode ignorar nem acantonar, porque se vislumbra nele muita irracionalidade. Pessoas jovens deram-se conta de que, nas nossas relações com a natureza, há algo que não está bem; que a matéria não é apenas uma material para nossa feitura, mas a própria terra traz em si a sua dignidade e devemos seguir as suas indicações. É claro que aqui não faço propaganda por um determinado partido político; nada me seria mais alheio do que isso.

Quando na nossa relação com a realidade há qualquer coisa que não funciona, então devemos todos refletir seriamente sobre o conjunto e todos somos reenviados à questão acerca dos fundamentos da nossa própria cultura. Seja-me permitido deter-me um momento mais neste ponto. A importância da ecologia é agora indiscutível. Devemos ouvir a linguagem da natureza e responder-lhe coerentemente. Mas quero ainda enfrentar decididamente um ponto que, hoje como ontem, é largamente descurado: existe também uma ecologia do homem. Também o homem possui uma natureza, que deve respeitar e não pode manipular como lhe apetece.
O homem não é apenas uma liberdade que se cria por si própria. O homem não se cria a si mesmo. Ele é espírito e vontade, mas é também natureza, e a sua vontade é justa quando ele escuta a natureza, respeita-a e quando se aceita a si mesmo por aquilo que é e que não se criou por si mesmo. Assim mesmo, e só assim, é que se realiza a verdadeira liberdade humana.

Voltemos aos conceitos fundamentais de natureza e razão, donde partíramos. O grande teórico do positivismo jurídico, Kelsen, em 1965 – com a idade de 84 anos –, abandonou o dualismo entre ser e dever ser. Dissera que as normas só podem derivar da vontade.

Consequentemente, a natureza só poderia conter em si mesma normas, se uma vontade tivesse colocado nela estas normas. Entretanto isto pressuporia um Deus criador, cuja vontade se inseriu na natureza. “Discutir sobre a verdade desta fé é absolutamente vão – observa ele a tal propósito (citado segundo Waldstein, op.cit., 19). Mas sê-lo-á verdadeiramente? – apetece-me perguntar. É verdadeiramente desprovido de sentido refletir se a razão objectiva que se manifesta na natureza não pressuponha uma Razão criadora, um Creator Spiritus?

Aqui deveria vir em nossa ajuda o patrimônio cultural da Europa. Foi na base da convicção sobre a existência de um Deus criador que se desenvolveram a ideia dos direitos humanos, a ideia da igualdade de todos os homens perante a lei, o conhecimento da inviolabilidade da dignidade humana em cada pessoa e a consciência da responsabilidade dos homens pelo seu agir. Estes conhecimentos da razão constituem a nossa memória cultural. Ignorá-la ou considerá-la como mero passado seria uma amputação da nossa cultura no seu todo e privá-la-ia da sua integralidade.

A cultura da Europa nasceu do encontro entre Jerusalém, Atenas e Roma, do encontro entre a fé no Deus de Israel, a razão filosófica dos Gregos e o pensamento jurídico de Roma. Este tríplice encontro forma a identidade íntima da Europa. Na consciência da responsabilidade do homem diante de Deus e no reconhecimento da dignidade inviolável do homem, de cada homem, este encontro fixou critérios do direito, cuja defesa é nossa tarefa neste momento histórico.

Ao jovem rei Salomão, na hora de assumir o poder, foi concedido formular um seu pedido. Que sucederia se nos fosse concedido a nós, legisladores de hoje, fazer um pedido? O que é que pediríamos? Penso que também hoje, em última análise, nada mais poderíamos desejar que um coração dócil, a capacidade de distinguir o bem do mal e, deste modo, estabelecer um direito verdadeiro, servir a justiça e a paz. Obrigado pela vossa atenção!
Fonte: blog - Santa Igreja.