segunda-feira, 14 de julho de 2008

Anti-conceptivo histórico

Sexo
os preservativos de nossos tataravós

Segundo uma notícia da agência EFE, a Biblioteca General Histórica da Universidade de Salamanca descobriu um preservativo no interior de um livro de Medicina do século XVI.

Trata-se de uma camisinha elaborada com tripa natural de cervo, que leva em sua extremidade uma cinta de cor azul que servia para ajustá-la ao membro viril, segundo expilicou a diretora da biblioteca, Margarita Becedas.

O anti-conceptivo foi descoberto no processo de revisão e nova catalogação de uma parte dos tomos históricos dessa biblioteca, considerada como uma das melhores da Europa pela quantidade e a qualidade dos textos que alberga.

Na realidade, encontraram dois preservativos "perfeitamente enrolados", em uma folha de um jornal de 1857 que por sua vez estava no interior de um manual de Medicina do século XVI.

As investigações posteriores determinaram que os preservativos são do século XIX, pelo que se presume que foram introduzidos no livro por algum estudante da época que estava consultando o manual médico.

Um dos preservativos está exposto em uma das vitrines da biblioteca histórica, na qual se mostram objetos curiosos encontrados no interior dos livros. Para identificar a camisinha, os responsáveis se serviram de uma reportagem publicada numa revista científica na qual se fala sobre esses preservativos históricos, que se apresenta sob "É o que parece".

Existem evidências do uso de preservativos como meio higiênico entre os romanos e com menor certeza entre os egípcios, embora só se tenha conhecimento oficial no século XVI, quando são considerados oficialmente inventados.

O responsável pela sua criação é o anatomista e cirurgião italiano Grabiele Fallopio, o mesmo que descobriu os canais que que conduzem do ovário ao útero, e que hoje conhecemos como as trompas Fallopio.

Esse médico desenhou uma baínha feita de tripa de animal e linho, que se fixava ao pênis com um laço de cor rosada, destinado a prevenir as enfermidades de transmssão sexual como a sífilis e a gonorréia.

Um século depois, o conde de Condom, médico pessoal do rei Charles II da Inglaterra, aperfeiçoou o preservativo de Fallopio, utilizando como materia prima o intestino de cordeiro, que lubrificou com azeite.

domingo, 13 de julho de 2008

Imigração Japonesa - Centenário

“Banzai Campo Mourão – 100 anos da Imigração Japonesa no Brasil”

Com este título foi lançado ontem na Sonibram-Sociedade Nipo-Brasileira, o livro relatando a história da imigração japonesa em Campo Mourão, como parte das comemorações do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. Tive a honra e grata satisfação de participar da feitura do mesmo, prefaciando essa importante obra que registra os fatos históricos, da vinda e convivência entre nós, das famílias nipônicas, contribuindo com o desenvolvimento de nossa região.
PREFÁCIO

Para reverenciar o Centenário da Imigração Japonesa, a Colônia Nipônica de Campo Mourão, encomendou ao Jair Elias dos Santos Júnior e André Felipe Pereira Martins, a elaboração de um compêndio de fatos relacionados com esse importante evento, marcando a militância nipo-brasileira no contexto socioeconômico e cultural de Campo Mourão.

Como veremos, os japoneses que vivem atualmente no Brasil têm uma bela história. Eles vieram para cá há cem anos num navio chamado "Kasato Maru", que trouxe as primeiras 165 famílias japonesas, 781 pessoas que sonhavam com uma vida melhor. Partindo em 28 de abril de 1908, do porto de Kobe, no Japão, depois de 52 dias, percorridas 21 mil milhas, o navio chega a 18 de junho de 1908 ao porto de Santos (litoral de São Paulo), marcando o início da imigração japonesa no Brasil.

Com o pressuposto de vencer em terra desconhecida, encaram o desafio de viver em uma nação de língua, clima e tradição completamente diferentes da milenar cultura oriental. Fugindo da crise econômica pela qual passava o Japão, esse grupo de sonhadores, chega ao Brasil deixando para trás a Pátria que naquela centúria passava por sérias dificuldades, era um país faminto, com miséria alarmante, predominando uma superpopulação descontrolada, com os campos cheios de desocupados, passando a fazer parte do vocabulário diário termos como: desemprego, inflação e fome, como narram Jair Elias e André Felipe, no decorrer desta obra de estafante pesquisa.

E, com a desenvoltura e trabalho dos nipônicos, essa fase foi superada e hoje o Japão é uma potência economicamente equilibrada, que recebeu a visita de dois prefeitos mourãoenses, Dr. Renato Fernandes Silva em 1974 e Rubens Bueno em 1993, integrando respectivamente a 2ª e a 22ª Missão Econômica Paraná-Japão.

Na atualidade, os japoneses se espalham por todo o Brasil e são reconhecidos como pessoas honestas e trabalhadoras, e conquistaram seu espaço na sociedade. A colônia emprestou ao Brasil seus costumes, conhecimentos e mão-de-obra e adotou o País como pátria de seus filhos. Hoje, os descendentes nipônicos são estimados em 1,5 milhão de pessoas e representam a maior comunidade japonesa fora do Japão.

Em suas pesquisas os autores encontram o vestígio do primeiro imigrante a pisar em terras mourãoenses, Kame-Iti Nakayama em 1949 e, em 1951, do primeiro agricultor de origem japonesa, Katsuiti Kobayashi.

Em 1959, já com um acentuado número de famílias é fundada a Associação de Moradores Japoneses de Campo Mourão, sob a presidência de Tsuneiti Takeda, ano em que também se inaugura a sede da entidade que abrigou a escola de língua japonesa e dez anos depois, 1969, era fundada a SONIBRAM.

Dentre tantas, recordamos de algumas famílias japonesas que contribuíram e contribuem com o desenvolvimento de Campo Mourão: Kobayshi, Taniguchi, Tanaka, Kakuda, Seki, Tanahashi, Nakamura, Kadota, Kuriki, Gondo, Takeda, Tsunada, Sassaki, Endo, Iritsu, Morimoto, Nishimura, Fukami, Nagai, Nakui, Okumura, Yamazaki, Shimada, Ueda, Takashima, Takassu, Yamada, Sato, Fukami, Nakuy, Casaui, Matsumi, Saga, Ikeda, Mori, Dói, Nakatami, Iritsu, Miasaki, Sazaki, Kunioshi...

Para celebrar e homenagear essa integração e o centenário da imigração japonesa é lançado o presente livro, para deixar marcada na história de Campo Mourão a influência de um povo que trouxe costumes e tradições orientais ao Brasil. Você gosta de sushi e shashimi? Pois é, são comidas tipicamente japonesas. E cantar no karaokê, você gosta? Essa também é uma tradição japonesa. O origami também é tradição deles. A origem da palavra é do japonês ori (dobrar) gami (papel), e quando juntamos as duas palavras a pronúncia fica origami. Nós conhecemos como dobradura.

Compulsando livros, jornais, documentos com lavraturas de atas e consultando membros da comunidade, é que foi possível a composição desta obra com o relato de fatos marcantes, relembrando a história de pioneiros que ajudaram a propulsionar o desenvolvimento de Campo Mourão, inserindo-se nos anais que um século depois a influência japonesa torna-se parte do Brasil.

PEDRO DA VEIGA


sábado, 12 de julho de 2008

Chrystian e Ralf

Cheiro de Shampoo

Jorge Luís Borges - in 'Ensaio: O Livro'

O Livro
Dos diversos instrumentos do homem, o mais assombroso é, indubitavelmente, o livro. Os outros são extensões do seu corpo. O microscópio e o telescópio são extensões da vista; o telefone é o prolongamento da voz; seguem-se o arado e a espada, extensões do seu braço. Mas o livro é outra coisa: o livro é uma extensão da memória e da imaginação.
Em «César e Cleópatra» de Shaw, quando se fala da biblioteca de Alexandria, diz-se que ela é a memória da humanidade. O livro é isso e também algo mais: a imaginação. Pois o que é o nosso passado senão uma série de sonhos? Que diferença pode haver entre recordar sonhos e recordar o passado? Tal é a função que o livro realiza. (...) Se lemos um livro antigo, é como se lêssemos todo o tempo que transcorreu até nós desde o dia em que ele foi escrito. Por isso convém manter o culto do livro. O livro pode estar cheio de coisas erradas, podemos não estar de acordo com as opiniões do autor, mas mesmo assim conserva alguma coisa de sagrado, algo de divino, não para ser objeto de respeito supersticioso, mas para que o abordemos com o desejo de encontrar felicidade, de encontrar sabedoria.

Jorge Luís Borges, in 'Ensaio: O Livro'
-Extraído de: http://citador.weblog.com.pt/

Gigafoto Panorâmica

A Grafia da Imagem
a maior panorâmica que já se fezOlha só o que descobri, uma gigafoto panorâmica
com tanta resolução que até se vê a câmera que a fez.
Duvida?
Pois clique AQUI e se magnifique.


sexta-feira, 11 de julho de 2008

Eça de Queirós in 'Distrito de Évora'

O Poder da Caricatura


"A caricatura é o meio mais poderoso de desacreditar, no espírito do povo, os maus governos. É o mais rude castigo que se pode inflingir à sua injustiça e à sua baixeza. A caricatura faz mais que torná-los odiosos, torna-os desprezíveis: assim veja-se como a temem e como a vigiam. Nada que os comediantes da cena política tanto temam como o lápis da caricatura... Philipon, Daumier, Traviès, Grandville, Monnier, podem dizer às vezes que os seus admiráveis desenhos deram insónias aos homens de estado de Luís Filipe e lhes serviram de áspero remorso!"

"O poder da caricatura", Eça de Queirós, in 'Distrito de Évora'

http://citador.weblog.com.pt/

http://blogdasanta.blogspot.com/

SOM LEGAL! - No Limit


Na radiola, No Limit,
com Art Pepper (sax alto)
George Cables (piano)
Tony Dumas (baixo acústico)
Carl Burnett (bateria)
Gravada em Los Angeles, Califórnia (EUA), em 26 de março de 1977.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

RELÓGIO MUNDIAL

clique no mapa e saiba as horas

terça-feira, 8 de julho de 2008

Clarice Lispector


NÃO TE AMO MAIS

( Clarice Lispector by Loredano )

Não te amo mais

Estarei mentindo se disser que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza de que
Nada foi em vão.
Sei dentro de mim que
Não poderia dizer nunca que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade:
É tarde demais...

OBS.: - Agora releia de baixo para cima.

Clarice Lispector - 1920 /1977- , foi uma
escritora naturalizada brasileira, nascida na Ucrânia.

domingo, 6 de julho de 2008

EDITH PIAF - La Vie en Rose




-EDITH PIAF-
EDITH GIOVANNA GASSION

Nascimento: 19/12/1915, Hospital Tenon (dizem que nos degraus, sob um poste da Rue de Belleville 72), Paris, França.
Filiação: Louis Alphonse Gassion e Anetta Giovanna Maillard.
Casamento: Relacionamentos com Louis Dupont (1932; filha Marcelle, 02/1933-1935); Paul Meurisse (1940 a 1941), Henri Contet, Norbert Glanzberg, Yves Montand, Charles Aznavour, Eddie Constantine; casa-se com Jacques Pills (07/1952); relacionamento com Douglas Davies, Georges Moustaki, Charles Dumont; casa-se com Theophanis Lamboukas (09/10/1962).
Falecimento: 10/10/1963, 13:30 h, Enclos de la Rorrée, Plascassier, planalto de Grasse, Alpes Marítimos, França.
Causa: Hemorragia interna (motivada por câncer).

Cantora, inicia a vida artística com o pai; primeira gravação: "Les Mômes de la Cloche" (1936, 78 rpm); uma das maiores cantoras francesas, torna-se dependente de álcool e morfina.

sábado, 5 de julho de 2008

Festival de Balonismo



Campo Mourão vista de um balão

Acima fotos da CRN - http://www.crnonline.com.br

Balão, na foto de Angelo Ricardo, no centro de Campo Mourão, onde se vê as torres da Catedral.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Recordar é Viver!


Ano 1960
Governador Moysés Lupion visita Campo Mourão para a posse de Dom Eliseu Simões Mendes, é recepcionado no aeroporto por lideranças pioneiras dentre elas, na foto, o Prefeito Antonio Teodoro de Oliveira, Paulino Slompo, Hideji Kobayashi e Sigueetsu Sassaki, sendo cumprimentado pelo Governador.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Chá de Alecrim



Há dias em que se tem a impressão de se estar dentro de
um espesso nevoeiro.

Tudo parece monótono e difícil e o coração fica triste.

Quando uma voz interior me disse:-

'Você precisa tomar chá de alecrim"!

Fui ao jardim e lá estava nosso viçoso pé de alecrim.
Interessante é que quase todos que visitam nossosjardins
demonstram afeição e respeito pelo alecrim.
Com toda reverência, colhi alguns ramos, preparei um chá
e o servi em uma linda xícara.
O aroma era muito agradável e, a cada gole que bebia,
senti a mente ir clareando.
Uma sensação de bem-estar e alegria foi se espalhando
pelo corpo e senti enorme felicidade no coração.
Fiquei muito impressionada com a capacidade dessa planta
transmitir alegria.

Aliás, o nome alecrim já lembra alegria.
Resolvi pesquisar a respeito e veja só que maravilha!
O alecrim, Rosmarinos officinalis, planta nativa da região
mediterrânea - foi muito apreciado na Idade Média e no
Renascimento, aparecendo em várias fórmulas, inclusive
a 'Água da Rainha da Hungria', famosa solução
rejuvenescedora.
Elizabeth da Hungria recebeu, aos 72 anos, a receita
de um anjo (um monge?) quando estava paralítica e
sofria de gota.
Com o uso do preparado, recobrou a saúde,a beleza
e a alegria.
O rei da Polônia chegou a pedi-la em casamento!
Madame de Sévigné recomendava água de alecrim
contra a tristeza, para recuperar a alegria.
Rudolf Steiner afirmava que o alecrim é, acima de tudo,
uma planta calorífera que fortalece o centro vital e age em
todo o organismo.
Além disso, equilibra
a temperatura do sangue e, através
dele, de todo o corpo.
Por isso é recomendado contra anemia, menstruação
insuficiente e problemas de irrigação sangüínea.
Também atua no fígado.
E uma melhor irrigação dos órgãos estimula o metabolismo.
O chá de alecrim regenera e limpa as células do corpo,
pois o alecrim contém todas as cores do arco-íris.
O alecrim é digestivo e sudorífero.
Ajuda a assimilação do açúcar (no diabetes) e é indicado
para recompor o sistema nervoso após uma longa atividade
intelectual.
É recomendado para a queda de cabelo, caspa, cuidados
com a pele, lesões e queimaduras; para curar
resfriados e bronquit
es, para cansaço mental e estafa;
ainda para perda de memória, aumentando
a capacidade
de aprend
izado.
Existe um
a graciosa lenda a
respeito do alecrim:
Quando
Maria fugiu para o
Egito, levando no colo o
menino Je
sus, as flores do
caminho iam se abrindo
à medida que
a sagrada família
passava por elas.
O lilás ergueu s
eus galhos
orgulhosos e emplumados,o lírio
abriu seu
cálice.
O alecrim, sem pétalas nem beleza,
entristeceu lamentando não poder agradar
o menino.
Cansada, Maria parou à beira do Rio e, enquanto a criança dormia,
lavou suas r
oupinhas.
Em seguida, olhou a seu redor, procurando um lugar para estendê-las.
'O lírio quebrará sob o peso, e o lilás é alto demais.
Colocou-as então sobre o alecrim e ele suspirou de alegria, agradeceu
de coração a nova oportunidade e as sustentou ao Sol durante
toda a manhã.
Obrigada, gentil alecrim! - disse Maria.
Daqui por diante, ostentarás flores azuis para recordarem o manto
azul que estou usando.
E não apenas flores te dou em agradecimento, mas todos os galhos
que sustentaram as roupas do pequeno Jesus, serão aromáticos.
Eu abençôo folha, caule e flor, que a partir deste instante terão
aroma de santidade e emanarão alegria.'

Bom chá de alecrim pra você!!!

Marcilene Oliveira

Roberto Fonseca - Clandestino

Na radiola, Clandestino,
de Roberto Fonseca, com

Roberto Fonseca (piano)
Omar Gonzalez (baixo)
Ramses Rodriguez (bateria)
Carlos Manuel Calunga,
Emilio Del Monte Valdes,
Pepe Maza, Omara Portuondo
(vocais);
Orland "Cachaito" Lopez (baixo).
Emilio Del Monte Mata/ Bogham Costa (percussão)

Gravada no Rio de Janeiro em maio de 2007.

Conto Japonês

O PAVÃO E O URUBU

Tem um conto japonês milenar que é mais ou menos assim:
Em uma planície, viviam um Urubu e um Pavão. Certo dia,

o Pavão refletiu:

- Sou a ave mais bonita do mundo animal, tenho uma plumagem
colorida e exuberante, porém nem voar eu posso, de modo a
mostrar minha beleza. Feliz é o Urubu que é livre para voar
para onde o vento o levar.

O Urubu, por sua vez, também refletia no alto de uma árvore:

- Que infeliz ave sou eu, a mais feia de todo o reino animal e ainda tenho
que voar e ser visto por todos , quem me dera ser belo e vistoso tal qual aquele Pavão.

Foi quando ambas as aves tiveram uma brilhante idéia em comum e se
juntaram para discorrer sobre ela: cruzar-se seria ótimo para ambos,
gerando um descendente que voasse como o Urubu e tivesse a graciosidade
de um Pavão...

Então se cruzaram e daí nasceu o
Peru:

QUE É FEIO PRA CACETE E NÃO VOA!!!


Moral da história: - Se tá ruim, nem tente arrumar que piora!


quarta-feira, 2 de julho de 2008

CRISTO REDENTOR - RIO


Meu amigo Jacques Soares, de Setúbal-Portugal, me repassa o nome do autor desta maravilhosa foto - de Niterói: Ricardo Zerrenner.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Carneiro no Buraco - História

A História do "Carneiro no Buraco", prato típico de Campo Mourão (PR), começa por volta de 1580 com a chegada dos jesuítas ao continente sul-americano. Através do contato entre conquistadores e índios, houve o intercâmbio de costumes.
Com isso os castelhanos adquiriram o hábito de cozinhar carnes embrulhadas em folhas de bananeiras. O fogo era feito num buraco escavado no chão, o que evitava o risco de incêndios e permitia que a carne fosse conservada por dois ou três dias.

O Carneiro no Buraco foi inspirado num filme de faroeste assistido no Cine Mourão, na década de 1960, que mostrava o preparo culinário de carne e legumes num buraco escavado no solo, onde se queimava antecipadamente certa quantidade de lenha.

Inspirado na cena, os pioneiros - que mostramos nas fotos seguintes - que assistiram ao filme, partiram para a prática com o preparo da carne de carneiro inicialmente extremamente envolvente em suas diversas etapas, que exigiam 12 horas de trabalho.



Com o decorrer do tempo esse envolvimento foi provocando adaptações e então, o fotógrafo e artista plástico, Tony Nishimura apaixonado pelas lides culinárias, lá pelos idos de 1970, começou a preparar essa iguaria como entretenimento entre seus amigos e com muita dedicação e esmero, delineado pela sua têmpera, foi aperfeiçoando a composição desse petisco, até chegar à receita que hoje é sucesso, culminando com a oficialização, em 1991, da Festa do “Carneiro no Buraco” por ele coordenada, tornando-se um evento gastronômico de repercussão Nacional divulgando Campo Mourão, atraindo anualmente milhares de pessoas de todos os recantos da Nação e até do exterior.





TONY NISHIMURA – neto de imigrantes japoneses, nascido em Cambará – PR, foi o responsável pela receita atual, que consagrou o “Carneiro no Buraco”.

Em 1995 na quinta edição da Festa, Tony, então coordenador técnico, idealizou e implantou o sistema de cozinha única, (que hoje merecidamente leva seu nome) com o objetivo de atingir um padrão esmerado do prato típico, até então preparado isoladamente pelas barracas das entidades participantes do evento.

A prática na feitura do “Carneiro no Buraco”, fez também com que o Tony criasse uma série de equipamentos para eficiência e agilidade no preparo e na melhoria da qualidade dessa saborosa iguaria.

Foi ele o idealizador das tampas utilizadas para o cozimento, réchaud, ganchos para descida e retirado do tacho, garras para o seu transporte e até uma máquina apropriada para o preparo do pirão.

Não é tarefa fácil o preparo dessa iguaria que é feita de carne de carneiro, tomate, cebola, batata doce, batata baroa (mandioquinha salsa), cenoura, chuchu, abobrinha, vagem, pimentão, maçã e banana nanica.

A carne é cortada em pedaços pequenos, temperada com antecedência de 4 horas, e colocada em camadas alternadas de legumes e frutas em um tacho de ferro de 30 polegadas. Enquanto isso, 1.50 metro cúbico de lenha forte deve ficar queimando dentro do buraco feito na terra, com 1.50 metro de profundidade e 1.15 metro de diâmetro, durante 4 horas, colocando-se em seguida o tacho com os preparos para cozimento por 5 horas, vedando-se o buraco com tampa apropriada e com uma camada de terra por cima. Uma das principais dificuldades no preparo do prato é que ele não pode ser monitorado durante o cozimento. Só é possível saber-se se está bom para o consumo só após a retirada do tacho, constatando se a carne que ficou na parte superior está bem dourada e se a maçã, colocada na última camada, ficou totalmente murcha. Com o Carneiro no Buraco no ponto, parte do caldo que se formou no tacho é separado em uma panela para o preparo do pirão, com farinha de mandioca, acompanhamento obrigatório do prato.

O Carneiro no Buraco, também deve ser servido com arroz branco, salada de almeirão “pão de açúcar” e sobremesa de abacaxi. O sabor do prato é considerado inigualável. Para isso, no entanto, o prato precisa ser bem feito, o que exige o conhecimento de uma série de “segredinhos” só conhecidos por quem já tem uma larga experiência no preparo.


Tony Nishimura, o incrementador do CARNEIRO NO BURACO de Campo Mourão, dedicou grande parte de seu tempo viajando pelo Brasil no preparo desse delicado e apetitoso prato, percorreu nove estados brasileiros e viajou também ao exterior preparando essa comida fina, prato típico de Campo Mourão. Serviu autoridades e pessoas famosas, como presidentes da República, ministros de Estado, governadores, artistas, empresários e esportistas. Em 1977, chegou a percorrer mais de 70 mil quilômetros preparando o carneiro em dezenas de cidades.

E dessa sua larga experiência, sempre em contato com pessoas que se reuniam, com paladar apurado, para degustar a substância alimentícia preparada com esmero, dedicação e responsabilidade, o Tony criou uma tradição para servir o CARNEIRO NO BURACO: os convidados devem seguir em fila, acompanhando o dono da festa, ao som do berrante, para o ritual da retirada do tacho, fortalecendo o envolvimento de confraternização dos convivas.

Desenterrado o tacho, para separar o caldo para preparo do pirão, é necessário o apoio do dono da festa ajudando no envasilhamento, para atrair bons fruídos a todos os participantes do evento.

Ao longo dos últimos 40 anos, o prato típico foi sendo aprimorado e hoje é tido como verdadeiro símbolo de Campo Mourão. Apesar do alto grau de dificuldade na preparação, está entre as comidas típicas mais divulgadas do sul do país, e os mourãoenses que dominam a técnica de preparação são convidados para fazer os pratos nas mais diferentes regiões do Brasil.

Ingredientes: • 27 kg de Carne de Carneiro de média idade • Tomate (2 quilos) •Cebola (2 quilos) • Batata Doce (3 quilos)

Temperos: • Batata Salsa (3 quilos) Pimenta do Reino
• Chuchu (2 quilos) Alho (300g) • Abobrinha (2 quilos) Aginomoto (100g) • Cenoura (2 quilos) Cebolinha (2 maços)
• Pimentão (1/2 quilo) Salsinha (2 maços)
• Vagem (1 quilo) Vinagre de Vinho • Mandioca (2 quilos) Óleo (300 ml)
• Maça vermelha (1 quilo) Sal (815 g).

Tony servindo Pedro da Veiga
Jair Elias sendo servido pelo Tony

Área central de CAMPO MOURÃO - Praça Getúlio Vargas Estação da Luz (Biblioteca) e Catedral


PARQUE DE EXPOSIÇÕES "GETÚLIO FERRARI"
onde é servido o Carneiro no Buraco