sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

O acordo ortográfico está aí.

Não trema em 2009

André Conti

Dois pingüins graúdos da cultura nacional - representantes de uma cervejaria e de uma revista - conversam à beira de um iceberg.

"Onde fica o pólo Norte?", pergunta o primeiro.

O pingüim da revista contempla com tristeza o amigo. Sem se importar com os traços evidentes de bebida no bafo do colega, explica a ele que não há mais necessidade de diferenciar o substantivo "pólo" (aprazível paragem de veraneio de qualquer pingüim encalorado) da antiga preposição aglutinada polo (por+o), destronada por "pela", sem contar a combinação de pôr e lo, "polo" - como em: "Onde devo pô-lo, meu suéter pólo?"

"No fim do mês será tudo sem acento", esclarece.

"Qüem, qüem", balbucia o cervejeiro, o olhar perdido numa aurora austral.

"Não!", subleva-se a ave letrada. "Não: o correto agora é 'quém, quém'."

"Quem o quê?", indaga o bêbado.

Tomado pela sensação de dever para com sua espécie - uma das mais prejudicadas pelo novo acordo ortográfico -, o pingüim da revista pega o amigo pela asa e põe-se a explicar as mudanças pelas quais passou a língua portuguesa desde o início do século XX:

"Até 1911, você seria um penguím. Havia também uma porção de ípsilons e pê-agás na língua. Pois os portugueses resolveram botar ordem na casa. Só que o acordo de 1911 não foi adotado no Brasil, que seguiu falando um português antigo e pomposo".

O amigo o encara com o semblante de um pingüim que bateu a cara num iglu, se iglu houvesse no pólo - ou polo - Sul.

"No início da década de 40, acadêmicos portugueses e brasileiros resolveram unificar a língua e assinaram um acordo que colocaria, enfim, os pingos nos is das suas, deles, diferenças ortográficas. No entanto, por se tratar de acadêmicos, e ainda por cima lusos e brasílicos, o acordo não unificou nada.

"Mas nessa época eu ainda era um penguím?"

"De maneira alguma. O tratado de 1943 marcou a chegada do que é o sinal diacrítico mais importante da história, pelo menos no que diz respeito à nossa espécie: o trema".

Seu colega põe-se a chacoalhar a cauda, e depois o corpo inteiro. "Assim?", pergunta.

O pingüim da revista abre seu exemplar do Dicionário Houaiss, um tanto amassado pelo uso, e recita: "O trema é um sinal diacrítico, usado sobre a letra u, dos dígrafos gu e qu, nos vocábulos em que essa letra, seguida de e ou i, é pronunciada: agüentar, cagüira, eloqüente, qüinqüenérveo".

"Parece-me uma coisa suspeita", diz o outro pingüim, finalmente despertando para a magnitude do problema. "Qüinqüenérveo?"

O sóbrio pingüim prossegue, satisfeito: "E a coisa não para por aí".

"Para por o que aonde?"

"Não! 'Para', do verbo parar, em oposição à preposição 'para'. O acento que diferenciava certas palavras também não existe mais, lamentavelmente".

O outro pranteia o fim do acento diferencial, em solidariedade.

Continua o pingüim da revista:

"E quem sai perdendo somos nós, os pingüins brasileiros. Portugal, talvez por não ter pingüins, aboliu o trema em 1946. Os esfeniscídeos nacionais tornaram-se os únicos a carregar o estandarte dessa tradição, que em certos países tem o mesmo estatuto de outros diacríticos mais badalados, como a cedilha e o til. Na Alemanha, não se anda duas quadras sem um trema. Na França, é possível andar duas quadras, mas não se sai do arrondissement sem um bom par de tremas, ou seja, quatro mimosas bolinhas

"Mas na Alemanha", retruca sorrateiramente o amigo da cevada, "o trema tem uma função diferente. Conhecido como Umlaut, ele pousa sobre as vogais a, o e u para indicar a mudança de som. A Gisele Bündchen, por exemplo, seria pronunciada "Bundchen" se não fosse o Umlaut.

O retruque deixa o pingüim sabichão sem palavras. Ambos imaginam um mundo sem pólo, sem trema e sem Gisele Bündchen.

"Mas e de quem foi essa idéia infeliz de abolir o trema?", pergunta, de súbito, o mais burrinho, que aos poucos atenta para o golpe que a nova regra assestará na auto-estima pingüinácea.

"Na verdade uma idéia, já que os ditongos abertos ei e oi também não levam mais acento. O fim do trema foi - arram! - uma epopéia. Em 1971, cortaram um bocado de acentos, os mais divertidos, na minha opinião. Imagina, aceitar gêlo sem chapeuzinho, foi difícil. Mas por motivos que nenhum pingüim jamais soube, o trema ficou".

O outro pingüim, cada vez mais apegado ao seu trema, imagina que perdê-lo será o equivalente, até pela semelhança, a perder seus testículos.

Imbuído de sentimentos solidários, a ave da revista (com ou sem trema, o pingüim segue sendo uma ave) improvisa um palanque de neve e proclama: "Nosso dever é assegurar uma transição civilizada dentro da categoria. Há uma legião de pingüins confusos por aí, à mercê de toda sorte de faux pas ortográficos. Embora se torne obrigatório apenas em 2013, ano que vem já está valendo, e em 2010 todos os livros de escola estarão despidos de tremas. Os portugueses têm até 2014".

"Eu vou segurar o meu trema até o último minuto", decidiu o cevador.

"Não seja um pingüim anacrônico. O ano praticamente acabou, o acordo ortográfico está aí. Que desejemos boas-vindas às novas palavras. Feiura, enjoo, paleozoico, micro-ondas. Vão chegando, a casa é sua".

"E Piauí?"

"O que tem?"

"Leva acento?"

"Passou raspando".

"Piauí foi salva por uma exceção. Palavras com o i e o u finais e tônicos, precedidos de ditongo aberto, perderam os agudos. Mas só as paroxítonas. E Piauí, como você está careca de saber, é oxítona. Tuiuiú também se safou. Mas baiuca vai ter que se acostumar".

Fonte: Revista Piauí

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Poesia de Cruz e Sousa



Poesia de Cruz e Sousa

por: José Rubem Fonseca

Sou ficcionista, porém para a Seção Relançamentos escolhi um poeta; gosto mais de ler poesia do que ficção. Meus poetas favoritos são todos modernos, mas, por várias razões, optei por um poeta simbolista. O Simbolismo é um movimento poético hoje completamente ignorado. E o poeta Cruz e Sousa é um ilustre desconhecido para a maioria das pessoas alfabetizadas que conheço.

O Simbolismo surgiu no início do século 20 como oposição ao Parnasianismo. O Parnasianismo, por sua vez, foi um movimento originado na França, no século 19, que se opunha ao Romantismo, e que teve como seus mais ilustres expoentes Théophile Gautier, Leconte de Lisle, Théodore de Banville e Sully Prudhomme.

No Brasil, nessa época, a poesia romântica também já não possuía tantos seguidores. Castro Alves saíra de moda, e então surgiram os primeiros parnasianos, com destaque para Gonçalves Crespo e Artur de Oliveira. Mas não demorou muito para que poetas parnasianos como Alberto de Oliveira, Raimundo Correia e Olavo Bilac dominassem o cenário poético.

A partir de 1890, o Simbolismo, também originário da França, começou a superar o Parnasianismo. (Porém demorou para que o termo “parnasiano” fosse usado de maneira ofensivamente derrogatória.) Note-se que o Simbolismo, além da literatura, abrangeu outras artes, como o teatro, a pintura, a música. Na área da literatura, os nomes mais importantes foram Baudelaire, Claudel, Mallarmé, Verlaine e Rimbaud. Os simbolistas encenavam a realidade com signos que representavam um conceito ou sugestão, com metáforas e figuras de linguagem que consistiam em misturar duas imagens ou sensações de natureza distinta. E sua influência foi universal. No Brasil surgiram vários poetas simbolistas, como Alphonsus de Guimaraens, Emiliano Perneta, Virgílio Várzea, Nestor Vítor, Francisca Júlia, Pedro Kilkerry, mas o mais importante de todos foi Cruz e Sousa.

João da Cruz e Sousa nasceu em Desterro, hoje Florianópolis. Filho de escravos sofreu uma série de perseguições raciais.

Em 1890 veio para o Rio de Janeiro, onde descobriu a poesia simbolista francesa. Ele escreveu também livros de prosa como Tropos e Fanfarras (em conjunto com Virgílio Várzea) e Missal, mas a sua obra mais importante é a poética, destacando-se Broquéis, publicado em 1893, Faróis em 1900 e Últimos sonetos em 1905. Seus dois últimos livros foram publicados depois da sua morte, em 19 de março de 1898.

O poeta conseguiu um emprego humilde na Estrada de Ferro Central. Em 1893 casou-se com Gravita Rosa Gonçalves, que também era negra. O casal teve quatro filhos e todos faleceram prematuramente; o que teve vida mais longa morreu quando tinha apenas 17 anos. Gravita sofria das faculdades mentais e passava longos períodos internada em hospitais psiquiátricos.

Cruz e Sousa contraiu tuberculose, doença infecciosa que ocorria freqüentemente entre as pessoas pobres, enfermidade que o matou, aos 36 anos, miserável, discriminado, desconhecido.

Seria interessante se pudéssemos reduzir o silêncio que cerca o seu nome e a sua obra.

Download:
Autoria:
Cruz e Sousa

Ficha Técnica:
Texto-base digitalizado por: NUPILL - Núcleo de Pesquisas em Informática, Literatura e Lingüística da Universidade Federal de Santa Catarina.

90 anos de morte de Olavo Bilac

No dia 28 de dezembro de 2008 comemora-se 90 anos de morte do poeta e jornalista Olavo Bilac (Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac). Bilac foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras.

Criou a cadeira de número 15, cujo patrono é Gonçalves Dias. Nasceu no Rio de janeiro em 16 de dezembro de 1865.

Estudou medicina, mas não chegou a concluir o curso. Tentou a Faculdade de Direito em São Paulo, mas também desistiu. A partir de 1890 resolveu dedicar-se a literatura.

Trabalhou no jornal A Cidade do Rio, ao lado de José do Patrocínio. Tornou-se abolicionista e correspondente em Paris.

Publicou crônicas literárias no jornal A Notícia e colaborou com outros tantos jornais como A Semana, Cosmos, A Cigarra, A Bruxa e A Rua.

Exerceu vários cargos públicos no estado do Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores da Liga da Defesa Nacional, tendo lutado pelo serviço militar obrigatório, que considerava uma forma de combate ao analfabetismo.

Foi como poeta que se imortalizou.

Foi eleito Príncipe dos Poetas Brasileiros pela Revista Fon-Fon em 1907.

Juntamente com Alberto de Oliveira e Raimundo Correia, foi a maior liderança e expressão do parnasianismo no Brasil, constituindo a chamada Tríade Parnasiana.

Autor da letra do Hino à Bandeira.

Obras

Poesias (1888)
Crônicas e novelas (1894)
Crítica e fantasia (1904)
Conferências literárias (1906)
Dicionário de rimas (1913)
Tratado de versificação (1910)
Ironia e piedade, crônicas (1916)
Tarde (1919); Poesia, org. de Alceu Amoroso Lima (1957), e obras didáticas.

Fonte: ABL

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

...E O VENTO LEVOU - estréia 15.12.1939

Gone with the Wind estréia em Atlanta

1939 – Foram três dias de festas, com direito a desfile de limousines com as estrelas do filme e milhares de bandeiras enfeitando as casas e lojas.

De dezembro a junho de 1940 só foi possível assistir ao filme nos Estados Unidos comprando ingresso antecipado. Em fevereiro de 1940, o filme estava em cartaz em cerca de 150 cidades americanas.

No Brasil, a estréia aconteceu no dia 1º de janeiro de 1940.

Baseado no romance homônimo de Margareth Michell, o filme narra a trajetória de Scarlet O’Hara (Vivien Leigh), seus amores e desilusões durante a Guerra de Secessão americana, e sua luta para manter a fazenda “Tara”, devastada pela guerra.

Clark Gable é Rett Butler, um aventureiro que passa pela vida de Scarlet, em uma relação de amor e ódio marcada por conflitos e cenas inesquecíveis de amor.

O beijo entre os dois é considerado até hoje o maior beijo de toda a história do cinema.

Tudo isso tendo como pano de fundo os horrores da Guerra de Secessão (1861-65), a decadência do Sul e o desaparecimento de toda uma civilização: as plantations de algodão no Sul escravocrata.

Entre os roteiristas do filme tiveram participação também os escritores F.Scott Fitzgerald e William Faukner.

Milhares de atrizes foram entrevistadas para o papel de Scarlet O'Hara, sendo que mais de 400 chegaram a fazer leitura do roteiro. Vivien Leigh só foi escolhida para o papel de protagonista após o início das filmagens.

Gone with the Wind recebeu dez Oscars: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Vivien Leigh), Melhor Atriz Coadjuvante (Hattie McDaniel, que não pôde comparecer à première de ...E O Vento Levou em Atlanta porque era negra), Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia Colorida, Melhor Edição e Melhor Roteiro, além um Oscar honorário para William Cameron Menzies e um Oscar técnico, para Don Musgrave.

A produção de Gone with the Wind custou pouco mais de US$ 5 milhões aos cofres da MGM. Quatro anos depois de seu lançamento, a renda obtida pelo filme nas bilheterias já superava a marca dos US$ 32 milhões.

É considerado até hoje um dos melhores filmes americanos de todos os tempos.

Recentemente, em junho de 2008, o American Film Institute (AFI), publicou sua lista dos 10 top 10 — os dez melhores filmes em dez gêneros de filmes americanos. Gone with the Wind alcançou o quarto lugar entre os filmes épicos.

De onde colei veja aqui.

sábado, 13 de dezembro de 2008

L.I.V.R.O. - MILLÔR




L.I.V.R.O.

Existe entre nós, muito utilizado, mas que vem perdendo prestígio por falta de propaganda dirigida, e comentários cultos, embora seja superior a qualquer outro meio de divulgação, educação e divertimento, um revolucionário conceito de tecnologia de informação.

Chama-se de Local de Informações Variadas, Reutilizáveis e Ordenadas – L.I.V.R.O.

L.I.V.R.O. que, em sua forma atual, vem sendo utilizado há mais de quinhentos anos, representa um avanço fantástico na tecnologia. Não tem fios, circuitos elétricos, nem pilhas. Não necessita ser conectado a nada, ligado a coisa alguma. É tão fácil de usar que qualquer criança pode operá-lo. Basta abri-lo!

Cada L.I.V.R.O. é formado por uma seqüência de folhas numeradas, feitas de papel (atualmente reciclável), que podem armazenar milhares, e até milhões, de informações. As páginas são unidas por um sistema chamado lombada, que as mantém permanentemente em seqüência correta. Com recurso do TPOTecnologia do Papel Opaco – os fabricantes de L.I.V.R.O.S podem usar as duas faces (páginas) da folha de papel. Isso possibilita duplicar a quantidade de dados inseridos e reduzir os custos à metade!

Especialistas dividem-se quanto aos projetos de expansão da inserção de dados em cada unidade. É que, para fazer L.I.V.R.O.S com mais informações, basta usar mais folhas. Isso porém os torna mais grossos e mais difíceis de ser transportados, atraindo críticas dos adeptos da portabilidade do sistema, visivelmente influenciados pela nanoestupidez.

Cada página do L.I.V.R.O. deve ser escaneada opticamente, e as informações transferidas diretamente para a CPU do usuário, no próprio cérebro, sem qualquer formatação especial. Lembramos apenas que, quanto maior e mais complexa a informação a ser absorvida, maior deverá ser a capacidade de processamento do usuário.

Vantagem imbatível do aparelho é que, quando em uso, um simples movimento de dedo permite acesso instantâneo à próxima página. E a leitura do L.I.V.R.O. pode ser retomada a qualquer momento, bastando abri-lo. Nunca apresenta "ERRO FATAL DE SENHA", nem precisa ser reinicializado. Só fica estragado ou até mesmo inutilizável quando atingido por líquido. Caso caia no mar, por exemplo. Acontecimento raríssimo, que só acontece em caso de naufrágio.

O comando adicional moderno chamado ÍNDICE REMISSIVO, muito ajudado em sua confecção pelos computadores (L.I.V.R.O. se utiliza de toda tecnologia adicional), permite acessar qualquer página instantaneamente e avançar ou retroceder na busca com muita facilidade. A maioria dos modelos à venda já vem com esse FOFO (softer) instalado.

Um acessório opcional, o marcador de páginas, permite também que você acesse o L.I.V.R.O. exatamente no local em que o deixou na última utilização, mesmo que ele esteja fechado. A compatibilidade dos marcadores de página é total, permitindo que funcionem em qualquer modelo ou tipo de L.I.V.R.O. sem necessidade de configuração. Todo L.I.V.R.O. suporta o uso simultâneo de vários marcadores de página, caso o usuário deseje manter selecionados múltiplos trechos ao mesmo tempo. A capacidade máxima para uso de marcadores coincide com a metade do número de páginas do L.I.V.R.O.

Pode-se ainda personalizar o conteúdo do L.I.V.R.O., por meio de anotações em suas margens. Para isso, deve-se utilizar um periférico de Linguagem Apagável Portátil de Intercomunicação Simplificada – L.A.P.I.S.

Elegante, durável e barato, L.I.V.R.O. vem sendo apontado como o instrumento de entretenimento e cultura do futuro, como já foi de todo o passado ocidental. São milhões de títulos e formas que anualmente programadores (editores) põem à disposição do público utilizando essa plataforma.

E, uma característica de suprema importância: L.I.V.R.O. não enguiça!

Brasil, potência mundial?

Brasil, potência mundial?

O Brasil vem sendo apontado, em diversos estudos prospectivos, como uma das potências mundiais dentro de mais alguns anos. Esses estudos, que tomam por base projeções quanto à população, produção de bens e serviços, participação no comércio mundial e contribuição para os fluxos mais dinâmicos dos intercâmbios internacionais (produtos culturais, finanças, conhecimento gerado pela pesquisa científica), apontam o Brasil, junto com outros grandes países em desenvolvimento, como Índia e Indonésia, como um dos países mais importantes em âmbito planetário, dando contribuições positivas para a paz e o progresso da humanidade.
De fato, o Brasil já é, hoje, uma grande economia, sendo o primeiro fornecedor mundial de uma série de produtos alimentícios e de recursos naturais, o que tende naturalmente a se ampliar nos anos à frente. Por outro lado, nossa exclusiva mistura racial e a excepcional convivência, em nosso país, dos mais diversos povos do mundo, sem distinções de qualquer espécie, convertem o Brasil em exemplo único de sociedade multirracial.
Podemos igualmente contribuir cada vez mais, e de fato já estamos contribuindo para a paz mundial, participando de operações de paz da Organização da Nações Unidas e ajudando no desenvolvimento de diversas nações africanas, que aliás nos deram a base de parte substancial de nossa atual população. Nossos cientistas, por outro lado, são plenamente capazes de não apenas acompanhar de perto os mais diferentes progressos das pesquisas de ponta no plano mundial, como também de contribuir para a inovação e de realizar descobertas científicas capazes de beneficiar a humanidade.
Tudo depende, é claro, de nós mesmos, de nossa própria capacidade de reforçar essas características positivas de nossa nação. A julgar, entretanto, pelas estatísitcas relativas a crescimento econômico, o Brasil tem ainda um grande esforço a fazer para se posicionar no pelotão de vanguarda da economia mundial. Nosso desempenho nos últimos anos, e provavelmente nas duas últimas décadas, tem sido próximo de pífio, e isso não se deve essencialmente a crises externas ou fatores internacionais adversos, e sim a nossa própria incapacidade de retomar o ritmo de crescimento sustentado.

Volto a mencionar os elementos principais das reformas que me parecem absolutamente indispensáveis para colocar o Brasil numa posição de maior destaque no cenário internacional. Observo, en passant, que todos os requisitos, mesmo o último, relativo à abertura internacional, são de ordem exclusivamente interna. Ou seja, todos os nossos problemas, obstáculos e limitações são "made in Brazil".

Lista de reformas para algum corajoso estadista:

1. Reforma política, a começar pela Constituição: seria útil uma “limpeza” nas excrescências indevidas da CF, deixando-a apenas com os princípios gerais, remetendo todo o resto para legislação complementar e regulatória. Operar diminuição drástica de todo o corpo legislativo em todos os níveis (federal, estadual e municipal), retirando um custo enorme que é pago pelos cidadãos; Proporcionalidade mista, com voto distrital em nível local e alguma representação por lista no plano nacional, preservando o caráter nacional dos partidos.

2. Reforma administrativa com diminuição radical do número de ministérios, e atribuições de diversas funções a agências reguladoras. Privatização dos grandes monstrengos públicos que ainda existem e são fontes de ineficiências e corrupção, no setor financeiro, energético, e outros; fim da estabilidade no serviço público.

3. Reforma econômica ampla, com diminuição da carga tributária e redução das despesas do Estado; aperto fiscal nos “criadores de despesas” irresponsáveis que são os legislativos e o judiciário; reforma microeconômica para criar um ambiente favorável ao investimento produtivo, ao lucro e para diminuir a sonegação e a evasão fiscal.

4. Reforma trabalhista radical, no sentido da flexibilização da legislação laboral, dando maior espaço às negociações diretas entre as partes; extinção da Justiça do Trabalho, que é uma fonte de criação e sustentação de conflitos; Retirada do imposto sindical, que alimenta sindicalistas profissionais, em geral corruptos.

5. Reforma educacional completa, com retirada do terceiro ciclo da responsabilidade do Estado e concessão de completa autonomia às universidades “públicas” (com transferência de recursos para pesquisa e projetos específicos, e os salários do pessoal remanescente, mas de outro modo fim do regime de dedicação exclusiva, que nada mais é do que um mito); concentração de recursos públicos nos dois primeiros níveis e no ensino técnico-profissional.

6. Abertura econômica e liberalização comercial, acolhimento do investimento estrangeiro e adesão a regimes proprietários mais avançados.

Uma reflexão de Natal...

Natal,
Natal Cristão.
Se, por um momento,
pudéssemos nos apartar do cotidiano,
dessa distorção maluca
que se tornou a comemoração,
reconheceríamos que o Natal é um tempo de reflexão,
de mudança, de oração íntima, qualquer que esta
seja, de introspecção verdadeira.

Lembraremos que o Mundo já era injusto no tempo de
Cristo e que, vinte séculos depois,

ainda o é, embora numa roupagem futurista...
Pela iniciativa e descortino de uns poucos, nas
ciências, a humanidade evoluiu.

Talvez...
Mas, o individuo,
o ser humano, a grande massa humana continua
medíocre,

tacanha, sem largueza de alma,
como
no tempo de Cristo.
Não aprenderam os ensinamentos fundamentais,
entre os quais, o “livre arbítrio”. Talvez, o mais
importante deles.

A faculdade de decidir por si, de guiar-se, comandar
seus próprios atos, ser autêntico, espontâneo, seguir
sua vontade, restrito apenas por normas gerais de
conduta.

Pobre ser...
É prisioneiro da sua própria ignorância,
causada, na maioria das vezes, pela
preguiça, pela falta de vontade própria de evoluir.

O pior cárcere, não é o que aprisiona o corpo. É o que
limita a mente e asfixia a alma...

AI-5: faz 40 ANOS

AI-5: 40 ANOS NESTE SÁBADO
Por Reinaldo Azevedo
Há 40 anos, era editado no país o Ato Institucional nº 5, o famigerado AI-5, emblema e soma de uma política que tinha uma dimensão doméstica, mas que também espelhava dissensões que iam pelo mundo. O Brasil estava no mapa dos confrontos da Guerra Fria. E o golpe desfechado quatro anos antes era a maior evidência. Pode-se duvidar se as esquerdas marxistas conseguiriam ou não fazer a sua “revolução”, mas inegável é que se mobilizavam para tanto. Pode-se duvidar se a esquerda populista, liderada por João Goulart, seria bem-sucedida em desfechar um autogolpe, mas a tentação estava no ar. Pode-se duvidar se aqueles que se alinharam aos golpistas estavam interessados apenas na lei e na ordem — ou se tudo aquilo não passou do esforço, como dizem setores da esquerda, para a tomada do estado pelas forças do capital. Inegável é que os radicais de esquerda forneceram todos os pretextos, os verdadeiros e os apenas verossímeis, para o golpe (1964) e para o golpe dentro do golpe (1968). Tanto é assim que o regime militar brasileiro, à diferença de quase todos os seus congêneres latino-americanos, tinha apoio popular. Os brasileiros não endossavam os métodos da esquerda que se preparava para se armar e que acabou se armando. A ditadura fez água quando a economia abriu o bico.

O AI-5, sem dúvida, fez mal ao Brasil. Mas é pura mistificação, mentira das mais grotescas, atribuir o movimento de 1964 e o extremismo de 1968 apenas à ação dos “homens maus”. A democracia brasileira foi golpeada num ano e morta quatro anos depois não porque anjos lutassem contra demônios; não porque democratas lutassem contra tiranos. A liberdade só naufragou por falta de quem a defendesse, à direita e à esquerda. À diferença do que faz crer a mistificação dos egressos da esquerda armada, hoje no poder, eles não queriam um regime de liberdades. Queriam uma ditadura comunista. Não há um só documento produzido pela esquerda brasileira naquele período que defendesse a democracia. E não custa lembrar: ainda hoje, sempre que a dita-cuja é evocada, fica evidente seu caráter, vamos dizer, apenas tático. Tarso Genro, ministro da Justiça, por exemplo, diz que seu negócio é mesmo o socialismo... Dilma Rousseff, da Casa Civil e apontada como candidata do PT à Presidência, já expressou orgulho pelo seu passado. Ela pertenceu a uma organização que praticava atos terroristas. Mais do que isso: o líder de seu grupo redigiu um manual dito de guerrilha, mas que fazia a defesa aberta do terrorismo. Antes que retome o texto a partir daqui, uma pequena digressão – ou nem tanto.

A íntegra do Ai-5 está aqui. Lendo o texto, não resta dúvida: trata-se de um ato que institui uma ditadura. Já o primeiro parágrafo do preâmbulo carrega naquela linguagem patética das ditaduras: “Considerando que a Revolução brasileira de 31 de março de 1964 teve, conforme decorre dos Atos com os quais se institucionalizou, fundamentos e propósitos que visavam a dar ao País um regime que, atendendo às exigências de um sistema jurídico e político, assegurasse autêntica ordem democrática, baseada na liberdade, no respeito à dignidade da pessoa humana, no combate à subversão e às ideologias contrárias às tradições de nosso povo, na luta contra a corrupção...” É... A ditadura buscava a “democracia autêntica”, como se vê. A esquerda radical, como vocês sabem, quer “a verdadeira democracia”. São adjetivos que servem de atalhos para ditaduras. O artigo 2º do ato não deixava a menor dúvida: “Art 2º - O Presidente da República poderá decretar o recesso do Congresso Nacional, das Assembléias Legislativas e das Câmaras de Vereadores, por Ato Complementar, em estado de sitio ou fora dele, só voltando os mesmos a funcionar quando convocados pelo Presidente da República.”

Assim, que, em nenhum momento, seja posto em dúvida o óbvio caráter ditatorial do texto. Mais: que, em nenhum momento, se suponha que se possa construir, com um ato daquela natureza, um país civilizado. Porque ninguém jamais conseguiu ou conseguirá fazê-lo. Não há um só regime, fora da democracia representativa, que mereça tal epíteto. E qualquer flerte com alternativas, como ainda há hoje em dia à esquerda e à direta, merece o repúdio de quem entende que a democracia representativa, nas economias de mercado, oferece aos homens a oportunidade para que busquem o que de melhor pode oferecer o gênio humano. Por isso Tio Rei não é relativista, não é multiculturalista nem é “pluralista” em matéria de regimes políticos. Tio Rei é só a favor da democracia representativa – nem a “autêntica” nem a “verdadeira”. Só a democracia representativa.

Posto isso, volto lá àquele segundo parágrafo. É mentira que as esquerdas brasileiras tenham aderido à luta armada apenas depois da decretação do AI-5 e que, portanto, a luta armada e o terrorismo fossem a única saída de quem queria “combater o regime” ou, como dizem hoje alguns cínicos montados da bufunfa de indenizações indecorosas, “lutar pela liberdade”. FARSA! FARSA DAS MAIS ASQUEROSAS! Não merecem outro nome os que, distorcendo o passado de maneira miserável, escondem debaixo do tapete da mistificação suas ilusões e delírios totalitários para posar apenas de vítimas dos homens maus.

Tal constatação tem alguma relevância hoje em dia? Tem, sim. Está aí o ministro Paulo Vannuchi, por exemplo, ele mesmo um ex-subordinado de uma organização terrorista, a querer encruar a história, como se ele próprio, naquele passado, tivesse integrado uma fileira de anjos. Morreram, segundo os próprios esquerdistas, 424 pessoas em decorrência das ações legais do estado e da atuação ilegal de agentes do regime ou a ele ligados. Nessa conta, estão os que tombaram de arma na mão — e ela também servia para matar... Os esquerdistas fizeram mais de uma centena de mortos. Considerando-se o tamanho das duas forças, a letalidade das esquerdas foi bem maior. E isso é um indício do que teria acontecido se tivessem vencido. Ninguém precisa se dedicar a especulações. Onde a guerrilha marxista triunfou, os mortos se contam aos muitos milhares, aos muitos milhões. Já demonstrei aqui: por 100 mil habitantes, Fidel Castro é umas 2.700 vezes mais assassino do que o regime militar brasileiro. E, no entanto, mereceu e merece a reverência da esuerdopatia nativa. Em nome do quê? Ora, do mesmo humanismo de quando esses puros pegaram na metranca.

O fato de o AI-5, com efeito, ter sido um horror não torna heróis os facínoras de ontem ou desculpa as tentações autoritárias de hoje. Não existem boas ditaduras ou ditadores virtuosos. Não??? Não para mim, para os liberais. Podem-se encontrar muitas diferenças, sem dúvida, entre o Getúlio Vargas do Estado Novo e o Regime Militar de 64. Mas, no que concerne à democracia – ou à falta dela -, há muitas semelhanças. Não obstante, o que a soma de populismo, nacionalismo bocó e esquerdismo verde-amarelo fizeram com ele? Transformaram-no num herói. Luiz Carlos Prestes, um comunista barbaramente torturado pela polícia do ditador, saiu da cadeia para subir no seu palanque. Entendeu que seu algoz ajudava a combater as forças reacionárias... Apanhou de Getúlio, mas queria mais Getúlio.

O AI-5, felizmente, se foi. As tentações autoritárias ainda estão estampadas na alma de muita gente para quem a adesão à democracia continua a ser apenas uma etapa. Afinal, uns a querem “autêntica”, outras a querem “verdadeira”. De fato, eles todos a odeiam e querem mesmo é ditadura.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

CINEMA: história dos logos de hollywood

Quando a gente assiste a um filme, a primeira coisa que se vê é o logotipo do estúdio onde ele foi rodado (ou distribuído). Mas como surgiram esses logos? Qual é a história deles? O ANTENA PARANÓICA, de onde copiei as informações, pesquisou e mata a sua curiosidade.

Dreamworks

Estúdio fundado por Steven Spielberg, Jeffrey Katzenberg e David Geffen. Spielberg queria que o logo lembrasse a idade de ouro de Hollywood, feito por ordenador e composto por um homem pescando na Lua. Não ficou bem e recorreram a Robert Hunt para que o pintasse. Hunt enviou uma versão alternativa do logo onde se podia ver uma Lua em forma de quarto minguante com um menino pescando. O menino era seu próprio filho.

Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)

A idéia de um leão como logo foi de Howard Dietz em 1924. “Leo The Lion” foi o logo proposto a Samuel Goldwyn’s Picture Corporation. Howard se baseou na equipe de atletismo da Universidade de Columbia, 'The Lions'. Quando se juntaram Goldwyn Pictures, Metro Pictures Corporation e Louis B. Mayer Pictures, o logo permaneceu.
Desde que foi criado já tivemos cinco leões interpretando o logo:Slats (1924 - 1928), Jackie, que foi o primeiro leão a rugir para a platéia: Tanner, o mais famoso de todos esteve a partir de 1957.

20th Century Fox

Em 1935, Twentieth Century Pictures e Fox Film Company se uniram dando lugar a Twentieth Century-Fox Film Corporation. O logo original da Twentieth Century Pictures foi criado por Emil Kosa Jr, permaneceu igual depois da fusão, exceto por uma única mudança: “Pictures, Inc.” por “Fox”. Posteriormente se colocou a música composta por Alfred Newman.

Paramount

Paramount Pictures Corporation foi fundada em 1912 e a majestosa montanha que aparece como logo foi desenhada por W.W. Hodkinson em uma reunião com o fundador do estudio, Adolph Zukor. Inspirou-se na montanha Ben Lomond de sua infância em Utah. O logo sofreu algumas mudanças pequenas, somente o número de estrelas que representam os contratos com estrelas de cinema que têm e é o logo mais antigo que existe.

Warner Bros

Este estúdio foi fundado por quatro irmãos judeus que emigraram da Polônia: Harry, Albert, Sam e Jack Warner. Por incrível que pareça, esses nomes ão foram os que se lhes deram de nascimento sendo: Hirsz, Aaron, Szmul e Itzhak. Com o estúdio inicialmente passou a mesma coisa, já que antes de chamar-se Warner,. fora colocado um outro nome que não se sabe com certeza qual foi: Wonsal, Wonskolaser ou Eichelbaum. O logo está composto pelas iniciais dos "irmãos Warner” e como não podia ser de outra maneira o logo passou por muitíssimas mudanças.

Columbia

Columbia Pictures foi fundado em 1919. O logo foi desenhado em 1924 e era a personificação da América em uma mulher. Nunca se soube ao certo quem foi a modelo e houve muitos rumores: Bette Davis disse em sua auto-biografia que foi Claudia Dell. A People Magazine disse que foi Amelia Batchler; anos mais tarde o Chicago Sun-Times disse que era uma garota que trabalhava como extra chamada Jane Bartholomew… O que tem se seguro é que em 1993 o logo foi redesenhado por Michael J. Deas e a modelo foi Jenny Joseph, uma dona de casa de Lousiana.

Walt Disney

O logo de Walt Disney tem uma história mais simples: era a firma do próprio Walt Disney. A partir desse momento o logo teve muitas versões, sempre mantendo a forma mas com novas nuances. Para o estídio de cinema começou com o castelo do Reino Mágico, inspirado no famoso Castillo Neuschwanstein.

Depois eu conto sobre Universal, RKO, Tristar e Touchstone.
- in Antena Paranóica

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

A origem do churrasco


Churrasco
Origem do churrasco
Quantidade de carne
Temperos para churrasco
Métodos de cozimento
Organizando a churrasqueira
Dicas de como servir
Acompanhamento
Conta a lenda que o homem só descobriu o fogo porque precisava achar uma forma de preparar um bom churrasco de dinossauro. Brincadeiras à parte. Logo após a descoberta do fogo, o homem aprendeu a assar as carnes tornando-as dessa forma mais saborosas, macias e de digestão mais fácil.

A carne assada na brasa foi importante na formação do conceito de comunidade pois, sua divisão era feita em torno da fogueira, normalmente, lugar onde as pessoas se reuniam para comer.

Se perguntar a um brasileiro quem é o criador do churrasco, ele certamente responderá que é um gaúcho. Se perguntar a um argentino ele dirá que foi um conterrâneo e, assim por diante.

Assar carnes na brasa ou fogo tem sido um dos métodos mais utilizados pelo homem e as mais diversas culturas se utilizam deste método de cozimento. Portanto o churrasco é universal. Não podemos atribuir sua invenção a nenhum povo em especial.

É claro que algumas culturas são mais criativas do que outras, bem como algumas regiões mais ricas em ingredientes. Isso sim faz a diferença e demonstra a criatividade de cada cultura. Seriam necessárias várias paginas de texto para falarmos tudo sobre churrasco e, mesmo assim, não sei se seria possível, pois cada um tem um ponto de vista e uma verdade sobre o tema.

Churrasco dos pampas
No Rio Grande do Sul, o churrasco tradicional é feito em pedaços de carne muito grandes e em fogo de lenha no chão. Os espetos de madeira são cravados no chão, na diagonal e perto do fogo. Dali se tiram lascas das partes externas mais assadas, enquanto as mais internas ficam assando.

O fogo deve ser aceso bem antes do horário de servir as carnes, para se obter um braseiro parelho e forte, com mais brasas do que fogo. Enquanto o fogo é feito, pode-se preparar aperitivos para amigos e família. No sul, o churrasco se come recém saído da brasa, na tábua do assador, aos nacos, com farinha ou molhos, bem ou mal passado, conforme o gosto. Mas há quem preferira seu próprio prato, completando-o com saladas e polenta frita, por exemplo.


Redação Terra

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

ETIQUETA

Vi a chamada na homepage do UOL com uma dúvida de etiqueta do tipo 'posso levar a sobra da garrafa de vinho para casa?`. Lembrei de uma ocasião em que eu havia pedido para embrulhar a metade do prato que eu não tinha comido para 'levar para o meu cachorro'. O garçon olhou com um certo ar de desprezo mas embrulhou a comida e trouxe o pacote até a mesa. Foi quando eu vi que a segunda garrafa de vinho estava praticamente cheia. Então pedi:

- Posso levar o vinho também?

Ele olhou feio para o pacote, e eu:

- É pro cachorro também. Ele bebe.

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Colei do: http://queridoleitor.zip.net/

28 anos sem John Lennon

Foto sem crédito
John Winston Ono Lennon, batizado como John Winston Lennon, MBE, (Liverpool, 9 de Outubro de 1940/Nova Iorque, 8 de Dezembro de 1980) foi um ícone do século XX, músico, cantor, compositor, escritor e ativista em favor da paz britânico.

John Lennon ganhou notoriedade mundial como um dos integrantes do grupo de rock britânico The Beatles. Na época da existência dos Beatles, John Lennon formou com Paul McCartney o que seria uma das mais famosas duplas de compositores de todos os tempos, a dupla Lennon/McCartney. Em 1968, John Lennon apaixonou-se pela artista plástica Yoko Ono e depois disto ela se tornou a pessoa mais importante na vida e carreira do músico inglês. Em 1970, os Beatles chegaram ao fim e a partir de então John dedicou-se a carreira solo.
Afastado da música desde 1975, por se dedicar mais a família desde o nascimento de seu filho com Yoko Ono, Sean Lennon, John voltou aos estúdios em 1980 para gravar um novo álbum. Era como um recomeço. Porém em 8 de dezembro do mesmo ano, John foi assassinado em Nova York por Mark David Chapman quando retornava do estúdio de gravação junto com a mulher.
Dentre as composições de destaque de John Lennon estão "Help!", "Strawberry Fields Forever" e "All You Need Is Love" enquanto fazia parte dos Beatles e "Imagine", "Happy Xmas /(War is Over)" , "Woman" "(Just Like) Starting Over"e "Watching the Wheals" em carreira solo.
Em 2002, John Lennon entrou em oitavo lugar em uma pesquisa feita pela BBC como os 100 mais importantes britânicos de todos os tempos.
Morte
Na noite de 8 de dezembro de 1980, quando voltava para o apartamento onde morava em Nova Iorque, no edifício Dakota, em frente ao Central Park, John foi abordado por um rapaz que durante o dia havia lhe pedido um autógrafo em um LP Double Fantasy em frente ao Dakota. O rapaz era Mark David Chapman, um fã dos Beatles e de John, que acabou atirando em John Lennon com revólver calibre 38. A polícia chegou minutos depois e levou John na própria viatura para o hospital. O assassino permaneceu no local com um livro nas mãos, "O Apanhador no Campo de Centeio", de J.D. Salinger. John morreu após perder cerca de 80% de seu sangue, aos quarenta anos de idade. Logo após a notícia da morte de John Lennon, que correu o mundo, uma multidão se juntou em frente ao Dakota, com velas e cantando canções de John e dos Beatles. O corpo de John foi cremado no Cemitério de Ferncliff, em Hartsdale, cidade do estado de Nova Yorque, e suas cinzas foram guardadas por Yoko Ono.
O assassino foi preso, pois permaneceu no local, esperando os policiais chegarem. Ao entrar na viatura, pediu desculpas aos policiais pelo "transtorno que havia causado". Em seu julgamento alegou ter lido em "O apanhador no Campo de Centeio" uma mensagem que dizia para matar John Lennon. Acabou sendo condenado à prisão perpétua e até hoje é mantido numa cela separada de outros presos, devido às ameaças de morte que recebeu. Após a morte de John, foi criado um memorial chamado Strawberry Fields Forever no Central Park, em frente ao Dakota. Alguns discos póstumos foram lançados, como Milk and Honey, com sobras de canções do disco Double Fantasy. Várias coletâneas e um disco chamado Accoustic foram lançados em 2005. Yoko Ono administra tudo o que se refere a John Lennon, suas canções em carreira solo, seus vídeos e filmes.
Esta peguei do - cartunistasolda.blogspot .com

domingo, 7 de dezembro de 2008

É hábito ou costume?

sábado, 6 de dezembro de 2008

Google - busca de milhões de fotos históricas

1968 - 40 anos depois, ninguém esqueceu


Há 40 anos, o mundo estava próximo a fechar uma das páginas mais incríveis de sua História. A do ano de 1968. Uma edição especial da revista Life contendo uma retrospectiva do "incrível ano 68", chegaria às bancas na primeira semana de janeiro de 1969. Na capa, a foto marcante do planeta Terra.
Mais recentemente, o Google fechou um acordo para levantar o arquivo de fotos históricas dessa publicação e também de outros anos, de personalidades, eventos, esportes e muito mais, milhões de fotos, e que podem ser acessadas clicando aqui.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

VOCE É BRANCO? CUIDE-SE!!!

Ives Gandra da Silva Martins*

Hoje, tenho eu a impressão de que o "cidadão comum e branco" é agressivamente discriminado pelas autoridades e pela legislação infraconstitucional, a favor de outros cidadãos, desde que sejam índios, afrodescendentes, homossexuais ou se autodeclarem pertencentes a minorias submetidas a possíveis preconceitos.

Assim é que, se um branco, um índio e um afrodescendente tiverem a mesma nota em um vestibular, pouco acima da linha de corte para ingresso nas Universidades e as vagas forem limitadas, o branco será excluído, de imediato, a favor de um deles! Em igualdade de condições, o branco é um cidadão inferior e deve ser discriminado, apesar da Lei Maior.

Os índios, que, pela Constituição (art. 231), só deveriam ter direito às terras que ocupassem em 5 de outubro de 1988, por lei infraconstitucional passaram a ter direito a terras que ocuparam no passado. Menos de meio milhão de índios brasileiros - não contando os argentinos, bolivianos, paraguaios, uruguaios que pretendem ser beneficiados também - passaram a ser donos de 15% do território nacional, enquanto os outros 185 milhões de habitantes dispõem apenas de 85% dele.. Nessa exegese equivocada da Lei Suprema, todos os brasileiros não-índios foram discriminados.

Aos 'quilombolas', que deveriam ser apenas os descendentes dos participantes de quilombos, e não os afrodescendentes, em geral, que vivem em torno daquelas antigas comunidades, tem sido destinada, também, parcela de território consideravelmente maior do que a Constituição permite (art. 68 ADCT), em clara discriminação ao cidadão que não se enquadra nesse conceito.

Os homossexuais obtiveram do Presidente Lula e da Ministra Dilma Roussef o direito de ter um congresso financiado por dinheiro público, para realçar as suas tendências - algo que um cidadão comum jamais conseguiria!

Os invasores de terras, que violentam, diariamente, a Constituição, vão passar a ter aposentadoria, num reconhecimento explícito de que o governo considera, mais que legítima, meritória a conduta consistente em agredir o direito. Trata-se de clara discriminação em relação ao cidadão comum, desempregado, que não tem esse 'privilégio', porque cumpre a lei.

Desertores, assaltantes de bancos e assassinos, que, no passado, participaram da guerrilha, garantem a seus descendentes polpudas indenizações, pagas pelos contribuintes brasileiros. Está, hoje, em torno de 4 bilhões de reais o que é retirado dos pagadores de tributos para 'ressarcir' aqueles que resolveram pegar em armas contra o governo ou se disseram perseguidos.

E são tantas as discriminações, que é de perguntar: de que vale o inciso IV do art. 3º da Lei Suprema?

Como modesto advogado, cidadão comum e branco, sinto-me discriminado e cada vez com menos espaço, nesta terra de castas e privilégios.


( *Ives Gandra da Silva Martins é renomado professor emérito das universidades Mackenzie e UNIFMU e da Escola de Comando e Estado Maior do Exército e presidente do Conselho de Estudos Jurídicos da Federação do Comércio do Estado de São Paulo ).

A autoria da música de Natal da Rede Globo



Muita gente ouve o tema natalino da Globo - ‘Hoje a festa é sua, a festa é nossa/ É de quem quiser/ Quem vier’ - que há 40 anos embala as festas de fim de ano e não sabe a autoria da música.

Em 1971, o tema ‘Um Novo Tempo’ foi encomendado a Nelson Motta e Marcos Valle por José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, para ser o tema do Natal. Nélson pensou que ela fosse tocar por 15 dias e pronto.

"Mas foi um sucesso estrondoso, tocava nas festas das empresas, nas churrascarias... Para mim foi uma grande surpresa. A gente faz parte da tradição do Brasil nas festas de fim de ano”, comemora Nelson Mota, o letrista.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

A Crise em Crise.... Uma grande lição

Um texto que circula na internet é uma lição para todos nós

Esse texto circula pela internet.
Esperamos que seja lido com atenção porque é uma belíssima
síntese dos momentos atuais.

E que nos sirva de lição.

'A CRISE'

Um homem vivia à beira de uma estrada e vendia cachorros quentes. Ele não tinha rádio, televisão e nem lia jornais, mas produzia e vendia bons cachorros quentes. Ele se preocupava com a divulgação do seu negócio e colocava cartazes pela estrada, oferecia o seu produto em voz alta e o povo comprava. As vendas foram aumentando e, cada vez mais ele comprava o melhor pão e a melhor salsicha. Foi necessário também adquirir um fogão maior para atender uma grande quantidade de consumidores, e o negócio prosperava. Seu cachorro quente era o melhor de toda região! Vencedor, ele conseguiu pagar uma boa escola ao filho. O menino cresceu, e foi estudar economia numa das melhores faculdades do país. Finalmente, o filho já formado, voltou para casa, notou que o pai continuava com a vidinha de sempre e teve uma séria conversa com ele: - Pai, então você não ouve rádio? Você não vê televisão e não lê os jornais? Há uma grande crise no mundo. A situação do nosso país é crítica. Está tudo ruim. O Brasil vai quebrar.
Depois de ouvir as considerações do filho doutor, o pai pensou: 'Bem, se meu filho que estudou economia, lê jornais, vê televisão, acha isto então só pode estar com a razão'. Com medo da crise, o pai procurou um fornecedor de pão mais barato (e é claro, pior) e começou a comprar salsichas mais barata (que era, também, a pior). Para economizar, parou de fazer cartazes de propaganda na estrada. Abatido pela notícia da crise já não oferecia o seu produto em voz alta. Tomadas essas 'providências', as vendas começaram a cair e foram caindo, caindo e chegaram a níveis insuportaveis e o negócio de cachorro quente do velho, que antes gerava recursos até para fazer o filho estudar economia na melhor escola, quebrou. O pai, triste, então falou para o filho: - Você estava certo, meu filho, nós estamos no meio de uma grande crise. E comentou com os amigos, orgulhoso: - Bendita a hora em que eu fiz meu filho estudar economia, ele me avisou da crise.
Aprendemos uma grande lição:

Vivemos em um mundo contaminado de más notícias e se não tomarmos o devido cuidado, essas más notícias nos influenciarão a ponto de roubar a prosperidade de nossas vidas.

Luiz de Aquino (Alves Neto)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

GAITAS DE BOCA ADLERTRIO

Harmônicas - De Israel

Conjunto israelense de harmônicas, formado em 62 - bela música!
O site deles é www.adlertrio.com