quinta-feira, 6 de maio de 2010

"DORMINDO COM O INIMIGO"


Romeu Tuma Jr.,(foto abaixo) Secretário Nacional de Justiça e presidente do Conselho Nacional de Combate a Pirataria. Imagem/UOL



Tuma Jr. e a máfia chinesa: “Dormindo com o inimigo”

Por João Bosco Rabello: A Polícia Federal interceptou ligações telefônicas que ligam o secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Jr. à máfia chinesa que atua no Brasil. A informação – um furo do repórter Rodrigo Rangel, publicada hoje no Estadão – é estarrecedora não só pela cumplicidade de Tuma Jr com o mafioso, mas também pelo grau de intimidade entre ambos revelado nas gravações. Tuma Jr não estava sob investigação, mas o chinês Li Kwok Kwen, sim. E ao grampeá-lo, a PF encontrou no caminho nada menos que o secretário Nacional de Justiça. Numa das conversas gravadas, Tuma Jr marca encontro com Li Kwok Kwen em Ribeirão Preto, onde cumpria agenda oficial, e o convida para pernoitar na cidade.

Ouça aqui a conversa

É o que se pode chamar de dormir com o inimigo – ou que, pelo menos, deveria ser.E sugere que dividam – pasmem – o mesmo quarto de hotel.

Imagens: Lula sanciona a lei que anistia os estrangeiros em situação irregular no Brasil, durante solenidade no Ministério da Justiça (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr).

"O evento foi marcado pela presença do Secretario Nacional de Justiça, Dr. Romeu Tuma Jr., do Diretor do Departamento de Estrangeiros do Ministério da Justiça, Dr. Luciano Pestana Barbosa, do Secretário Geral da CUT Nacional, Quintino Cevero, do Secretario de Relações Internacionais da Força Sindical, Nilton Santos, do Coordenador do Centro Pastoral dos Migrantes, Pe. Mario Geremias, do Presidente da Praça kantuta, Dom Carlos Soto, do representante da comunidade chinesa, Sr. Paulo Li, do Cônsul Geral da República Plurinacional da Bolívia em São Paulo, além de aproximadamente dois mil imigrantes sulamericanos que atentamente prestigiaram o evento". aqui

do blog da Santa

quarta-feira, 5 de maio de 2010

DOM HELDER CÂMARA

O Homem e o Sacerdote


Bendito sejas, Pai


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEimjZ_sBl0XafoveKsKXOmoB6NYBOcidbHYJLcM0PCjCefstkJ1Wioyv1lJFIrqs__NSpNZtNjB4fPWyH-iYEfkIg0X4s90ylE2WaTNcWl5_CuUzBoWV1_2OuxiXHJFCdeDXsUTY_oPe4Re/s400/Dom+Helder.jpg,

Pela sede que despertas em nós,

Pelos planos arrojados

Que nos inspiras,

Pela chama que és Tu mesmo

Crepitando em nós...

Que importa que a sede fique

Em grande parte insatisfeita?

(ai dos saciados!)

Que importa que os planos

Fiquem mais nos desejos do que na realidade?

Quem sabe mais do que TU

Que o êxito

Independe de nós

E só nos pedes

O máximo de entrega

E de boa vontade?...

Nascimento - 7 de fevereiro de 1909
Fortaleza, CE – 11º de 13 filhos de João Câmara Filho, livreiro, maçom, e Adelaide Pessoa Câmara, professora primária.

Falecimento - 27 de agosto de 1999

Igreja das Fronteiras, Recife, PE. Seu enterro foi acompanhado por enorme multidão, que juntamente com o episcopado pasticiparam das eséquias do Bispo dos Pobres.


Quem foi e quem é Dom Helder Camara?

O 6° Arcebispo de Olinda e Recife – na História dessa Arquidiocese. Foi ordenado sacerdote aos 22 anos, no dia 15 de agosto de 1931, na festa de Nossa Senhora da Assunção, padroeira da sua cidade natal. Sempre contemplativo, acreditava que a realidade nasce nesse sonho, que se concretiza através da palavra e da ação. Já em 1936, foi transferido para o Rio de Janeiro, onde continuou sua ação apostólica no campo social e educativo. Irrequieto, idealizador e combativo foi eleito Bispo em 1952, permanecendo como Auxiliar na Arquidiocese do Rio de Janeiro.

Antes mesmo se de ser Bispo, sonhara e estruturara a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em seguida, ajudou a criar o Conselho Episcopal Latino - americano (CELAM). Em 1956 iniciou a Cruzada São Sebastião, dedicada aos favelados do Rio de Janeiro. Em 1959 fundou o Banco da Providência, para atender aos mais carentes e excluídos do Rio.

A sua liderança apostólica em favor dos mais desprotegidos levou a Igreja – em 1964 – a nomeá-lo Arcebispo de Olinda e Recife, onde encontraria um imenso campo para a sua luta em favor da paz, da justiça e contra as múltiplas violências de opressão do ser humano.Viviam-se então os difíceis tempos da ditadura militar... A partir de então denunciou ao mundo as torturas e desrespeitos aos Direitos Humanos, pelo regime totalitário em vigência no Brasil. Por pouco não foi preso, não fosse a intervenção do seu amigo Paulo VI que lhe enviou um cálice, como simbolo da unidade fraterna que marcou a longa amizade entre os dois. Apesar de não ter sido atingido pessoalmente pela prisão e tortura, meses mais tarde, o seu filho espiritual, Padre Henrique Dias foi brutalmente assasinado por milicianos contratados.

Dom Helder sofreu para sempre a dor desta perda, colocando-o como mártir daqueles sem voz e sem vez.

No Recife, abriu o Instituto de Teologia do Recife (ITER), com uma metodologia nova para a formação dos futuros padres e líderes da Igreja: uma teologia viva e libertadora, segundo o espírito do Vaticano II.

Criou a Comissão de Justiça e Paz. Fundou o movimento Encontro de Irmãos, a Operação Esperança e o Banco da Providência. Incentivou a Ação Católica, as Pastorais dos diversos meios: lançou, em 1990, a Campanha do Ano 2000 sem miséria e tantos outros movimentos de Igreja e de Cidadania. Influenciou decisivamente o Concílio Ecumênico Vaticano II.

Quando de sua aposentadoria, criou a “Obras de Frei Francisco”, que hoje é o Instituto Dom Helder Camara – IDHeC, que só passou a usar o seu nome após a sua morte.

Em 15 de julho de 1985, por limite de idade, aos 76 anos, foi substituído no Arcebispado de Olinda e Recife. Mas, por amor aos que sempre o buscam como líder e orientador espiritual, permaneceu na capital pernambucana, como Arcebispo Emérito, continuando a residir humildemente nos fundos da Igreja de Nossa Senhora das Fronteiras da Estância de Henrique Dias, um lugar simples mas de forte apelo e valor na História de Pernambuco. Ali faleceu aos 27 de agosto de 1999. Seus restos mortais encontram-se na Sé de Olinda, catedral do arcebispado, havendo a intenção de, no ano do centenário, serem possivelmente transladados para a Igreja das Fronteiras, que continua sendo um referencial para as constantes visitas de pessoas de várias partes do Brasil e do mundo, porque ali Dom Helder viveu 34 anos e exerceu as atividades mais intensas do seu episcopado, tornando-se internacionalmente conhecido na luta pela paz como fruto da justiça social entre todos os povos.

"Quando se sonha só,é um simple sonho, quando muitos sonham o mesmo sonho, é já a realidade."

Personalidade multifacetada,era místico, político, organizador, poeta, realista, sonhador, humilde, ousado, profeta.

Contemplativo, unia contemplação e ação – acreditava que a realidade nasce no sonho, e se concretiza através da palavra e da ação.

Entre suas bandeiras encontrava-se a do ecumenismo, defendendo a relação com as outras Igrejas e as outras religiões, a defesa dos mais pobres, trabalhou com denodo durante toda sua vida a serviço da justiça e de causas sociais.

Por suas múltiplas e diversificadas atividades, encantando a muitos e desagradando a outros, foi chamado por vários nomes, entre os quais:Guerreiro da Paz, Dom da Paz,Bispo Vermelho, Bispo dos Pobres, Profeta do Terceiro Mundo,Arcebispo das Favelas, Artesão da Paz, Dom do Amor, da Paz e da Justiça,

Campeão da Solidariedade, Bispo Comunista.

GOSTARIA DE SER APENAS UMA SIMPLES POÇA D'ÁGUA QUE REFLETISSE O CÉU."

Muito se tem escrito sobre Dom Helder no Brasil e em vários países, nos lugares por onde passou e onde sua influência se fez sentir.

Em texto divulgado pelo Conselho Nacional de Leigos do Brasil são apresentados comentários emocionados de Dom Luiz Soares Vieira, Arcebispo de Manaus e Vice-Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil sobre Dom Helder. Destacamos alguns pontos que refletem um pouco da personalidade desse homem excepcional, o Guerreiro da Paz.

“Uma das grandes personalidades do século XX, homem de Deus, que tinha uma visão singular sobre o povo pobre brasileiro”.

“Eu o conheci em 1984, quando me tornei bispo. Dom Helder era um profeta que falava empolgadamente, não dizia palavras de um intelectual, mas você percebia que era algo profundo, de alguém que tinha intimidade com Deus. Lembro-me de quando ele se hospedava em minha casa, por volta de 4h da manhã lá estava ele fazendo suas orações. Foi realmente um homem de oração, austero, de uma intelectualidade muito profunda”.

“Sempre foi um homem de coragem e de convicções fortes que enfrentou e apontou caminhos para o Brasil.

“Um profeta, homem que viu o mundo com os olhos de Deus. Ele foi totalmente comprometido com a Igreja, a serviço do povo pobre; da colegialidade episcopal, pois foi ele quem fundou a CNBB; e com o seu profetismo”.

“Eu conheci pessoas extremamente contrárias a dom Helder e seus ideais. Elas não suportavam as idéias dele, mas, quando o conheciam pessoalmente se encantavam com seu modo de falar, seu carisma e até paravam para ouvi-lo. Creio que isso ocorria porque ele tinha uma fé profunda, que vinha do coração.”

“Dom Helder é um modelo que a história da humanidade precisa conservar. Sua história e sua memória fazem ponte com a história do Brasil”.

“Seus escritos são espetaculares; sua eloquência é fabulosa, foi um homem de muita fé que vinha de uma espiritualidade que preservava um amor a Deus e ao próximo. Enfim, ele foi alguém que acreditou numa causa e lutou por ela até o fim”.

Dom Helder, sinal de contradição

Dom Helder foi, antes de tudo, um profeta, no sentido bíblico da palavra: alguém que proclama, em nome de Deus, as verdades mais necessárias e incômodas.Seguindo a tradição dos antigos profetas da Bíblia, ele tornou-se um personagem controverso: amado e odiado, aplaudido e boicotado, tido em conta de santo quando distribuía pão com os famintos e acusado de subversivo quando denunciava as causas da fome.

"NENHUM PROFETA É RECONHECIDO EM SUA PRÓPRIA TERRA", disse Jesus, referindo-se a si mesmo, à fria acolhida dos seus conterrâneos em Nazaré da Galiléia. Algo semelhante aconteceu com dom Helder. Nos mesmos anos em que a ditadura militar armava todo tipo de estratégias para calar sua voz, a ponto de proibir a simples menção do seu nome na mídia, ele sofria pressões e ataques dentro da sua amada Igreja, da parte de seus irmãos no ministério. Embora eleito pelos jornalistas europeus como uma das dez personalidades mais influentes durante o Concílio Vaticano II, ele reconhece: "vim para cá com planos muitos queridos, sonhos que não pareciam meus. Não forcei a Providência; não houve nem sombra de clima para eles". O que muitos setores da Igreja temiam era sobretudo o novo estilo de episcopado que ele propunha, ao convidar todos os bispos presentes ao Concílio para depor suas cruzes de ouro ali mesmo e voltar para casa com cruzes de madeira penduradas ao pescoço.

Dom Helder foi ultrapassado pelos acontecimentos da história e da sua morte. Profetas e profetismo estão fora da moda hoje em dia. As Igrejas, de um modo geral, escolhem o caminho mais fácil de homilias que dizem o que a platéia quer ouvir e ritos para enternecer os corações, sem maior compromisso com o Evangelho.

Neste tipo de Igreja a memória de dom Helder continua sendo como fora sua vida, um "sinal de contradição" (cf. Lc. 2, 33 ). Contudo, a Igreja não se reduz aos seus setores mais visíveis, ela é feita também de resistências marginais, minorias lúcidas a quem Dom Helder chamava de "minorias abraâmicas". Estas cuidam de manter viva a herança do profeta, manter levantada a bandeira de uma Religião comprometida com a causa dos direitos dos mais fracos, com a dignidade da vida, com a procura de uma sociedade mais limpa e igualitária, com uma Igreja mais compassivamente mãe, a fim de ser autenticamente mestra.

* Frei Aloísio Fragoso

POR QUE DEUS NÃO ME ESCUTA?

Esta pergunta é tão antiga quanto a religião e ainda hoje insiste em ressoar no coração do homem; é este, inclusive, o motivo da revolta de muitos contra Deus: “O Senhor não me ouve... Deus não quer saber de mim!” Dizer “O Senhor não escuta minha oração!” equivale quase a dizer “O Senhor não me ama!”
As pessoas se revoltam porque lhes custa crer que Deus as ame e que lhes queira bem. Não acreditam que o Senhor as ame o suficiente para atendê-las. Mas Deus nos ama e ama muito! Bem diz o salmista: “A palavra ainda não me chegou à língua, e já, Senhor, a conheceis toda” (Sl 138,4). Ele sabe tudo, sabe do que você necessita e pode lhe conceder muito além do que você pede ou pensa.
São Basílio Magno ensinava: “Pedes e não recebes, porque a tua oração foi malfeita ou sem fé, sem devoção ou desejo, ou porque pediste coisa que não se referia a tua salvação eterna ou pediste sem perseverança”.
A oração é necessária não para que Deus conheça as nossas necessidades, mas para que fiquemos conhecendo a necessidade que temos de recorrer a Deus, para receber oportunamente os socorros da salvação. Quem pede a Deus, humilde e confiantemente, coisas necessárias para esta vida, ora é ouvido por misericórdia, ora não é atendido por misericórdia; porque o médico, melhor que o doente, sabe do que realmente o doente necessita. Deus sabe o que é melhor para você mais que você mesmo. “Os pensamentos de Deus são muito mais altos que os meus”. Deus quer o melhor para você porque o ama.
O que acontece então? Por que nem sempre somos atendidos?
Em primeiro lugar, Deus sabe quando deve nos dar aquilo que lhe pedimos; por isso temos de aprender a esperar e a ser pacientes e perseverantes. “Sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça” (Eclo 2,3).
O fato de a nossa oração não ser atendida imediatamente não quer dizer que Deus nos tenha esquecido. Quem nEle espera não se decepciona!
“Um homem guarda rancor contra outro homem e pede a Deus a sua cura! Ele, que é apenas carne, guarda rancor, e pede a Deus que lhe seja propício! Quem, então, lhe conseguirá o perdão de seus pecados?” (Eclo 28,3.5).
Pedimos também coisas más, por exemplo: pedimos justiça quando, na verdade, queremos vingança, que a pessoa pague pelo mal que nos fez, e tantas outras coisas... Coisas que se Deus nos concedesse, provavelmente, comprometeriam nossa salvação.
E pedimos de maneira má, não como filhos, mas como empregados interesseiros, que se aproximam apenas pelo fato de saberem que seu patrão pode beneficiá-los.

Portanto, nos momentos de oração, oferece, antes, a Deus um sacrifício de louvor e cumpre teus votos para com o Altíssimo. Invoca-o nos dias de tribulação, e Ele te livrará. Nunca se esqueça: Deus o ama e vê o seu desejo. Ele olha por você!
Confie no Senhor!

Do Livro "Quando só Deus é a resposta", de Márcio Mendes

OS CHIFRES DO DIABO

Ensaio derivado do artigo “Evil's Greatest Emissary, Adolf Hitler, Died on this Date” [Abril 30], de Harold Witkov, original do American Thinker, da mesma data, sobre o dia do suicídio de Hitler, que parece ter disfarçado que o modus operandi que desencadeou aquele mal não cessou, diferentes apenas o contexto e os personagens, que por baixo das máscaras ainda são os mesmos demônios.
A diminuição dos atos de violência nas relações sociais é simplesmente o correlato de um aumento da fraude e da corrupção. A fraude é um procedimento ainda mais eficiente que a violência para obter êxitos ou privilégios. Portanto, como é natural, os que se inclinam mais à fraude que à força fazem uso dos ideais humanitários.
- James Burnham, The Machiavellians (1943), IV, 2
*
Por estes dias, enquanto se comemora a primeira posição fajuta de Lula como “líder” mais influente no mundo, chegamos ao 65º aniversário do suicídio de Adolf Hitler e o seu encontro com o que quer que o tenha parido nesse mundinho de Deus, conforme lembra em artigo no American Thinker Harold Witkov, que rende algumas correlações interessantes.
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0c/Lula-ONU-23092008.jpgO Mundo Novo do socialismo do Terceiro Reich e do fürer era para durar mil anos, mas parou no 12º. Seus expurgos assentaram como pedra de fundação de Israel a lápide de 6 milhões de seus homens, mulheres e crianças. Tivesse Hitler tido sucesso, e a face do mundo teria ficado um pouco diferente, diz Witkov, ausentes eslavos, ciganos, comunistas, doentes mentais (meio redundante, não é mesmo?), aleijados, homossexuais e “dissidentes” de todo tipo.
O mal que começou com a mentira e evoluiu para a guerra, com a morte de Hitler voltou para a mentira aumentada em um grau ainda não bem compreendido.
*
A respeitabilidade do idiota
Hitler ensinou-nos que tiranos assinam tratados não com a paz em mente, mas com a intenção de ganhar tempo para alcançar vantagem militar”, observa Harold Witkov. Abstraídos os princípios ingleses mais nobres num cavalheirismo diplomático ingênuo, ultrapragmático, Neville Chamberlain permitiu que Hitler auferisse o tempo necessário para preparar-se para a guerra mais dura.
A lição desse período parece ser hoje quase completamente negligenciada; no Brasil, ela não pode ser nem mesmo esquecida, como já se tende sonolentamente a uma dissolução da democracia a um plebiscitarismo que promete a verdadeira representação do “povo”.
E o pacifismo para lá de aquém de Chamberlain reencarnou em Lula; o que a Alemanha de Merkel sabe perfeitamente bem, que Ahmadinejad não merece mais tempo, Lula pretende em delongas atrasar por oposição a velhos slogans anticapitalistas e antiocidentais, repetidos pelo piro do século 20. Ameaça, com isso, dar tempo ao Irã para a produção dos meios de produzir a bomba, o qual já trafica armas com a síria para o Hezbollah, e, com um pouco menos de pudor, já admite que a bomba é um dissuasivo para o Irã, para a paz.
Mas é claro que quem jamais soube dessa parte da história, no pré-guerra, dos dissuasivos diplomáticos que prepararam a por guerra, como por aqui, não pode mesmo, por definição, esquecê-la.
Acordo ´ideal´ não sairá em Copenhague Ao lado de Merkel, em visita recente à Alemanha, Lula pregava o diálogo ultrapragmático, e ouve de Merkel que ela já havia tentado conversar e que Ahmadinejad não estava realmente empenhado, mas ganhando tempo. Então Lula se afoita novamente, dizendo um boboca “Se nós queremos ter moral, para pedir para o outro que não tenha armas, nós também não devemos ter armas”. A pieguice do nosso líder ranqueado mundialmente --- uma das pessoas mais influentes no mundo junto com Ben Stiller (herói) e Lady Gaga (artista) --- levou Merkel a baixar a cabeça procurando alguma coisa com a qual se distrair perante aquela aula de moral eloquente, irrespondível, como se sorri às crianças o esforço pelo que elas não são capazes de fato. Depois, sorrisos tolos, tapinhas, para o grande líder latinoamericano.
Ao ouvir Gordon Brown chamando aquela senhora baixa e gordinha de “fanática”, quando entra no carro e não se dá conta que o microfone de lapela estava ligado, supus que um comentário menos polido é uma coisa verossímil, ao invés do que se viu quando Lula inculpou na sua frente as “pessoas de olhos azuis” pela crise. O que será que Brown disse nos bastidores não saberemos, mas dá para imaginar com pequena margem de erro, qualquer coisa mais forte do que disse àquela senhora.
Ainda não apareceu um Rei na frente de Lula para pôr ao chão a sua cara sorridente de idiota pedindo afagos para sempre em seguida sair-se com um discurso moralista ou autolaudatório. É só tirarem a mão da sua cabeça para ele latir cheio de segurança, que já se encontra entre os maiores estadistas mundiais.
Pior é uma coisa sempre além de si mesmo, então Lula pôde, enquanto lhe dão corda, piorar as coisas um pouco mais, na ocasião de sua fala no parlamento israelense. O Financial Times parece que resolveu parar de passar a mão na cabeça do bobo e apontar as “gafes” recentes do presidente como o que elas são de fato, mera afetação sem valor. Enquanto por aqui as boboquices são cantadas como triunfos de um estadista, quanto a política pacifista é um óbvio ululante, mas muito pouco ligada à realidade, a insistência exagerada nela para permanecer sob as luzes começa a mostrar que sua defesa não tem conteúdo.
Ter dito no Knesset, o parlamento israelense, que estava “infectado pelo vírus da paz” foi mais do que uma “gafe”, foi o completo menosprezo à história do povo judeu. O Financial Times alertou que o teatro da “política do arco-íris” está chegando ao limite.
Difícil compreender como pode que alguém acredite que Lula, sem nunca tomar decisões difíceis, possa ser verdadeiramente respeitado.
*
A mansuetude traiçoeira do mal
Alguém sabe onde ficam os chifres do diabo, ou o que eles são? O mal tem chifres, mas o que são os chifres do mal? Se é o que serve para identificá-lo, como na parábola bíblica do joio e do trigo, só dá para saber exatamente depois que se os associa tendo então ocorrido o pior? O bigodinho de Hitler? De outro modo, é o modus operandi que o denuncia.
De Hitler aprendemos que quando os demônios assumem a forma humana eles não podem ser facilmente reconhecidos. No que importa, Hitler demonstrou àqueles que desejam aprender as lições da história, que os demônios são capazes de chegar ao poder em qualquer lugar --- mesmo no meio das repúblicas democráticas”.
Para Harold Witkov, como acima, a condução pura de líderes maquiavélicos disfarça o pior do mal, cujos meios são a força de coerção e a capacidade de induzir o homem e ao pecado e à fraqueza. No judaísmo, o mal é reconhecido na expressão Yetzer Hara, a inclinação ao mal em cada um de nós para agir imoralmente.
http://a1.twimg.com/profile_images/501580764/adolf-hitler_normal.jpgO truque de um mal que existe interna e externamente é ocultar-se numa certa dinâmica cujos sinais externos podem dar a conhecer, não o quê, mas como, que podem ser reconhecidos em exemplos históricos como o que nos deu o nazismo --- não em seus símbolos exteriores, mas na sua forma geral.
Se o que ocorre a Hitler é loucura, uma loucura persistente e sistemática, como se o mal fosse mesmo a única unidade da alma do homem, este homem está já um tanto apartado daquele herói de guerra condecorado que levou à unidade da nação alemã sob o conceito de um socialismo de camaradagem radical. O espírito do rigor das trincheiras rendeu ao homem um apelo irrefreável --- profundamente internalizado ---, que mesmo à beira da morte ralhava com ódio contra tudo contra o que começara caluniando sob fantasias mentirosas. As mesmas mentiras são ainda hoje repetidas, e mal percebemos elas. A morte torna-se, para Hitler, uma vingança e um triunfo. O mal não pode ser derrotado: ou é destruído como aparece, ou não é detido.
Em Hitler, o homem parece ter cedido de todo ao mal, um mal cuja forma era a do coletivismo radical, como se formasse um corpo único. Sua personalidade parece ter sido desligada de todo de sua alma, conquanto a polidez, a civilidade aparente e exterior pudesse ser observada ainda, até quase o fim --- o que acontece o mesmo com outros tiranos, como Stalin, Fidel Castro, o anti-herói Che Guevara, todos suavizados pelo modelo do mal mais eficiente, que dissimula ---, “levando Hitler a falar sem sentido, como um recipiente vazio, como que contemplando um mestre invisível”.

O internacionalismo socialista parece prestar culto a esse mesmo “mestre invisível” que se parece mais a uma possessão. A esta estão sempre mais suscetíveis homens ocos como Hitler, que falam sem que digam nada de si mesmos. Ou homens ressentidos e rancorosos, cuja alma está moldada pela ausência, pelo caos e pela náusea de viver, segundo sentem do fundo do coração, em um mundo sem sentido e que só pode ser --- do tema gnóstico --- redimido pela ação transformadora e radical, com a destruição do velho mundo para o surgimento de um novo e de um novo homem.
O nazismo se limitava a pregá-lo, assim, para um grupo de homens escolhidos, mas o socialismo não; para este, não há limites nacionais dessa ordem futura, e o futuro não pode ser invadido, sitiado e destruído. Sempre, na esquina de uma mudança, a direção que se toma mutatis mudandis permanece no mesmo passo. É o que parece ser a situação ao que se começou questionando.
*
Demônios do logro
Witkov escreve por fim:
Permitamo-nos lembrar este dia [30 de Abril] que a luta do bem contra o mal não acabou com o suicídio de Hitler. O mal vive. A guerra entre o bem e o mal continua. O jogo de Deus pela vida continua; nada mudou, apenas os jogadores”.
Os discursos vazios e as meias verdades não deixaram de nos assombrar, pelo contrário, ao que parece. Para preencher o oco, a fama de alguns governantes vem encontrando uma tendência comum por hoje em títulos vazios, de valor inversamente proporcional a algum mérito objetivo ao que se referir.
O Nobel de Barack Obama, bem como sua fama difundida com histeria, e os inúmero títulos de Lula, alguns francamente contrários aos seus atos reais, os discursos que são ladainhas que enfileiram slogans e nonsense de ambos, ao mesmo tempo em que pregam a adesão à coletividade formando novos movimentos de massa.
Parece que aquela lição de Hitler, como observa Harold Witkov, não foi aprendida. Se os jogadores na cena do mundo não são os mesmos, o modus operandi está de novo maquinando com a mesma dinâmica de outrora. Nem parece necessário grandes disfarces, pelo contrário, como Hitler aponta em Mein Kampf, basta a mentira mais incrível para tudo transcorrer com as mais fortes resistências de quem deveria estar alerta.
Quanto mais vazio o homem, maior a necessidade de títulos e condecorações para fazer ele parecer verossímil. Líderes dessa estirpe são os símbolos primeiros de uma ordem social que para alguns povos, como o brasileiro, parece tão natural, a da escravidão com ração servida. E este é, de fato, o reflexo mais fiel da alma do brasileiro. Uma alma confusa, incerta, assustada e apequenada no mais baixo --- onde se sente muito bem ---, e onde o oportunismo e a covardia parelham na frente de um carro dos infernos.
Peguei do: Profecias Retrospectivas - imagens da Internet via Google

segunda-feira, 3 de maio de 2010

CAPITALISMO DOS AMIGOS, PREJUÍZO DOS OUTROS

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWIiS-1q1fgXVqjTMbDtjeOgfUOJO4Buw-e2MTfcJ-IMHRE-QeJ3N8E4NbAaJLfBYnLn9maMeKwF5zac8WMMBQyym0j5NGFDjaKU6hy5SIWkFzDnPetPt-I0VX8PBet8zzNcJCAzVNnjy-/s1600/dirceu-e-lula.jpg

Segurança jurídica é assim: a empresa ou a pessoa faz um negócio e confia que o contrato será cumprido; as mercadorias, fabricadas e entregues; o serviço prestado, e o pagamento, feito. No caso de algum problema, recorre-se aos tribunais, cujos juízes saberão como determinar o cumprimento do contrato e as eventuais indenizações. Mas as companhias brasileiras que não conseguem receber de seus clientes venezuelanos nem pensam em recorrer aos tribunais. Muito menos as empresas da Venezuela que não conseguem comprar os dólares para pagar os fornecedores brasileiros. Todos têm medo de provocar a ira e as represálias do presidente Hugo Chávez.



Qual a saída? No caso dos brasileiros, trata-se de conseguir uma interlocução com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mandar o recado: que ele faça o favor de levar uma conversinha particular com o companheiro Chávez para cobrar.

Já aconteceu uma vez, está acontecendo de novo. É capaz que funcione, mas isso dá bem uma ideia do regime econômico e político vigente na Venezuela. O capitalismo - pois ainda há propriedades privadas - é o dos compadres. A democracia é para os amigos.

O presidente Lula, porém, acha que não há nenhum problema grave com a Venezuela e Chávez. Dificuldades aqui e ali aparecem, mas onde não existem? É isso, Lula e seu pessoal não estranham esse capitalismo com os amigos nem acham errado que o governo interfira abertamente nos negócios das empresas privadas.

As instituições brasileiras são incomparavelmente melhores e mais sólidas. Um exemplo, que vem ao caso: na Venezuela, pessoas e empresas só podem comprar dólares no banco central, conforme cotações fixadas pelo governo.

Como há falta da moeda americana, mesmo com as exportações de petróleo para os Estados Unidos, forma-se uma fila no banco central, cuja ordem se faz por escolha do governo, por corrupção ou pelas duas coisas.

Já foi assim ou parecido no Brasil. Hoje, estamos longe disso, qualquer um compra os dólares que quiser no banco de sua preferência. Quer dizer, o mercado não é tão livre assim, mas é quase.

Além disso, ninguém morre de medo de levar o governo aos tribunais ou de discutir com a Receita Federal. Mas por isso mesmo, por serem as instituições e a economia brasileiras mais consistentes e sofisticadas, o capitalismo da turma também precisa mostrar, digamos, um nível mais elaborado.

Um bom exemplo está na montagem do consórcio que vai construir a Usina de Belo Monte. O governo brasileiro seleciona e/ou pressiona grandes companhias privadas para que entrem no negócio, escala empresas e fundos de pensão estatais para turbinar a operação e determina quanto os bancos públicos vão financiar.

E por que as grandes companhias privadas topam, mesmo sabendo, como declararam, que a Usina de Belo Monte sairá mais cara do que o estimado pelo governo e que, portanto, o preço licitado da energia não paga o empreendimento?

Por dois motivos: primeiro, porque não querem ficar de mal com um governo que acena com muitos outros negócios, como o trem-bala, por exemplo, estimado em cobiçados R$ 35 bilhões. E, segundo, porque acreditam que o governo vai dar um jeito de acertar preços e pagamentos mais à frente.

Esse tipo de regime econômico não é uma criação do lulismo. Pratica-se por boa parte do mundo, há muito tempo. Funciona?

Imaginemos que dará tudo certo, naquele esquema, com a construção de Belo Monte. Daqui a quatro anos, a usina está pronta, gerando energia ao preço baratinho fixado no leilão.

Quem terá ganho? As empreiteiras e as demais companhias privadas envolvidas, como as fornecedoras de equipamentos e serviços, recebendo o preço, digamos, correto. Também estarão ganhando os consumidores dessa energia barata, famílias, certamente, mas, sobretudo, grandes empresas. E o governo estará pagando boa parte dos custos, na forma de empréstimos subsidiados, isenção de impostos e atuações "baratas" de companhias e fundos estatais. Ou seja, toda a população estará pagando pela energia uma parte muito, mas muito menor.

E daí? Como responderiam Lula e seu pessoal, a obra terá gerado atividade econômica, renda, empregos, de modo que terá sido bom para o País. Pode até ser verdade num caso específico, mas as consequências serão desastrosas na ampliação do regime.

As hidrelétricas, as usinas nucleares, o trem-bala, o subsídio para a Petrobrás no pré-sal, as estradas com pedágios baratinhos, o subsídio para o BNDES financiar os negócios escolhidos, as obras que atrasam ou não vingam - vai somando tudo isso e... o Estado quebra debaixo de dívidas enormes.

Tudo isso é simplesmente gasto público, que se soma às despesas com pessoal, previdência, programas sociais, custeio, todas em alta forte, que têm de ser pagas de algum modo, com mais impostos, mais dívida ou mais inflação, ou uma mistura disso tudo.

Foi assim que terminou a política econômica do regime militar, que montou e tocou obras como o governo Lula está fazendo. Demora para quebrar, há fases de milagre do crescimento, mas, quando quebra, leva décadas para consertar. E a conta não vai para os amigos.

Autor-Jornalista: Carlos Alberto Sardenberg-O ESTADO DE SÃO PAULO.

REFLEXÕES SOBRE A SITUAÇÃO ATUAL DA IGREJA

do blog do Angueth

Sexta-feira, Abril 30, 2010

O mundo está revoltado com a Igreja por um motivo que não o faz revoltado com ninguém mais...porque a mídia, que é tão rápida em atacar a Igreja nos casos de pedofilia, não ataca também os líderes religiosos de outras religiões, cristãs e não cristãs, pelo mesmo motivo, não ataca os espíritas, pelo mesmo motivo, não ataca os intelectuais e professores universitários, pelo mesmo motivo?


http://brunovelasco.files.wordpress.com/2009/02/bentoxvi_d.jpg?w=297&h=379Estamos presenciando neste momento um ataque geral contra a Igreja, na pessoa do Papa Bento XVI. O mundo está revoltado com a Igreja por um motivo que não o faz revoltado com ninguém mais. Tudo gira em torno da pedofilia. É claro que soará como uma piada diante do mundo dizer que a Igreja praticamente acabou com a pedofilia ao longo dos séculos desde a antiguidade. A pedofilia era prática comum na antiguidade. Desde que os valores da Igreja tornaram-se hegemônicos, a pedofilia tendeu a desaparecer do mundo. Isso ocorreu também com vários males que, com o desaparecimento dos valores cristãos do coração dos homens nos últimos séculos, estão voltando à superfície como, por exemplo, a escravidão. Este simples fato histórico é, como disse, piada para o mundo, tal o estado de desespero em que ele se encontra.

Muitos católicos estão atônitos e consternados com os ataques que a Igreja anda sofrendo, como se ela não tivesse sofrido ataques em toda a sua existência; como se seu Criador não nos tivesse alertado para a perseguição que o mundo nos faria depois de Sua Ascensão, e durante todos os séculos. O que é realmente impressionante é que o mundo não nos tenha atacado tanto durante os últimos 40-50 anos, período no qual a Igreja, na pessoa dos seus mais altos representantes, teve a pretensão de fazer as pazes com o mundo. A frase que selou esta paz foi a do Papa Paulo VI, em seu discurso de encerramento do Concílio Vaticano II: “a religião do Deus que Se fez homem, encontrou-se com a religião do homem que se fez Deus”. É uma frase impressionante vinda da boca de um papa. É a frase-síntese de um período em que a Igreja não foi atacada pelo mundo.

Agora que temos um papa que não subscreve esta frase, que acha que a Igreja tem muito que ensinar ao mundo, o mundo está reagindo. A Igreja está no lugar certo e o mundo no lugar errado, como sempre. O mundo não está atacando a Igreja por causa da pedofilia, pois sem a Igreja o mundo voltará à pedofilia. O mundo está atacando a Igreja porque ele é seu inimigo, porque seu príncipe é satanás. Muitos perguntam: porque a mídia, que é tão rápida em atacar a Igreja nos casos de pedofilia, não ataca também os líderes religiosos de outras religiões, cristãs e não cristãs, pelo mesmo motivo, não ataca os espíritas, pelo mesmo motivo, não ataca os intelectuais e professores universitários, pelo mesmo motivo? Ora, é fácil entender por quê. É que não se trata da pedofilia, senão do ódio que se tem da Igreja. Não é um ódio ao cristianismo, esta expressão pastosa e quase sem sentido, que hoje em dia identifica uma pletora de denominações protestantes, cujo número ultrapassa 10.000; isto mesmo, dez mil. É um ódio à Igreja Católica Apostólica Romana. Esta Igreja agora, sob o reinado de Bento XVI, está condenando o mundo, pouco a pouco, cautelosamente, como é do estilo do papa; mas está condenando. E isso é inaceitável para o mundo.

Mas existe outro aspecto deste ataque, este mais sutil, mais difícil de perceber. Chesterton, na sua época, percebeu a sutileza. Tal sutileza consiste no seguinte. O mundo paradoxalmente não admite nenhuma falha nos membros da Igreja. O mundo parece se horrorizar quando algum padre faz algo de errado. Chesterton dizia que isso é a maior homenagem que o mundo presta à Igreja, pois com isso, ele mostra que considera a Igreja santa, uma instituição que não pode ser maculada por membros corruptos e apodrecidos. É a homenagem que o doente presta ao médico, mesmo reclamando do tratamento. Neste sentido, devemos agradecer ao mundo tal louvor. Devemos renovar as garantias que o tratamento continuará, até o final dos tempos. As garantias não são nossas, é claro, mas d’Ele que fundou a Igreja e que garante sua existência, com a de todos nós.

Assim, o ataque atual, como todos os outros ataques, tem essa dupla característica; uma motivação destruidora e um louvor. Desde que a Igreja não queira se voltar para o mundo para fazer as pazes com ele, como parece ter querido nas últimas décadas, o mundo a atacará por estes dois motivos. Enquanto a Igreja estiver sendo atacada pelo mundo, temos garantias de que ela está no lugar certo.

O ESTRANHO PAI NOSSO DO VIGÁRIO AYRES BRITTO

por Percival Puggina

Perdoem-me este primeiro parágrafo, obviamente exaustivo, mas eu preciso dele para o que vem depois. O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, levando a Ajuris (Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul) e outros revisionistas a tiracolo, tomou uma goleada do STF (7 x 2) contra a ideia de reinterpretar a Lei de Anistia. Bom para o país. Bom para a nação. Entre o conhecimento jurídico do Conselho Federal da OAB, que se fez representar na causa pelo mais enrustido dos petistas, o advogado Fabio Konder Comparato, e a farta maioria do STF, eu fico com esta última. Quem leu meu artigo "A reinterpretação da lei da anistia", divulgado em 25 de abril, três ou quatro dias antes das sessões em que o STF deliberou sobre a matéria, terá percebido que os sete votos, quando extravasaram o necessário campo do Direito para argumentar nos espaços da Política e da História, seguiram as mesmas e óbvias trilhas que eu havia intuído no plano do bom senso: mais do que esquecimento, anistia é perdão e sua reinterpretação faria muito mal ao país.

Até aí nada de mais. Coisa sabida, matéria vencida e de martelo batido. O que me interessa aqui é o voto do ex-candidato a deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores, o aveludado ministro Ayres Britto, filho das musas alagoanas. E por que me interessa tanto esse voto? Por uma razão tão simples quanto grave. Pode-se tolerar erro de Direito no voto prolatado por qualquer ministro do STF. Pode-se admitir, igualmente, a má interpretação de fatos em julgamento. Mas não se pode silenciar ante a adoção de uma premissa falsa porque falsas premissas evidenciam intenção de enganar, de iludir, de embair o interlocutor induzindo-o ao erro. E menos ainda se pode usar o Pai Nosso como fundamento para tais ofícios.

No entanto, o ministro versejador, depois de afirmar em seu voto que "perdão coletivo é falta de memória e vergonha" (veremos, mais adiante, o quanto isso também é falso), saiu-se com a afirmação de que "quando Cristo fez a belíssima pregação de que devemos perdoar nossos inimigos, o fez no plano individual, no plano pessoal (...) A humanidade tem o dever de odiar seus ofensores" (gostou tanto da frase que a repetiu por três vezes!). E mais adiante saiu-se com esta: "O hino de todas as igrejas cristãs, que é o Pai Nosso, quando diz 'perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos os que nos tem ofendido' o fez no plano individual, no plano pessoal".

Ora, caro leitor, bem ao contrário do que pretendeu o poeta do ódio aos ofensores, o Pai Nosso é a mais coletiva das orações cristãs. Não há um único "eu" no Pai Nosso. Em cada um de seus versículos apenas existe o "nós". O Pai é nosso; o Reino é para nós; o pão é nosso; o perdão do Pai é para nós e deve ser nosso o perdão aos nossos ofensores; a tentação a ser evitada é nossa e os males de que queremos estar livres, também. Onde ele foi buscar individualismo no Pai Nosso não é nem pode ser matéria de alta indagação. Bem ao contrário, é matéria da mais rasteira constatação: no chão do ódio ideológico e da conveniência política.

Por fim, qualquer criança pode entender para onde conduziria uma política que se envergonhasse do perdão coletivo. Para tomar o exemplo mais recente, a Copa do Mundo não estaria sendo realizada na África do Sul. Haveria muito mais sangue e guerras sem quartel nem fim. Viveríamos, ao longo da história, na mais pura e inextinguível selvageria se todas as etnias, nações, povos, religiões e estadistas se mantivessem na trincheira do ódio e da incapacidade de perdoar para onde esse menestrel alagoano do infinito desamor gostaria de levar o Brasil.

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Percival Puggina (65) é arquiteto, empresário, escritor, titular do site www.puggina.org, articulista de Zero Hora e de dezena de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo e de Cuba, a tragédia da utopia. (imagem da Internet)

domingo, 2 de maio de 2010

ROMBO DE R$. 1.4 Bi NA PETROBRAS

Ao menos cinco grandes obras da Petrobras licitadas no governo Lula foram alvo de acordos e manobras clandestinas de empreiteiras que resultaram num custo adicional de R$ 1,4 bilhão para a estatal.

O superfaturamento foi constatado por peritos da Polícia Federal a partir de documentos apreendidos em cinco operações desde 2008.

Técnicos da PF descobriram que construtoras participaram indiretamente da elaboração dos editais, de maneira a restringir a quantidade de concorrentes, e combinaram previamente o lance vencedor dos certames.

Em um dos casos, o acerto incluiu também a divisão "por fora" da execução do projeto e do sobrepreço imposto à petrolífera.

Desde o início de março, a Folha publica uma série de reportagens a respeito de "consórcios paralelos" montados por empreiteiras em todo o país para repartir contratos públicos à margem do resultado das licitações.

Em volume de recursos, os casos relacionados à Petrobras são, de longe, os maiores até agora identificados. Os valores contratados pela estatal somam R$ 5,88 bilhões.

Referem-se aos seguintes empreendimentos: Unidade de Tratamento de Gás de Caraguatatuba, Unidade de Coque da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), Refinaria do Nordeste, Refinaria do Vale do Paraíba (Revap) e Unidade Termelétrica de Cubatão.

Entre as empresas participantes do conluio, de acordo com os documentos da PF, estão a Camargo Corrêa e a GDK, protagonista de um escândalo envolvendo a Petrobras e o então secretário-geral do PT, Silvio Pereira, em 2005.

Ele recebeu um carro Land Rover, avaliado em R$ 73,5 mil, do dono da GDK. O episódio foi investigado na ocasião pela CPI dos Correios, que considerou a doação "um caso exemplar de tráfico de influência".

A participação da construtora baiana GDK se deu na licitação da unidade de Caraguatatuba (SP). Em uma primeira disputa, realizada em 2006, a GDK havia apresentado a menor proposta, com valor de R$ 988 milhões. Mas ela não foi qualificada. Nenhuma empresa foi, levando a Petrobras a fazer nova concorrência no ano seguinte.

Fonte: Congresso em foco e http://politicagembrasil.blogspot.com/

ASSUNTOS QUE NINGUÉM FALA

(*)-Marli Gonçalves

A Torre de Babel está entre nós. Reparou como cada vez mais a gente ouve alguém citar ou perguntar de assuntos sobre os quais nunca "ninguém fala nada"?

E, na verdade, muitos deles a gente já nem aguenta mais. Em plena era da comunicação, isso não existe. O problema é que ninguém presta atenção em mais nada. Fica todo mundo falando sozinho. Na época de eleição a situação piora, com as teorias conspiratórias.

Na rua, um rapaz com fone de ouvido encontra outro, também com fone de ouvido, os famosos fiozinhos brancos. Cumprimentam-se. Cada um deles tira um fone, de um lado. Continuam conversando. Sigo caminho pensando o que será que está tocando em cada ouvido?

Leio sobre uma nova moda, de "baladas silenciosas", onde todos estão juntos, mas cada um ouve uma música, particularmente, batucando na orelha. É ou não é a Torre de Babel? Para que se encontrar para falar cada um uma língua, vibrando numa direção? Imagine você ouvindo bossa nova e conversando com alguém escutando heavy metal. Dá liga? Dá conversa? Qual é a graça?

E não me venham ser politicamente corretos e falar em cumpridores de leis de silêncio. Não mude meu assunto. Quero falar sobre a falta de comunicação. Porque o silêncio, este não existe mais. Desista.

Posso quase apostar que você tem ou já teve um (a) funcionário (a), ou pessoas conhecidas, assim. Você começa a explicar uma coisa, ele (a) faz aquela cara de já entendi, mal espera o final da frase e sai, para fazer tudo errado. As pessoas só estão ouvindo o que elas querem ouvir, e só até onde elas querem. O resto deixa para lá, estou-com-pressa, muita-pressa. Ah, que pena, errei, vou fazer de novo! Esqueci que você falou!

Ninguém presta atenção, e as camadas de comunicação, os trechos, vão chegando e saindo, como ondinhas no mar. Assim, diariamente recebemos mensagens já do tempo do onça, desmentidas, repisadas, mas a coisa continua. Vai realmente ser um problema esse mundo da internet, onde ainda por cima nenhuma ficha se limpa, pior que o papel que aceita tudo, esse virtual aceita pseudônimos, endereços falsos, a covardia encoberta pela máquina.

Presta atenção. Na internet isso acontece aos baldes. Eu vivo com uma pazinha recolhendo lixinhos, tipo demissão de Alexandre Garcia da Globo, do Jabor censurado, da Super Salete contra os bancos. Sobrou até para a Marília Gabriela que a gente sabe que não deve gostar da Dilma, mas que jamais escreveria o texto que está circulando em seu nome.

De zumzumzum em zumzumzum, ouvi desde projetos mirabolantes que estariam votados ou sendo votados até que a candidata mesmo seria Dona Marisa, a Muda, ou que o Lula ia, vejam só, se candidatar a vice da Tia Vilma, Zilma, Dilma. Parecia quando diziam que o Serra não seria candidato, não. Eu que ia ser.

Coisa chata! - E está piorando com o Exército do Mal, arregimentado para encher nossas picuinhas, principalmente se formos identificados como oposição ao atual descalabro. Os radicais livres, os estrelas vermelhas, os apanelados e os chatos de galocha não dão sossego e ainda tentam promover debates intermináveis.

Sim, intermináveis, porque nem nós queremos ouvi-los, muito menos eles, os nossos argumentos. Cada fone de ouvido toca uma música. E todas desafinadas. Casas de milionários árabes passam para as mãos dos filhos do Lula, assim como fazendas. E os romances? Não me venha dizer que ainda não ouviu, com ar de informação quente, da cozinha, quem é a nova namoradinha do Lula ...

Agora inventaram uma ficha do Serra, sobre a atuação que ele teria tido na constituinte de 88. Ok. Procure o original desse estudo. Quando achar um pedacinho, se achar, uma vez que o site oficial do Diap não funciona, verá na letra miúda que aquelas notas baixas não têm nada a ver e que, ufa, "ele esteve ao lado dos trabalhadores". Renan Calheiros, por sua vez, saiba, já tirou 10. Troféu Óxente para ele.

Avaliar é uma coisa. Burrice é outra. Essas histórias de listas, de rankings, umas furadas: Hitler também foi listado entre os mais influentes. Coisa chata também é essa de "só estou repassando". Não precisamos criar mentiras. Eles próprios as criam, e oficialmente, tipo Norma Bengell Roussef da Silva, o cúmulo da cara de pau.

Eles próprios criaram um país imaginário, onde tudo corre bem, o comércio está a mil maravilhas e todos são felizes proprietários de um título de classe média abaixo da média. Falam de um tal poder de compra. Vendem carros de baciada e não sabem o que fazer com as estradas, com o meio ambiente, com os combustíveis, com o número de mortes no trânsito.

Pois então, aguenta. Ninguém está falando nisso: no perigo da bolha do futuro, das ações reais para melhorar a qualidade de vida das pessoas, e a qualidade de seu comportamento, no planejamento das cidades, no aproveitamento dos recursos naturais e no desenvolvimento digno para que todos possam vir - quem sabe um dia? - a falar a mesma linguagem.

São Babel Paulo, a tal terra das oportunidades, onde estamos ficando surdos.

Marli Gonçalves é jornalista. Como estudei comunicação, sei bem da facilidade com que as coisas correm com o vento. Já fui e sou vítima dessas verdades que nunca existiram. Gente que não conheço, amigos que não tenho, conversas que não mantive, loucuras que não fiz, confidências que guardei.

* Ps informativo Express:
Segundo o Antigo Testamento (Gênesis 11,1-9), torre construída na Babilônia pelos descendentes de Noé, com a intenção de eternizar seus nomes. A decisão seria fazê-la tão alta que alcançasse o céu. Esta soberba teria provocado a ira de Deus que, para castigá-los, confundiu-lhes as línguas e os espalhou por toda a Terra.


E atenção, um convite:
Conheça meu novo blog! Aos pouquinhos, vamos construindo nossa barraquinha. A barraquinha da Mãe Joana. Venha me visitar. Entre e fique à vontade. Sinta-se em casa.

(*)-Marli Gonçalves é jornalista - marli@brickmann.com.br - marligo@uol.com.br
Desde muito cedo precisou se defender sozinha, e sempre se meteu em encrencas. Porque dá um Cadillac último tipo para não brigar, mas uma frota deles para sair girando em hélice quando provocada, para não deixar barato. E não suporta ser pressionada; nem tocada, se autorização não tiver sido dada. Também não gosta que toquem suas coisas. Materiais, claro!
marligo@uol.com.br - Visite o site: www.brickmann.com.br

HÁ VIDA APÓS A APOSENTADORIA...


A medida que envelhecemos, por vezes, começamos a duvidar da nossa capacidade de "fazer a diferença". É nestes momentos que as nossas esperanças são impulsionados por realizações notáveis de pessoas mais idosas, que tiveram a coragem de assumir os desafios que fazem muitos de nós murcharem. Harold Schlumberg é uma dessas pessoas.
"Muitas pessoas me perguntam: ‘O que os velhos fazem quando se aposentam?’
"Bem, eu tenho sorte de ter uma formação em engenharia química, e uma das coisas que eu mais gosto é transformar cerveja, vinho e outras bebidas alcoólicas em urina".
do blog do beto

sábado, 1 de maio de 2010

NA FESTA DA FORÇA SINDICAL, LULA DIZ QUE POVO SABE QUEM ELE QUER DE SUCESSOR

Presidente participou de evento ao lado de Dilma Rousseff e do deputado Paulinho da Força Sindical.
Wellington Bahnemann / SÃO PAULO - O Estado de S.Paulo

Lula e Dilma discursaram na festa da Força Sindical em São Paulo

Em seu primeiro discurso neste 1º. de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um balanço de sete anos de governo, destacando as principais conquistas. O presidente disse esperar que o povo brasileiro continue a apostar em um programa de governo que favoreça as classes menos favorecidas. Lula disse que os ricos ganharam por mais de cinco séculos no Brasil, mas agora é a vez dos mais pobres.

Acompanhado da pré-candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) à corrida presidencial, Dilma Rousseff, Lula participou da festa comemorativa do 1º de maio organizada pela Força Sindical e pela Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), em São Paulo.

O presidente admitiu que muitos vão acusar de "política" a sua primeira participação, como líder de governo, em comemoração do Dia do Trabalho organizada por centrais sindicais.

Ao lado de Dilma, Lula disse estar duplamente alegre por participar das comemorações sindicais do Dia do Trabalho. "Alguns vão dizer que é político, porque não vim nos outros anos do meu governo. Mas os outros que vieram, não foram considerados políticos", disse.

O fato, destacou o presidente, é que depois de sete anos de governo são poucos os líderes que têm coragem de enfrentar o trabalhador cara a cara. "Geralmente, um presidente começa com alta popularidade e acaba saindo pela porta dos fundos", afirmou.

Em seu discurso de 15 minutos, Lula destacou os feitos de seu governo e defendeu a continuidade das ações adotadas durante sua gestão. "O povo sabe quem eu quero que seja o próximo presidente".

Diante de um público formado por trabalhadores, Lula destacou que em seus dois mandatos houve forte reajuste do salário mínimo, criação de empregos e ganho real para todos os trabalhadores.

Ao falar sobre a recente crise econômica, o presidente disse que foram os banqueiros, aqueles mesmo que falavam das crises nos países mais pobres, que desencadearam os problemas. "Eles não olhavam para seus próprios bancos". O presidente destacou que quem ajudou o Brasil a sair da crise não foram esses banqueiros, mas os pobres brasileiros, que continuaram a consumir para sustentar o crescimento econômico.

Lula também comentou o fato de ter figurado na lista do homens mais influentes do mundo elaborada pela revista norte-americana "Time". "Fico feliz por a Time ter dito isso. A elite brasileira dizia que eu não sabia governar e que eu não falava inglês. Eu não tenho inglês, mas tenho coração e consciência pelo povo brasileiro."

O Brasil, continuou o presidente, é respeitado por ser economicamente sério, ter estabilidade econômica. "Antes era só carnaval, morte de crianças e futebol", disse.

Dilma enalteceu governo Lula e elevação do salário mínimo acima da inflação

Em seu discurso, a pré-candidata do PT enalteceu as conquistas de Lula na área do trabalho. Segundo Dilma, o Brasil tem potencial para se tornar a quinta maior economia do mundo ao final desta década, mas para isso precisa investir na qualidade de vida da população, sobretudo em educação. "O que virá para a frente será muito maior. Teremos Copa e Olimpíadas. Vamos ter mais riqueza, mais salário e mais trabalho", afirmou.

"Hoje, muitos países do mundo lutam contra o desemprego causado pela crise. O Brasil é um dos poucos que comemoram recorde sobre recorde de empregos", disse ex-ministra.

Dilma lembrou que foram gerados 12,4 milhões de empregos com carteira assinada durante os sete anos de gestão Lula e que até o fim deste ano outros dois milhões serão criados. "Com isso, 24 milhões de brasileiros saíram da miséria e outros 31 milhões ascenderam à classe média", destacou.

A pré-candidata também criticou os que diziam que a elevação do mínimo acima dos níveis inflacionários provocaria alta nos preços. "Provamos que o reajuste não gera inflação", afirmou.

Dilma encerrou discurso dizendo que o Brasil hoje é respeitado internacionalmente e está de cabeça erguida porque não deve a ninguém.

Lula e Dilma são esperados em outros três eventos sindicais neste sábado.

Campanha ilegal, amoral e ainda por cima Lula reclama e se acha o tal da time!

Empresas dão R$ 2 mi para comemorações; presidente vai pela 1ª vez desde que assumiu

Técnicos do TSE dizem que a participação do presidente e da pré-candidata pode ser questionada como uso da máquina em pré-campanha


Eduardo Knapp/Folha Imagem

Palco da festa de 1º de Maio da Força Sindical é enfeitado com logomarcas
das estatais que são patrocinadoras do evento em SP

Folha de São Paulo

Cinco estatais do governo Lula (Petrobras, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, BNDES e Eletrobras) desembolsaram R$ 2 milhões para bancar as festas do 1º de Maio, hoje em São Paulo, das principais centrais sindicais do país, com as presença do presidente e da pré-candidata, Dilma Rousseff (PT).
A título de patrocínio, as cinco autarquias do governo, do qual Dilma foi ministra até o final de março, destinaram verbas para os festejos de CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical e UGT (União Geral dos Trabalhadores), que farão um ato unificado com outras centrais menores.
A CUT, cujo evento receberá R$ 1 milhão, estampou em seu material de divulgação a logomarca do próprio governo federal: "Brasil, um país de todos".
A Força informou que também receberá R$ 1 milhão das mesmas autarquias, com exceção do BNDES, e que sua lista de patrocinadores inclui várias empresas de capital privado. O governo patrocina anualmente esses eventos, mas é a primeira vez, em oito anos de governo, que Lula comparecerá.
As duas centrais não quiseram detalhar quanto cada estatal se comprometeu a bancar. Procuradas, a Petrobras, a Caixa e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) divulgaram os valores (leia nesta pág.). A UGT captou R$ 100 mil da Petrobras.
Segundo técnicos do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ouvidos pela Folha, a passagem de Lula e Dilma nos eventos poderá ser questionada na Justiça por uso da máquina pública em ato de pré-campanha.
Um dos argumentos que caracterizariam cunho eleitoral do evento da CUT, segundo os especialistas, é que foi anunciado o lançamento de um documento intitulado "Plataforma para as eleições de 2010".
O presidente já foi multado duas vezes, num total de R$ 15 mil, por campanha antecipada -só é permitida a partir de julho. Desde 10 de abril, quando discursou no ABC em ato de sindicatos, ele não aparece com Dilma. O PSDB entrou com representação no TSE contra esse evento. O relator é o ministro Henrique Neves, que ainda não se pronunciou.
Além de Lula e Dilma, integrarão a comitiva petista hoje os candidatos ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, e ao Senado, Marta Suplicy.
Historicamente ligada ao PT, a CUT afirma que gastou R$ 1 milhão com o Dia do Trabalho. Além das cinco estatais, disse ter recebido ajuda da Braskem, braço petroquímico da empreiteira Odebrecht. A central chegou a estampar no site do 1º de Maio a logomarca de mais uma estatal, a Infraero, responsável pela administração dos aeroportos do país. Questionada pela reportagem, a Infraero negou ter desembolsado verba para o evento. No mesmo dia, a CUT retirou o logotipo do site.
Vitaminada pelo PDT, sigla que integra o arco de alianças da chapa de Dilma, a Força disse que o custo de seu evento é de R$ 2,5 milhões. Além da ajuda do governo, captou a outra fatia dos recursos com Bradesco, Itaú , BMG, Bovespa, Casas Bahia, Brahma e Nestlé.

O povo brasileiro pagou a festa de primeiro de maio em São Paulo promovida pelas centrais sindicais. Quase 2 milhões de reais foram repassados pela Petrobras,Caixa Economica Federal e BNDES,Banco do Brasil e Elerobras, conforme divulgou a imprensa. Com dinheiro publico armaram o palanque para Lula ,Dilma,Mercadante,Marta Suplicy,etc. Campanha escancarada . Não há como não inerpretar como crime eleitoral e improbidade administrativa.Com a palavra o TSE e o Ministério Publico Federal.






lula_positivo

ele pode usar o seu cargo mais uma vez de forma tão escancarada ou não?
Os senhores precisam decidir se Lula está acima da lei e ponto final ou terão que tomar uma medida mais dura, mais drástica!


ELEGER DILMA! MESMO QUE PARA ISTO SE QUEBRE O PAÍS

por Adriana Vandoni

“Quebrei o Estado, mas elegi meu sucessor”, disse sem pejo Orestes Quércia em 1990, ao eleger como seu sucessor ao governo de São Paulo Luis Antônio Fleury Filho.

Esse vergonhoso momento teve o seguinte comentário de May Zaidan : “A repugnante frase (…) tem tudo para virar fichinha perto dos abusos do presidente Lula para tentar eleger Dilma Rousseff.”

E a quebradeira já se faz ver. O Tesouro Nacional registrou déficit primário de R$ 4,603 bilhões em março após saldo negativo de R$ 1,091 bilhão em fevereiro. É a primeira vez que o resultado das contas do Tesouro, Previdência e Banco Central fica negativo desde 1997.

Nos primeiros três meses do ano, as receitas totais do governo central tiveram alta de 15,83%, para R$ 193,556 bilhões, enquanto as despesas aumentaram 19,3%, a R$ 152,776 bilhões.

Mas há algo mais sério que fica encoberto, o objetivo real não é eleger Dilma, mas é o de não tirar a “boquinha” das tetas do estado.

E dizer que até pouco tempo atrás, o Partido dos Trabalhadores era um sinônimo de ética e honestidade.

(*) Foto: Quércia e Lula unidos para quebrar o Brasil.

DIA DO TRABALHO: O QUÊ COMEMORAR?

Entra ano, sai ano e o trabalhador brasileiro há vários e vários anos nada tem a comemorar. Tem sim: desilusões e dores de cabeça. Desilusões com a falta de emprego, da casa própria, da educação, da saúde, da segurança pública etc. etc. Dores de cabeça, com o descaso dos governantes, precocupados em se locupletarem e com seus familiares. Com a crônica corrupção e seu aumento no país. Com a ineficiência das instituições, agravada com o ceifamento do poder outrora lhes conferido. Com a falta de respeito, publicamente declarada e realizada, estampando a estupidez daqueles que deveriam zelar pelo bem-estar da nação.
Brasileiro, profissão "Esperança":
Ainda chegará 'um' primeiro de maio, dia do trabalho, em que comemoremos a 'banição' das quadrilhas e seus quadrilheiros do país verde e amarelo. Voltando a ser um BRASIL VARONIL, honrando a frase estampada no pavilhão nacional: "ORDEM E PROGRESSO".

A 16 ANOS MORRIA EM ACIDENTE UM GRANDE BRASILEIRO, PAULISTA E CORINTHIANO

ayrton_senna

senna1.jpg  (3497 bytes)É com muito prazer e orgulho, que abro espaço para falar um pouquinho deste verdadeiro MITO, que por aqui passou.


Independente de ser CORINTHIANO ou não, Ayrton Senna sempre foi motivo de emoção. Mas por outro lado é impossível deixar de notar as semelhanças existentes entre estes dois horizontes.

senna2.jpg  (3237 bytes)Lutar, lutar, lutar. Este era o lema de Ayrton, que nunca desistia do seu objetivo. Vencer, vencer, vencer. Este era o resultado de tanta vontade. O velho CORINTHIANS é assim, lutamos até as nossas forças se esgotarem, então do nada das cinzas resurgimos causando espanto, emoção e temor aos adversários.

Nós CORINTHIANOS temos em quem se espelhar e bater firme no peito e dizer. "AYRTON SENNA, campeão, brasileiro e CORINTHIANO".

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"Se você quer ser bem sucedido, precisa ter dedicação total, buscar seu último limite e dar o melhor de si mesmo."

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"Dinheiro é um negócio curioso. Quem não tem esta louco para ter, e quem tem está cheio de problemas por causa dele."

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"Trabalhei muito para chegar ao sucesso, mas não conseguiria nada se DEUS não me ajudasse."

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"Convivo com o medo de morrer e ele me fascina."

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"Quando DEUS quer, não há quem não queira."

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"Brasileiro só aceita título se for de campeão. E eu sou brasileiro."