quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O POVO CUBANO TEM MAIS DIGNIDADE...

Hiram Reis e Silva, Cidreira, RS

A América Latina já conseguiu produzir uma revolução como a revolução cubana, que não é cubana, mas é de todos nós. (...) Cuba perto do Brasil é muito pobre. Economicamente é pobre, financeiramente é pobre, industrialmente é pobre. O que é que Cuba tem mais do que nós? O povo cubano tem mais dignidade (...) (Lulla)

Fórum Social Mundial (2009)

Discurso de Lulla e Dillma na “Tenda da Revolução Cuba”, da UFPA, Belém – um dos “territórios” do Fórum Social Mundial, Amazônia.

No vídeo, o “democrático presidente Lula”, deixa patente seu desejo de ver, um dia, implantado no Brasil, e, em toda América Latina, um regime similar ao cubano e declara, sem qualquer constrangimento que: “o povo cubano tem mais dignidade que a maioria dos povos da América Latina”, portanto, os latino-americanos não alinhados a Fidel e a outros órfãos do Muro de Berlim, na visão Lullista, são considerados menos dignos e, portanto inferiores.

O líder das massas que sempre foi tratado com uma extrema e cúmplice tolerância pelos seus “repressores” se apropria, hoje, da revolução cubana afirmando que ela “não é cubana, é nossa” e definitivamente, abrindo o seu coração, prega abertamente a luta armada, afirmando “que se Deus quiser, nós iremos transformar em realidade um dia”.

A Cólera das Legiões

Vamos onde nos chamam os sinais dos deuses e a injustiça de nossos inimigos!
Alea jacta est!
(Frase atribuída a Júlio César quando decidiu cruzar com suas Legiões o rio Rubicão)

As legiões, pela lei romana, eram proibidas de adentrar em território italiano em virtude de um precedente histórico em que os Generais romanos Mário e Sila haviam usado seus exércitos para assumir o poder em Roma. O rio Rubicão balizava a divisa entre a Gália, governada por César, e a Itália e ao cruzá-lo César declarava um conflito aberto com o Senado romano que pretendia julgá-lo por crimes de guerra cometidos durante sua conquista da Gália Transalpina.

O pronunciamento de Lulla leva a crer que elle e sua corja petralha acreditam estar falando em nome de todos os brasileiros. Lulla esquece que muitos cidadãos não se deixam seduzir por suas “poeirentas e anacrônicas cantilenas”. Elle pode arrebatar e enganar hordas, de barbudos analfabetos, jovens romanescos e vagabundos compulsivos, contaminados pelo discurso fácil, pelas “bolsas esmola” e outras benesses governamentais, mas, jamais, conseguirá dobrar a vontade, a tenacidade e a energia dos patriotas e daqueles que juraram defender as instituições e a nação com o risco da própria vida. As Legiões, presidente, podem estar adormecidas, mas, jamais, se dobrarão a interesses espúrios protagonizados por títeres de Castro e do Chávez e quando chegar o momento exato, certamente, cruzarão o Rubicão.

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)

Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)

Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)

Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)

Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br

E-mail: hiramrs@terra.com.br

Imagens da Internet – fotoformatação (PVeiga).

SERRA FAZ UM DURO DISCURSO

O tucano José Serra discursou há pouco num encontro de prefeitos em São Paulo que apóiam a sua candidatura à Presidência e a de Geraldo Alckmin (PSDB) ao governo de São Paulo. Foi uma fala bastante clara em defesa da democracia. O presidenciável procurou marcar as suas diferenças com a adversária Dilma Rousseff.

Imprensa

Serra exaltou a liberdade de expressão e afirmou:
“Dia sim, outro também, alguém deste governo fala em controlar a imprensa. O partido do governo sonha com o dia em que vai poder censurar a imprensa. A expressão, bonita, é ‘controle social’, como se a palavra ’social’ pudesse legitimar o conteúdo horroroso. maquiar as más intenções. Em palavras diretas, querem estabelecer comitês partidários para decidir o que os jornais e as revistas poderão ou não publicar, as rádios, TVs e a internet poderão ou não veicular. Querem sufocar economicamente quem ousa discordar.”

Somos todos Francenildos

O presidenciável tucano fez referência ao aparelhamento de Estado e à violação do sigilo fiscal de tucanos e de sua própria filha, Verônica. Lembrou uma personagem tristemente célebre da penúria em que se encontra o estado de direito: o caseiro Francenildo, que teve quebrado o seu sigilo bancário:
“Os brasileiros e brasileiras precisam ser livres para não temer que o Estado, financiado com o dinheiro de todos nós, seja ocupado por uma máquina partidária que ameaça e persegue as pessoas, que viola nossos direitos fundamentais. Como, por exemplo, o direito ao sigilo bancário e fiscal. As notícias estão aí: o segredo fiscal de pessoas que o governo identifica como adversárias foi quebrado por gente na Receita Federal evidentemente a serviço de uma operação político-partidária.

Quando se viola o sigilo bancário de um caseiro, viola-se a Constituição. Quando se viola o sigilo fiscal de representantes da oposição, viola-se a Constituição. Quando se viola o sigilo telefônico e de correspondência de adversários, viola-se a Constituição. Não perguntem jamais quem é Francenildo Pereira. Francenildo são vocês. Francenildo somos nós. Não passo a mão na cabeça de malfeitores. Exijo é que se respeitem os Francenildos e as Marias, os Josés e as Anas.”

“Vamos derrotá-los”

Serra criticou o comportamento dos petistas no episódio da quebra de sigilos da Receita. Não se deram ao trabalho, afirmou, nem mesmo de “fingir ou simular indignação”:
“Dão de ombros, emitem notas protocolares, ameaçam até processar as vítimas” E acrescentou: “Mas o Brasil é maior do que eles. Com muito trabalho, luta e fé, vamos derrotá-los.”

Obras paradas e propaganda

O tucano atacou os impostos e os juros altos e a ineficiência do governo:
“Na economia, somos o país campeão dos altos impostos, campeão dos juros, campeão do atraso na infraestrutura. Você vê o horário eleitoral deles, você vê a propaganda do governo, paga com o dinheiro do povo, e parece que todos os problemas do Brasil foram resolvidos. Obras que não existem, que andam mais devagar que tartaruga, são divulgadas dia e noite como se já estivessem prontas. Eles seguem a receita repugnante, repudiada pela História, de que a mentira repetida mil vezes se transforma em verdade. Só que eles não sabem que a receita está errada. O povo não é bobo.”

“Falta de caráter”

O candidato do PSDB reconheceu que há avanços no Brasil, mas acusou o PT de tentar destruir a obra dos que o antecederam e apontou a “mais escancarada exibição de falta de caráter de que se tem notícia”:
“Claro que há avanços, pois este governo teve a felicidade de colher o que os outros plantaram. Talvez estejamos assistindo à mais escancarada exibição de falta de caráter de que se tem notícia na história da política brasileira. A ingratidão é um defeito de caráter, a ingratidão é a cicatriz que revela uma alma complicada. O que é o PT? Um partido que tenta destruir os que o antecederam no governo, enquanto governa sobre as bases construídas com muito esforço e suor por quem veio antes. Governa e estraga essas bases.”

Problemas e competência

Serra lembrou que o Brasil ainda tem grandes problemas: “metade dos adolescentes fora das escolas, a necessidade de uma completa reforma do sistema de saúde, organizar o combate ao crime e às drogas, a construção e recuperação da infraestrutura, o déficit habitacional que chega a milhões de moradias”. E incitou a que se faça a comparação para saber quem reúne as melhores condições de manter a estabilidade da economia para poder resolvê-los:
“‘Quem tem mais condições de manter a estabilidade?’ Nesse terreno, um passo em falso que seja pode trazer prejuízos irremediáveis para os brasileiros. Quem tem mais condições de brigar lá fora para defender a economia do Brasil? Quem tem mais condições de defender os ganhos da estabilidade que chegaram ao bolso dos brasileiros na forma de salário, crédito e benefícios? Somos nós! É de nós que o Brasil Novo precisa.”

Nada a esconder

Cutucando a um só tempo Dilma e Lula, afirmou que não tem nada a esconder de seu passado e que não é candidato a “dono do Brasil”. E mandou ver:
- Não tenho nada a esconder do meu passado;
- não preciso que reescrevam a minha vida excluindo passagens nada abonadoras;
- não preciso que tentem me vender, como se eu fosse um sabonete;
- Não preciso de marqueteiro que mude a minha cara, o meu pensamento, a minha trajetória de vida. Ninguém precisa dizer à população quem sou eu. Inventar coisas que não fiz e esconder coisas que fiz. É a minha vida pública que diz quem sou. Posso fazer cara feia às vezes. Mas é uma cara só. Não digo uma coisa hoje para desdizer amanhã. E ninguém me diz o que tenho de falar ou não. Respondo pelas minhas palavras e pelas minhas escolhas. Não fui inventado por ninguém! Foi a luta democrática que me fez. Foram as minhas escolhas de vida que me trouxeram até aqui.

O presidenciável encerrou o discurso expressando convicção na vitória. Afirmou saber que a luta é difícil e concluiu a fala com trecho de um texto que todo brasileiro conhece: “Verás que um filho teu não foge à luta”.

Íntegra do discurso aqui

Por Reinaldo Azevedo

ALGUNS PONTOS 'SUMIDOS' NA BIOGRAFIA DE DONA DILMA

Dilma, a “gerente do PAC”, não conseguiu gerenciar um lojinha de bugigangas
Nem só de política e cargos públicos viveu a presidenciável Dilma Rousseff (PT). Entre uma função e outra no Rio Grande do Sul, ela investiu no mundo empresarial com uma loja de bugigangas importadas do Panamá. O negócio, que durou um ano e cinco meses, fechou em julho de 1996 e é omitido de sua biografia oficial.
Com o nome fantasia de Pão & Circo, inspirado na estratégia romana para calar as vozes insatisfeitas, a empresa foi registrada para comercializar confecções, eletrônicos, tapeçaria, livros, bebidas, tabaco, bijuterias, flores naturais e artificiais, vendidos a preços módicos.
O forte, porém, eram os brinquedos, particularmente os dos “Cavaleiros do Zodíaco”, animação japonesa sobre jovens guerreiros que fez sucesso nos anos 1990. Na biografia oficial de Dilma na web, que exalta a fama de boa gerente da candidata, não há menção ao período em que ela foi sócia-gerente da Pão & Circo. Nem mesmo quando defendeu a criação de um ministério para pequenas e médias empresas, em maio, mencionou o fato.

Leia mais no Blog do Reinaldo Azevedo, clicando AQUI e principalmente AQUI.
Mas, ........
Não é só a lojinha que Dilma Roussef teve que fechar em Porto Alegre.
O editor sucedeu Dilma na Secretaria Municipal da Fazenda, de onde ela saiu tres meses antes do final do mandato do então prefeito Alceu Collares, porque não aguentou o rojão. Deixou o caixa a zero, dívidas enormes, déficit terrível. Não tinha dinheiro nem para pagar o 13o salário de 1988. Ela disse: "Essa gente (Collares e Neuza) é irresponsável e louca". E foi embora. Nem relatório deixou. Ela entregou a prefeitura quebrada.
Ao aceitar mudar da Smic para o lugar de Dilma, salvei Collares do desastre, em apenas tres meses. Foi o que me levou mais tarde à Casa Civil do governo do RS. Eu conto tudo isto em detalhes no livro "A Casa Civil".
Mais tarde, na Câmara de Vereadores, Dilma fugiu de novo: ela abandonou a Diretoria Geral, nomeada pelo então vereador Valdir Fraga, antes de terminar seu prazo de contratação, porque não 'deu no couro'.
Anos depois, na secretaria de Minas e Energia, meteu o pé pelas mãos ao incentivar a criação da Térmica Gaúcha, em Montenegro. Os sócios - CEEE, do governo estadual; Ipiranga; Petrobrás - quebraram a usina antes mesmo de começar e tomaram um prejuízo de R$ 100 milhões.
Isto tudo a candidata do PT não conta na biografia edulcorada que vai para a TV, que omite também os anos de chumbo da violenta VAR Palmares, organização terrorista da qual fez parte, cuja ação mais conhecida foi o assalto aos cofres de Ademar de Barros, o avô dos atuais donos da Band TV.

COMO ORGANIZAR SEUS CALÇADOS

Os nossos pés devem ser alvos de muita atenção. São eles que suportam o peso do nosso corpo, mas nunca andam sós. Os sapatos complementam e determinam o seu desempenho. Assim, uma coleção de sapatos requer cuidados especiais de limpeza e de arrumação.
1. Avalie o estado e uso de cada par de sapatos
Comece por determinar a qualidade e o estado de conservação de cada par. Elimine aqueles que não estão mais em condições de serem usados ou aqueles de que já não gosta. Não se iniba em jogá-los fora caso não tenha mais condição de uso ou dá-los a outra pessoa.
2. Limpeza dos calçados
Sempre que descalçar um sapato, deixe-o respirando por algumas horas na área de serviço antes de retornar os sapatos para o armário. Lembre-se também de limpar os sapatos com um pano úmido, começando pelo interior e terminando pela sola.
3. Como guardar os sapatos
Existem várias formas de guardar os sapatos de forma organizada.

Organização de calçados por Alinhamento

A mais tradicional delas é enfileirando os pares de sapato na prateleira ou sapateira: por tipo, material e ordem de cor.

Exemplo:
1ª prateleira: calçados de festa bico fino (tecido - couro - camurça)
2ª prateleira: calçados salto médio uso no trabalho (com tiras - anabela - fivelas)
3ª prateleira: calçados salto baixo ou sem salto (sapatilhas - sandálias - chinelos)
Organização de calçados por Alinhamento Intercalado
Ocorre quando o armário não tem espaço suficiente para alinhar todos os calçados da maneira tradicional e quando a profundidade da prateleira é superior ao comprimento do sapato. O sapato do pé esquerdo fica alinhado próximo ao meio do pé direito. Assim se ganha mais espaço.

Organização de calçados por sacos horizontais
Os sacos devem ter visor para facilitar a busca dos calçados. A vantagem é que os sapatos além de protegidos podem ser empilhados.
Além disso, os sacos (tecido ou TNT) podem ser transportados em viagens e idas à academia, por exemplo, sem ocupar espaço.
Organização de calçados por sacos verticais
Os sacos verticais (easybox) também com visor aproveitam melhor a altura das prateleiras além de facilitar aorganização.
Torna mais prático retirar um par de calçados do armário, já que não é necessário levantar ou retirar um outro saco para acessar o saco que está procurando. Isso evita a bagunça no armário.
Você também pode utilizar sapateiras verticais e sapateiras de chão.
Organização de calçados em caixas

As caixas originais dos calçados podem ser aproveitadas, ou substituidas por caixas de papel comum, compradas em lojas de embalagem. Para facilitar a visualização dos pares, coloque uma foto do sapato na frente da caixa. Outra opção e cortar um quadrado na parte da frente da caixa e colar um acetato, improvisando um visor. Também existem caixas de papel que já vem com visor, de várias cores e modelos.
A opção mais adotada pelas organizadoras profissionais é a utilização de caixas transparentes e com ventilação, próprias para guardar sapatos.

As caixas transparentes podem ser encontradas em material pet (mais translúcida) ou polipropileno (mais resistente). Ambas os modelos possuem orifícios que servam tanto para a ventilação quanto como puxadores. É possível empilhar até 5 caixas sem maiores problemas na conservação.
Dicas
Na hora de escolher produtos para engraxar sapatos, opte por embalagens com aplicador acoplado. São mais fáceis de utilizar e evitam o incômodo de ficar com as unhas cheias de graxa.
Fonte: "OZ-Organização e Produtividade".

Imagens Internet - fotoformatação (PVeiga).

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A VOLTA DO BODE PRETO DA VELHA ESQUERDA

Por Arnaldo Jabor

Com tucanos em extinção, surge um país sem oposição.
Meu primeiro grande amor começou num aparelho do Partido Comunista Brasileiro em 1963, meses antes do golpe militar.
Era um pequeno apartamento conjugado na Rua Djalma Ulrich em Copacabana, em cima de uma loja de discos.
No apartamento, havia um sofá-cama com a paina aparecendo por um buraco da mola, entre manchas indistintas marcas de amor ou de revolução?
Na parede, um cartaz dos girassóis de Van Gogh e, numa tábua sobre tijolos, livros da Academia de Ciências da URSS.
(...)
Eu era virgem de sexo com namoradas, pois pouquíssimas moças davam, nessa época anterior à pílula; transar para elas era ainda um ato de coragem política.

As moças iam para a cama pálidas de medo, para romper com a vida burguesa, correndo o risco da gravidez supremo pavor.
Famintos de amor, usávamos até Marx para convencer as meninas.
Não.
Aí eu não entro!, gemiam, empacadas na porta do apartamento.
Nós usávamos argumentos que iam de Sartre e Simone até a revolução: Mas, meu bem... deixa de ser alienada...

A sexualidade é um ato de liberdade contra a direita... Tudo era ideológico em Ipanema até a praia tinha um gosto de transgressão política.
Éramos assim nos anos 60.
A Guerra Fria, Cuba, China, tudo dava a sensação de que a revolução estava próxima.
Revolução era uma varinha de condão, uma mudança radical em tudo, desde nossos pintinhos até a reorganização das relações de produção.
Não fazíamos diferença entre desejo e possibilidade.
Eu era do Grupo Vertigem, como colegas radicais nos apelidaram.

Nossa revolução era poética, Rimbaud com Guevara; era uma esperança de um tempo futuro em que a feia confusão da vida se harmonizaria numa perfeição política e estética.
Para os mais obsessivos era uma tarefa a cumprir, uma disciplina infernal, um calvário de sacrifícios para atingir não sabíamos bem o quê.
Tínhamos os fins, mas não tínhamos os meios.
E, como todos, tínhamos horror ao demônio do capital e da administração da realidade para a luta (coisa chata, sem utopia...).
Por isso, a incompetência era arrepiante.
Ninguém sabia administrar nada, mas essa mediocridade era compensada por bandeiras e frases bombásticas sobre justiça social, etc....
Nunca vi gente tão incompetente quanto a velha esquerda que agora quer voltar ao poder como em 63, de novo com a ajuda de um presidente.

Assim como foi com Jango, agora precisam do Lula. São as mesmas besteiras de pessoas que ainda pensam como nos anos 60 e, pior, anos 40.
Revolução era uma mão na roda para justificar sua ignorância, pois essa ala da esquerda burra (a inteligente cresceu e mudou...) não precisava estudar nada profundamente, por serem a favor do bem e da justiça a boa consciência, último refúgio dos boçais.
Era generosidade e era egoísmo.
A desgraça dos pobres nos doía como um problema existencial nosso, embora a miséria fosse deles.
Em nossa fome pela justiça, nem pensávamos nas dificuldades de qualquer revolução, as tais condições objetivas; não sabíamos nada, mas o desejo bastava.
Como hoje, os idiotas continuam com as mesmas palavras, se bem que aprenderam a roubar e mentir como burgueses.
A democracia lhes repugnava, com suas fragilidades, sua lentidão.
Era difícil fazer uma revolução?
Deixávamos esses detalhes mixurucas para os militantes tarefeiros, que considerávamos inferiores, peões de Lenin ou (mais absurdo ainda) delegávamos o dever da revolução ao presidente da República, na melhor tradição de dependência ao Estado, como hoje.

Deu nos 20 anos de bode preto da ditadura.

Por que escrevo essas coisas antigas, estimado leitor?
Porque muita gente que está ai, gritando slogans, não quer entender que a via mais revolucionária para o Brasil de hoje é justamente o que chamávamos de democracia burguesa, com boquinha de nojo.
Muita gente sem idade e sem memória não sabe que o caminho para o crescimento e a justiça social é o progressivo aperfeiçoamento da democracia, minando aos poucos, com reformas, a tradição escrota de oligarquias patrimonialistas.
Escrevo isso porque acho que a luta de hoje é entre a verdadeira esquerda que amadureceu e uma esquerda que quer continuar a bobagem, não por romantismo, mas porque o Lula abriu-lhes as portas para a lucrativa pelegagem.
Vejo, assustado, que querem substituir o patrimonialismo burguês pelo sindicalista, claro que numa aliança de metas e métodos com o que há de pior na política deste pais.
Vão partir para um controle soviético e gramsciano vulgar do Estado para ter salvo-condutos para suas roubalheiras num país sem oposição, entregue a inimigos da liberdade de opinião.
Escrevo isso enojado pela mentira vencendo com 80% de Ibope, apagando como da história brasileira o melhor governo que já tivemos de 94 a 2002, com o Plano Real, com a Lei de Responsabilidade Fiscal, com a telefonia moderna de hoje, com o Proer que limpou os bancos e impediu a crise nos atingir, com privatizações essenciais que mentem ao povo que venderam nossos bens..., com a diminuição da pobreza em 35% e que abriu caminho para o progresso econômico de hoje que foi apropriado na mão grande por Lula e seus bolchevistas.
Ladroeira pura, que o povo, anestesiado pelo Bolsa Família e pelas rebolations do Lula na TV, não entendem.

Também estou enojado com os vergonhosos tucanos apanhando na cara por oito anos sem reagir.
O governo Lula roubou FHC e o mais sério período do país, e seus amigos nunca o defenderam nem reagiram. São pássaros ridículos em extinção.
Tenho orgulho de que, há 40 anos, no apartamento conjugado do Partidão com minha namorada, eu gostava mais dos girassóis de Van Gogh do que dos livros de Plenkhanov.
Por isso, para levar meu primeiro amor ao apartamento, usei uma cantada de esquerda:
Nosso amor também é uma forma de luta contra o imperialismo norte-americano.

E ela foi.

Do blog "Camuflados".

Imagens da Internet - fotoformatação (PVeiga).

RAPOSA SERRA DO SOL E O IMBLÓGLIO DE TARSO

Por Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS

Uma raça, cujo espírito não defende o seu solo e o seu idioma, entrega a alma ao estrangeiro, antes de ser por ele absorvida. (Rui Barbosa)

É sempre bom relembrar como o caso da Raposa e Serra do Sol foi tratado com “isenção” pelo então Ministro da InJustiça - Tarso Genro. O mesmo deu na época, uma clara demonstração de como uma autoridade da República “não deve agir” na resolução de conflitos deste gênero. Tarso foi a Roraima para ouvir, tão somente, as facciosas lideranças indígenas do CIR (favoráveis à demarcação contínua) deixando clara sua posição favorável à minoria separatista. A Força Nacional e a PF agiram como meganhas de republiqueta de 5ª categoria seguindo taxativamente a determinação de Tarso. O jornalista Reinaldo Azevedo publicou na ocasião um artigo mostrando a ação nazista e altamente condenável da Gestapo de Tarso Genro, candidato, infelizmente, mais uma vez, ao governo do Estado do Rio Grande do Sul.

Raposa Serra do Sol: Entre a Realidade e a Mistificação Ongueira

Fonte: Reinaldo Azevedo

Tarso, fica claro a cada dia, é um perigo para a democracia. Esta evidente que ele se aproveita das licenças concedidas pelo estado de direito para transgredi-lo e para turvar a democracia. Não conhecíamos, até agora, detalhes da ação da PF em Raposa Serra do Sol. Vimos apenas o que publicou uma imprensa notavelmente bem-comportada (com o governo), que já tinha elegido (é o certo no caso, não ‘eleito’) os seus bandidos e os seus mocinhos. Como é usual no Brasil, quem produz um alfinete que seja corre o risco de ir parar atrás das grades. Pois bem. Para ver o vídeo clique no link:

www.defesanet.com.br/toa1/raposa_24.htm

Vale a pena ver o vídeo todo para ressaltar o ridículo de Tarso Genro e de seus homens de preto. Mas uma passagem, em especial, merece ser apreciada: a invasão da Fazenda Canadá, a partir de 6min31s. Os agentes chegam e se trava, então, o seguinte diálogo:

- Proprietário - Tem mandado judicial?

- Policial - Negativo.

- Proprietário - Não tem mandado judicial?

- Policial - Não temos mandado judicial.

- Proprietário - Então eu não vou permitir vocês entrarem sem mandado judicial.

- Policial - Então nós vamos entrar à força.

- Proprietário - Perfeitamente.

- Policial - Como está sendo feito em outras propriedades também.

- Segundo Policial - O Sr. pode esclarecer como o Sr. vai resistir a isso?

- Proprietário - Posso, posso, eu vou resistir...

- Segundo Policial - Como?

- Proprietário - Eu vou resistir dentro da legalidade, na Justiça.

- Segundo Policial - O Sr. vai resistir de alguma outra forma?

- Proprietário - Eu vou resistir dentro da legalidade, na Justiça.

- Segundo Policial - Ok. Tudo bem.

E os meganhas cortam o cadeado, invadem a fazenda sem mandado judicial. O diálogo acima é por demais eloquente. Dispensa grandes considerações. Observem, se vocês quiserem um motivo adicional para indignação, que, mesmo depois de o proprietário ter deixado claro que vai resistir na Justiça, há uma espécie de provocação, tentando induzi-lo a dizer algo que caracterize resistência ativa à ação policial - o que, certamente, levaria a PF a fazer o que fez com outro fazendeiro: meter-lhe algemas nos braços. Este é o estado policial de Tarso Genro, o trotskista surtado. Como vocês bem sabem, a questão tramitava e tramita na Justiça, e os agentes federais jamais poderiam ter invadido uma propriedade sem mandado judicial. “Como? ‘Não é propriedade’? ‘É tudo dos índios’? A questão, reitero, está sub judice. É mais um abuso de autoridade patrocinado pelo ministro da Justiça”.

Raposa Serra do Sol enfrenta o teste das urnas

Fonte: Cristiane Agostine - Valor Econômico

Reproduzimos, abaixo, parte do excelente artigo da jornalista Cristiane Agostine analisando o momento político atual de Roraima e o preocupante cenário da Raposa gerado pela inépcia de um desgoverno descomprometido com os interesses da grande maioria do povo brasileiro e a soberania nacional.

Em uma pacata Rua de Boa Vista os cartazes de propaganda política pendurados na casa de Regina e Ivo Barilli informam.
“A luta continua”

No quintal da casa, dezenas de funcionários da fábrica de processamento de arroz da família Barilli ouvem atentamente Paulo Cesar Quartiero (DEM) e Izabel Itikawa (PSDB), candidatos ao Legislativo federal e estadual. Os temas são a expulsão dos arrozeiros da reserva Indígena Raposa Serra do Sol e a “perseguição” do Governo Federal contra os produtores rurais. No comício que reúne Barilli, Quartiero e Itikawa, três das seis maiores famílias produtoras de Roraima, as palavras de ordem são resistir, impedir novas demarcações e retornar à reserva da qual foram expulsos em 2009.

A proposta para os não-indígenas voltarem à reserva é a tônica de outro comício na capital, desta vez do governador e candidato à reeleição, José de Anchieta Junior (PSDB). A construção da hidrelétrica do Cotingo, no meio da reserva é o principal projeto para seu segundo mandato. Contrário à demarcação contínua das terras, Anchieta quer que a obra sirva de exemplo a outros governos. “Construir não vai ser fácil, mas quero abrir um precedente”, explica. “Vou buscar o desenvolvimento onde for preciso”. (...)

Paralelamente, está em julgamento a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na homologação da reserva. O governo fez da demarcação sua bandeira, desde o primeiro ano da gestão. O resultado final, no ano passado, deve-se refletir nas urnas em outubro.

Lula foi a Roraima por duas vezes em seu mandato, mas só após a decisão do Supremo. Acusado de tirar a terra de quem queria produzir, foi repudiado em outdoors na capital e em uma das visitas o esquema de segurança foi reforçado, pois havia ameaça de que manifestantes jogassem ovos e tomates na comitiva.

No Estado em que a candidatura presidencial do PSDB obteve o maior percentual de votos em 2006 (59,7%), produtores rurais querem fazer da disputa eleitoral um protesto contra o governo do PT. Tentam transformar seu descontentamento em votos contrários à Dilma Rousseff. Indígenas, movimentos sociais, igreja, entidades de direitos humanos, no entanto, articulam-se para consagrar nas urnas o governo responsável pela homologação. Segundo Ibope do fim de julho, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, está à frente com 42% das intenções de voto contra 37% de Dilma.

“O governo do Estado sempre esteve do lado da gente, mas o Federal não. Sempre fez imposição, veio aqui demarcar impor”, reclama o produtor de arroz Genor Luis Faccio, que teve de deixar a reserva assim como os Itikawa, Barilli e Quartiero. “Quem vier pedir voto para o PT está enrolado”, afirma Faccio.

O Governo Federal e seus candidatos se defendem com o argumento de que foi Lula quem repassou o maior número de terras da União para o Estado, desde a criação de Roraima, em 1988: 6 milhões de hectares. Seria uma forma de compensar o 1,7 milhão de hectares homologados na Raposa Serra do Sol.

Os arrozeiros estão articulados em torno da campanha de Quartiero, seu principal líder. O candidato é um dos mais ricos do Estado: declarou patrimônio de R$ 8 milhões, sendo R$ 7,9 milhões em espécie, R$ 100 mil em uma empresa própria e apenas R$ 10 em máquinas agrícolas. “A principal atividade econômica do Estado chama-se eleições”, diz Quartiero. Entre suas principais propostas está a exploração de minerais, inclusive em Território Indígena. “De que adianta o ouro dormindo sob a terra, no meio do mato, se a gente chacoalha a população e não cai nada? Tem que fazer a transferência de recurso”, diz, em quase todos os comícios que participa. (...)

Os produtores rurais têm no governador Anchieta um grande aliado. Foi o tucano quem questionou junto ao Supremo a retirada dos arrozeiros da reserva em 2008 e paralisou ação da Polícia Federal até o julgamento do caso pelo STF, em 2009.

A hidrelétrica de Cotingo, principal proposta do governador, aparece também no material de campanha de diversos candidatos ligados ao governo e aos produtores rurais. A justificativa, assim como no caso da disputa pela reserva, é a soberania nacional. Boa parte da energia consumida em Roraima (65% do total) vem da Venezuela e os recentes problemas de desabastecimento no país vizinho afetaram o Estado. A nova hidrelétrica, dizem, supriria a demanda e possibilitaria a exportação do excedente. A obra poderia ser realizada fora das terras indígenas, mas a escolha é estratégica. "A forma como aquelas terras foram demarcadas esterilizou quase dois milhões de hectares", diz. "Há muitos interesses em jogo lá”.

A proposta da hidrelétrica gera revolta entre os indígenas integrantes da direção do Conselho Indígena de Roraima (CIR). Marizete de Souza Macuxi reclama: "Isso vai ser uma nova invasão. Vão se apossar da terra, casar com as índias, voltar a morar na reserva. Fora as comunidades perto do rio que vão ser alagadas". O entendimento jurídico sobre a construção da hidrelétrica divide Funai, Ibama e Ministério Público Federal: enquanto as duas primeiras dizem que pode haver brecha legal para a construção em terra indígena, o MPF diz que é inconstitucional. Divide os índios também. Os indígenas do CIR buscam ganhar força e espaço no Legislativo para evitar a criação de leis que permitam obras como a hidrelétrica de Cotingo, a exploração de terras indígenas e da flexibilização das leis ambientais. (...)

Os indígenas do CIR tentam vencer duas dificuldades. A primeira é numérica: eles estão em desvantagem, já que dos 395 mil habitantes de Roraima, 53 mil são índios, 13% do total da população, segundo o Conselho Indígena de Roraima. Destes, 19,5 mil vivem na Raposa Serra do Sol e menos da metade é ligada ao CIR. A segunda dificuldade é política. Em Roraima, o PT, principal partido de luta pelos direitos indígenas, enfrenta dificuldades. Na disputa presidencial, Lula só venceu no Estado em 2002. Naquela eleição, os petistas elegeram o governador Flamarion Portela, cassado dois anos depois de eleito. O senador Augusto Botelho também se desfiliou da legenda. Mesmo entre os índios, existe uma minoria deles que defendiam a demarcação e uma maioria que estava do lado da integração.

Entre os indígenas que não queriam a expulsão dos brancos da reserva, o presidente da Sociedade de Defesa dos Índios Unidos de Roraima (SODIUR), Silvio da Silva, começa a se articular para disputar a prefeitura de Pacaraima, Município em que está parte da terra indígena São Marcos, vizinha à Raposa Serra do Sol. Se não vencer, Silvio pretende candidatar-se a deputado, em 2014.

Das duas organizações indígenas da reserva, o Conselho Indígena de Roraima e a SODIUR, apenas esta declara voto e faz campanha nesta eleição. A sede da entidade, no centro de Boa Vista, está repleta de cartazes de Anchieta Junior. Com o carro lotado de material de campanha do PSDB, o presidente da entidade, Silvio da Silva, parte para as terras da Raposa Serra do Sol, onde ficará distribuindo folhetos e bandeiras.

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA); Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS); Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB); Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS); Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional.

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br

E-mail: hiramrs@terra.com.br

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ALÔ, PF: NÃO VAI INVESTIGAR A RECEITA?

Cadê a PF, cadê o ministério público e outras entidades que devem zelar pelos direitos e liberdades do cidadão? Os dirigentes da Receita vêm com mais conversa mole. Ora, não cabe aos dirigentes desse órgão sob suspeita investigar a si próprio. Isto não ocorre nem em ditaduras. Repito, estamos vivendo o fim do Estado de Direito. Cadê a OAB, cadê a Associação dos Magistrados? (blog do orlando).
Por Leandro Colon - O Estado de S.Paulo
Receita determinou nesta quarta-feira pela manhã a investigação sobre a autenticidade do documento.
Chama-se Antônio Carlos Atella Ferreira o autor da procuração usada para acessar as declarações de renda de Verônica Serra, filha de José Serra (PSDB). A Receita determinou nesta quarta-feira pela manhã a investigação sobre a autenticidade do documento. A assessoria de Verônica informou que ela não conhece a pessoa que fez a procuração.

Na noite de ontem, o Estado revelou que documentos da investigação feita pela corregedoria da Receita Federal revelam que o sigilo fiscal de Verônica foi violado no dia 30 de setembro de 2009. O acesso ocorreu em Santo André (SP), onde é lotada a funcionária Lúcia de Fátima Gonçalves Milan, autora da coleta dos dados fiscais de Verônica Serra.
A funcionária entrou no sistema e, segundo os documentos da corregedoria a que o Estado teve acesso, coletou as declarações de Imposto de Renda dos anos de 2008 e 2009 da filha de Serra. Em entrevista ao Jornal da Globo, na noite de terça-feira, 31, o candidato à Presidência da República José Serra (PSDB) classificou de "ato criminoso" a quebra do sigilo fiscal de sua filha.

Na noite de ontem, a assessoria do Ministério da Fazenda disse ao Estado que a corregedoria da Receita tem um documento mostrando que a funcionária Lúcia Milan acessou os dados fiscais a pedido da própria Verônica Serra. A assessoria do candidato tucano informou que Verônica não pediu nenhuma quebra de sigilo.
A Receita não sabe dizer por que uma contribuinte de São Paulo entraria com ofício para quebra consentida de sigilo em Santo André. Por meio da assessoria da Fazenda, acrescentou que no dia 29 de setembro de 2009 "uma pessoa apareceu na delegacia de Santo André com uma procuração pedindo os dados fiscais de 2008 e 2009 de Verônica Serra". Segundo informação da corregedoria, a procuração era assinada pela própria Verônica e tinha firma reconhecida. "Diante desse ofício, a funcionária (Lúcia Milan), cumpriu o pedido e não fez nada de errado", avaliou a assessoria do Ministério da Fazenda.

Do "Estadão" - Política.

Imagens da Internet - fotoformatação (PVeiga).

NOTA PASTORAL DE ORIENTAÇÃO EM RELAÇÃO ÀS ELEIÇÕES DE 2010

Por Dom Antonio Carlos Rossi Keller

Frederico Westphalen, 28 de agosto de 2010.

Irmãos e irmãs, diocesanos de Frederico Westphalen e homens e mulheres de boa vontade.

Esta Nota Pastoral tem a finalidade de oferecer reflexão e orientação, face às eleições que se aproximam, para os católicos diocesanos de Frederico Westphalen e para todos aqueles que procuram, com boa vontade, nortear sua existência pelo respeito aos valores fundamentais da existência humana.
O período que antecede as eleições é de suma importância, no sentido de que deve servir-nos para a reflexão e a escolha consciente daqueles candidatos e candidatas nos quais depositaremos nossa confiança através do voto. O voto não é algo que se decide no último momento, apressadamente, a partir do último “santinho” recebido. Voto é escolha refletida e decidida, após pesarem-se prós e contras. Mais do que nunca, diante da pluralidade de possibilidades, votar exige responsabilidade e coerência também em relação à fé professada. Longe do católico e da pessoa de boa vontade separar sua crença e seus valores de seu voto. Há, no voto, a exigência profunda da coerência.
Da mesma forma, a mesma coerência e responsabilidade são também exigências para aqueles que se candidatam a cargos públicos. As possibilidades são múltiplas. A pluralidade, louvável. Alguns candidatos se apresentam com clareza, defendendo princípios que não se identificam com aqueles que cremos e defendemos, como cristãos. Ao menos são verdadeiros. Ninguém, que professe a fé católica, ou defenda os valores da vida será enganado por eles...
Mas o grande problema, bastante presente nesta situação pré-eleitoral, é o da duplicidade, da incoerência daqueles candidatos, que por um lado, fazem questão de se mostrarem “religiosos”, sensíveis à fé, mas que na prática ou estão inscritos em partidos que defendem valores anti-cristãos, ou apresentam um ideário programático político pessoal que contêm indicações absolutamente incoerentes com a fé que declaram professar ou respeitar. Dentro deste quadro, chegamos ao ponto de sermos obrigados a ouvir, de determinados candidatos e candidatas, certas declarações, por exemplo, em relação ao aborto, afirmando que “pessoalmente sou contra, mas quando no governo, garantirei o direito de quem quiser abortar, já que o aborto não é uma questão que envolva a fé, mas sim, a saúde pública”.
Como Bispo Diocesano, venho, por meio desta Nota Pastoral, estribado na autoridade apostólica de pastor que deve cuidar do rebanho que lhe foi confiado, preocupado com a situação de confusão derivada da linguagem dúbia e da postura incoerente, oferecer uma orientação clara e segura a meus diocesanos e a todos os que crêem e defendem o valor da vida, desde a sua concepção até a sua morte natural.

Assim sendo:

1. Todo cidadão é chamado a votar com consciência. Nós cidadãos católicos somos chamados a votar com consciência cristã. Seria uma contradição acreditar e defender os valores da vida, da família, da moral e da ética, e votar naqueles candidatos e candidatas que propugnam pessoalmente, ou estão inscritos em partidos que propugnam os valores contrários. Ou seja, é preciso votar de forma coerente, em candidatos e em partidos que defendam os valores que nós cristãos acreditamos e defendemos, para que estes mesmos candidatos e partidos nos representem, nas instâncias do Executivo e do Legislativo, favorecendo medidas e leis que valorizem a cultura da vida.
2. Assim, neste período pré-eleitoral, é obrigação de todo católico, bem como daqueles que tem boa vontade e abertura para a cultura da vida, informar-se, em relação aos diversos candidatos e candidatas, se em suas propostas estão contemplados os valores éticos, nomeadamente, a defesa da inviolabilidade da vida humana (especialmente no que diz respeito á questão do aborto, da eutanásia, etc.), bem como a defesa do casamento e da família (como estas realidades são entendidas pela moral cristã) e a defesa privilegiada dos mais desprotegidos da sociedade.
Estes são alguns critérios, a meu ver, os mais fundamentais, que devem ser levados em consideração na hora de votar: como católicos temos o dever de votar naqueles que, posteriormente, como nossos representantes, na sua atuação política não irão contradizer os valores daqueles que os elegeram.
Peço que o Espírito Santo de Deus ilumine as mentes de todos os diocesanos de Frederico Westphalen e as de todas as pessoas de boa vontade, para que nestas eleições, todos possam exercer a cidadania com consciência e responsabilidade.


+ Antonio Carlos Rossi Keller

Bispo Diocesano de Frederico Westphalen (RS)

Do blog: En Garde.

HOMENAGEM: COLÉGIO ESTADUAL PODERÁ SE CHAMAR "COLÉGIO ESTADUAL PROFESSOR EPHIGÊNIO JOSÉ CARNEIRO"

Projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa nesta terça-feira (31/08) pelo deputado estadual Douglas Fabricio (PPS) propõe que o Colégio Estadual de Campo Mourão passe a ser denominado Colégio Estadual Professor Ephigênio José Carneiro. A solicitação foi enviada pela Câmara de Vereadores de Campo Mourão, por iniciativa do vereador Sidnei Jardim (PPS).
Ao justificar o projeto, Douglas explicou que se trata de uma justa homenagem ao professor Ephigênio, que foi o primeiro diretor do Ginásio Campo Mourão, por ele fundado em 1956, que deu origem ao atual Colégio Estadual. O professor Ephigênio, que morreu na semana passada (25 de agosto), além de educador e bioquímico, também atuou na política em Campo Mourão, como vereador. Ele também foi governador do Lions e presidente da Associação de Câmaras da Microrregião Doze (Acamdoze).
“Estou deputado já a quase quatro anos e nunca apresentei projetos desta natureza, mas desta vez trata-se de homenagear uma pessoa que prestou um grande serviço para o desenvolvimento de Campo Mourão”, argumentou Douglas, ao lembrar que o professor Ephigênio também foi homenageado com o título de Cidadão Benemérito de Campo Mourão.
Fonte: Assessoria de Imprensa / Valdir Bonete.