domingo, 5 de dezembro de 2010

ENTENDA PORQUE NÃO BEBER LÍQUIDOS NA HORA DAS REFEIÇÕES

Segundo especialista, pessoas carregam o hábito de associar o ato de comer à hora de se hidratar. Mastigação de forma incorreta também é 'culpada'

Reprodução
Várias queixas digestivas podem ter origem por causa da ingestão de líquidos na hora das refeições
O nosso trato digestivo produz 3 litros de sucos digestivos por dia. Só de saliva é produzido 1,5 litros! Ainda assim, existem muitas pessoas que dizem não conseguir se alimentar sem tomar algum tipo de bebida, afirmando que a comida "fica muito seca".

Várias queixas digestivas podem ter origem a partir da ingestão de líquidos junto ao almoço ou jantar. Desde a boca até o intestino, o alimento sofre a ação de inúmeras enzimas. Para que haja uma boa qualidade do processo digestivo, questões como o pH do trato gastrointestinal é importante.

Quando ingerimos líquidos (água, sucos, e refrigerantes, sendo este último ainda mais nocivo) com as refeições, ocorre à diluição do suco gástrico com a modificação do pH local fazendo com que a atividade enzimática fique comprometida. Por exemplo, a pepsina precisa de um meio ácido estomacal para ser formada a partir do pepsinogênio, o que é somente garantido com a ótima secreção de ácido clorídrico (HCl).

O mesmo, por provocar a redução do pH estomacal, favorece não somente a melhor digestão, mas otimiza a absorção de ferro, cálcio, piridoxina, zinco, entre outras vitaminas/minerais, utilizadas em diversas reações bioquímicas.

A diluição, portanto do ácido clorídrico durante uma refeição com grande quantidade de líquido favorece uma menor eficiência na absorção de vitaminas/minerais e um déficit clorido-péptico, contribuindo com a má digestão protéica e para a ocorrência de sintomatologias digestivas muito referidas como a distensão abdominal, diarréia/constipação e sensação de plenitude gástrica.

As pessoas que têm necessidade de ingerir líquidos com as refeições normalmente possuem uma baixa ingestão hídrica ao longo do dia e associam o ato de comer a hora de se hidratar. A inclusão de líquidos durante as refeições também se deve, em parte a má mastigação, característica bastante comum em pessoas cada vez mais preocupadas, estressadas e com menos tempo destinado à sua alimentação.

Para quem tem este péssimo hábito de beber líquidos junto às refeições, existem algumas dicas importantes! A primeira e talvez a mais importante é a mastigação! A mastigação estimula a produção de saliva que além de umedecer os alimentos favorecendo a deglutição possui enzimas digestivas que já iniciam o processo de digestão dos alimentos. Quem não mastiga tem a sensação de que a comida está seca mesmo e torna mais difícil o processo digestivo.

A segunda dica é, pelo menos, evitar as bebidas gaseificadas (água com gás e refrigerantes) e limitar-se a 200 ml de líquidos por refeição (um copo pequeno de água ou suco). Primeiramente, faça toda a refeição e depois tome o líquido bem lentamente em pequenos goles. Gradativamente vá reduzindo a quantidade de líquidos ingeridos até a total exclusão.

O ideal seria não tomar líquido nenhum de 30 minutos até 2 horas depois das refeições (tempo necessário para a digestão dos alimentos).

Outra dica é evitar preparações muito secas como: farinha, farofas e empadão, além de não exagerar no sal, pois pratos muito salgados darão mais sede. Esse processo pode levar meses, mas é importante tentar. Com o tempo, o líquido não fará falta nenhuma! Pelo contrário, deixar de tomar líquidos com as refeições só fará bem para sua saúde!

*Por Fernanda Serpa de Carvalho, especialista em Nutrição Clínica Funcional e docente da empresa Nutconsult.
Fonte: Bonde.

GUERRA DO RIO

Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS

Origem da “guerra”

Os serviços de inteligência afirmam, categoricamente, que a violência no Rio de Janeiro foi em consequência de um impasse nas negociações entre políticos e policiais corruptos com os chefões da bandidagem. Os quadrilheiros quebraram o pacto de não-agressão porque se negaram a reajustar a tabela de propinas cobradas pelas autoridades policiais e políticas.

Governantes Omissos e Coniventes

A atuação das Forças Armadas nas Operações contra o narco-tráfico no Rio de Janeiro escancaram ao Brasil e ao mundo a inoperância dos governadores do estado do Rio de Janeiro, nas últimas três décadas, a crônica falta de recursos e a corrupção das polícias civil e militar da “Cidade Maravilhosa”. A mídia amestrada usou e abusou das imagens mostrando a apreensão de drogas e armas, mas a fuga dos chefões do tráfico mostra a incompetência de uma operação pirotécnica mais preocupada nas tomadas espetaculares do que nos resultados. O planejamento equivocado realizado pelas Forças Auxiliares (policias civil e militar) é patente quando se permitiu que os bandidos usassem rotas de fuga conhecidas por todos. A série de equívocos e falhas mostra que o comando das operações, como reza a Constituição, deveria ter sido realizado pelas Forças Armadas.

A Guerra no Rio

Cel Gélio Fregapani

Muito já se escreveu sobre o assunto. Além do aplauso pela apreensão de droga e de armamento, me limitarei a preocupações ainda não aventadas suficientemente.

1ª – Não adiantará muito prender ou eliminar os que estavam incendiando os veículos. Estes são familiares de presos menores, forçados a fazê-lo sob ameaça a seus parentes. Maior efeito teria sobre os chefões, castigando-os severamente a cada ação de seus bandidos na rua. Claro, isto não será possível enquanto os direitos humanos dos bandidos forem maiores do que os direitos humanos de suas vítimas.

2º - Todos os pequenos traficantes mortos ou presos são descartáveis e facilmente substituíveis. Os grandes estão fora do alcance. O único segmento que podemos atingir eficientemente é o usuário, que financia tudo. Enquanto quisermos tratá-lo como doente e coitadinho nada funcionará. Temos que impor pesada multa ou trabalhos forçados, conjugado com uma campanha psicológica como a que foi feita contra o cigarro; centrada não sobre o perigo (que atrai os audazes), mas sobre o mote de que “a droga é para os fracos”.

3ª - Quando aquele tenente do Exército entregou três traficantes à facção inimiga apareceram o MP e os “direitos humanos” para atacar o Exército. O Beltrame disse "o Exército não está preparado para atuar na Segurança Pública..." Agora, por passe mágica, o Exército virou "a solução para o Alemão"... Mais cedo ou mais tarde alguém terá que atirar. Será processado também?

Todos sabemos que a responsabilidade terminará nas mãos do Exército, e que em breve o atual aplauso das comunidades se transformará em descontentamento, pelo prejuízo à estrutura econômica baseada no tráfico. O Exército sabe que só poderá ter sucesso acumulando o poder militar com o poder político, sob lei marcial. Ou não?

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA); Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS); Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB); Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS); Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional.

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br

E–mail: hiramrs@terra.com.br

Imagens da Internet – fotoformatação (PVeiga).

sábado, 4 de dezembro de 2010

OS FATOS DESMENTEM LULA

Fonte: opiniao - Estadao.com.br

Fiel a seu costume de contar a história à sua maneira, sem o mínimo compromisso com os fatos e a verdade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mais uma vez falou sobre a "herança maldita" recebida em 2003, ao iniciar seu primeiro mandato. Desta vez, o rosário de inverdades foi desfiado perante o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social. O evento foi uma das várias despedidas programadas pelo presidente para este mês. De novo ele falou sobre o País quebrado e sobre o mau estado da economia no momento da transição do governo. De novo ele se entregou a uma de suas atividades prediletas, a autolouvação despudorada, atribuindo a si e a seu governo a inauguração de uma economia com fundamentos sólidos, estabilidade e previsibilidade. As pessoas informadas e capazes de discernimento conhecem os fatos, mas talvez valha a pena recordá-los mais uma vez, para benefício dos mais jovens e dos vitimados pela propaganda petista.

A primeira informação escamoteada pelo presidente Lula e pela companheirada é a origem da crise inflacionária e cambial de 2002. Os problemas surgiram quando as pesquisas mostraram o crescimento da candidatura petista. Não surgiram do nada e muito menos de uma perversa maquinação dos adversários. Os mercados simplesmente reagiram às insistentes ameaças, costumeiras no discurso petista, de calote na dívida pública e de outras lambanças na política econômica. Figuras importantes do partido haviam apoiado um irresponsável plebiscito sobre a dívida e mais de uma vez haviam proposto uma "renegociação" dos compromissos do Tesouro.

Tinha sólidos motivos quem decidiu fugir do risco proclamado pelos próprios petistas. A especulação cambial e a instabilidade de preços foram o resultado natural desses temores. A Carta ao Povo Brasileiro, com promessas de seriedade, foi o reconhecimento do vínculo entre a insegurança dos mercados e as bandeiras petistas.

Essas bandeiras não foram inventadas pelas fantasmagóricas elites citadas pelo presidente nas perorações mais furiosas. São componentes de uma longa história. Petistas apoiaram algumas das piores decisões econômicas dos últimos 30 anos. Uma de suas figuras mais notórias aplaudiu entre lágrimas uma das mais desastradas experiências dos anos 80, o congelamento de preços do Plano Cruzado. Nenhum petista ensaiou uma discussão séria quando os erros se tornaram mais que evidentes e o plano começou a esboroar-se.

Naquele período, como nos anos seguintes, petistas continuaram pregando o calote da dívida externa. Ao mesmo tempo, torpedearam todas as tentativas importantes de reordenação política e econômica e resistiram a assinar a Constituição.

O PT combateu as inovações do Plano Real. Foi contra a desindexação de preços e salários. Resistiu ao saneamento das finanças estaduais e municipais. Combateu - como já vinha combatendo - a privatização de velhas estatais, mesmo quando não havia a mínima razão estratégica para manter aquelas empresas sob o controle do Tesouro. Criticou a Lei de Responsabilidade Fiscal e atacou todas as iniciativas de ajuste das contas públicas.

A economia foi retirada do caos e seus fundamentos foram consertados, nos anos 90, contra a vontade do PT. O saneamento e a privatização de bancos estaduais permitiram o resgate da política monetária. Graças a isso foi possível, em 2003, conter o surto inflacionário em poucos meses. O Banco Central simplesmente manejou ferramentas forjadas na administração anterior.

Todos os princípios e instrumentos de política econômica essenciais à estabilidade nos últimos oito anos são componentes dessa herança mais que bendita. Se os tivesse abandonado há mais tempo, o governo Lula teria sido não só um fracasso, mas um desastre. Mas a fidelidade aos princípios do governo FHC nunca foi total. O inchaço da administração, o loteamento de cargos, a desmoralização das agências de regulação e o desperdício são partes da herança deixada à sucessora do presidente Lula, além de compromissos irresponsáveis, como o de um trem-bala mal concebido e contestado econômica e tecnicamente. Esse legado não será descoberto aos poucos. Já é bem conhecido.
Imagens da Internet - fotoformatação (PVeiga).

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

BRASIL - DEBOCHE: STEDILE, MST, RECEBE HONRARIA DO CONGRESSO

Os deputados homenagearam o líder do MST, por serviços prestados ao Brasil. Perdoe-nos, mas não dá para resistir em citar Rui Barbosa: "De tanto ver triunfar as nulidades e ver prosperar a desonra, crescer a injustiça, agigantar-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e ter vergonha de ser honesto."

Foto: J Batista/Ag Camara

Junto ao homenageado João Pedro Stedile, o Primeiro Vice-Presidente Marco Maia, o Segundo Secretário Inocêncio Oliveira e Dep. Jovair Arantes na cerimonia de entrega da comenda do Mérito Legislativo ao chefe dos guerrilheiros do MST

Fontes: Blog do Jamildo, Revista Veja, ”thepassiranews”


Anteontem por indicação do deputado Brizola Neto (PDT-RS), o chefe dos terroristas do MST, João Pedro Stedile foi agraciados no Congresso Nacional, com a Medalha do Mérito Legislativo. Por seus relevantes serviços prestados ao país!?

Na cerimônia foi igualado ao Vice-Presidente da República, José Alencar Gomes da Silva, a economista Maria da Conceição Tavares e ao Ministro Francisco Cesar Asfor Rocha, do Superior Tribunal de Justiça, entre outros homenageados com a mesma comenda na ocasião.

A honraria a Stedile é uma piada de mau gosto. Um elogio ao desmando e a anarquia generalizada, um desrespeito a ordem e aos direitos fundamentais de propriedade e de dignidade humana.

Stedile é um verme perigoso, devia estar preso, num presídio de segurança máxima, por tentar subverter a ordem pública.

O deputado pernambucano Inocêncio Oliveira perfilado ao lado desse bandido, desrespeita a memória do soldado Luiz Pereira da Silva , encontrado morto com sinais de tortura, executado pelos integrantes do MST em Quipapá-PE, em 2005.

É uma afronta aos agricultores José Arnaldo da Silva, 40 anos, José Wedson da Silva, 26, Rafael Erasmo da Silva, 25, e Wagner Luís da Silva, 25, assassinados com tiros na nuca e nas costas, pelos integrantes do MST em São Joaquim do Monte.

É injusto com o proprietário da fazenda Jabuticaba, em São Joaquim do Monte- PE, Estermilton Guedes, que teve sua propriedade invadida e destruída nove vezes, em quatro anos, pelo MST.

Essa comenda dada a João Pedro Stedile desmerece e humilha todos aqueles que por justo motivo, foram com ela agraciados no passado.

LUTAS EM NOSSA MENTE PECAMINOSA

Conhecendo a vontade de Deus.


Todo ser humano tem por natureza a velha criatura dentro de si. Tendo a formação de seres maléficos cheios de pecados, malícias que herdamos de nossos primeiros pais.

Estamos preso pelo pecado, em nossa maneira de pensar e agir erroneamente, quer dizer: Através da mente vazia, distante, sem Deus.

1Coríntios. 3:3 – Porque ainda sois carnais; pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissensões, não sois porventura carnais, e não andais segundo os homens?

O diabo conhece nossos pecados, e, é por meio da mente que consegue nos prender e nos escravizar. Todos que não tem o conhecimento da verdadeira Palavra de Deus sofrem horrores nas mãos deste inimigo.

A nossa batalha é espiritual, a estratégia do diabo é dominar a mente humana em pecados e mentiras. Há ilusão em querer possuir tudo que desejamos sem as disciplinas do nosso Criador.

Ficar longe de Deus, é o mesmo que ser criados independentes de nossos pais. Assim como diz a língua popular: Fazendo o que dar na cabeça, sem a interferência de ninguém, sem medir as consequências, assim é a geração de hoje.

Há pessoas, que não conseguem controlar seus anseios e desejos carnais da velha formação de caráter e agem normalmente como se nada é proibido. Assim transformam seu interior, suas mentes doentias, em verdadeiros monstros, sem misericórdia. Estamos vivendo em uma verdadeira Babilônia. (João. 10:10).

O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância.

O diabo logo no tempo de nossa infância começa a tramar problemas que lhes servirão de fortalezas para agir sobre nosso futuro. Suas estratégias são lentas não medindo tempo e nem esforço, esta é sua maior artimanha, até que tornamos adultos e livremente para que possa nos usar para o mal.

O diabo domina a mente do ser humano, é por isso que devemos conhecer a vontade de Deus para nós através da Sua Palavra , para que possamos nos defender das mentiras e façanhas deste inimigo. (João. 8:32).

E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.

A Palavra de Deus nos revelam as mentiras do diabo contra a geração do Senhor Jesus Cristo. Quando cremos em Cristo como salvador e fazemos aliança com Ele, somos uma nova geração em Cristo, livre pelo sangue derramado na cruz do calvário, somos lavados e redimidos de nossas transgressões. Somente este amor de misericórdia pode transformar o interior do nosso ser.

Temos livre arbítrio para escolher a quem acreditar e seguir. Deus não nos fez um robô programado para sua obediência, mas para sermos filhos amorosos e obedientes à Sua Palavra.

Sabemos que o diabo é astuto e mentiroso e quer roubar, matar e destruir o ser humano.

O jogo, a estratégia dele, é pela palavra distorcida que é colocada na mente doente, não tratada do ser humano. Temos que procurarmos curar a nossa mente, para poder agir como verdadeiros filhos de Deus.

É através da comunhão com Deus que podemos receber esta libertação e termos paz interior. Não é somente o arrependimento das transgressões e iniquidades que cometemos, e reconciliarmos com Deus, mas também, com as pessoas a quem ofendemos, é o remédio da nossa regeneração, o perdoar a cada um que nos tem ofendido. Não é fácil!!! Precisamos do poder misericordioso do Pai e da ajuda do “Consolador, o Espírito Santo”.
Que faremos irmãos?…

Atos. 2:38- E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo.

Deus abençoe a todos.

Por Nilza Rangel_

Fonte: MENSAGEIRO DA PAZ.

FARC EXPLORA URÂNIO NO BRASIL

Ao que tudo indica, as FARC tiravam urânio do Brasil e entregavam para os hermanos bolivarianos que, por sua vez, enviavam o material para o iraniano. Faz sentido. Que Unasul que nada. Que tal Comando Vermelho ou Amigos dos Amigos? Clique na imagem para ampliar e ler matéria do Estadão. Post publicado na madrugada, aqui no Blog:
Um relatório secreto revelado pelo WikiLeaks revelou a descoberta de munições de urânio empobrecido em um armazém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e da existência no norte do Brasil, perto da fronteira com a Colômbia, a extração ilegal de diversos minerais, incluindo urânio, nas mãos de grupos como as Farc. As informações foram divulgadas pelo periódico espanhol El País, uma das cinco publicações que tiveram acesso prévio aos mais de 250 mil telegramas confidenciais. Leia aqui.

A INCOMPETÊNCIA E OS INTERESSES ESCUSOS DE NOSSOS GOVERNANTES III

Por João Bosco Leal

Após minha ida a Aruba, aumentaram bastante meus questionamentos sobre os políticos brasileiros e seus interesses. Não consigo pensar no que vi, sem ao mesmo tempo pensar no que poderia ser a região Nordeste do Brasil.

Em todas as regiões onde se conseguiu irrigá-lo, o Nordeste já é hoje um grande exportador de frutas, o que demonstra, mesmo para aqueles que nunca lá estiveram, a qualidade e as possibilidades de suas terras. Aí minha comparação com Aruba, uma ilha vulcânica, toda de pedra, onde nada se produz pela total inexistência de terra para isso e por lá não existir uma só nascente de água. Na ilha, toda a água necessária para a sobrevivência de sua população e dos milhares de turistas que lá visitam é retirada do mar e dessalinizada para ser consumida.

E nossos irmãos brasileiros continuam abandonando essas terras, pela falta de chuva e de leitos de água que possam proporcionar a irrigação destas. Geograficamente, todos os estados nordestinos que sofrem com a falta de água possuem parte de suas terras no litoral, em pleno oceano Atlântico, e com praias lindas.

A topografia nordestina possui desníveis suficientes para que toda a água existente em um de seus pontos mais altos possa correr para todos os lados pela simples força natural da gravidade. Claro, dirão, mas não existe água nesses pontos mais altos. Respondo então que é vergonhoso não possuirmos água pura, tratada, nos pontos altos, pelo menos nos pontos mais próximos do litoral, o que facilitaria muito também a possuirmos a quilômetros de distância desses pontos por gravidade.

Aruba, com apenas 120.000 habitantes e nenhuma água ou terra fértil, consegue atrair, só através dos que lá chegam por meio de transatlânticos, 6.000 turistas/dia ou 05% de toda sua população, e tem água suficiente para todos e também para uma fábrica de cervejas, simplesmente retirando essa água do mar, dela extraindo o sal e posteriormente a bombeando para os pontos mais altos, situados nos morros, e de lá deixando que desça, por gravidade, através de canos, para ser consumida por sua população e suas mais diversas necessidades, sejam físicas ou industriais.

Assim, qual o motivo plausível para que, em nosso país, continuemos, por décadas, vendo nossos irmãos nordestinos sem água para consumo próprio ou para o plantio de suas terras, senão o roubo sistemático e criminoso, cometido pelos mais diversos políticos e "coroneis" locais, de toda a verba pública que, por décadas, já foi enviada para a região sem que nada fosse resolvido?

Quando teremos um governo federal que, ao invés de enviar mais verbas para estes estados através desses bandidos, vá ao nordeste e, com obras do próprio governo federal, lá implante, por exemplo, as fábricas dessanilizadoras de água citadas e resolva definitivamente a situação nordestina de falta de água?

Com mais água, além da produção das terras, poderíamos também potencializar o aproveitamento turístico regional, possuidor de belezas naturais inexistentes em outros países que, mesmo assim, exploram o turismo.

Os interesses escusos e criminosos de centenas de nossos políticos não permitem que se resolva definitivamente a falta de água, a pobreza e o analfabetismo nos estados nordestinos, pois, resolvendo isso, haveria um enorme aumento da massa crítica brasileira, que não mais votaria em bandidos indiciados ou mesmo já condenados, como muitos que aí estão.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

OS BARÕES

Por Olavo de Carvalho


Já faz dez anos que o então principal traficante brasileiro, Fernandinho Beira-Mar, preso na Colômbia, descreveu em detalhes a operação em que trocava armas contrabandeadas do Líbano por duas toneladas anuais de cocaína das Farc.

Um leitor pede, gentilmente, que eu lhe diga quem, afinal, são os tão falados e jamais nomeados "barões da droga". Quem ganha com o crescimento ilimitado das quadrilhas de narcotraficantes e sua transformação em força revolucionária organizada, ideologicamente fanatizada, adestrada em táticas de guerrilha urbana, capacitada a enfrentar com vantagem as forças policiais e não raro as militares?

A resposta é simplicíssima: quem ganha com o tráfico de drogas é quem produz e vende drogas. O maior, se não o único fornecedor de drogas ao mercado brasileiro são as Farc, Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. São elas, também, que dão adestramento militar e assistência técnica ao Comando Vermelho, ao PCC e a outras quadrilhas locais.

Já faz dez anos que o então principal traficante brasileiro, Fernandinho Beira-Mar, preso na Colômbia, descreveu em detalhes a operação em que trocava armas contrabandeadas do Líbano por duas toneladas anuais de cocaína das Farc. Também faz dez anos que uma investigação da Polícia Federal chegou à seguinte conclusão: "A guerrilha tem o comando das drogas" (v. http://www.olavodecarvalho.org/semana/031002jt.htm).

Se alguém ainda tem dúvidas, está gravemente afetado da Síndrome do Piu-Piu: "Será que vi um gatinho?"

Mas, dirá o leitor, não há políticos envolvidos na trama, gente das altas esferas, que dirige tudo de longe, sem mostrar a cara ou sujar as mãozinhas? Claro que há. Mas só são invisíveis a quem tenha medo de os enxergar. Para descobri-los, basta averiguar quem, na política, protege as Farc. Não preciso dar nomes: para avivar a memória, leia as listas de participantes do Foro de São Paulo, entidade criada precisamente para articular, numa estratégia revolucionária abrangente, a política e o crime.

Alguns ganham muito dinheiro com isso, mas nem todos, na lista, têm interesse financeiro direto no narcotráfico - o que não os torna menos criminosos. As Farc e organizações similares servem-lhes de arma de barganha, para criar o caos social, intimidar o inimigo e extorquir dele concessões políticas que valem muito mais do que dinheiro.

Quando a guerrilha está em vantagem, os políticos sublinham com as armas da retórica a retórica das armas, anunciando o advento de uma sociedade justa gerada no ventre do morticínio redentor. Quando a guerrilha está perdendo, usam o restinho dela como instrumento de chantagem, oferecendo a "paz" em troca da transformação dos bandos armados em partidos políticos, de modo a premiar a lista de crimes hediondos com a abertura de uma estrada risonha e franca para a conquista do poder.

São esses os barões. Não há outros. A parceria deles com o narcotráfico vem de longe. Começou na Ilha Grande, nos idos de 70, quando terroristas presos começaram a doutrinar os bandidos comuns e a ensinar-lhes os rudimentos da guerrilha urbana, segundo o manual de Carlos Marighela. Naquela época, os guerrilheiros e a liderança esquerdista em geral tinham um complexo de inferioridade: viam-se como uma elite isolada, sem raízes nem ressonância no "povo", em cujo nome falavam com um sorriso amarelo.

Por feliz coincidência, foram parar na cadeia numa época em que o filósofo germano-americano Herbert Marcuse lhes dera uma idéia genial: a faixa de população mais sensível à pregação revolucionária não eram os trabalhadores, como pretendia Karl Marx, e sim os marginais - ladrões, assassinos, narcotraficantes. Que parassem de pregar nas fábricas e buscassem audiência no submundo - tal era o caminho do sucesso. Quando as portas do cárcere se fecharam às suas costas, abriram-se para eles as portas da mais doce esperança: lá estava, no pátio da prisão, o tão ambicionado "povo". Sua função no esquema? Transmutar o reduzido círculo de guerrilheiros em movimento armado das massas revolucionárias.

Em 1991, o projeto, em formato definitivo, já vinha exposto com toda a clareza no livro Quatrocentos Contra Um, do líder do Comando Vermelho, William da Silva Lima, publicado pela Labortexto e lançado ao público na sede da Associação Brasileira da Imprensa, entre aplausos de mandarins da intelectualidade esquerdista que ali viam materializados seus sonhos mais belos de justiça e caridade.

Mais que materializados, ampliados: "Conseguimos o que a guerrilha não conseguiu: o apoio da população carente. Vou aos morros e vejo crianças com disposição, fumando e vendendo baseado. Futuramente, elas serão três milhões de adolescentes, que matarão vocês nas esquinas." Todo o descalabro sangrento que hoje aterroriza a população do Rio de Janeiro não é senão a efetivação do plano aí esboçado com a ajuda dos mesmos luminares do esquerdismo que hoje pontificam sobre "segurança pública".

O parágrafo seguinte não preciso escrever, porque já escrevi. Está no Diário do Comércio de 16 de outubro de 2009 (http://www.olavodecarvalho.org/semana/091016dc.html): "Mais tarde, os terroristas subiram na vida, tornaram-se deputados, senadores, desembargadores, ministros de Estado, tendo de afastar-se de seus antigos companheiros de presídio. Estes não ficaram, porém, desprovidos de instrutores capacitados.

A criação do Foro de São Paulo, iniciativa daqueles terroristas aposentados, facilitou os contatos entre agentes das Farc e as quadrilhas de narcotraficantes brasileiros - especialmente do PCC -, dos quais logo se tornaram mentores, estrategistas e sócios. Foi o que demonstrou o juiz federal Odilon de Oliveira, de Ponta Porã, MS, pagando por essa ousadia o preço de ter de viver escondido, como de fosse ele próprio o maior dos delinquentes, enquanto os homens das Farc transitam livremente pelo país, têm toda a proteção da militância esquerdista em caso de prisão e até são recebidos como hóspedes de honra por altos próceres petistas."

Mas também é claro que, entre esses dois momentos, os apóstolos da sociedade justa não ficaram parados: fizeram leis que dificultam a ação da polícia (o governador carioca Leonel Brizola chegou a bloqueá-la por completo), espalharam por toda a sociedade a noção de que os bandidos são vítimas e, a pretexto de combater o crime por meio de uma "política de inclusão", construíram nos redutos da bandidagem obras de infraestrutura que tornam a vida dos criminosos mais confortável e sua ação mais eficiente.

No meio de tanta atividade meritória, ainda tiveram tempo de estreitar os laços tático-estratégicos entre as quadrilhas de delinquentes e a militância política, articulando, nas reuniões do Foro de São Paulo, a colaboração entre as Farc e o MST, que hoje recebe da guerrilha colombiana o mesmo adestramento em técnicas de guerrilha que começou a ser transmitido aos presos da Ilha Grande nos anos 70.

Falar em "ligações" da esquerda com o crime é eufemismo. O que há é a unidade completa, a integração perfeita, uma das mais formidáveis obras de engenharia revolucionária de todos os tempos. Não espanta que empreendimento de tal envergadura tenha a seu dispor, entre os "formadores de opinião", um número até excessivo de colaboradores incumbidos de negar a sua existência.

Fonte: Mídia Sem Máscaras - Imagens da Internet - fotoformatação (PVeiga).

TURMA GENERAL EMÍLIO GARRASTAZU MÉDICI

Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS

“Seria rematada loucura continuarem as forças democráticas desunidas e inoperantes, enquanto os inimigos do regime vão, paulatinamente, fazendo ruir tudo aquilo que os impede de atingir o poder. Como dissemos muitas vezes, a democracia não deve ser um regime suicida, que dê a seus adversários o direito de trucidá-la, para não incorrer no risco de ferir uma legalidade que seus adversários são os primeiros a desrespeitar”. (O Globo de 31 de março de 1964)

Presidente Emílio Garrastazu Médici

Médici nasceu na cidade de Bagé, no Rio Grande do Sul, no dia 04 de dezembro de 1905. Ingressou, em 1918, no Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA), onde permaneceu até 1922 e, em abril de 1924, matriculou-se na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, sendo declarado aspirante a oficial da arma de cavalaria em janeiro de 1927. Em 1957, como coronel, foi Chefe do Estado Maior da 3° Região Militar, com sede em Porto Alegre, comandada pelo general Arthur da Costa e Silva. Promovido a general de brigada, em 1961, foi nomeado comandante da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), no Rio de Janeiro e, em 1964, ainda como comandante da AMAN, apoiou a Revolução de 1964. Foi delegado brasileiro na Junta Internacional de Defesa Brasil - Estados Unidos, em Washington. Em 1967, sucedeu a Golbery do Couto e Silva, assumindo a chefia do Serviço Nacional de Informações (SNI) e, em 1969, o comando do III Exército, atual Comando Militar do Sul (CMS), no Rio Grande do Sul. Após a morte de Costa e Silva foi eleito presidente, pelo Congresso Nacional, em 25 de outubro de 1969, com 239 votos a favor e 76 abstenções.

Depoimento de Luiz Inácio Lula da Silva

Ronaldo Costa Couto, em 03/04/1997, publicado no livro Memória “Viva do Regime Militar. Brasil: 1964-1985 - Editora Record 1999”.

“(...) o regime militar impulsionou a economia do Brasil de forma extraordinária. (...) Se houvesse eleições, o Médici ganhava. E foi no auge da repressão política mesmo, o que a gente chama de período mais duro do regime militar. A popularidade do Médici no meio da classe trabalhadora era muito grande. Ora, por quê? Porque era uma época de pleno emprego. Era um tempo em que a gente trocava de emprego na hora que a gente queria. Tinha empresa que colocava perua para roubar empregado de outra empresa (...)”

Crônica de Nelson Rodrigues

“É preciso não esquecer o que houve nas ruas de São Paulo e dentro do Morumbi. No Estádio Mário Filho, ex-Maracanã, vaia-se até minuto de silêncio e, como dizia o outro, vaia-se até mulher nua. Vi o Morumbi lotado, aplaudindo o Presidente Garrastazu. Antes do jogo e depois do jogo, o aplauso das ruas. Eu queria ouvir um assobio, sentir um foco de vaia. Só palmas. E eu me perguntava: ‘E as vaias? Onde estão as vaias? ’ Estavam espantosamente mudas”.

Querem mudar o nome da ponte Rio - Niterói

Coronel Paulo Ricardo da Rocha Paiva

O Programa Nacional de Direitos Humanos, prestigiado pelo Presidente Lula no item que cria uma legislação proibindo que ruas, praças, monumentos e estádios tenham nomes de pessoas que praticaram crimes na ditadura peca pela falta de definição, no tempo e no espaço, na medida em que ditadura, na acepção da palavra, só a vivemos mesmo sem partidos políticos no tempo do Estado Novo, de 1937 a 1945. Os responsáveis pelos excessos praticados naquela época, diretos e indiretos, estão a nomear do preto ao vermelho em todo e qualquer logradouro, de norte a sul, do leste ao oeste deste País. O Ditador Getúlio Vargas, que deportou a esposa judia de Luis Carlos Prestes para a Alemanha Nazista, que o diga. É de se perguntar se estes nomes serão também marginalizados.

A facção que levou a pior nos anos 60 e 70, ao que parece, quer enxovalhar o nome de chefes militares que lideraram uma contra-revolução que impediu a “cubanização” da Pátria, alguns venerados pela Instituição Exército Brasileiro como verdadeiros ícones da Força Terrestre, seja pela imagem de suas vidas inteiramente dedicadas à profissão, seja pelos exemplos de probidade e de capacidade empreendedora evidenciados ao assumirem a suprema magistratura do País. Que a nação não olvide: Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula, nenhum deles governou com o PIB crescendo a 10% ao ano. Naquele tempo, é de pasmar, senadores e deputados tinham mais respeito por si mesmos. Termos e expressões do tipo “anões do orçamento”, “mensaleiros”, “aloprados” e ”distribuidores de panetone” não faziam parte do imaginário do cidadão comum.

Eis que remanescentes de um peleguismo démodé, tal qual carpideiras de Che Guevara capitaneadas pela Ministra da Casa Civil, se arvoram como paladinos dos direitos humanos e se colocam acima do bem e do mal para ditar regras e cercear o direito que tem o povo de eleger as personalidades que devem nomear os locais por onde passa.

Mas que não se enganem os pássaros avoengos que dilaceram as feridas da nossa pobre “Pátria mãe gentil”. Eles vão ter que engolir: -“nossa Academia Militar, no final de 2010, vai declarar os aspirantes-a-oficial da Turma General Emílio Garrastazzu Médici”! Durma-se com um barulho desses. Dilma Roussef, Paulo Vannuchi, Franklin Martins, quero ver quem vai proibir esta denominação escolhida por aclamação pelos cadetes das Agulhas Negras!

Turma General Médici CMPA/1971

Nos idos de 1971, minha Turma do Colégio Militar de Porto Alegre, homenageou o Presidente e ex-aluno General Emílio Garrastazzu Médici. Era uma maneira de demonstrar nosso reconhecimento pelos novos rumos implantados em um país que escapou, por pouco, graças aos militares e à sociedade em geral, de sucumbir a doutrinas alienígenas e ultrapassadas. É muito bom verificar que os mesmos princípios que sempre nortearam os rumos dos jovens oficiais permanecem vivos na atual geração. Parabéns jovens oficiais da Turma General Médici, quem sabe um dia o orgulho de ser brasileiro e a honestidade voltem a campear, como no passado, pelos nossos rincões. As atitudes dos atuais governantes maculam a memória de um país que ao longo de sua história perseguiu os ideais cristãos.

Elio Gaspari

Quando Lula defendeu o filho, que recebeu R$ 5 milhões da Telemar para tocar sua empresa, o jornalista Elio Gaspari, do Jornal O Globo, um dos maiores críticos dos governos militares, publicou a seguinte história:

“Em 1965, o marechal Castelo Branco leu no jornal que um de seus irmãos, funcionário da Receita Federal, ganhara em cerimônia pública um automóvel Aero Willys! Era o agradecimento de sua classe pela ajuda que dera na elaboração de uma lei que organizava a carreira. Paulo Castelo Branco, filho do presidente, costumava contar que o marechal telefonou para o irmão, dizendo-lhe que deveria devolver o carro. Ele argumentou que se cada fiscal da Receita tivesse presenteado uma gravata, o valor seria muito maior.

Castelo interrompeu-o:

- Você não entendeu. Afastado do cargo você já está! Estamos decidindo agora se você vai preso ou não”.

Referindo-se ao presidente Médici, em seu livro “A Ditadura Escancarada”, na página 133, escreve:

“Passou pela vida pública com escrupulosa honorabilidade pessoal. Da Presidência tirou o salário de Cr$ 3.439,98 líquidos por mês (equivalente a 724 dólares) e nada mais. Adiou um aumento da carne para vender na baixa os bois de sua estância e desviou o traçado de uma estrada para que ela não lhe valorizasse as terras. Sua mulher decorou a granja oficial do Riacho Fundo com móveis usados recolhidos nos depósitos do funcionalismo de Brasília".

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA); Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS); Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB); Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS); Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional.

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br

E–mail: hiramrs@terra.com.br

Imagens da Internet - fotoformatação (PVeiga).

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

ASSOCIAÇÕES DE FUNCINÁRIOS E DE PROFISSIONAIS APÓIAM LINDOLFO ZIMMER NA COPEL

Associação de Profissionais da Copel (APC), Associação de Aposentados e Pensionistas da Copel (AAPC), Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) e Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA) destacam vínculo histórico com a empresa, experiência e preparo do novo diretor-presidente da Companhia Paranaense de Energia

O anúncio do engenheiro e economista Lindolfo Zimmer para presidir a Copel a partir de janeiro, feito pelo governador eleito Beto Richa nesta terça-feira (30), recebeu o apoio de associações de servidores da empresa e de profissionais de classe. Zimmer é funcionário público de carreira da Copel desde 1965.

A Associação de Profissionais da Copel (APC), a Associação de Aposentados e Pensionistas da Copel (AAPC), o Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) e o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura do Paraná (CREA-PR) enviaram cartas a Richa, nas quais destacam o vínculo histórico do novo diretor-presidente com a empresa e sua experiência profissional.

A APC, que reúne 5,2 mil funcionários e técnicos da empresa, colocou-se à disposição do novo presidente. “Essa escolha dará novo impulso aos segmentos de geração, transmissão, distribuição de energia e na potencialização do serviço de telecomunicações, proporcionando a necessária sustentação ao desenvolvimento do Estado do Paraná”, diz a carta da APC, assinada pelo diretor-presidente da associação, João Matiak Slonik, e pelo presidente do Conselho de Representantes, Gilmar Carlos da Silva.

“Lindolfo demonstrou, durante os longos anos em que serviu a essa Empresa com o mais competente e sério profissionalismo, qualidades essas reconhecidas por todos os copelianos que tiveram o privilégio de ‘vestir a camisa’ da Empresa”, afirma, em carta, João Stein, presidente da AAPC, que reúne 4,5 mil aposentados e pensionistas da Copel

Experiência e respeito

O vice-presidente do CREA-PR, Gilberto Piva, destacou a experiência de Zimmer. “Lindolfo, além da grande experiência e conhecimento do setor elétrico, possui uma trajetória de relevantes serviços prestados à Copel, ao Paraná e à engenharia paranaense”, diz Piva.

No mesmo tom, o presidente do IEP, Jaime Sunye Neto, ressalta o respeito obtido por Zimmer de seus colegas de profissão. “O engenheiro Lindolfo é uma autoridade no setor elétrico. No âmbito da engenharia paranaense, goza de grande respeito, contribuindo com a valorização profissional de forma destacada, como conselheiro do IEP, do CREA e de outras entidades”, afirma Sunye.

Currículo

Engenheiro mecânico e economista (UFPR), com pós-graduação em administração industrial, é servidor público concursado da Copel desde 1965. Foi diretor de Marketing (2000-2003), diretor de Operação (1995-1999), diretor de Engenharia e Construções (1979-1982), presidente do Comitê de Gestão da Copel Telecomunicações e Copel Transmissão, membro do Comitê de Gestão da Copel Geração e Copel Distribuição, gerente da Divisão de Manutenção Mecânica da Diretoria de Operação, gerente da Divisão de Engenharia Mecânica da Diretoria de Engenharia e Construção, entre diversos outros cargos de gerência, direção e coordenação, além de, entre outras, ter assinado a responsabilidade pela obra da Usina de Salto Osório. É diretor presidente da Dobreve Engenharia S.A., conselheiro do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) e do Conselho Temático de Responsabilidade Social da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep).

IMPRENSA BETO RICHA-Flávio Costa e Luciano Patzsch.

BETO JÁ CONFIRMOU DEZ NOMES PARA PRIMEIRO ESCALÃO

Arns, Durval Amaral, Fernando Ghignone, Bonilha, José Richa Filho. Abaixo: Lindolfo Zimmer, Hauly, Luiz Eduardo Sebastiani, Chaowiche e Caputo Neto.
Destaque para Luiz Carlos Hauly, que assume a Fazenda e para José Richa Filho, irmão do governador, que vai integrar secretarias de Transporte e Obras


O governador eleito Beto Richa (PSDB) anunciou nesta terça-feira (30) os nomes de outros nove integrantes da equipe de governo. Durval Amaral será o secretário-chefe da Casa Civil, Ivan Bonilha será o Procurador Geral do Estado, Luiz Carlos Hauly será o secretário de Estado da Fazenda, Luiz Eduardo Sebastiani, secretário da Administração, Michele Caputo Neto será o Secretário da Saúde e José Richa Filho assumirá a nova Secretaria de Infraestrutura e Logística, que vai integrar as secretarias de Transportes e Obras.

Fernando Ghignone será o diretor-presidente da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Lindolfo Zimmer será o diretor-presidente da Companhia Paranaense de Energia (Copel) e Mounir Chaowiche, diretor-presidente da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar).

Os nove se somam a Flávio Arns, vice-governador eleito, já confirmado por Richa na Secretaria da Educação.

"São nomes que preenchem integralmente os critérios de competência técnica, integridade pessoal e capacidade para o diálogo, que estabelecemos para formação de nossa equipe de governo", afirmou Richa. "A integração das secretarias de Transportes e Obras atende ao objetivo de dar mais eficiência à gestão pública."

EQUIPE DE GOVERNO

Durval Amaral — CASA CIVIL

Advogado, foi professor de Direito Público na Universidade Estadual de Londrina, vereador e vice-prefeito de Cambé, chefe de Gabinete da Secretaria de Estado da Fazenda, consultor Técnico da Secretaria de Estado da Fazenda, secretário de Estado do Trabalho e Ação Social (1992 a 1994) e presidente do Conselho Estadual da Criança e Adolescente. Em 1990, foi eleito deputado estadual e, desde então, reeleito sucessivamente. Natural de Londrina, tem 51 anos.

Fernando Ghignone — SANEPAR

Formado em Administração de Empresas pela Faculdade de Administração e Economia da Universidade Católica do Paraná. Foi Secretario da Cultura, Esporte e Turismo do Estado do Paraná (1983-1986), secretário de Atividades Sócio Culturais do Ministério da Cultura (1986). Presidente da Embrafilme S.A. (1987-1988) e secretário Municipal de Comunicação Social de Curitiba (2005). É diretor de Transportes da URBS S.A., em Curitiba. Natural de Curitiba, tem 60 anos.

Flávio Arns — EDUCAÇÃO

Vice-governador eleito, Flávio Arns é formado em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e em Letras pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Mestre em Letras pela UFPR e Ph.D. em Lingüística, pela Universidade Northwestern, EUA. Foi eleito deputado federal em 1991, reelegeu-se em 1994 e 1998. Em 2002, elegeu-se senador e, no Senado, foi presidência da Comissão de Educação, Cultura e Esporte e da Subcomissão da Pessoa com Deficiência. Natural de Curitiba, tem 60 anos.

Ivan Bonilha — PGE

Advogado (UFPR 1989), mestre em Direito do Estado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Foi conselheiro estadual da OAB/PR e membro consultor da Comissão de Assuntos Legislativos do Conselho Federal da OAB. Ex-Procurador Geral do Município de Curitiba, integrou o conselho do Instituto dos Advogados do Paraná e foi vice-presidente do Fórum dos Procuradores gerais das capitais. Natural de São Paulo (SP), tem 46 anos.

José Richa Filho — INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA

Engenheiro civil pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, pós-graduado pela Sociedade Paranaense de Ensino e Informática. Foi diretor administrativo e financeiro do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), do Paraná e diretor administrativo-financeiro da Agência de Fomento do Paraná S.A. Foi secretário Municipal de Administração da Prefeitura de Curitiba. Natural de Londrina, tem 46 anos.

Lindolfo Zimmer — COPEL

Engenheiro mecânico e economista (UFPR), com pós-graduação em administração industrial, é servidor público concursado da Copel desde 1965. Foi diretor de Marketing (2000-2003), diretor de Operação (1995-1999), diretor de Engenharia e Construções (1979-1982), presidente do Comitê de Gestão da Copel Telecomunicações e Copel Transmissão, membro do Comitê de Gestão da Copel Geração e Copel Distribuição, gerente da Divisão de Manutenção Mecânica da Diretoria de Operação, gerente da Divisão de Engenharia Mecânica da Diretoria de Engenharia e Construção, entre outros cargos de gerência e direção na empresa. Natural de Canoinhas (SC), tem 68 anos.

Luiz Carlos Hauly — FAZENDA

Formado em Economia e Educação Física pela Universidade Estadual de Londrina, foi vereador e prefeito de Cambé, secretário de Estado da Fazenda (1987 a 1990) e presidente do Conselho de Administração do Banco do Estado do Paraná. Em 1991, foi eleito deputado federal e, desde então, reeleito sucessivamente. Natural de Cambé, tem 60 anos.

Luiz Eduardo Sebastiani — ADMINISTRAÇÃO

Economista graduado pela Universidade Federal do Paraná, cursou mestrado em Teoria Econômica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Foi presidente do Conselho Regional de Economia do Paraná, representante do Paraná no Conselho Federal de Economia e diretor de Transporte da URBS. É secretário municipal de Finanças de Curitiba. Natural de Curitiba, tem 50 anos

Mounir Chaowiche — COHAPAR

Natural de Joaquim Távora, Norte Pioneiro. Administrador de empresas com especialização em consultoria empresarial e gestão pública. Funcionário de carreira da Caixa Econômica Federal, onde foi gerente e superintendente em diversos municípios do Paraná. Presidiu a Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab), de 2006 a 2010. Natural de Joaquim Távora, tem 49 anos.

Michele Caputo Neto — SAÚDE

Farmacêutico, servidor público da Secretaria de Estado da Saúde desde 1985. Foi chefe de gabinete da Fundação Nacional de Saúde, chefe da Vigilância Sanitária Estadual, diretor geral do Centro de Medicamentos do Paraná e diretor dos Órgãos Produtores de Insumos e Imunobiológicos da Secretaria de Estado da Saúde. No Município de Curitiba, foi duas vezes Secretário Municipal de Saúde. É Secretário Municipal de Assuntos Metropolitanos. Natural de Maringá, tem 48 anos.
Fonte: Bonde.

PALAVRAS AOS FORMANDOS CMPA/2010

Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS

“Quanto mais largas vastidões abrange o saber, tanto mais razão de serem modestos os seus cultores”. (Rui Barbosa - Palavras à Juventude)

Formandos do Curso Fundamental CMPA/2010

Meus queridos alunos e amigos, não acho que qualquer cerimônia de Formatura deva ser destituída da necessária pompa a que faz jus. Considerar que a Formatura do Ensino Fundamental seja menos importante que outras nos levariam, pela lógica, a deixar de comemorar, anualmente, a data natalícia de cada um de vós ou a de outros cursos com duração muito inferior ao que agora concluístes. O Curso Fundamental é, certamente, o mais longo de vossas vidas e por isso mesmo ao encerrá-lo devemos dar-lhe o devido crédito. Foram nove anos, no mínimo, de estudos e só cada um de vós, seus familiares e professores podem aquilatar o esforço despendido para concluí-lo com sucesso nesta data tão importante para a “Família Garance”.

Eu e o Coronel Gilberto resolvemos dirigi-lhes algumas palavras que nos pareceram necessárias e oportunas, neste momento, tentando assumir o papel do paraninfo que escolhestes e infelizmente nos é desconhecido.

Palavras aos Formandos CMPA/2010

Caros alunos

Parabéns por mais esta vitória, encerrastes com êxito mais uma etapa de vossas vidas. Mérito vosso, de seus familiares, mestres e amigos que orientaram e acompanharam com dedicação e carinho vossa jornada.

Lembrai-vos, porém, que cada fase conquistada, cada etapa ultrapassada no ensino, ou na vida, exigirá mais esforço, mais empenho para atingir o próximo lance. As brisas de outrora ganharão força e se transformarão em fortes vendavais, as doces marolas em gigantes ondas e as encostas suaves em íngremes e escorregadias escarpas.

Acautelai-vos, mas tende confiança na vossa capacidade. Como diria, outrora, o augusto poeta Antônio Gonçalves Dias na sua “Canção do Tamoio”: “Se o duro combate os fracos abate, aos fortes, aos bravos, só pode exaltar”.

Determinem desde já vosso objetivo final sem olvidar as metas intermediárias. Não as definam singelas demais e facilmente atingíveis nem muito complexas e inalcançáveis, mas após determinadas direcionai todos vossos esforços e energia para obter sucesso a cada empreitada.

Não esmoreçam ante as dificuldades, lutem, não voltem os olhos para o que ficou para trás, mirem o futuro, não percam, jamais, o foco de vosso objetivo. Aprendam e amadureçam com as derrotas, fracassar perante intricados obstáculos tem muito mais valor do que alcançar sucesso frente a vitórias fáceis. Continuem tentando, persigam vosso intento com tenacidade, o grau de satisfação de uma conquista é diretamente proporcional à sua complexidade e risco. Alcem vôo, tenham iniciativa, sejam criativos, ousados, corajosos, afastem-se da mesmice e da mediocridade. Henry Ford, já afirmava que: “Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”.

Felicidades minhas queridas e meus queridos alunos. Continuai vossa luta, sois bravos guerreiros e um futuro pródigo está ao alcance de vossas mãos.

SELVA!!!

BRASIL ACIMA DE TUDO!!!

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA); Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS); Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB); Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS); Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional.

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br

E–mail: hiramrs@terra.com.br

Imagem da Internet - fotoformatação (PVeiga).

INGLATERRA- BBC ACUSA RICARDO TEIXEIRA DE RECEBER PROPINA

Segundo reportagem da TV da BBC de Londres, quatro dirigentes da FIFA estão envolvidos em histórias de propinas, entre eles, como não poderia deixar de ser, está o brasileiro Ricardo Teixeira, o homem que prepara a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, criticou a emissora, acreditando que a denuncia, neste momento, prejudicará a Inglaterra, concorrente em sediar a Copa de 2018. A escolha acontecerá no próximo dia 02 de dezembro.

Fotos: Associated Press/Reuters/Getty Images

OS TRÊS PORQUINHOS DA FIFA - O brasileiro Ricardo Teixeira, o paraguaio Nicolas Leoz e o camaronês Issa Hayatou

Postado por Toinho de Passira
Fontes: Estadão, Portal Terra, BBC BRASIL, The Guardian, Telegraph, The New York Times, BBC - UK, Tages Anzeiger , "the passira news".

Três dirigentes da Fifa que votarão nas candidaturas para as Copas do Mundo de 2018 e 2022, entre eles o brasileiro Ricardo Teixeira, receberam propinas durante a década de 1990, segundo reportagem do programa de TV Panorama, da BBC.

O programa alega que o paraguaio Nicolas Leoz, o camaronês Issa Hayatou e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol receberam dinheiro de uma empresa de marketing esportivo que havia ganhado os direitos de comercialização da Copa do Mundo.

As propinas estão incluídas em um documento confidencial que lista 175 pagamentos, totalizando US$ 100 milhões. Nenhum dos três dirigentes respondeu às alegações do Panorama. A Fifa, entidade que dirige o futebol mundial, também negou pedidos de entrevistas para discutir as acusações.

David Cameron irritado com a BBC por não ter esperado três dias para publicar as denuncias
O Panorama, transmitido nesta segunda-feira na Grã-Bretanha, traz ainda evidências do atual envolvimento de um quarto alto dirigente da Fifa na revenda de ingressos da Copa do Mundo para agenciadores.

A BBC foi criticada pelo primeiro-ministro britânico, David Cameron, por ter decidido levar o programa ao ar nesta semana, três dias antes da votação do Comitê Executivo que escolherá as sedes dos Mundiais de 2018 e 2022. A Inglaterra compete com a Rússia, Portugal/Espanha e Holanda/Bélgica para sediar a Copa de 2018.

A BBC defendeu o momento de transmissão do Panorama, dizendo que as informações divulgadas são de interesse público.

Segundo o programa Panorama, as propinas foram pagas aos membros do comitê executivo da Fifa pela empresa de marketing esportivo ISL (International Sports and Leisure) em 1989 e 1999. A empresa faliu em 2001.

A Fifa havia concedido à ISL direitos exclusivos para comercializar torneios da Copa do Mundo junto a algumas das maiores marcas do mundo. A empresa suíça recebeu ainda grandes quantias pela negociação de direitos de transmissão para a televisão.

Um ex-contador da ISL, Roland Buechel, disse que funcionários da empresa suspeitam há tempos que propinas haviam sido pagas para a obtenção dos lucrativos contratos da Fifa.

“É muito dinheiro, bilhões, que podem ser ganhos, e todas as empresas de marketing esportivo competem por eles”, disse Buechel. Alguns detalhes das alegadas propinas emergiram em 2008, quando seis dirigentes da ISL foram acusados de uso irregular de dinheiro da empresa.


O ex-contador da ISL, entregou todo mundo
O paraguaio Nicolas Leoz, presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol, já foi citado em processos anteriores com relação a pagamentos que totalizam US$ 130 mil.

Mas o Panorama obteve um documento confidencial da ISL que lista 175 pagamentos secretos. Eles mostram que Leoz recebeu outros US$ 600 mil em três parcelas de US$ 200 mil. Leoz não respondeu a pedidos para comentar as acusações.

Ricardo Teixeira é o segundo dirigente da Fifa citado pelo programa. O presidente da CBF é responsável pela organização da Copa do Mundo de 2014, no Brasil.

A lista de pagamentos da ISL mostra que uma empresa de fachada em Liechtenstein, chamada Sanud, recebeu 21 pagamentos que totalizam US$ 9,5 milhões.

Uma investigação do Senado brasileiro em 2001 concluiu que Teixeira tinha uma relação muito próxima com a empresa. O inquérito descobriu que fundos da Sanud haviam sido secretamente desviados para Teixeira por meio de uma de suas companhias. Teixeira também não respondeu aos pedidos do Panorama para que comentasse as alegações.

A lista obtida pelo Panorama também inclui detalhes sobre os 100 mil francos (cerca de US$ 20 mil) pagos a Issa Hayatou, o vice-presidente da Fifa representando as nações africanas. Assim como os outros dois acusados, Hayatou também não respondeu às acusações.

O presidente da Fifa, Sepp Blatter, disse por meio de um comunicado que o processo de 2008 já absolveu claramente os ex-dirigentes da ISL. Ele disse que “é importante salientar que nenhum dirigente da Fifa foi acusado de nenhuma infração criminal nestes procedimentos”. Os destinatários da maior parte do dinheiro pago pela ISL para contas em Liechtenstein não foram rastreados.

Issa Hayatou, camaronês, representante do continente africano, junto a FIFA, acuado de pequenas corrupções.
As últimas alegações de irregularidades cometidas por executivos da Fifa ocorrem após dois dos 24 membros do seu comitê terem sido proibidos, no mês passado, de votar na eleição de quinta-feira para as sedes das próximas Copas do Mundo.

As proibições ocorreram após o jornal britânico The Sunday Times ter acusado Amos Adamu e Reynald Temarii de terem a intenção de vender seus votos.

Críticos da Fifa afirmam que as denúncias mostram ser necessária uma investigação completa sobre o caso.

“A Inglaterra desempenharia um papel melhor se insistisse na reforma da Fifa, para tornar a Fifa mais transparente, mais responsável, em vez de bajular a Fifa para conseguir sediar a Copa do Mundo”, disse David Mellor, responsável por investigações sobre os rumos do futebol no país durante o governo Tony Blair.

Um quarto executivo da Fifa é citado pelo Panorama. Seu nome é Jack Warner, de Trinidad e Tobago, um dos vice-presidentes da entidade.

O Panorama diz ter visto e-mails e uma fatura que mostram o envolvimento de Warner na aquisição de ingressos para a Copa de 2010 avaliados em US$ 84 mil.

Os destinos dos e-mails sugerem que os ingressos estariam destinados ao mercado paralelo. Mas o negócio planejado, incluindo 38 ingressos para a final em Johanesburgo, fracassaram porque os cambistas não queriam pagar o preço pedido.

Em 2006, o Panorama revelou que Warner vendeu ingressos no mercado paralelo para a Copa daquele ano na Alemanha.


A Transparency Internacional recomendou à FIFA o adiamento do anuncio das cidades que receberão as copas de 2018 e 2022, por conta das acusações de corrupção envolvendo membros do comitê-executivo da entidade esportiva mundial

A Fifa subsequentemente ordenou que a empresa da família de Warner, a Simpaul Ravel, fizesse uma doação de US$ 1 milhão para caridade para “compensar pelos lucros obtidos com a venda de ingressos para a Copa de 2006”.

Em uma recente entrevista coletiva, Blatter foi questionado sobre novas acusações contra Warner, feitas por um jornalista norueguês que divulgou a história envolvendo e-mails.

Blatter respondeu que “quando isso for de nosso conhecimento, por meios oficiais, ou canais oficiais, então naturalmente vamos examinar”.

A assessoria de imprensa da Fifa, quando questionada pelo jornalista norueguês ao que Blatter se referia ao mencionar “canais oficiais”, teria respondido: “Não temos a menor ideia”.

O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, recebeu pagamentos em uma conta secreta em Liechteinstein de US$ 9,5 milhões da empresa ISL entre agosto de 1992 e 28 de novembro de 1997. As remessas seriam feitas com valores de US$ 250 mil cada, em 21 parcelas em uma empresa fantasma registrada num paraíso fiscal. A acusação foi ao no último domingo na rede BBC e publicados no prestigioso jornal de Zurique, Tages-Anzeiger.

É por isso que Ricardo Texeira desperta inveja, orgulho e admiração aos corruptos brasileiros e merece tanta consideração e apoio do Governo Lula.

Foto: Ricardo Stuckert/PR

DIZEM COM QUEM ANDAS - O problema de Ricardo Teixeira são as más companhias.