terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O MINISTÉRIO DE DILMA ROUSSEFF

Como você não será capaz mesmo de decorar o nome de todo mundo, guarde a matéria abaixo e saiba quem lidará com seu dinheiro em cada pasta do governo que se iniciou a 1º de janeiro de 2011.

Ministério de Dilma - Clique na imagem para ampliar. Foto Alan Marques/Folhapress




O trio econômico de Dilma:
parte de um ministério que
tem nada menos que 37 titulares
-foto: Congresso em Foco

O trio econômico de Dilma: parte de um ministério que tem nada menos que 37 titulares.

Rudolfo Lago

É possível que só mesmo a presidenta Dilma Rousseff seja capaz de guardar tantos nomes. O Ministério que assumirá amanhã (1º) com ela terá nada menos que 37 ministros. Vão desde nomes já bem conhecidos, como Antônio Palocci, que volta do ostracismo provocado pela quebra do sigilo fiscal do caseiro Francenildo Santos para o estratégico posto de ministro da Casa Civil, até figuras como a irmã menos ilustre de Chico Buarque, Ana de Hollanda, que assumirá o Ministério da Cultura. Fruto da complicada e ampla composição política que apóia a nova presidenta, o novo Ministério não está ao gosto ideal nem da própria Dilma. Enquanto era formado, chegou-se a ventilar que já nascia provisório. A marca da composição política está evidente em nomes de parlamentares sem qualquer inclinação maior com as pastas que irão exercer caso do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) na Previdência e do deputado Pedro Novais (PMDB-MA) no Turismo. De qualquer modo, serão eles que atuarão com o dinheiro e a estrutura pública dos órgãos que passarão a administrar. E é bom conhecê-los e saber como chegaram ao posto que ocuparão.

Leia abaixo um pequeno perfil de cada um dos ocupantes do novo governo que tomará posse amanhã com Dilma. Incluindo os perfis da própria Dilma, a primeira mulher brasileira na Presidência da República, e de seu vice, Michel Temer.

DILMA ROUSSEFF (PT)

foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A primeira presidenta
Mineira de Belo Horizonte, Dilma Vana Rousseff nasceu no dia 14 de dezembro de 1947. Há oito anos, quando Lula tomou posse como presidente em seu primeiro mandato, ninguém apostaria no nome dela para a sucessão. Àquela altura, Dilma não tinha sequer pretensões de vir a concorrer a um cargo eleitoral, quando mais ser presidente da República. Fruto das reviravoltas provocadas pela crise do mensalão, que derrubaram os nomes mais poderosos do PT, como José Dirceu e Antônio Palocci, Dilma passou a despontar quando o presidente Lula entregou a ela o comando da Casa Civil, e com ele, a administração das principais obras e investimentos do governo no país. Batizada como a "mãe do PAC" por Lula, a administradora de face por vezes turrona foi ganhando os contornos políticos necessários para se tornar a primeira mulher brasileira a exercer a Presidência da República.

Com sua chegada ao poder, completam-se os pilares da esquerda que se uniram para combater e derrotar a ditadura militar, de 1964 a 1985. Fernando Henrique Cardoso, o primeiro deles, foi o representante da elite intelectual brasileira que se opôs ao regime militar. Luiz Inácio Lula da Silva foi o líder operário, que ruiu com o regime dos generais ao comandar as greves no ABC no final da década de 1970. E Dilma é agora a representante da luta armada, da juventude que pegou em armas para enfrentar a ditadura.

Dilma militou nas organizações clandestinas Comando de Libertação Nacional (Colina) e Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares). Foi presa pelo regime entre 1970 e 1972, primeiramente na Operação Bandeirante (Oban) e depois no Departamento de Ordem Política e Social (Dops), em são Paulo, tendo sido vítimas de sessões de tortura.

Após ser libertada, Dilma reconstruiu sua vida no Rio Grande do Sul, onde filiou-se ao PDT de Leonel Brizola. É no Rio Grande do Sul que seu lado de administradora pública desponta. Com a eleição do pedetista Alceu Collares para o governo do estado em 1985, Dilma torna-se secretária de Fazenda. Torna-se depois secretária de Minas e Energia, cargo que ocupa novamente no governo do petista Olívio Dutra. É quando deixa o PDT para se filiar ao PT, em 2001.

É por indicação de Olívio que ela passa a integrar a equipe de transição para o novo governo de Lula, em 2002, cuidando da área energética. Torna-se, então, ministra das Minas e Energia. Com a queda de José Dirceu, vai para a Casa Civil, de onde é catapultada, por escolha de Lula, à condição de sua candidata à Presidência em 2010. Eleita presidente, Dilma foi classificada pela revista Forbes como a 16ª pessoa mais influente do mundo.

MICHEL TEMER (PMDB)

foto: José Cruz/Agência Brasil

De bolha a vice-presidente
Antes mesmo de tomar posse em 2003 como presidente, no processo de montagem de seu governo, o presidente Lula não escondia sua antipatia por Michel Miguel Elias Temer Lulia. O paulista, nascido na cidade de Tietê no dia 23 de setembro de 1940 já era o presidente do PMDB, e tinha sido um dos principais artífices do apoio oficial que o partido dera ao tucano José Serra, que Lula derrotou. Comandando a transição, José Dirceu, que se tornaria o primeiro ministro da Casa Civil de Lula, desejava a formalização de uma aliança com o PMDB para o novo governo. A aliança chegou a ser anunciada, mas Lula não a quis. Preferiu estabelecer uma união informal com os peemedebistas, a ser comandada pelos senadores José Sarney (PMDB-AP) e Renan Calheiros (PMDB-AL).

À época, um ministro petista chegou a classificar Michel Temer como "uma bolha", um derrotado politicamente que se mantinha artificialmente no comando do partido e que, agora, Lula iria "estourar".

Oito anos depois, a "bolha" não "estourou". Após a crise do mensalão, e com os escândalos que envolveram os nomes dos parceiros preferenciais de Lula, Sarney e Renan, o presidente, ao final de seu primeiro mandato, acabou cedendo à ideia inicial de José Dirceu e estabeleceu uma aliança formal com o PMDB. A partir daí, Temer conseguiu unificar de uma forma nunca antes vista seu partido em torno do governo de Lula e do projeto de eleição de Dilma. Com o sucesso dessa costura, impôs-se como o vice de Dilma.

Advogado constitucionalista, Michel Temer presidiu a Câmara dos Deputados por três vezes e preside o PMDB desde 2001. Mais jovem de oito irmãos, Temer vem de uma família maronita que emigrou do norte do Líbano para o Brasil em 1925.

A ESQUADRA PETISTA

ANTONIO PALOCCI (PT)

foto: JoséCruz/Agência Brasil

Ministério da Casa Civil

Queda e ascensão do ministro da Casa Civil
José Dirceu morre de ciúmes. No começo do governo Lula, dois nomes despontavam como prováveis sucessores do presidente: o então todo-poderoso ministro da Casa Civil e o médico de semblante afável que ocupava o Ministério da Fazenda. Ambos acabaram sucumbindo com as crises do primeiro mandato de Lula. Dirceu como o chefe do mensalão, como é descrito no inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal. E Palocci acusado de ter cometido um tremendo abuso de poder: usado de suas prerrogativas de ministro para quebrar o sigilo fiscal do caseiro Francenildo Santos, que o acusava de frequentar uma casa de lobby e encontros com prostitutas apelidada de "República de Ribeirão Preto" (por reunir figuras da cidade ligadas aos tempos em que Palocci era prefeito). Palocci foi inocentado pelo STF em agosto de 2009.

Dirceu ainda responde ao inquérito. Palocci foi inocentado. Talvez por conta dessa certidão, o ex-ministro da Fazenda consegue agora voltar ao governo num posto-chave na nova era Dilma. Justamente a Casa Civil que já foi ocupada por José Dirceu. A intenção de Palocci não é, porém, repetir o estilo de superministro de Dirceu, que tentava rivalizar em protagonismo até com o próprio Lula. Dilma aposta no trânsito e na habilidade política de Palocci para conseguir, dali, neutralizar as pressões que virão da ampla base de sustentação que reuniu em torno de si. Nascido no dia 4 de outubro de 1960 em Ribeirão Preto, Palocci é médico e iniciou sua vida política na Libelu, corrente de extrema esquerda de formação trotskista que havia no PT no início da sua formação.

Médico paulista, Palocci, 50 anos, é filiado ao PT desde 1980 e um dos "três porquinhos" de Dilma - apelido dado pela presidente eleita ao trio de coordenação da campanha e da equipe de transição, formado também por José Eduardo Dutra e José Eduardo Cardozo. Ex-prefeito de Ribeirão Preto (SP), ex-deputado federal e ex-ministro da Fazenda, Palocci é visto como um homem de bastidores que une habilidade política, discrição e bom relacionamento com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o empresariado e agentes do mercado financeiro.

JOSÉ EDUARDO CARDOZO (PT)

foto: José Cruz/Agência Brasil

Ministério da Justiça

De dissidente a porquinho. A escolha de José Eduardo Cardozo para o Ministério da Justiça é o ponto em que mais Dilma diferencia-se e afasta-se das vontades do presidente Lula. Quando Lula critica aqueles que "não defenderam seus companheiros" na crise do mensalão refere-se indiretamente a Cardozo e ao governador eleito do Rio Grande do Sul, Tarso Genro. Os dois, ao fundarem a corrente "Mensagem ao Partido", defendiam que o PT deveria esclarecer todos os pontos do mensalão, punir os responsáveis e, a partir dali, refundar-se, retornando aos seus ideais e princípios originais. A ideia não foi avante porque José Dirceu, ainda com a força que tinha no partido, conseguiu retirar Tarso Genro da presidência do PT.

Dono de excelente retórica, porém, o advogado paulista conseguiu manter-se como um dos protagonistas do partido. Na negociação para eleger José Eduardo Dutra presidente do PT, Cardozo entra na quota de sua corrente na Secretaria Geral do partido. E, dali, torna-se um dos principais cabos eleitorais de Dilma. Ao final, desponta como parte do triunvirato principal da presidente eleita, formado por ele, Dutra e Palocci.

Advogado e procurador do município de São Paulo, José Eduardo Cardozo, 51 anos, é deputado federal desde 2003. Em 2008, assumiu a Secretaria Geral do PT e foi um dos principais articuladores da campanha de Dilma à Presidência da República, sendo identificado pela presidente eleita como um dos "três porquinhos" - apelido dado a Cardozo, Antonio Palocci e José Eduardo Dutra.

Entre 1995 e 2003, Cardozo foi vereador na Câmara Municipal de São Paulo, da qual ocupou a presidência nos anos de 2001 e 2002. Em 2000, foi reeleito com 229.494 votos, a maior votação obtida por um vereador na história do País.

GUIDO MANTEGA (PT)

foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Continuidade no Ministério da Fazenda

Guido Mantega foi o primeiro ministro anunciado por Dilma. É o traço mais evidente da continuidade do novo governo com relação à era Lula. De origem italiana (nasceu em Gênova, no dia 7 de abril de 1949), chegou com sua família ao Brasil quando tinha 3 anos e cresceu em São Paulo, Mantega sempre foi um dos principais consultores econômicos de Lula, mesmo antes de ele se tornar presidente. No governo Lula, Mantega começou à frente do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, cargo que ocupou até 2004, quando assumiu a presidência do BNDES. Quando Palocci caiu por conta do envolvimento na quebra do sigilo do caseiro Francenildo, em março de 2006 assumiu o Ministério da Fazenda. De perfil mais desenvolvimentista do que Palocci, Mantega garantiu as condições econômicas para os investimentos que Dilma fazia na administração do PAC. É essa sintonia que o mantém agora no ministério.

A manutenção de Mantega à frente da equipe econômica é vista como um dos principais sinais de continuísmo no governo de Dilma Rousseff. Formado em Economia, Mantega, 61 anos, é membro do PT e trabalhou como assessor econômico de Lula a partir de 1993, sendo ainda o articulador do programa econômico das campanhas eleitorais do presidente.

MIRIAN BELCHIOR (PT)

foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão

Mulher de confiança da presidente. Formada em Engenharia de Alimentos com mestrado em Administração Pública, ex-mulher do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel, assassinado em 2002, Mirian Belchior, 52 anos, é o nome mais próximo de Dilma em seu ministério. Foi a ela que Dilma entregou a coordenação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a sua menina dos olhos nos tempos de Casa Civil. Por pouco, Mirian não foi para a Casa Civil depois que estourou o escândalo envolvendo a ex-ministra Erenice Guerra. Mirian não assumiu o posto por um ponto em comum que tinha com Erenice, depois da ministra que caía, ela era a mais próxima de Dilma e, naquele momento, não era conveniente trocar uma figura de confiança da presidenta eleita por outra.

Paulista de Santo André, nascida em 5 de fevereiro de 1958, Mirian Belchior assume o Ministério do Planejamento para continuar dali a monitorar as obras e investimentos do novo governo.

Depois de atuar como assessora especial da Presidência, Miriam foi levada para a Casa Civil em 2004 pelo então ministro José Dirceu (PT). Ela chegou a ser envolvida nas investigações sobre casos de corrupção na gestão da prefeitura de Santo André, onde foi secretária de Inclusão Social e Habitação de seu ex-marido. Celso Daniel teria sido morto por ter se tornado um obstáculo aos integrantes do esquema. Em depoimento como testemunha, Miriam negou qualquer participação no caso.

GILBERTO CARVALHO (PT)

foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Secretária Geral da Presidência

A sombra de Lula e os movimentos sociais. Nos oito anos em que se manteve como chefe do gabinete pessoal de Lula, Gilberto Carvalho foi uma espécie de sombra do presidente. Era o anteparo por onde obrigatoriamente tinham de passar todos os que procuravam Lula. Sob sua responsabilidade ficaram os despachos, as audiências, a programação de viagens, além do controle de toda a correspondência não-oficial e do acervo de documentos pessoais de Lula.

Paranaense, ex-seminarista, formado em Filosofia e Teologia e com especialização em gerenciamento público, Gilberto Carvalho vem dos braços do PT ligados à Igreja Católica. É um dos mais próximos amigos de Lula. Ao longo de sua trajetória, porém, envolveu-se em episódios polêmicos. É acusado por irmãos de Celso Daniel de comandar um esquema de propina na prefeitura de Santo André, que teria sido a causa do assassinato do ex-prefeito. No novo governo Dilma, ocupará a Secretaria Geral da Presidência, responsável pela articulação com os movimentos sociais.

Antes de chegar ao Planalto, Carvalho desempenhou diversas funções no PT, incluindo a secretaria geral do partido. Entre o final da década de 1990 e o começo dos anos 2000, trabalhou na prefeitura de Santo André (SP), onde ocupou os cargos de secretário de Governo e de Comunicação na gestão de Celso Daniel, morto em janeiro de 2002. Aos 59 anos, Carvalho substitui Luiz Dulci na Secretaria Geral da Presidência.

FERNANDO HADDAD (PT)

foto: Renato Araujo/Agência Brasil

Ministério da Educação

Ainda ministro, apesar do Enem. Quando outra vez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deu problemas este ano, muita gente apostou que os dias de Fernando Haddad à frente do Ministério da Educação desde 2005, quando assumiu o ministério substituindo Tarso Genro que deixou o cargo para ocupar a presidência do Partido dos Trabalhadores em plena crise do escândalo do mensalão, chegariam ao fim. Haddad fica, porém, no ministério. Por um pedido do próprio presidente Lula, que argumentou com Dilma que ela deveria insistir na ideia de manter essa forma nacional de acesso à universidade idealizada pelo ministro. Bacharel em direito e mestre em economia, professor licenciado da Universidade de São Paulo (USP), Haddad é considerado um dos mais bem formados acadêmicos entre os quadros do PT. Na nova fase no Ministério da Educação, deverá, porém, dar mais atenção ao ensino técnico profissionalizante, uma das metas para o setor prometidas por Dilma.

Antes de ser nomeado ministro, Haddad ocupou a secretaria-executiva do ministério. Foi também chefe de gabinete da secretaria de Finanças da prefeitura de São Paulo.

No ministério, enfrentou problemas relacionados à aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Em 2009, o exame vazou, obrigando o MEC a reaplicar a prova. Em 2010, alguns cadernos de questões foram impressos com erros. Após a nova polêmica, Lula defendeu a permanência de Haddad, afirmando que não poderia indicar um ministro, mas se pudesse o faria. Na educação, Haddad também esteve à frente de outros programas, como a expansão das universidades federais e o ProUni.

PAULO BERNARDO (PT)

foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Ministério das Comunicações

O coringa. O paranaense Paulo Bernardo, nascido em 1952 em São Paulo, tem sido uma espécie de coringa no governo do PT. Seu nome já foi cotado para lugares tão díspares como o Banco do Brasil e a Casa Civil. Depois da passagem pelo Ministério do Planejamento, segue para o Ministério das Comunicações, com a tarefa de discutir novos marcos regulatórios para o setor, com o desenvolvimento das novas mídias que surgiram após a era da internet.

Paulo Bernardo Silva é bancário. Foi deputado federal pelo Paraná entre 1991 e 1999 e de 2003 a 2005.

Entre 1999 e 2000, Paulo Bernardo assumiu a Secretaria de Fazenda do Estado do Mato Grosso do Sul. Foi ainda secretário de Fazenda do município de Londrina (PR) de 2001 a 2002. Desde 2005 está à frente do Ministério do Planejamento.


FERNANDO PIMENTEL (PT)

foto:Luis Cruvinel/Agência Câmara

Ministério do Desenvolvimento

O amigo de Aécio Neves. À frente do Ministério do Desenvolvimento, Fernando Pimentel poderá cumprir também uma agenda política. Apesar de petista, ele é aliado em Minas Gerais de Aécio Neves, o senador eleito que deverá se tornar o principal nome da oposição ao governo Dilma. Pimentel chegou a fazer dobradinha com Aécio em Minas Gerais. Os dois se uniram para eleger o prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda. Nascido em Belo Horizonte no dia 31 de março de 1951, Fernando Pimentel é economista, graduado pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de MG e mestre em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas (UFMG), foi vice-prefeito e posteriormente Prefeito de Belo Horizonte (2005-2008) pelo PT. Com 59 anos, casado e pai de dois filhos, Pimentel já atuou na administração municipal de Belo Horizonte exercendo os cargos de secretário da Fazenda (gestão de Patrus Ananias, de 1993 a 1996) e de Governo, Planejamento e Coordenação Geral, no primeiro mandato de Célio de Castro (1996).

Em 2000, foi eleito vice-prefeito de Célio de Castro e, a partir de abril de 2003, assumiu o cargo de prefeito em razão da aposentadoria do titular. Nas eleições de 2004, foi eleito para a prefeitura da capital mineira. Pimentel é um dos fundadores do PT.

ALOIZIO MERCADANTE (PT)

foto: Marcia Kalume/Agência Senado

Ministério de Ciência e Tecnologia

Prêmio de consolação. Candidato a vice-presidente de Lula em 1994, tudo indicava que Aloizio Mercadante seria um dos homens fortes do governo quando o presidente metalúrgico afinal chegasse à Presidência. Embora tenha sido sempre um político de destaque, Mercadante acabou não sendo ministro de Lula. Torna-se ministro agora na equipe de Dilma, mas talvez com menos destaque do que ele mesmo gostaria. Um dos fundadores do PT o economista paulista Aloizio Mercadante Oliva assume o Ministério da Ciência e Tecnologia.

Aloizio Mercadante, 56 anos, nasceu em Santos (SP) e é senador desde 2003. Candidato derrotado ao governo de São Paulo nas eleições de 2006 e 2010, além de senador, ele foi deputado federal entre 1991 e 1994 e de 1999 a 2003, e também ocupou a vice-presidência nacional e a secretaria de relações internacionais do PT. Em 1994, foi vice na chapa de Lula à Presidência da República.

Em fevereiro de 2009, Mercadante foi eleito líder da bancada do PT no Senado e líder do bloco de apoio ao governo na Casa. Atualmente é vice-presidente do Parlamento do Mercosul (Parlasul).

IDELI SALVATTI (PT)

foto: Waldemir Barreto/Agência Senado

Ministério da Pesca

Fiel aliada na pesca. Nascida em São Paulo no dia 18 de março de 1952, Ideli Salvatti se mudou para Santa Catarina em 1976, na cidade de Joinville, começando sua carreira política, sendo uma das fundadoras do PT no Estado. Professora começou a militância na década de 1980, ocupando a presidência do Sindicato dos Trabalhadores em Educação e a tesouraria da Central Única dos Trabalhadores (CUT) de Santa Catarina.

Fiel aliada do governo fez uma defesa por vezes estridente de Lula no Senado. É premiada agora com o Ministério da Pesca e Aquicultura, um cargo que vem sendo da quota petista catarinense no governo

Sua vida parlamentar começou em 1994, quando foi eleita deputada estadual, reeleita no pleito seguinte. Como deputada federal, no final da década de 1990, ela integrou as comissões de Educação e de Trabalho. Em 2002, Ideli Salvatti foi a primeira mulher eleita senadora de Santa Catarina. Foi escolhida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a função de líder no Senado por três vezes. Por duas vezes, Ideli Salvatti também foi líder do PT na Casa.

MARIA DO ROSÁRIO (PT)

foto: Brizza Cavalcante/Agência Câmara

Secretaria Nacional de Direitos Humanos

Maria do Rosário é pedagoga, especializada em violência contra crianças. É com esse currículo que ela se torna Secretária de Direitos Humanos.

A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS), 44 anos, é natural de Veranópolis (RS). Professora está em seu segundo mandato na Câmara e foi filiada ao PCdoB antes de ingressar no PT. Ela foi relatora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Maria do Rosário iniciou sua carreira política como vereadora em Porto Alegre (RS) por dois mandatos, sendo também deputada estadual por um mandato, disputou a prefeitura da capital gaúcha em 2008 e perdeu para o peemedebista José Fogaça.



ALEXANDRE PADILHA (PT)

foto: Agência Brasil

Ministério da Saúde

Alexandre Padilha é médico sanitarista e infectologista tem 39 anos. Apesar de não ser um nome dos mais conhecidos, Padilha tem estreita ligação com o PT e com Lula. Padilha retorna à sua área de origem: antes da Secretaria de Assuntos Institucionais, ele foi diretor de Saúde Indígena da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).

Com a indicação, o PT retoma a pasta que estava na esfera do PMDB e afasta pretensões do ex-ministro Ciro Gomes (PSB). Militante petista desde o movimento estudantil, Padilha assumiu a pasta das Relações Institucionais em setembro de 2009 e era responsável pela articulação política. Quando ocupava a subchefia de Assuntos Federativos do Planalto, ele acompanhava a então ministra da Casa Civil em reuniões da base aliada. Ficou no posto no período entre 2007 e 2009 e tinha sob sua responsabilidade o relacionamento com prefeitos e governadores. Na eleição presidencial deste ano, Padilha pediu férias do cargo para atuar junto à campanha de Dilma. O novo ministro da Saúde não esconde sua forte ligação com o PT e diz que entrou para a política inspirado na atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Foi coordenador das campanhas de Lula em 1989 e 1994.

Padilha é ciclista e informa sobre seus roteiros na página que tem no Twitter. Neste final de ano, ele ainda trava batalha junto ao Congresso para segurar pressões de gastos no Orçamento da União de 2011 que possam ficar como herança para o primeiro ano da nova presidente.

JORGE HAGE (sem partido)

foto: Divulgação

Controladoria Geral da União

O baiano Jorge Hage Sobrinho será mantido como ministro-chefe da Controladoria-Geral da União, cargo que ocupa desde junho de 2006, substituindo Waldir Pires na CGU e manteve o mesmo perfil, centrado principalmente nas auditorias feitas por sorteio nos municípios, que acabaram por ajudar a desvendar esquemas de desvio de verbas no Orçamento, como o recente caso denunciado com as verbas do Turismo.. Bacharelou-se em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e mestre em Administração Pública pela University of Southern California – Los Angeles e em Direito Público pela Universidade de Brasília – UnB (1998), Hage atuou como advogado em Salvador (BA), entre 1963 e 1970, e foi professor adjunto da UFBA entre 1962 e 1991.

Hage foi prefeito de Salvador, deputado estadual e federal. Atuou também como consultor internacional da Organização dos Estados Americanos (OEA), em missões na Argentina e Venezuela, além de já ter sido consultor também na Bolívia e Colômbia.


TEREZA CAMPELLO (PT)

foto: Divulgação

Ministério do Desenvolvimento social

A economista Tereza Campello é outro nome da quota pessoal de Dilma. Ocupará o Ministério do Desenvolvimento Social, um dos carros-chefes na era Lula.

A paulista de 48 anos, nascida em Descalvado, é subchefe de articulação e monitoramento da Casa Civil, onde se dedica ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e atua desde agosto de 2004. Tereza fez carreira no Rio Grande do Sul, aonde chegou ao final dos anos 1980 para trabalhar na Fazenda durante o primeiro mandato petista em Porto Alegre. Além de cargos na prefeitura, a economista atuou no governo de Olívio Dutra. Ela se formou em Economia pela Universidade Federal de Uberlândia (MG), onde foi líder estudantil.



LUIZ SERGIO (PT)

foto: Agência Brasil

Relações Institucionais

O deputado federal Luiz Sérgio Nóbrega de Oliveira (PT-RJ), 52 anos, assume a Secretaria de Relações Institucionais no lugar de Alexandre Padilha, indicado para o Ministério da Saúde.

Presidente do Diretório Regional do PT do Rio de Janeiro, Luiz Sérgio foi prefeito de Angra do Reis (1993-1996) e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do município fluminense (1987-1988).

Ex-líder da bancada do PT na Câmara, ele cumprirá o papel de articulador político no governo de Dilma Rousseff.



AFONSO BANDEIRA FLORENCE (PT)

foto: Divulgação

Ministério do Desenvolvimento Agrário

Eleito deputado federal em 2010 pelo PT da Bahia, com mais de 143 mil votos, Afonso Florence não começará exercendo seu mandato. Será o novo ministro do Desenvolvimento Agrário. Historiador é especialista nas lutas antiescravagistas ocorridas no Brasil. Foi secretário de Desenvolvimento Urbano do governo da Bahia.

Afonso Florence, 60 anos, integrou a equipe do governador Jaques Wagner como secretário estadual de Desenvolvimento Urbano de 2007 até o início de 2010, quando se desincompatibilizou para concorrer a um cargo na Câmara Federal.

Ele é casado e pai de dois filhos. Filho de professores da rede pública estadual estudou história na UFBA. Esteve à frente do Centro Acadêmico de História e logo após presidiu o DCE da UFBA. Servidor da UFBA, Afonso Florence se envolveu intensamente com a organização sindical e a vida acadêmica. Sua indicação mantém a Democracia Socialista (DS), tendência do PT, à frente da pasta que cuida da reforma agrária, repetindo medida do governo Lula. Afonso elegeu-se deputado federal neste ano.

ANA DE HOLLANDA

foto: Divulgação

Ministério da Cultura

Irmã menos conhecida do compositor Chico Buarque, Ana de Hollanda comandará a pasta da Cultura.

Filha do historiador Sérgio Buarque de Holanda e irmã do músico Chico Buarque de Hollanda, Anna de Hollanda atuou no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como diretora da Fundação Nacional de Artes (Funarte). Nascida em 1948, começou a carreira artística aos 16 anos de idade, acompanhando Chico Buarque. Entre 1986 e 1988, foi secretária de Cultura de Osasco (SP). Gravou discos solo, incluindo no repertório músicas consagradas de Bossa Nova e da Música Popular Brasileira (MPB).



Luís Inácio Adams (sem partido)

foto: Agência Brasil

Advogacia Geral da União

Na chefia da Advocacia-Geral da União (AGU) desde outubro de 2009, Luís Inácio Adams foi mantido pela presidente Dilma Rousseff no cargo, onde substituiu o atual ministro do Supremo Tribunal Federal, Antonio Dias Toffolli. Natural de Porto Alegre, Adams tem 45 anos e entrou para a AGU como procurador da fazenda nacional em 1993. Em 2001, se mudou para Brasília e entre 2003 e 2006 atuou no Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão como consultor e depois como secretário executivo adjunto. Em 2006, assumiu o cargo de procurador-geral da Fazenda Nacional, onde ficou até 2009 para assumir a chefia da AGU.




IRINY LOPES (PT)

foto: Divulgação

Secretaria de Política para as Mulheres

A deputada do PT do Espírito Santo assumirá a Secretaria de Política para as Mulheres.

Iriny Lopes (PT-ES), 54 anos, é filiada ao PT desde 1984. Deputa federal, foi eleita para o terceiro mandato em 2010. Iriny nasceu na cidade de Lima Duarte, em Minas Gerais, mas fez carreira política no Espírito Santo. Na Câmara, Iriny Lopes teve atuação de destaque nas áreas de direitos humanos, políticas para as mulheres e minorias. Ela está em seu segundo mandato como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Ela também foi relatora da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Escutas Telefônicas Clandestinas, quando pediu o indiciamento do banqueiro Daniel Dantas. Iriny já presidiu o PT no Espírito Santo e ocupou a vice-liderança do partido na Câmara dos Deputados.

OS PEEMEDEBISTAS

NELSON JOBIM (PMDB)

foto: Fabio Rodrigus Pozzebom/Agência Brasil

Ministério da Defesa

Um civil que os militares respeitam. O perfil do advogado gaúcho Nelson Jobim pode parecer excessivamente conservador para boa parte dos petistas. Ele é, por exemplo, um dos maiores obstáculos dentro do governo para a abertura completa dos arquivos da ditadura militar. Jobim, no entanto, tem uma vantagem que o sustenta: desde que a área da Defesa passou a ser comandada por um civil no governo Fernando Henrique Cardoso, Nelson Jobim é o primeiro que os comandantes militares, ligados a ele, realmente respeitam. A falta de sintonia entre os civis que passaram pela pasta e os militares já foi fator de diversas crises. Jobim vai mantendo os militares unidos sob suas ordens. E é assim que permanece. Por ele passarão algumas escolhas importantes: a principal delas, quem fornecerá os caças supersônicos que a Aeronáutica irá adquirir.

Nelson Jobim é ex-deputado federal pelo Rio Grande do Sul e foi ministro da Justiça durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, que o nomeou ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) - corte da qual foi presidente. Desde junho de 2007 está à frente do Ministério da Defesa, cargo que manterá no governo de Dilma Rousseff. Apesar de Jobim ser filiado ao PMDB, sua indicação faz parte da cota individual de Dilma, segundo o partido, que espera indicar cinco nomes para o ministério da presidente eleita.

Recentemente, Jobim foi citado em correspondências de diplomatas americanos divulgadas pelo site WikiLeaks. Segundo os documentos, Jobim teria afirmado que o ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), Samuel Guimarães, "odeia os Estados Unidos" e estava tentando criar problemas na relação entre os dois países. Jobim nega as afirmações.

WAGNER ROSSI (PMDB)

foto: Antonio Cruz?Agência Brasil

Ministério da Agricultura

O homem de Temer. Ex-deputado federal ligado à bancada ruralista, ex-presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Wagner Rossi assumiu o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento em março de 2010, após a saída de Reinhold Stephanes, e permanecerá no cargo no governo de Dilma Rousseff na quota do vice-presidente Michel Temer. Nascido em São Paulo no dia 27 de janeiro de 1943, Rossi vive desde a década de 1970 em Ribeirão Preto (SP), onde iniciou sua carreira política é do grupo diretamente ligado a Temer. Já por indicação dele, comandou a Companhia Docas de São Paulo, administradora do porto de Santos, durante o governo Fernando Henrique. Deputado federal por três legislaturas e deputado estadual por duas em São Paulo, Rossi já passou por diversas secretarias paulistas, como Transportes, Infraestrutura Viária, Educação, entre outras. Rossi faz parte da cota do PMDB no novo governo.

EDISON LOBÃO (PMDB)

foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Ministério de Minas e Energia

O homem de Sarney. Ministro de Minas e Energia entre janeiro de 2008 e março de 2010, o senador Edison Lobão (PMDB-MA), 74 anos, volta ao comando da pasta no governo de Dilma Rousseff. Ligado ao grupo político do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-MA), Lobão faz parte da cota peemedebista na distribuição de cargos.

Maranhense, nascido na cidade de Mirador, em 5 de dezembro de 1936, Lobão é advogado e jornalista.

Ex-deputado federal, Lobão tornou-se senador em 1986 pelo extinto PFL, hoje DEM. O político interrompeu seu mandato no Senado para ser eleito governador do Maranhão, entre 1991 e 1994. Ao deixar o governo, retornou ao Senado. Em 2001, assumiu a presidência do Senado após a renúncia de Jader Barbalho (PMDB-PA), envolvido em denúncias de corrupção. Para voltar ao comando do Ministério de Minas e Energia, Lobão teve a seu favor o fato de que, em sua passagem anterior pela pasta, se aproximou de Dilma.

GARIBALDI ALVES FILHO (PMDB)

foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Ministério da Previdência Social

Ele ainda está aprendendo. O bonachão senador do Rio Grande do Norte Garibaldi Alves surpreendeu com sua sinceridade. Ao ser anunciado ministro da Previdência, admitiu que pouco sabia sobre os problemas da pasta que vai exercer. Membro de uma das famílias mais influentes do Rio Grande do Norte, Garibaldi Alves Filho foi governador do Estado entre 1995 e 2002 e senador em dois períodos - de 1991 a 1994 e de 2003 até 2010. Nascido em Natal no dia 4 de fevereiro de 1947, Garibaldi é jornalista e foi presidente do Senado entre 2007. Como senador, foi um dos relatores da CPI do Orçamento, responsável pelos trabalhos da subcomissão de emendas. Chega ao ministério como indicação da bancada peemedebista do Senado.

Primo do líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), sua indicação para ocupar a Previdência coube ao senador Renan Calheiros (PMDB-AL). Garibaldi deixa a porta aberta para que José Sarney (PMDB-AP) volte a concorrer à presidência do Senado em 2011, já que pretendia disputar o posto caso não assumisse o ministério.

PEDRO NOVAIS (PMDB)

foto: Saulo Cruz/Agência Câmara

Ministério do Turismo

Do motel ao Turismo. O maranhense Pedro Novais chega ao Ministério do Turismo no centro de uma inusitada polêmica, especialmente por conta da sua idade avantajada. Indicação de José Sarney, Pedro Novais, segundo o jornal O Estado de S. Paulo, usou dinheiro da sua verba como deputado federal para pagar uma festa para vários casais num motel próximo a São Luís.

O deputado federal Pedro Novais Lima (PMDB-MA), 80 anos, é natural do município de Coelho Neto (MA) e ligado à família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-MA). Sua carreira política teve início em 1979, quando foi eleito deputado estadual pela extinta Arena. É deputado federal desde 1991, por seis mandatos consecutivos.

Na década de 1990, Novais chegou a ser citado na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Anões do Orçamento, que investigou fraudes e esquema de desvio de recursos por meio de emendas parlamentares. Em seu atual mandato na Câmara, Novais é titular da Comissão de Finanças e Tributação e suplente na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional.

MOREIRA FRANCO (PMDB)

foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Secretaria de Assuntos Estratégicos

Mais um da quota de Temer. A Secretaria de Assuntos Estratégicos já ganhou o apelido de Sealopra, por causa de seu nome original, Secretaria de Assuntos de Longos Prazos. Para alguns, trata-se apenas de uma pasta criada para acomodar aliados sem lugar. Foi inventada para dar um posto ao ex-ministro Mangabeira Unger, uma indicação do vice-presidente José Alencar. Ex-assessor de Fernando Henrique Cardoso na Presidência, o piauiense Moreira Franco fez sua carreira política no Rio, estado que governou, e é ligado no PMDB ao grupo de Michel Temer.

Wellington Moreira Franco, 66 anos, nasceu em Teresina (PI) e foi governador do Rio de Janeiro entre 1987 e 1991. Além de ter sido prefeito de Niterói (RJ) e deputado federal por três mandatos, Moreira Franco também ocupou a vice-presidência de Fundos e Loterias da Caixa Econômica Federal. Ele deixou a Caixa para participar, como representante do PMDB, da coordenação da campanha Dilma Rousseff à Presidência da República. Ele é um dos homens de confiança do vice-presidente eleito Michel Temer.

OS DEMAIS ALIADOS

ALFREDO NASCIMENTO (PR)

foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Mantido no Ministério dos Transportes

O amazonense Alfredo Nascimento prosseguirá no Ministério dos Transportes, na quota do PR, seu partido. Nascimento tentou eleger-se governador do Amazonas nas eleições deste ano, mas foi derrotado pelo atual governador, Omar Aziz, reeleito. Ministério dos Transportes

Anunciado por Dilma como futuro ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento ocupou a pasta no governo Lula, deixando o cargo em 2010 para concorrer ao governo do Amazonas, quando perdeu para Omar Aziz (PMN). Natural de Martins (RN), Nascimento, 58 anos, foi superintendente da Zona Franca de Manaus e secretário de Fazenda e de Administração do governo de Amazonino Mendes, entre 1987 e 1990. Em 1994, foi eleito vice-governador na chapa liderada por Amazonino.

Em 1996, foi eleito prefeito de Manaus, sendo reeleito em 2000. Em 2004, renuncia ao mandato após ser convidado por Lula para assumir o Ministério dos Transportes. Em 2006, Nascimento ganhou as eleições para o Senado, licenciando-se logo em seguida para reassumir o ministério.

CARLOS LUPI (PDT)

foto: Elza Fiuza/Ag~encia Brasil

Ele se mantém no Ministério do Trabalho e Emprego

Presidente do fato do PDT, o ex-jornaleiro carioca autoindicou-se para permanecer como ministro do Trabalho na quota de seu partido.

Seguidor do ex-governador Leonel Brizola, Carlos Lupi está no comando do Ministério do Trabalho e Emprego desde 2007. Graduado em administração, em 1983 assumiu a coordenação das regiões administrativas da cidade do Rio de Janeiro, no governo do então prefeito Marcelo Alencar. Em 1990, foi eleito deputado federal pelo PDT. Deixou o Congresso em 1992 para assumir a secretaria municipal de Transportes do Rio de Janeiro, e, em 1999, foi secretário de Governo do Estado do Rio. Em 2004, com a morte de Brizola, foi escolhido presidente do PDT, cargo do qual se licenciou para ocupar o ministério.

Lupi foi um dos principais articuladores do apoio do partido à candidatura da petista Dilma Rousseff à presidência. Cotado para compor uma chapa com o deputado Ciro Gomes (PSB-CE), ele defendeu a união em torno da candidatura da “companheira desde os tempos de fundação do PDT”.

ORLANDO SILVA (PCdoB)

foto: Agência Brasil

Ministério dos Esportes

Rumo à Copa e Olimpíadas. Dilma também pensou em colocar uma mulher à frente da pasta. A presidenta chegou a pensar em criar uma pasta específica dos Jogos Olímpicos para abrigar Orlando Silva. Mas o PCdoB, dono da vaga, optou por mantê-lo à frente do ministério, que Orlando Silva assumiu quando Agnelo Queiroz deixou o cargo em 2003. O baiano Orlando Silva envolveu-se no escândalo dos cartões corporativos quando usou o seu para pagar uma tapioca numa lanchonete de Brasília. À frente do ministério, ele viu o Brasil conseguir se tornar sede da próxima Copa do Mundo e das Olimpíadas de 2016. A administração dos dois eventos é o seu principal desafio.

Baiano de Salvador, Orlando Silva Jr. chegou ao comando da pasta em 2006. Aos 39 anos, leva no currículo a realização dos Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro, em 2007, e a conquista dos direitos para sediar a Copa do Mundo de 2014 no Brasil e os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio. Ele será o responsável do governo por esses dois grandes eventos mundiais. Além de ser ministro, ele foi secretário Nacional de Esporte, secretário Nacional de Esporte Educacional e secretário-executivo do Ministério do Esporte. Com a saída de Agnelo Queiroz para tentar uma vaga no Senado, ele assumiu o comando do ministério. Orlando Silva também se envolveu em polêmicas, como o escândalo dos cartões corporativos, em 2008, que resultou na saída da ministra da Igualdade Racial Matilde Ribeiro. Segundo as investigações, ele teria usado o cartão de crédito corporativo para a compra de uma tapioca no valor de R$ 8,30. Na época, ele alegou que realizou o gasto por engano, pois seu cartão pessoal seria parecido com o corporativo, e decidiu devolver mais de R$ 30 mil ao Tesouro Nacional. Ele também se envolveu na polêmica do orçamento dos Jogos Pan-Americanos.

MÁRIO NEGROMONTE (PP-BA)

foto: Divulgação

Ministério das Cidades

O deputado federal é a indicação do PP, para o Ministério das Cidades, que permanece na quota do partido.

Deputado federal eleito pela Bahia desde 1995 e advogado. Ele já foi filiado ao PMDB, PSDB, PPB e está no PP desde 2003. Na última eleição, foi o sexto deputado federal mais votado da Bahia, com 169 mil votos. Também foi um dos principais articuladores da campanha do governador reeleito Jacques Wagner (PT) e da candidatura de Dilma Rousseff na Bahia. Conhecido como bom articulador, Negromonte foi líder do PP na Câmara por quase cinco anos e é um dos principais nomes do partido. Ele já havia sido cotado para assumir o Ministério das Cidades no governo Lula. A mulher de Mário, Vilma Negromonte, é prefeita de Glória (BA) e o filho, Mário Negromonte Júnior, foi eleito deputado estadual.


FERNANDO BEZERRA COELHO (PSB)

foto: Roberto Pereira/Divulgação

Ministério da Integração Nacional

Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) será o novo ministro da Integração Nacional. Ele substitui João Santana, que assumiu a pasta em março deste ano.

Secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, e presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Fernando Bezerra Coelho é a indicação do PSB e de seu presidente, o governador de Pernambuco Eduardo Campos, para o governo Dilma.

Ex-deputado federal, Fernando Bezerra Coelho, 53 anos, também foi prefeito de Petrolina (PE) por três mandatos. É sobrinho do ex-governador de Pernambuco, Nilo Coelho.

Com sua indicação, o PSB demarca espaço no governo de Dilma Rousseff.


LEÔNIDAS CRISTINO (PSB)

foto: Divulgação

Secretaria Especial de Portos

Prefeito de Sobral (CE), o engenheiro José Leônidas de Menezes Cristino, 53 anos, é outro nome da quota do PSB, que assume a Secretaria Especial de Portos. É indicação do governador do Ceará, Cid Gomes.

Ele substitui Pedro Britto, também indicação do PSB, partido do governador reeleito do Estado, Cid Gomes, irmão de Ciro.

Casado e pai de dois filhos, Leônidas Cristino foi eleito deputado federal por duas vezes. No primeiro mandato, em 1995, elegeu-se com a segunda maior votação do Ceará. Foi secretário dos Transportes, Energia, Comunicações e Obras do Estado, entre 1991 e 1995, no governo de Ciro Gomes.

OS TÉCNICOS


ALEXANDRE TOMBINI (sem partido)

foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Um funcionário de carreira na Presidência do Banco Central
Servidor de carreira do Banco Central, Alexandre Tombini deixa a diretoria de Normas da instituição para se tornar seu presidente.

Economista, formado pela Universidade de Brasília, Alexandre Tombini nasceu em Porto Alegre (RS), em 9 de dezembro de 1963. Tombini não tem filiação partidária e é servidor concursado do Banco Central (BC) desde 1998, tendo ocupado diversos cargos no BC até assumir a diretoria de Normas e Sistema Financeiro do banco. Segundo analistas, sua linha de pensamento é bem próxima a do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, o que o diferencia do atual presidente do BC, Henrique Meirelles. Entre as principais contribuições de Tombini está a formulação do regime de metas de inflação criado pelo BC em 1999.





HELENA CHAGAS (sem partido)

foto: Luis Cruvinel?Agência Câmara

Tradição de família na Secretaria de Comunicação Social da Presidência

Ao assumir o posto de Franklin Martins, a jornalista Helena Chagas exercerá um papel curioso. Assumirá um cargo no primeiro escalão da Presidência que já foi ocupado por seu pai, o jornalista Carlos Chagas. Carlos Chagas foi o assessor de comunicação do ex-presidente Costa e Silva. A tarimbada jornalista carioca tem passagens importantes por alguns dos principais órgãos de comunicação do país. Chefiou a sucursal de Brasília do jornal O Globo. Helena também dirigiu a área de jornalismo da sucursal de Brasília do SBT, após deixar o jornal O Globo, em 2006, depois que seu nome foi citado no escândalo de quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo Santos Costa, que culminou com a saída de Antonio Palocci do Ministério da Fazenda. Em depoimento à PF à época, Palocci afirmou ter sido informado pela jornalista de que o caseiro havia recebido uma grande quantia de dinheiro. Helena nega o diálogo. Saiu da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) para chefiar a assessoria de imprensa da campanha de Dilma. E de lá salta para a Secretaria de Comunicação da Presidência.

ANTONIO PATRIOTA (sem partido)

foto: Fabio Rodrigus Pozzebom/Agência Brasil

Ministério de Relações Exteriores

Dilma Rousseff queria indicar uma mulher do quadro de diplomatas do Itamaraty para o Ministério das Relações Exteriores. Sem, porém, conseguir encontrar o perfil adequado, optou por Antonio de Aguiar Patriota, Bacharel em Filosofia e diplomata formado pelo Instituto Rio Branco, 56 anos, para substituir Celso Amorim. Secretário Geral do Itamaraty, Patriota é da chamada turma dos "barbudinhos" da diplomacia brasileira, um grupo mais de esquerda que tem o atual ministro, Celso Amorim, como um de seus principais expoentes. Assim, ele deverá manter os mesmos pressupostos da atual política externa do governo Lula.

Patriota teve entre suas posições de destaque o cargo de embaixador do Brasil nos Estados Unidos, entre 2007 e 2009.


ISABELA TEIXEIRA (sem partido)

foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Técnica no Ministério do Meio Ambiente

Funcionária de carreira do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) desde 1984, Isabela Teixeira chegou ao ministério, como secretária-executiva do ex-ministro Carlos Minc. Tornou-se ministra quando Minc desincompatibilizou-se para disputar o cargo de deputado estadual pelo PT do Rio de Janeiro. Sua condição de técnica pode acabar sendo uma desvantagem na queda-de-braço com o setor ruralista em torno da aprovação do novo Código Florestal.

Nascida em Brasília, Izabella é bióloga, com mestrado em Planejamento Energético e doutorado em Planejamento Ambiental. Ela também atuou como secretária-executiva do Ministério do Meio Ambiente, de 2008 a 2009, e como secretária do Meio Ambiente do Estado do Rio de Janeiro.


LUIZA BAIRROS (PT)

foto: Divulgação

Secretaria da Igualdade Racial

Gaúcha radicada na Bahia, a socióloga Luiza Bairros era secretária de Promoção da Igualdade Racial no governo de Jaques Wagner no estado. Chega ao Ministério da Igualdade Racial por indicação de Wagner, com o apoio das entidades ligadas ao movimento negro.

A indicação é mérito do governador Jaques Wagner, que se comprometeu com o movimento negro baiano antes das eleições em fazer gestões junto à presidente eleita. A nomeação do primeiro nome da Bahia para o ministério atende à exigência de gênero feita pela presidente, pois Luiza Bairros será a primeira mulher negra do governo Dilma.



JOSÉ ELITO CARVALHO SIQUEIRA

foto: Divulgação

Gabinete de Segurança Institucional da Presidência


Ex-comandante das Forças de Paz da ONU no Haiti, o general José Elito Carvalho Siqueira comandará o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, que tem status de Ministério, substituindo Jorge Armando Felix.
Nascido em Aracajú (SE), o general de Exército José Elito Carvalho Siqueira, comandou a VI Região Militar na Bahia, as forças de paz da Organização das Nações Unidas (ONU) no Haiti foi instrutor da Academia Militar das Agulhas Negras, da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e atualmente ocupava a chefia de Preparo e Emprego do Ministério da Defesa.
Em maio de 2009, o general foi chefe do Estado-Maior de Defesa, atual Chefia de Preparo e Emprego. Sua experiência inclui os cargos de comandante da força de estabilização das Nações Unidas no Haiti (MINUSTAH) e comandante militar da Região Sul do país.
Após deixar o Comando Militar do Sul, o general Elito assumiu, em dezembro de 2008, o cargo de secretário de Ensino, Logística, Mobilização, Ciência e Tecnologia (Selom), do Ministério da Defesa. O comando desta secretaria é ocupado por um oficial general de quatro estrelas (general-de-exército) de uma das três Forças.
Em sua carreira militar, o general foi: oficial do Gabinete do Ministro do Exército; comandante do 28º Batalhão de Caçadores - Aracaju-SE; comandante geral da Polícia Militar de Alagoas; adido do Exército e da Aeronáutica (ADIExAer) na África do Sul; oficial do Gabinete da Casa Militar da Presidência da República; comandante da 16ª Brigada de Infantaria de Selva - Tefé-AM; comandante da Aviação do Exército.

Referências: http://www.terra.com.br/noticias/infograficos/primeiro-escalao-dilma/01.htm

http://congressoemfoco.uol.com.br/noticia.asp?cod_canal=21&cod_publicacao=35709

http://noticias.uol.com.br/album/101130ministros_album.jhtm#fotoNav=34

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

RETROSPECTIVA 2011


Estamos terminando o ano de 2011, o primeiro de Dilma Rousseff na Presidência da República, exatamente como era esperado. Politicamente inexperiente, Dilma não consegue o controle sobre a ala radical do PT que Lula conseguia, e as consequências são as que aí estão.

Criminoso comum, julgado e condenado em seu país, Itália, Césare Battisti, amigo de diversos membros do PT, e com advogado famoso também do partido, conseguiu asilo político no país, um dos últimos atos assinados por Lula, contrariando todos os argumentos jurídicos possíveis, tanto nacionais quanto internacionais, inclusive o do descumprimento do tratado de extradição que o Brasil possui com a Itália, criando assim esse clima político constrangedor com um país tradicionalmente amigo, e de enorme colônia no Brasil.

José Dirceu, que renunciou no governo anterior por ter sido denunciado como um dos criadores do "mensalão do PT", mesmo não possuindo um cargo oficial, manda no governo Dilma como se fosse o primeiro ministro do país.

Como havia prometido ao governo francês durante seu governo, Lula cobrou o cumprimento da promessa e Dilma acabou mesmo comprando da França os 36 caças modelo Rafale, para equipar a Força Aérea Brasileira - FAB, mesmo contrariando todos os pareceres dos membros das Forças Armadas Brasileiras, que, depois de todos os estudos técnicos, recomendavam a aquisição da aeronave Gripen NG, fabricado pela empresa sueca Dassault. Também estava na disputa o americano F18 Super Hornet, da Boeing, que exatamente pelo anti-americanismo dessa ala radical, nem chegou a ser considerado.

Na economia, o arrocho realizado durante o ano foi enorme, para tentar cobrir o déficit público. Praticamente todas as promessas de investimentos realizadas durante a campanha política do ano passado deixaram de ser cumpridas, principalmente as de infraestrutura, e, assim, o país continua sem poder crescer mais por não possuir estradas, portos e aeroportos suficientes para exportar sua produção agrícola e industrial, tal como já ocorria no governo Lula.

A corrupção se disseminou de tal forma que toda essa geração, nascida após o início do governo Lula, não conhece a vida sem ela. Fico imaginando, então, como será o Brasil quando esta geração estiver administrando o comércio, a agricultura, as indústrias e a política deste país. Nenhum daqueles corruptos denunciados no governo Lula foi sequer julgado até o momento e, parece, nunca será.

Indenizações milionárias a ex-guerrilheiros, que dizem ter sido "torturados" pelo governo militar de nosso país, estão sendo pagas às centenas de casos e, coincidentemente, isso ocorre principalmente quando o advogado da "vítima" de tortura é do PT.

Em busca de votos para se tornar membro permanente do Conselho de Segurança da ONU ou para conseguir alguma boquinha por lá, Lula construiu até embaixada brasileira em Tuvalu, distribuiu dinheiro e perdoou dívidas de países africanos, e prometeu comprar os caças da França, mas de nada adiantou. Não foi nomeado para cargo algum e o Brasil continua não fazendo parte do Conselho de Segurança da ONU.

Na política externa, continuamos dando exemplo do que não fazer. O Brasil continua buscando parcerias comerciais com países que não podem e que não possuem população suficiente para consumir nossos produtos em larga escala, desde que governados por "companheiros", mesmo os que não possuem nenhum respeito aos direitos humanos, como Cuba.

Sendo governado por sindicalistas socialistas radicais, despreparados, ex-guerrilheiros em busca de vingança e corruptos, o Brasil perdeu mais uma vez a oportunidade histórica de ter se tornado uma grande potência, para continuar sendo apenas o "país do futuro".

CARL SAGAN - BIBLIOTECA DE ALEXANDRIA

Neste vídeo o astrônomo Carl Sagan, em uma pequena parte da sua aclamada série COSMOS, nos explica que foi aqui que a jornada da ciência começou de forma sistemática no ocidente. A Biblioteca de Alexandria no Egito foi uma das maiores bibliotecas do mundo antigo, foi fundada no início do século III a.C. Estima-se que a Biblioteca tenha armazenado mais de 400.000 rolos de papiro, podendo ter chegado a 1.000.000 nos seus 700 anos de existência.

A Biblioteca de Alexandria era o maior centro de conhecimento do planeta guardando um saber sem igual. Vinham sábios de todo o mundo para Alexandria e debatiam e estudavam os mais variados temas. Este clima de tolerância para com as outras culturas não voltaria a ser visto durante mais de 1500 anos. Em 391 d.C., durante o reinado do imperador Teodósio, a Biblioteca foi completamente destruída por um bispo cristão. Com a destruição deste grande centro de conhecimento a Humanidade ficou mergulhada numa Idade das Trevas durante os próximos 1000 anos seguintes. A lista dos grandes pensadores que frequentaram a biblioteca de Alexandria inclui nomes de grandes gênios do passado como Arquimedes, Euclides, Aristarco, Hipátia, Eratóstenes, Héron entre outros.




O NÚCLEO DURO DO PODER GLOBALITÁRIO

Por Arlindo Montenegro e Jorge Serrão

Fotos by André Rodrigues:
Clássicos do Egito: Queops e a Esfinge. A nova biblioteca de Alexandria.
A informação, a pesquisa e o conhecimento tecnológico do mundo que construiu as pirâmides estavam concentrados nos papiros da Biblioteca de Alexandria, construída 300 anos a.C., nos reinados dos faraós Ptolomeu, pai e filho. Antanho, reuniam-se ali homens do mais avançado saber, consultando obras, discutindo e registrando suas experiências em novos papiros.

A Biblioteca de Alexandria era o maior centro de conhecimento do planeta guardando um saber sem igual. Vinham sábios de todo o mundo para Alexandria e debatiam e estudavam os mais variados temas. Este clima de tolerância para com as outras culturas não voltaria a ser visto durante mais de 1500 anos. Em 391 d.C., durante o reinado do imperador Teodósio, a Biblioteca foi completamente destruída por um bispo cristão. Com a destruição deste grande centro de conhecimento a Humanidade ficou mergulhada numa Idade das Trevas durante os próximos 1000 anos seguintes. A lista dos grandes pensadores que frequentaram a biblioteca de Alexandria inclui nomes de grandes gênios do passado como Arquimedes, Euclides, Aristarco, Hipátia, Eratóstenes, Héron entre outros.
Ali se encontrava tudo sobre a ciência vinda de Atenas: a aritimética, a geometria, a trigonometria, a música, bem como os conhecimentos dos astros que deram origem à astrologia e à astronomia. Os linguistas documentavam os conhecimentos de idiomas e literatura. Os médicos registravam os misterios da fisiologia e do espírito. Alí 72 eruditos judeus verteram para o grego as escrituras hebraicas.

O mais intenso intercambio cultural fez da Biblioteca de Alexandria algo assim como a primeira escola de estudos superiores interligando todas as áreas de conhecimento. Atribui-se a um bispo católico o incêndio daquele patrimônio do saber. O fato é que nos séculos seguintes, o conhecimento humano foi recolhido às bibliotecas dos mosteiros, com acesso restrito.

A igreja firmou seu império temporal e aos poucos foi distribuindo o conhecimento, abrindo espaço para a fundação das primeiras escolas superiores, universidades organizadas como conhecemos hoje. Os cientistas da atualidade reconhecem a grande contribuição de religiosos destacados como grandes físicos, astrônomos, médicos, paleontólogos, pesquisadores em diversas áreas do conhecimento, além da teologia, num encontro equilibrado entre as ciências tangíveis e espirituais.

Destes centros de saber, surgiram os chamados grupos illuminati, os homens bem informados, que detinham o maior saber, reservando para si, em círculos fechados, uma fatia das práticas (respiração, meditação, programação mental...) saber comprovado, que lhes conferia ascendência sobre os demais grupos humanos, facilitando a constituição de sociedades controladoras na organização dos atuais estados e instituições que normatizam a vida, os comportamentos éticos e morais das sociedades desta civilização cristã.

Formaram-se vários grupos, com interesses específicos diversos. Todos perseguindo o domínio das práticas esotéricas, utilizando a simbologia para o relacionamento e afirmação entre sí, das crenças, princípios, valores e objetivos existenciais. Concepções do mundo e das relações humanas, e técnicas mantidas entre uns poucos escolhidos, que sequestraram as tarefas da engenharia social do orbe terrestre. Daí floresceram as disputas hegemônicas, cerne das tragédias humanas.

Sabe-se hoje quem é quem entre os herdeiros e mantenedores das tradições herméticas. Sabem-se dos desencontros inerentes às varias concepções do mundo e do mais além dos sentidos físicos, desencontros que impulsionaram as matanças e o medo, espalhando mitos, crenças e fanatismos que ainda desfiguram a organização mental, afastando grandes contingentes do convívio civilizado e da valorização da vida, passivos, obedientes, ignorantes.

No maior dos impérios concentradores do saber, da riqueza material e das liberdades individuais, identifica-se o grupo mais aberto e discreto destas associações ditas secretas, a maçonaria, que sempre esteve presente, desde a fundação do estado norte americano, na pessoa da maioria dos presidentes ou como membros bem próximos e influentes nos núcleos de poder.

Paralelamente, integrantes de outros grupos e quase sempre sobrepondo-se aos objetivos do grupo íntimo dos presidentes, a presença dos Rockefeller e Morgan associados dos Rotschild, controlando as grandes fortunas capitalistas mundiais.

As decisões da oligarquia financeira estiveram sempre acima dos melhores propósitos maçons, base da formação moral e estrutural do estado e da nação norte americana. Foram os presidentes maçons, desde a fundação em 1776, os que mais duramente criticaram o risco do poder paralelo dos banqueiros sobre os destinos do estado e da nação: Washington, Benjamim Franklin e Quincey Adams, estão entre os que lutaram por preservar valores, ausentes do propósito dos banqueiros.

Insistentemente desfigurados pela ação predatória dos controladores da economia mundial, aqueles valores postos pela civilização cristã, a mesma que originou as seitas secretas, persistem na consciência e são marcantes na cultura americana, embora venham perdendo terreno, premidas por leis e costumes espalhados pela revolução cultural que se espalhou como erva daninha, pervertendo valores e preparando o terreno para o Big Brother. É o globalitarismo com sua nova ordem mundial.

A historiografia confirma que Abraham Lincoln foi assassinado em 1865, por enfrentar a furia de Natham Rotschild, emitindo 430.000.000 de dólares , livre dos empréstimos dos banqueiros. A intenção de Lincoln era, "expulsar os banqueiros europeus de forma permanente" e emitir notas federais livres de débito com os banqueiros, como moeda oficial dos Estados Unidos da América.

No mesmo enfrentamento com o sistema bancário anglo-americano, mais três presidentes tiveram o mesmo destino: James Garfield, assinado em 1881, poucas semanas depois de declarar que o dinheiro controlava absolutamente a indústria e o comércio e que "não precisaremos que nos expliquem como se originam os períodos de inflação e depressão".

O terceiro, assassinado em 1901, foi William McKinley, que investiu pesadamente na indústria e ferrovias. Em sua declaração de posse, defendeu" o pluralismo e a prosperidade compartilhada por todos os grupos étnicos e religiosos." Disse mais: "A solidez da nossa moeda está longe de ser questionada. Nenhuma perda pode ocorrer a seus detentores. É o sistema que deve ser simplificado e reforçado, mantendo o nosso dinheiro tão bom como está agora, com menos despesa ao Governo e ao povo."

Isto não interessava aos banqueiros. Tanto que ao apagar das luzes em Dezembro de 1913, a oligarquia financeira transnacional impôs a maior derrota à soberania dos EUA, desde sua independência em 1776: os sistema bancário privado fez um lobby com alguns congressistas, que nas vésperas do Natal, votaram a lei de criação da Reserva Federal. O golpe de estado branco que grande parte da nação americana ingora até hoje. O mesmo modelo seria espalhado, ao longo das décadas seguintes, em todos os continentes, criando bancos centrais privados ou estatais, todos obedientes a regras globais, emanadas da City de Londres.

O assassinato mais traumático, até hoje não explicado satisfatoriamente, foi o de John Kennedy, em 1963. Kennedy tentou reverter o golpe de 1913. É bastante ouvir sua posição para deduzir por que:

domingo, 2 de janeiro de 2011

MÍDIA IGNORA HISTÓRICA DEFESA ECUMÊNICA DO CASAMENTO

15 de dezembro de 2010 (Breakpoint.org/Notícias Pró-Família) — Aproximadamente duas décadas atrás, o teólogo Timothy George inventou a expressão “o ecumenismo das trincheiras”, que se refere ao modo como protestantes e católicos haviam dado um jeito de colocar de lado suas diferenças teológicas e trabalhar juntos nas passeatas de manifestantes com cartazes em defesa da vida humana e da família.
“Colocar de lado” não é a mesma coisa que “varrer para debaixo do tapete”. As diferenças permanecem reais e dignas de serem debatidas. É simplesmente reconhecer que há ocasiões em que é necessário colocar de lado nossas discordâncias e permanecermos unidos, principalmente quando as questões mais importantes como vida e casamento estão sob grave ameaça.
A carta (que você pode ler aqui) é intitulada “The Protection of Marriage: A Shared Commitment” (A proteção do casamento: um compromisso em comum). O termo “em comum” não é mera retórica. Entre os signatários estão incluídos líderes de várias tradições cristãs, inclusive católicos, ortodoxos, anglicanos, batistas, evangélicos, luteranos e pentecostais.
Diferente da Declaração de Manhattan, essa carta não está limitada aos cristãos: Seus signatários incluem outras religiões, como líderes judaicos e sikhs.
O que os signatários têm todos em comum é a convicção de que o casamento é a “união permanente e fiel de um homem e uma mulher”. É a “base natural da família” e “uma instituição fundamental para o bem-estar de toda a sociedade”. Toda a sociedade, não só dos que creem numa religião.
Conforme o arcebispo Timothy Dolan descreveu, “as pessoas de qualquer religião ou nenhuma religião podem reconhecer que quando a lei define o casamento como entre um homem e uma mulher, ela legalmente une uma mãe e um pai um ao outro e a seus filhos, reforçando a célula fundamental da sociedade humana”.
Portanto, “a lei do casamento não é sobre impor a religião de ninguém, mas sobre proteger o bem comum de todos”.
A última questão tratada é especialmente importante: Ao mesmo tempo em que a declaração está sendo anunciada, o Tribunal Regional Federal do Nono Circuito está lidando com o caso Perry versus Schwarzenegger, que derrubou a lei da Califórnia que proibia o casamento de mesmo sexo.
No centro da decisão do tribunal está a ideia de que a proibição não atendia a nenhum propósito racional e era meramente a imposição de um ponto de vista religioso.
Conforme a carta deixa claro, seja o que for, o oposto é verdade: o casamento tradicional é um fenômeno humano universal e os tipos de coisas sobre as quais o juiz Walker está falando, como o tão chamado “casamento” gay, elas são a real imposição nesse caso.
Talvez seja por isso que está sendo muito difícil ver ou ler sobre essa carta nos meios de comunicação. Os mesmos indivíduos que se atropelam entre si para nos dizer o que tipos como a Lady Gaga pensam sobre o tão chamado “casamento” de mesmo sexo chamaram a atenção com seu silêncio nesse caso.
Que padrão duplo! Os meios de comunicação noticiosos fazem reportagens sobre tudo o que envolva o movimento homossexual. Mas uma declaração histórica em seu amplo alcance de líderes religiosos é totalmente ignorada.
Portanto, cabe a nós divulgar essa notícia. O único modo como as pessoas vão entender que nossa confiança no casamento tradicional não é o produto de “hostilidade de natureza religiosa contra os indivíduos homossexuais”, conforme disse o tribunal, é se lhes dissermos. O único modo como eles vão entender o que é universal e o que está agora sendo imposto sobre eles é se nós mostrarmos.
Mas esses são os tempos em que nós vivemos. Os meios de comunicação podem estar em silêncio, mas nós precisamos de forma cativante e amorosa falar a verdade aos nossos próximos.
Este artigo foi reproduzido com a permissão de www.breakpoint.org
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
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DILMA NÃO MERECE TRÉGUA

Hoje, domingo dia 02, faltam 1459 dias para o fim do governo Dilma. Vamos fiscalizá-las sem trégua, desde ontem. Abaixo a corrupção, o clientelismo, a demagógica barata, as obras de fachadas, o dinheiro público usado como barganha para obtenção de apoios políticos. Esse governo é o continuísmo da corrupção partidária, descontrolada e oficializada. Além de tudo, Dilma na presidência representa uma séria ameaça às liberdades democráticas brasileiras.

Foto: Roberto Stukert Filho/PR


Fontes: O Globo, Agência Brasil, Estadão e "the passira news"

Durante a posse viu-se o tom do novo governo. De repente saíram das trevas figuras como José Dirceu, Antonio Palocci e até a ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, envolvida em tráfico de influência na Casa Civil. Escondidos durante a campanha eleitoral agora aparecem como estrelas fulgurantes, assumindo altos cargos no novo governo ou convidados de honra para a posse, mesmo que estejam indiciados por desonrosos crimes de corrupção, com pesadas contas a prestar na justiça.

A presidenta no discurso fez questão de saldar os companheiros da guerrilha e lamentou a morte de alguns deles, em desrespeito as vítimas da organização terrorista da qual fazia parte, que enlutou centenas de lares brasileiros.

Ninguém se engane. A chegada de Dilma Rousseff (cognominada Estela, Wanda e Luiza) ao poder, significa uma estranha vitória dos guerrilheiros derrotados, pelas forças de segurança, na década de 70. No dia da posse, numa sala reservada no Itamaraty, a presidente reuniu-se com 17 guerrilheiras companheiras de cela, quando foi encarcerada por terrorismo. Somaram-se mais, gente como os antigos companheiros do grupo terrorista VAR-Palmares - incluindo seu primeiro marido, Cláudio Galeno de Magalhães Linhares.

Hoje Dilma diz que lutava pela redemocratização do país, sob o regime militar. Mas na verdade eles recebiam o apoio de organizações extremistas e governos totalitários, como Cuba e China, para implantarem no Brasil uma ditadura de esquerda, que se bem sucedida, teriam causando um banho de sangue e dividido o país.

Vamos ficar de olho, para que essa gente inescrupulosa não atente, aboletados no poder, contra a democracia brasileira.

A luta dos homens de bem do Brasil tem que se concentrar em democraticamente tirar do poder, via as próximas eleições, essa gente extremista associada à quadrilha petista e peemedebista que se apossaram do poder no Brasil e que tratam a coisa pública como um butim.

É preciso banir da vida pública, definitivamente, e colocar na cadeia alguns desses bandidos, já denunciados e desmascarados como quadrilheiros e malfeitores que agora se atrelam ao novo governo como se inocentes fossem. Estamos falando de gente da fauna José Dirceu, Antônio Palocci, Renan Calheiros e José Sarney.

Pena que a primeira mulher presidente do Brasil, seja alguém tão pouco qualificada para o cargo, com um passado tão funesto e de alianças tão suspeitas. As mulheres mereciam ser bem melhores representadas.

O Brasil está precisando valorizar os líderes de oposição autênticos e identificar novos nomes para integrar a política brasileira. Pessoas comprometidas com a ética, capazes de comandar o Brasil sem envergonhar os brasileiros nem causar sobressaltos à nação.

Por ironia do destino, não podemos desejar que nada de mal aconteça a Dilma Rousseff. Temos que rezar pela sua saúde e longevidade, principalmente que sobreviva até o fim do mandato. Não devemos esquecer que se ela morrer assume o satânico Michel Temer. Essa foi a sacanagem final de Lula.

UMA SERRA QUE FOI PELADA


Por Arlindo Montenegro
Descoberta no final da década de 1970, Serra Pelada se transformou no maior garimpo a céu aberto do mundo.

Parafraseando o defunto fundador do sistema bancário internacional - a mais que aperfeiçoada máfia gerada no império britânico, o barão Natham Rotschild, descendente de tribos judaicas, do mesmo modo que somos todos descendentes de Adão e Eva, primatas ou extra terrestres, fardados ou engravatados, polivalentes ou celibatários, amantes ardentes ou deprimidos solitários... (basta, Mané!) - o defunto Barão de brilhante sangue azul : "Não importa o fantoche que esteja com a bunda no trono. Quem manda é o ouro! E o ouro tá no meu cofrinho".

Jean-Baptiste Debret, Retratos de
D. João Vi e D. Pedro I. DEBRET,
Jean-Baptiste. Viagem pitoresca e
histórica ao Brasil. RTrad. Sérgio
Milliet. Belo Horizone: Itatiaia;
São Pauo: Edusp, 1989. v. III,
prancha 10. Reprodução digital de
José Rosael. Acervo do Museu da
Universidade de São Paulo, São Paulo.
Isto lembra outra frase atribuída ao Rei de Portugal aconselhando seu filho regente da colonia Brasil: "...põe a coroa sobre a tua cabeça antes que algum aventureiro lance mão dela". Ato que garantiria o fluxo de ouro e diamantes que afiançavam os "bacanais setembrinos" e o pagamento da dívida da coroa portuguesa, com o florescente sistema bancário baseado na Inglaterra, financiadora das despesas do trono lusitano.

E o "vil metal", sempre mais bem conservado e valorizado pelos nobres que a vida humana, continua sendo o parâmetro do poder, objeto de veneração e concuspicência, dureza maleável, alicerce de todas as maldades. Para designar um dos depósitos naturais, que parecia assegurar a independência e soberania do Brasil, aparecem nas fotos as hordas de garimpeiros molambentos nos buracos da "Serra Pelada", um buraco colossal, parecendo cratera parida pelo choque de algum meteoro contra o verdejante solo da selva amazônica.

Menino! Prá onde foi o ouro da Serra Pelada? Em que buraco foi metido? Um dia qualquer os jornais publicaram que o ouro do tesouro brasileiro estava sendo transferido para Fort Knox, lá nos EUA, não se sabe bem por que. Talvez porque os cofres de Brasília não comportassem tanto metal. Ou por que se estaria saldando a tal dívida externa. A ideia era que o tal ouro, que nem o petróleo do pré sal, significava a salvação nacional. O que era "vendido" para a opinião publica nacionalista, era que, paga a dívida, o ouro sobrante seria lastro de moeda forte.

Aí os brasileiros de gravata com as cores pátrias, poderiam negociar de igual para igual com as outras nações, sem ter que meter o rabo entre as pernas firmando acordos em que os poderosos gringos ditam o preço de cada pedaço da nossa terra, de cada produto do nosso trabalho, de cada retalho da alma jeca brasileira. As lideranças políticas tradicionais, os representantes eleitos, ideólogos e defensores – cinzentos, vermelhos, verdes, roxos, risonhos ou enraivados – sacramentaram e aplaudiram todas as carruagens que conduziam os poderosos tupiniquins.

De repente a gente cai na real constatando: "adeus ilusões perdidas, lume bom dos sonhos meus" ... e contando as moedas sobrantes, que um dia foram de ouro e prata e agora são mescla metálica indefinida, que antes eram garantidas pelo "Tesouro Nacional" e agora só identicam um Banco Central como dono, emissor, mandante, credor, controlador-controlado pelo sistema bolado pelo barão Rotschild, lá atrás, aperfeiçoado por profissionais, doutores, gênios em "ciências" econômicas, todos embaraçados com as contas, que sempre acabam com faltas no fim do mês de cada família.

Em resumo, chegamos a um momento de decisão. O sistema internacional, que utiliza os símbolos ancestrais do olho que devassa a privacidade da cada alma, das caveiras e tíbias cruzadas, das pirâmides que nos situam esmagados na base, sumiu com o ouro! Entregamos ao bandido o ouro da força espiritual que em algum momento conduzia a humanidade para os ambientes da solidariedade e do respeito, da esperança na justiça e preservação da vida.

Agora vale a imediata resposta do "Que Fazer? ", a cada instante, numa furia devoradora que, para a base se resume em sobreviver no campo de batalha, tapando os buracos das contas bancárias, juros e impostos. Podemos fazer sempre mais para "chegar lá"... (onde a propaganda apontar como o melhor lugar). Podemos calar e obedecer sem pensar. Sem o sufoco restritivo de uma concepção de mundo, sem ter que saber para onde o trem nos conduz. Sem os entraves da familia e da religião. Sem ética sem moral, apenas como pacíficos animais irracionais.

O estado assumindo a criação, educação e orientação dos filhos, decreta o fim da instituição familiar. Nas escolas já se começa a ensinar desde a mais tenra infância que cada um pode utilizar seu corpo, mesmo imaturo, para o prazer ligeiro e que a irresponsabilidade de paternidade ou maternidade prematura, pode ser consertada com um aborto e quanto mais prazer físico sem gerar novas vidas, tando melhor. A natureza impedida de seguir seu curso, deve manifestar-se apenas como negação de reposição da vida. Pode-se dizer que se arruma a vida utilitária material, resultante do lixo mental.

Pode-se pensar em paralelo que o amarelo, que representa o "ouro da nossa terra", na bandeira, pode ser substituído por um losango fotográfico do lixo irreciclável do consumo de "um e noventa e nove" e as estrelinhas do Cruzeiro do Sul podem ser substituídas por satélites e uma plataforma espirrando petróleo no campo azul marinho, materializando assim a ordem e o progresso do momento. Os sucessores da linhagem Rotschild e os sacerdotes da ideologia dos nobres, saberão onde e como agir para apaziguar os resquicios viciosos da liberdade, que exige ser extirpada da mente desta civilização que um dia pareceu ser cristã.

Faz que o estado garante a cesta básica e o vale refeição! Os testes já efetuados indicam que o estado deve ser rígido, controlador, impiedoso em cada terreiro para acabar com as fronteiras nacionais e facilitar a nova ordem mundial. Um dia histórico, na fase de ensaios, cunharam a frase: "todo poder aos sovietes". Escondidos os assassinatos e as consequências desastrosas, tudo varrido pra baixo do tapete, resta o campo aberto para fixar a nova consigna: todo poder ao núcleo forte da nova ordem mundial.

Amigos sábios desprezados e inconvenientes, lembram velhas frases que outrora embalaram os sonhos mais humanos: "Não é sinal de saúde estar bem adaptado a esta sociedade doente"...“A forma de ditadura mais perversa é a ditadura na qual as pessoas pensam que são livres, e assim nunca poderão reconhecer quem são os seus ditadores”... "Reconhecer o estado de escravidão é o primeiro passo para aspirar a liberdade".

Do Blog do Montenegro: ViVerdeNovo.
Imagens da Internet - Fotoformatação (PVeiga).

sábado, 1 de janeiro de 2011

DESAFIANDO O RIO-MAR – COMUNIDADE MAUARI/ITACOATIARA

Hiram Reis e Silva, Itacoatiara, AM, RS

“Em cada margem que passa

Outra estou a conquistar

O futuro não se teme

Quando se está a amar”.

(Ana Paula Filipe)

Partida para Mauari

(24 de dezembro de 2010)

Acordei às cinco horas e me preparei para uma rápida jornada que eu pretendia encerrar antes das onze horas na Comunidade Novo Horizonte, localizada na foz, a jusante, do Paraná da Eva, a apenas 56 quilômetros de distância. Os botos tucuxis por várias vezes evoluíram graciosamente nas proximidades do caiaque, proporcionando momentos de puro encantamento. Volta e meia o foguetório quebrava a tranquilidade que me cercava, anunciando os festejos natalinos. As águas continuavam calmas e consegui manter a média de 6 nós (aproximadamente 11 km/h). Fiz uma parada para descanso na Ilha Juara a Sudeste da Ilha Grande da Eva, onde um bando de aproximadamente doze alegres botos tucuxis pescavam; imediatamente o Comandante Mário determinou que o Vieira Lopes viesse, com a voadeira (barco de alumínio), verificar se havia algum problema.

Chegamos antes das onze ao destino original, mas o Comandante do Piquiatuba, Soldado Mário, achou melhor buscar um porto mais seguro à jusante. Depois de navegarmos alguns quilômetros ele decidiu lançar a voadeira com seu motor de 40HP para agilizar o reconhecimento e, finalmente, localizou um porto adequado na foz do pequeno igarapé Mauari. Cheguei à comunidade por volta das 12h30 depois de navegar mais de 70 quilômetros, por sete horas.

Porto do Mauari

A foz possuía profundidade adequada para abrigar a grande embarcação de apoio, a montante e à jusante o porto era protegido por curiosos paredões de pedra que abrigavam um aprazível balneário de areias brancas. Depois da rotina de cuidar do caiaque, lavar a roupa e tomar um bom banho a bordo fomos visitar o professor Beque, um dos líderes da comunidade, que autorizara nossa aportagem.

Professor Beque, o Forest Gump do Mauari

O professor de 53 anos fez curso de magistério, marítimo da marinha mercante e auxiliar de saúde que é muito empregado em apoio aos membros da Comunidade do Mauari. Beque relatou que a Comunidade foi formada por descendentes do Capitão Mariano Teixeira que fugiu de Portugal quando Napoleão Bonaparte declarou guerra aos lusitanos e se radicara no Mauari, Costa do Amatari. O professor amazonense afirma que é produto da miscigenação de portugueses da família Quirino com índias da etnia Mura e que cada patriarca tinha duas ou três esposas fazendo com que a descendência crescesse rapidamente.

Beque relata que: “a Fazenda Muari é um local bonito e pitoresco. Na foz do igarapé temos uma laje de pedra de ambos os lados e no centro uma praia que é usada como balneário. Na ponta da laje de jusante existe uma formação que lembra um rosto feminino e é conhecida como Maria Mococa. Em uma oportunidade veio um pessoal de Manaus e uns amigos depois de tomarem umas ‘geladas’ foram até a praia e não retornavam. A esposa de um deles, ansiosa, me perguntou se havia algo interessante na beira para que o marido demorasse tanto e se havia alguma coisa que pudesse pegá-lo. Respondi que tinha uma mulher de pedra e ela entendeu que tinha uma mulher nas pedras e ficou cheia de ciúmes. Notando sua aflição disse que não havia nenhum problema porque a mulher não tinha coração e era dura de roer porque é uma mulher de pedra. Ela desceu comigo até a praia e ao identificar a pedra da Maria Mococa a começou a rir”.

Passeio pela Comunidade do Mauari

Depois de um bom banho no balneário e garantir os peixes para a ceia de Natal, acompanhamos o professor no seu périplo pela comunidade onde conhecemos seus membros mais antigos e a enorme plantação de acerolas. A tripulação se animou, momentaneamente, em participar das comemorações natalinas ou dos folguedos pagãos, mas reconheceram que isso não seria possível tendo em vista de que teríamos de partir às cinco da manhã.

Partida para Itacoatiara

(25 de dezembro de 2010)

Quando desci, às cinco horas, para o convés inferior, a tripulação já estava a postos, fiz um rápido lanche e colocamos o caiaque n’água. Ao contrário dos demais dias, o vento de proa e o banzeiro prejudicaram, durante toda a jornada, minha progressão. Havíamos decidido manter a rota pela margem esquerda do Amazonas percorrendo o Paraná da Trindade (Cumaru) ao norte da Ilha do mesmo nome que desvia as águas do Madeira pela margem direita do Amazonas ao longo da Costa do Arapará. A opção tinha a vantagem de ser mais curta embora mais lenta. Continuei a navegação sempre enfrentando o vento de proa e ondas que alcançavam meio metro de altura, nada que prejudicasse a estabilidade do formidável Cabo Horn (caiaque). Por volta das 7h30, logo na entrada do Paraná Cumaru, depois de navegar 18 km, por quase duas horas, avistei uma interessante ponte de ferro em arco sobre o Igarapé Nossa das Graças, aproveitei para fazer uma parada para descansar e fotografá-la. Hidratei-me comi uma banana e uma maçã e voltei para a água. Naveguei para o talvegue do Paraná. Os ventos continuavam prejudicando o deslocamento, apontei a proa diretamente para a Ilha Benta, ia fazer uma parada na face norte de suas areias. Aportei na Ilha Benta, às 9h20, depois de navegar 16 km, observei o Piquiatuba estacionado a 3 km a jusante da foz do Rio Urubu realizei meus procedimentos de rotina e retornei para o rio para meu lance final.

Notifiquei à equipe de apoio a respeito de minha rota, enchi o cantil com refrigerante e parti. Logo que adentrei nas águas oriundas do Rio Madeira encontrei troncos arrastados pela correnteza deste formidável afluente da margem direita do Amazonas. Até então eu não havia encontrado nas águas do Amazonas vestígios desse material já que o Solimões, nesta época, não tinha correnteza suficiente para arrastar os troncos encalhados nas margens ou areais do seu leito. Itacoatiara era perfeitamente visível a mais de 20 km de distância, piquei a voga, mas não adiantou muito, a velocidade dos ventos e a altura das ondas aumentaram de volume. Aportei no Piquiatuba às 12h12 depois de navegar aproximadamente 70 km. Estabeleci os contatos necessários com o pessoal de terra e permaneci a bordo até a tarde de 26 colocando em dia o material colhido ao longo do caminho.

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA); Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS); Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB); Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS); Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional.

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br

E–mail: hiramrs@terra.com.br

CADÊ O OURO DO FORTE KNOX?

Por Arlindo Montenegro
United States Bullion Depository, geralmente conhecido como Fort Knox.
Foi inaugurado em 1937, está localizado em
Fort Knox, uma instalação do Exército ao sul de Louisville, Kentucky.


As ditaduras modernas guardam a aparência de democracias. Mas são democraduras, enquanto submetem todas as instituições a um controle único e absoluto. Quase sempre com um fantoche cujo papel político é centrado no personalismo populista de um presidente (ou chefe de Estado) que se sente um Deus, pois ignora, despreza, condena ou extermina os adversários políticos.

Deste modo, os raros opositores são afetados seletivamente. Seus representados são submetidos ao terrorismo judicial que grita, ameaça e amedronta (quando não elimina) os “arquivos vivos”. Basta que eles possam denunciar suas práticas criminosas e ameaçar a estabilidade da metodologia do poder total. Os semideuses só deixam sobreviver tranquilos, aqueles que aceitam calados ou os que secundam seu poder.

As lideranças democráticas (existem???) nos devem um modelo alternativo de liberdade, solidariedade, estado de direito democrático e desenvolvimento, se possível com um programa que se vá dissociando da dependência do podre sistema financeiro internacional. No endereço http://igoldspot.com/ , encontramos revelações significativas sobre o domínio da economia privada sobre cada uma e todas as nações.

Nathan Mayer de Rothschild,
1st Baron Rothschild

Começamos com a citação do Barão Nathan Mayer Rothschild, ainda no século XVII: "Eu não ligo para qualquer fantoche colocado no trono da Inglaterra para governar o império em que o sol nunca se põe. O homem que controla o suprimento de dinheiro da Grã-Bretanha controla o Império Britânico. E eu controlo o fornecimento de moeda britânica.”

A família Rotschild foi para a Nova Inglaterra (os EUA) e estabeleceu sua rede bancária, associando-se aos Morgan e mais tarde aos Rockfeller. Daí surgiu a empresa privada, a Reserva Federal e suas agências, “para dar estabilidade ao dólar”. O FED (Reserva Federal) “cria” dinheiro a partir da dívida pública e privada. Emite 10 milhoes de dólares para o governo e empresas privadas, mas conserva 1 milhão como reserva.

Entre os anos de 1913 e 2008, além das depressões, o dólar foi desvalorizado em 98%. Então mundo experimentou nova crise. Desta vez acompanhado de uma série de mudanças na constituição dos governos e uma verdadeira revolução cultural de anti-valores da civilização cristã. Tal movimento se gesta há séculos financiado pelos banqueiros, que têm como meta um programa que pode se resumir em 3 pontos:
1) O domínio das economias nacionais pelos bancos centrais em todo o mundo.

North American Free Trade
Agreement (NAFTA)
Acordo Norte-Americano de
Livre Comércio (NAFTA)
GATT–General Agreement
on Tariffs and Trade

[GATT-Acordo Geral de
Tarifas e Comércio]

2) Centralização das economias regionais, através de organizações como a União Monetária Europeia e das associações regionais como o NAFTA

3) Centralização da economia mundial através de um banco central mundial, com uma moeda mundial e o fim da independência nacional, através da supressão de todas as tarifas com a adoção de tratados como o GATT.”

O modelo do FED foi espalhado pelo mundo. Foram criados Bancos Centrais que controlam cada economia nacional obedecendo as políticas globalitárias. Se antes havia uma reserva ouro garantindo a moeda em circulação, como num passe de mágica, aquele ouro sumiu. O Banco Central de economia regional já tem seu modelo na Europa. E avança para as Américas com o Nafta ou com as tentativas do Mercado Comum Latino Americano ou com o Banco Central ensaiado pelos socialistas do século XXI, leia-se Foro de São Paulo e Unasul.

Dwight David Eisenhower

E o padrão ouro do dólar? “A maioria das pessoas acredita que o ouro ainda está em Fort Knox.” A lei exige uma auditoria física anual. Mas a última foi feita em 1953, sob o governo Eisenhower. Havia mais de 700 milhões de onças (1 onça = 28.35 g) de ouro! 70% de todo o ouro do mundo! Mas, “apesar da lei federal” os homens do Tesouro americano se recusam a fazer a auditoria anual. E Fort Knox está assim: Zerado!

Pra onde foi o ouro, economia do povo dos Estados Unidos? No decorrer dos anos, foi vendido a cambistas europeus, ao preço de 35 dólares por onça, isto num tempo em que era ilegal que um norte-americano comprasse ouro de Fort Knox.

Ronald Reagan

“Quando o presidente Ronald Reagan assumiu o cargo em 1981, seus amigos conservadores insistiram para que ele retomasse o padrão ouro, como única forma de conter os gastos do governo.” Foi formada uma comissão para auditar Fort Knox. Em 1982, o Congresso americano conheceu o resultado: “o Tesouro dos Estados Unidos não possuia nenhum ouro. Todo o ouro de Fort Knox estava na posse da Reserva Federal, um grupo de banqueiros privados, como garantia da dívida nacional. A verdade é que nunca antes tanto dinheiro foi roubado do povo americano e colocado nas mãos de um pequeno grupo de investidores privados e cambistas.”

E fisicamente, o ouro foi transferido em segredo para a Inglaterra. Como anunciava o Barão Rotschild, “o FMI, junto com os bancos centrais, controla dois terços da oferta de ouro no mundo, o que lhes dá a condição de manipular o mercado de ouro. A regra de ouro dos cambistas é: “quem tem o ouro faz as regras”. São as regras da nova ordem mundial.

Fontes de referência: http://igoldspot.com/ - www.fimdostempos.net e Alerta Total.

Arlindo Montenegro é Apicultor.

EDUCAÇÃO HOMOSSEXUAL?

Matéria sugerida pelo amigo Anatoli, encaminhada com a seguinte mensagem, que endosso:

"Lamento fazê-lo logo no primeiro dia do ano, mas os malditos e satânicos governantes deste país que a estupidez humana tem escolhido nos últimos anos, não o permitem. Os discípulos de Satanás nunca dormem. Enquanto elevamos as nossas preces a Deus, rogando pela salvação de nossas almas, eles agem, nas profundezas do hades construindo o inferno aqui na terra para ser habitado por uma sociedade demoníaca que os escolhe e os mantém no poder. O vídeo que se segue é apenas uma pequena amostra do projeto demoníaco."

Vejam o que nossos filhos vão estudar nas escolas!

Por Jorge Serrão

Audiovisual “Encontrando Bianca”, produzido pelo MEC, é um dos símbolos máximos da subversão de todos os valores morais e naturais da sociedade. O material didático elaborado pelos educadores petralhas, em nome de combater uma suposta “homofobia”, na verdade, tenta legitimar o homossexualismo, como um comportamento natural de uma minoria que deve ser impositivamente aceito pela maioria. O grave é que tal “conceito” é imposto às crianças de 7 a 10 anos que não têm como se defender do processo de lavagem cerebral educacional.

Quem for contra tal argumento educativo recebe o rótulo preconceituoso de “homofóbico”. O vídeo acima – que circula na internet – é um dos mais sérios alertas contra a estratégia da Nova Ordem Mundial de instituir um senso comum modificado para que a maioria seja obrigada a aceitar anti-valores humanos.

Nele, André Lázaro (Secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade -- SECAD/MEC) fala sobre o filmete "Encontrando Bianca". Um convénio firmado entre Ministério da Educação (MEC), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e a ONG Comunicação em Sexualidade (Ecos) produziu um kit educativo, composto de vídeos, boletins e cartilhas, que será distribuído para 6 mil escolas da rede pública em todo País.

Quem for contra o status quo imposto pela Oligarquia Financeira Global se torna um “inimigo” - que deve ser combatido, para ser neutralizado, destruído ou cooptado. Esta última é a hipótese ideal para o esquema hegemônico.

Assim, os valores humanos caminham para a autodestruição, viabilizando que a Nova Ordem Globalitária se consolide no campo psicossocial.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Dezembro de 2010.

BETO RICHA AO ASSUMIR O GOVERNO DO PARANÁ: "VAMOS AO TRABALHO"

O Governador Beto Richa convocou todos os paranaenses a renovar a confiança no governo e, juntos, assumir o projeto de um novo Paraná. No discurso de posse no Palácio Iguaçu, neste sábado (1), Richa agradeceu a todos os paranaenses pela confiança que recebeu. “Minhas primeiras palavras são de agradecimento. Muito obrigado a todos pela confiança que depositaram em mim, a todos os paranaenses que aprovaram nas urnas o nosso projeto de governo, e aos que vieram de todos os cantos do Paraná. Mas principalmente agradeço a Deus, que me deu forças, me encorajou e me guiou nesta jornada”, afirmou Richa.

O governador disse que o Paraná tem pressa em retomar o seu desenvolvimento num ritmo compatível com a sua força econômica, com respeito ao meio ambiente e com responsabilidade social. “Pressa em colocar o homem como fator central de sua vocação: ser uma terra de oportunidades para todos. Pressa em substituir a política do ‘falar muito’ pelo trabalho, feito com amor, diálogo, harmonia e equilíbrio”, disse. “A máquina pública não pode continuar sendo um teste de paciência para o cidadão que mais precisa do apoio do Estado. O Paraná não pode esperar! O Paraná tem pressa!”

Referindo-se ao pai, o ex-governador José Richa, sua grande influência política, Beto Richa falou que a roda da história premiou José Richa como primeiro governador eleito pós-ditadura e a ele coube fazer a transição da volta ao regime democrático. “Eu queria muito que ele estivesse aqui hoje para partilhar comigo este momento tão importante da minha vida. É uma honra e um orgulho ocupar o mesmo cargo que um dia foi ocupado pelo meu pai”, disse. “O seu exemplo, a sua inspiração, os seus ensinamentos estão comigo, no meu coração, mais vivos do que qualquer palavra pode expressar.

Ele fez o que todo grande pai faria: ensinou-me a dar valor a tudo que se pode ter na vida – do brinquedo mais simples ao mais alto cargo público”, afirmou.

“Reafirmo o que disse muitas vezes durante a campanha: a única pessoa que me influenciou politicamente foi meu pai. E o legado de José Richa todos conhecem: respeito às pessoas, responsabilidade e, acima de tudo, política com ética, com decência e com honestidade”, disse o governador. “Ele é reconhecido pelos paranaenses como um político humano. Um homem que só fez o bem, embora algumas vezes não tenha recebido o mesmo tratamento daqueles que ele mais ajudou. Seu amor ao Paraná é uma marca que dificilmente será atingida por outro político”, disse Richa.

O novo governador também reforçou a importância dos princípios que irão nortear a gestão que se inicia no Governo do Estado: Ética, Democracia, Verdade e Legalidade. “A vitória não nos deu o direito de errar; a vitória nos impõe o dever de acertar”, disse. “Não tenho compromisso com o erro e não vou tolerar desvios de conduta de qualquer servidor público – do mais simples e humilde ao mais graduado”, afirmou Richa. “Este é o meu primeiro desafio: como governador, vou devolver a confiança aos paranaenses de todas as regiões. Serei o governador de todos os Paranaenses! Vocês serão ouvidos. Nunca os decepcionei. E não vou decepcioná-los agora!”, disse.

Richa disse que será exigente na cobrança dos resultados e que as metas estabelecidas em contratos de gestão, serão perseguidas com extrema obstinação. “Não vou aceitar resultados abaixo do mínimo estabelecido para cada uma das áreas da administração pública”, disse. “Porque, pior do que a convicção do NÃO; pior do que a incerteza do TALVEZ; é a desilusão do QUASE! O quase me incomoda. Um governo que QUASE cumpriu as suas metas, por exemplo, não cumpriu meta alguma; Um governo que QUASE resolveu os problemas, não resolveu problema algum”, declarou. “Não abrimos mão do nosso compromisso com as mudanças.”

Da Assessoria Beto Richa