domingo, 4 de dezembro de 2011

VIVER NÃO É PRECISO NEM SERÁ!

Hiram Reis e Silva, Bagé, RS, 03 de dezembro de 2011.

Navega, Coração

Kleiton e Kledir

(http://www.youtube.com/watch?v=GsJ0jvezVus)

Nos naufrágios que o destino

Vem tentando me pregar

Vou nadando meus caminhos devagar

Desde os tempos de menino

Aprendi a navegar

Com as Bússolas que eu mesmo inventar

Hoje eu sei as armadilhas

E os segredos desse mar

Que viver não é preciso nem será (...)

Minhas Solitárias Jornadas

Uma travessia. Uma aventura. Não sabemos bem. Talvez apenas um homem comum tentando entender aquilo que é humano, mas tão doloroso. Talvez uma perda tentando se transformar em vida. Quem sabe um encontro consigo, com seu passado. Quem sabe uma tentativa de reunir forças para seguir uma viagem solitária muito mais difícil que o solitário desafio contra o Rio-mar.

(Professora Silvana Schuler Pineda)

Diletos e curiosos amigos, perguntam-me se a solidão não me assalta quando empreendo minhas longas e solitárias jornadas pelos mágicos caudais. Mais uma vez respondo que a natureza esfuziante, plena de imagens e sons me envolve de tal maneira que nos amalgamamos em uma única entidade. De repente sou parte integrante do Todo, um pequenino elo desta imensa corrente chamada Universo, desta Orbe que me acaricia e acalenta. Como posso sentir solidão se faço parte de um contexto maior que me ampara, instrui e protege?

Jornadas Mágicas

Minhas expedições são de puro êxtase, navego imerso em um mundo mágico tentando decifrar suas sutis mensagens. As marcas do tempo estão por toda a parte é preciso interpretá-las, quantas e quantas vezes o anacronismo do tempo se faz presente. Contemplando formações rochosas no momento presente podemos viajar no tempo imaginando o longínquo pretérito em que elas se formaram e depreender suas mutações futuras. A geologia, como tantas outras ciências, nos permite conhecer o passado, para entender o presente e prever o futuro.

Jornadas de Humildade

O navegante precisa estar atento, em cada canto existe um conto, em cada criatura uma história. Os ensinamentos partem das gentes e das coisas mais simples e é preciso saber ouvi-los. É mais importante senti-los do que falar, é preciso humildade para com eles aprender, a sabedoria ao contrário da cultura não está nos livros. É preciso ser capaz de processar o conhecimento para se atingir a sabedoria. Os antigos naturalistas estrangeiros que percorreram nossas paragens raramente tinham essa visão tão necessária. Herdei esse comportamento de meu saudoso pai Cassiano Reis e Silva. Acompanhando-o, nas caçadas e pescarias que empreendíamos nas terras gaúchas, eu prestava a atenção quando ele conversava de igual para igual com proprietários ou com peões das fazendas. O mesmo respeito e a mesma capacidade de ouvir antes de falar, de ser capaz de aprender antes de se propor a ensinar.

Jornada de Sonho

A Descida do Rio Madeira está longe de ser a última de minhas jornadas. Como já disse, mais de uma vez, continuarei remando e reportando a história dessas artérias vivas do nosso país continente enquanto houver força nos meus braços. Minha jornada de sonho, talvez nunca se realize, por falta de aporte financeiro, trata-se da travessia pelos Rios Acre/Purus/Solimões de Rio Branco, no Estado Acre, até Manaus, no Estado Amazonas. O Rio Acre de Rio Branco, AC, até Boca do Acre, AM, possui 310 km de extensão, o Rio Purus, de Boca do Acre até sua foz no Solimões se estende por 2.550 km, e da foz até Manaus são 200 km pelo Rio Solimões. São 3.060 km de extensão que gostaríamos de percorrer em seis meses, pescando, colhendo e mapeando lendas e histórias do mais sinuoso e um dos mais lendários Rios do Planeta Terra.

Rio Purus

Realmente, o Purus, um dos mais tortuosos cursos d’água que se registram, é também dos que mais variam de leito. Divaga, consoante o dizer dos modernos geógrafos.
(Euclides da Cunha)

O Purus tem curso extremamente sinuoso, com curvas muito fechadas, cujo leito é periodicamente alterado principalmente na época das cheias, determinando modificações no seu leito e, consequentemente, no seu canal de navegação. Outros componentes adversos são os bancos de areia, troncos de árvores que em algumas ocasiões podem obstruir a passagem. Na seca ocorre a formação de lagoas, em forma de ferradura, pelo isolamento de canais ao longo do Rio. O Purus nasce nas colinas do Arco Fitzcarrald, Serra da Contamana (região de Ucayali), no Peru, há 500m de altitude e percorre cerca de 3.300 km até sua foz no Solimões. O Rio Purus entra no Brasil pelo Estado do Acre, no Município de Santa Rosa do Purus, passando pelo Município de Manoel Urbano, entrando no Estado do Amazonas pelo Município de Boca do Acre onde recebe as águas do Rio Acre e segue pelo Estado do Amazonas até desaguar no Rio Solimões.

Lendário Purus

A ilha que existe fronteira à boca do Purus, perdeu o antigo nome geográfico e chama-se “Ilha da Consciência”; e o mesmo acontece a uma outra, semelhante, na foz do Juruá. É uma preocupação: o homem, ao penetrar as duas portas que levam ao paraíso diabólico dos seringais, abdica às melhores qualidades nativas e fulmina-se a si próprio, a rir, com aquela ironia formidável.
(Euclides da Cunha)

Envolto em mistérios e fantásticas lendas, muitas delas motivadas pelos temores dos antigos desbravadores europeus, outras tantas pelos nativos, seus antigos habitantes e guardiões, o Purus vem cativando a memória ancestral dos povos através dos tempos sem perder seu encanto e seu carisma carregado de fantasias que o alimentam desde seu berço nos contrafortes andinos até a foz no Solimões.

Frei Gaspar de Carvajal

Gaspar de Carvajal, em 03 de junho de 1542, relatou no seu manuscrito intitulado “Relación del descubrimiento del famoso río grande de las Amazonas” a passagem de Orellana pela foz do Rio Purus e as aldeias à jusante de sua foz no Solimões:

(...) viemos a encontrar com outro Rio mais caudaloso e maior, pelo braço direito; era tão grande que na entrada havia três ilhas, razão pela qual o denominamos Rio da Trindade (Purus); além disso, na junção dos dois rios, havia muitos e populosos povoados na bela terra de Omágua, e por serem muitas as aldeias e tão grandes e com muita gente, o Capitão não quis aportar.

Padre Cristobal de Acuña

Acuña, em 1639, menciona no Capítulo LXIII - O Rio dos Gigantes, de sua crônica “Novo descobrimento do Rio das Amazonas”:

Está povoado por várias nações (...) e por fim e remate de todos, estão os Curigueré. De acordo com informações de pessoas que os viram e que se ofereciam a levar-nos a suas terras, são eles gigantes de dezesseis palmos de altura, muito valentes, andam nus e trazem grandes pátenas de ouro nas orelhas e narizes.

Guillaume dIsle

D’Isle, geógrafo da Academia Real de Ciências de Paris, em 1703, fez um hipotético esboço cartográfico do Purus (mapa do “Rio do Omopalens”). D’Isle anexou, ao esboço, um comentário sobre os povos que nele habitavam:

(...) dos quais se diz serem gigantes ricos em ouro, habitantes a dois meses de caminho da embocadura do Rio.

Carl Friedrich Phillipp von Martius

O naturalista Martius, na sua “Viagem pelo Brasil”, em 1817/1820, escreve que:

(...) todos ainda em estado de absoluta selvageria e conhecidos por sua perfídia. Eles colhem aqui abundantes plantas medicinais, o cacau e a salsaparrilha, e permutam com as expedições que frequentam o Rio, onde as duas partes contratantes se apresentam de armas na mão. Ninguém se aventura ainda a fundar missões no Purus.

O Encontro dos Ícones

Em outubro de 1905, embarcam no vapor Rio Branco, que estava ancorado na “Boca do Acre”, confluência do Rio Acre com o Purus, dois ícones da nacionalidade brasileira, Plácido de Castro e Euclides da Cunha. Plácido de Castro tinha comandado o vitorioso Movimento Revolucionário Acreano, que resultou na incorporação das terras bolivianas ao Brasil. Euclides da Cunha chefiara a “Comissão Brasileira de Reconhecimento do Alto Purus”, cuja missão era mapear o Rio Purus, desde a foz, no Solimões, até suas cabeceiras, definindo as fronteiras do país com a Bolívia e o Peru. A viagem da Boca do Acre a Manaus durou uma semana e neste período aconteceu o encontro histórico. Euclides da Cunha solicitou a Plácido de Castro que redigisse um histórico da campanha, desde 1902, que culminou com a conquista do Acre. Plácido escreveu os apontamentos a lápis na própria caderneta de Euclides, e manteve longas conversas com o escritor, relatando, além da campanha pela anexação, a dinâmica da extração da borracha, seu ciclo produtivo e a vida nos seringais.

Livro

O livro “Desafiando o Rio–Mar – Descendo o Solimões” está sendo comercializado, em Porto Alegre, na Livraria EDIPUCRS – PUCRS, na rede da Livraria Cultura (http://www.livrariacultura.com.br) e na Livraria Dinamic – Colégio Militar de Porto Alegre. Para visualizar, parcialmente, o livro acesse o link:
http://books.google.com.br/books?id=6UV4DpCy_VYC&printsec=frontcover#v=onepage&q&f=false
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Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)

Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)

Vice-Presidente da Academia de História Militar Terrestre do Brasil/Rio Grande do Sul (AHIMTB-RS)

Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)

Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional (LDN)

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br

E–mail: hiramrs@terra.com.br

O CÉTICO E O SÁBIO...

Vamos refletir um pouco sobre isso?

Muito bem escrito...

MUITO BOM!!!

Assim deve ser também a MORTE!!!

O CÉTICO E O SÁBIO...

No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês.

O primeiro, um cético de "carteirinha", pergunta ao outro:

- Você acredita na vida após o nascimento?

- Certamente. Tem de haver algo após o nascimento.

Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos

nos preparar para o que seremos mais tarde.

- Bobagem, não há vida após o nascimento, isso é credo de tolos .

Como verdadeiramente seria essa vida?

- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui.

Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a nossa boca.

- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo!

O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa:

A vida após o nascimento está excluída – o cordão umbilical é muito curto, o que torna essa possibilidade totalmente impossivel !!

- Na verdade, certamente há algo.

Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.

- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento pra nos contar.

O parto apenas encerra a vida e finito!!!

- Eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.

- Mamãe? Você acredita em mamãe????

E onde ela supostamente está?

- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos.

Sem ela tudo isso não existiria.

- Que balela! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.

Somos fruto de um acaso... uma evolução. Ponto!

- Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio, você pode senti -la,

a energia que nos envolve... como ela afaga nosso mundo.

Eu penso que só então a vida real nos espera após o nosso nascimento e agora apenas estamos nos preparando, evoluindo e amadurecendo para ela…

" PENSE NISSO..."

autoria desconhecida...

sábado, 3 de dezembro de 2011

O NOSSO JEITINHO FROUXO E CRETINO DE SER

Lá se vai mais um ano, e a cada dia torna-se impossível não ser mais orgulhoso de ser brasileiro.

Estamos em paz com a nossa consciência (?), pois não importa se vivemos sob a ditadura da corrupção, e que o peculato não é crime, mas sinal de inteligência (gostou do elogio Lupi?), e o que interessa é que vivemos despreocupados, e que o problema é dos outros, não nos interessando se os outros são VOCÊS.

Depois que do nada viramos um tudo, e passamos a usufruir de carros, mulheres, riquezas, poder e impunidade. Nós atingimos o panteão da esbórnia institucionalizada sem o menor esforço.

Não importa que o País esteja estratificado, o que importa é que vivemos em êxtase. No País, testemunhamos um verdadeiro milagre em andamento, que promete durar mais vinte, trinta anos.

Não adianta falar que a carga tributária do brasileiro está próxima de 40% do PIB, e que o país tem um dos piores índices de qualificação e eficiência de seus serviços públicos.

Não importa que o país acumule troféus de incompetência, seja no IDH, o 84º lugar; no analfabetismo, o 95º; na mortalidade infantil, o 106º; na renda per capita, a 71º; e ocupe apenas o 52º lugar entre 110 países da América Latina melhor para se viver, e que estamos no primeiro lugar no mundo em corrupção, com mais de R$ 80 bilhões desviados do bolso de VOCÊS.

Se alguém afirma que o metrô de Brasília é o mais caro do mundo, não podemos deixar de falar com a boca cheia, que nada devemos às mais avançadas nações do mundo. Sim, quantos países atingiram tal situação?

Quantos países podem taxar os remédios, e o brasileiro é um doente crônico, com 33,9% de impostos, que pagamos sem o menor muxoxo?

O que importa, se temos apenas 3% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, e uma participação no comércio mundial em torno de 2%, e que a nossa dívida interna está só em um trilhão e 500 bilhões de reais?

Sem contar, que patrocinamos uma bolsa-família que paga para cinco filhos, e até os quinze anos de idade. E, conforme a necessidade de cooptação de votos, o atual benemérito desgoverno pode ampliar o leque, pois sabe que alguém sempre pagará a conta.

Devemos apedrejar os que soltam vitupérios contra esta maravilhosa gestão, alegando que no período de janeiro a outubro de 2011, o Governo Federal já gastou R$ 197,7 bilhões de juros da dívida pública. Esse valor astronômico é superior à soma dos orçamentos anuais da saúde e da educação, que somaram R$ 143 bilhões.

Não importa que a “presidenta” no exterior, impossibilitada de negar - se a dar uma entrevista não diga coisa com coisa e, para piorar, tropece nas palavras, que soam com gritante incoerência. No País, atém-se a um texto pobre, elaborado para não colocar em circuito sua imensa teia de neurônios mortos (provavelmente, durante as sessões de tortura).

Não importa que nada de grandioso tenha sido construído nos últimos dez anos para sedimentar necessidade futuras, seja na infraestrutura seja na educação, pois acreditamos piamente que Deus é brasileiro, e ele nos proverá.

Não temos escolas, nem hospitais, mas teremos imensos e majestosos estádios de futebol, pois nossa sede de circo é imensurável. Quanto ao pão, haverá sempre uma bolsa com uma cesta fornecida por ELES, às suas expensas.

Com a inflação subindo, para 2012, modifiquemos os índices dos seus componentes e, zás-tráz, ela diminuirá. Viram como é fácil?

Sim, estamos orgulhosos, pois apesar de tudo, aumentamos o nosso já elevado índice de aceitação, tanto do EX como da atual presidente.

Sim, somos calhordas, mas quem não é, somos jeitosos, somos coniventes, malandros, aproveitadores e, sabiamente, mandamos o futuro para o inferno.

É isso aí gente, ninguém vive de valores, ninguém está preocupado com honestidade, com princípios, com justiça, abdicamos de pruridos que na prática tolhem espertezas.

Por tudo, estamos eufóricos, que se preocupem com o amanhã aqueles que vierem no futuro. A vida atual é boa, não a estraguemos lendo jornais e revistas aos serviços da fajuta oposição.

O nosso espelho é a metamorfose ambulante, exemplo de que tudo se pode, e no espelho, refletimos a imagem de nosso mestre, e como a dele, as nossas faces enchem - se de orgulho. Nós somos os caras.

De fato, somos honoris em causa própria, em patifarias, em malandrices; o que trocando em miúdos, nos eleva aos píncaros do gênero cafajeste de ser dos vivaldinos.

Brasília, DF, 02 de dezembro de 2011

Gen. Bda Rfm Valmir Fonseca Azevedo Pereira

Imagens do Google-fotoformatação PVeiga

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

DEUS EXPULSO DAS ESCOLAS: A INSTALAÇÃO DO CAOS

Não sejamos ingênuos. Uma escola sem Deus não significa uma escola livre. Não significa que ela se torna imparcial. Aliás, a própria imparcialidade é um ideal utópico, uma cortina de fumaça para a imposição dos interesses mais medonhos. O que fica vazio é ocupado; e quem ocupará as escolas?

Na história, por mais que, muitas vezes, Deus fosse um incômodo para os sonhos terrenos, não pôde Ele ser afastado dos discursos, dos ensinos, das referências citadas. Por mais que não quisessem, sabiam que o Ser transcendente era necessário. Ainda que para eles seu Nome fosse apenas um símbolo, sabiam que sua retirada seria a instalação do caos. Tiraram Deus da Igreja, O deixaram em seu trono; depois tentaram matá-lO, mas com balas de festim; Por fim confinaram-nO nos templos, mas não O profanaram.

Vê-se, portanto, que, no fim das contas, Deus sempre esteve presente. Para uns, fiéis, como uma pessoa ativa, para outros, infiéis, ao menos como uma transcendência, e para outros ainda, ditos ateus, ao menos como um símbolo. Isso porque sabiam que toda ordem necessita de um ordenador e toda organização necessita de um organizador. Se era preciso uma moral, de onde ela poderia vir se não do alto? Se leis eram necessárias, e antes delas alguma consciência do certo e do errado, isso não poderia surgir do nada, nem da simples evolução. De alguma maneira sabiam que nada se harmoniza em si mesmo se não houver algo superior que lhe dê essa harmonia.

Por mais que os discursos tentassem diminuir Deus, a prática comprovava sua soberania. E isso forçara os homens, que não eram de todo estúpidos, a deixar Deus em seu devido lugar, mesmo que não exaltassem sua posição. Apenas sabiam que era melhor não retirá-lO de lá. Havia nisso um respeito silencioso, um tanto medroso, mas, de alguma maneira sábio.

Hoje, porém, o caos se aproxima. O que estão fazendo é, ao proibir as manifestações sobre Deus, instaurar a confusão. Porque o problema não é o ensinamento ou não de uma moral religiosa, mas a possibilidade de haver alguma moral. Não é saber se é justo ou não privilegiar uma fé, mas saber se será possível dar alguma direção espiritual para as pessoas. Ora, retirar Deus das escolas é condená-las ao vitupério, à fraude, à mentira. É impossibilitar a própria ciência e suas leis. É dizer para os alunos: não existe educação, não existem mestres, não há superiores. Vocês são os reis, os deuses, os legisladores.

"Deus não é de confusão, e sim de paz" (1Co 14.33). Onde Ele não está, resta a desordem.

Tudo isso já começa a ser sentido, mas ainda sutilmente. Não pensem que veremos o caos instalado de vez. Absolutamente, não. Por mais que retirem Deus das escolas, seus efeitos (o de Deus e de seus ensinamentos) permanecerão ainda por um tempo. Apenas depois, quando já esquecerem totalmente sua influência, é que a ordem se desfacelará, e a escola será sem forma e vazia.

Por isso, Quando lutamos por manter as referências a Deus, a liberdade da religião e da manifestação religiosa, essa briga é mais do que uma briga por território, e mais do que uma luta moral. O que queremos é manter a ordem nas escolas, nas ruas, no país.

Também sabemos que afastar Deus não significa impor a isenção e a imparcialidade, mas abrir espaço para que outros tomem conta das almas. Não há almas vazias. O que fica vazio, mas adornado, está pronto para que espíritos do mal o possuam (Mt 12.43-45). Tirar Deus das escolas não significa libertá-las, mas entregá-las às mãos malignas.

Não se enganem, porém. Se esses vilipendiadores lutam em favor do caos, não é porque desejem a desordem, mas sim porque a destruição faz parte de sua estratégia para a construção de um mundo segundo a imagem e semelhança deles, e o que eles são nós conhecemos muito bem.

Fabio Blanco - Imagem do Google.

O TEMPO

Por João Bosco Leal

Alguns anos atrás, de um médico que me salvou de um grande problema com uma cirurgia, ganhei um livro do filósofo Sêneca, “As relações humanas”. É a transcrição de uma série de cartas que o autor, já em sua velhice, após ter se retirado da Corte do Império Romano e vivendo em sua casa de campo entre os anos de 62 e 65 d.C., escreveu a Lucílio, seu discípulo e amigo.

Em uma delas Sêneca diz: “Sê o proprietário de todas as tuas horas. Serás menos escravo do amanhã se te tornares dono do presente. Enquanto a remetemos para mais tarde, a vida passa. Nada, Lucílio, nos pertence; só o tempo é nosso.”

Penso que, principalmente por haver escapado de uma doença que atualmente acomete e mata tantas pessoas, sem sequer ter de fazer nenhum tratamento além da cirurgia, acabei por entender com mais profundidade o que Sêneca tentava passar a seu aluno.

Todos sempre falamos bastante sobre o tema “como deveríamos viver”, mas dificilmente levamos a vida de modo a aproveitar verdadeiramente o que é a única coisa que realmente nos pertence – o tempo.

Assisti a uma comédia retratando um empresário de sucesso, sem tempo nenhum para a família que, ao ouvir da esposa reclamações desse tipo respondia da maneira mais comum a todos: o que está lhe faltando? Dou a você e às crianças tudo o que me pedem… e tudo o mais que todos já sabemos sobre esse tipo de argumento.

Quando a esposa lhe dizia que o que faltava a ela e aos filhos era sua presença, amor, carinho e companheirismo, sua resposta era a de que não tinha tempo para essas bobagens e que ela deveria estar sempre agradecida de possuir tudo, do bom e melhor enquanto milhões gostariam de possuir o que ela tinha.

No filme, logo ao desligar o telefone o empresário recebeu aquela visita que ninguém quer receber – a senhora morte -, que lhe informou haver chegado sua hora e que viera buscá-lo.

Apavorado o homem fez todos os apelos possíveis, dizendo que tinha muitos negócios pendentes que dependiam de sua decisão, várias reuniões e viagens de negócios agendadas, centenas de famílias dependentes de suas empresas e tudo o que imaginou possível dizer para convencer aquela senhora a se esquecer dele, chegando inclusive a tentar corrompê-la para ganhar mais quarenta anos de vida.

Depois de ouvir que como não havia aproveitado seu tempo com a família agora sua esposa iria aproveitar a vida com seu dinheiro, mas com outra pessoa, que a levaria a bailes, cinemas, teatros e passeios, o homem ficou ainda mais desolado e implorando muito, ganhou um novo prazo, de mais cinco dias vivo.

Seu desespero com o prazo diminuto foi enorme e nem se preocupando em desmarcar suas reuniões, ligou para a esposa pedindo que preparasse imediatamente suas malas e dos filhos, pois iriam viajar a passeio.

O filme é um exemplo clássico do que ocorre com todos, que acabam se envolvendo tanto com trabalho, negócios, sociedade consumista e tentando dar aos seus cada vez mais, acabam perdendo o mais importante, a convivência nas diferentes fases da vida dos seus.

Nosso desperdício de tempo com bobagens, coisas insignificantes, observações sem nenhuma importância real, discussões tolas e brigas desnecessárias, é imensurável. Mais maduros, podemos perceber, cada vez mais claramente, como perdemos tempo com algo que nada nos acrescentou e pior, muito nos diminuiu.

Só com um grande susto passamos a dar importância ao que realmente importa: viver tudo intensamente e com todos que pudermos.

UMA JORNADA DE APRENDIZAGEM E ENCANTAMENTOS NA LAGUNA DOS PATOS – PARTE III

Hélio Riche Bandeira, Porto Alegre, RS, 01 de dezembro de 2011.

De Arambaré a Tapes

Praia à beira da Laguna dos Patos, Arambaré-RS (foto: Henrique Borba)-e-Lagoa dos Patos, Tapes-RS foto: José Silvério G Valadares

O dia novamente amanheceu com um belo sol e ventos fracos de sudoeste, ou seja, a favor no primeiro trecho a ser percorrido. Despedimo-nos de nossos amigos brigadianos e seguimos viagem remando aceleradamente e sem dificuldades por aproximadamente doze quilômetros até um ponto próximo do final da Ponta de Dona Helena, onde fizemos nossa primeira parada aproveitando para descansar, lanchar e passear por suas dunas de areias brancas cobertas parcialmente por uma exuberante vegetação nativa. Neste local também se observou restos de acampamentos de pescadores e viajantes que procuram estas áreas por oferecer, além da sua beleza, proteção dos ventos fortes tão comuns na Laguna dos Patos.

Continuando a jornada cruzamos pelo Banco dos Desertores, que entra quilômetros Laguna adentro a partir do Pontal de Dona Helena, e rumamos numa linha quase retilínea de aproximadamente vinte e quatro quilômetros em direção a Tapes. A partir do Banco novamente se fez presente o indesejado vento de través por trás, porém, graças ao nosso amigo Pedro, agora meu caiaque tinha um leme fixo, que após regulá-lo me deu a direção desejada e transformou o meu suplício do dia anterior num deslocamento rápido e tranqüilo.

Já dentro da Enseada de Tapes, num local com muitas dunas de areia serpenteadas por uma rica vegetação nativa, paramos para admirar algumas figueiras repletas de belas e floridas orquídeas. Em contrapartida, constatamos que próximo delas também havia alguns pés de pinus que, infelizmente, começavam a invadir implacavelmente as dunas. Este novo vilão da mata nativa, plantado em grandes quantidades nesta região principalmente como matéria prima da celulose, não obedece aos limites de suas matas e cercas, se prolifera através do vento e invade os santuários ecológicos juntos da Laguna dos Patos, modificando assim sua bela flora e fauna. Isto sem falar que, segundo Py (2009, p. 30) as florestas exóticas provocam uma paisagem linear e igual, desestimulando o ecoturismo, pois em todos no mundo formam paisagens iguais.

Pensando em até quando a natureza suportaria este novo invasor continuamos remando sem nenhuma dificuldade até seis quilômetros antes do Clube Náutico Tapense para fazer a nossa última parada de descanso, lanche e observações. Neste último trecho a mata nativa, embora bela, ficava reduzida a poucos metros de largura, espremida pelas grandes plantações de arroz.

O Coronel Hiram achou um encantador filhote de tartaruga e após colocá-lo em um lugar seguro para sua sobrevivência, partimos para nosso destino final do dia.

Cruzamos pelas praias e zona central de Tapes e chegamos ao clube náutico onde o nosso amigo Coronel Pastl já havia providenciado uma farta refeição no restaurante do clube. Após comermos o Coronel Pastl nos alojou numa confortável casa no Balneário Pinveste, de propriedade de seu cunhado Valdir e partiu para cumprir seus compromissos em Canoas. Neste local, em razão do mau tempo com muita chuva e vento, permanecemos por mais um dia aproveitando para descansar, recompor nossas forças e fazer um rápido passeio pelo balneário.

Tapes possui uma das maiores extensões litorâneas de água doce do Estado, margeada por mais de 80 km da Laguna dos Patos. Os esportes náuticos são um importante atrativo da cidade, como o windsurf, o kitesurf, a natação e os passeios de barco. (Revista Costa Doce, 2010, p. 24)

No fim da tarde do dia 23 de setembro nos deslocamos para o Clube Náutico Tapense para pernoitar no iate do Coronel Pastl e assim ganhar tempo na manhã seguinte. Nossa estratégia foi um desastre, pois ventava muito e só conseguimos permanecer por apenas alguns minutos dentro do barco em virtude de um forte enjôo. Felizmente este contratempo foi logo resolvido, pois quando fomos falar com os responsáveis pelo clube eles gentilmente nos deixaram pernoitar na sala próxima à sauna e usar as instalações sanitárias desta.

De Tapes até a divisa dos municípios de Barra do Ribeiro e Tapes.

O penúltimo dia de nossa jornada amanheceu bastante nublado, frio e com um forte vento vindo do leste, ou seja, teríamos que atravessar o Saco de Tapes até o ponto mais estreito do Pontal de Santo Antônio com vento contra e a água bem agitada. Resolvemos encarar o desafio e partimos pouco antes das seis da manhã. Eram pouco mais de doze quilômetros em linha reta até o ponto de travessia terrestre pela restinga, mas em razão do mau tempo resolvemos primeiro nos aproximar da margem leste da enseada e depois, estando um pouco mais protegido do vento, seguir até restinga estreita.

Logo que saímos da marina as ondas e o vento começaram a nos fustigar. Durante a travessia remávamos com força e muita concentração para não virarmos no constante sobe e desce das ondas que nos borrifava água fria por todo corpo. Foram quase duas horas de apreensão que felizmente transcorreram sem nenhum incidente até chegamos ao local da nossa pequena travessia terrestre no Pontal de Santo Antônio.

Neste local ermo nos sentimos intimamente ligados à natureza e nele somente lamentamos o surgimento cada vez maior das matas de pinus que impiedosamente invadem seus domínios. Knippling (1993, p. 70) o descreve como:

É um istmo isolado que avança na Lagoa, formando a Enseada de Tapes. (...) Tem lindas e paradisíacas praias, tanto no Pontal propriamente dito como na segunda ponta, próximo ao Capão da Lancha. Com facilidade atravessa-se, a pé, a estreita faixa de areia que separa a Enseada de Tapes da Lagoa dos Patos. Na opção entre tomar um banho na Enseada ou na Lagoa existe uma distinção muito interessante: a água da Enseada é sempre mais clara e mais fria que a água da Lagoa, muitas vezes preferida por ser mais morna, apesar de turva.

Caminhamos até a outra margem do Pontal que neste ponto distava apenas cento e poucos metros. Escolhemos o melhor caminho para a travessia terrestre através das pequenas dunas de areia e depois levamos os caiaques, um de cada vez, para finalmente descansarmos um pouco antes do reinício da jornada.

O sol, ainda que timidamente, começava a aparecer e, para nossa sorte, o vento havia trocado de direção vindo agora do sudeste e facilitando nosso deslocamento. Desta forma continuamos tranquilamente nossa viagem por mais vinte e dois quilômetros e meio, imprimindo uma excelente velocidade de quase oito quilômetros por hora, até um ponto em que se destacava uma árvore isolada na beira da laguna. Este desempenho, se mantido, permitiria passarmos muito além do ponto de pernoite previsto. Infelizmente, após esta segunda parada, o vento voltou a vir do leste, atingindo nossos barcos lateralmente, e se intensificou atingindo aproximadamente quarenta e cinco quilômetros por hora.

Enfrentando novamente as adversidades climáticas entramos em nossos caiaques e remamos rumo ao local de pernoite previsto, que ficava praticamente na divisa dos municípios de Tapes e Barra do Ribeiro, e ponto de encontro com nossos apoiadores coordenados pelo Coronel Pastl, que viria num veleiro acompanhado de seus amigos Maj. Vitor Hugo e Maj. Nunes. As ondas chegavam a formar tubos e faziam entrar muita água na cabine de meu caiaque e também dentro do seu casco através de furos na popa, o que, com o decorrer do tempo, tornou minha condução quase impossível. Desta forma a exatos novecentos e noventa e nove metros do destino previsto virei e optei por seguir a pé carregando o caiaque pela água junto à beira.

Chegamos ao ponto marcado às quinze horas e resolvemos fazer uma fogueira para facilitar nossa visualização pelo veleiro após o Coronel Hiram tentar em vão contato com o Coronel Pastl. Durante mais de duas horas carregamos desde gravetos até enormes toras para cima de uma duna para manter a fogueira acesa. As horas se passavam e o apoio não chegava. Começamos a ficar preocupados com a segurança de nossos amigos, mas sem nada poder fazer pegamos nossos sacos de dormir e fomos montar bivaque num local bem abrigado do forte vento.

Na manhã seguinte o vento e as ondas continuavam como no final do dia anterior, mas mesmo assim revolvemos tentar terminar o último trecho de nossa jornada. Contudo bastou remar pouco menos de um quilômetro para meu caiaque ficar completamente cheio d’água e assim desistir e novamente ficar aguardando a equipe de apoio a qual continuávamos sem comunicação.

O Coronel Hiram então subiu em uma duna alta e conseguiu contato com nosso amigo Pedro de Camaquã que prontamente nos comunicou que daria um jeito para nos resgatar. Enquanto aguardávamos sua chegada fomos passear e admirar este lindo local. Nele distinguíamos dois panoramas completamente distintos: um junto da beira da praia com muito lixo vindo através da Laguna dos Patos e depositado pelas ondas e outro intocado pela mão humana com grandes dunas de areia branca e uma vegetação nativa exuberante com figueiras, orquídeas, bromélias e diversas outras belas espécies.

Já começávamos também a ficar com um pouco de fome, pois desde Tapes tínhamos saboreado apenas três barrinhas de cereal, quando finalmente às quatorze horas e trinta minutos chegaram nossos amigos de veleiro para nos resgatar. O Coronel Pastl nos relatou que havia feito contato com o Sr. Pedro e só não conseguira chegar para nos apoiar no dia anterior devido a avarias no leme do veleiro provocadas pelos fortes ventos.

Analisando as opções para o término da jornada optamos por esconder meu caiaque atrás de uma duna para resgatá-lo numa data futura e rebocar o Coronel Hiram com seu caiaque até a Praia do Canto do Morro, situada a oeste do Morro da Formiga e local de uma colônia de pescadores. As ondas e os ventos continuavam tão intensos que ainda foram necessários quase três horas de navegação para vencer estes derradeiros quinze quilômetros pela Laguna dos Patos.

Na Praia do Canto do Morro nos aguardavam o Sr Pedro e sua esposa Vera. Esta praia ficava bem protegida dos ventos e marcava o limite de uma enorme plantação de eucaliptos com a exuberante beleza natural do Morro da Formiga que, de acordo com Knippling (1993, p. 56):

avança majestoso na Lagoa dos Patos no extremo sul da Península da Faxina, tendo uma altura máxima de 108 metros. É coberto por uma mata virgem impenetrável e circundado por rochedos com algumas poucas e lindas praias encravadas entre eles.

Já na colônia de pescadores fizemos um lanche, nos despedimos do Coronel Pastl e sua equipe, que ficaram consertando o leme do veleiro, e partimos na camionete do nosso amigo Pedro até Barra do Ribeiro. De lá seguimos até Porto Alegre no carro do Coronel Hiram conduzido pela Srta Rosângela nossa apoiadora no início da jornada.

Assim acabava a nossa aventura, estávamos um pouco frustrados por não tê-la completado na íntegra, pois faltara menos de quarenta quilômetros para o seu final, mas em compensação reconfortados pelas belas paisagens percorridas, pelos conhecimentos adquiridos e, principalmente, pelas novas amizades conquistadas.

O resgate do caiaque.

Somente dia 9 de outubro, num domingo em que até o sol apareceu desobedecendo a previsão do tempo que era de chuvas esparsas em quase todo estado, conseguimos ir fazer o resgate do caiaque que havia ficado avariado e escondido atrás de uma duna de areia no último ponto de nossa travessia.

Eram seis horas e trinta minutos quando eu e minha filha Dafne passamos na casa do Coronel Hiram para então nos deslocarmos até o quilômetro trezentos e trinta e dois da BR116, em Barra do Ribeiro, onde nos encontraríamos com o nosso amigo “São Pedro” de Camaquã. Ele e sua esposa Vera já haviam encontrado o melhor e mais perto acesso por terra para cumprir esta missão. Era através da Fazenda Boa Vista, que se situava ao sul de Barra do Ribeiro, norte de Tapes e ia até a Laguna dos Patos junto do local em que estava o caiaque a ser resgatado.

Chegamos ao ponto de encontro com seu Pedro cronometradamente juntos e nos dirigimos para a sede da Fazenda Boa Vista, onde deixamos o carro do Coronel Hiram e seguimos na rural de seu Pedro, sendo que somente esta conseguiria vencer os precários caminhos a serem percorridos.

Durante este trajeto de carro seu Pedro nos contou que no dia anterior ele e dona Vera já haviam ido a este local e caminhado diversos quilômetros tentando achar o caiaque, mas sem sucesso. Por este motivo que a dona Vera, embora tendo admirado muito o local, teve que ficar descansando em casa.

Perto da penúltima porteira transposta avistamos a casa sede da antiga fazenda cercada por lindas e centenárias figueiras e um bando de emas correndo livremente pelos campos.

Estacionamos o carro num ponto que ficava aproximadamente um quilômetro e meio da laguna em linha reta, formado por grandes dunas de areia e uma rica e bela vegetação nativa, e seguimos a pé até as margens desta. Chegando à praia constatamos que o caiaque estava a três quilômetros e meio de distância em direção ao sul.

A água da laguna estava bastante calma, totalmente diferente da do dia em que tivemos de abandonar o caiaque. Na caminhada pela praia também observamos belas orquídeas e bromélias junto das dunas contrastando com o lixo junto das margens levado pelas águas e inúmeros mexilhões dourados mortos, às vezes, causando mau cheiro.

Por volta das dez horas e trinta minutos chegamos ao local do resgate onde encontramos o caiaque exatamente como o deixamos. Após avaliá-lo vimos que ele estava em condições de navegar em águas calmas o que nos pouparia esforços. Assim eu vim remando o caiaque próximo da praia e os outros três caminhando até o ponto mais próximo da laguna com o local que estava o carro.

Neste ponto, perto de uma grande duna coberta com vegetação nativa e um grande eucalipto, paramos para descansar e fazer um lanche, enquanto minha filha aproveitou para andar um pouco de caiaque.

O trecho seguinte do resgate, embora com cerca de um pouco menos de dois quilômetros, foi o mais desgastante, pois tivemos de carregar o caiaque através de dunas e banhados até o carro. Eu, o Coronel Hiram e seu Pedro nos revezávamos nesta missão enquanto minha filha levava o remo e batia fotos.

Quando chegamos ao carro, descansamos um pouco, comemos algumas frutas, prendemos o caiaque e partimos satisfeitos pelo sucesso da missão cumprida e prontos para novamente realizar uma jornada de conhecimentos e encantamentos pela Laguna dos Patos ou qualquer outro local onde o gosto pela aventura, o contato junto à natureza e o convívio com grandes amizades estejam presentes.

Referências Bibliográficas

KNIPPLING, Geraldo Werner. O Guaíba e a Lagoa dos Patos. Porto Alegre: Edição do Autor, 1993.

LESSA, Luís Carlos Barbosa. Rio Grande do Sul: Prazer em Conhecê-lo. Rio de Janeiro: Globo, 1985.

MOURA, Amanda: BAIRROS, Jacqueline Valle: SPERLIG, Urania Pereira. Estudo Sobre a Viabilidade Turística na Ilha da Feitoria a Partir de Entrevistas Realizadas com Ex-moradores. 2007. UFPEL, Pelotas.

PY, Vera Regina Sant’Anna. O Rio Camaquã e a Canoa. Distratos e Retratos. Porto Alegre: Odisséia, 2009.

ROSA, Estefânia Jaékel. “Ilha da Feitoria” – a Arqueologia Histórica Desvendará seus Mitos? 2008. LEPAARQ/UFPEL, Pelotas.

FOLDER CAMINHO FARROUPILHA. Turismo na Costa Doce/SEBRAE/ SETUR RS, Porto Alegre, 2008.

REVISTA DA COSTA DOCE. Porto Alegre, ano 3, n. 9, jan. 2010.

Blog e Livro

Os artigos relativos ao “Projeto–Aventura Desafiando o Rio–Mar”, Descendo o Solimões (2008/2009), Descendo o Rio Negro (2009/2010), Descendo o Amazonas I (2010/2011), e das “Travessias da Laguna dos Patos (2011), estão reproduzidos, na íntegra, ricamente ilustrados, no Blog http://desafiandooriomar.blogspot.com.

O livro “Desafiando o Rio–Mar – Descendo o Solimões” está sendo comercializado, em Porto Alegre, na Livraria EDIPUCRS – PUCRS, na rede da Livraria Cultura (http://www.livrariacultura.com.br) e na Livraria Dinamic – Colégio Militar de Porto Alegre. Pode ainda ser adquirido através do e–mail: hiramrsilva@gmail.com.

Para visualizar, parcialmente, o livro acesse o link:
http://books.google.com.br/books?id=6UV4DpCy_VYC&printsec=frontcover#v=onepage&q&f=false.

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)

Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)

Presidente do Instituto dos Docentes do Magistério Militar (IDMM)

Vice Presidente da Academia de História Militar Terrestre do Brasil - RS (AHIMTB)

Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)

Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br

Blog: http://desafiandooriomar.blogspot.com

E–mail: hiramrs@terra.com.br

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

COMER ASAS DE FRANGO COM MODERAÇÃO

Asas de frango?

CUIDADO!!!

Comer assiduamente asas de frango - Pode ser perigoso.

Evite comer asas de frango com muita frequência em especial as mulheres, veja por que.

Uma amiga minha teve recentemente um inchaço no útero e foi submetida a uma operação para remover o quisto. O quisto removido estava cheio de sangue de coloração escura. Ela pensou que ficaria curada após a cirurgia, mas estava redondamente enganada.

Uma recaída ocorreu poucos meses depois. Assustada, procurou o seu ginecologista para uma consulta.


Durante a consulta, o médico fez-lhe uma pergunta que a deixou perplexa. Ele perguntou-lhe se era uma consumidora assídua de asas de frango, ao que respondeu que sim, como se ele lhe conhecesse os hábitos alimentares.

A verdade está nesta era moderna. Atualmente os frangos são injetados com esteróides para acelerar o crescimento para poderem suprir as necessidades da procura da sociedade.

Os frangos são injetados com esteróides geralmente no pescoço ou nas asas

Por esta razão, são nestes lugares que existe a maior concentração de esteróides.

Estes esteróides têm efeitos nocivos no corpo já que aceleram o crescimento.

Isto produz um efeito ainda muito mais perigoso na presença das hormonas femininas, deixando as mulheres ainda mais vulneráveis ao aparecimento do quisto nos ovários.

Por isso, aconselho as pessoas a controlarem as suas dietas e a diminuírem a frequência do consumo de asas de frango!

Do Blog: Penso, logo existo!

UM PAÍS DE OTÁRIOS!!!