segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Getúlio Vargas: Temido ou amado?

A notável trajetória política de Getúlio Vargas que governou o Brasil durante duas décadas do século XX. Chegando ao poder numa revolução, mantendo-se através de um golpe, e retornando nos “braços do povo”, esse conjunto de circunstâncias singulares na história contemporânea mundial fazem de Getúlio Vargas uma das mais importantes, senão a mais destacada personalidade da história brasileira do período.
A Construção de um mito político
A ascensão de Getúlio Vargas ao poder no Brasil transformou-se no marco da renovação da cultura política das massas populares e foi responsável pela constituição de um mito histórico nacional cujas referências continuam presentes até hoje.

Deputado estadual em três mandatos; Deputado Federal entre 1923 e 1926; líder da bancada gaúcha na Assembléia Nacional; Ministro da Fazenda de Washington Luís; Governador do Rio Grande do Sul entre 1928 e 1929; Chefe do Governo Provisório entre 1930 e 1934; Presidente eleito pela Assembléia Nacional Constituinte em 1934; Ditador entre 1937 e 1945; e Presidente eleito pelo voto direto em 1950, Vargas terminou sua carreira política de modo violento e inusitado, através do suicídio em 24 de agosto de 1954.
Getúlio Vargas tornou-se referência no cenário político brasileiro não apenas em função da longa duração de seu poder à frente do executivo nacional, mas sobretudo pelas suas ações inéditas, originais e incomuns que marcaram a sua vida pública e transformaram o país. A exemplo do Príncipe, de Nicolau Maquiavel, Getúlio Vargas foi amado e temido. Sua biografia teve a marca do paradoxal e do contraditório.
Getúlio Vargas, o político gaúcho escolhido para representar a Aliança Liberal nas eleições presidenciais de 1930, nasceu em 19 de abril de 1883, em São Borja. Filho de uma família muito próspera, aos 15 anos Getúlio ingressou no serviço militar. Em 1904 iniciou a Faculdade de Direito em Porto Alegre, onde conheceu João Neves da Fontoura, Maurício Cardoso, Góes Monteiro, Eurico Gaspar Dutra e Firmino Paim Filho, com os quais fundou o Bloco Acadêmico Castilhista.
Exímio orador e colaborador do jornal O Debate, órgão da juventude castilhista, Getúlio Vargas destacou-se como herdeiro da boa tradição positivista local. Transformou-se em líder do Partido Republicano Riograndense na Assembléia Legislativa e revelou-se hábil negociador. Em meio à guerra civil de 1923, elegeu-se deputado federal e, três anos mais tarde, seu trabalho na Comissão de Economia e Finanças da Câmara Federal foi reconhecido pelo presidente Washington Luís, que o convidou para o Ministério da Fazenda. Logo veio sua indicação para representar o PRR nas eleições estaduais como candidato a governador. Em 25 de janeiro de 1928, Getúlio Vargas ocuparia o cargo de governador do Rio Grande do Sul.
O governador do Partido Republicano Riograndense, agremiação política que estava no poder desde a proclamação da República, não se contentava em ser apreciado apenas pelos seus correligionários. Getúlio convidou opositores do Partido Libertador para fazerem parte do governo e cuidava pessoalmente para que os articulistas do órgão oficial do PRR, o jornal A Federação, não insultassem a oposição. Fomentou o desenvolvimento da agricultura, da pecuária e do comércio estadual, amparou o charque e o arroz e apoiou o desenvolvimento tecnológico do trigo; fundou o Banco do Estado do Rio Grande do Sul e estimulou a criação da primeira empresa de aviação comercial do país, a Varig; buscou investimentos federais e estrangeiros e auxiliou no incremento da extração de carvão, na diminuição dos preços dos fretes, na criação de sindicatos de produtores; e foi implacável com a corrupção política, demovendo dos cargos àqueles que praticassem fraude eleitoral. Paradoxalmente, o próprio Getúlio cometera fraudes no tempo em que era assessor de Borges de Medeiros e presidente da Comissão de Verificação, responsável pelas listas eleitorais e contagem de votos.
Depois de governar o estado por um ano e meio, ele aceitaria, após alguma relutância, a tarefa de representar a Aliança Liberal nas eleições presidenciais de 1930. Uma inusitada disposição para a participação política percorreu o Brasil entre os anos de 1929 e 1930. A Aliança Liberal constituiu-se num forte indicativo da decadência do sistema oligárquico fechado e tradicional, onde persistiam práticas políticas excludentes: voto a cabresto, fraude e corrupção no processo eleitoral, poder dos coronéis e persistência de clientelismo político durante toda a Primeira República e predomínio político de setores ligados ao setor primário-exportador da economia.
Os grupos que se sentiram atraídos pelo discurso da Aliança Liberal eram muito heterogêneos; velhos oligarcas, quadros civis mais jovens, tenentes, operários e classes médias eram aqueles que se sentiam prejudicados pelo sistema oligárquico.
E embora Vargas pertencesse à mesma elite oligárquica encastelada no poder desde a proclamação da República, seu governo provisório foi marcado pela criação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio e do Ministério da Educação e Saúde Pública; pela promulgação de um novo Código Eleitoral, que dava direito de voto às mulheres; pela lei de sindicalização; a instituição de uma jornada de trabalho de 48 horas e outros temas onde se destacava o inédito encaminhamento dos problemas sociais do Brasil.
Depois de eleito presidente pela Assembléia Nacional Constituinte de 1934, perto do final desse mandato, Vargas não admitia deixar o poder, especialmente para seus mais ferozes adversários. Quando o país oscilava entre as propostas de socialismo do PCB de Luis Carlos Prestes e o integralismo da AIB de Plínio Salgado, Getúlio encomendou a Francisco Campos uma constituição fascista e deu um golpe de Estado em novembro de 1937, instaurando o Estado Novo. Uma ditadura que criou mecanismos originais de controle da oposição, através da censura e prisão, e promoveu a propaganda do regime. Ao mesmo tempo, criou a Lei do Salário Mínimo, organizou a Força Aérea Brasileira, o Correio Aéreo Nacional e negociou empréstimo norte-americano para construção da Usina de Volta Redonda. Titubeou em apoiar a democracia representada pelos Aliados na Segunda Guerra Mundial e deu motivos aos adversários políticos para derrubá-lo em 1945. Antes disso, criou os partidos que o trariam de volta ao poder, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o Partido Social Democrático (PSD). Entre a renúncia em 1945 e a eleição presidencial de 1950, o movimento brasileiro mais contundente era o “queremismo” ou “queremos Getúlio”.
Eleito no final de 1950, com 48, 7% dos votos, Getúlio tomou posse em janeiro de 1951 e esse último mandato foi caracterizado por uma política marcadamente populista. Sua perspectiva nacionalista no que dizia respeito à lei de inversões estrangeiras desagradava os militares, os investidores internacionais e as elites brasileiras. A nomeação de João Goulart para o Ministério do Trabalho em 1953, sua proposição de aumento de 100% do salário mínimo e a execução dessa promessa em 1954, foram o estopim de uma crise anunciada. Desde o começo do mandato, assessores e familiares de Vargas eram acusados de tráfico de influência. A pressão da oposição e a ameaça de golpe militar somaram-se aos episódios que envolviam amigos e partidários de Vargas em atos ilícitos e resultaram no seu suicídio no dia 24 de agosto de 1954. As manifestações populares que se seguiram ao suicídio deram a dimensão exata do mito político no qual se transformaria o presidente Getúlio Vargas.


(Claudia Wassermann)
-Professora de História Contemporânea da América Latina na UFRGS e Doutora em História Social pela UFRJ-

A Carta-Testamento de Getúlio Vargas, na íntegra:

Mais uma vez, as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se e novamente se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam; não me combatem, caluniam, e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes.

Sigo o destino que me é imposto. Depois de decênios de domínio e espoliação dos grupos econômicos e financeiros internacionais, fiz-me chefe de uma revolução e venci. Iniciei o trabalho de libertação e instaurei o regime de liberdade social. Tive de renunciar. Voltei ao governo nos braços do povo. A campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. A lei de lucros extraordinários foi detida no Congresso. Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre.

Não querem que o povo seja independente. Assumi o Governo dentro da espiral inflacionária que destruía os valores do trabalho. Os lucros das empresas estrangeiras alcançavam até 500% ao ano. Nas declarações de valores do que importávamos existiam fraudes constatadas de mais de 100 milhões de dólares por ano. Veio a crise do café, valorizou-se o nosso principal produto. Tentamos defender seu preço e a resposta foi uma violenta pressão sobre a nossa economia, a ponto de sermos obrigados a ceder.

Tenho lutado mês a mês, dia a dia, hora a hora, resistindo a uma pressão constante, incessante, tudo suportando em silêncio, tudo esquecendo, renunciando a mim mesmo, para defender o povo, que agora se queda desamparado. Nada mais vos posso dar, a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida.

Escolho este meio de estar sempre convosco. Quando vos humilharem, sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta, sentireis em vosso peito a energia para a luta por vós e vossos filhos. Quando vos vilipendiarem, sentireis no pensamento a força para a reação. Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência. Ao ódio respondo com o perdão.

E aos que pensam que me derrotaram respondo com a minha vitória. Era escravo do povo e hoje me liberto para a vida eterna. Mas esse povo de quem fui escravo não mais será escravo de ninguém. Meu sacrifício ficará para sempre em sua alma e meu sangue será o preço do seu resgate. Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora vos ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na História.

(Rio de Janeiro, 23/08/54 - Getúlio Vargas)
Carta de despedida (suposta versão verdadeira)

"Deixo à sanha dos meus inimigos o legado da minha morte. Levo o pesar de não haver podido fazer, por este bom e generoso povo brasileiro e principalmente pelos mais necessitados, todo o bem que pretendia. A mentira, a calúnia, as mais torpes invencionices foram geradas pela malignidade de rancorosos e gratuitos inimigos numa publicidade dirigida, sistemática e escandalosa. Acrescente-se a fraqueza de amigos que não me defenderam nas posições que ocupavam, a felonia de hipócritas e traidores a quem beneficiei com honras e mercês e a insensibilidade moral de sicários que entreguei à justiça, contribuindo todos para criar um falso ambiente na opinião pública do país, contra a minha pessoa. Se a simples renúncia ao posto a que fui elevado pelo sufrágio do povo me permitisse viver esquecido e tranqüilo no chão da pátria, de bom grado renunciaria. Mas tal renúncia daria ensejo para com fúria, perseguirem-me e humilharem. Querem destruir-me a qualquer preço. Tornei-me perigoso aos poderosos do dia e às castas privilegiadas. Velho e cansado, preferi ir prestar contas ao senhor, não de crimes que contrariei ora porque se opunham aos próprios interesses nacionais, ora porque exploravam, impiedosamente, aos pobres e aos humildes. Só Deus sabe das minhas amarguras e sofrimentos. Que o sangue de um inocente sirva para aplacar a ira dos fariseus. Agradeço aos que de perto ou de longe trouxeram-me o conforto de sua amizade. A resposta do povo virá mais tarde....
Getúlio Vargas "

sábado, 23 de agosto de 2008

Eleição - Maravilhas Naturais

As 7 maravilhas naturais do mundo
Amazon, River/Forest
BOLIVIA/ BRAZIL/ COLOMBIA/ ECUADOR/ FRENCH GUIANA/ GUYANA/ PERU/ SURINAME/ VENEZUELA

Você se lembra quando a gente votou para eleger as 7 maravilhas do mundo?
Pois agora, estão procurando eleger as 7 Maravilhas Naturais do mundo e todo internauta pode votar no endereço New7wonders.com. Entre os indicados do Brasil, estão o Pão de Açucar, Monte Roraima, Arquipélago de Fernando de Noronha, Quedas do Iguaçu e o rio Amazonas.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

CAMPO MOURÃO-Personalidades de sua História

Hoje inicio uma série, com a inserção de fotos de gente que ajudou e já partiu desta e daqueles que ainda estão entre nós, contribuindo com o desenvolvimento de CAMPO MOURÃO, inserindo seus nomes na história.

sábado, 16 de agosto de 2008

Dorival Caymmi "O que é que a bahiana tem"



O cantor e compositor Dorival Caymmi morreu neste sábado (16), aos 94 anos, no Rio. Ele nasceu em Salvador, em 30 de abril de 1914, filho do funcionário público Durval Henrique Caymmi e de Aurelina Cândida Caymmi, conhecida por Dona Sinhá.

A família Caymmi sempre foi ligada à música, já que seu pai tocava violão, bandolim e piano, e sua mãe gostava de cantar. Além de Caymmi, o casal teve outros três filhos: Deraldo, Diná e Dinair.

Aos seis anos, o menino Caymmi começou a freqüentar a Escola de Belas Artes, no Colégio de Dona Adalgisa. Estudou depois no Colégio Batista e, em 1926, concluiu o curso primário no Colégio Olímpio Cruz, todos na capital baiana. No ano seguinte entrou para o então ginásio, mas abandonou a escola para trabalhar no jornal "O Imparcial". Quando o jornal fechou, em 1929, ele teve que trabalhar como vendedor.

Primeira composição

Em 1933, Caymmi começou a compor marchinhas e toadas, como "No sertão", sua primeira composição. Em 1934, ele começou a ter aulas de violão com seu pai e com seu tio Cici. Em 1935, passou num concurso para escrivão da coletora estadual, cargo para o qual nunca foi nomeado. Foi nesse mesmo ano que ele começou a cantar, quando foi junto de seu primo Zezinho à Rádio Clube da Bahia. Também em 1935, ele prestou o serviço militar.

Em 1937, Caymmi resolveu ir tentar a vida no Rio de Janeiro, viajando num Ita, um pequeno navio de passageiros. Ele queria estudar jornalismo e trabalhar com desenho na então capital do país. Ele chegou a publicar seus desenhos na revista "O Cruzeiro".

Stella Maris

Um amigo o apresentou ao diretor da Rádio Tupi, Teófilo de Barros Filho, que gostou muito da voz grave do jovem Caymmi e resolveu contratá-lo. Em 1939, conheceu num programa de calouros na Rádio Nacional a sua futura mulher, a cantora Stella Maris (cujo nome real é Adelaide Tostes), quando ela cantava "Último desejo", música de Noel Rosa.

Eles se casaram em 1940 e tiveram três filhos: Dinair (Nana), nascida em 1941, Dorival (Dori), nascido em 1943, e Danilo Cândido, nascido em 1948. Todos eles se tornaram grandes nomes da música popular brasileira. Em 1943, Caymmi perdeu sua mãe. Nesse mesmo ano, passou a freqüentar o curso de desenho na Escola de Belas Artes no Rio de Janeiro.

Em 1953, foi inaugurada em sua homenagem a praça Dorival Caymmi, em Itapuã, bairro soteropolitano. Dois anos mais tarde, mudou-se com a família para São Paulo, lá vivendo por cerca de um ano e depois retornou ao Rio. Caymmi tem seis netos, Stella Teresa, Denise Maria e João Gilberto (filhos de Nana), João Vítor (filho de Dori) e Juliana e Gabriel (filhos de Danilo).

Caymmi era amigo de outro baiano famoso: o escritor Jorge Amado, morto em 2001. Como eram parecidos fisicamente, os dois costumavam ser confundidos um com o outro por fãs. Os dois compuseram juntos a música "É Doce Morrer no Mar".

Homenagens

Em 1968, ganhou do governo da Bahia uma casa na Praia de Ondina, em reconhecimento a sua importância para a cultura brasileira. Em 1972, foi agraciado no Palácio do Itamaraty (Brasília) com a comenda da Ordem do Rio Branco, em Grau de Oficial. Foi também agraciado com a comenda da Ordem do Mérito da Bahia.

Em 1984, recebeu, em comemoração de seus 70 anos, inúmeras homenagens, tais como: a edição de um CD duplo e de um álbum de desenhos patrocinado pela Funarte (Rio de Janeiro); a outorga da comenda da "Ordem das Artes e das Letras da França"; a outorga da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho (Brasília) e a outorga do título de doutor honoris causa da Universidade Federal da Bahia (Salvador). Em 1985, inaugurou a avenida Dorival Caymmi na capital baiana. Em 2001, com quase 90 anos, Caymmi voltou a compor para a televisão.

Fonte: Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira


sexta-feira, 15 de agosto de 2008

TUDO MUDOU...

Nascemos nos anos 30, 40 e 50... foi barra para mudar todos os conceitos de várias gerações. Faz apenas 50 anos que apareceu a televisão, o chuveiro elétrico, a declaração dos direitos humanos e a revista Playboy.
Casar era pra sempre, sustentar filhos era somente até quando eles conseguissem emprego, as certezas duravam a vida toda e os homens eram os primeiros a serem servidos na mesa de jantar. As avós eram umas velhinhas, hoje, essas mulheres de 40 ou 50 anos viraram um "mulherão". Todos nos vestimos como nossos filhos. Não existem mais velhos como antigamente. Essa foi uma geração que mudou tudo.
Culpa da guerra, da pílula, da internet, da globalização, do muro de Berlim, da televisão e da tecnologia. Até morrer ficou diferente. Na minha rua havia um velhinho que morria aos poucos. Ficou uns dez anos morrendo e isto aconteceu logo depois de completar 57 anos. Hoje se morre com 80 ou aos 90 e é um vapt-vupt.
Com a pílula, a mulher teve os filhos que quis e ela sempre quis poucos. Como não conseguimos mais sustentar uma família, elas foram à luta e saíram para poder pagar a comida congelada, a luz e o telefone. Se a coisa não vai bem: é fácil a separação, difícil é pagar a pensão. Na realidade, as mães são solteiras com doze anos. Depois serão chefes de família, com muitos filhos de muitos pais.
Em 50 anos tiraram a filosofia da educação básica, e como o pensamento era reprimido pela revolução, tudo virou libertação. Pedagogia da libertação, Teologia da libertação, Psicologia da libertação. Deu no que deu. Burrice liberada. Burrice eleita. Para as pessoas de mais de 50 anos, palhaço era o Carequinha. Hoje o povo inteiro é meio palhaço, meio pateta. Ladrão era o Meneghetti e o Bandido da Luz Vermelha; hoje os ladrões tomaram conta dos palácios, da Câmara Federal e de uma cidade que não existia, chamada Brasília.
Ângela Guadagnin dançaria só na zona do baixo meretrício. Presidente da República era alfabetizado. Experiência com feijão e algodão germinando a gente fazia na escola primária e não em vôo espacial, pago a 12 milhões de dólares.

Movimento social era reunião dançante. Dia da mentira não era data nacional. Piercing quem usava era índio botocudo. Tatuagem era em criminoso do bas fond. Mansão do lago era algo de filme de terror e não lugar onde ministro divide dinheiro.
Caseiro não era mais ético do que ministro.
Quadrilha era dança junina e não razão de existir de partido político. O Clube dos Cafajestes eram uns inofensivos playboys cariocas e não um País inteiro.
As pessoas de mais de 50 estão assim meio tontas, mas vão levando. Fumaram e deixaram de fumar. Beberam whisky com muito gelo, hoje tomam água mineral Foram marxistas até descobrir quem eram Harpo, Chico e Groucho, e que o marxismo é um grande engodo.
Ninguém tem mais certeza de mais nada e a única música dos Beatles a tocar é "Help".
Pára Brasil, que os caras de mais de 50 anos querem descer!!!
Ao ler esta mensagem dá um aperto no coração só de pensar que tudo isso é verdade! Que a nossa realidade está de fazer vergonha! E o pior, será que alguém sabe o que é "vergonha"?

* Autor desconhecido *

Faça Você Mesmo o Nó de sua Gravata

Eu até hoje não sei dar nó em gravata.
Se você também não sabe, aqui está um vídeo que,
apesar de ser em espanhol,
ajuda a gente fazer direitinho um nó.

JOÃO MOHANA - médico, escritor e padre

A 12 de agosto de 1995, falecia o médico, escritor e Padre João Mohana que, a convite do amigo, Bispo Dom Eliseu Simões Mendes, esteve em Campo Mourão em 1973 proferindo palestras para casais, já que o seu tema preferido para elaboração de livros versava sobre a família.
Lembro-me dessa sua passagem por aqui, assisti suas palestras, na época eu era Diretor Administrativo da Prefeitura, gestão Dr. Renato Fernandes Silva, e fui encarregado de comprar um presente para o ilustre conferencista, adquirimos na Livraria Roma, do nosso saudoso amigo José Roberto Teixeira Pinto, um lindo porta-livros executado em pedras semipreciosas brasileiras.

O médico, escritor e padre João Mohana nasceu na cidade de Bacabal, interior do Maranhão, no dia 15 de junho de 1925. Seus pais, Miguel e Anice Mohana, eram cristãos libaneses maronitas. Alguns motivos contribuiram para que se mudassem para o Brasil, entre eles, perseguição dos turcos islamitas contra os cristãos libaneses maronitas e a área reduzida do Líbano.
Então resolveram se estabelecer nas cidades de Coroatá, Bacabal e Viana. Esta última foi o local onde João Mohana passou sua infância e grande parte da adolescência.
A juventude de Mohana foi marcada por fatos que revelaram precocemente sua liderança e solidariedade. Quando o arcebispo D. Carlos Carmelo realizou uma visita pastoral a Viana, o jovem João Mohana foi escolhido para saudá-lo. Vários espetáculos teatrais organizados na cidade tiveram a participação de João Mohana. Durante as férias do colégio, os estudantes eram convocados a participar de peças teatrais e show de variedades.
Na capital do Maranhão, os estudos ocorreram no Colégio São Luís e no Colégio Marista Maranhense. O irmão Mário o incentivou a ter noções de Psicologia, fundamental para o seu trabalho mais tarde. No decorrer de sua vida escolar, vários professores, como D. Zilda Dias, levaram-no a conhecer melhor a natureza humana através dos ensinamentos.
Arquivo
Mohana realizava pesquisas para obter livros antigos e romances famosos, fato que revela como seria desenvolvida a pesquisa em relação a "A Grande Música do Maranhão". Sempre foi criterioso. Rasgou romances que considerava imperfeitos, entre eles, "A Serra da Boa Esperança". Começou a fazer um fichário que revela sua disciplina e discernimento.
Mohana médico
No final da década de 40, por determinação de seu pai, cursou Medicina na Universidade Federal da Bahia com especialidade em Pediatria. Em São Luís, chegou a trabalhar junto com o Dr. Odorico Amaral de Matos no Departamento Estadual da Criança.
Em 1952 lançou seu primeiro livro, o romance "O Outro Caminho", pelo qual recebeu o prêmio Coelho Neto da Academia Brasileira de Letras. Um livro original e, em alguns aspectos, autobiográfico. Apesar de ter sido obrigado a seguir Medicina, seu grande desejo era o sacerdócio. Este conflito médico/padre influenciou vários livros escritos por ele mais tarde.
No Maranhão desempenhou importante papel à frente da Ação Católica que tinha a presidência internacional de Luiggi Geda, e Tristão de Ataíde no âmbito nacional. Houve um redirecionamento em várias áreas e o aspecto cultural ganhou um impulso benéfico.
Após a morte do pai, entrou para o Seminário de Viamão, Rio Grande do Sul. Estava com 30 anos. No Rio de Janeiro, acontecia o XXXVI Congresso Eucarístico Internacional. Quase 2 anos depois da morte de Miguel Mohana, o jovem médico optou por "Um Outro Caminho". Escreveu até um artigo sobre o assunto. A qualidade de ser cauteloso contribuiu para preparar a mudança. A adaptação às normas do Seminário de Viamão foi resultado de um Trabalho Interior. Quando convidado a escrever sobre o cemitério da cidade, a sensibilidade anunciou o "Cemitério Interior". Um enfoque diferente que encantou a todos os seminaristas. Em 1960, tornou-se padre. O evangelho era pregado de forma atualizada e entusiasta.
O sucesso dos sermões era proveniente de seu conteúdo, espiritualidade e modernidade. Sua oratória empolgava o público. Milhares de pessoas participaram de cursos e seminários ministrados por ele em todo o Brasil.
Sua eleição para a Academia Maranhense de Letras ocorreu no dia 4 de abril de 1970. A posse, 4 meses depois, quando passou a ocupar a cadeira de No. 3.
Em 1975, o padre João Mohana fundou o movimento Juventude Universitária Autêntica Cristã (JUAC), com o objetivo de formar líderes. Movimentos que colaboraram para o desenvolvimento do Próximo e surgimento de lideranças. Este movimento colaborou para o desenvolvimento de jovens comprometidos com a cristandade.
A história de João Mohana continua. Lembranças, livros, sermões, orientações e exemplos. No dia 12 de agosto de 1995 partiu, mas cumpriu sua missão. Durante a doença, no final de sua existência, viveu tudo que colocou nos livros.
João Mohana na Internet mostra a modernidade de um homem que atingiu seus objetivos e continua atual porque soube aplicar, multiplicar e, sobretudo, compartilhar seus talentos com os jovens, os casais, os amigos, os irmãos...
Em 1957 durante uma entrevista ao Jornal "O Imparcial", João Mohana disse:
"Quero pedir aos moços maranhenses que lutem pela fidelidade à própria vocação. Que ao menos o desajustamento profissional seja evitado por um heroísmo individual, enquanto não é possível fazer mais que isso. E que os pais ajudem os filhos nessa opção, puxem a corda com eles. É uma maneira prática e bela de sabotar frustrações; o melhor tributo que se pode dar a um filho - abrir com lealdade e coragem a estrada que o levará ao lugar onde terá sol."

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Picanha Invertida do Mantelli

Dicas de churrasco

A Magia do Churrasco - Marcos Guardabassi
Não sou nenhum expert no assunto, muito pelo contrário. No máximo, tento fazer um churrasco, mas só quando não existe mais ninguém por perto com mais experiência. Mas se não sirvo para dar aulas de culinária, pelo menos achei um vídeo no qual o expert Marcos Guardabassi dá dicas de como comprar uma boa picanha para a próxima vez que você for fazer um churrasco.
Cuidado para não comer coxão-duro no lugar da picanha e boa sorte.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

A Nova Carteira de Identidade dos Brasileiros

A nova carteira de identidade dos brasileiros - que deverá entrar em vigor em janeiro do ano que vem - vai reunir CPF, RG e título de eleitor em um só documento, e será chamada de RIC (Registro de Identidade Civil), a intenção é gerar um número nacional para todos os brasileiros.
Hoje, cada órgão que cuida do assunto nos estados produz um número diferente de carteira de identidade, o que possibilita uma pessoa a emitir o documento em diferentes regiões. Agora, as impressões digitais serão encaminhadas para o INI, que fará um único banco de dados.
O novo documento de identidade vai ter o tamanho de um cartão de crédito. A maior novidade é o chip, que armazena todas as informações da pessoa (como cor da pele, altura e peso) e também as impressões digitais.
A informação não é uma tinta, então nenhum reagente químico pode alterá-la, todos os dados são gravados a laser no corpo do documento.
A proposta é que, em nove anos todos os brasileiros tenham o novo registro, que vai acabar com o problema de homônimos (pessoas que têm o mesmo nome e números de registro diferentes), e principalmente com as fraudes.
Ítens de segurança como dispositivo anti-scanner, imagens ocultas e palavras impressas com tinta invisível, fotografia e impressão digital a laser e a possibilidade de armazenar no chip, informações trabalhistas, previdenciárias, criminais e o que mais for necessário, vem a ser o grande diferencial do novo documento. (
Fonte)

HORÁCIO AMARAL


Nesta madrugada, durante o temporal que desabava, lembrei-me de duas ocorrências que abalaram a nossa comunidade, a chuva de granizo que desabou sobre Campo Mourão em 25 de setembro de 1971 e o trágico acidente, do dia 07 de agosto de 1974, exatos 34 anos atrás, que vitimava o "Prefeito Escola" - Dr. Horácio Amaral. Perdi o sono e fiquei a devanear sobre a amizade que nos unia, lembrando-me das palavras de Amado Nero, de que "aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós", alegres recordações me vieram a mente, das reuniões que realizávamos todos os finais de semana, percorrendo o interior do município, quando Luiziana e Farol ainda eram distritos administrativos, inaugurando escolas, meta de seu governo que inebriava-o. Eu era o condutor dos cerimoniais de todas as solenidades da Prefeitura e era sempre uma satisfação de alegria anunciá-lo para usar da palavra, que ele sabia manusear com facilidade, prendendo a atenção dos ouvintes. Em um discurso póstumo, perante sessão do Rotary Clube Campo Mourão, do qual fazia parte, tive a oportunidade de prestar minha última homenagem ao distinto homem público e meu grande amigo, sócio honorário daquele clube de serviço, traçando um leve perfil de sua personalidade. "Esse homem dedicou parte de sua vida em benefício do semelhante, do seu próximo, da nossa comunidade. E, quando se lançou numa campanha para defender os interesses do nosso querido Paraná, foi arrancado do nosso meio de maneira trágica e violenta. Mas falemos mais intimamente do companheiro que nos deixou: Filho de Ângelo Amaral, de saudosa memória e de Ernestina Amaral, HORÁCIO AMARAL, nasceu em Mallet, neste Estado, no dia 25 de junho de 1927. Fez o curso primário na cidade natal, no Grupo Escolar “Dário Velozzo”. Após o curso primário, foi aluno do Seminário São Vicente de Paulo, na cidade de Irati, onde ficou por mais de um ano. Em 1934 iniciou o curso ginasial no Colégio “Regente Feijó”, de Ponta Grossa e, em 1946, transferiu-se para Curitiba, onde continuou os estudos no Colégio Estadual do Paraná, onde fez o curso clássico. Logo a seguir começou os estudos na Faculdade de Direito, formando-se advogado em 1954. HORÁCIO AMARAL, sempre levou vida de estudante pobre. Tanto isso é verdade que de 1943 a 1954, trabalhou em várias atividades para poder prosseguir em seus estudos, tais como: balconista, ferroviário, bancário, professor, viajante comercial, etc. Em 1954, quando cursava o último ano de Direito transferiu-se para a cidade de Assai, onde foi eleito vereador e presidente da Câmara Municipal, exercendo também o cargo de Prefeito daquela cidade, realizando excelente administração. Radicado em CAMPO MOURÃO há muitos anos, HORÁCIO AMARAL foi Prefeito do nosso Município no período de 1969 a 1972. Sua família, constituída pela dedicada esposa, Dona Déa Amaral e pelos filhos Ângela, Alba e Horácio, sempre teve ele como grande líder, bom esposo e afetuoso pai". E prossegui falando de seu governo frente a Prefeitura: "HORÁCIO teve um período administrativo em Campo Mourão, marcado por grandes realizações que perpetuarão a sua memória. Dentre elas podemos destacar a recuperação de escolas e o aumento da rede de estabelecimentos de ensino na Zona Rural, pois seu desejo era o de ver todas as crianças com seus livros debaixo do braço, rumando para as escolas, recebendo por isso o título de “PREFEITO ESCOLA”. Na sua administração foi incentivada a criação da Faculdade de Ciências e Letras (hoje uma grande realidade). Também foi inaugurado o Mercado Municipal, que agregou o comércio feirante do Município Modelo do Paraná. Os Distritos Administrativos ganharam estádios para a prática esportiva e receberam a rede de energia elétrica. A sede do Município teve ampliada a sua rede de eletricidade e de esgoto. O Grupo Escolar Dom Bosco, no Lar Paraná, o Ginásio (extensão) do Distrito de Farol, foram realizações em sua administração. O asfaltamento da cidade foi ampliado em dezenas de quilômetros quadrados a mais. A atenção para com as estradas municipais era muito grande o que caracterizava a sua administração. Os agricultores eram unânimes e afirmavam que as estradas mais bem cuidadas da região pertenciam a Campo Mourão. Esse nosso companheiro marcou sua administração, com honestidade, capacidade e espírito de luta pelos interesses dos munícipes. Com equilíbrio e imparcialidade, procurou elevar cada vez mais o nome de Campo Mourão no cenário estadual e nacional". Lembro-me, já com a voz embargada, que ainda disse: "Meus companheiros, o que mais me comove, e creio que emociona a todos, é que o maior sonho de HORÁCIO AMARAL era o de ser Deputado Estadual. Havia delineado esse projeto há quase dez anos, cultivando ESSE IDEAL com todo carinho e dedicação. Quando estava há apenas quatro meses para alcançar essa sua mais alta aspiração, foi tirado de nosso convívio. Um homem dedica quase toda sua existência cultivando um ideal, um objetivo e quando está prestes a realizá-lo, falece em condição trágica". Hoje, no aniversário de sua partida, presto esta homenagem a esse grande vulto que passou pela História de Campo Mourão, como disse lá no Rotary "ao inesquecível HORÁCIO AMARAL, homem simples que estendia a mão a todos que o procurava, um homem humilde que sabia entender as pessoas, homem prestativo que, acima de tudo e como rotariano, “DEU DE SI SEM PENSAR EM SI”. "De vez em quando a eternidade sai do teu interior e a contingência substitui-a com o seu pânico. São os amigos e conhecidos que vão desaparecendo e deixam um vazio irrespirável. Não é a sua ‘falta’ que falta, é o desmentido de que tu não morres." (Ferreira, Vergílio).

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

SOLJENITZINE

Faleceu Alexandre Soljenitzine, um dos maiores escritores russos. A sua biografia coincide fortemente com a história do seu povo no século XX e no início do séc. XXI, diria mesmo que se trata de um dos seus espelhos mais fiéis.

Soljenitzine combateu na Segunda Guerra Mundial (1939-1945), foi ferido e condecorado, tal como milhões soldados soviéticos. Tal como milhões de cidadãos soviéticos, passou pelos campos de concentração estalinistas por, em cartas a um amigo, criticar o ditador José Estaline.

Após doze anos de GULAG, Soljenitzine vai dar aulas para uma escola da província russa, iniciando, paralelamente, a sua atribulada carreira literária. Em 1962, a publicação do seu conto "Um dia na vida de Ivan Denissovitch" provocou um autêntico abalo na vida literária e social do seu país.

Depois voltaram novamente as perseguições e o desterro, desta vez para o Ocidente, onde Soljenitzine publica as suas obras mais revelantes "O Pavilhão dos Cancerosos", "O Arquipélago de GULAG", etc., etc.

O escritor russo foi daqueles que viram cair o inimigo que combatia: o comunismo, e regressaram ao seu país. Nesta luta, Soljenitzine ganhou o respeito de todas as vítimas e adversários do estalinismo.

Soljenitzine regressou em 1994, mas não se envolveu diretamente na luta política, tendo optado pelo papel de profeta que vive retirado na sua casa da província e que revela as suas idéias e propostas através das suas obras. O escritor tentou encontrar uma fórmula para reconstruir, relançar a sua Rússia. Não é por acaso que uma das suas primeiras obras depois do regresso se intitula: "Como reorganizar a Rússia?".

E, neste campo, a sua herança é muito contraditória. Soljenitzine, por paradoxal que pareça, tentou encontrar o futuro da Rússia, a idéia nacional, no regresso a instituições pré-revolucionárias, ou seja, que existiram até 1917. Nesse sentido, o escritor teve o apoio dos monárquicos e ultra-conservadores. Na sua obra "Duzentos Anos Juntos", o escritor repete um dos erros do governo pré-revolucionário russo ao embarcar no anti-semitismo.

Mas é essa linha do pensamento que o leva também a apoiar a guerra na Tchetchénia e, posteriormente, a política de Vladimir Putin.

À primeira vista, parece uma aliança estranha: Soljenitzine, vítima dos serviços secretos soviéticos (KGB) e Putin, representante desses serviços. Mas não é o caso, porque a base dessa aliança está noutro plano: no renascimento e no engrandecimento da Rússia.

Os antigos dissidentes soviéticos e políticos liberais não lhe podem perdoar esse passo, mas Soljenitzine e Putin representam os pensamentos, os anseios da maioria da população.

Por enquanto, ainda é cedo para avaliar a extensa herança cultural, filosófica, literária deixada por Alexandre Soljenitzine. Tal como todos os escritores geniais, ele é problemático, complexo.

Distinguido com o Nobel, não foi a Estocolmo recebê-lo

Nascido a 11 de Dezembro de 1918 no Cáucaso, Soljenitsin aderiu aos ideais revolucionário bolcheviques daquele tempo, estudou Matemática e tomou parte como artilheiro na II Guerra Mundial, contra o III Reich. Dos campos de batalha, em 1941, aos campos de concentração, em 1945, foi um passo, por ter ousado criticar a competência bélica do ditador Estaline. Libertado em 1953, foi exilado para a Ásia Central, onde começou a escrever, viajando depois para Riazan, a duas centenas de quilômetros de Moscovo, para ser professor.

O sucessor de Estaline, Nikita Khrutchev, deu "luz verde" à publicação - na revista "Novy Mir" - de "Um Dia na Vida de Ivan Denissovitch", relato do quotidiano de um recluso nos gulag, editado a 18 de Novembro de 1962. Uma onda de choque sacudiu a Rússia e a comunidade internacional, que abriu os olhos para uma realidade até então desconhecida. Tinha caído um tabu. Soljenitsin continuou a escrever, mas livros como "O Pavilhãos dos Cancerosos", ou "O Primeiro Círculo", tiveram de ser publicados clandestinamente e no estrangeiro.

O Nobel da Literatura foi-lhe atribuído em 1970, mas declinou ir recebê-lo a Estocolmo com receio de não poder regressar à Rússia, então sob o pulso de Brejnev. Uma nova onda de entusiasmo varreu o mundo, para fúria do Kremlin, que expulsou Soljenitsin para o Ocidente, tendo-se radicado finalmente em Vermont, nos EUA.

Fonte: O Público
e blogdasanta

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Militares debaterão 'passado terrorista' de petistas

Os militares decidiram dar o troco ao ministro da Justiça, Tarso Genro, por causa da audiência pública convocada por ele na semana passada para debater a punição de "agentes do Estado" que tenham praticado tortura, assassinatos e violações dos direitos humanos durante o regime militar.

Revoltados com o que consideram conduta revanchista do ministro, oficiais da reserva, com o apoio de comandantes da ativa, patrocinarão uma espécie de anti-seminário no Clube Militar do Rio de Janeiro, na próxima quinta.

O objetivo do seminário de 7 de agosto é debater o que consideram "passado terrorista" de autoridades do governo Lula e de personalidades do PT, discutindo, inclusive, se não seria o caso de puni-los pelos excessos cometidos na luta armada.

O que mais irrita oficiais das três Forças é o fato de a maioria desses "terroristas" ter recebido "indenizações milionárias" do Estado. A queixa geral é de que "eles também mataram e seqüestraram" e agora querem provocar os militares.

O tom do seminário

No seminário, uma das idéias é exibir uma série de slides com fotos e uma biografia da "atividade terrorista" de ministros de Estado e petistas ilustres. A lista das autoridades começa pelo ex-ministro José Dirceu e tem o próprio Tarso Genro em quinto lugar. O segundo posto é dado à ministra da Casa Civil, Dilma Roussef. O ministro da Comunicação de Governo, Franklin Martins, aparece em quarto, logo atrás do deputado José Genoino (PT-SP). Mais atrás, estão os ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi.

Fonte: Agência Estado

VÍDEOS

como baixar os do youtube
É bom ter amigos. Como o Hélder Filho que me ajuda a postar o ANTENA.
"Muitas pessoas têm interesse em baixar os vídeos do YouTube, mas temem baixar um programa ou os mesmos não são tão eficientes quanto anunciam.
Esta dica ensina a baixar vídeos do youtube sem programa:

1. Entre no site www.youtube.com e procure pelo vídeo do qual você deseja fazer o download! Após encontrar o vídeo desejado, clique para abrir como se você fosse assisti-lo. Depois de ter feito isso, vá até a barra de endereços: Lá estará um link parecido com este:
http://br.youtube.com/watch?v=D-...h?v=D- Kfcq5KM9o

2. Vá até a barra de endereços e apague a palavra "watch?" , apague também o sinal de igualdade "=" , no lugar do sinal de igualdade coloque "/" , ficará assim:
http://br.youtube.com/v/D-Kfcq5KM9o

3. Aperte enter, o vídeo ficará em uma tela inteira, após aparecer o vídeo na tela inteira, note que o link estará diferente, ex:
http://br.youtube.com/swf/l.swf? ...hCSqVwd103kqfYV

4. Apague "swf/l.swf" e coloque "get_video" , ex:
http://br.youtube.com/get_video? ...hCSqVwd103kqfYV

5. Aperte enter e pronto, abrirá a janela perguntando aonde você deseja salvar o arquivo.

6. Observação: após terminar o download , não abra , renomei-o, coloque isso "." e o formato que você quer.
exemplo - video.avi

Comigo esta dica SEMPRE funcionou. Espero que outros possam aproveitar.
Helder Filho"

Esta Dica foi baixada pelo Nonato Albuquerque no antenaparanoica, de onde colei.

sábado, 2 de agosto de 2008

Sinto Vergonha de Mim - Cleide Canton

ROLANDO BOLDRIN



Sinto vergonha de mim
Por ter sido educador de parte desse povo,
Por ter batalhado sempre pela justiça,
Por compactuar com a honestidade,
Por primar pela verdade
E por ver este povo já chamado varonil
Enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
Por ter feito parte de uma era
Que lutou pela democracia,
Pela liberdade de ser
E ter que entregar aos meus filhos,
Simples e abominavelmente
A derrota das virtudes pelos vícios,
A ausência da sensatez
No julgamento da verdade,
A negligência com a família ,
Célula-mater da sociedade,
A demasiada preocupação
Com o "eu" feliz a qualquer custo,
Buscando a tal felicidade
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim,
Pela passividade em ouvir,
Sem despejar meu verbo,
A tantas desculpas ditadas
Pelo orgulho e vaidade
Para reconhecer um erro cometido
A tantos floreios para justificar
Atos criminosos
A tanta relutância
Em esquecer a antiga posição
De sempre "contestar",
Voltar atrás
E mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
Pois faço parte de um povo
Que não reconheço, enveredando por caminhos
Que não quero percorrer...

Tenho vergonha da minha impotência,
Da minha falta de garra,
Das minhas desilusões
E do meu cansaço.

Não tenho para onde ir
Pois amo este meu chão,
Vibro ao ouvir meu hino
E jamais usei a minha Bandeira
Para enxugar o meu suor
Ou enrolar meu corpo
Na pecaminosa manifestação
De nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
Tenho tanta pena de ti,
Povo brasileiro. (Cleide Canton)

"De tanto ver triunfar as nulidades,
De tanto ver prosperar a desonra,
De tanto ver crescer a injustiça,
De tanto ver agigantarem-se os poderes
Nas mãos dos maus,
O homem chega a desanimar da virtude,
A rir-se da honra,
A ter vergonha de ser honesto". (Rui Barbosa)

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Editora da Universidade Estadual de Londrina

entrega livros a instituições de Campo Mourão
Edson Lima e Neide Zaninelli

A diretora da Editora da Universidade Estadual de Londrina (Eduel), Neide Jardinette Zaninelli, entregou, no último dia 11, a diversas instituições de Campo Mourão, 22 livros de diversos assuntos - publicados pelo órgão em 2007. A doação foi efetuada a pedido do vereador Edson Lima (PPS).

As obras foram doadas às bibliotecas da Faculdade Estadual de Ciências e Letras de Campo Mourão (Fecilcam), da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e da Biblioteca Pública Municipal Professor Egydio Martello. A Escola Ivone Castalharo também recebeu publicações da Eduel. A pedido do Interact Campo Mourão Edemilson Zarpelon, a Eduel fez também a doação de livros que serão repassados pela entidade a uma biblioteca da comunidade local.

Em troca, o escritor Pedro da Veiga fez a doação do livro "Campo Mourão - Centro do Progresso", de sua autoria, para compor o acervo bibliográfico da UEL.

O vereador Edson Lima, por sua vez, agradeceu a doação da UEL e se comprometeu em buscar outras doações para instituições de ensino de Campo Mourão. "Faremos todos os esforços para valorizar a cultura mourãoense e paranaense. A doação simboliza o nosso comprometimento com a cultura", disse.

Participaram do evento o vice-diretor da Fecilcam, professor Éder Stela; a secretária de Cultura do Município, Sônia Singer; os escritores Pedro da Veiga e Jair Elias dos Santos Júnior; o ex-prefeito de Campo Mourão, Renato Fernandes Silva; o presidente do Rotary Verdes Campos, Odilon Leal; o vice-presidente do Interact Campo Mourão, Lincoln Maximo de Almeida; a coordenadora da Biblioteca Pública Professor Egydio Martello, Mara Cristina de Souza; o representante Distrital de Interact, André Felipe Pereira Martins e o professor Radames Juliano Halmenan, da UTFPR. (Agência UEL).

terça-feira, 29 de julho de 2008

Historiar - História, Genealogia e Botânica

Written by Administrator
Tuesday, 04 March 2008 02:34

Este sítio (cepesle-news.blogspot.com/) NÃO tem fim lucrativo algum e destina-se especialmente a divulgar livros e documentos antigos e raros de interesse histórico e genealógico. Em geral, livros que dificilmente podem ser localizados em bibliotecas. Originais foram fotografados com máquinas digitais e as imagens reconhecidas (OCR) por meio do programa ABBYY Fine Reader 9.0, que também as transformaram em imagens TIFF contidas em um arquivo PDF.
Cabe destacar os volumes dos "Almanaques do Exército", aos quais foi dada prioridade de digitalização, após a descoberta de que determinada biblioteca brasileira havia descartado parte de sua coleção por falta de espaço.
Almanak do Ministério da Guerra, ou Almanak do Exército, Almanaque do Exército em texto integral.
O Almanaque do Ministério da Guerra é um anuário que contém dados biográficos dos militares tais como local de nascimento, data em que sentou praça, condecorações, local onde estava servindo etc. É uma fonte primária importante para pesquisas em geral, especialmente para estudos de genealogia ou de história.
Podem ser baixados e se fazer buscas por meio de palavras.
Alguns almanaques já disponíveis: (sugestão - clicar com o lado direito do mouse em "salvar link" ou "salvar como" para visualizar o download)
Almanak do Ministerio da Guerra de 1861 (15 Mbytes) (Almanak do Exército de 1861)
Almanak do Ministerio da Guerra de 1863 (18 Mbytes) (Almanak do Exército de 1863)
Almanak do Ministerio da Guerra de 1882 (17 Mbytes) (Almanak do Exército de 1882)
Almanak do Ministerio da Guerra de 1885 (15 Mbytes) (Almanak do Exército de 1885)
Almanak do Ministerio da Guerra de 1896 (21 Mbytes) (Almanak do Exército de 1896)
Almanak do Ministerio da Guerra de 1897 (23 Mbytes) (Almanak do Exército de 1897)
Almanak do Ministerio da Guerra de 1898 (21 Mbytes) (Almanak do Exército de 1898)
Almanak do Ministerio da Guerra de 1901 (12 Mbytes) (Almanak do Exército de 1901)
Almanak do Ministerio da Guerra de 1904 (Almanak do Exército de 1904) (somente imagens, texto não faz busca) (5 Mbytes)
Almanak do Ministerio da Guerra de 1907 (7 Mbytes (Almanak do Exército de 1907)
Almanak do Ministerio da Guerra de 1909 (7 Mbytes) (Almanak do Exército de 1909)
Outros livros:
Almanak da Marinha de 1870 (23 Mbytes) (Almanak da Marinha de 1870)
Ordens do Dia: contem decisões diárias durante o período da Guerra do Paraguai (1865-1870): nomeações, transferências, comunicações diversas, julgamentos. Nomes de centenas de militares e civis são mencionados. Os volumes 1 e 2 referem-se a 1866 e 1867, de autoria do Duque de Caxias.
Ordens do Dia - Guerra do Paraguai - Duque de Caxias - Volume 1 (21 Mbytes)
Ordens do Dia - Guerra do Paraguai - Duque de Caxias - Volume 2 (22 Mbytes)
Guerra do Paraguai - vol 1 - 1870 (24 Mbytes) - Livro sobre a guerra do Paraguai, publicado em 1870, que descreve, também, acontecimentos que antecederam a guerra.
Guerra do Paraguai - vol 2 - 1870 (24 Mbytes)
Guerra do Paraguai - vol 3 - 1870 (35 Mbytes)
Annaes do Maranhão - 1844 - Bernardo Berredo (28 Mbytes) (Annaes do Maranhão, de Bernardo Berredo, 1844) (fotos: Simone/AP)
Vida de D. Nuno Alvares Pereira - Fr. Domingos Teixeyra - Lisboa - 1723 (Vida de D. Nuno Alvares Pereira, do Frei Domingos Teixeyra, 1723) (somente imagens, texto não faz busca) (15 Mbytes)
Revolução de 1842 - Minas Gerais - José Antonio Marinho (do original de 1844) (Revolução de 1842) (13 Mbytes)
Título original: História do Movimento Político que no Anno de 1842 teve lugar na Provincia de Minas Geraes, escrita pelo cônego José Antonio Marinho. Acontecimentos em São João del Rei, Sabará, Queluz (Conselheiro Lafaiete), Santa Luzia etc.
Decisões Judiciais da Justiça do Estado do Espírito Santo (1893 a 1896) (17 Mbytes)
Decisões da corte de justiça do Espírito Santo, contendo nomes das partes, cidades etc.
Genealogia Paulistana, de Silva Leme:
Genealogia Paulistana - vol 1 (11 Mbytes)
Genealogia Paulistana - vol 2 (11 Mbytes)
Genealogia Paulistana - vol 3 (11 Mbytes)
Genealogia Paulistana - vol 4 (11 Mbytes)
Genealogia Paulistana - vol 5 (11 Mbytes)
Genealogia Paulistana - vol 6 (11 Mbytes)
Genealogia Paulistana - vol 7 (7 Mbytes)
Genealogia Paulistana - vol 8 (11 Mbytes)
Genealogia Paulistana - vol 9 (5 Mbytes)
Genealogia Paulistana
Tratado de Geografia Descritiva da Provincia de Minas Geraes - 1878- indice (3Mbytes)
Serenatas e Saraus - Vol. 1 - Mello Moraes Filho - 1901 (6 Mbytes) (Serenatas e Saraus, de Mello Moraes e Filho, em 3 volumes, "coleção com autos populares, lundus, recitativos, modinhas, duetos, serenatas, barcarolas e outras produções brasileiras antigas e modernas". O primeiro volume contem bailes pastoris, reisados, cheganças, lundus e modinhas de Caldas Barbosa [1739-1800], tido como o criador da modinha).
Brazil the Home for Southerners (7 Mbytes)
Obtido no site do Google Books, mas é uma versão com o texto reconhecido, podendo ser feita a busca por palavras. O original que se baixa no Google contém somente imagens.
Dicionario Aristocratico (7 Mbytes)
Livro com nomes de pessoas que obtiveram título de fidalgo concedido por D. João VI. Também baixado do Google Books, mas com reconhecimento de caracteres.
Estamos fazendo o upload à medida que são feitas as digitalizações.
http://historiar.net/
Como este nosso sítio também
NÃO tem fim lucrativo algum, tomamos a liberdade de transcrever as importantes informações acima divulgadas pelo:
CEPESLE NEWS - Revista Eletrônica de História , Genealogia e Afins
.
Espaço destinado ao resgate histórico-genealógico, à publicação de notícias veiculadas em antigos periódicos e órgãos oficiais, Arquivologia e assuntos afins.