segunda-feira, 9 de junho de 2008

ISSO É UMA LÁSTIMA!

Bertolt Brecht (1898-1956)


"Não há pior analfabeto que o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. O analfabeto político é tão burro que se orgulha de o ser e, de peito feito, diz que detesta a política. Não sabe, o imbecil, que da sua ignorância política é que nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, desonesto, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo."
publicado por Don Suelda -"cartunistasolda.blogspot.com

domingo, 8 de junho de 2008

FARWEST-PV


Realizei este vídeo relembrando

minha infância e juventude.

Pesquisando pelo Google,

busquei na Internet imagens

de astros do passado que protagonizaram

em filmes de farwest trazendo-nos alegria

e entretenimento.

Como disse o poeta:

"Ai que saudade que eu tenho
da aurora da minha vida,
da minha infância querida
que os anos não trazem mais"


sábado, 7 de junho de 2008

Seus Olhos
de Almeida Garret

Seus olhos - se eu sei pintar
O que os meus olhos cegou
Não tinham luz de brilhar.
Era chama de queimar;
E o fogo que a ateou
Vivaz, eterno, divino,
Como facho do Destino.

Divino, eterno! - e suave
Ao mesmo tempo: mas grave
E de tão fatal poder,
Que, num só momento que a vi,
Queimar toda alma senti…
Nem ficou mais de meu ser,
Senão a cinza em que ardi.

JOÃO BAPTISTA DA SILVA LEITÃO DE ALMEIDA GARRETT

Nascimento: 04/02/1799, Porto, Portugal
Filiação: Antonio Bernardo da Silva Garrett e Ana Augusta de Almeida Leitão
Casamento: Luisa Midose; separado, vive com Adelaide Pastor até 1841 (sua morte)
Falecimento: 09/12/1854, em sua casa na atual Rua Saraiva de Carvalho, Campo de Ourique, Lisboa, Portugal
Causa: Cancro
Poeta, escritor, dramaturgo e político, iniciador do Romantismo português; exila-se na Inglaterra (1823 e 1828); Inspetor Geral dos Teatros (1837); Visconde (1851).

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Dia Mundial do Meio Ambiente

A VIAGEM DO PÁSSARO

No dia Mundial do Meio Ambiente nada como uma animação com lindas imagens da natureza, despertando-nos pela importância da preservação da beleza ao nosso redor.

(clique na imagem e desfrute do passeio do pássaro)

A Carta - Nonato Albuquerque


A carta que ficou de chegar
Nonato Albuquerque

Um homem escreveu uma carta, colocou-a numa caixa dos correios junto a um envelope devidamente selado, mas esqueceu de um detalhe importante: endereçá-la. Tampouco lembrou-se de colocar seu nome no verso para uma futura localização. Ao recolher a correspondência para levá-la à sede da empresa, o carteiro deu de cara com aquele envelope sem destinatário e sem remetente.. Ao tomar ciência do fato, a chefia da repartição resolveu colocá-la no boxe destinado a cartas extraviadas. Passados dez anos sem que ninguém reclamasse, a direção dos Correios resolveu abrir o envelope a fim de verificar se havia algum meio de identificar o missivista. Tudo em vão. Também a carta não distinguia em seu teor nenhuma pessoa específica, mas a sua mensagem tocou profundamente as pessoas que a leram. Dizia o seguinte: "A quem vier ler esta carta, seja nesta ou em qualquer outra época, certIfique-se bem se ao longo de sua vida alguém não ficou lhe devendo o envio de uma correspondência. Procure lembrar de quem viajou e ficou de escrever; de um amigo ou parente que lhe prometeu dar notícias por onde passasse; de uma pessoa muito querida que roubou seu coração e ficou de devolvê-lo, pelo menos, em fatias de luz através das palavras. "Pare de ler esta carta agora e coloque sua mente para funcionar. Procure sinceramente lembrar-se qual a carta que nunca chegou às suas mãos? Quem é a pessoa que está em falta com você?... Pare e pense! --- "Pois bem, eu sou essa carta que, um dia, deixei de chegar ao seu destino. A ética dos funcionários dos correios não permitiu que me abrissem, mas como tudo tem um tempo, esse dia do reencontro chegou. Venho às suas mãos lhe pedir mil desculpas pelo atraso; perdão pelos transtornos e sofrimento que, provavelmente, eu deva ter provocado. Mas se você está me lendo agora é porque conseguiu resistir a tudo aquilo e, melhor do que isso, conseguiu sobreviver para ler esta que é uma carta de despedida. "Sim, estou me despedindo porque agora que você sabe o quanto custa a espera, não demore a me colocar de novo no correio. Coloque no envelope o nome e o endereço da pessoa que você mais gosta no mundo e, que sem dúvida, ficará feliz de me receber a fim de contar-lhe que você conseguiu passar até aqui por todas as provas e dificuldades da vida, que está de pé acreditando na esperança como a grande força de ajuda, certo de que o "destino" tem sempre uma lição boa para nos dar. "Por favor, coloque-me num envelope ou mande-me num e-mail. Destine-me a quem você tem realmente afeto; deixe-me voar outra vez para a alegria de outras mãos e olhos que indicarão outros e mais outros destinatários a fim de que eu possa testemunhar a todos o quanto você é, foi e será feliz na vida que atualmente carrega".
by Nonato Albuquerque in Antena Paranóica.

Antigamente era assim...

Sobrevivemos!
Olhando para trás, é difícil acreditar que estejamos vivos.
Nós viajávamos em carros sem cintos de segurança ou air bag.
Não tivemos nenhuma tampa à prova de crianças em frascos de remédios, portas, ou armários e andávamos de bicicleta sem capacete, sem contar que pedíamos boleia. Bebíamos água diretamente da mangueira e não da garrafa.
Gastamos horas a construir os nossos carrinhos de rolimãs para descer ladeira abaixo e só então descobríamos que nos tínhamos esquecido das traves. Depois de colidir com algumas árvores, aprendemos a resolver o problema.
Saíamos de casa de manhã, brincávamos o dia inteiro, e só voltávamos quando se acendiam as luzes da rua.
Ninguém nos podia localizar.
Não havia celular.
Nós partimos ossos e dentes, e não havia nenhuma lei para punir os culpados. Eram acidentes. Ninguém para culpar, só a nós próprios.
Tivemos brigas e esmurramos uns aos outros e aprendemos a superar isto.
Comemos doces e bebemos refrigerante mas não éramos obesos.
Estávamos sempre ao ar livre, a correr e a brincar.
Compartilhamos garrafas de refrigerante e ninguém morreu por causa disso.
Não tivemos Playstations, Nintendo 64, vídeo games, 99 canais a cabo, filmes em vídeo, surround sound, celulares, computadores ou Internet.
Nós tivemos amigos. Nós saíamos e íamos ter com eles. Íamos de bicicleta ou a pé até casa deles e batíamos à porta.
Imaginem tal coisa! Sem pedir autorização aos pais, por nós mesmos! Lá fora, no mundo cruel! Sem nenhum responsável!
Como conseguimos fazer isso?
Fizemos jogos com bastões e bolas de tênis e comemos minhocas e, embora nos tenham dito que aconteceria, nunca nos caíram os olhos ou as minhocas ficaram vivas na nossa barriga para sempre.
Nos jogos da escola, nem toda a gente fazia parte da equipe. Os que não fizeram, tiveram que aprender a lidar com a decepção...
Alguns estudantes não eram tão inteligentes quanto os outros. Eles repetiam o ano! Que horror!
Não inventavam testes extras. Éramos responsáveis por nossas ações e arcávamos com as conseqüências.
Não havia ninguém que pudesse resolver isso. A idéia de um pai nos protegendo, se não respeitássemos alguma lei, era inadmissível! Eles protegiam as leis!
Imaginem! A nossa geração produziu alguns dos melhores compradores de risco, criadores de soluções e inventores.
Os últimos 30 anos foram uma explosão de inovações e novas idéias. Tivemos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade, e aprendemos a lidar com isso.
Tu és um deles?
Parabéns!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Roy Rogers - dos meus tempos de guri


Recordar é vi (ver)...


ROY ROGERS

Que saudades do meu tempo de guri, quando ansiosamente aguardava a chegada do domingo para, juntamente com os coleguinhas, ir a matinê assistir aos farwestes com os astros cowboys famosos na época. O mocinho contra os vilões, fazia vibrar nossas emoções, embaladas pelas lindas çanções country.

Vicente de Carvalho - Velho Tema (II)


Velho Tema (II)
de Vicente de Carvalho

Eu cantarei de amor tão fortemente
Com tal celeuma e com tamanhos brados
Que afinal teus ouvidos, dominados,
Hão de à força escutar quanto eu sustente.

Quero que meu amor se te apresente
- Não andrajoso e mendigando agrados,
Mas tal como é: - risonho e sem cuidados,
Muito de altivo, um tanto de insolente.

Nem ele mais a desejar se atreve
Do que merece: eu te amo, e o meu desejo
Apenas cobra um bem que se me deve.

Clamo, e não gemo; avanço, e não rastejo;
E vou de olhos enxutos e alma leve
À galharda conquista do teu beijo.



VICENTE AUGUSTO DE CARVALHO

Nascimento: 05/04/1866, Santos, São Paulo, Brasil

Falecimento: 22/04/1924, Santos, São Paulo, Brasil

Jornalista, político, magistrado, poeta (tido como
"o poeta do mar") e contista; eleito para a ABL, Cadeira 29.






terça-feira, 3 de junho de 2008

Ben-Hur - Charlton Heston

Recordar é vi (ver)...

Judah Ben-Hur
(Charlton Heston, em um dos papéis mais memoráveis já vistos no cinema e que lhe rendeu o Oscar de melhor ator)
Sempre constando nas listas dos melhores filmes de todos os tempos, Ben-Hur se destacou pois a sua história, fictícia, confunde-se com a história de Jesus no tempo de sua pregação e crucificação (um dos momentos mais belos do filme).

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Florbela Espanca - Voz que se cala

Voz que se cala

"Amo as pedras, os astros e o luar
Que beija as ervas do atalho escuro,
Amo as águas de anil e o doce olhar
Dos animais, divinamente puro.
Amo a hera que entende a voz do muro,
E dos sapos, o brando tilintar
De cristais que se afagam devagar,
E da minha charneca o rosto duro.
Amo todos os sonhos que se calam
De corações que sentem e não falam,
Tudo o que é Infinito e pequenino!
Asa que nos protege a todos nós!
Soluço imenso, eterno, que é a voz
Do nosso grande e mísero Destino!..."

(Florbela Espanca)

Casablanca

Recordar é vi (ver)...


Jurong Bird Park-Singapura

domingo, 1 de junho de 2008

India

BOAS DICAS PRO DOMINGO

Caleidoscópio Digital
VIA




Quando criança ainda, aprendi a confeccionar um caleidoscópio que, durante muitos anos, serviu-me de entretenimento. Hoje, reencontrei uma dica sobre caleidoscópios «digitais»: dyoy vs vyokal e vyokal, vale a pena acessar, são legais.
Pelas instruções: no primeiro pode-se utilizar ferramentas de pintura para ver o resultado no tubo caleidoscópio; enquanto no segundo basta colocar formas simples, arrastando com o mouse, embaixo do «radar».
Boas dicas pro domingo.

sábado, 31 de maio de 2008

Gregório de Mattos - Original e Cópia

Original e Cópia
de
Gregório de Mattos

Se há de ver-vos quem há de retratar-vos
E é forçoso cegar quem chega a ver-vos,
Sem agravar meus olhos, e ofender-vos,
Não há de ser possível copiar-vos.

Com neve, e rosas quis assemelhar-vos,
Mas fora honrar as flores, e abater-vos;
Dois zéfiros por olhos quis fazer-vos;
Mas quando sonham eles de imitar-vos?

Vendo que a impossíveis me aparelho,
Desconfiei da minha tinta imprópria,
E a obra encomendei a vosso espelho.

Porque nele com luz, e cor mais própria
Sereis, se não me engana o meu conselho,
Pintor, pintura, original, e cópia.

Gregório de Matos e Guerra

Gregório de Matos e Guerra nasceu na Bahia , em 1636, de família abastada. Estudou primeiro com os jesuítas na cidade natal e, a partir de 1650, na metrópole, formando-se em Direito, em Coimbra, no ano de 1681. Em Portugal, casou foi magistrado e lá viveu até 1681, quando já viúvo, retornou à pátria. Na Bahia, levou uma vida boêmia e indisciplinada de advogado de poucas causas e menores recursos, improvisando versos, cantando à viola, caçoando de toda gente. Casou de novo, teve filhos, e alguns bispos e governadores o protegeram.Foi exilado para Angola, de onde voltou em 1695, indo para o Recife, onde morreu no ano seguinte.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

“Asa Branca”: referência nacional!

ELBA RAMALHO

A música de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga é o carro-chefe no forró brasileiro. Confira a música na voz de Elba Ramalho!