sexta-feira, 14 de novembro de 2008

REVISTA MANCHETE - livro conta sua história

A história da MANCHETE contada agora em livro

A revista Manchete, criada por Adolpho Bloch em 1952, virou livro. Organizado por José Esmeraldo Gonçalves e J. A. Barros, o livro contém artigos de 16 jornalistas que participaram da revista ao longo de sua história.

Matéria de Ubiratan Brasil, na edição de hoje do Estadão, lembra desde o primeiro número que chegou às bancas no dia 23 de abril e qual publicação ela foi inspirada. Na francesa Paris Match, cuja marca principal eram as grandes fotos.

"Na primeira edição, trazia crônica de Carlos Drummond de Andrade ("O jornal está cheio de assuntos; aliás, o mal dos jornais é justamente esse: assunto demais") e uma curiosa polêmica envolvendo Pietro Maria Bardi, diretor do Masp, que considerava um quadro pintado pelo poeta Menotti Del Picchia como o melhor que já vira entre os brasileiros, superior a Portinari e Di Cavalcanti.

Amigos próximos também participavam da construção da revista. Bloch dedicava especial devoção a alguns, como Juscelino Kubitschek, Ivo Pitanguy, Oscar Niemeyer. Em seu texto para o livro, aliás, o arquiteto revela que Bloch contribuía para o Partido Comunista Brasileiro: "Ah, velho Adolpho, como lembro com satisfação o tempo em que o nosso amigo Marcos ia todo mês à sua tipografia receber a ajuda para o PCB, que a solidariedade política justificava!"

"Aconteceu na Manchete" traz ainda outras revelações saborosas. Em seus 33 anos empregado no grupo Bloch, o jornalista e escritor Carlos Heitor Cony exerceu diversas funções, nas diversas revistas da editora e também na TV Manchete, que entrou no ar em 1983.

Algumas, porém, apesar de divertidas, contrariam as regras do bom jornalismo. No livro, ele revela que era o verdadeiro autor das previsões do "vidente indiano" Allan Richard Way que a Manchete publicava anualmente.

Problemas no gerenciamento comercial culminaram com o colapso do grupo Bloch que resistiu até a Justiça lacrar o prédio onde funcionavam as redações, na Rua do Russel, no Rio. A última edição, de número 2.519, circulou em 26 de julho de 2000 e trouxe o ator Reynaldo Gianecchini na capa. O número seguinte chegou a ser preparado pela redação mas, com a agonia da empresa, não passou de uma edição virtual, figurando apenas nos computadores dos jornalistas. E são as imagens dessa derrocada de um grande império que ilustram os últimos capítulos do livro."

Trechos do artigo O Que Aconteceu virou Manchete de Ubiratan Brasil, do Estadão.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Socialismo

Teoria Socialista, comunismo, Karl Marx e Engels, a experiência socialista na URSS, Cuba, China e países da Europa Oriental, a queda da União Soviética, Glasnost e Perestroika, marxismo.

Do ponto de vista político e econômico, o comunismo seria a etapa final de um sistema que visa a igualdade social e a passagem do poder político e econômico para as mãos da classe trabalhadora. Para atingir este estágio, deveria-se passar pelo socialismo, uma fase de transição onde o poder estaria nas mãos de uma burocracia, que organizaria a sociedade rumo à igualdade plena, onde os trabalhadores seriam os dirigentes e o Estado não existiria.

Diferentemente do que ocorre no capitalismo, onde as desigualdades sociais são imensas, o socialismo é um modo de organização social no qual existe uma distribuição equilibrada de riquezas e propriedades, com a finalidade de proporcionar a todos um modo de vida mais justo.

Sabe-se que as desigualdades sociais já faziam com que os filósofos pensassem num meio de vida onde as pessoas tivessem situações de igualdade, tanto em seus direitos como em seus deveres; porém, não é possível fixarmos uma data certa para o início do comunismo ou do socialismo na história da humanidade. Podemos, contudo, afirmar que ele adquiriu maior evidência na Europa, mais precisamente em algumas sociedades de Paris, após o ano de 1840 (Comuna de Paris).

Na visão do pensador e idealizador do socialismo, Karl Marx, este sistema visa a queda da classe burguesa que lucra com o proletariado desde o momento em que o contrata para trabalhar em suas empresas até a hora de receber o retorno do dinheiro que lhe pagou por seu trabalho. Segundo ele, somente com a queda da burguesia é que seria possível a ascensão dos trabalhadores.

A sociedade visada aqui é aquela sem classes, ou seja, onde todas as pessoas tenham as mesmas condições de vida e de desenvolvimento, com os mesmos ganhos e despesas. Alguns países, como, por exemplo, União Soviética (atual Rússia), China, Cuba e Alemanha Oriental adotaram estas idéias no século XX. Porém, após algum tempo, e por serem a minoria num mundo voltado ao para o lucro e acúmulo de riquezas, passaram por dificuldades e viram seus sistemas entrarem em colapso. Foi a União Soviética que iniciou este processo, durante o governo de Mikail Gorbachov ( final de década de 1980), que implantou um sistema de abertura econômica e política ( Glasnost e Perestroika ) em seu país. Na mesma onda, o socialismo foi deixando de existir nos países da Europa Oriental.

Atualmente, somente Cuba, governada por Fidel Castro, mantém plenamente o sistema socialista em vigor. Mesmo enfrentando um forte bloqueio econômico dos Estados Unidos, o líder cubano consegue sustentar o regime, utilizando, muitas vezes, a repressão e a ausência de democracia.

Origem: suapesquisa.geografia/socialismo

História do povo hebreu

A Bíblia é a referência para entendermos a história deste povo.
De acordo com as escrituras sagradas, por volta de 1800 AC, Abraão recebeu um sinal de Deus para abandonar o politeísmo e para viver em Canaã ( atual Palestina). Isaque, filho de Abraão, tem um filho chamado Jacó. Este luta , num certo dia, com um anjo de Deus e tem seu nome mudado para Israel. Os doze filhos de Jacó dão origem as doze tribos que formavam o povo hebreu. Por volta de 1700 AC, o povo hebreu migra para o Egito, porém são escravizados pelos faraós por aproximadamente 400 anos. A libertação do povo hebreu ocorreu por volta de 1300 AC. A fuga do Egito foi comandada por Moisés, que recebeu as tábuas dos Dez Mandamentos no monte Sinai. Durante 40 anos ficaram peregrinando pelo deserto, até receberem um sinal de Deus para voltarem para a terra prometida, Canaã. Jerusalém é transformada num centro religioso pelo rei Davi. Após o reinado de Salomão, filho de Davi, as tribos dividem-se em dois reinos : Reino de Israel e Reino de Judá. Neste momento de separação, aparece a crença da vinda de um messias que iria juntar o povo de Israel e restaurar o poder de Deus sobre o mundo. Em 721 começa a diáspora judaica com a invasão babilônica. O imperador da Babilônia, após invadir o reino de Israel, destrói o templo de Jerusalém e deporta grande parte da população judaica. No século I, os romanos invadem a Palestina e destroem o templo de Jerusalém. No século seguinte, destroem a cidade de Jerusalém, provocando a segunda diáspora judaica. Após estes episódios, os hebreus espalham-se pelo mundo, mantendo a cultura e a religião. Em 1948, o povo hebreu retoma o caráter de unidade após a criação do estado de Israel.

A Palestina era uma região do Oriene Próximo, localizada entre o Mediterrâneo e o mar Vermelho, a meio caminho entre o Egito e a Mesopotâmia. Essa região englobava o vale do Jordão, a Samaria, a Judéia e a faixa costeira do Mediterrâneo. Habitada, inicialmente, por vários povos (cananeus, filisteus e arameus), foi povoada no segundo milênio antes de Cristo pelos hebreus ("aqueles que vêm do outro lado do rio"), tribos nômade-pastoris provinientes da Mesopotâmia. A partir de então, a história dos hebreus dividiu-se em cinco períodos principais: Patriarcas, Juízes, Reis e o Cisma.
Período Patriarcas: nessa fase inicial, os hebreus não possuíam unidade política e estavam organizados em tribos, cujo líderes eram os patriarcas. Abraão foi o primeiro dos patriarcas e de se neto Jacó originaram-se as 12 tribos de Israel. Por volta de 1700 a.C., os hebreus deslocaram-se para o Egito, foram escravizados pelos faraós e libertados por Moisés, que os reconduziu para a Palestina. No monte Sinai, Moisés recebeu de Deus as Tábuas da Lei (Dez Mandamentos), firmando com Ele a Aliança.

Período dos Juízes: a reconquista da Palestina levou ao fortalecimento do poder dos líderes políticos e militares conhecidos como juízes(Jefté, Sansão, Gedeão e Eli).
Período dos Reis: nessa fase, houve a centralização política e a fundação da monarquia israelita, com a capital em Jerusalém. Saul, Davi e Salomão foram os reis de Israel. Cisma: após a morte de Salomão, em 926 a.C., a monarquia foi dividida em dois reinos: O de Israel e o de Judá. O primeiro foi destruído pelos assírios e o segundo pelos caldeus (cativeiro Babilônico). Após a conquista da Caldéia, pelos persas, os hebreus retornaram à Palestina, sendo dominados sucessivamente por Alexandre Magno e pelos romanos. Em 70 d.C., após esmagar uma revolta, os romanos destruíra pela segunda vez o Templo de Jarusalém e expulsaram os judeus da Palestina (Diáspora). Estes só retornaram a partir de 1918, fundando em 1948 o Estado de Israel.

Civilização e Cultura dos Hebreus: A economia, inicialmente pastoril e agrícola, durante a monarquia, tornou-se mercantil e Jerusalém transformou-se num dos maiores entrepostos do Oriente Próximo. As relações comerciais eram realizadas principalmente com o Egito, Fenícia, Síria, Ásia Menor, Arábia e o reino de Sabá. Os hebreus não se destacaram nas ciências ou nas artes. No Direito, produziram o Código Deutrinômico e sua literatura está contida no Antigo Testamento, onde destacam-se os Salmos de Davi, os Cânticos e os Provérbios de Salomão e o Livro de Jó. No plno religioso, os hebreus constituíram a única civilização monoteísta do Oriente Antigo. A imagem de Deus único, IAVÉ, não podia ser reproduzida em pinturas ou estátuas. O Judaísmo passou por uma reforma religiosa realizada pelos profetas (Amós, Oséias, Isaías e Miquéias). Durante o domínio romano, o Judaísmo dividiu-se em três seitas: fariseus, saduceus e essênios. O monoteísmo judaico exerceu grande influência sobre o Cristianismo e o Islamismo.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Dostoiévski - um jogador compulsivo

O livro O Jogador é, ao mesmo tempo, autobiográfico, genial e uma das mais perfeitas histórias literárias já contada por um ser humano.

Fiodor Mikaílovich Dostoiévski

Nascimento- 11 de novembro de 1821, em Moslovo.

Falecimento- 9 de fevereiro de 1881, em São Petersburgo.

Seu primeiro contato com a roleta - Dostoiévski era jogador compulsivo

O francês Louis Blanc, fundador do jogo da roleta organizado, proibido de continuar explorar seus cassinos em Paris, ambicionou a Alemanha, montando quatro casas famosas de jogos nas cidades de Homburg, Wiesbaden, Baden-Baden e Ems.

Daí começou a famigeração e o vício coletivo, destrutivo, algoz. Com seu prestígio, manteve suas casas de jogos até 1868. Até que uma lei federal, não obstante todo o prestígio do maldito “cassineiro”, interditou e fechou seus cassinos em todo território alemão.

Esse homem, francês terrível e inescrupuloso, com o apoio do príncipe Carlos de Mônaco, fundava então seu mais extraordinário e famoso cassino na cidade de Monte Carlo.

Os russos tornaram-se freqüentadores assíduos do chamado balneário, que na verdade nada fazia para relaxamento do corpo, muito pelo contrário, saiam desmoralizados, corpos em frangalhos, bolsos vazios. Quando não ficavam por lá mesmo, debaixo da terra.

Dentre esses russos viciados, esse maldito francês arrebanhou nosso querido e inestimável Fiodor Dostoiévski, que se deixou seduzir pelas roletas, pelo fascínio dos panos verdes, um paradoxo para um dos maiores escritores do planeta, se não for o maior, ao menos no quesito só idéias geniais para romances, já que é constatado que é o escritor de mais proliferação de idéias que uma mente humana poderia ter para literatura. Essa informação é oficial no mundo inteiro, querido leitor.

Certamente haveremos de prestar reverências eternas a Dostoiévski, autor de Crime e Castigo, Os irmãos Karamazov, Noites Brancas, Memórias do Subsolo, O Idiota, O Crocodilo, Nietotchka

Atormentado em toda sua vida, desde jovem preocupava-se com questões materiais, em meio a turbilhão de conflitos internos e espirituais. Mas sabe-se também que sua queda para jogo já vinha de há muito, pois passou a juventude a jogar dominó e bilhar, sempre em busca de lucros. Talvez desta forma tentasse fugir de sua mente gigantescamente criativa, uma alucinada máquina de criar.

Desde que voltara da Casa dos Mortos (um de seus primeiros romances), trazendo sua mulher, uma franzina e tísica viúva louca, com o filho desta, e sofrendo terrivelmente com sua epilepsia, migrar para a Europa Ocidental, tornou obsessão do escritor de O Jogador.

Escrevia milhares de artigos, mas estava sempre com dívidas. Assim, no dia 7 de junho, deixou sozinho a Rússia, com algum dinheiro adiantado por seus próximos romances.

Viaja por países como França, Inglaterra, Itália, Suíça, Alemanha. Deslumbra-se com o pano verde das jogatinas. Ingênuo ainda, joga e ganha bastante dinheiro.

Esse é um trecho de uma curiosa carta que Fiodor Dostoiévski escreve à cunhada de Paris após contato com a roleta:

"Durante quatro dias observei as mesas de perto. Havia ali centenas de jogadores, mas, palavra de honra, só duas pessoas sabiam jogar! Era uma francesa e um lord inglês. Entendiam do jogo e nunca perdiam, pouco faltando para rebentar a banca. Peço-lhe, não creia que eu estava radiante de alegria porque acabava de ganhar em vez de perder, que eu me julgue um grande conhecedor do segredo do jogo. Esse segredo, aliás, bem o sei, é o que há de mais simples e estúpido. É preciso unicamente domínio sobre si mesmo e, sejam quais forem as peripécias do jogo, a gente evitar o entusiasmo excessivo. Eis tudo. Esta regra impedirá você de perder, fazendo-lhe necessariamente ganhar".

Daí pra frente, só sofrimento e miséria, por dez anos esse vício, mais sua doença incurável, fizeram de Dostoiévski um sofredor, mas o gênio fez de toda essa amarga odisséia sua fonte de inspiração literária.

Leia o livro - O Jogador - e verás como essa inspiração divina se manisfestava, e como esse miraculoso processo inspirador excitava as mais profundas e ultra-sensíveis fibras de criação do escritor.

Não por acaso, Fiodor Dostoiévski é o escritor de maior número de obras literárias que se obteve de um cérebro humano.

Autores que tiveram influência de Dostoiévski

  • Marcel Proust
  • Franz Kafka
  • Albert Camus
  • Nietzsche
  • Sartre
  • Freud
  • Yukio Mishima
  • Aleksandr Solzhenitsyni

Um gênio que fez de suas mazelas, fonte de inspiração, quando qualquer mortal se abateria em fracassos, debatendo-se em desespero.

Mas gênio é gênio.

Origem: dark-autopsy.blogspot.com

Veterans days!

A história do Dia dos Veteranos, comemorado nos EUA, começou em 11 de novembro de 1918, dia que marcou o final oficial da Primeira Guerra Mundial. Um ano depois disso, o presidente norte-americano Woodrow Wilson batizou o dia 11 de novembro como Dia do Armistício. Foi a primeira comemoração nacional do final da guerra. Se a esperança idealista tivesse se realizado e a Primeira Guerra houvesse permanecido como “a guerra que acabaria com todas as guerras”, como se dizia na época, o dia 11 de novembro talvez ainda se chamasse Dia do Armistício. Mas, depois do batismo do feriado, a Segunda Guerra Mundial irrompeu na Europa e acabou com o sonho. Em 1954, o nome foi mudado para Dia dos Veteranos (Veterans Day), para homenagear as pessoas que serviram em todas as guerras de que os EUA participaram.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

História - cemitério não católico de Roma

onde os não cristãos eram enterrados

Semana passada, alguém deixou sobre a lápíde do fundador do partido comunista italiano, Antonio Gramsci, um exemplar do novo "L'Unitá", o jornal que fundou em 1924 e que mudou de diretor e de formato recentemente. Talvez para que o pai do comunismo italiano desse sua aprovação. Gramsci está enterrado no "cemitério não católico", destinado àqueles que não professassem o catolicismo.

Antigamente, ateus, judeus e os que praticassem suicídio, eram sepultados numa área dos cemitérios destinada aos infiéis. Esses mortos não eram abençoados pela igreja e seus féretros não tinham direito a passar pela igreja durante o enterro, nem ao toque do sino. O tempo passou e as coisas mudaram essa cultura provinda de tão longe.

Em Roma, o "cemitério não católico" é também chamado 'cemitério dos poetas de Roma', para lembrar os literatos ingleses John Keats ou Percy Shelley e ao fundador do Partido Comunista da Itália, Antonio Gramsci.

"À sombra da pirâmide Cestia, construida em torno do ano 12 a. C. como imponente sepulcro para o pretor romano Caio Cestio, jazem os restos de 4.000 almas, em sua maioria estrangeiras, de protestantes, ateus e judeus, a quem os cemitérios católicos por sua condição de "diferentes" não quiseram dar descanso eterno", descreve o Antigua y Medieval deste domingo.

A publicação lembra que turistas e romanos renderam homenagem a 1º de novembro último aos 'outros mortos', aqueles dos quais ninguém se lembra, como também ao poeta britânico John Keats (1795-1821), quen morreu em Roma de tuberculose. À sua tumba só se chega com ajuda de um mapa, já que sobre sua lápide, dedicada a "jovem poeta inglês", segundo deixou escrito, desejava que não aparecesse seu nome e que seu epitáfio fosse como se lê: "Aqui jaz alguém cujo nome foi escrito na água". Ao seu lado descansa Joseph Severn e próximo a muralha romana da cidade, o local onde foi enterrado Antonio Gramsci (1891-1937). Lá também está o filho de Goethe, falecido em Roma em 1830.

O campo santo é gerenciado por embaixadas de 14 países que têm enterrados uma representação de seus compatriotas. Hoje é permitido a estrangeiros residentes em Roma que sejam enterrados ao lado de poetas, cientistas, heróis de guerra e ricos excêntricos.

domingo, 9 de novembro de 2008

HEDY LAMARR - nascimento 09/novembro/1913

Hedy Lamarr - nome artístico de Hedwig Eva Maria Kiesler (Viena, Áustria, 9 de Novembro de 1913 - Altamonte Springs, EUA, 19 de Janeiro de 2000).
Hedwig Eva Maria Kiesler seguiu para Hollywood, onde ganhou o nome artístico que a tornou conhecida e atuou em cerca de 40 produções. Alcançou a popularidade no mundo todo por sua atuação em Sansão e Dalila (Samson and Delilah), épico produzido em 1949 e dirigido por Cecil B. DeMille. Depois de interpretar Dalila, ao lado do galã Victor Mature no papel de Sansão, ela entraria de vez no panteão das mulheres fatais de Hollywood. A atriz esteve perto protagonizar a heroína do clássico Casablanca, fazendo par romântico com Humphrey Bogart, mas preferiu deixar o papel para Ingrid Bergman.No auge da carreira, na década de 40, ela havia estrelado 25 filmes. Casou-se seis vezes, uma delas com o magnata do petróleo W. Howard Lee, que depois foi marido de Gene Tierney. Em 1942, esposa de um rico fabricante de armamentos bélicos, Lamarr e o compositor George Antheil patentearam um sistema de rádio com proteção contra interferências, posteriormente utilizado pela marinha no aperfeiçoamento dos torpedos teleguiados. A tecnologia é precursora da técnica que levou à invenção da telefonia celular. Nos anos 70, a atriz atravessou uma forte crise financeira e chegou a empenhar suas jóias e a desfazer-se de propriedades.

Em 1998, Lamarr recebeu uma indenização da companhia de software Corel, que fabrica programas de artes gráficas. A imagem da estrela quando jovem, reconstituída digitalmente, ornamentava a caixa do software Corel Draw 8. Após acordo, a Corel conseguiu autorização para estampar o rosto da atriz em seu software durante cinco anos. Nos últimos anos, a atriz havia se tornado uma mulher reclusa e amargurada. Foi presa duas vezes, ao ser descoberta roubando em lojas em Los Angeles e nos subúrbios de Orlando, Flórida, onde morava. Apesar dos vários casamentos e três filhos (um adotivo), morreu só, aos 86 anos.
Fonte: (Astros e Estrelas)

09/11: 1938 - Kristallnacht: A Noite dos Cristais

O atentado ao Secretário da Embaixada Alemã em Paris, Von Rath, por um refugiado judeu polonês no dia 7 de novembro de 1938, serviu de pretexto para que as autoridades alemãs confiscassem as armas de todos os judeus em Berlim. Outras medidas oficiais foram igualmente tomadas contra os judeus, em represália àquele atentado: interdição de todas as suas publicações; proibição de reuniões de qualquer natureza, inclusive culturais; e suspensão do ingresso de suas crianças em instituições de ensino alemãs.
Com a morte do diplomata, dois dias depois, recrudesceu em Berlim uma intensa campanha contra os judeus, que, desarmados, tornaram-se fáceis vítimas para que os nazistas promovessem o anti-semitismo. As lojas de propriedade judaicas foram depredadas e saqueadas, as sinagogas incendiadas e moradias invadidas.
Horas mais tarde, a violência atingia também outras cidades do país. Mais de dez mil judeus foram agredidos ou presos. As ruas ficaram cobertas de vidros.
No dia seguinte, o Ministro da Propaganda Goebbels emitiu nota oficial solicitando que a compreensível manifestação do povo alemão fosse interrompida, "pois a resposta final aos judeus seria dada por decretos e leis".
Com as restrições mundiais impostas à Alemanha após a 1ª Grande Guerra, o partido nazista alemão ascendeu com a promessa de reconstruir o país. Adolph Hitler assumiu o poder em 1933, demonstrando abertamente sua hostilidade ao povo judeu e conquistando prontamente as classes menos favorecidas. Colocou em prática seus ideais, privando os judeus progressivamente de seus direitos. Ainda em 1933 promoveu uma jornada de boicote às lojas, assim como ações contra médicos, advogados, professores e estudantes daquela comunidade. E também aprovou-se a primeira lei de privação da nacionalidade alemã e de confisco de bens de quem deixasse de ser cidadão.
O terrível episódio, que ficaria conhecido como "A Noite dos Cristais" (Kristallnacht), era o prenúncio do holocausto que exterminaria mais de seis milhões de judeus na Europa até o final da Segunda Guerra Mundial.

sábado, 8 de novembro de 2008

Datas com História - 8 de novembro de 1939

No dia 8 de novembro de 1939, Hitler escapou por pouco de um atentado que matou oito pessoas. A bomba, detonada num porão de uma cervejaria em Munique, causou ainda ferimentos em 63 pessoas. Tratava-se de um atentado visando matar Adolf Hitler, que havia se retirado do local pouco antes da explosão. Seu autor, capturado na mesma noite ao tentar fugir para a Suiça, ficou preso em Dachau e foi morto pouco antes de acabar a Segunda Guerra Mundial.

Adolf Hitler foi o líder do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei, NSDAP), também conhecido por Nazi, uma abreviatura do nome em alemão (Nationalsozialistische), sendo ainda oposição aos sociais-democratas, os Sozi. Hitler se tornou chanceler e, posteriormente, ditador alemão. Era filho de um funcionário de alfândega de uma pequena cidade fronteiriça da Áustria com a Alemanha.

As suas teses racista e anti-semitas e os seus objetivos para a Alemanha ficaram patentes no seu livro de 1924, Mein Kampf (Minha luta). Documentos apresentados durante o julgamento de Nuremberg indicam que, no período em que Adolf Hitler esteve no poder, grupos minoritários considerados indesejados - tais como Testemunhas de Jeová, eslavos, poloneses, ciganos, negros, homossexuais, deficientes físicos e mentais e judeus - foram perseguidos no que se convencionou chamar de Holocausto. Os documentos reunidos indicam ainda que, enquanto a maior parte das vítimas foi submetida à Solução Final, outros foram usados em experimentos médicos.

Hitler seria derrotado apenas pela intervenção externa do grupo de países denominado "Aliados", no prosseguimento da Segunda Guerra Mundial. Tal grupo faz-se notável por ser constituído pelos principais representantes dos sistemas sociais capitalista e socialista, entre os quais a URSS e os EUA, união esta que se converteu em oposição no período conhecido como a Guerra Fria. A Segunda Guerra Mundial acarretou a morte de um total estimado em 50 ou 60 milhões de pessoas. Adolf Hitler cometeu suicídio no seu quartel-general (o Führerbunker), em Berlim, a 30 de abril de 1945, enquanto o exército soviético combatia as duas últimas tropas berlinenses (a francesa Carlosmagne e a norueguesa Nordland). Hitler era canhoto (ou ambidestro segundo algumas fontes), sofria de fotofobia, abstemio e falava um alemão com sotaque típico dos subúrbios de Viena (Wiener Vorstadtdialekt).

Vários historiadores afirmam que Hitler era vegetariano. Janet Barkas, no livro "The Vegetable Passion" (A Paixão Vegetal) e Colin Spencer no livro "The Herectis Feast" (O Banquete dos Heréticos), apóiam essa idéia. Sabe-se que Hitler foi colocado sob dieta vegetariana pelos médicos, como uma terapia para sua flatulência e outros problemas estomacais. Entretanto, biógrafos do ditador, como Albert Speer, Robert Payne, John Toland, e outros falam de sua preferência pelas salsichas de presunto e carnes defumadas.

Apesar da dieta proposta pelos médicos, a maioria dos autores diz que Hitler os tapeava comendo carne de tempos em tempos. Aparentemente, a fama de que ele era um vegetariano convicto se deve a Joseph Goebbels, ministro da propaganda, que percebeu aí uma oportunidade de mostrá-lo como santo.

Independente de ser vegetariano ou não, sabe-se que ele adorava doces, se empanturrava de chocolate e comia porções enormes de bolo.

Relata Wilhelm Keitel, que Hitler considerava a caça uma matança desonesta da fauna inocente. Hitler era abstêmio, mas em sua idade adulta bebia ocasionalmente, em suas visitas a bares vienenses e muniquenses, onde adquiriu parte da sua ideologia racista. Keitel afirma que, após a ascenção de Hitler ao poder, uma única vez o viu beber um copo de cerveja, no dia em que ele visitou Praga, após sua conquista.

Hitler não admitia que seus oficiais e aliados fumassem. Certa vez, tentou impedir Göring de fumar, defendendo que "quando se posa para um monumento, não se pode estar com um cigarro na boca". Certa vez, durante o outono de 1939, Heinrich Hoffmann trouxe-lhe fotos em que Stalin aparecia com um cigarro na mão. Hitler proibiu sua públicação, afirmando que seu interesse de colega por Stalin impedia-o de "prejudicar a imagem grandiosa do estilo de vida do ditador."

Hitler era uma pessoa polida e cordial no trato particular, quase paternal, a confiar na narrativa de Traudel Junge, sua secretária. Quando de suas visitas a Munique, Hitler gostava de se reunir com seus camaradas no restaurante da rua Schelling, sempre pedindo um prato de ravioli e água mineral Fachinger ou Apollinaris.

Adolf Hitler
hrer e Reichskanzler do III Reich
Mandato: Como chanceler: 30 de janeiro de 1933 a 30 de abril de 1945 - Como Presidente: 2 de agosto de 1943 a 30 de abril de 1945.
Precedido por: Paul von Hindenburg (Presidente) Kurt von Schleicher (Chanceler).
Sucedido por: Karl Dönitz (Presidente) Joseph Goebbels (Chanceler).
Nascimento: 20 de abril de 1889 Braunau am Inn.
Falecimento: 30 de abril de 1945 (56 anos) Berlim.
Partido político: Partido Nazista.

(Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre).

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Dos Poetas

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.

Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê, já passaram-se 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado.

Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando, pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas.

Desta forma, eu digo: Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta de tempo,
a única falta que terá, será desse tempo que infelizmente não voltará mais.

Mário Quintana
Poeta, tradutor e jornalista gaúcho nascido em Alegrete, em 30 de julho de 1906, morreu em 5 de maio de 1994, em Porto Alegre. Concorreu em três ocasiões à ABL (Academia Brasileira de Letras), sendo que em 1980 perdeu a cadeira de nº. 38 para o "grande literato" José Sarney.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Cultivando ídolos errados

CAZUZA (0) X Psicóloga (10)
É... DEVIAM COLOCAR ISSO NUM OUTDOOR LÁ NA PRAÇA CAZUZA, NO LEBLON...
Psicóloga x Cazuza!
Esta mensagem precisa ser retransmitida para todas as FAMÍLIAS!
Uma psicóloga que escreveu corajosamente algumas verdades.
Uma psicóloga que assistiu ao filme escreveu o seguinte texto:

'Fui ver o filme Cazuza há alguns dias e me deparei com uma coisa estarrecedora. As pessoas estão cultivando ídolos errados.
Como podemos cultivar um ídolo como Cazuza? Concordo que suas letras são muito tocantes, mas reverenciar um marginal como ele, é, no mínimo, inadmissível. Marginal, sim, pois Cazuza foi uma pessoa que viveu à margem da sociedade, pelo menos uma sociedade que tentamos construir (ao menos eu) com conceitos de certo e errado. No filme, vi um rapaz mimado, filhinho de papai que nunca precisou trabalhar para conseguir nada, já tinha tudo nas mãos. A mãe vivia para satisfazer as suas vontades e loucuras. O pai preferiu se afastar das suas responsabilidades e deixou a vida correr solta. São esses pais que devemos ter como exemplo? Cazuza só começou a gravar, pois o pai era diretor de uma grande gravadora.
Existem vários talentos que não são revelados por falta de oportunidade ou por não terem algum conhecido importante.
Cazuza era um traficante, como sua mãe revela no livro, admitiu que ele trouxe drogas da Inglaterra, um verdadeiro criminoso. Concordo com o juiz Siro Darlan quando ele diz que a única diferença entre Cazuza e Fernandinho Beira-Maré que um nasceu na zona sul e outro não.
Fiquei horrorizada com o culto que fizeram a esse rapaz, principalmente por minha filha adolescente ter visto o filme. Precisei conversar muito para que ela não começasse a pensar que usar drogas, participar de bacanais, beber até cair e outras coisas, fossem certas, já que foi isso que o filme mostrou.
Por que não são feitos filmes de pessoas realmente importantes que tenham algo de bom para essa juventude já tão transviada? Será que ser correto não dá Ibope, não rende bilheteria?
Como ensina o comercial da Fiat, precisamos rever nossos conceitos, só assim teremos um mundo melhor.
Devo lembrar aos pais que a morte de Cazuza foi consequência da educação errônea a que foi submetido.
Será que Cazuza teria morrido do mesmo jeito se tivesse tido pais que dissessem NÃO quando necessário?
Lembrem-se, dizer NÃO é a prova mais difícil de amor.
Não deixem seus filhos à revelia para que não precisem se arrepender mais tarde. A principal função dos pais é educar. Não se preocupem em ser 'amigo' de seus filhos. Eduque-os e mais tarde eles verão que você foi a pessoa que mais os amou e foi, é, e sempre será, o seu melhor amigo, pois amigo não diz SIM sempre.'
Karla Christine
- Psicóloga Clínica

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Comemoração do Dia da Cultura


No dia 5 de novembro, aniversário de Rui Barbosa, é comemorado no Brasil o Dia da Cultura. Anualmente, a Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) entrega nesta data a Medalha Rui Barbosa a personalidades que se destacaram na prestação de serviços à Cultura do país.

Cultura: todo comportamento aprendido. Envolvem crenças, valores, hábitos, construções artísticas e arquitetônicas... Esta é a concepção de cultura hoje, principalmente desenvolvida por Tylor. Mas, quatro séculos antes de nossa era, Confúcio já afirmava que a natureza dos homens é a mesma. O que os diferencia uns dos outros são seus hábitos”. É bastante atual este pensamento porque, quando se afirma que a natureza dos homens é a mesma, significa dizer que a constituição biológica é a mesma em todos os indivíduos, mas que estes se diferenciam pelos seus hábitos, ou pela construção cultural que é diversa de povo para povo. Laraia escreve a partir do grande dilema que norteia o capítulo: como conciliar a unidade biológica do homem e a diversidade cultural que caracteriza os povos? Tal dilema permite que surjam, a partir do século 20, duas idéias que explicam a questão cultural. Trata-se do determinismo biológico, que afirma ser as características genéticas e hereditárias de determinados grupos ou etnias os fatores determinantes da diversidade cultural. Um exemplo de determinismo biológico acontece quando entendemos que os Judeus são habilidosos comerciantes ou que os alemães possuem uma pré-disposição para a mecânica. Por outro lado, também emerge a idéia de um determinismo geográfico defendendo que fatores físicos (clima, altitude, região, lugar, etc.) condicionam o modo diversificado dos comportamentos. Desta forma, explica-se que as pessoas que moram na Bahia, lugar de clima quente, têm hábitos de não trabalharem muito, serem lentas em detrimento dos fatores geográficos deste Estado. Em oposição aos determinismos está a concepção de endoculturação – processo pelo qual os comportamentos e as práticas culturais estão sujeitas ao aprendizado. Desta forma, uma criança que nasce no Japão, se for educada no Rio de Janeiro, adquirirá, por meio do aprendizado, as características culturais do Brasil. Depois destas considerações, estudemos alguns autores que são importantes para compreendermos a Cultura.Tylor definiu Cultura como “um todo complexo que inclui comportamentos, crenças, valores e toda construção material”. Ele estruturou os termos Kultur (do germânico) entendendo-o como os aspectos espirituais de um povo e Civilizacion (do francês) como os aspectos da construção material. Desta estruturação de termo nasce à idéia de cultura material e imaterial. Tylor também explica a diversidade como o resultado das desigualdades do processo evolutivo de cada cultura. Ele é bastante influenciado pelo evolucionismo darwinista, inclusive chegando a justificar a ideologia da dominação quando sugere a superioridade da Europa como uma nação “civilizada”, em detrimento dos bárbaros, não-civilizados. Antes de fazermos um juízo de valor sobre as contribuições de Tylor, é indispensável que consideremos seu contexto – o evolucionismo de sua época era linear. Para criticar o evolucionismo, surge Franz Boas. Este autor entende que cada cultura apresenta resposta diferente para seus problemas de acordo com seus eventos históricos. Desta idéia nasce à concepção de particularismo histórico: é a partir das investigações históricas que se descobre à origem deste ou daquele traço cultural. Cada povo traça caminhos diferentes para seus eventos históricos. Neste caso, o evolucionismo é aceito de forma multilinear. Além destas criticas e do particularismo histórico, Boas sugere que a antropologia deve ter duas tarefas importantes: a) construir a história dos povos ou regiões particulares; b) comparar a vida social dos diferentes povos. Franz Boas propõe o uso do método da comparação história e da comprovação dos diversos eventos históricos de cada cultura. Outro autor que merece nossa compreensão é Kroeber. Ele, no artigo “superorgânico” procura evitar a confusão entre o homem orgânico e cultural. Neste artigo, Kroeber afirma que o homem cria cultua, supera as determinações biológicas e constrói seu próprio processo evolutivo, apesar de depender das funções vitais. O homem perpetua sua espécie e se apresenta como um ser que está acima de suas limitações orgânicas. Ele liberta-se da natureza e se expande. O homem, como afirma Laraia, é o resultado do meio social em que foi socializado”. Neste sentido, ele é herdeiro de um processo acumulativo: no decorrer da história o homem acumula conhecimento e experiência. Não basta que a natureza crie indivíduos inteligentes. É preciso que o meio ambiente condicione o desenvolvimento e a criatividade dos “gênios”. O homem modifica, se o ambiente for propício, seu habitat. Mesmo sem asas, consegue voar. Cria o avião. Santos Dumont não teria desenvolvido conhecimentos aeronáuticos se estivesse somente em sua cidadezinha no interior de nosso país. Foi necessário que o ambiente fosse favorável para que ele desenvolvesse a primeira máquina voadora. Finalizando, compre-nos entender que alguns antropólogos contemporâneos vêm tentando apresentar respostas para a origem da cultura. Merece destaque dois deles: Lévi-Straus afirmando que a cultura nasce quando se estabelece à primeira regra social, o Incesto – comum a todas as culturas humanas; e Leslie White: este antropólogo defende que a cultura nasce com o desenvolvimento do neucrotex. É quando o cérebro evolui e o homem cria símbolos que nasce a cultura. Todas as sociedades possuem símbolos e, para entendê-los, precisamos conhecer e compreender a cultura que os criou.

domingo, 2 de novembro de 2008

02/11 - Dia de Finados



No século IV, já encontramos a Memória dos Mortos na celebração da missa. Desde o século V, a Igreja dedica um dia por ano para rezar por todos os mortos, pelos quais ninguém rezava e dos quais ninguém se lembrava. Desde o século XI, os Papas Silvestre II (1009), João XVIII (1009) e Leão IX (1015) obrigam a comunidade a dedicar um dia por ano pelos mortos.

Desde o século XIII, esse dia anual por todos os mortos é comemorado no dia 2 de novembro, porque no dia 1º de novembro é a festa de Todos os Santos. O Dia de Todos os Santos celebra todos os que morreram em estado de graça e não foram canonizados. O Dia de Todos os Mortos celebra todos os que morreram e não são lembrados na oração.

Origem do dia de finados

Os finados, os falecidos, sempre estiveram presentes nas celebrações da Igreja e no Memento dos mortos no cânon da missa, desde os primórdios do Cristianismo. Porque então a liturgia cristã interessou-se pelos mortos também fora do memento da missa? Porque a Igreja dedicou um dia exclusivo à lembrança dos finados? Os mártires, a perseguição, os encontros e orações em catacumbas, cemitérios e áreas isoladas marcaram o início da vida eclesial de muitos cristãos.

Os mais antigos sacramentários romanos atestam o uso de missas pelos defuntos. Não sendo realizadas nos funerais (devido perseguições etc.), as celebrações funerárias aconteciam depois, como co-memoração. A essa prática estão vinculadas diretamente às missas de sétimo e trinta dias. Paralelamente surgiu o registro dos vivos e mortos a serem lembrados nas missas, como pratica-se ainda hoje em toda a Igreja.

Esse costume está bem documentado na época carolíngia (IX-X séculos). Isso tomou o lugar dos antigos dípticos, tabuinhas de cera onde figuravam os nomes dos doadores de oferendas. Esses registros eram chamados de livros da vida (Libri vitae) e, como foi dito, incluíam vivos e mortos. Depois, os mortos foram separados dos vivos nessas listas.

Desde o século VII (Irlanda), escreviam-se os nomes dos mortos em rolos que circulavam como informação entre monastérios e comunidades. Era também uma maneira de comunicar a morte de monges e membros das comunidades, num contexto carente de meios de informação, muito diferente dos dias de hoje. Dessa tradição surgiram as necrologias (lidas nos ofícios) e obituários (lembrando serviços fundados ou obras de misericórdia dos defuntos em suas datas). Passou-se claramente das menções globais aos nomes individuais.

Os libri memorialis carolingianos continham de 15.000 a 40.000 nomes a serem lembrados! As necrologias clunisianas (Abadia de Cluni na França) mencionavam de 40 a 50 nomes por dia! A lembrança litúrgica estava garantida duravelmente aos mortos nominalmente inscritos. Rapidamente, em toda a Igreja, o tempo da morte individual se impõe doravante nos registros mortuários.

Existe uma importante contribuição e originalidade clunisiana no cuidado devido aos mortos pela Igreja que corresponde aos anseios da comunidade e à visão de uma Igreja Peregrina em comunhão com a Igreja Transcedental ou Triunfante (comunhão dos santos). Entretanto, um certo caráter elitista marcava essa união dos vivos com os mortos, pois dizia respeito, em geral, aos grupos dirigentes. Por essas razões, a Igreja decidiu estender à totalidade dos mortos, de forma solene, uma vez por ano, essa atenção litúrgica.

No século XI, entre 1024 e 1033, Cluni instituiu a comemoração dos mortos no dia 2 de novembro, em contato com a festa de todos os santos. A Festa dos Mortos será rapidamente celebrada em todo mundo cristão e pagão. Ela surge como um vínculo suplementar entre vivos e mortos na prática da Igreja, destinada a todos. O próprio mundo profano, em geral, também vai aderir a essa prática. Trata-se hoje de um dos feriados mais universais. São cerca de 1000 anos de celebração de Finados pela fé na ressurreição!

MAYKON

sábado, 1 de novembro de 2008

DIA DE FINADOS

Amanhã é dia de finados, e sempre vem à mente que a idéia é recordar alguém que na vida amamos e que, por obra do destino certeiro, sem ela ficamos. É dia de visitas aos cemitérios e igrejas, fazemos homenagens com flores. Muitos acendem velas, outros oram pelos entes queridos. Apesar do assunto mórbido, o dia é reservado especificamente para recordar pessoas que foram amadas que hoje são falecidas. O dia de finados não é dia de tristeza, mas um dia de saudosas recordações, confortada pela fé, que nos garante que nosso relacionamento com as almas dos falecidos não está interrompido pela morte. Mas, é sempre vivo, e não vamos chorar, pois quem morreu está junto a Deus. Anualmente, o dia de finados cumpre seu papel de nos lembrar de nossas despedidas e perdas. Embora existam vários tipos de perda, a mais significativa, sem dúvida, é a morte de uma pessoa amada e querida. Justamente pelo fato de que nós, seres humanos nos apegamos, nos vinculamos emocionalmente, partilhamos a vida e nos amamos. A perda de uma pessoa tão significativa gera uma grande crise pessoal. Se observarmos nossa vida atentamente, veremos que, desde o início há despedidas, separações e perdas. A primeira separação e perda é a despedida do ventre materno, lugar protegido e paradisíaco. A última despedida será a própria morte. Curiosamente, estas duas experiências existenciais, a primeira e a última, são experiências de separação, despedida e luto. Outro fator que, ao longo de nossa vida, constantemente nos remete à perda e à despedida é o tempo. Esse corre impiedosamente e se esvai sem retornar jamais. Assim, a nossa vida caracteriza-se por um constante despedir-se. Pela própria natureza, estamos de antemão preparados e equipados para ter reações adequadas, capazes de absorver e transpor perdas, despedidas. Temos que encarar a morte como algo presente na nossa vida, é algo intrigante que causa curiosidade e até fascínio, pois é difícil explicar o que há do outro lado da vida. E assim levo minha solidariedade aos que sofrem pela morte de parentes, amigos, e estão sendo movidos pela saudade dos entes queridos, pois nesta data também reverencio todos aqueles que participaram, de um modo ou de outro, de minha convivência deixando saudosas recordações.
Abraços do: Pedro da Veiga

O epitáfio e as frases de Marx, o outro gênio

Se você me perguntasse qual o epitáfio mais interessante que eu já li, eu lhe diria que é o do Groucho Marx, o genial artista do cinema. Ele pediu que escrevessem no seu túmulo a frase para ser lida pelos que o visitam no cemitério: "Perdoem-me por não me levantar."

Groucho Marx é gênio. Vive na memória daqueles que cultuam o melhor. Nessa véspera de 2 de novembro, nada melhor do que matar saudades dessas frases incríveis que ele nos deixou:

"Atrás de todo homem bem-sucedido, existe uma mulher. E,atrás desta, existe a mulher dele."

"O segredo do sucesso é a honestidade. Se você conseguir evitá-la está feito!"

"Serviço de quarto? Mandem-me um quarto maior!"

"Inteligência militar é uma contradição em termos."

"Por que eu deveria me preocupar com a posteridade? O que ela já fez por mim?"

"O casamento é a principal causa do divórcio."

"Você prefere acreditar em mim ou em seus próprios olhos?"

"Estes são meus princípios. Se você não gosta deles, tenho outros!"

"Ele pode parecer um idiota e até agir como um idiota, mas não se deixe enganar: é mesmo um idiota!"

"Há tantas coisas na vida mais importantes que o dinheiro! Mas, custam tanto!"

"Para mim, a televisão é muito instrutiva. Quando alguém a liga, corro à estante e pego um bom livro. "

"Nunca me esqueço de um rosto, mas, no seu caso, vou abrir uma exceção."

"Entre uma mulher e um charuto, escolherei sempre o charuto."

"Eu não freqüento clubes que me aceitem como sócio."

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

ATUALIZAÇÃO SOBRE CÂNCER

DO HOSPITAL JOHN HOPKINS - EUA

DEPOIS DE ANOS DIZENDO ÀS PESSOAS QUE A QUIMIOTERAPIA É A ÚNICA FORMA DE TENTAR (TENTAR É A PALAVRA - CHAVE) ELIMINAR O CÂNCER, JOHN HOPKINS ESTÁ FINALMENTE COMEÇANDO A DIZER - LHE QUE EXISTE UM MEIO ALTERNATIVO.
ATUALIZAÇÃO SOBRE CÂNCER DO HOSPITAL JOHN HOPKINS – EUA.

1. Cada pessoa tem células cancerosas no organismo. Estas células cancerosas não aparecem nos testes normais antes de se terem multiplicado a alguns milhões. Quando os médicos dizem aos doentes que não há mais células cancerosas em seus corpos após o tratamento, isto significa apenas que os testes não são capazes de detectar as células cancerosas, porque eles não atingiram o tamanho detectável.

2. As Células cancerosas ocorrem entre seis a mais de 10 vezes na vida de uma pessoa.

3. Quando o sistema imunológico de uma pessoa é forte, as células cancerosas serão destruídas e impedidas de se multiplicarem para formar tumores.

4. Quando uma pessoa tem câncer, isso indica que a pessoa tem múltiplas deficiências nutricionais. Isto poderia ser devido a fatores genéticos, ambientais, alimentares e ao estilo de vida.

5. Para vencer as múltiplas deficiências nutricionais, mudar hábitos alimentares e incluir suplementos na dieta reforçará o sistema imunológico.

6. A Quimioterapia envolve o envenenamento das células cancerosas que 5. Para vencer as múltiplas deficiências nutricionais, mudar hábitos alimentares e incluir suplementos na dieta reforçará o sistema imunológico.

Crescem rapidamente e também destrói as células saudáveis da medula óssea, do trato gastrointestinal, etc., e podem causar danos em órgãos como fígado, rins, coração, pulmões, etc.

7. A Radiação ao destruir as células cancerosas também queimam, ferem e danificam as células saudáveis, os tecidos e os órgãos.

8. O tratamento inicial com quimioterapia e radiação, freqüentemente reduz o tamanho do tumor. Contudo, o prolongado uso da quimioterapia e da radiação não resulta na destruição do tumor.

9. Quando o corpo tem muita carga tóxica proveniente da radiação e da quimioterapia e o sistema imunológico está comprometido ou destruído, a pessoa pode sucumbir a vários tipos de infecções e complicações.

10. A Quimioterapia e a radiação podem transformar as células cancerosas e torná-las resistentes e difíceis de destruir. A Cirurgia também pode provocar a disseminação de células cancerosas para outras partes do corpo.

11. Uma maneira eficaz de combater o câncer é matar de fome as células cancerosas, não as alimentando com os alimentos que elas necessitam para se multiplicarem.

12. A Proteína da carne é difícil de digerir e requer muitas enzimas digestivas. A carne não digerida restante nos intestinos putrefaz-se e provoca maior acumulação tóxica.

13. As paredes celulares do Câncer são cobertas por uma proteína dura. Ao abster - se de comer ou comendo menos carne, mais enzimas são liberadas para atacar as paredes de proteína dura das células cancerosas e permite que as células assassinas do corpo destruam as células cancerosas.

14. Alguns suplementos fortalecem o sistema imunológico (IP6, Flor - ssence, Essiac, anti-oxidantes, vitaminas, minerais, EFAs etc.), para permitir que as células assassinas do corpo destruam as células cancerígenas. Outros suplementos como vitamina E, são conhecidos por causar apoptose, ou morte celular programada, que é o método normal do corpo eliminar as células danificadas, indesejáveis ou desnecessárias.

15. O Câncer é uma doença da mente, do corpo e do espírito. Um espírito positivo e pró-ativo contribuirá para que o combatente do câncer seja um sobrevivente. Raiva, impiedade e amargura colocam o organismo em um ambiente estressante e ácido. Aprenda a ter um espírito amoroso e piedoso. Aprenda a relaxar e desfrutar a vida.

16. As células cancerosas não podem prosperar num ambiente oxigenado. Exercitar-se todo dia e fazer exercícios respiratórios ajuda a obter mais oxigênio para atingir o nível das células. Oxigênio terapia é outro meio empregado para destruir células cancerígenas.


AS CÉLULAS CANCEROSAS SE ALIMENTAM DE:


a. Açúcar é um alimentador do câncer. Ao cortar o açúcar, corta-se um importante abastecimento alimentar para as células cancerosas. Os substitutos do açúcar, os adoçantes como NUTRASWEET, Equal, Spoonful, etc., são feitos com Aspartame que é nocivo. Os melhores substitutos naturais seriam o mel ou o melado, mas apenas em quantidades muito pequenas. O sal tem um produto químico adicionado para torná–lo branco. A Melhor alternativa é o sal marinho.

b. O Leite faz com que o organismo produza muco, especialmente no trato gastrointestinal. O Câncer se alimenta de muco. Ao cortar o leite e substituí-lo por leite de soja sem açúcar as células cancerosas são mortas de fome.

c. Células cancerosas prosperam num ambiente ácido. A dieta a base de carne é ácida e é melhor comer peixe ou um pouco de frango, do que boi ou porco. A carne também contém antibióticos para gado, hormônios do crescimento e parasitas, que são todos nocivos, em especial para pessoas com câncer.

d. Uma dieta feita de 80% de legumes frescos e sumos, grãos, sementes, nozes e um pouco de frutas ajuda a por o corpo em um ambiente alcalino. Cerca de 20% pode ser de alimentos cozidos inclusive feijão. Sucos de vegetais frescos fornecem enzimas vivas, que são facilmente absorvidos e atingem as células em 15 minutos para nutrir e aumentar o crescimento de células saudáveis Para obter enzimas vivas para construir células saudáveis experimente beber sucos de vegetais frescos e de brotos de feijão e comer alguns vegetais crus 2 ou 3 vezes por dia. As Enzimas são destruídos a temperaturas de 40 graus C. Portanto, mantenha os vegetais e os brotos de feijão em local fresco.

e. Evite café, chá e chocolate, que têm alta concentração de cafeína. Chá verde é uma alternativa melhor e tem a propriedade de combater o câncer. – Água: é melhor beber água purificada ou filtrada, para evitar toxinas e metais pesados da água.Água destilada é ácida,evite-a.


ATUALIZAÇÃO DE CÂNCER DO

HOSPITAL JOHN HOPKINS – EUA


1. Nenhum recipiente de plástico no microondas.
2. Nada de garrafas de água no congelador.
3. Nada de revestimento plástico no microondas.


John Hopkins recentemente publicou esta comunicação, no seu boletim informativo. Esta informação está sendo divulgado no Walter Reed Army Medical Center

Dioxinas químicas provocam o câncer, sobretudo o de mama. As dioxinas são altamente tóxicas para as células do nosso corpo. Não congele seus frascos plásticos com água neles, pois isto libera dioxinas do plástico. Recentemente, o Dr. Edward Fujimoto, gerente do programa de bem-estar do Hospital Castle, foi a um programa de TV para explicar este risco à saúde. Ele falou sobre as dioxinas e como elas são más para nós. Ele disse que não deveríamos aquecer os nossos alimentos no microondas usando recipientes plásticos.

Isso se aplica especialmente aos alimentos que contêm gordura. Ele disse que a combinação de gordura, calor alto e plástico libera a dioxina em alimentos e finalmente nas células do corpo. Ao invés disso, ele recomenda usar utensílios de vidro, como Pirex, ou de cerâmica, para aquecimento dos alimentos. Você obtém os mesmos resultados, apenas sem a dioxina. Assim, os alimentos industrializados e embalados em plásticos devem ser removidos do recipiente e aquecidos em outra coisa.

O papel não é mau, mas você não sabe o que está no papel. Só é seguro usar vidro temperado ou cerâmica. Ele nos lembrou que há pouco algum dos restaurantes “fast food” trocaram os invólucros de plástico por papel. O problema das dioxinas é uma das razões.

Além disso, assinalou que invólucros de plástico são tão perigosos quando colocados nos alimentos a serem cozidos no microondas. Quando o alimento é aquecido, o elevado calor provoca toxinas venenosas derreterem para fora do revestimento plástico e gotejar na comida. É melhor cobrir o alimento com uma folha de papel.

Trata-se de um artigo que deve ser enviado a qualquer pessoa que considere importante em sua vida.