quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

MÚSICAS ITALIANAS - INESQUECÍVEIS


Para aqueles que gostam de músicas italianas dos mais famosos astros desta categoria, sugiro visitarem o site http://italiasempre.com/verpor/mp32.htm

Músicas de todos os tempos principalmente da década de 60 que marcaram bastante minha adolescência e juventude.

Peguei esta do Ferra Mula

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Ler é uma atividade neuróbica

Neuróbica é a aeróbica dos neurônios. Consiste de ginástica para o cérebro. O desafio é fazer tudo aquilo que contraria as rotinas, obrigando o cérebro a um trabalho adicional.

Parte do nosso dia-a-dia é ocupado por rotinas que, apesar de terem a vantagem de reduzir o esforço intelectual, escondem um efeito perverso: limitam o cérebro.

Para contrariar essa tendência, é necessário praticar exercícios "cerebrais" que fazem as pessoas pensarem somente no que estão fazendo, concentrando-se na tarefa. Ler é benéfico à saúde mental, pois é uma atividade neuróbica.

A atividade da leitura faz reforçar as conexões entre os neurônios. Para a mente, ainda não inventaram melhor exercício do que ler atentamente e refletir sobre o texto.

Diferente de jogos para a memória, quebra-cabeças e palavras cruzadas, a Neuróbica usa combinações dos cinco sentidos e baseia-se em atividades simples que podem ser realizadas a qualquer hora.

Não é raro que as pessoas esqueçam datas de aniversários, compromissos importantes, local onde determinados objetos foram guardados e nomes de pessoas próximas e amigas.

Os esquecimentos costumam ser de acontecimentos recentes, ao passo que fatos passados a muito tempo, dificilmente saem da memória.

A neurociência vem revelar que o cérebro, apesar de envelhecer, continua a possuir uma capacidade extraordinária de crescer e mudar o padrão de suas conexões.

A Editora Sextante publicou no Brasil um livro de nome “Mantenha o seu Cérebro Vivo” de Lawrence Katz e Manning Rubin que apresenta a Neuróbica, um extraordinário programa de exercícios para melhorar a capacidade cerebral baseado nas últimas pesquisas da neurociência.

Exemplo de exercícios:

Use o relógio de pulso no braço direito;
Escove os dentes com a mão contrária da de costume;
Ande pela casa de trás para frente;
Vista-se de olhos fechados;
Estimule o paladar, coma coisas diferentes;
Veja fotos de cabeça para baixo;
Veja as horas num espelho;
Faça um novo caminho para ir ao trabalho;
Troque o mouse de lado;
Entre no carro pelo lado do passageiro.

Fonte: Amigos dos Livros.

Cotidiano...

Antonio Thadeu Wojciechowski
Foto de Catarina Velasco.

vivo recebendo e-mails
pedindo que eu reenvie mensagens
é violência em gaza
é guerra no sri lanka
é golpe de estado na puta que o pariu
parece que está todo mundo preocupado
e o mundo virou casa de bonecas
acho isso louvável
afinal a Terra é a nossa casa

mas é engraçado
o pessoal não vê o que acontece aqui,
no Brasil, no quintal da nossa casa,
uma guerra com mais de 300 mortos por dia,
7 dias por semana, 365 dias por ano,
- não estou falando dos outros mortos
doenças, acidentes, etc etc etc -
são mais de 100 mil mortes/ano à bala,
facãozada, foiçada, punhalada, paulada,
isso quando não queimam o cara vivo

e ninguém manda e-mails para mim sobre isso
ninguém pede assinatura
que eu me mobilize e reenvie mensagens
denunciando policiais corruptos
juízes e sentenças imorais
políticos e suas roubalheiras incomensuráveis
a inércia paralítica de nossas forças armadas
a farsa cataléptica da nossa educação
a doença fatal em que se transformou a saúde
ninguém fala nada sobre essas coisas
o Brasil parece um mundo à parte

aliás, tinha um tio meu que gritava
contra essa mediocridade,
contra essa cumplicidade silenciosa,
mas ele foi morto num assalto
e os bandidos levaram os últimos “deizão”

Polaco da Barreirinha.

O Bardo.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

A curiosa origem do nome de alguns países

Somália: A Somália fica no “chifre da África” perto da Etiópia, Eritréia e Quênia. Seu nome significa “terra dos somalis”. E o que significa “somali”? Em língua nativa significa “vá você mesmo ordenhar um animal”. É isso mesmo que você leu, meu perplexo leitor, minha espantada leitora. De acordo com Otero essa expressão tem um significado hospitaleiro, porque é tradição o chefe da casa ordenhar o rebanho. Assim, dar a um visitante a possibilidade da faze-lo é considerado um sinal de amizade.

Macedônia: A pobre Macedônia, que já foi a terra do conquistador Alexandre, o Grande, hoje tem que se contentar com o ridículo nome oficial de “Ex-república Iugoslava da Macedônia” por causa dos gregos, que tem medo que os macedônios queiram se unir com a província do mesmo nome que existe na Grécia. O Depokafé até já tentou, sem muito sucesso, fazer uma campanha para ajudar a Macedônia “terra de gente alta” (no sentido de grande, não no sentido de alcoolizado)-(quanta pretensão, não?). Apesar do nome oficial ser vexaminoso, Macedônia tem um significado interessante.

Chade: Mais um país africano na lista, o Chade fica perto da Líbia e do Sudão. Atualmente só 3% das terras do país são cultiváveis e parte dele está no Deserto do Saara. Por isso, é irônico que o nome do país signifique “grande extensão de água”, mas há uma explicação sobre isso: o lago Chade, que fica na fronteira entre o país e Camarões já foi o segundo maior lago da África. De acordo com Otero, há 2500 anos atrás o lago tinha o tamanho da Grécia e da Turquia juntos.

Gabão: E a África continua dominando a nossa modesta lista. Gabão fica ao lado de Camarões, na costa atlântica da África. Foi “descoberto” (talvez invadido seja a palavra certa) pelos portugueses, que lhe deram esse nome porque a foz do rio Komo lembrava uma espécie de casaco usado pelos lusitanos. Gabão significa então “casacão” ou “sobretudo”. Acho que esse é o único país do mundo com nome de roupa.

Creta: Creta é uma ilha pertencente à Grécia e fica no mar Mediterrâneo. A rigor não é um país, mas essa não é uma lista rigorosa mesmo. Uma das explicações para o seu nome é que ele vem do verbo “varrer” já que a ilha teria sido varrida por uma cataclisma em tempos imemoriais, que muitos associam ao mito de Atlântida.

Eslováquia: Os mais antigos ainda devem se lembrar da Theco-Eslováquia, o país comunista da Europa oriental que se desintegrou pacificamente depois do fim do comunismo dando origem à República Tchecha e a Eslováquia. A teoria mais aceita para o nome do país diz que ele significa “terra das palavras”. Por associação, eslovaco seria “habitante da terra das palavras” ou “verbalista”. Deve ser uma terra boa para escritores, não é mesmo ?

Zimbábue: o Zimbábue é um país africano que fica entre a África do Sul e Moçambique. Vive uma grave crise interna, com hiperinflação e um governo que não se entende com as instituições humanitárias que atuam no país. O nome do país significa “casa de pedra”, que remete como eram construídas as habitações pelo seu povo, amontoando pedras sem nada que as cimentasse.

Moldávia: Se o Brasil é o único país do mundo a ter nome de planta, a Moldávia (ou Moldova, de acordo com as autoridades do país) deve ser o único país do mundo a ter nome de…cachorro. A ex-república soviética tem esse nome porque um de seus heróis, Drago, quando atravessa as montanhas para combater os invasores teve seu cachorro Molda morto ao atravessar um rio. Drago então colocou o nome de Molda ao rio, que acabou ficando como o nome do país.

Namíbia: O país fica na costa ocidental da África, entre Angola e África do Sul. Foi colonizado por alemães e ingleses e só conseguiu sua independência da África do Sul em 1990. Nas línguas nativas do local o nome significa “lugar sem seres”, ou seja, lugar desabitado. Muito provavelmente esse nome se deve ao fato de existirem dois desertos no país: o de Kalahari e de Namib (de onde deve ter vindo o nome do país).

Paquistão: e, para fechar a nossa lista, temos o contubardo país da Ásia, vizinho do Afeganistão, Índia e Irã. É o sexto país do mundo em população e atualmente está sem presidente. Uma pena que haja tanta violência num país cujo nome significa “terra da pureza”.

Fonte: Depokafé

A verdade sobre o castelo do deputado Edmar

A revista VEJA, edição de 1999, já revelava quem é o Edmar Moreira, o deputado do castelo e das "falcatruas". Copiei daqui.


Que é a Poesia?

O poeta e humorista Glauco Mattoso (sei do cacófato) falou e disse:

"Se você disser que poesia é tudo aquilo que não é prosa, os professores de literatura vão lhe demonstrar que existe um estilo poético denominado prosaico e outro conhecido como prosa poética.
Se você disser que poesia é rima, surgem aqueles que defendem o verso branco moderno e lembram que na Antiguidade a rima era praticamente desconhecida, ou seja, é coisa da Idade Média.
Se você pensa que poesia é o próprio verso (isto é, um grupo de palavras formando linhas empilhadas a esmo ou segundo algum critério de "medida"), saiba que existem poetas que aboliram o verso e só trabalham a palavra isolada, ou nem isso: ficam nas sílabas e nas letras soltas no espaço da página. É o concretismo, ou poesia concreta, no seu estágio mais elementar.
Se você acha ainda que a poesia fica só nas letras, há os que preenchem o espaço com qualquer sinal ou figura, e até saem dos limites dimensionais do papel para pesquisar também outros materiais e novos resultados, que aparentemente nada têm a ver com a linguagem escrita. São desdobramentos do concretismo, chamados de poesia visual (ou semiótica) e poema-objeto, que no Brasil foram lançados com o nome de poema-processo.
Finalmente, se você concluir que a poesia estaria então na ideia transmitida, perceberá que qualquer ideia pode ser poéticamente transmitida, e voltará à estaca zero."

(extraído de "O que é poesia marginal", Glauco Mattoso, Ed. Brasiliense)

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Chico Xavier





"O bem que praticares, em algum lugar, é teu advogado em toda parte."
Chico Xavier


Sua vida foi longa, 92 anos dedicados ao amor. Ele costumava dizer que amar de verdade é não esperar ser amado... Quem esteve perto dele algum dia pôde sentir sua grandeza espiritual. Em vez de chorar por Chico Xavier, leia esta sua linda mensagem cheia de sabedoria.

Mensagem

"Não estrague o seu dia. A sua irritação não solucionará problema algum...
As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas....
Os seus desapontamentos não fazem o trabalho que só o tempo conseguirá realizar... O seu mau humor não modifica a vida...
A sua dor não impedirá que o sol brilhe amanhã sobre os bons e os maus...
A sua tristeza não iluminará os caminhos...
O seu desânimo não edificará a ninguém....
As suas lágrimas não substituem o suor que você deve verter em benefício da sua própria felicidade...
As suas reclamações, ainda mesmo afetivas, jamais acrescentarão nos outros um só grama de simpatia por você...
Não estrague o seu dia... Aprenda, com a Sabedoria Divina, a desculpar infinitamente, construindo e reconstruindo sempre para o Infinito Bem.
Muita energia positiva para você."
Chico Xavier
23 Livros :
* Cidade no Além
*Entre o Ceú e a terra
*Libertação
*Ação e Reação, entre outros...

Fontes: aqui e aqui

Corinthians Paranaense

Eis que surge numa fusão do Corinthians paulista e o J.Malucelli, o SPORT CLUBE CORINTHIANS PARANAENSE.

Agora sou corinthiano em dose dupla !!!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Hino-Campo Mourão


Professora Walkiria Gaertner Boz e Professor Egydio Martello
respectivamente autores da música e da letra do hino de Campo Mourão

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Arquitetura



O Ministério Público Federal abriu inquérito para averiguar “se pode ou não ir para a frente a construção da Praça da Soberania”, projeto do arquiteto Oscar Niemeyer, que se planeja erguer em Brasília, no canteiro central da Esplanada dos Ministérios. De acordo com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, a obra vai contra o tombamento do plano piloto da cidade (desenvolvido pelo urbanista Lúcio Costa), que proíbe edificações no local. A construção poderá ser embargada. (UOL)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

O PIROCÃO! Mais uma do Niemeyer

Depois de plantar uma imensa bunda, na Praça da Apoteose no Sambódromo do Rio de Janeiro, o arquiteto Oscar Niemeyer pretende cometer mais uma monstruosidade arquitetonica, e urbanística, desta vez em Brasília, a capital do concreto.
A "Praça da Soberania" projetada para a comemoração dos 50 anos de fundação da cidade, tem como "monumento principal", um despropositado falo ereto de cem metros de altura, cercado do nada por todos os lados! Fosse uma homenagem à virilidade do homem da Banânia, patrocinada pelo Viagra, Cialis, Boston Medical Group e etc,... até seria compreensível. Não no meio da Esplanada dos Ministérios, num enorme "vão" tombado pelo IPHAN.
Oscar Niemeyer, tem essa sensação de posse, de poder monocrático, para perpetrar seus projetos esquisitos, cheios daquela grandiosidade stalinista copiada da Praça Vermelha em Moscou, que inspira essa "unanimidade" que é o arquiteto centenário.
A Esplanada de Dr. Oscar presta-se a muitas coisas. Desfile Militar, Acampamento do MST, Manifestação Grevista da CUT, Protesto de Estudante, Racha de Chevette. Não é um lugar para o povo, para as famílias, crianças, gente que gosta de grama, árvore, e "gente como a gente"!
É um lugar para a "gente" delles...o povo "organizado da sociedade civil" como elles gostam de dizer.
Tudo indica, que o "Pirocão" vai sair (ops!) mesmo. Claro que sem licitação, de mão beijada para o "sensível comunista". Tem gente chiando, ver abaixo:

"O Ministério Público Federal abriu inquérito para apurar a legalidade do projeto de Oscar Niemeyer que prevê a construção da praça no canteiro central da Esplanada dos Ministérios, em Brasília. Além disso, questiona-se se a proposta está de acordo com o plano urbanístico de Lúcio Costa. O governo do Distrito Federal e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Cultural (Iphan) têm dez dias para dar uma resposta". Do G1 - 27.1.09

É esperar, e torcer! (


Comentários de
:

Oscar Niemeyer é um arquiteto renomado, e como todo bom comunista brasileiro, adora charutos cubanos e bebidas finas. No mínimo essa obra deve estar custando os olhos da cara. Vale conferir quanto foi pago pelo "croqui" com dinheiro público.

Apesar de estapafúrdia, a fálica e monumentística obra tem uma representação singular. Situada em Brasília representará a altaneira punjança pública para enrabar os pobres mortais pagadores de impostos.

Comprem vaselina, pois vai doer.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

PARA REFLETIR:

Bakunin - ele, há muito, já avisava...

Mikhail Alexandrovich Bakunin (1814/1876) foi talvez o mais brilhante dos Anarquistas. Ativista político russo, nascido em Premukhino, província de Tver, inspirador de movimentos europeus de contestação política e social. Filho de um rico proprietário de terras, nascido no seio de uma família aristocrática, após os vinte anos começou a estudar a filosofia de Hegel. Entrou para o curso de filosofia da Universidade de Berlim (1840) quando começou suas atividades políticas, criticando a filosofia especulativa, preferindo a teoria da ação política e afastando-se do pensamento hegeliano. Viajou pela Europa (1843-1848), conheceu Karl Marx e Proudhon (outro grande Anarquista). Em Paris, retomou parte no Congresso Eslavo de Praga (1848) e participou da Revolução Proletária, em Paris (1848), a histórica "Comuna de Paris". Participou da insurreição de Dresden (1849), onde foi preso e condenado à morte, tendo sua pena sido posteriormente alterada, quando foi entregue ao governo russo - que o manteve preso em São Petersburgo e posteriormente o exilou para a Sibéria (1857) de onde fugiu (1860) para o Japão e depois se fixou na Suíça. Fundou a Aliança Internacional da Democracia Social (1868) e acabou influenciando o proletário e atraindo mais pessoas. Durante disputa pela liderança da Associação Internacional de Trabalhadores, a famosa I Internacional, rompeu definitivamente com Marx no Congresso de Haia (1872). Em oposição a Comte, passou a perceber a centralização da autoridade e do Estado como a fonte de todo problema, identificando aí obstáculos ao desenvolvimento das pessoas e das Nações. Foi expulso da AIT por divergências políticas. Faleceu em Berna, na Suíça. A Associação Internacional dos Trabalhadores encerrou suas atividades no ano de sua morte (1876), resultado das disputas políticas internas entre os socialistas autoritários e libertários.

sábado, 31 de janeiro de 2009

U T O P I A

Fui criado com princípios morais comuns:
Quando eu era pequeno, mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos eram autoridades dignas de respeito e consideração.
Quanto mais próximos ou mais velhos, mais afeto.
Inimaginável responder de forma mal educada aos mais velhos, professores ou autoridades.
Confiávamos nos adultos porque todos eram pais, mães ou familiares das crianças da nossa rua, do bairro, ou da cidade.
Tínhamos medo apenas do escuro, dos sapos, dos filmes de terror.
Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo aquilo que perdemos.
Por tudo o que meus netos um dia enfrentarão.
Pelo medo no olhar das crianças, dos jovens, dos velhos e dos adultos.
Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos.
Não levar vantagem em tudo significa ser idiota.
Pagar dívidas em dia é ser tonto?
Anistia para corruptos e sonegadores?
O que aconteceu conosco? Professores maltratados nas salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas janelas e portas. Que valores são esses?
Automóveis que valem mais que abraços, filhas querendo uma cirurgia como presente por passar de ano.
Celulares nas mochilas de crianças. O que vais querer em troca de um abraço?
A diversão vale mais que um diploma. Uma tela gigante vale mais que uma boa conversa.
Mais vale uma maquiagem que um sorvete. Mais vale parecer do que ser?
Quando foi que tudo desapareceu ou se tornou ridículo?
Quero arrancar as grades da minha janela para poder tocar as flores!
Quero me sentar na varanda e dormir com a porta aberta nas noites de verão!
Quero a honestidade como motivo de orgulho.
Quero a retidão de caráter, a cara limpa e o olhar olho-no-olho.
Quero a vergonha na cara e a solidariedade.
Quero a esperança, a alegria, a confiança!
Quero calar a boca de quem diz: "temos que estar ao nível de", ao falar de uma pessoa.
Abaixo o TER, viva o SER!
E viva o retorno da verdadeira vida, simples como a chuva, limpa como o céu de primavera, leve como a brisa da manhã!
E definitivamente bela, como cada amanhecer.
Quero ter de volta o meu mundo simples e comum.
Onde existam amor, solidariedade e fraternidade como bases.
Vamos voltar a ser "gente".
A indignação diante da falta de ética, de moral, de respeito...
Construir um mundo melhor, mais justo, mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas.
Utopia? Quem sabe...? Precisamos tentar.
Nossos filhos merecem e nossos netos certamente nos agradecerão!

HORÁCIO AMARAL - 40 anos do Prefeito Escola!


31 de janeiro de 1969 - Há exatos 40 anos, Horácio Amaral e Munir Karam tornavam-se prefeito e vice-prefeito de Campo Mourão. Horácio e Munir foram eleitos como candidatos únicos em 15 de novembro de 1968. Munir ficaria poucos meses na Prefeitura. Em 1970 deixaria o cargo para assumir o cargo de juiz de direito da Comarca de Goioerê. Horácio terminou o mandato em 31 de janeiro de 1973, passando o cargo para o advogado Renato Fernandes Silva. Depois de deixar a Prefeitura, Horácio tentava buscar uma cadeira na Assembléia Legislativa nas eleições de 1974. Seu intento foi interrompido com sua morte em 7 de agosto daquele ano, num acidente automobilistico na estrada que liga Campo Mourão a Roncador.

Na foto: Sebastião Ferreira Lima, Munir Karam, Augustinho Vecchi (prefeito que deixava o cargo), Horácio Amaral (discursando) e Pedro da Veiga transmitindo a solenidade histórica pelos microfones da Rádio Colmeia.


Abertura das festividades do Sesquicentenário da Independência do Brasil - setembro de 1972.
Horácio Amaral: 40 anos do Prefeito Escola (*)
31 de janeiro de 1969. Horácio Amaral e Munir Karam, respectivos, prefeito e vice-prefeito eleitos de Campo Mourão tomavam posse. Horácio Amaral sucedia Augustinho Vecchi, que encerrava o período administrativo iniciado por Milton Luiz Pereira em 5 de dezembro de 1963.
Horácio Amaral e Munir Karam foram eleitos em chapa única nas eleições de 15 de novembro de 1968. Karam ficaria por pouco tempo no cargo. No ano seguinte renunciava o cargo para assumir o cargo de juiz de direito da Comarca de Goioerê.
O 12º prefeito de Campo Mourão nasceu em 27 de junho de 1927, na pequena cidade de Mallet (PR). Eleito vereador em Assaí em 1955, logo se revelou político sagaz, dono de uma oratória impecável que o tornaria famoso, tanto no meio político como no tribunal de júri.
Formado em direito pela Universidade Federal do Paraná, ficou conhecido como um dos maiores advogados na área criminal no Estado, sendo admirado e respeitado por seus colegas.
De vereador de Assai a prefeito de Campo Mourão, tornou-se um grande homem público, reconhecido pela sua integridade e honestidade com o patrimônio público.
Foi no quatriênio 1969/1972 que Campo Mourão começou a sofrer profundas mudanças em vários setores. A economia, baseada na extração da madeira assimilou o seu declínio e as terras dos antigos pinheirais cederam lugar às plantações diversas, em especial, as culturas de soja e trigo. Foi neste período que surgiu a Coamo (Cooperativa Agropecuária Mourãoense, hoje Coamo Agroindustrial Cooperativa) uma das maiores da América.
No campo educacional Campo Mourão teve o maior salto vertiginoso na sua história. Ao assumir a prefeitura, Horácio Amaral lançou o desafio baseado nas palavras “não deixar uma criança sem escola”. Para atender a meta foram edificadas escolas na zona rural e urbana, ao todo mais de 170 escolas.
O município foi escolhido como um dos oito do Paraná com as experiências piloto do lançamento da Reforma do Ensino proposta pelo Ministério da Educação. E por último, a meta síntese da administração de Horácio Amaral: o ensino superior.
Criou a Fundescam, hoje Fecilcam. Foi o primeiro passo para implantação de um núcleo universitário regional, que se concretizou somente décadas depois, com a vinda de novos cursos e a abertura de novas instituições de ensino. O prédio central da Fundescam foi edificado somente com recursos do município. A sua inauguração ocorreu em 28 de janeiro de 1973, com conferência inaugural ministrada pelo intelectual e ex-governador Bento Munhoz da Rocha Netto.
O governo de Horácio Amaral não se voltou apenas para a educação. Atendeu diversas demandas, como a pavimentação de vias públicas, conservação e abertura de estradas rurais e a implantação da primeira etapa do sistema de tratamento de esgotos sanitários.
Uma grande catástrofe marcou a gestão de Horácio Amaral. Uma chuva de granizo em 1971 trouxe sérios prejuízos à economia de toda a região e em todos os setores. A cidade demorou anos para esquecer da calamidade.
O período administrativo de Horácio Amaral terminou em 31 de janeiro de 1973. Nas eleições municipais de 1972 apoiou o advogado Renato Fernandes Silva, eleito seu sucessor.
Deixou a Prefeitura com um intento maior. Um sonho que vinha ainda dos tempos de Assaí: uma vaga na Assembléia Legislativa.
Candidato a deputado estadual, em 1974, numa eleição praticamente vencida, Horácio Amaral morre em acidente automobilístico. Circunstâncias semelhantes com a do seu conterrâneo Roberto Brzezinski em 1959, que também aspirava este cargo.
A morte prematura de Horácio Amaral causou uma profunda comoção e abriu um grande vazio na política regional sentido até hoje.


sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O que estão ensinando às nossas crianças?


Distorções ideológicas. Por que elas existem e como comprometem a educação.

A catarinense Mayra Ceron Pereira, que mora na cidade de Lages, se sentiu incomodada com a lição de casa do filho, no início do ano. Aluno da 7a série do colégio Bom Jesus, uma rede privada do sul do país, Gabriel, de 13 anos, tinha de definir o que é a mais-valia. Ela folheou o livro Terra e Propriedade, da coleção História Temática, que ele usa na escola, e encontrou uma foto de José Rainha, líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). “Ele aparecia apenas como líder social”, diz Mayra. “Não havia a informação de que foi condenado pela Justiça.” Em uma leitura mais atenta, ela se incomodou ainda mais com o que identificou como maniqueísmo nos textos.

Quem escolhe os livros didáticos;
Como o material é avaliado nas redes pública e privada;
Quanto eles vendem
.

O autor escreve o livro didático. A cada três anos, as editoras encaminham suas coleções para avaliação do Ministério da Educação. No ano passado, 13 editoras inscreveram 587 coleções. O segmento de livros didáticos movimentou R$ 1,2 bilhão entre 2007 e 2008. Cerca de 58% do faturamento vem da venda para o governo federal.

NAS ESCOLAS PÚBLICAS:
1 - O MEC envia esses livros para universidades públicas. Cada disciplina vai para uma universidade, que monta uma banca de professores da área para avaliar o conteúdo;
2 - As universidades têm seis meses para elaborar um parecer justificando quais livros serão aprovados e excluídos. Além de um documento com recomendações e ressalvas para auxiliar o professor na escolha dos livros aprovados;
3 - Entre março e abril, o MEC divulga a lista dos aprovados. E envia a justificativa de exclusão dos não aprovados para as editoras;
4 - A lista fica na internet e as escolas públicas escolhem, com os professores, os livros que vão usar;
5 - O MEC compra os livros e, no início do ano seguinte, eles estão nas mãos dos alunos.

NAS ESCOLAS PARTICULARES:
1 - Vendedores das editoras mostram os livros nas escolas particulares;
2 - A maioria das escolas usa como referência a lista de aprovados pelo MEC, por opção própria
.

APOSTILAS.
Algumas escolas do país usam sistemas de apostilas feitas por grandes empresas de educação como Objetivo, Anglo, Pitágoras, UNO e Positivo. O material feito por essas editoras nem passa pelo MEC. (Fontes: Ministério da Educação, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e Associação Brasileira de Editores de Livros).
Doutrinação política.

As bancas das universidades que analisam os livros para o MEC costumam rejeitar títulos por má qualidade do conteúdo. São freqüentes os casos de livros recusados por informações incorretas, uso de linguagem inapropriada ou mesmo expressões racistas ou preconceituosas. Um dos critérios para a exclusão de livros é a doutrinação política. Mas a banca deixa passar títulos que condenam o capitalismo e enaltecem o socialismo.


Em uma coleção excluída depois de ser distribuída por três anos pelo MEC, os índios são retratados como seres incivilizados, e os nordestinos como culpados pela pobreza nas grandes cidades.“Livros que induzem a preconceitos e estereótipos levam a uma formação errada, uma visão distorcida do mundo. Formam pessoas racistas, com xenofobia. As idéias de que no Nordeste só há seca e miséria e que todos os alemães são nazistas não ajudam o aluno a compreender o mundo”, afirma a historiadora Margarida Matos, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Ela coordenou a banca que excluiu o livro "Nova História Crítica" da lista do MEC neste ano. A visão doutrinária foi apenas um dos problemas identificados.

“Para entender o mundo, os professores passam a adotar uma lógica conveniente, simplista e sedutora” Samuel Pessoa, da Fundação Getúlio Vargas.

A visão maniqueísta da História pode ser encontrada já no curso de Pedagogia. Para mostrar isso, Bráulio Porto de Matos, da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília, compara os manuais de didática mais usados pelos professores na década de 60 com o livro mais popular de hoje. O manual de Amaral Fontoura, usado até os anos 70, era principalmente técnico: fazia críticas ao processo de ensino. A obra mais atual, de Carlos Libâneo, no entanto, já em suas primeiras páginas fala sobre a perversidade do capitalismo. (Por Alexandre Mansur, Luciana Vicária e Renata Leal na revista ÉPOCA) Artigo completo aqui.

Imagens:uncovering.org_livros.



































O discurso dos livros
.

Como é a história, a política, a economia, a globalização, a refoma agrária, segundo alguns dos livros didáticos e apostilas usados por alunos das escolas brasileiras.

Em alguns livros, os autores apresentam a tomada do poder pelos socialistas, liderados por Mao Tsé-tung, e suas reformas. Mas omitem a repressão e o sistema ditatorial que dura até hoje.Os autores contam os resultados da revolução comunista em Cuba, mas não mencionam a censura, a opressão e a ditadura que permanecem até hoje. Predomina a versão de que o sistema capitalista aumenta a pobreza e a desigualdade – mesmo tendo os países capitalistas gerado maior prosperidade para suas populações. A globalização é apresentada como a nova forma de imperialismo. As nações ricas exploram as pobres. Falta dizer que a abertura de mercados também dá oportunidades aos países pobres.

A reforma agrária é apresentada como solução para a concentração de terras no Brasil. Não se fala que o setor terciário urbano é que tende a absorver essa mão de obra. A revolução armada é apresentada como solução justificável para acabar com a opressão. Os autores omitem que esses golpes costumam levar a ditaduras. Alguns livros didáticos do Estado do Paraná reduzem o mundo a um conflito entre as elites dominantes e os povos dominados. Os Estados Unidos são apresentados como um império de influências negativas. Não se fala da história de independência, democracia e direitos humanos do país. Continua...


“Eles ensinam para crianças e jovens fatos que não são verdadeiros, distorcendo a finalidade da educação”, Bolívar Lamounier,cientista político.

O dano que livros didáticos ruins podem causar ao país vai além da questão política. “Eles ensinam para crianças e jovens fatos que não são verdadeiros, distorcendo a finalidade da educação”, diz o cientista político Bolívar Lamounier. É nessa fase do ensino fundamental e do ensino médio que os jovens se interessam por questões políticas. “Se receberem uma informação distorcida, criarão uma visão de mundo também distorcida.” Há quem diga que a ideologia nos livros didáticos não é um problema. “O viés esquerdista dos livros importa pouco”, afirma o sociólogo Alberto Carlos Almeida, diretor de planejamento da empresa de pesquisa Ipsos e autor do livro A Cabeça do Brasileiro. “Porque, à medida que a pessoa estuda, sua cabeça muda. Em geral, quem estuda mais tem uma visão menos estatizante.” Outro argumento de pensadores que minimizam o problema é que as fontes de informação no mundo atual são múltiplas e, por isso, contrabalançam qualquer viés na escola. Continua...

Atenção: Aqui a lista de doze títulos didáticos que apresentam distorções ideológicas (ver imagens)
:

1) (História – Origens, Estruturas e Processos/Ensino Médio. Luiz Koshiba. São Paulo: Atual, 2000);
2) (História 8, Projeto Araribá, Editora Moderna);
3) (Nova História Crítica. Mario Furley Schmidt. São Paulo: Nova Geração, 2002);
4) (apostila do programa Livro Público do Governo do Paraná, capítulo “Dinheiro Traz Felicidade”, Gisele Zambone);
5) (História Global – Brasil e Geral/Volume Único. Gilberto Cotrim. São Paulo: Saraiva, 2002);
6) (História do Brasil no Contexto da História Ocidental/Ensino Médio. Luiz Koshiba e Denise Pereira. São Paulo: Atual, 2003);
7) (exercício proposto por História Temática: Terra e Propriedade, 7a série. Andrea Montellato, Conceição Cabrini, Roberto Catelli Junior. São Paulo: Scipione, 2005 – Coleção História Temática);
8) (apostila com módulo de História do Sistema UNO de Ensino, de Nicolina Luiza de Petta);
9) (apostila História 3 – coleção Anglo. Cláudio Vicentino e José Carlos Pires de Moura);
10) (Brasil: uma História em Construção/Volume 2. José Rivair de Macedo e Mariley Oliveira
Editora do Brasil);
11) (apostila do programa Livro Público do Governo do Paraná, Ideologia, Katya Picanço);
12) (apostila do programa Livro Público do Governo do Paraná, O Estado Imperialista e Sua Crise, Altair Bonini e Marli Francisco)
.

Fotos: Alex and Laila/Getty Images, Greg Baker/AP e Renata Carvalho/Ag. A Tarde/AE, Marcelo Rudini/ÉPOCA, Guto Kuerten/ÉPOCA.
Este material encontrei AQUI.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

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