sexta-feira, 13 de novembro de 2009

UM TEXTO SEM A LETRA "A" - ISTO É POSSíVEL?

É possível, sim...

Sem nenhum tropeço posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo isso permitindo mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível.
Pode dizer-se tudo, com sentido completo, como se isso fosse mero ovo de Colombo, desde que se tente. Sem se inibir, pode muito bem o leitor empreender este belo exercício dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento. Trechos difíceis resolvem-se com sinónimos. Observe-se bem: é certo que, em se querendo, esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo. Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo desporto do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o "I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo sem o "P", "R" ou "F", o que quiser escolher. Podemos, em corrente estilo, repetir um som sempre ou mesmo escrever sem verbos. Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir. Porém, mesmo sem o uso pernóstico dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objeto escolhido, sem impedimentos. Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem hoje o nosso português, culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês. Porquê? Cultivemos o nosso polifónico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores. Honremos o que é nosso, oh moços estudiosos, escritores e professores! Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, púgil, de heróis e de nobres descobridores de mundos novos!

Autor: Desconhecido.
Apanhei do: Novas do Gato

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

IDOSOS E VELHOS

Você se considera uma pessoa idosa, ou velha? Acha que é a mesma coisa?
Pois então ouça o depoimento de um idoso de setenta anos:

Idosa é uma pessoa que tem muita idade. Velha é a pessoa que perdeu a jovialidade.
A idade causa degenerescência das células. A velhice causa a degenerescência do espírito. Por isso nem todo idoso é velho e há velho que ainda nem chegou a ser idoso.Você é idoso quando sonha. É velho quando apenas dorme.

Você é idoso quando ainda aprende. É velho quando já nem ensina.

Você é idoso quando pratica esportes, ou de alguma outra forma se exercita. É velho quando apenas descansa.

Você é idoso quando ainda sente amor. É velho quando só tem ciúmes e sentimento de posse.

Você é idoso quando o dia de hoje é o primeiro do resto de sua vida. É velho quando todos os dias parecem o último da longa jornada.

Você é idoso quando seu calendário tem amanhãs. É velho quando seu calendário só tem ontens.

O idoso é aquela pessoa que tem tido a felicidade de viver uma longa vida produtiva, de ter adquirido uma grande experiência. Ele é uma ponte entre o passado e o presente, como o jovem é uma ponte entre o presente e o futuro. E é no presente que os dois se encontram. Velho é aquele que tem carregado o peso dos anos, que em vez de transmitir experiência às gerações vindouras, transmite pessimismo e desilusão. Para ele, não existe ponte entre o passado e o presente, existe um fosso que o separa do presente pelo apego ao passado.

O idoso se renova a cada dia que começa. O velho se acaba a cada noite que termina.

O idoso tem seus olhos postos no horizonte de onde o sol desponta e a esperança se ilumina. O velho tem sua miopia voltada para os tempos que passaram.

O idoso tem planos. O velho tem saudades.

O idoso curte o que resta da vida. O velho sofre o que o aproxima da morte.

O idoso se moderniza, dialoga com a juventude, procura compreender os novos tempos. O velho se emperra no seu tempo, se fecha em sua ostra e recusa a modernidade.

O idoso leva uma vida ativa, plena de projetos e de esperanças. Para ele o tempo passa rápido, mas a velhice nunca chega. O velho cochila no vazio de sua vida e suas horas se arrastam destituídas de sentido.

As rugas do idoso são bonitas porque foram marcadas pelo sorriso. As rugas do velho são feias porque foram vincadas pela amargura.

Em resumo, idoso e velho, são duas pessoas que até podem ter a mesma idade no cartório, mas têm idade bem diferente no coração.

A vida, com suas fases de infância, juventude, madureza, é uma experiência constante. Cada fase tem seu encanto, sua doçura, suas descobertas. Sábio é aquele que desfruta de cada uma das fases em plenitude, extraindo dela o melhor.

Somente assim, na soma das experiências e oportunidades, ao final dos seus anos guardará a jovialidade de um homem sábio.

Se você é idoso, guarde a esperança de nunca ficar velho.

(Jorge R. Nascimento)

SE EU FOSSE MAIS VELHO

Por: Ricardo Gondim

velho.jpg

Não estou com pressa de envelhecer. Meu pai padece há anos de uma doença que o deixou senil e caquético. A velhice me intimida. Sei que na terceira idade não só perderei a impetuosidade típica dos jovens, como me tornarei mais vulnerável às doenças degenerativas. Mesmo assim espero pelos meus dias de ancião, porque só os velhos podem dizer coisas proibidas aos jovens. Estou ansioso para que chegue o tempo de poder dizê-las.

SE EU FOSSE MAIS VELHO…

Eu diria aos mais jovens que desistam do sonho de galgar a fama em nome de Deus. Contaria que já presenciei o desespero de alguns que, tendo almejado se destacar como referenciais de sua geração, vieram a descer do trem fatigados e destruídos pelo ônus da fama. Descreveria os bastidores de algumas “grandes” agências evangelísticas e de outras para-eclesiásticas, e como me enojei com a petulância de alguns evangelistas famosos. Falaria de minhas lágrimas, quando um deles afirmou que passaria por cima de qualquer pessoa desde que conseguisse estabelecer o que chamou de “reino de Deus”. Incentivaria os jovens a buscarem uma vida discreta, sem o glamour do mundo, a preferirem a senda do Calvário. Pediria que optassem por beber o cálice do Senhor em vez de desejarem os louros da glória humana.

SE EU FOSSE MAIS VELHO…

Eu alertaria aos mais jovens que ambicionam subir os degraus denominacionais sobre o perigo de chegar ao topo sem alma. Narraria os conchavos da política eclesiástica como ridículos e fúteis. Candidamente, contaria casos de traição, logro e delação nas reuniões secretas de algumas cúpulas religiosas. Pediria que fugissem da ganância pela autoridade institucional. Ensinaria a desejarem autoridade espiritual, que não vem de negociatas, mas de uma vida piedosa e íntima com Deus.

SE EU FOSSE MAIS VELHO…

Diria aos mais jovens que não se iludissem com o academicismo. Eu lhes revelaria como alguns acadêmicos usam da erudição para se esconderem de Deus. Não teria medo de mostrar que muita bibliografia citada em rodapé de página vem de uma vaidade boba. Algumas pessoas buscam se mostrar mais cultas do que na verdade são. Diria que certos eruditos são pessoas insuportáveis no contato pessoal e que eles também padecem dos mesmos males que todos nós: intolerância, indiferença e muita, muita soberba. Contudo, eu lhes pediria que fossem amigos dos livros. Pediria que lessem muito e diversificadamente; que usassem o conselho de Tiago na busca da sabedoria: “Quem dentre vós é sábio e entendido? Mostre em mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as suas obras. A sabedoria, porém, lá do alto, é primeiramente pura; depois pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento”. (Tg 3.13, 17.)

SE EU FOSSE MAIS VELHO…

Eu diria aos mais jovens que tomassem muito cuidado para não gastarem todas as suas energias nos primeiros anos de ministério. Exortaria, ilustrando o serviço a Deus como uma maratona e dizendo que não adianta se apressar nos primeiros anos. Contaria os exemplos de tantos que se arrebentaram antes da linha de chegada. Quantos pastores destruíram suas famílias e seus filhos no afã de serem úteis e produtivos! Quando chegaram os anos da meia idade, já estavam estressados e cansados! Falaria daquele dia em que o meu semblante descaiu ao ouvir um pastor dizer que só não saía do ministério porque, já muito velho, não sabia como retornar ao mercado de trabalho. Pediria que não perdessem a oportunidade de passear com os filhos no parque, de ler livros que não os úteis ao ministério, de curtir a sua mulher e de praticar algum esporte. Eu pregaria um sermão baseado em Mateus 16.26 e explicaria que, para Jesus, perder a alma tem um sentido mais amplo do que simplesmente morrer e ir para o inferno. Basearia minha mensagem na afirmação de que um pastor ou evangelista pode ganhar o mundo inteiro e acabar perdendo os afetos do cônjuge, os sentimentos dos filhos e dos amigos, a auto-estima, o sorriso, a capacidade de amar a poesia e de cantar canções de ninar. Enfim, perder a alma!

SE EU FOSSE MAIS VELHO…

Eu diria aos mais jovens que não desejassem o espalhafato espiritual nem as demonstrações exuberantes do poder carismático. Revelaria que alguns desses evangelistas americanos que muitos acreditam superungidos passam a tarde na piscina do hotel em que se hospedam, antes de encenarem a sua superespiritualidade em megaeventos. Não temeria denunciar alguns que se trancam em seus aposentos para assistirem a filmes na televisão e logo depois sobem às plataformas com o ar de santos da hora. Não hesitaria em alardear que muito daquilo que se rotula como demonstração de poder espiritual nasce de uma mentalidade que busca levar as pessoas a uma falsa euforia religiosa.

SE EU FOSSE MAIS VELHO…

Eu diria aos mais jovens que a sexualidade é terreno minado e cheio de armadilhas. Contaria exemplos de ministérios que ruíram pela sensualidade. Alertaria que o grande perigo do sexo não vem da beleza, mas da solidão e do poder. Muitos pastores naufragaram em adultério porque se sentiram sós. Não tinham amigos verdadeiros. Viviam rodeados de assessores, sem um amigo com quem pudessem abrir o coração e pedir ajuda. Eu incentivaria os mais jovens a desenvolverem amizades, preferivelmente fora de seus quintais denominacionais. Suplicaria que fizessem amigos com coragem de falar coisas duras, olhando nos olhos. Lembraria que são fiéis as feridas feitas por aquele que ama.

SE EU FOSSE MAIS VELHO…

Eu diria aos mais jovens que tomassem cuidado com os modismos teológicos, ventos de doutrina e novidades eclesiásticas. Falaria das inúmeras ondas que varreram as igrejas com pretensas visitações de Deus. Vermelho de vergonha, lembraria aquele culto em que se alardeou que Deus estava trocando as obturações por ouro. As pessoas se sujeitavam ao ridículo de investigarem a boca umas das outras e depois, ao confundirem as restaurações amareladas de material de baixa qualidade com ouro, saíam proclamando um milagre de Deus. Relataria a pobreza doutrinária daqueles que jogaram os evangélicos na paranóia da guerra espiritual e ensinaram às mulheres a vigiarem mais durante a menstruação por haver demônios que se alimentam daquele tipo de sangue. Imploraria que se mantivessem fiéis ao leito principal do evangelho, à doutrina dos apóstolos; que não deixassem de pregar a Cruz do Calvário.

SE EU FOSSE MAIS VELHO…

Eu diria aos jovens que não procurassem imitar ninguém. Lamentaria a tentativa patética de alguns líderes de quererem ser clones de pastores e evangelistas de renome. Mostraria vários exemplos ridículos de igrejas que tentaram reproduzir no sofrido Brasil o modelo de igrejas abastadas dos subúrbios americanos. Admoestaria que soubessem aceitar-se. Pediria que não ficassem procurando repetir gestos, neologismos, tom de voz e maneirismos dos outros, pois acabarão sem identidade. Eu mostraria na Bíblia que Deus não nos cobrará por não havermos ensinado com a destreza de Paulo, ou nos portado com a ousadia de Pedro, ou escrito com o mesmo amor de João. Teremos de prestar contas ao Senhor apenas por não termos vivido nossa própria identidade.

SE EU FOSSE MAIS VELHO…

Diria aos jovens que a obra que Deus tem para fazer em nós é muito maior que aquela que Ele tem para fazer por meio de nós. Diria que somos preciosos como filhos e não como servos. Melancolicamente, falaria que na velhice muitos sentem saudade dos tempos que poderiam ter sido íntimos de Deus, mas acabaram chafurdados nos pântanos de sua própria vaidade. Diria que na velhice muitos choram por saberem que o tempo da partida está próximo e que não escolheram a melhor parte, como fez Maria.

Eu deveria ter esperado para dizer essas coisas quando estivesse mais velho. Por impetuosidade, acabei dizendo antes do tempo. Contudo, acredito que não me arrependerei de tê-las dito agora.

ESTOU VELHO...



Lição de verdadeiro patriotismo é o que consta na mensagem escrita por uma menina de apenas 14 anos, demonstrando o seu amor à Pátria.
Lição a tantos brasileiros que já não sabem mais o que é sentimento cívico.
Abra, clicando na imagem abaixo e veja ou baixe esse maravilhoso PowerPoint:
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ESTOU VELHO Juliana Ramires.pps

terça-feira, 10 de novembro de 2009

"ISTO É UMA VERGONHA"...

Isenção de IR - VER ATÉ AO FIM
*Precisa comentar???*

*QUANDO SE FAZ SILÊNCIO SOBRE AS BANDALHEIRAS QUE NOS RODEIAM,

OS DESONESTOS DE PLANTÃO DORMEM O SONO DOS JUSTOS.*

*PORTANTO, VAMOS "POR A BOCA NO TROMBONE".*

*TALVEZ, ASSIM, POSSAMOS INCOMODAR O SONO DE MUITA GENTE*
veja clicando na figura abaixo:
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Imposto Renda-Aposentadoria.pps

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

VAQUEIRO ALEGRE - BOB NELSON


Parentes e amigos se despedem de cantor e radialista Nelson Pérez. Foto: Reprodução TV.Nelson Roberto Perez (Bob Nelson) nasceu em Campinas, em 12 de outubro de 1918 e faleceu em 28 de agosto de 2009, no Rio de Janeiro.
Filho do espanhol José Perez, ferroviário da Mogiana, e Florismina (dona da pensão, Hotel Dalva, na av. Andrade de Neves). Fez o grupo escolar no anexo da Escola Normal e se formou contador na Escola de Comércio São Luiz. Antes de ser “crooner” do Julinho e solista do conjunto “Cacique”, na Rádio Educadora, trabalhou na Mogiana, foi contador do Frigorífico Armour, vendedor das meias ‘Etehel’ e caixeiro-viajante.
O primeiro caubói-cantor brasileiro era campineiro. Caubói com calça rancheira, revólver na cinta e chapéu. E chamava-se Nelson Roberto Perez. É claro!! Por imitar os “cowboys americanos”; teve que trocar de nome e aí virou Bob Nelson.
Quando Carmen Miranda se apresentou em Campinas em 1939, ele e Paulinho Nogueira tocaram para ela. Tentou a vida na capital paulista, em 1940, com a ajuda da irmã, Dalva, participando de programas de calouros.Por esta época, inspirado nos filmes de Gene Autry, passou a se caracterizar como "tirolês-caubói" e a cantar à maneira das montanhas do Tirol, ou seja “Tiro lei-í-te...”.
Fez dupla com Libertad Lamarque e Gregório Barrios, acompanhado por Luiz Gonzaga (em início de carreira).
Em 1943, na vóz de Bob Nelson, “Oh Suzana”, versão do sucesso de Stephen Foster, vendeu mais de 300 mil cópias. Ganhando um prêmio na Rádio Cultura de São Paulo por versão da mesma música.
De 1946 a 1971, participou por volta de dez filmes, entre eles “Este Mundo é Um Pandeiro”” (1946), “Segura essa Mulher” (1946) e “É Com Este Que Eu Vou”. Cantou também para o general texano Douglas McArtrhur (que participou da rendição do Japão, na Segunda Guerra). Aposentou na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, em 1976.
No auge da carreira, quando já fazia a mistura do caipira com o country, Bob Nelson chegou a compor músicas para Luiz Gonzaga.
Serviu de inspiração para Erasmo Carlos, que era seu grande fã, para a música "A Lenda de Bob Nelson.
Apareceu pela última vez na TV no ano passado, em homenagem que lhe prestou outro grande fã: Jô Soares.
Em recente entrevista, Bob Nelson afirmou que a primeira coisa que comprou com o dinheiro que ganhou cantando foi um maço de cigarros.
O músico continuou a fazer shows até chegar aos 91 anos. Em entrevista recente, ele disse que "não conseguiria parar até morrer.".
Bob Nelson casou com Antonietta Leal Perez, em 1950, e tiveram dois filhos, Nelson Roberto e Eduardo José, e dois netos, Luciana Antonela e Victor Eduardo.
Bob Nelson, morreu na sexta-feira, 27/08/2009, aos 91 anos, vítima de câncer e complicações pulmonares; tendo ao fim uma parada cardíaca. Bob Nelson foi sepultado no sábado, pela manhã, no cemitério São João Batista, em Botafogo, Rio de Janeiro.

domingo, 8 de novembro de 2009

AUTORITARISMO POPULAR E A VIAGEM QUASE REDONDA DO PT

(*)Gustavo Müller

Dois eminentes sociólogos têm interpretado de maneira magistral o que a conjuntura brasileira apresenta. Um desses sociólogos é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e o outro é o professor do IUPERJ Luiz Werneck Vianna.

A interpretação desses sociólogos vai muito além da descrição de pesquisa de opinião e projeta o futuro próximo com o conhecimento do passado e do presente. Cabe observar que esse tipo de análise é uma “espécie em extinção” uma vez que, os acadêmicos de hoje produzem suas análises visando uma potencial clientela.

Ambas as análises convergem para o seguinte ponto: estamos assistindo uma reedição “digitalizada” do Estado Novo, se não no autoritarismo escancarado, ao menos no corporativismo estatizante.

Fernando Henrique Cardoso, em artigo publicado nos jornais neste primeiro de novembro, afirma que os pequenos arranhões nas regras democráticas podem conduzir a futuros arranjos de autoritarismo com o beneplácito popular.

Já Werneck Vianna, recorrendo a uma metáfora de Raymundo Faoro, constata que o Estado brasileiro sob o governo Lula reencontra seu poder de centralização e de cooptação.

Com efeito, o presidente Lula, premeditadamente ou não, esvazia o conteúdo da democracia representativa fazendo com que sindicatos e movimentos sociais se atrelem ao Estado, seja através da distribuição de verbas, seja através da criação de conselhos.

Não obstante, o mais curioso é observar como o presidente Lula estimula a construção da imagem mística de um líder carismático no melhor estilo weberiano. Isso ocorre quando o presidente assiste de forma passiva a comparação entre sua imagem e a imagem de Jesus Cristo, e quando o próprio presidente recorre a essa comparação para justificar suas alianças políticas.

Tal comportamento não é novo nem no Brasil nem na América Latina. Muito menos podemos falar a respeito de sua contribuição para a consolidação democrática.

O fato concreto, fato que podemos extrair como conclusão dos dois sociólogos aqui citados, é que, vivemos um período de retrocesso institucional no Brasil e no continente latino.

Em nome de alguns avanços sociais estamos assistindo de forma passiva o espezinhamento de formalidades da “democracia burguesa”.

(*) Professor de Ciência Política da UFSM

HOMENAGEADOS NO DIA DO RADIALISTA

O programa Tocando de Primeira deste sábado, (7 de novembro de 2009)com a edição de número 848, pelas ondas médias da Rádio Rural AM entrará para a história do rádio mourãoense.
Com alegria e um grande privilégio, homenageamos no Dia do Radialista (7 de novembro) quatro profissionais do Rádio representando três gerações que fizeram e fazem a alegria e o dia-a-dia de milhares de pessoas. Como sempre falo e escrevo "integrantes da multidão invisível, conhecidas ou anônimas, de longe ou de perto."
Na foto acima, histórica, sendo uma imagem para sempre, da esquerda para à direita estão Pedro da Veiga - um dos primeiros locutores de rádio em Campo Mourão; Gerson Maciel - há 23 anos no ar, apresentador e narrador esportivo; Coronel Bastião - 74 anos de idade e 42 de rádio, que irá completar 43 anos em janeiro, apresentador do tradicional "O Rancho do Coronel Bastião", Ilivaldo Duarte, este que vos escreve, apresentador do Tocando de Primeira; e Maika Thaísa, radialista nas Rádios Colmeia AM, Rural AM e Rural FM. Viva!
Na imagem, eles estão com o troféu Tocando de Primeira e de modo especial, Coronel Bastião foi a Celebridade, recebendo uma justa e merecida homenagem.
O rádio existe pelos ouvintes e foram eles que protagonizaram neste sábado durante o programa momentos alegres e marcantes em conversa com os radialistas. Participações espontâneas por telefone de Rosângela Oliveira, Sebastião Paulista, Beth Neco, Rubens Sartori, Elizangela Bueno, dona Geni do Cidade Nova, Wilson Eudes e Sonia Seckcisnki. Viva!
Do Blog do Ilivaldo.

sábado, 7 de novembro de 2009

CARTA DE FIDEL CASTRO A HUGO CHÁVEZ

Transcrição exata da tradução para o português, do documento enviado por Fidel Castro ao Presidente Hugo Cháves, da Venezuela, o qual esquematiza em linhas gerais as três etapas a seguir (a primeira já cumprida, a segunda em vias de), a fim de implantar de vez um regime comunista na Venezuela.

PRIMEIRA ETAPA

Os pobres são maioria e têm pouca memória. Injeta-lhes esperança e
acusa o passado, à Democracia de todos os seus males. Mantém-te em linha
permanente com teu povo. Identifica-te com eles. Teu verbo tem de ser simples; isso lhes chega muito bem, pois tens o tempero que faz falta . Emociona-os, leva-os em consideração. Aprende a manipular a ignorância . O verbo deve ser inflamado, de autoridade e poder; não te preocupes com os ricos e a classe média, [pois] não são mais que 80% de pobres o que tu necessitas . Os ricos saem correndo se lhes fazes "Buu!!!"

Os católicos adoram menções da Bíblia ou de Cristo. Os católicos, em que pese ser a grande maioria na Venezuela, não fazem nada. Rezar, sem ações, não vão chegar a parte alguma; são uns bobalhões. Enquanto a igreja está adormecida, aproveita. Quando decidirem mover-se, já estarás instalado.
Lembra que a igreja é "escorregadia”. Segue fustigando. Os católicos sem liderança não são ninguém. Nenhum padreco vai reagir. Há dois ou três que querem rebelar-se, porém seus superiores os encurralam.

Se vês um sacerdote católico alvoroçado, compra-o, chama-o, ganha-o para ti; se o povo cristão se te rebela, esse será teu
último dia... porém, dificilmente esse dia virá. Os judeus na Venezuela não contam, os Evangélicos são uns pobres coitados e as demais religiões para que nomeá-las?
Cita o Cristo, sempre, fala em seu nome, lembra que isto a mim me deu excelentes resultados.

Inclui bandeiras e Simón Bolívar quando possas. Gera um novo nacionalismo. Desperta o ódio, divide os venezuelanos . Esta etapa te dará bons dividendos... Eliminar-se-ão uns aos outros, a violência te ajudará também a instalar-te mais tarde à força. Entretanto, fale-lhes de Democracia . Tens dinheiro, compra a fidelidade enquanto cumpres os teus objetivos. Quando consegues o que queres se se opõem ou te aconselham, despreza-os. Envia-os a embaixadas, dá-lhes dinheiro para que se calem ou tira-os do país para que a imprensa não os utilize. Os que se oponham "planta-lhes" delitos; isso desqualifica para sempre. Por todos os meios mantém maioria na Assembléia . Mantém a teu lado no mínimo a Procuradoria e o Tribunal. `

Compre todos os militares com comando de tropa e equipamentos . Põe-os onde há bastante dinheiro. Compra banqueiros. Grandes comerciantes e construtores.

Dá-lhes contratos, trabalhos e facilidades para esta primeira etapa .

SEGUNDA ETAPA

Para a segunda etapa tens que haver formado Comitês de Defesa da Revolução que os podes chamar de "Bolivarianos”. Faz trabalho comunitário com eles para que te defendam agradecidos. Paga-lhes para que sigam teus alinhamentos (marchas, concentrações).
Dos comitês seleciona os mais agressivos para uma força de choque armada que podem necessitar se a coisa se põe difícil. Controla a Polícia, destrói-a. Ponha-a à tua disposição.
Na segunda etapa tens que aprofundar a visão da Revolução. Deve-se mencionar muito a palavra revolução. Isto emociona os pobres .

Aqui tens que fraturar as uniões de trabalhadores e de empresários que podem fazer oposição. Aqui temos que conseguir com que os trabalhadores estejam filiados a uma central paralela. Com dinheiro se consegue. Do mesmo modo, tens que armar uma central de empresários paralela. Ataca os empresários. Acusa-os de famintos, fascistas e particularmente acusa-os de golpistas; faz-te de fraco .

A mente dos homens se situa no mais fraco e na injustiça. Se não o podes comprá-los, fecha os meios de comunicação radial, impressos e televisoras . Tua empresa de petróleo é quem te produz o dinheiro do projeto.

Põe uma Junta Diretora Revolucionária. Demite os técnicos e acaba com essa chamada meritocracia.

TERCEIRA ETAPA

Se tens tudo nesta etapa podes seguir para a terceira. Na terceira etapa podes violar a Constituição porque ninguém vai te impedir . Ordena invasões. Distribui armas, drogas e dinheiro. Acusa-os de espiões e corruptos. Desprestigia- os. Prende muitos jornalistas, empresários, líderes trabalhistas . Os demais escaparão do país ou serão punidos.

Reestrutura o Gabinete. Aqui podes desfazer-te de teus colaboradores. A alguns podes premiá-los e outros desprezá-los pois já não há oposição. Tens que pôr camaradas.
Estabelece o chamado constitucionalmente . Estado de Exceção; Suspende garantias. Lança o toque de recolher. Apura-te, olha se o povo te está achando excelente. Fecha todos os meios de comunicação. Destrói Prefeitos e Governadores da oposição .

Anuncia a reestruturação de todas as áreas do Estado e a elaboração de uma nova Constituição. Forma um Conselho de Governo com 500 membros. No Conselho Assessor do Governo estarei eu. Há que fuzilar os opositores que não aprendem. Isso é a única coisa que os silencia e é mais econômico .

Nunca deixes que se organizem, nem deixes que conheçam tuas intenções .
Seremos respeitados novamente com o Marxismo-Leninismo. Brasil, Equador, Venezuela e Cuba a passos indestrutíveis. Se vejo que não tens colhões, recolho todo o meu pessoal; podem me matar os militares, quando se te ergam, se não me fazes caso.

Que estás esperando, Hugo???

De e-mail recebido do amigo Élio Simionato.