segunda-feira, 26 de abril de 2010

DESEMBARGADOR AGORA PONTIFICA COMO PROFETA DO APOCALIPSE

http://paginadoenock.com.br/post/imagem/1871/4zbscf/desembargador_licinio_carpinelli_tj_mt.jpgA proximidade do fim dos tempos
Por LICÍNIO CARPINELLI STEFANI

Adentrando no noticiário, ficamos assustados senão perplexos. Os acontecimentos do Rio de Janeiro, com as chuvas ininterruptas ocasionando deslizamentos nas encostas, desabando casas e soterrando famílias inteiras, alagamento das ruas e praças, impondo tragédias, faz-nos repensar para onde estamos caminhando.

Enchentes no Nordeste, com cidades inundadas, sem esquecer os nefastos deslizamentos nos declives ocasionados por chuvas incessantes, sucedidas preteritamente em Santa Catarina, colocando ao desabrigo e sem lar tantas famílias indefesas, mostradas derramando copiosas lágrimas pelo estado de penúria decorrente.

Sem ainda esquecermos das habituais enchentes da capital paulista secundada da mudança de clima que está ocorrendo em todo Brasil. O tsunami na Tailândia, com a água do mar invadindo terra firme, destruindo casas, edifícios, dizimando animais e ocasionando a morte de cerca de 230 mil pessoas e anunciando que a calmaria dos oceanos se extinguiu.

A destruição no Haiti, com o tremor de terra atingindo um dos países mais pobres do globo, reduzindo sua capital a escombros, criando situação famélica e matando 250 mil cidadãos.

O abalo sísmico no Chile, país preparado para tal hecatombe, eis que há algumas décadas já sofrera outro mais contundente, mas, do qual não pôde evitar uma extensa tragédia, com casas desabando, linhas de energia cortadas, interrupção do fornecimento de água, mortandade expressiva e invasão de sua costa litorânea por tsunami.

Quando refletíamos sobre essas catástrofes, elas redobraram. Um terremoto na China, com cerca de 2.000 mortes, tudo secundado das funestas notícias, desabamento de casas, soterramento de pessoas, destruição das plantações, mortes de animais, interrupção dos serviços essenciais...

E, concomitantemente, o despertar do vulcão Eyjafjallajokull na Islândia, país de imensas geleiras. O gelo derretido eleva o nível do mar e a fumaça tóxica, escura, elevada a cerca de 9 mil metros de altura, de milhares de quilômetros de extensão, está sendo conduzida pelo vento, levando partículas de silício e vidro para diversas regiões da Europa, impedindo o transporte aéreo, ameaçado em sua segurança, com a interrupção das atividades de mais de 82 mil voos. E tudo isso sem contar da possibilidade do vulcão entrar em erupção e ocasionar inigualável catástrofe.

Recentemente, cientistas e vulcanistas alertaram que o Vesúvio, na Itália, próximo da populosa cidade de Nápolis, dá sinais de vida, este mesmo vulcão que no passado distante soterrou as cidades de Herculanum e Pompeia, o que mais ainda faz aumentar nossas preocupações, como ainda se mostravam temerosos com possíveis desdobramentos, sinistros, da extensíssima fenda de São Fernando Valey, situada na Califórnia, EUA, regiões densamente povoadas; como da elevação do nível do mar, por causa do aquecimento global, o que ameaça as cidades costeiras de inundações marítimas, como ocorreu em Nova Orleans, EUA, com 1.500 mortes decorrentes do furacão Katrina. De guerras não se necessita falar muito.

A humanidade sempre esteve em beligerância. Quando ela não é de um país contra outro, ela é interna, fratricida, tribal, senão objeto de terrorismo ou de golpes militares, com milhares de mortos.

Os exemplos estão por aí como no Afeganistão, Iraque, Paquistão, Israel, Coreia, África... O sinal de alerta já foi aceso. Vamos refletir. Eis o que nos diz o evangelho sobre o fim dos tempos, com a proximidade da volta de Jesus: Lc 21:9,11,25 "Quando ouvirdes falar de guerras e tumultos... Haverá grandes terremotos por várias partes, fomes e pestes... Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas. Na terra a aflição e a angústia apoderar-se-ão das nações pelo bramido do mar e das ondas.

Os homens definharão de medo, na expectativa dos males que devem sobrevir a toda a terra". Será que já não é tempo de repensarmos nossa conduta e nos situarmos prontos, como alguém que nada tem a temer decorrente de seu proceder? Vamos meditar, nos ajustar e, enfim, nos preparar, pois os sinais são significativos e o pior cego é aquele que não quer ver.

LICÍNIO CARPINELLI STEFANI é desembargador aposentado e advogado.
liciniocarpinelli@cfadvocacia.com.br


fonte A GAZETA

O 'PORCO FEDORENTO' DE DILMA

Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS

"El odio como factor de lucha; el odio intransigente al enemigo, que

impulsa más allá de las limitaciones naturales del ser humano y lo convierte en una efectiva, violenta, selectiva y fría máquina de matar. Nuestros soldados tienen que ser así; un pueblo sin odio no puede triunfar sobre un enemigo brutal. Hay que llevar la guerra hasta donde el enemigo la lleve: a su casa, a sus lugares de diversión; hacerla total.”
(Ernesto Guevara de la Serna)

A notícia vinculada pelo jornalista Reinaldo Azevedo da Revista Veja mostra qual o exemplo de liderança que pauta o compromisso de campanha da candidata do PT à presidência da República. Alguma surpresa? O que esperar de uma cruel terrorista que participou do assassinato do capitão americano Charles Rodney Chandler, do assalto ao 4º RI, ao Banco Mercantil AS e à casa da amante do ex-governador Adhemar de Barros que rendeu à guerrilheira US$ 2,4 milhões.

Campanha de Dilma

Reinaldo Azevedo - 25 de abril de 2010

“Campanha de Dilma convoca os jovens na internet em nome deste herói.

Pais protejam seus filhos!”

http://colunas.epoca.globo.com/files/1033/2009/08/painel-dilma.jpg“O PT decidiu usar a imagem do assassino Che Guevara para, segundo consta, atrair os jovens eleitores para a campanha de Dilma Rousseff. O Porco Fedorento é apresentado como sinônimo de idealismo. Então tá bom…

Che, evidentemente, é co-responsável pelos milhares de mortes da ‘revolução’ cubana: 17 mil execuções e mais de 80 mil tentando fugir da ilha. Mas Há aqueles que ele matou pessoalmente, puxando mesmo o gatilho, e também os que foram executados sob a sua ordem direta. O Porco Fedorento sabia ainda ser um poeta da morte. A campanha de Dilma Rousseff está convidando os jovens brasileiros a participar dessa metafísica moral! Leiam:

“Acabei com o problema dando-lhe um tiro com uma pistola calibre 32 no lado direito do crânio, com o orifício de saída no (lobo) temporal direito. Ele arquejou um pouco e estava morto. Ao tratar de retirar seus pertences, não consegui soltar o relógio”.

É trecho do diário de Che! Que estilo! Que graça narrativa! Que assassinato ético! Que execução pudorosa! Séculos de humanismo resumidos num único tiro! Que sensibilidade! Quanta graça para ‘acabar com um problema’! Um verdadeiro herói! E ainda roubava o morto!!! Que precisão técnica tinha o quase-médico ao descrever a trajetória da bala que ele mesmo fizera perfurar o crânio do outro! A vítima ‘arquejou um pouco’. O porco só conseguia tratar homens como porcos”.

O Porco Che Guevara

Ernesto Guevara Lynch de la Serna, filho de Ernesto Guevara Lynch e Célia de la Serna, conhecido por Che Guevara ou El Che, nasceu em Rosário, Argentina, no dia 14 de maio de 1928, embora em sua certidão esteja registrado como 14 de junho.

Em 1955, juntou-se aos revolucionários liderados por Fidel Castro, no México, onde foi adestrado nas técnicas de guerrilha. No ano seguinte, participou do contingente de revolucionários que desembarcou em Cuba. El Che chegou a Havana em 1959 já como um mito. Fidel, imediatamente, o designou para chefiar “La Cabaña”.

El carnicero de La Cabaña

Jamais se saberá, exatamente, o número de execuções levadas a cabo durante o período revolucionário. María Werlau, Diretora Executiva do Arquivo Cubano, afirmou: “No lo sé, cien mil... doscientos mil ...”. Como procurador-geral, El Che comandou a “Prisão Fortaleza de San Carlos de La Cabaña”, onde, somente nos primeiros meses da revolução, ocorreram 120 fuzilamentos. Che considerava que: “As execuções são uma necessidade para o Povo de Cuba, e um dever imposto por esse mesmo Povo”.

“El Che nunca trató de ocultar su crueldad, por el contrario, entre más se le pedía compasión más él se mostraba cruel. El estaba completamente dedicado a su utopía. La revolución le exigía que hubiera muertos, él mataba; ella le pedía que mintiera, él mentía. En La Cabaña, cuando las familias iban a visitar a sus parientes, Guevara, en el colmo del sadismo, llegaba a exigirles que pasaran delante del paredón manchado de sangre fresca”.
(Padre Javier Arzuaga, Ex-Capelão da Cabaña)

El Che comandava os fuzilamentos no “paredão”, sendo conhecido, por isso, pelo codinome de “el carnicero de la cabaña”. Dirigiu pessoalmente os processos contra os representantes do regime deposto, condenando à morte mais de 4.000 pessoas. Na “Cabaña”, havia inimigos políticos e inocentes, mas Che mandava executar a todos. Seu lema era: “Ante la duda, mata”, lema que chegou a aplicar, inclusive, a antigos companheiros de armas.

Guanahacabibes: campo de trabalhos forçados

Che foi o idealizador do primeiro acampamento de trabalhos forçados, em Guanahacabibes, Cuba ocidental, em 1960. Che dizia: “à Guanahacabibes são mandadas as pessoas que não devem ir para a prisão. As pessoas que tenham cometido faltas à moral revolucionária. É um trabalho duro, não um trabalho bestial".

Guanahacabibes foi o precursor do confinamento sistemático, a partir de 1965 na província de Camagüey, de dissidentes, homossexuais, católicos, testemunhas de Jeová e outras ‘escórias, como eram considerados pelos revolucionários. Os ‘desadaptados’ eram transportados para os campos de concentração que tinham como modelo Guanahacabibes onde, via de regra, eram mortos, violentados ou mutilados.

As faces de CHE

Alberto_korda_e_a_foto_de_che_guevara

Alberto Korda imortalizou em 5 de março de 1960, na sua foto mais famosa, o rosto de Che. Sua aparência, de 1956 a 1964, mudou tanto quanto seu nome. Foi conhecido como Ernestito, Teté, Pelao, Chancho, Fuser, Furibundo, Serna, Martín Fierro, Franco-atirador e outros tantos que adotou antes de chegar à Guatemala, onde o cubano Antonio Ñico López o batizou de “Che”.

Fidel Castro enviou Luis García Gutiérrez “Fisín” a Praga, onde Che se encontrava, e o dentista alterou o rosto de Che fazendo uso de próteses dentárias. As mudanças fisionômicas foram tais que nem mesmo os homens que tinham lutado com Guevara em Cuba e seus filhos, então muito pequenos, o reconheceram. Che usava lentes, ligeiramente obeso, cabeça raspada, uma figura diversa do Guevara que conheciam. Os registros de seu diário de 12 de novembro de 1966 afirmam: “Meu cabelo está crescendo, apesar de muito ralo, e as mechas que se tornaram loiras, começam a desaparecer; me nasce a barba. Dentro de poucos meses, voltarei a ser eu”.

Con su muerte, murió el hombre y nació la farsa

“Se evoca siempre su trágico final, asesinado cuando ya se había rendido, después de fracasar en un intento guerrillero que lo llevó hasta las selvas bolivianas al frente de un puñado de hombres”.

Sob o comando de Guevara, 49 jovens inexperientes recrutas, que haviam sido mobilizados para expulsar os invasores cubanos, foram emboscados e mortos.

Não disparem. Sou Che. Valho mais vivo do que morto”, gritou um guerrilheiro maltrapilho e imundo nos confins da Bolívia no dia 8 de outubro de 1967. Frase que seus admiradores e biógrafos fazem questão de esquecer, pois o covarde pedido de misericórdia não combinava com a imagem por eles forjada. Che foi executado pelos militares bolivianos em La Higuera em 9 de Outubro de 1967. A partir de sua morte, sua imagem foi lapidada apresentando-o como um mártir, idealista, cheio de virtudes, defensor dos fracos e oprimidos.

Seus companheiros o chamavam de “el chancho”, o porco, porque não gostava de banho e “tinha cheiro de rim fervido”.

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)

Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB) Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS) Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional

NÃO EXISTE ESPAÇO PARA PARA UM JECE VALADÃO NA VIDA DE SERRA

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjkU1T5Dci1lKVoPVVee0wNSEMy8geH0RrTo2HeMlT16EIgWYfjZzlX_84DmuGUYnJ15h25k9oLkAX8jw5trqaCTDROEbH2oOpXiyysQKGHC1HXrN04OEmGa9pLZtzGM-jKIE0volVFcKE_/s400/norma-bengell-oscafajestes-poster-divulgacao.jpgNorma Bengell ficou famosa por formar casal com Jece Valadão, em "Os Cafajestes", um clássico do cinema nacional. O personagem foi tão marcante que Valadão jamais conseguiu se afastar dele, durante toda a sua vida artística. Estas afirmações estão registradas em áudio, vídeo, foto e texto, por isso podem ser aqui repetidas. São História. O "roubo" da foto da Norma Bengell ilustra muito bem o que podemos chamar de Apagão Biográfico na vida da candidata Dilma Rousseff(PT). Nas décadas de 60, 70 e 80 não há, em sua trajetória, uma única foto, a não ser aquelas das fichas policiais que ocupam páginas e mais páginas na internet. Ora, fotos são muito mais importantes do que a "história oral", onde é palavra contra palavra. São provas documentais. Dizer que não pegou em armas, quando participava de um dos mais violentos grupos da luta armada é chamar o povo brasileiro de bobo. Em entrevista à Folha de São Paulo, em 2003, Dilma afirmou que dormia em cima de bombas e metralhadoras, escondidas no seu quarto. Se as guardava, obviamente estava pronta para qualquer ato no intuito de defendê-las, inclusive matar e morrer. Mas não é só a sua trajetória como guerrilheira e membro de um grupo terrorista armado que é cheia de contradições. Do final de 1972, quando posta em liberdade, até o final dos anos 80, não existe nenhum registro documental (foto, vídeo, notícia na imprensa, etc.)do que a candidata afirma na sua biografia, de que teria lutado pela anistia, pelas diretas, pelo restabelecimento do estado de direito pleno no país. Palavras, apenas palavras. Este é o grande motivo pelo qual a candidata se apropria de fotos, como a de Norma Bengell e de tantas outras publicadas em seu site, cometendo um estelionato histórico para montar uma heroína libertária que, comprovadamente, pelo menos até o presente momento, nunca existiu. Há poucos dias atrás, Dilma Rousseff tentou impingir a pecha de "fujões" nos exilados, para valorizar os que ficaram aqui assaltando, explodindo bombas, matando. Que ironia. Quando todos voltaram e passaram a lutar pela completo restabelecimento do estado de direito no país, ela fugiu para dentro do Brasil. Exilou-se em Porto Alegre, abandonando completamente a luta política, por um único e grande motivo: a sua luta tinha sido para implantar o comunismo, jamais a democracia. Pela ausência de registros históricos , surge a necessidade de "roubar" imagens públicas para emoldurar a sua pobre e triste biografia. Isto fica mais gritante quando se faz a comparação com o seu adversário, que teve uma vida transparente, totalmente registrada sob o ponto-de-vista biográfico. Se Dilma Rousseff tentou ser Norma Bengell, não existe espaço para um Jece Valadão na história de vida de José Serra.

Texto original do Coturno Noturno

AS 'AMEAÇAS' DA ALBA

O Estado de S. Paulo

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgyNRSEYRcyIuXkbggQGzMTVRUIQ4_mjXJmAQ8JcIEz6tvMj2-Gtm6wbs-2xQ8Ypsf1SjPbPhpAxlgd4UPkS1WouRt_H2CwwNw1cfR4S_HYKqYLv9aQxd-WlufVWc3LXJfw6ubvb0KM7fRv/s1600/chavez+fidel.jpgTalvez os signatários da declaração final da reunião de cúpula da Aliança Bolivariana para as Américas (Alba), realizada na semana passada em Caracas, acreditem na eficácia daquilo que prometeram ou declararam, como a nova "exigência" ao governo dos Estados Unidos para "pôr fim imediato e incondicional ao bloqueio econômico contra Cuba". Afinal, no documento, reafirmaram a unidade do bloco do qual tirarão forças para alcançar a independência necessária para erigir uma "América nova", que rompa com o "imperialismo" e caminhe na direção do socialismo. É difícil, no entanto, imaginar que o documento tenha causado alguma preocupação ou tenha tido alguma repercussão em Washington, ou em outra capital importante do hemisfério, se é que alguém nessas capitais tomou conhecimento do seu conteúdo.

Assinam o documento os chefes de governo de Antígua e Barbuda, Bolívia, Cuba, Dominica, Equador, Nicarágua, São Vicente e Granadinas e da Venezuela. Participaram da reunião como convidados especiais os presidentes da Argentina, Cristina Kirchner, e da República Dominicana, Leonel Fernández. Nova reunião foi marcada para os dias 3 e 4 de junho na cidade equatoriana de Otavalo.

O encontro de cúpula da Alba e sua declaração, intitulada Manifesto Bicentenário de Caracas, foram dois dos itens da intensa programação organizada pelo governo do presidente Hugo Chávez para comemorar o bicentenário da instalação da primeira forma de governo autônomo do país, quando as tropas de Napoleão depuseram o rei da Espanha (a independência da Venezuela só se concretizou em 24 de junho de 1821).

Chávez, em traje militar de gala, abriu as comemorações afirmando que a Venezuela "nunca mais será colônia ianque nem de ninguém" e que "chegou a hora de nossa verdadeira independência, 200 anos depois". Alguns dirigentes estrangeiros convidados de Chávez completaram o discurso. "Estamos aqui construindo uma América nova e a "grande pátria" com que sonharam os libertadores", disse o equatoriano Rafael Correa. "Nossos povos acordaram."

Aviões russos, americanos e chineses do governo bolivariano da Venezuela sobrevoaram o local das comemorações, enquanto em terra desfilavam soldados, membros das milícias formadas por Chávez, índios identificados como "socialistas" pelos apresentadores e funcionários da estatal de petróleo PDVSA. Os grupos gritavam palavras de ordem socialistas.

Mas, embora tenha evocado ? como sempre faz em ocasiões como essa ? a figura do libertador Simón Bolívar e tenha sido chamado de "comandante em chefe da revolução bolivariana", Chávez não foi a figura principal das comemorações. Esse papel coube à presidente argentina, Cristina Kirchner.

Seria a presença de Kirchner, além de outros dirigentes, em Caracas, uma demonstração da liderança que Chávez imagina ter sobre a região e do apoio à ideologia do "socialismo do século 21" por ele pregada?

No caso de Cristina Kirchner, em especial, são outros os motivos da adesão às comemorações de Chávez, e mais práticos. A forte ligação entre os governos argentino e venezuelano não se deve a identidades ideológicas. A principal razão para a proximidade entre Kirchner e Chávez é de natureza financeira.

Desde a presidência de Néstor Kirchner, antecessor e marido de Cristina, a Venezuela apoia financeiramente o governo argentino. A partir de 2005, o governo venezuelano comprou mais de US$ 9 bilhões em títulos da dívida argentina. Em visita anterior a Caracas, Cristina Kirchner lembrou "a ajuda financeira que (Chávez) nos deu quando a Argentina não tinha acesso ao crédito por causa da suspensão dos pagamentos da dívida em 2003". Em contrapartida, Chávez contou com o apoio aberto da Argentina à sua pretensão de ingressar no Mercosul.

Para dispor desse tipo de apoio por mais tempo, Chávez precisará conceder novas ajudas a seus aliados. Discursos, apenas, não bastam. Mas a crise financeira que vive seu governo, em razão dos erros que cometeu e vem cometendo, esgotou sua capacidade de auxiliar outros governos. Agora, é ele quem depende de ajuda do exterior.

domingo, 25 de abril de 2010

MERCENÁRIOS TERRORISTAS

Por Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS

“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”. (Rui Barbosa de Oliveira)

A ressignificação da história manipulada pela maquiavélica ideologia que impera nos meios de comunicação, nos dias de hoje, nos reporta aos tempos da Alemanha nazista em que o povo, trabalhado pelo Ministério da Conscientização Pública e Propaganda, dirigido pelo doutor Joseph Goebbels, arquiteto da imagem messiânica de Hitler, perdeu totalmente sua capacidade crítica para fazer escolhas e transformar a realidade. Os índices de popularidade divulgados pelas pesquisas, manipuladas ou não, e as asnices e impropérios pronunciados pelas ‘autoridades’ políticas que vicejam na mídia dão uma mostra dos verdadeiros ‘anos de chumbo’ em que vivemos hoje. As ‘bolsas terrorismo’ que proliferam entre os ‘simpatizantes’ do poder dão uma mostra de que os ‘idealistas terroristas’ de outrora estavam apenas investindo no seu futuro bem estar e no de seus pares.

Como Lulla não conta com um Joseph Goebbels para divulgar sua imagem, precisa gastar bilhões de reais dos cofres do governo que seriam, certamente, melhor empregados se direcionados para a educação, saúde ou segurança.

Gosto de Lulla com propaganda...

Rodrigo Rangel, no Estadão, 24 de abril de 2010

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg4uNvI5EhBMxuMhiyneoEeykgiuNHbj5AKCkwunrkZTtj_muRAmVtwcRcB0xiRkBFlaO0d5c5JnCwkPdJGeCx6ph8Z_EuipZCUrOxqMb4IcFLO68kNwC72UhChK8FaSTYatXILuSTtPluj/s320/ca-457bc55a95d848a60ff43a6412de53e5.jpeg“A propaganda do governo Luiz Inácio Lula da Silva chegou, no ano passado, a 7.047 veículos de comunicação de todo o País. O número é 1.312% superior ao de 2003, primeiro ano do governo Lula, quando 499 veículos receberam verba para divulgar a publicidade oficial. De 2003 a 2009, a Presidência da República, ministérios e estatais gastaram R$ 7,7 bilhões com propaganda. Os gastos do ano passado, de R$ 1,17 bilhão, superaram em 48% os R$ 796,2 milhões investidos no primeiro ano de governo”.


Popularidade do Presidente Emílio Garrastazu Médici

http://www.netkids.com.br/educacao/conhecimento/webquest/publicacoes/brasil/ditadura/Medici.gifApesar de colocar a máquina pública trabalhando para sua auto-promoção e de sua candidata à Presidência o governante que saiu do ‘ABC’, ou não, não consegue evitar os apupos da multidão quando frequenta locais públicos que não estejam guarnecidos pelas suas tropas Nazi-PeTistas. No governo do saudoso Emílio Garrastazu Médici, que os PeTralhas e adeptos apontam como os piores da repressão militar, o Presidente, comparecia aos estádios de futebol de todo país onde era, invariavelmente, ovacionado pelos cidadãos brasileiros.


Crônica de Nelson Rodrigues

O dramaturgo, jornalista e escritor Nelson Falcão Rodrigues, extasiado, escreveu:

É preciso não esquecer o que houve nas ruas de São Paulo e dentro do Morumbi. No Estádio Mário Filho, ex-Maracanã, vaia-se até minuto de silêncio e, como dizia o outro, vaia-se até mulher nua. Vi o Morumbi lotado, aplaudindo o Presidente Garrastazu. Antes do jogo e depois do jogo, o aplauso das ruas. Eu queria ouvir um assobio, sentir um foco de vaia. Só palmas. E eu me perguntava: ‘E as vaias? Onde estão as vaias? ’ Estavam espantosamente mudas”.

Os Juízes do Rio Grande e a Anistia

Fernando Mottola - Desembargador aposentado do TJRS.

Alguns eméritos juízes gaúchos, mostrando que não estão a cabresto de ideologias alienígenas ultrapassadas, dão um exemplo corajoso de força moral frente à patrulha ideológica reinante. Aplaudimos o pronunciamento do Desembargador Fernando Mottola e conclamamos que os bons brasileiros que vivenciaram aqueles tempos de outrora venham a público mostrar aos jovens de hoje como foram realmente aqueles tempos de sonhos.

“Ingressei na magistratura em 1973. Eram, dizem hoje, ‘anos de chumbo’. Fui Juiz com absoluta liberdade e dos militares só recebi consideração e respeito. Vivi num Brasil ordeiro, pacífico, onde a criminalidade ainda não rondava nossas portas. ‘Anos de chumbo’? Na época, a maioria do povo brasileiro debocharia dessa expressão. Claro, havia comunistas, e alguns desses comunistas queriam o poder para si próprios e tentaram impor suas idéias pela força. Jogaram bombas, assassinaram inocentes, assaltaram bancos, seqüestraram. Um primo, estudante de medicina, foi morto num desses assaltos. Fora ao banco fazer uma retirada. Um dos ‘paladinos da liberdade’ tomou-lhe a vida. O dinheiro que pretensamente financiaria a ‘luta operária’ provavelmente acabou financiando alguma noitada da camarilha...

Dizer que os militares impuseram aos civis um regime impopular é afirmar uma mentira. Que por força da repetição querem converter em verdade. A verdade verdadeira é que a violência de alguns setores da esquerda só encontrou apoio em outros setores da esquerda. Eles não defendiam a democracia, defendiam um ideal totalitário! E, mais do que nas armas dos soldados, foi na indiferença da sociedade civil que eles esbarraram. É por isso que, no entorno do Cone Sul, no Brasil tivemos, comparativamente, tão pouco sangue. Nossa sociedade não simpatizava com a guerrilha.

Querem a verdade? Pois, para mim, a verdade foi essa: o Brasil de março de 1964 era um Brasil anárquico, e os projetos desenhados nos palanques governistas não encontravam eco no coração da maior parte dos brasileiros. Os militares assumiram o controle sob aplausos, e foi por contarem com a simpatia popular que praticamente não encontraram resistência.

Nos anos que se seguiram, alguns dos que pretendiam criar um Estado comunista partiram para a luta armada e foram confrontados. Os dois lados tiveram vítimas e cometeram excessos. A tortura e o assassinato de opositores, reais ou imaginários, não foram uma exclusividade dos governos militares. Mas os ‘heróis resistentes’ que hoje ditam as regras decretaram que a ilicitude desses atos depende da ideologia em nome da qual foram praticados. E é por isso que, bem recentemente, Cezare Battisti, um assassino ‘de esquerda’, recebeu o status de asilado, enquanto Manuel Cordero Piacentini, um assassino ‘de direita’, foi devolvido à prisão.

Claro que, nos dias atuais, a minha é uma visão ‘politicamente incorreta’. A minoria de ontem transformou-se na maioria de hoje. Ou na maioria ruidosa, que é como acho que a situação pode ser melhor descrita. Essa ‘maioria’ quer sangue e não verdade! Essa maioria quer vingança!

Que o Conselho Executivo da AJURIS venha se juntar aos ‘politicamente corretos’ (Os Juízes do Rio Grande e a Anistia, ZH de 22/abril p. 15) é coisa que não me surpreende. Afinal de contas, ‘Juízes do Rio Grande’ também prestaram homenagens a João Pedro Stédile - e poucos indivíduos têm manifestado maior desprezo pelo Judiciário do que esse senhor! Mas confesso que da Magistratura do meu Estado eu esperava um pouco mais de isenção e comedimento”.

O ‘honesto’ governo João Goulart

http://www.revistabula.com/arquivos/posts/images/272/JoaoGoulart.jpgWainer se refere à corrupção que contava com a anuência de Jango, afirmando: “Quando se anunciava alguma obra pública, o que valia não era a concorrência - todas as concorrências vinham com cartas marcadas, funcionavam como mera fachada. Naturalmente, as empresas beneficiadas retribuíam com generosas doações, sempre clandestinas, à boa vontade do governo. Minha tarefa constituía em, tão logo se encerrasse a concorrência, recolher junto ao empreiteiro premiado a contribuição de praxe. (...) O famoso discurso das reformas, em 13 de março de 1964, por exemplo, teve suas despesas pagas por um grupo de empreiteiros”.

http://www.almanaquebrasil.com.br/wp-content/uploads/2009/04/samuel.jpgOs defensores do governo Goulart omitem, intencionalmente, os desmandos e as corrupções que grassavam no governo entreguista de Jango. Samuel Wainer (foto a esquerda) um dos mais influentes jornalistas da história do país, dono do jornal ‘Última Hora’, amigo e conselheiro de três presidentes da República, morreu, em 1980, sem publicar sua autobiografia, editada pela Editora Record, em 1987, chamada: ‘Minha razão de viver, memórias de um repórter’.


Ações dos ‘idealistas democratas’

O estudante Orlando Lovecchio Filho, em março de 1968, na época com 22 anos foi atingido por uma bomba na porta da biblioteca do consulado americano, em São Paulo, perdendo a pena esquerda. O major alemão Edward Ernest Von Westernhagen foi assassinado pelo COLINA, grupo de Dilma Rousseff, por engano, no dia 1º de julho de 1968. Diógenes Carvalho de Oliveira participou de diversos assaltos, atentados e execuções que resultaram na morte do soldado Kozel e ferindo três outros, no QG do 2º Exército, do assassinato do Capitão Charles Chandler, na frente dos filhos, em São Paulo, etc. A lista seria longa demais para apresentá-la no presente artigo. Teriam algumas das vítimas ou seus familiares recebido as benesses da ‘bolsa ditadura’? A lógica dos ‘PeTralhas’ é outra a bolsa é somente para os amigos do poder, as vítimas civis são apenas ‘efeitos colaterais’.

Os grupos armados jamais lutaram pela democracia. Como afirma o jornalista Elio Gaspari no seu livro ‘Ditadura Escancarada’, “A luta armada fracassou porque o objetivo final das organizações que a promoveram era transformar o Brasil numa ditadura, talvez socialista, certamente revolucionária. Seu projeto não passava pelo restabelecimento das liberdades democráticas”.

Do artigo: O Direito à Memória e à Verdade - Terrorismo no Brasil

Sem exceção, os terroristas presos delataram seus parceiros para se virem livres das grades. Já naquela época mostravam que não eram idealistas políticos, mas apenas aventureiros preocupados em assumir posições importantes no regime que tanto sonhavam implantar.

Legado dos ‘Democratas Terroristas’ - Traição e Oportunismo

“A luta pela tomada do poder no Brasil começou em 1961, com a radicalização das esquerdas, o que resultou na contra-Revolução de 31 de Março de 1964. Por pouco, realmente muito pouco, as esquerdas não tomaram o poder para transformar o Brasil em uma Cuba de Fidel e de Guevara, de proporções maiores e destinada a misérias maiores.

Se conseguissem, teriam se tornado, agora sabemos, Ditadores Vitalícios, que ainda hoje estariam a desgraçar a Nação. O desfecho seria o totalitarismo, a concentração de poder, a vingança, os ‘Justiçamentos’, amordaça na imprensa, as prisões sem julgamentos e, ao final, a falência econômica, o atraso, a guerra civil e o separatismo, resultado único nos países onde a esquerda radical e totalitária tomou o poder. A esquerda poderia ter chegado ao poder pela via institucional e democrática, como ocorreu em 2.002, com a eleição do atual Governo. Mas, o seu instinto autoritário e golpista e a voracidade pelo poder absoluto não lhes permitiu esperar. Tentaram a tomada do governo pela força, nada mais conseguindo do que mergulhar o país no lodaçal do terrorismo covarde e da luta fratricida.

A história desses assassinos e terroristas inescrupulosos, representantes de uma esquerda rançosa e ultrapassada que teima em existir, deve ser conhecida, para que não sejam divulgados como atos heróicos esses feitos covardes e sanguinários que enlutaram famílias de anônimos brasileiros”.

Dilma Vana Rousseff Linhares (Wanda)

“Participou da organização do assassinato do capitão americano Charles R. Chandler, do planejamento do assalto ao 4º RI em Quitaúna (Osasco–SP), do assalto ao Banco Mercantil AS (São Paulo) e do assalto a casa do governador. Foi presa em 1970 e condenada por terrorismo em três processos. Após a sua prisão, a VAR e a COLINA tiveram diversos reveses, em decorrência das informações repassadas por Dilma, que nada sofreu além do abatimento psicológico resultante da sua prisão no Presídio Tiradentes”.

José Genoíno Guimarães Neto (Geraldo)

“Em abril de 1972, foi capturado durante uma incursão dos militares que combatiam os guerrilheiros, fato que selou o fim da Guerrilha. A partir de sua prisão, o Exército localizou os esconderijos e depósitos de armas e ficou sabendo dos nomes dos líderes e militantes da guerrilha. Um a um, eles começaram a ser capturados ou mortos pelo Exército”.

Fontes de informação: Operação Orvil; Imprensa Oficial; arquivos de colaboradores e Internet.

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS) Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB) Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS) Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional.

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br

E-mail: hiramrs@terra.com.br

DEZ PRESOS POR DESVIO DE VERBA DA ASSEMBLEIA DO PARANÁ

Presos dez suspeitos de desvios de verbas da Assembléia Legislativa do Paraná. Três são ex-diretores daquela casa legislativa.

O coordenador estadual do Gaeco, Leonir Batisti, vê uma  "estranha lealdade" entre os suspeitosO Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, prendeu temporariamente (cinco dias prorrogáveis) hoje três ex-diretores da Assembleia Legislativa do Paraná, além de outros sete suspeitos de participar de um esquema de criação de funcionários fantasmas com o objetivo de retirar dinheiro dos cofres públicos. O MP também pediu a indisponibilidade de R$ 23 milhões dos três ex-diretores, que deixaram o cargo após as denúncias virem à tona.

Foto:Joyce Carvalho (ao lado)-O coordenador estadual do Gaeco, Leonir Batisti, vê uma "estranha lealdade" entre os suspeitos

De acordo com o coordenador do Gaeco, promotor Leonir Batisti, as prisões foram necessárias para dar mais eficácia às investigações. Foram presos o ex-diretor-geral da AL Abib Miguel, o ex-diretor administrativo José Ary Nassiff, o ex-diretor de Recursos Humanos Cláudio Marques da Silva, além do funcionário da Assembleia João Leal de Matos e seis de seus familiares, entre eles as agricultoras Jermina Maria Leal da Silva e Vanilda Leal, respectivamente irmã e sobrinha de Matos.

As duas foram citadas em reportagens realizadas pela Rede Paranaense de Comunicação (RPC) como tendo recebido salários mensais da Assembleia sem nunca terem comparecido ao trabalho. Elas receberam, em cinco anos, mais de R$ 1,6 milhão. Batisti disse que as duas foram presas porque nas duas vezes em que foram chamadas para depor recusaram-se a dar respostas claras quando interrogadas. "A convicção é que são pessoas humildes, que nunca trabalharam (na Assembleia), mas tinham que dar explicações e preferem o silêncio", afirmou. "Dentro da singeleza delas, de boa fé não estão até neste momento."

De acordo com o promotor, há uma "estranha lealdade" entre as pessoas acusadas ou citadas em reportagens como beneficiárias dos recursos públicos. No cumprimento de mandados de busca e apreensão, o Gaeco apreendeu 73 veículos que pertenceriam ao ex-diretor-geral e que estão em um depósito. Miguel garantiu que tem documentos dos carros e que são parte de coleção de veículos antigos. Com os ex-diretores também foram apreendidos R$ 250 mil. O ex-diretor de Recursos Humanos também teve decretada uma prisão em flagrante, em razão de estar com seis armas sem registro, além de munição de uso restrito.

Os presos são acusados de formação de quadrilha, peculato (furto de dinheiro público por agente público), falsificação de documentos e lavagem de dinheiro. Batisti acentuou que, nas investigações feitas pelo órgão, até agora não apareceram evidências de participação de deputados. Há um procedimento aberto pelo procurador-chefe do Ministério Público para investigar funcionários do gabinete do presidente da Assembleia, deputado Nelson Justus (DEM). A prisão foi decretada pelo juiz da Vara de Inquéritos, Aldemar Sternadt. Os advogados dos acusados não foram encontrados.

Edição: José Wilson | Fonte: Vooz

CAMPANHA DE DILMA CONVOCA OS JOVENS NA INTERNET EM NOME DO 'HERÓI CHE GUEVARA'. PAIS, PROTEJAM SEUS FILHOS!

http://stormgrounds.com/media/Che-Guevara.jpg

O PT decidiu usar a imagem do assassino Che Guevara para, segundo consta, atrair os jovens eleitores para a campanha de Dilma Rousseff. (Veja ao lado A SAGA DE UM PORCO) O Porco Fedorento que é apresentado como sinônimo de idealismo. Então tá bom…

Che, evidentemente, é co-responsável pelos milhares de mortes da “revolução” cubana: 17 mil execuções e mais de 80 mil tentando fugir da ilha. Mas há aqueles que ele matou pessoalmente, puxando mesmo o gatilho, e também os que foram executados sob a sua ordem direta.

Che, o herói da campanha petista, gostava de matar.

O Porco Fedorento sabia ainda ser um poeta da morte. A campanha de Dilma Rousseff está convidando os jovens brasileiros a participar dessa metafísica moral! Leiam:

“Acabei com o problema dando-lhe um tiro com uma pistola calibre 32 no lado direito do crânio, com o orifício de saída no (lobo) temporal direito. Ele arquejou um pouco e estava morto. Ao tratar de retirar seus pertences, não consegui soltar o relógio”

É trecho do diário de Che!
Que estilo!
Que graça narrativa!
Que assassinato ético!
Que execução pudorosa!
Séculos de humanismo resumidos num único tiro!
Que sensibilidade!
Quanta graça para “acabar com um problema”!
Um verdadeiro herói!
E ainda roubava o morto!!!
Que precisão técnica tinha o quase-médico ao descrever a trajetória da bala que ele mesmo fizera perfurar o crânio do outro!
A vítima “arquejou um pouco”. O porco só conseguia tratar homens como porcos.

Veja com REINALDO AZEVEDO a lista das vítimas de Guevara, com a data (mês, dia e ano) da execução. Ao longo de 10 meses à frente da Forteleza de la Cabaña, Che mandou fuzilar 179 pessoas — média de quase 18 por mês. Era um sangue-dependente! Eis o herói que o PT vende para a juventude! Protejam seus filhos!

O Mito de Che Guevara
Porque me irrita a facilidade com que as pessoas admiram Che Guevara, deixo-vos a ligação para uma página
(documentário) onde podem ver um longo documentário onde o amigo de Castro é mostrado pela crueldade que exerceu sobre tantos homens que fuzilou. Está lá a lista, mas fica aqui também, para que se saiba a diferença entre o Robin dos Bosques e o senhor das camisolas da juventude desinformada. Ao que parece, Che era homofóbico, racista, e não tomava banho nunca. Ouçam-no por quem viveu com ele. Se não for de todo verdade, ao menos fiquem com a dúvida de que não seja de todo mentira.

180 vítimas documentadas de Che Guevara em Cuba: 1957 a 1959

O número exato de vítimas do cubano Che não foi verificado, porém inclui pessoas que ele executou pessoalmente e os condenados à morte sob as suas ordens. Biógrafos de Che, constatam em relatórios, que ele enviou milhares de pessoas para o pelotão de fuzilamento. Mais de 4.000 mortes documentadas ocorridas em Cuba, principalmente a execução pelo pelotão de fuzilamento, nos primeiros três anos após a tomada do poder por Fidel Castro (1959-1962). Che Guevara foi um dos principais carrascos do regime durante esse período e diz-se que reconheceu ter ordenado "vários milhares" de execuções. Tudo ocorreu sem ofercer julgamentos justos e devido processo legal às vítimas.
A lista a seguir não é exaustiva e inclui apenas os casos em que a referência histórica é conhecida. Os nomes são citados com relatos de datas e detalhes adicionais, a maioria estão disponíveis. Combate e mortes causadas por Che em Cuba e mortes nos países onde liderou as operações de guerrilha não foram computados.
14 executados por Che na Sierra Maestra, durante a luta anti-guerrilha Batista (1957-1958):
1. ARISTIDIO 2. MANUEL CAPITÁN 3. JUAN CHANG 4. “BISCO” ECHEVARRÍA 5. ECHEVARRÍA BROTHER #1 6. ECHEVARRÍA BROTHER #2 7. EUTIMIO GUERRA 8. DIONISIO LEBRIGIO 9. JUAN LEBRIGIO 10. “EL NEGRO” NÁPOLES 11. “CHICHO” OSORIO 12. ONE UNIDENTIFIED TEACHER (“EL MAESTRO) 13.-14. 2 UNIDENTIFIED PEASANTS
10 executed in Santa Clara at Che’s orders in only two days (January 1959):
1. RAMÓN ALBA 2. JOSÉ BARROSO 3. JOAQUÍN CASILLAS 4. FÉLIX CRUZ 5. ALEJANDRO GARCÍA OLAYÓN 6. HÉCTOR MIRABAL 7. J. MIRABAL 8. FÉLIX MONTANO 9. CORNELIO ROJAS 10. VILALLA
156 executados na prisão de La Cabaña Fortaleza às ordens de Che Guevara:
1. VILAU ABREU 2. HUMBERTO AGUIAR 3. GERMÁN AGUIRRE 4. PELAYO ALAYÓN 5. JOSÉ LUIS ALFARO 6. PEDRO ALFARO 7. MARIANO ALONSO 8. JOSÉ ALVARO 9. ANIELLA 10. MARIO ARES POLO 11. JOSÉ RAMÓN BACALLAO 12. CEVERINO BARRIOS 13. EUGENIO BÉCQUER 14. FRANCISCO BÉCQUER 15. RAMÓN BISCET 16. ROBERTO CALZADILLA 17. EUFEMIO CANO 18. JUAN CAPOTE FIALLO 19. ANTONIO CARRALERO 20. GERTRUDIS CASTELLANOS 21. JOSÉ CASTAÑO QUEVEDO 22. RAÚL CASTAÑO 23. EUFEMIO CHALA 24. JOSÉ CHAMACE 25. JOSÉ CHAMIZO 26. RAÚL CLAUSELL 27. ÁNGEL CLAUSELL 28. DEMETRIO CLAUSELL 29. JOSÉ CLAUSELL 30. ELOY CONTRERAS 31. ALBERTO CORBO 32. EMILIO CRUZ 33. JUAN FELIPE CRUZ 34. ORESTES CRUZ 35. HUMBERTO CUEVAS 36. CUNY 37. ANTONIO DE BECHE 38. MATEO DELGADO 39. ARMANDO DELGADO 40. RAMÓN DESPAIGNE 41. JOSÉ DÍAZ CABEZAS 42. ANTONIO DUARTE 43. RAMÓN FERNÁNDEZ OJEDA 44. RUDY FERNÁNDEZ 45. FERRÁN ALFONSO 46. SALVADOR FERRERO 47. VICTOR FIGUEREDO 48. EDUARDO FORTE 49. UGARDE GALÁN 50. RAFAEL GARCÍA MUÑIZ 51. ADALBERTO GARCÍA 52. ALBERTO GARCÍA 53. JACINTO GARCÍA 54. EVELIO GASPAR 55. ARMADA GIL Y DIEZ CABEZAS 56. JOSÉ GONZÁLEZ MALAGÓN 57. EVARISTO GONZÁLEZ 58. EZEQUIEL GONZÁLEZ 59. SECUNDINO GONZÁLEZ 60. RICARDO GRAO 61. BONIFACIO GRASSO 62. RICARDO JOSÉ GRAU 63. OSCAR GUERRA 64. JULIÁN HERNÁNDEZ 65. FRANCISCO HERNÁNDEZ LEYVA 66. ANTONIO HERNÁNDEZ 67. GERARDO HERNÁNDEZ 68. OLEGARIO HERNÁNDEZ 69. SEUNDINO HERNÁNDEZ 70. JESÚS INSUA 71. ENRIQUE IZQUIERDO 72. OSMÍN JORRÍN 73. SILVINO JUNCO 74. ENRIQUE LA ROSA 75. IGNACIO LASAPARLA 76. JESÚS LAZO 77. ARIEL LIMA LAGO 78. RAÚL LÓPEZ VIDAL 79. ARMANDO MAS 80. ENERLIO MATA 81. ELPIDIO MEDEROS 82. JOSÉ MEDINAS 83. JOSÉ MESA 84. FIDEL MESQUÍA 85. JUAN MILIÁN 86. FRANCISCO MIRABAL 87. LUIS MIRABAL 88. ERNESTO MORALES 89. PEDRO MOREJÓN 90. DR. CARLOS MUIÑO, MD. 91. CÉSAR NECOLARDES ROJAS 92. VICTOR NECOLARDES ROJAS 93. JOSÉ NUÑEZ 94. VITERBO O'RREILLY 95. FÉLIX OVIEDO 96. MANUEL PANEQUE 97. PEDRO PEDROSO 98. RAFAEL PEDROSO 99. DIEGO PÉREZ CUESTA 100. JUAN PÉREZ 101. DIEGO PÉREZ CRELA 102. JOSÉ POZO 103. EMILIO PUEBLA 104. ALFREDO PUPO 105. SECUNDINO RAMÍREZ 106. RAMÓN RAMOS 107. PABLO RAVELO 108. RUBÉN REY 109. MARIO RISQUELME 110. FERNANDO RIVERA 111. PABLO RIVERA 112. MANUEL RODRÍGUEZ 113. MARCOS RODRÍGUEZ 114. NEMESIO RODRÍGUEZ 115. PABLO RODRÍGUEZ 116. RICARDO RODRÍGUEZ 117. JOSÉ SALDARA 118. PEDRO SANTANA 119. SERGIO SIERRA 120. JUAN SILVA 121. FAUSTO SILVA 122. ELPIDIO SOLER 123. JESÚS SOSA BLANCO 124. RENATO SOSA 125. SERGIO SOSA 126. PEDRO SOTO 127. OSCAR SUÁREZ 128. RAFAEL TARRAGO 129. TEODORO TELLEZ CISNEROS 130. FRANCISCO TELLEZ 131. JOSÉ TIN 132. FRANCISCO TRAVIESO 133. LEONARDO TRUJILLO 134. TRUJILLO 135. LUPE VALDÉS BARBOSA 136. MARCELINO VALDÉS 137. ANTONIO VALENTÍN 138. MANUEL VÁZQUEZ 139. SERGIO VÁZQUEZ 140. VERDECIA 141. DÁMASO ZAYAS
* 15 execuções foram relatados pelo The New York Times (em 2/6/59, 2/8/59, 3/16/59 e 4/2/59), mas os nomes são desconhecidos. "

Da Literatura

CIRO VOLTA A QUESTIONAR HABILIDADE POLÍTICA DE DILMA

André Mascarenhas, Carol Freitas e Gustavo Uribe - O ESTADÃO

Deputado mira o PT, diz que volta de Dirceu 'é desacato à Justiça' e diz que Lula está perdendo a humildade.

SÃO PAULO - Após ver sua candidatura ao Palácio do Planalto ameaçada pela cúpula do PSB, dizer que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "navega na maionese" e prever uma vitória do pré-candidato da oposição, José Serra (PSDB), o deputado federal Ciro Gomes (PSB) voltou a mirar o PT na noite desta sexta-feira, 23. Entrevista ao Jornal do SBT, Ciro disse que a pré-candidata do PT, Dilma Rousseff, tem errado no início da campanha e voltou argumentar que Serra está mais preparado do que Dilma para ganhar as eleições. Afirmou também que "Lula está perdendo a humildade".

Sérgio Castro/AE
Sérgio Castro/AE
Deputado Federal Ciro Gomes deixa apartamento em São Paulo nesta sexta-feira (foto ao lado)>

O deputado federal disse novamente que Dilma é melhor do que Serra como pessoa, mas ressaltou que o tucano tem mais experiência e é mais preparado que a petista. "O Serra é mais preparado que Dilma. Já foi deputado federal e governador de São Paulo", salientou. Mas não poupou Serra, a quem chamou de solitário e autoritário. "É um inimigo a ser destruído", criticou.

O deputado federal reconheceu que cometeu erros graves em sua carreira política, mas salientou que os primeiros movimentos políticos de Dilma o deixaram "de cabelo em pé". De acordo com ele, a presidenciável do PT não tem experiência política. "Os primeiros movimentos dela já me deixaram de cabelo em pé, ela não tem experiência política", criticou. Para Ciro, a ex-ministra errou ao ir ao túmulo de Tancredo Neves, em Belo Horizonte, reduto do tucano Aécio Neves.


E não deveria ter viajado ao Ceará "sem nem sequer me dar um telefonema". O deputado lembrou que, na ocasião, o PSB ainda cogitava sua candidatura e acrescentou que a atitude da ex-ministra foi o motivo para o não comparecimento de seu irmão, o governador do Estado, Cid Gomes (PSB), aos compromissos de Dilma. À época, o governo do Ceará alegou que Cid não foi ao encontro de Dilma por motivos pessoais. "Sem falar que Zé Dirceu voltou ao comando da campanha", completou. Segundo o parlamentar, o retorno Dirceu "é um desacato à Justiça e um desacato à opinião pública".

Mas essa não foi a única reclamação do deputado contra o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Segundo ele, o deputado chegou a chantagear Cid Gomes, dizendo que o apoio do PT à reeleição estaria em perigo caso o PSB mantivesse a candidatura de Ciro. "O José Dirceu esteve no Ceará, na casa do meu irmão, dizendo que o PT retiraria o apoio (a reeleição do) meu irmão se eu fosse candidato", disse o deputado federal.

Ciro reiterou ter a impressão de que Serra é mais forte do que Dilma na corrida presidencial. "O Serra é mais preparado porque foi prefeito, foi ministro e governador", voltou a dizer. Mas não poupou críticas ao PSDB e ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Segundo Ciro, o caso Alston ainda poderá comprometer a candidatura Serra. Ainda assim, criticou atitude do governo federal em pedir, pelo ministério da Justiça, a quebra do sigilo da empresa.

Lula

Mais uma vez, o deputado não poupou o presidente Lula das críticas. Embora tenha elogiado seu governo e o identificado como merecedor dos altos níveis de popularidade, disse que o presidente deixou de procurá-lo para conversar. "O Lula está perdendo a humildade", disse. "Quem disputa a eleição e sabe que o povo é o deus superior tem que saber perder e ganhar", criticou.

Apesar de todos os indícios de que sua candidatura não tem mais sustentação, Ciro mas ressaltou que vai "espernear até terça-feira (27)", quando o PSB decidirá seu destino político. "Vou respeitar democraticamente a decisão do partido, mas vou espernear até terça-feira", afirmou. "Se não der, vou ler, escrever, cuidar dos meus filhos e da minha mulher", acrescentou.

sábado, 24 de abril de 2010

HÁ ALGO DE PREOCUPANTE NESSA CAMPANHA

Há algo muito preocupante nessa campanha à presidência do Brasil, para um cidadão que tem sessenta anos de idade, viu de tudo um pouco, assistiu a mudanças políticas radicais, a tentativas ingênuas de transformação do sistema político, a criação de mitos e lendas na consecução de novos mandatários, aos esgares raivosos de um cão defendendo o seu quinhão de comida.

É preocupante o desinteresse sobre os destinos da nação, bem como é preocupante a tendência de fortes setores – inclusive bancários e empresariais – em flertar com regimes de exceção, de “exceção democrática”, como foram o de Hitler e o de Mussolini, algumas décadas atrás. Ambos também dependiam do apoio financeiro desses setores no financiamento de suas campanhas eleitorais. Parece que já esqueceram de que os dois citados sempre foram homens de partido (na realidade, tornaram deles os partidos que os elegeram). Valeu enquanto ganharam, mas não esqueçam de que suas bandeiras partidárias ficaram rotas e amarfanhadas quando perderam o poder.

Noto justamente isso atualmente. Os setores que possuem poder decisório no governo, e que abertamente escolheram, apontaram e apóiam um candidato, sabem que não podem perder as eleições. Não podem permitir que outros, que não os de casa, tenham acesso ao sótão e aos porões da ditadura de colegiado que tentaram implantar, e da qual ainda não desistiram. Falar de cobras e lagartos seria pouco.

O Poder Executivo criou um sistema de proteção interna que permitiu – e facilitou enormemente – o descalabro com o dinheiro público. Nunca antes na história desse país houve tal descarada mistura entre o público e o privado. Gente muito despreparada para gerir os interesses nacionais usou de maneira torpe o poder que lhe foi entregue para dispensar benesses aos apaziguados, aos partidários do esbulho, aos colegas de malversação, a todos aqueles com quem ‘reparte o pão’. Assim, não pode admitir uma devassa em seus livros, uma auditoria em suas operações, uma abertura de suas contas. Isto destruirá não somente a imagem fictícia de suas lideranças, mas trará máculas indeléveis á malfadada, terrífica e equivocada política ‘bolivariana’ (pobre Bolívar, que se negou a ser ditador), e à qual a atual política exterior nacional – decadente, ingênua, e despreparada – rende homenagens e se curva. A débâcle do atual governo brasileiro terá a força destrutiva de um ‘tsunami’ em um primeiro momento, e, em sua regressão obrigatória, irá levar de volta ao mar da mediocridade, todo um sistema artificialmente montado na América Latina, cujos alicerces se enterram na lama da corrupção e cuja estabilidade lembra a mesma das palafitas.

De onde, a indiferença na má atuação de seus candidatos. Não esperam ganhar nas urnas, sabem que não ganharão. Sabem que é preciso fazer algo, e urgentemente. De qualquer forma uma coisa é básica: deve ser mantida a ilusão de que, de uma para outra hora, os índices de aprovação da candidatura apoiada pelo governo subirão às alturas. Para isto, vale tudo: as pesquisas fajutas, as entrevistas com ‘especialistas’ políticos, as previsões de repasse de popularidade, a pressão sobre os meios de comunicação, e diversos outros. Tem que ser mantida uma ‘chance’ de vitória da candidatura ungida oficialmente para que não cause surpresa uma virada ou resultados inesperados.

Há algo de muito estranho nessas eleições presidenciais. Apelo, portanto, para um velho ditado: “Caldo de galinha e prudência não fazem mal a ninguém!”

Caro Walner, realmente, é muito preocupante o momento político que atravessamos, com manobras espúrias do processo eleitoral, manipulação, aviltamento e opressão a quem se manifestar contrariamente aos desígnios traçados pelo detentor mor do poder governamental, que a todo e qualquer custo deseja eleger a sua apaniguada, para sucedê-lo no mais alto cargo da Nação. Também com o peso de meus mais de setenta anos, comungo com sua preocupação, e compartilho de sua manifestação, alertando a todos que lerem esta matéria pela necessidade de uma séria e comprometida REFLEXÃO, pelo restabelecimento da ordem, seriedade e acima de tudo pelo respeito ao cidadão. Que cada um, com o senso de responsabilidade pelo voto, analise a conjuntura Nacional e procure eleger quem tem capacidade, honorabilidade e decência de bem governar, não reelegendo canalhas, corruptos e vendilhões da soberania brasileira.(PVeiga)

RAPHAEL CURVO: TEM CHEIRO DE GOLPE POLÍTICO

Antes de comentar tal possibilidade na questão Ciro Gomes, quero dar uma pincelada no assunto Belo Monte que também tem muito cheiro de velhacaria política. Está claro que a usina não vai custar só o que se alardeia, isso é de muita inocência, quase angelical. A entrada da Odebrecht e Camargo Corrêa no consórcio que tocará as obras é sinal cristalino de que o governo vai gastar mais de 30 bilhões de reais na construção dessa inoperante usina. É uma obra de custo gigantesco e resultado suspeito para apenas atender um discurso político do senhor presidente tendo como motivação maior os votos para Dilminha, sua enteada política. Essas raposas da construção civil no Brasil não entram em concorrência que não tenham lucros futuros e menos ainda em obra que não gere recebimento compensatório na sua participação. O presidente está fazendo loucuras para manter o discurso.


Belo Monte é uma montanha de mentiras. Uma delas, a principal, é de que o preço megawatt/hora será de 77,97. Basta somar a isso os incentivos de 75% do Imposto de Renda dados pelo governo e chegará a fácil percepção de que é uma farsa o preço acima. É como se não existisse o valor do imposto a ser pago pelas ganhadoras. Então não é perda de reais. A fala do ministro de Minas e Energia, Marcio Zimmermann ou é de um idiota que não sabe onde está ou é de um contumaz mentiroso ao dizer que “o Brasil está vitorioso porque Belo Monte produzira a energia mais barata do leque de usinas”.

Isso sem comentar que o governo, na verdade, é que está por trás de tudo o que vai ser gasto em Belo Monte. Tem 49% do investimento e o BNDES vai financiar 80% da obra que tem como ganhadora de sua licitação um monte de empresas desprovidas de capacidade técnica para esse porte de obra. Daí a razão da Odebrechet e Camargo Corrêa estarem de volta ao palco, no fundo chamadas pelo governo federal. Estas não estão preocupadas com a bilheteria do circo montado pelo presidente da república. Dão o espetáculo, recebem seu cachê e se mandam. No fundo, o brasileiro fica com 49% da obra e se torna credor de 80%. Sabe, tenho para mim que essa obra da usina Belo Monte é pura cascata no final do espetáculo. Após outubro e as eleições, o presidente vai dizer que caberá ao novo governo tomar a decisão final.

As justificativas vão ser as demandas judiciais pelo Ministério Público e o tal Plano Básico Ambiental, que é fundamental para se obter licença do Ibama para o início das obras e que exige detalhamento do que vai ser feito em consonância com as normas do instituto. Agora, imaginem os leitores se esse amontoado de empresas pegas a laço de última hora, algumas sem nem saber o que é fio d’água, vão atender essas exigências. As cortinas foram abertas, inicia-se o espetáculo. Aí a uva que faltava no recheio: as duas raposas, Odebrecht e Camargo Corrêa, têm tudo prontinho sobre o relatório exigido e só “entregam” se receberem os valores por eles apurados nos projetos preparados e construírem Belo Monte. O próximo governo vai ter que bancar a conta da festa do atual presidente, hilário, não?

BL PL - Humor Política Sarney + Lula + ColorO cheiro de golpe político, titulo do artigo, sai fora de Belo Monte, mas continua com o presidente da república na direção geral. Há momentos que me questiono sobre o menosprezo à minha inteligência e de parte do povo brasileiro que esse grupo de maus políticos que dominam o País procuram impingir. O caso é o do “sem rumo e partido” vivido por Ciro Gomes. Nem tanto. É jogada das grandes, com certeza. Ao transferir o seu título de eleitor para São Paulo, a peça teatral já estava com script pronto. Ciro Gomes não pode ser candidato a cargo majoritário no Ceará porque seu irmão é candidato a reeleição a governador. Com essa impossibilidade, e não querendo ser mais um coadjuvante na Câmara Federal, a sua candidatura ao Senado da República teria que ser migrada para outro estado, como sempre ensinou o Professor José Sarney.

Ao lançar sua candidatura à presidente, o jogo de cena teatral foi feito para o palco paulista, onde ele deu o seu primeiro berro. Colocou seu nome na seara, primeiro como governador e agora encontra um forte

motivo para ser lançado a Senador por São Paulo. Poderá ser a “saída honrosa” à sua desistência para presidente e com apoio do PT e seu chefe. Tá eleito. É só pensar sobre a “calma contestatória” do Mercadante algum tempo atrás sobre o assunto Ciro como candidato a governo de São Paulo e o leitor perceberá que tal jogo já tinha começado. O presidente sabe que o resultado de pesquisa do Ciro para presidência em nada vai influir na campanha da Dilminha negativamente com sua desistência, mas sabe muito bem que em qualquer campo de candidatura em São Paulo, vai tirar votos de Serra.

Levando em conta que apenas 40% dos eleitores brasileiros não são analfabetos funcionais e que desses quarenta, 65% estão em São Paulo, a candidatura Ciro se torna alto negócio para tentar fazer frente aos votos culturais serristas e ainda sobrar influência em Minas Gerais em contraponto a influência Aécista no território paulista, ambos com alcance no Rio de Janeiro. Como em política tudo é possível, cá comigo, tem cheiro de golpe político.

Raphael Curvo (foto no início) é Jornalista, advogado pela PUC-RIO e pós graduado pela Cândido Mendes-RJ

do Prosa&Política

CARÁTER TEÂNDRICO DA IGREJA

Diante do alvoroço com que as notícias que afetam a imagem da Igreja são divulgadas com grande sensacionalismo na Imprensa, é de bom alvitre que se tenha em consideração o caráter teândrico do Corpo Místico de Cristo. A Igreja é uma realidade divina e humana. Pio XII na Encíclica Mystici Corporis Christi explicava que, quando nesta Instituição se descobre algo que argüi a debilidade de nossa condição humana não há que se atribuir isto à sua constituição jurídica, senão à deplorável inclinação dos indivíduos ao mal, a qual o seu Fundador permite ainda nos mais altos membros da hierarquia eclesiástica, para que se prove a virtude das ovelhas e dos pastores e para que em todos nós se aumentem os méritos da fé cristã. Como dizia o Apóstolo Paulo, Jesus amou esta Igreja “e por ela se entregou a si mesmo para a santificar, purificando-a no batismo da água pela palavra da vida para apresentar a si mesmo esta Igreja gloriosa sem mácula, sem ruga ou coisa semelhante, mas santa e imaculada” (Ef 5, 24-27). O divino que há na Igreja brilha, precisamente, com maiores fulgores no meio das sombras. Deus respeita sempre a vontade livre do homem. A melhor prova da indestrutibilidade da Igreja é, exatamente, o fato de que, apesar das múltiplas faltas dos homens, clero e fiéis, ela não pereceu e nem perecerá nunca. O próprio papa Adriano VI, em plena ofensiva luterana ordenou em 1522 a seu legado na dieta de Nuremberg: “Havereis de dizer: reconhecemos que Deus permitiu esta provação à Igreja por causa dos pecados dos homens, particularmente dos sacerdotes e prelados”. Muitas vezes se esquece que entre apenas doze Apóstolos um traiu vilmente a Jesus, o qual na hora de sua morte só pôde contemplar aos pés da Cruz, o evangelista São João. São Pedro que seria constituído Chefe de Sua Igreja, antes, O negou lamentavelmente diante das autoridades judias. Nos Evangelhos deparamos diversas recriminações do Mestre divino a seus discípulos. A própria Igreja mostra seu caráter teândrico ao rezar se dizendo “santa e pecadora”. Diante dos pecados cometidos pelos cristãos cumpre orar, e orar muito, para que Deus proteja a todos contra o Inimigo, como Jesus ensinou: “Não nos deixeis cair em tentação”. A verdade é que medidas disciplinares têm sempre sido prudentemente tomadas pelas autoridades da Igreja, através dos tempos, com muita firmeza, mas com suma caridade, diante de toda atitude condenável por parte de qualquer elemento do Clero. Ela jamais transigiu, condescendeu compactuou com a imoralidade seja ela qual for. É o caso, porém, de se dizer aos que se julgam impolutos, o que falou Jesus aos fariseus: “Quem dentre vós estiver sem pecado atire a primeira pedra”. Cumpre que se lembre o que está no Salmo: “Se tiverdes em conta nossos pecados, Senhor, Senhor, quem poderá subsistir diante de vós?” (Sl 129,3). Que se oponha a virtude ao sensacionalismo rancoroso e odioso. Cumpre execrar o pecado e criar condições para que não haja o desprezo ao Decálogo, mas que cada ser humano procure primeiro, ele mesmo, estar de acordo com o Mandamentos sagrados da Lei divina. A virtude é mais luminosa que o vício. Quanta beleza há no jardim da Igreja, flores perfumadas com as ações mais gloriosas de santos eminentes. O erro e seus comparsas contam, porém, com as forças do mal para não dar ênfase ao que há de heróico na vida de milhares de batizados, leigos e Ministros ordenados.
*-Fonte: Côn. José Geraldo Vidigal de Carvalho (foto acima) - Professor no Seminário de Mariana (MG) durante 40 anos.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

PAPA CRITICA SINCRETISMO RELIGIOSO NO BRASIL

Bento XVI pediu que bispos brasileiros rejeitem 'fantasias' na eucaristia; 'Verdadeira liturgia pressupõe que Deus responda e nos mostre como podemos adorá-lo'

Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo

http://www.capuchinhosbase.org.br/temporarios/imagens/camdomble.jpgGENEBRA - Em um sinal de sua preocupação em relação aos rumos do catolicismo no Brasil, o papa Bento XVI criticou o sincretismo na religião no País e pediu que os bispos brasileiros rejeitem "fantasias" na eucaristia. O pontífice deu o recado durante o encontro que teve nesta quinta-feira, 15, no Vaticano com 15 bispos da região norte do Brasil.

Bento XVI alertou que "o culto não pode nascer de nossa fantasia", já que "a verdadeira liturgia pressupõe que Deus responda e nos mostre como podemos adorá-lo". A mensagem foi clara: a Igreja não aceitará o sincretismo, nem mesmo em regiões distantes e onde a cultura local seja predominante. O papa pediu respeito pela centralidade de Jesus na celebração da missa.

Bento XVI insistiu que estava preocupado "por tudo o que possa ofuscar o ponto mais original da fé católica" e advertiu para os riscos do sincretismo. O Vaticano rejeita que sejam introduzidos ritos tomados de outras religiões ou particularismo culturais na celebração das missas.

Durante sua viagem pelo Brasil, em 2007, o papa chegou a irritar grupos indígenas ao dizer que nenhum habitante que vivia na região antes da chegada dos europeus se converteu ao cristianismo pela força.

Agora, o papa alertou aos bispos brasileiros que os desvios poderiam estar sendo motivado por uma mentalidade "incapaz de aceitar a possibilidade de uma verdadeira intervenção divina". Para ele, a eucaristia é um "dom demasiado grande para suportar ambiguidade e reduções."

Para o papa, o suposto descuido com o culto mostraria uma comunidade que precisaria rever suas práticas. "Quando na Santa Missa não aparece a figura de Jesus como elemento preeminente, mas uma comunidade atarefada em muitas coisas", se produz um "escurecimento do significado cristão do sacramento", afirmou o papa.

Para ele, a "a atitude primária e essencial do fiel cristão que participa na celebração litúrgica não é fazer, mas escutar, abrir-se, receber. É óbvio que, neste caso, receber não significa ficar passivo ou desinteressar-se do que lá acontece, mas cooperar."

Bento XVI ainda mandou seu recado aos bispos brasileiros, indicando que não seria o sincretismo que os marcaria. "Que ele (Jesus) seja verdadeiramente o coração do Brasil, de onde venha a força para todos homens e mulheres brasileiros se reconhecerem e ajudarem como irmãos", completou.