segunda-feira, 30 de agosto de 2010

GRANDES NOMES DA CIÊNCIA: WILLIAM KAMKWAMBA

Muito dificilmente você se lembrará - ou mesmo terá conhecimento - deste nome. Não só pela difícil pronúncia, como pelo fato dele ter nascido nos cafundós do Judas lá no meio da África, num lugar desolado, pobre e abandonado chamado Malawi.

William Kamkwamba nasceu em 5 de agosto de 1987. Era um garoto que, como eu, não sofria do mal do conformismo. Ele não aceitava que as coisas - mesmo sendo muito ruins - são imutáveis, tendo que aceitá-las simplesmente e pronto. Cientistas não se curvam perante o infortúnio e ficam se lamentando da vida; eles vêem esses infortúnios como uma oportunidade, um estímulo, um desafio. E desafios existem para serem vencidos! Esta é a história do garoto que domou o vento.

O meio do nada! É isso que se pode resumir do ridículo país de Malawi, bem na África Oriental, limitado ao norte e ao leste pela Tanzânia e ao oeste pela Zâmbia (dois outros buracos onde o Judas não perdeu as botas, pois ele já as tinha perdido pra assaltantes lá pelas bandas de Moçambique). Malawi é o entroncamento do nada com coisa alguma, uma terra que qualquer deus pagaria pra esquecer, só para não ter que aceitar que fez merda.

Naquela pocilga de lugar não dava nem pra ligar um rádio, pois não tinha eletricidade. Água? Só se fosse através de bombas manuais já que, sem eletricidade, não havia como ligar bombas elétricas. Esgoto? Você deve estar de brincadeira! Nem mesmo um celular podia-se usar direito, pois não havia como recarregar as baterias, só andando muitos quilômetros até se encontrar algo parecido com um vilarejo com eletricidade (chamar isso de “civilização” não é ser otimista, é ser idiota).

Durante a época da seca, o país (que depende da agricultura) enfrentou sua pior crise, com muitas pessoas morrendo, a fome era companheira constante e o desânimo esta se enraizando fundo nas pessoas. Pessoas comuns dariam de ombros e ficariam na base do “Se Deus quiser, um dia teremos o que comer” ou “Deus sabe o que faz, é uma provação”. Mas Kamkwamba não era um garoto comum. Seus pais tiveram que tirá-lo do colégio aos 12 anos, pois não tinham como pagar seus livros ou mesmo pelos cadernos. O destino estava sendo cruel com ele e todos os habitantes dali. O melhor era desistir e enfrentar o amargo sabor da derrota, mas quando se tem uma brasa ainda acesa no fundo da alma, nada poderá apagá-la; você só pode perder para si mesmo; e Kamkwamba não era um perdedor.

O valente William sabia que as Nações Unidas mantinham uma pequena biblioteca. Com seu péssimo inglês, o Grande William selou seu destino nas letras escritas há muito tempo. Vozes do passado sussurraram no seu ouvido. Não através de médiuns, mas através de livros e revistas. Ele resolveu que ali ele iria achar uma saída, pois ele TINHA que achar uma saída.

Pasteur disse uma vez: “O acaso favorece a mente preparada”. E foi por acaso que ao ler sobre eletromagnetismo, William teve um estalo que só acontece a poucas pessoas, e isso mudou a sua vida radicalmente: ele viu um receituário básico, ainda que de certa forma hermético, sobre como melhorar a vida em sua região. Dessa forma, o Grande William resolveu que faria o impossível: construir um sistema de geração de energia elétrica. Só tinha um pequeno probleminha: ninguém avisou a Kamkwamba que isso era impossível. Ou, se avisaram, ele não prestou atenção. Em algumas histórias uma motoneta ficaria berrando no final “Eu te disse! Eu te disse!”, mas foi um outro berro que soou mais forte. O berro da Força de Vontade!

Contra todas as opiniões que ele estava maluco, que o que ele queria fazer não era possível, que tudo resultaria em fracasso, William Kamkwamba não só QUIS fazer o tal sistema de geração de energia, ELE FEZ!

Com peças de sucata, Young Master William Kamkwamba construiu um gerador eólico de energia elétrica. Tosco, mas plenamente funcional. Sua paz e tranquilidade como anônimo chegou ao fim, pois várias pessoas começaram a ir na casa dele para buscar água (com bombas elétricas fica mais fácil ter irrigação), ver eletricidade e até uma lâmpada elétrica!

O Menino que Domou o Vento virou celebridade. Jornalistas sabendo do que ele fez foram correndo atrás de uma história simples, mas encontraram algo muito maior. William foi até mesmo convidado para palestrar no TED e, acreditem, isso não é pra qualquer um. Abaixo vemos a segunda vez que Kamkwamba participou do TED.


(clique em view subtitle e selecione Português (Brasil)

Verdadeiros mestres não guardam seu conhecimento só pra si. Da mesma forma, o Grande Mestre Kamkwamba, Senhor dos Ventos, palestra no mundo inteiro sobre suas experiências, ajudando países toscos, que ironicamente chamam de “em desenvolvimento”, a terem seus sistemas de geração de energia, nem que seja para iluminar as casas, fazer bombas d’água funcionarem e até recarregar algum celular pai-de-santo. Ele até mesmo escreveu um livro a respeito e mantém um blog.

Frente a muitas adversidades, qualquer pessoa sentaria no chão e choraria desoladamente por ter nascido naquela tristeza de lugar, entregando-se ao desespero, sem tentar produzir nada de útil, nem tentar mudar o seu destino e o das outras pessoas. Entretanto, William Kamkwamba não é uma pessoa qualquer, é alguém que merece nosso respeito, mas ele não exige isso. Grandes homens não exigem nada. Homens de grande porte não conquistam civilizações pelo aço, pois a Força é a lâmina do coração. William Kamkwamba, o garoto que domou o vento, é um dos Grandes Nomes da Ciência.

Fonte: Ceticismo - Imagens Internet - fotoformatação (PVeiga).

PADRE ANTÓNIO VIEIRA NA CATEDRAL DE BRASÍLIA!

…………….

SERMÃO DO BOM LADRÃO
…………….

…Nas Índias, os governantes chamam-se sátrapas (Sat = assaz e rapio = eu roubo), porque costumam roubar assaz. E este assaz é o que especificou melhor S. Francisco Xavier, dizendo que conjugam o verbo rapio por todos os modos. O que eu posso acrescentar, pela experiência que tenho, é, que não só do cabo da Boa Esperança para lá, mas também das partes daqui, se usa igualmente a mesma conjugação. Conjugam por todos os modos o verbo rapio;
  • - porque furtam por todos os modos da arte, não falando em outros novos e esquisitos, que não conheceu Donato, nem Despautério.
  • - Tanto que aqui chegam, começam a furtar pelo modo indicativo, porque a primeira informação que pedem aos antigos, é que lhes apontem e mostrem os caminhos por onde podem abarcar tudo.
  • - Furtam pelo modo imperativo, porque como têm o mero e misto poder, todo ele aplicam despoticamente às execuções da rapina.
  • - Furtam pelo modo mandativo, porque aceitam quanto lhes mandam; e para que mandem todos, os que não mandam não são aceitos.
  • - Furtam pelo modo optativo, porque desejam quanto lhes parece bem; e gabando as coisas desejadas aos donos delas, por cortesia sem vontade as fazem suas.
  • - Furtam pelo modo conjuntivo, porque ajuntam o seu pouco cabedal com o daqueles que manejam muito; e basta só que ajuntem a sua graça, para serem, quando menos, meeiros na ganância.
  • - Furtam pelo modo potencial, porque sem pretexto, nem cerimônia usam de potência.
  • - Furtam pelo modo permissivo, porque permitem que outros furtem, e estes compram as permissões.
  • - Furtam pelo modo infinitivo, porque não tem fim o furtar com o fim do governo, e sempre aqui deixam raízes, em que se vão continuando os furtos.
  • - Estes mesmos modos conjugam por todas as pessoas; porque a primeira pessoa do verbo é a sua, as segundas os seus auxiliares e as terceiras, quantas para isso têm industria e consciência.
  • - Furtam juntamente por todos os tempos, porque o presente (que é o seu tempo) colhem quanto dá de si o mandato;

E para incluírem no presente o pretérito e futuro, do pretérito desenterram crimes, de que vendem os perdões e dívidas esquecidas, de que se pagam inteiramente; e do futuro empenham as rendas, e antecipam os contratos, com que tudo o caído, e não caído lhe vem cair nas mãos.
- Finalmente, nos mesmos tempos não lhes escapam os imperfeitos, perfeitos, plusquam perfeitos, e quaisquer outros, porque furtam, furtaram, furtavam, furtariam e haveriam de furtar mais se mais houvesse.
- Em suma que o resumo de toda esta rapante conjugação vem a ser o supino do mesmo verbo: a furtar para furtar.
- E quando eles têm conjugado assim toda a voz ativa, e o miserável povo suportado toda a passiva, eles, como se tiveram feito grandes serviços, tornam a seus Estados carregados de despojos e ricos; e ele fica roubado, e consumido.
É certo que o Governo não quer isto, antes mandam em seus Ministros tudo o contrário; mas como as patentes se dão aos gramáticos destas conjugações tão peritos, ou tão espertos nelas; que outros efeitos se podem esperar dos seus governos? Cada mandato destes em própria significação vem a ser uma licença geral in scriptis, ou um passaporte para furtar.

…………………
Não sou eu!…
Eu não sei de nada!… Foi o Padre Vieira
quem falou!
Benedito C. A. Franco
FONTE: http://artecultural.wordpress.com/2010/01/08/padre-antonio-vieira-na-catedral-de-brasilia/

FORTALEZA DO TAPAJÓS

Hiram Reis e Silva, Cidreira, RS

Sobre o cimo de uma ribanceira de pedra na aba do Rio à direita da Vila ainda existem os remanescentes de uma Fortaleza de figura quadrangular elevada em 1697 à custa de Manoel da Motta de Siqueira; o qual em retribuição desta despesa foi agraciado com o governo vitalício da mesma Fortaleza. (BAENA)

“Cabeça de Ponte”

Promanou esta fortificação da mesma ideia de por em defesa o Amazonas contra a invasão de inimigos, especialmente dos franceses. (Artur Viana)

O desenvolvimento da Aldeia de Nossa Senhora da Conceição dos Tapajós (Santarém), no século XVII, despertou a cobiça dos inimigos da Coroa Portuguesa tendo em vista sua importância estratégica. A Aldeia servia de “cabeça de ponte” para apoiar as incursões portuguesas na Hinterlândia Amazônica. A construção da Fortaleza do Tapajós fazia parte de um grande projeto defensivo e ofensivo que estabelecia posições fortificadas, casas-fortes, fortalezas, acampamentos devidamente equipados que visavam conter as ameaças de invasão e consolidar o domínio lusitano na região.

Francisco da Motta Falcão

Fonte: Arthur Cezar Ferreira Reis - Ensaio: Manaus e Outras Vilas, Manaus, 1934.

“Morador do Pará e homem de personalidade na sociedade local, sertanista, já por ocasião dos sucessos que sacudiram o Maranhão com o pronunciamento dos colonos contra a Companhia de Jesus e contra a Companhia do Comércio, tivera atuação sucessória, como delegado de Gomes Freire. Acompanhando o Capitão-General, que viera realizar a pacificação ou enfrentar o movimento pelos meios violentos, Falcão desembarcara antes de qualquer outra autoridade para sentir as reações do ambiente revolucionário. Entrara em contato com os moradores e verificara que nada havia a temer. Gomes Freire viera para a terra depois, se encontrar resistências. Falcão mostrara-se mediador hábil. Sua passagem pelo sertanismo regional foi a passagem de todos quantos tinham de enfrentar a adversidade e os perigos do interior. E, seguramente, ao contato com a realidade dura que fora observando e estudando é que se propusera aquela empresa, realmente oportuna, útil aos interesses reinóis e que o propunham como um colono ágil, objetivo, realístico, colono que servia a S. Majestade sem deixar de cuidar dos problemas de sua própria fazenda”.

Alvará Régio de 15.12.1684

O Alvará determinava que Falcão deveria concluir, às suas expensas, num prazo de quatro anos, a construção das fortalezas do Tapajós, do Rio Urubu, do Rio Madeira e boca do Rio Negro conforme as plantas elaboradas pelo engenheiro Pedro de Azevedo Carneiro, com a melhor técnica possível e respeitadas as contingências locais, de pedra e barro. As autoridades contribuiriam com sessenta índios e dez cavaleiros. Em troca Falcão seria nomeado comandante da Praça Militar, cujo cargo poderia ser transferido hereditariamente aos seus descendentes.

Projeto e Localização

O local, como de costume, estava localizado em uma das partes mais altas da região, precisamente no “outeiro” escolhido pelo Padre Antonio Vieira para ser sede da missão e que o Padre João Felipe Bettendorf, em 1661, mandara roçar e demarcar para ali construir a igreja e residência dos missionários.

O projeto da Fortaleza era em forma de quadrilátero com 48 metros de lado e um baluarte em cada vértice. No centro estava localizado um paiol, alojamento para a tropa e a cadeia. As muralhas de taipa e pilão possuíam seteiras para os mosquetões e peças de artilharia.

Taipa e pilão: após a preparação das formas, com madeira robusta, eram colocados em seu interior, por camadas, lascas de madeira de lei, barro, cal, saibro, pedras miúdas e cascalho e socados com soquetes de madeira até completar a forma.

Pequeno Histórico

Francisco da Motta Falcão faleceu antes de ver a obra concluída e seu filho Manoel da Motta de Siqueira designado, por ele, como seu sucessor para os favores reais, prosseguiu nos serviços. Siqueira realizou sua inauguração oficial, em 1697, embora a Fortaleza não estivesse concluída, a cerimônia foi presidida pelo Capitão-General Antônio Albuquerque Coelho de Carvalho que inspecionava as fortalezas da região. A tradição oral reza que as salvas de artilharia racharam uma das muralhas, que começou a desmoronar aos poucos desde então.

“Foi em 1749 que começou a mostrar ruínas nos ângulos e na cortina da parte do Rio. A mesma Fortaleza, posto que pela elevação do sítio dominasse a passagem do Rio, não podia atalhar nela a navegação proibida, porque o sistema de canhoneiras não permitia às peças de artilharia fazer os tiros por baixo do horizonte pelos ângulos que o declive da montanha exigia: e deste modo aquela Fortaleza não era chave capaz de fechar aquele estreito do Amazonas não só a todo o arrojo interno, perturbador da ordem, mas ainda a qualquer projeto de invasão estrangeira”. (BAENA)

Em 1762, Domingos Sambucetti foi encarregado de examiná-la e reconstruí-la. A construção foi executada à base de pedra e cal material de boa solidez e resistência, foi aumentada sua artilharia e o paiol. Infelizmente sem contar com uma manutenção adequada com o passar dos anos começou novamente a ruir.

Em 1795, o Capitão-General D. Francisco de Souza Coutinho apresentou um minucioso relatório ao Ministro dos Negócios da Marinha e Ultramar, Martinho de Melo e Castro em que dizia textualmente: “ponho de parte tudo o que respeito a Fortaleza de Gurupá, de Parú, de Santarém, de Óbidos e do Rio Negro porque considero como inúteis e só próprias para dividir as forças”.

No final do século XVIII a Fortaleza do Tapajós ameaçava desabar. Foi então que o Governador Francisco de Sousa Coutinho determinou sua restauração no dia 18 de março de 1803, mas, infelizmente, nada de concreto foi feito.

Nos dias da cabanagem (1835), os homens que tratavam de organizar a resistência na Vila de Santarém, contra a esperada incursão dos cabanos, instituíram um Corpo Provisório de artilharia que contava com três peças de bronze, calibre 2, retiradas da Fortaleza e adaptadas em reparos. Eram as únicas existentes em Santarém”. (SANTOS)

“Ao encerrar-se o período português na Amazônia, a Fortaleza não apresentava mais qualquer sentido militar - era ruína histórica, desprovida de qualquer resquício de poderio. (...) Na forma do velho costume, voltava-se em 1867 à carga: por uma ordem especial do Ministério da Guerra, o Capitão de engenheiros Luiz Antônio de Souza Pitanga marchou para Santarém e ali empreendeu a tarefa de fortificar de novo a cidade, tarefa improfícua que devia ficar por concluir definitivamente”. (REIS)

“Quando o Governador Imperial mandou o engenheiro, capitão Pitanga, tratar da reconstrução do forte, no mesmo ano, 1867, enviou seis peças de artilharia, calibre 6, com as respectivas palamentas, para serem colocadas na Fortaleza. Os serviços de reconstrução, porém, como os novos canhões, ficaram em meio caminho”. (SANTOS)

Hoje podemos encontrar, aos pares, essas peças de artilharia distribuídas na Praça do Centenário, no Aeroporto e na Sede da Sudam.

“Dentro de poucos anos a fortificação, abandonada de vez, desfazia-se em escombros. Depois lhes tiraram os canhões, precipitaram-nos pelas ladeiras da colina abaixo, para um terreno particular”. (REIS)

“Abandonado pelos poderes públicos, o velho baluarte, bem como as abas e arredores do outeiro, todo o conjunto considerado propriamente do Ministério da Guerra, foi sendo ocupado por particulares que, sem protesto ou reclamação de ninguém, iam se apossando das terras, construindo barracas e casas até mesmo no recinto das muralhas arruinadas. Em setembro de 1908, o 2º Tenente do Exército, Fileto de Oliveira Pimentel, filho de Santarém, denunciou e pediu providencias ao Major de engenheiros Comandante da Fortaleza de Óbidos, a respeito de construções particulares que estariam a fazer-se pelas vizinhanças do fortim de Santarém. (...) mas tudo ficou em nada. Mais ou menos em 1926, apareceu em Santarém um cidadão (...). Comprou uma casinha situada ao lado das velhas muralhas, as benfeitorias, é claro, que logo mandou demolir e construir em seu lugar uma bela vivenda para sua moradia, a qual, pouco depois, foi vendida ao governo do estado (Interventoria Magalhães Barata) que mandou aumentar e adaptar o prédio para ali funcionar o Grupo escolar, atual Grupo Frei Ambrósio”. (SANTOS)

O descaso e a ignorância pulverizaram tudo. A Fortaleza sucumbira sem jamais ter cumprido sua missão. Não existe qualquer traço remanescente da Fortaleza, apenas a Praça Frei Ambrósio que representa um marco histórico importante além de permitir uma visão privilegiada da Foz do Tapajós.

Fontes:

REIS, Arthur Cezar Ferreira Reis. Santarém: seu Desenvolvimento Histórico - Rio de Janeiro - Editora Civilização Brasileira, 1979.

BAENA, Antonio Ladislau Monteiro. Compêndio das Eras da Província do Pará (1615-1823) - Belém, PA: Editora da Universidade Federal do Pará, 1969.

SANTOS, Paulo Rodrigues dos. Tupaiulândia. ICBS/ACN. Santarém, PA: Gráfica e Editora Tiagão, 1999.

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA); Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS); Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB); Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)

Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional.

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br

E-mail: hiramrs@terra.com.br - Imagens da Internet - fotoformatação (PVeiga).

domingo, 29 de agosto de 2010

A RECIPROCIDADE NOS RELACIONAMENTOS

Por João Bosco Leal

Tenho procurado entender os motivos que levam o ser humano a não demonstrar e, principalmente, não declarar seus sentimentos.

Ainda quando crianças, o primeiro amiguinho, amiguinha ou até namoradinho certamente nos deixarão lembranças que carregaremos pelo resto de nossos dias. Lembraremo-nos sempre de nossa companhia na dança de quadrilha da festa junina e muitas outras coisas.
Entretanto, não nos lembraremos de declarações que tenhamos feito a respeito de qualquer sentimento que tenhamos tido, seja de amizade, de carinho ou de "amor" pela namoradinha da época. Principalmente porque essas declarações provavelmente nunca ocorreram.

Não tínhamos "coragem" de declarar a um amigo que gostávamos de fulana ou sicrana. E o risco desse amigo sair contando na escola e isso virar uma gozação geral? Como dizer a um amigo que gostamos dele sem correr o risco de notar que nossa amizade não é correspondida da mesma forma ou intensidade?

Esse tipo de comportamento é comum em todo tipo de sociedade, de qualquer credo ou religião, ocidental ou oriental, entre seus membros mais ou menos cultos, mais ou menos ricos. O ser humano é egoísta por natureza e nem sempre admite ver um sentimento seu não ser correspondido ou que seja receber o mesmo sentimento, mas em menor intensidade que o seu.

Quando jovens, nos namoricos, queremos sempre ser admirados, desejados, mas muito raramente estamos dispostos a dar essa admiração, desejar, gostar e até amar uma pessoa que não nos retribui. Esse comportamento nos leva a relacionamentos adultos conturbados, cheios de cobranças e com raras doações. Penso ser esse o motivo das maiores dificuldades nos relacionamentos mais duradouros.

A falta da retribuição, que muitas vezes pode até ocorrer em gestos e atitudes, mas não é declarada, dita abertamente, pode provocar insegurança no outro. O parceiro vai se cansando de dar e nada ou pouco receber, começando então a se sentir inseguro, com dúvidas sobre o sentimento do outro, e a cobrar atitudes e ações que provavelmente o companheiro ou companheira ainda não esteja preparado para dar.
Quando damos carinho ou fazemos um simples elogio, a pessoa se sente bem, querida, amada, o que a torna um ser humano melhor, mais disposta a novas atitudes e ações até então desconhecidas por ela mesma, talvez acostumada a receber mais do que dar, ou a só receber, como as que foram superprotegidas na infância e juventude.

Com a maturidade, já sem nos importarmos com o que pensam ou falam os outros e, por isso mesmo, muito mais desinibidos, por conta da autoconfiança adquirida, percebemos que, ao dar, o recebimento é uma consequência, e que quanto mais damos, mais recebemos. Ao elogiar uma pessoa, promovemos sua autoestima, o que a deixará mais feliz, mais sorridente e, com isso, nos proporcionará no mínimo um ambiente mais agradável, seja em casa ou no trabalho.
Dando e declarando ao próximo seu sentimento, juntamente com a liberdade dele voar, viajar, mesmo que em seu imaginário, ele volta sempre, para se alimentar de carinho, companheirismo, amizade e amor.
E, quando essa busca ocorrer, precisamos, então, aguardar o amadurecimento de nosso parceiro, para que o mesmo também perceba a importância da reciprocidade, mesmo para os que não a cobram.

Imagens da Internet - fotoformatação (PVeiga).

FORO DE SÃO PAULO


Vídeo que recebí via e-mail do montenegroale
Ainda há tempo para SALVAR a população, inclusive os que estão dependurados nas diversas Bolsas e se acostumando a não trabalhar, que é isto que a quadrilha quer para poder implantar a DITADURA COMUNISTA mais fácil.

Se você acha que estamos exagerando é só consultar a História e verificar como andam os povos oprimidos pelo comunismo e como andam os seus dirigentes.

A escolha é sua. Que País vamos deixar para os filhos e netos.

Os países comunistas que cresceram economicamente e militarmente o foram através da escravidão do povo. Ex: CHINA...

Pense nisto e decida antes da eleição.
Da página do reneujk | 27 de agosto de 2010

Comentário do:
liaseal
Belo vídeo,uma jóia rara, bem poderia ter uma continuação com Lula pregando: "o povo cubano vive sem comida, o brasilieiro também pode; o cubano vive sem liberdade, nós também podemos; os cubanos não usam papel higiênico, brasuca não precisa de tal luxo", etc. Gente que é gente não vota nessa corja.Se o povo cubano é melhor que fique lá com os votos deles! Têm o que merecem...

sábado, 28 de agosto de 2010

O PODER DA IDEIA


O mecanismo pode transformar o modo como vivemos e pensamos
Por Robert D. Foster









Ao longo do ano passado li uma variada seleção de cerca de trinta livros, mas um permaneceu preso ao meu coração: “O Menino Que Pôs Arreios No Vento”, de William Kamkwamba e Bryan Mealer. O livro fala de Billy, um menino de 14 anos, que vivia em Malawí, sudeste da África, numa pequena aldeia flagelada pela seca. Ele e sua família, como todos na aldeia, viviam sem água encanada ou eletricidade. Não havia dinheiro, educação ou oportunidades. Mas Billy – William Kamkwamba – tinha uma ideia.

William se recusava a desistir de seus sonhos. O autor escreve: “Sem nada além de um punhado de fubá no estômago, pequena pilha de livros ultrapassados sobre ciências, cheio de curiosidade e determinação, ele embarcou em um ousado plano para proporcionar sua família uma série de confortos que somente dois por cento dos malawianos podem se dar ao luxo de desfrutar". Do depósito de lixo da aldeia recolheu todo tipo de material para construir um moinho de vento que virou a piada da comunidade, até o dia em que o sonho se transformou em realidade: água foi bombeada de um poço e forneceu energia suficiente para acender uma lâmpada na choupana de sua família.

O poder de uma ideia (ou de um sonho) é o mecanismo que pode transformar o modo como vivemos e pensamos. Na década de 70, tendo desistido de cursar o segundo grau, Bill Gates teve uma ideia que levou a uma imensa companhia de softwares. Cada uma das mais de 4.000 empresas listadas na Bolsa Nasdaq extraiu sua força de uma ideia, a centelha que as levou a surgir.

“Senhor, dê-me uma ideia!” - esta foi a oração de um homem simples chamado Dawson Trotman, que se tornou o fundador do "The Navigators" (Os Navegadores), organização mundial que Deus tem usado para atingir incontáveis milhares de vidas.

No final da década de 50, minha esposa Marian me disse: “Bob, isto é algo que podemos fazer.” Sentados à beira da piscina do rancho "Tanque Verde Guest", em Tucson, Arizona, uma semente criou raízes e germinou, transformando-se no rancho "Lost Valley", um recanto para hóspedes que estabelecemos no Colorado.

A hora em que temos uma ideia, contudo, nem sempre é o momento de nos lançarmos à ação. Ás vezes, o melhor a fazer é esperar pelo tempo oportuno, recursos e pessoas que se encaixem no plano para que a ideia se realize. Se você tem uma ideia, não importa o quanto ela pareça boa, deixe-a de lado. Dê tempo para que Deus faça Seu trabalho. Os passos a serem adotados depois que uma ideia se estabelece são: orar, planejar e preparar-se.

Olhando para os cinquenta anos passados me vejo como um garoto (embora já tivesse 40 anos) que humilde e sinceramente laçou o vento do chamado do Espírito Santo, ousando fazer algo sobre o qual eu nada sabia, desejando confiar em Deus para transformar uma simples ideia em realidade.

Existem rios que lhe parecem intransponíveis? Há montanhas sem túneis para que você as possa atravessar? Acredite, Deus é especialista em fazer coisas que alguém pensou serem impossíveis.

Ele pode realizar o que ninguém mais pode. Afinal, Ele promete: “Clame a Mim, e Eu responderei e lhe direi coisas grandiosas e insondáveis que você não conhece” (Jeremias 33.3).

De e-mail enviado pelo meu filho: Adalberto B. Veiga - Imagens da Internet formatação (PVeiga)