sábado, 27 de novembro de 2010

PLANOS PARA A LIBERDADE

Como o italiano Cesare Battisti, condenado por terrorismo na Itália, se prepara para deixar a cadeia e fixar-se no Brasil

Luiza Villaméa - ISTOÉ Independente

FUTURO
Namorada brasileira aguarda Battisti em Brasília

O italiano Cesare Battisti, cuja extradição por ações terroristas é reivindicada pelo governo Silvio Berlusconi, recebeu na quarta-feira 24 uma visita especial no presídio da Papuda, em Brasília. Trata-se de Joice Lima, uma mulata exuberante de 25 anos que o italiano já namorava antes de ser preso no Rio de Janeiro, em março de 2007. Hospedada na casa de uma militante de esquerda em Brasília, Joice intensificou os contatos com o namorado nas últimas semanas, por causa da expectativa de que ele comemore fora das grades o aniversário de 56 anos, em 18 de dezembro. É quase certo que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decida pela não extradição de Battisti nos próximos dias. Lula passou um ano em silêncio desde que o Supremo Tribunal Federal determinou que a última palavra sobre o caso é do titular do Palácio do Planalto. Mas, assim que terminou a campanha eleitoral, Lula deixou claro que o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, preparava o parecer que sustentará a decisão. “Estou confiante, mas em direito e em política não se ganha nada de véspera”, contemporiza o advogado de Battisti no Supremo, Luís Roberto Barroso.
No Brasil e no Exterior, integrantes de uma ampla rede de apoio ao italiano discutem agora as estratégias para a nova fase. Na ala da Papuda que divide com policiais condenados pela Justiça, o próprio Battisti tenta não criar expectativas demasiadas em relação à liberdade. “Como não estou certo do que acontecerá, fica difícil me projetar fora das grades depois de tanto tempo na prisão”, disse Battisti à ISTOÉ, por meio de mensagem transmitida por Joice. “Tento controlar o nervosismo e a ansiedade tomando calmantes.” No mesmo dia, Battisti despachou mais uma mensagem, para o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh. Reiterou que, recebendo o sinal verde de Lula, deseja deixar a Papuda em companhia do advogado, viajando em seguida para São Paulo. “Ele tem uma memória trágica do Rio”, lembra Greenhalgh, referindo-se ao cenário da prisão do italiano.
Battisti, que pretende ficar ao lado de Joice tão logo saia da cadeia, não deseja a proteção do advogado por acaso. Com longa tradição na defesa dos direitos humanos, Greenhalgh é também conhecido por ter providenciado guarida a perseguidos pelas ditaduras militares que imperaram na América Latina até a década de 1980. Como outros parceiros da rede de apoio a Battisti, o matemático argentino Carlos Lungarzo, integrante da Anistia Internacional, acredita que, mesmo no Brasil, o italiano possa ficar vulnerável a ataques de grupos de extrema direita de seu país de origem. “Ele já sofreu uma tentativa de sequestro na Córsega”, diz Lungarzo, referindo-se a episódio ocorrido na ilha, região administrativa da França, quando Battisti estava foragido.
O longo período de fuga, as ações na Itália como militante da organização Proletários Armados pelo Comunismo (PAC) e os 42 meses de cárcere no Brasil são etapas da vida que Battisti pretende arquivar tão logo atravesse o portão da Papuda rumo à liberdade. Pelo planejado, será uma saída discreta. Grupos autônomos brasileiros acostumados a promover manifestações em solidariedade a Battisti – como o Crítica Radical e o Passa Palavra – desta vez ajudarão preservando o silêncio. Determinado a não ter mais nenhum tipo de atividade política, o italiano quer se dedicar apenas a atividades culturais.
Escritor profícuo, Battisti tem a maior parte de sua obra publicada na França (leia quadro). Sua faceta literária é pouco conhecida no Brasil. Um dos fundadores do site Cesare Livre!, o antropólogo Paíque Duques Lima está empenhado agora em preparar outro portal eletrônico, para divulgar o trabalho literário do italiano. “O momento mudou”, resume o antropólogo. Condenado à revelia na Itália por quatro assassinatos cuja autoria ele nega, Battisti passou quase três décadas tentando escapar da Justiça italiana, incluindo o período vivido na França sob a proteção do governo François Mitterrand. Criador da chamada Doutrina Mitterrand, o presidente se recusava a extraditar militantes que haviam atuado na Itália nos anos 1970.

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Depois de viver 15 anos na França, Battisti começou uma trajetória de fuga assim que o sucessor de Mitterrand, Jacques Chirac, passou a adotar uma política diferente em relação aos pedidos de extradição da Itália. Por uma rota inusitada, que incluiu uma escala em Cabo Verde, na África, e outra em Fortaleza, no Ceará, o italiano chegou ao Rio de Janeiro. Clandestino, escrevia um romance com toques autobiográficos quando foi preso em Copacabana durante operação envolvendo a Interpol. Desde então, os amigos que havia feito no círculo de intelectuais e artistas de Paris jamais o abandonaram. Em movimento batizado como Les Amis de Cesare e liderado pela escritora francesa Fred Vargas, eles agregaram centenas de outras personalidades em torno de uma campanha pela libertação do italiano. Na noite da sexta-feira 26, os integrantes mais ativos do grupo tinham uma reunião marcada no bairro parisiense de Montmartre para discutir como poderão ajudar daqui por diante. Por enquanto, Battisti tem definido apenas a atuação exclusiva como escritor e a pretensão de passar o resto da vida no Brasil. Não sabe exatamente em qual cidade. Seja em qual for, quer um espaço onde possa receber sem grades os irmãos – Vincenzo, Domenico, Assunta e Rita –, que vivem na Itália, e as filhas Valentina e Charlène, que moram em Paris.

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CMPA, Destaque Nacional na OBMEP

Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS

Canção do CMPA

Somos espadas de um povo altaneiro,

Somos escudos de grande nação,

Em nossos passos marcham guerreiros

Avança a glória num pendão.

Na nossa escola forja-se a grandeza,

Temos no peito amor juvenil,

Em nossas cores toda a natureza,

Nós somos filhos do Brasil.

Salve o Brasil, CMPA!

Salve o Brasil, CMPA!

No valor de nossos avós,

Salve o Brasil.

CMPA! Salve o Brasil,

CMPA! Na bravura dos seus heróis.

(Letra: Barbosa e Souza)

Mais uma vez o Colégio Militar de Porto Alegre, como de praxe, se destaca dentre as demais instituições de ensino do país, desta vez na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. O CMPA vem se destacando nas provas do ENEM, desde a sua criação, e é o estabelecimento de ensino que apresenta os melhores índices de aprovação, sistematicamente, nos vestibulares da UFRGS. Inconformado com os fantásticos resultados obtidos pelos Colégios Militares em um país cuja educação é caótica o Procurador Regional da República, Domingos Sávio da Silveira questiona a sistemática que define as vagas nas instituições e dão preferência aos filhos de militares. O ataque ao CMPA lembra a atitude do governo Olívio Dutra, então governador do Estado do Rio Grande do Sul, quando tentou desvincular o excelente Colégio Tiradentes da nossa valorosa Brigada Militar. Parece que os “companheiros” não se conformam com as instituições que obtém sucesso no ensino ao contrário de seus modelos ultrapassados e falidos.

A Razão da Reserva de Vagas

A garantia de matrícula ampara os filhos de militares, que precisam ser transferidos constantemente;

Como não há definição de uma época do ano em que o militar pode ser transferido para qualquer lugar do Brasil, a transferência pode ocorrer fora da época de matrícula das escolas;

A carreira exige muito sacrifício, e a garantia de acesso aos Colégios Militares serve para proteger os dependentes dos militares.

Com 15 ouros, campeão e vice, CMPA é destaque nacional na OBMEP

Por Cel Leonardo Araújo de Comunicação Social do CMPA

A 6ª edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (6ª OBMEP) trouxe um recorde qualitativo para os alunos do CMPA. Afinal, foram 15 medalhas de ouro, sete de prata, quatro de bronze, 10 menções honrosas e um professor premiado. Quando computadas apenas as medalhas de ouro, o CMPA obteve 53,57% das medalhas gaúchas e 3% do total nacional. Além disso, o campeão e a vice-campeã nacional do Nível 1 (6º e 7º Ano do EF) são do Velho Casarão da Várzea:

* PEDRO HENRIQUE DA SILVA DIAS

* ADRIANA DE SOUSA FIGUEIREDO

No âmbito estadual, o aluno Lucas Hagemaister obteve o primeiro lugar no Nível 2 (8º e 9º Ano do EF). Considerando-se que 19,6 milhões de estudantes participaram da Olimpíada, o expressivo resultado orgulha a família garança do CMPA e do Sistema Colégio Militar do Brasil, sendo prova inconteste da qualidade do ensino e da dedicação dos alunos e professores. A equipe olímpica do CMPA é orientada pelo Prof. Ms. Gustavo Quevedo Carvalho e pelo Prof. Laudeli Martinho Furlan (que hoje faz aniversário).

Medalhas e Menções Honrosas

Ouro

* PEDRO HENRIQUE DA SILVA DIAS - 1º lugar nacional - Nível 1

* ADRIANA DE SOUSA FIGUEIREDO - 2º lugar nacional - Nível 1

* THALES JEFERSON RODRIGUES SCHIMITT - 3º lugar estadual - Nível 1

* ADRISSON ROGERIO SAMERSLA - 4º lugar estadual - Nível 1

* GIUSEPPE DICK BONATO - 7º lugar estadual - Nível 1

* ARIÁDNE GARCIA LEITE - 8º lugar estadual - Nível 1

* MARIA EDUARDA MULLER EYNG - 9º lugar estadual - Nível 1

* LUISA WLADIMIRSKI CIRIACO - 10º lugar estadual - Nível 1

* GUILHERME GOULART KOWALCZUK - 15º lugar estadual - Nível 1

* LUCAS HAGEMAISTER - 1º lugar estadual - Nível 2

* WILLIAM CECHIN GUARIENTI - 4º lugar estadual - Nível 2

* RAFAEL PALMINI VALTER - 5º lugar estadual - Nível 2

* ANDRESSA BISOTTO PERETTI - 4º lugar estadual - Nível 3

* PEDRO WLADIMIRSKI CIRIACO - 5º lugar estadual - Nível 3

* PEDRO ERNESTO AMARAL DOS SANTOS - 7º lugar estadual - Nível 3

Prata

* FREDERICO SILVA DOS ANGELOS

* THOMAS ULRICH SCHAAN

* NICOLAU PEREIRA ALFF

* DANIEL DOS SANTOS BOSSLE

* MARCELO VICENTE DEWES MOURA

* MATHEUS MARRONE CASTANHO

* DAVI NACHTIGALL LAZZAROTTO

Bronze

* LAURA PERONI BALDINO

* LEONARDO DE ANDRADE MESQUITA

* IGOR GUAZZELLI COSTA DA COSTA

* LAIS VELHO DE MESQUITA

Menção Honrosa

* IGOR POPIE PUSSIELDI

* SILVIA GUARESI

* ANAI CORREA DE SOUZA

* PEDRO MARTINS RECUERO

* EWERTON FALSARELLA MALVEZZI

* THIAGO SANHUDO ROCHA

* CASIO PACHECO KREBS

* FELIPE BERTE SCHMIDT

* ADAM FIJTMAN

* ROBINSON MATTOS NETO

Professor premiado

* GUSTAVO QUEVEDO CARVALHO

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)

Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)

Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)

Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)

Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br

E–mail: hiramrs@terra.com.br

Imagens da Internet - fotoformatação (PVeiga).

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

O 13º SALÁRIO NUNCA EXISTIU - FAÇA CONTAS

SOBRE O 13º SALÁRIO

Os Ingleses recebem os ordenados semanalmente!

Mas... há sempre uma razão para as coisas - e os ingleses NÃO FAZEM NADA POR ACASO!!!

Ora bem, cá está um exemplo aritmético simples que não exige altos conhecimentos de Matemática mas talvez necessite de conhecimentos médios de desmontagem de retórica enganosa.

O 13º salário é uma das mais escandalosas de todas as mentiras do sistema capitalista, e é justamente aquela que os trabalhadores mais acreditam.

Eis aqui uma modesta demonstração aritmética de como foi fácil enganar os trabalhadores.

Suponhamos que você ganha R$ 700,00 por mês. Multiplicando-se esse salário por 12 meses, você recebe um total de R$ 8.400,00 por um ano de doze meses.

R$ 700 X 12 = R$ 8.400,00

Em Dezembro, o generoso patrão manda então pagar-lhe o conhecido 13º salário.

R$ 8.400,00 + 13º salário = R$ 9.100,00

R$ 8.400,00 (Salário anual) + R$ 700,00 (13º salário) = R$ 9.100 (Salário anual mais o 13º salário)

O trabalhador vai para casa todo feliz com o patrão.

Agora veja bem o que acontece quando o trabalhador se predispõe a fazer uma simples conta que aprendeu no Ensino Fundamental:

Se o trabalhador recebe R$ 700,00 mês e o mês tem quatro semanas, significa que ganha por semana R$ 175,00.

R$ 700,00 (Salário mensal) / 4 (semanas do mês) = R$ 175,00 (Salário semanal).

O ano tem 52 semanas. Se multiplicarmos R$ 175,00 (Salário semanal) por 52 (número de semanas anuais) o resultado será R$ 9.100,00.

R$ 175,00 (Salário semanal) X 52 (número de semanas anuais) = R$ 9.100.00

O resultado acima é o mesmo valor do Salário anual mais o 13º salário

Surpresa, surpresa? Onde está portanto o 13º Salário?

A explicação é simples, embora os nossos conhecidos líderes nunca se tenham dado conta desse fato simples.

A resposta é que o patrão lhe rouba uma parte do salário durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30 dias, outros com 31 e também meses com quatro ou cinco semanas (ainda assim, apesar de cinco semanas o patrão só paga quatro semanas) o salário é o mesmo tenha o mês 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas.

No final do ano o generoso patrão presenteia o trabalhador com um 13º salário, cujo dinheiro saiu do próprio bolso do trabalhador.

Se o governo retirar o 13º salário dos trabalhadores da função pública, o roubo é duplo.

Daí que, como palavra final para os trabalhadores inteligentes. Não existe nenhum 13º salário. O patrão apenas devolve o que sorrateiramente lhe surrupiou do salário anual.

Conclusão: Os Trabalhadores recebem o que já trabalharam e não um adicional.

Esta formidável mensagem recebi via e-mail do mano Carlos Magno Veiga.

A INCOMPETÊNCIA E OS INTERESSES ESCUSOS DE NOSSOS GOVERNANTES I

Por João Bosco Leal

Na semana passada, durante minha estada em Aruba, fazia especulações sobre a vida local quando me deparei com um dado que me chamou bastante a atenção: os habitantes da pequena ilha de 120.000 habitantes são pessoas de 40 nacionalidades diferentes.

Claro que isso não chamaria a atenção se fosse em um país da dimensão do Brasil, mas naquele local a população total é menor do que muitos bairros de cidades de médio porte de nosso país. A felicidade reinante entre todos os habitantes, qualquer que seja sua posição social, cultural ou financeira, é visível.

Andando por toda a ilha, desde centros comerciais a pontos turísticos, reservas e até a prisão local, não avistei um mendigo sequer. Não pude ver nenhuma pessoa desempregada e, perguntando sobre isso, a resposta era sempre a mesma: "Não existe desemprego onde se quer trabalhar".

Motoristas de ônibus, táxis, vans, jeeps fretados para turistas, comerciantes, habitantes locais e turistas eram unânimes também em outro ponto: a total segurança do local.

Todos caminham por toda a ilha com joias, relógios, sacolas de compras, bolsas femininas e câmaras fotográficas de enorme valor sem qualquer tipo de preocupação.

Nos hoteis, qualquer que seja o setor, da camareira ao chefe de cozinha, do cozinheiro que produz uma média de 1.500 omeletes por dia aos profissionais que fazem a limpeza dos prédios, faxineiros, chama a atenção o sorriso estampado no rosto dessas pessoas.

Isso me intrigava e, pensando sobre o assunto, me lembrei de um negro simpaticíssimo que nos levou a um tour por toda a ilha. Disse ele que quinze anos atrás, quando acabou a exploração do ouro na ilha, os habitantes ficaram em uma situação lastimável, pois na ilha de formação rochosa, nascida de uma erupção vulcânica, literalmente nada se produz.

Surgiu então a idéia de transformá-la em um centro turístico, por suas belezas naturais, principalmente o mar de águas extremamente claras, comuns nas ilhas do Caribe. Em apenas quinze anos, a ilha se transformou no que é agora, com emprego para todos e muita alegria, tanto dos habitantes quanto dos turistas. As maiores redes de hoteis, shoppings, lojas de todas as grandes grifes mundiais e dos mais diversificados produtos são hoje encontrados na ilha.

De domínio holandês, como outras ilhas vizinhas, Aruba se sobressaiu, mesmo com suas dificuldades, visto que a ilha não possui sequer uma nascente de água, que é toda proveniente do mar e dessalinizada para poder ser consumida e, do vapor gerado pela dessalinização, é produzida a energia que se soma à produzida por geradores movidos a diesel e às 10 torres de geração eólica, únicas fontes de energia no local.

Mas, como me disse esse guia, a população entendeu que sua única saída seria o turismo e que agradeciam a Deus por poder atender aqueles que os visitam, que, nessa época, além dos que lá chegam de avião, há também uma média de 3 grandes navios atracados por dia, com uma média de mais 6000 turistas.

Voltando ao Brasil, concluo que, com tanta riqueza natural e, consequentemente, com muito menos dificuldades para projetos diversos, se ainda possuímos pobreza e desemprego em nosso país, não há outra explicação que não seja a incompetência e os interesses escusos de nossos governantes.

Imagens da Internet - fotoformatação (PVeiga).

A ROTINA DE VAZAMENTOS DO ENEM

Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS

“Há mais pessoas que desistem do que pessoas que fracassam”.

(Henry Ford)

A mídia amestrada e o INEP, sugestiva abreviatura que materializa na sua sigla a total INÉPcia do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, relatam apenas problemas de erros de impressão num dos cadernos das provas realizadas no dia seis de novembro. A quebra de sigilo sobre o tema da redação só veio a público graças à coragem e a determinação de jornais independentes como o Estadão. Até quando os estudantes brasileiros serão enganados por exames cujas autoridades se mostram totalmente incapazes de garantir o sigilo. O ENEM, uma iniciativa extremamente válida, vem acumulando desde a sua criação, uma sucessão de vazamentos e falhas que expõem ao Brasil e ao mundo a incompetência e a falta de ética de uma sociedade e de um governo que perderam, há muito, a noção do dever, da dedicação e da honra.

Pais corruptos, omissos e coniventes ao justificar suas violações ou a de seus filhos, expõem as vísceras de uma coletividade enferma. As agressões gratuitas promovidas, em São Paulo, por jovens da classe média alta chocaram o país. A cena da desvairada e irresponsável mãe justificando a atitude de seu “filhinho”, que atacou um rapaz com lâmpadas fluorescentes, estarreceram e revoltaram a todos os cidadãos de bem do país. A falta de limites e a certeza de impunidade de quem pode contar com bons advogados são responsáveis pela virulenta falta de consciência e responsabilidade que se alastra por nossa pobre nação.

O ‘TER’, hoje, tornou-se mais importante do que o ‘SER’. Muitos desses “deficientes morais” desconhecem a necessidade de se respeitar o próximo e de aprender e amadurecer com as derrotas. Fracassar perante intricados obstáculos tem muito mais valor do que alcançar sucesso frente a vitórias fáceis. O importante não é se chegar ao topo ou alcançar a vitória, mas o que se fez para lá chegar.

Nota do INEPto

O INEPto, em nota oficial, continua insistindo em considerar válidas as provas apesar dos novos fatos.

“O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira comunica que as novas provas de Ciências Humanas e Ciências da Natureza, para os alunos que foram prejudicados por erros de impressão nas provas realizadas no dia 6 de novembro passado, serão realizadas no próximo dia 15 de dezembro às 13 horas. Informa ainda que segue o trabalho de análise e reanálise das 116.626 atas dos locais de prova, com o objetivo de identificar os estudantes que, por algum motivo, não tenham substituído as provas com problemas de impressão. Foram identificados, até o momento, 2.817 estudantes, menos de 0,1% do total”.

PF Quebra Sigilos e Refaz Roteiro de Vazamento do ENEM

O Estadão - 24 de novembro de 2010.

Candidato de Petrolina (PE) soube do tema da redação pelos pais, de Remanso (BA); a mãe dele trabalhou na aplicação do exame.

“A Polícia Federal (PF) em Juazeiro (BA), a 502 quilômetros de Salvador, quebrou sigilos telefônicos e teve acesso a arquivos de computador para traçar o roteiro do vazamento do tema de apoio à redação do Enem, no dia 7 deste mês. Eram cerca de 10 horas (horário local) quando a professora de Remanso (BA) Marinilde de Brito Affonso, aplicadora do exame para deficientes visuais no Colégio Ruy Barbosa, abriu a remessa de caderno de provas na presença de sete fiscais. A orientação do Inep, órgão responsável pelo Enem, era de que a conferência do material só fosse feita a cinco minutos do início do exame - às 11h55, no horário local. A checagem das provas deveria ser registrada em ata, o que não ocorreu.

No depoimento em que confessou o vazamento, Marinilde disse à PF que ligou para a casa de sua sogra e repassou ao marido, Eduardo Ferreira Affonso, o tema da redação como sendo ‘trabalho e escravidão’. Mas o título era de um texto de apoio, pois o tema efetivo do exame era ‘O trabalho na construção da dignidade humana’. 10h06. Eduardo começa a pesquisar sobre o assunto ‘trabalho e escravidão’ na internet. Às 10h17, ele liga para o filho Eduardo Ferreira Affonso Júnior, de 21 anos, que faria a prova em Petrolina, no sertão do São Francisco, a 769 quilômetros de Recife. O pai explica a Júnior sobre o vazamento do tema sem contar como soube da informação. O relógio marcava por volta de 11h quando Júnior pediu ajuda a professores do cursinho Geo Petrolina Pré-Vestibular para desenvolver a redação caso fosse sobre trabalho e escravidão. Ele disse aos docentes que o tema havia vazado em São Raimundo Nonato (PI) e ele havia sido informado. O boato se espalhou e outros candidatos recorreram aos professores de português Marcos Freire, Ramón Bandeira e Diego Alcântara.

Depois da prova, os professores deram entrevista a emissoras de rádio e televisão locais informando sobre a possibilidade de vazamento. A PF instaurou inquérito e, após dez dias de investigação, concluiu pela culpa do casal Marinilde e Eduardo. Eles foram indiciados por violação de sigilo funcional e podem ser punidos com 6 anos de prisão. O filho teve a prova cancelada pelo MEC”.

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)

Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS)

Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB)

Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)

Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional

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E–mail: hiramrs@terra.com.br

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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

DESENVOLVIMENTO REGIONAL: A NECESSIDADE DA COMCAM

Quando há pouco mais de um ano percorri a região de Campo Mourão consultando as lideranças sobre uma possível candidatura a deputado federal, percebi um unânime clamor para que este pedaço do Paraná retome a representatividade política no âmbito federal. Claro está que as lideranças que pensam a política como bem comum já estão fartas do populismo, da política do varejo, que reduz a atuação parlamentar a mera apresentação de emendas, muito mais preocupada com a próxima eleição que com a próxima geração.

Ao aceitar o desafio de concorrer a uma vaga à Câmara Federal e mesmo depois de oito anos sem mandato ter a honra de merecer a confiança de 123.178 pessoas, aumenta minha responsabilidade e porque não dizer a vontade de colocar em prática a boa política, voltada ao interesse coletivo e às reais necessidades da nossa região. Nesse sentido, nossa proposta agora é discutir um plano de desenvolvimento regional para a Comcam, envolvendo a sociedade organizada, o mundo acadêmico e a população de um modo geral.

Temos urgência em buscar soluções para dificuldades vividas por nossa região, que segundo dados publicados recentemente pela Gazeta do Povo, produz 14% de toda a produção de soja do Paraná, mas carece de pavimentação ou melhorias nas estradas. A saúde, a segurança pública e tráfico de drogas encabeçam o ranking negativo quando nossa região é citada na imprensa estadual.

Levantamento da Paraná Pesquisas aponta que comparativamente às demais microrregiões do Estado, sofremos um processo de desarticulação regional. Um dos reflexos é a redução da população, confirmada este ano pelo Censo: nossa região perdeu 13.955 habitantes. Isso chama atenção, principalmente considerando que em 15 municípios da região o número de habitantes não atinge esse número. Além disso, vários municípios perderam posição no ranking do IDH-M e o desempenho do mercado de trabalho deixa muito a desejar.

Esses dados vão na contramão da pujança da agricultura na região. No Centro-Oeste, onde estamos, 5% das pessoas vivem em situação de pobreza segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O mesmo instituto estima que, até 2020, 10% das pessoas que moram hoje na região procurarão oportunidades em outras regiões em razão da falta de opções locais.

São dados que precisamos levar em conta na hora de montar esse projeto regional que será apresentado e também discutido com nossos futuros governantes. O discurso fácil, o populismo, pode ser um ótimo atrativo de votos, mas não tem atraído o desenvolvimento que precisamos.

Claro que não serei eu a dizer o que vamos fazer, porque ninguém melhor que aqueles que vivem a realidade de seus municípios para apontar as soluções. Mas discutindo juntos, vamos encontrar, certamente, muitos problemas comuns que num projeto macro têm maior probabilidade de serem solucionados.

Rubens Bueno, deputado federal eleito pelo PPS - Imagem da Internet.

MATANÇA PROGRAMADA


Por Arlindo Montenegro

Esta coisa está em livros, entrevistas gravadas, vídeos, jornais, revistas e documentos públicos. Os “iluminados” defendem abertamente uma "limpeza social" com a eliminação das "ervas daninhas humanas". Firmando os protocolos da ONU, muitos países estão adotando as políticas de controle (redução) das populações por vários meios. Muitos são aplicados sem conhecimento das gentes. Há um genocidio silencioso em curso.

Algumas pistas da reengenharia social em curso, estão dadas em livros de ciências ocultas conhecidos por soviéticos e por Hitler. Nesta "limpeza" deliberada, estão os genocídios promovidos pela URSS – mais de 100 milhões de pessoas - e os milhões de judeus e outros tantos ou mais cristãos, na conta do nazismo. Desde a gênese destes projetos, cristãos e outros religiosos têm sido alvo preferido, pelo fato de defender valores transcendentais e princípios que a globalização joga no lixo.

As notícias do dia não surpreendem mais aos que garimpam anotações sobre a insolência autoritária e seguem a pista dos desmentidos e declarações solenemente governamentais, para entender o que está no fundo dos arquivos e lixeiras do poder mundial. Os que circulam (ou jazem) entre terço nobre e o topo da pirâmides superpostas, mexem as pedras do tabuleiro, manipulam significados para iludir as populações.

Os fatos aparecem isolados, rotulados como se estivessem fora do contexto da estratégia global: eliminação de simbolos religiosos, castração da autoridade da família, diversificação do conceito de gêneros, atribuição de direitos especiais e privilégios para minorias comportamentais, abortismo, legalização de drogas, tráfico de armas, mantança nas ruas, bombas, invasões de propriedade, incêndios, guerras, ameaças, tudo "faz parte", serve aos mesmos propósitos.

As cobaias do laboratório global se defendem sòmente dos perigos imediatos que conhecem. Nem percebem as ameaças à vida, à liberdade, crenças e alicerce cultural, contidas no mapa do genocídio continuado. As informações chegam desencontradas, embaralhadas, para fomentar a passividade social diante do estado, suas instituições e propósitos perversos, como o o propósito de eliminar, matar a maior parte dos habitantes da terra.

Nos Estados Unidos e na Europa, estão os clubes, instituições-laboratório da reengenharia social. Isto vem de longe. O filósofo e matemático Bertrand Russel em seu livro O Impacto da Ciência na Sociedade - (The Impact of Science on Society) – grafou: "O controle da natalidade não é a única maneira pela qual a população pode ser contida...(reduzida). Existem outros... a Peste Negra pode ser disseminada por todo o mundo... uma vez a cada geração (...) pode ser um pouco desagradável, mas e daí?"

As "pessoas de mente elevada – diz Russel – não devem considerar o sofrimento dos outros". Daí permitem os venenos lentos do cloro e do fluor através da água das torneiras. Os que não possuem filtro de carvão ativado em casa, vão acumulando artrite, gastrite, encefalias, canceres e uma lista de incômodos que matam devagarinho. Crime seletivo continuado, sem pistas visíveis dos assassinos.

David Graber, um biólogo pesquisador, dizia na coluna de resenha de livros do "Times" de Los Angeles, em 22 de Outubro de 1989:"A felicidade humana e certamente a fecundidade humana não são tão importantes quanto um planeta selvagem e saudável (...) Até que o Homo Sapiens decida se juntar à natureza novamente, alguns de nós temos de esperar a disseminação do virus certo."

A turma iluminada do Clube de Roma, lançou uma publicação intitulada: "A primeira revolução global" (The First Global Revolution) onde se lê:"Em busca de um novo inimigo para nos unir, mobilizamos a idéia de que a poluição, a ameaça do aquecimento global, escassez de água, fome, (seriam os inimigos) e quem iria pagar a conta? Todos estes perigos são provocados por intervenção humana ... O verdadeiro inimigo, então, é a própria humanidade."

Em Abril de 1994, o Professor da Universidade de Cornell, David Pimentel, declarava diante dos membros da "Associação Americana para o Desenvolvimento da Ciência": "A população mundial não deve ser superior a 2.000 bilhões em vez dos atuais 5 bilhões e 600 milhões."
No "Courier" da UNESCO datado de Novembro de 1991, Jacques Cousteau indicava que: "para estabilizar a população mundial..., temos de eliminar 350.000 pessoas por dia. É uma coisa horrível de dizer, mas pior seria não dizer isso. "

Entre os pesquisadores deste escabroso assunto, estão os conhecidos: Alex Jones, Ian E. Stephen, Bill Jenkins, G. Edward Griffin, A. Sutton , D. Estulin e muitos outros. Em http://www.whale.to/v/memorandum.html , há um documento lavrado por H. Kissinger; as Nações Unidas executam e impõem estas políticas, através de suas agências. E assim, aos bocados, vamos entendendo a violência nas ruas, as filas do SUS e o riso dos governantes.

Por enquanto ficamos com a palavra do escritor e filósofo Dr. Sam Keen, convidado do ex-diretor da KGB Mikhail Gorbachev para um seminário em San Francisco no final de 1996: "Temos de falar mais claramente sobre a sexualidade, contracepção, sobre o aborto, sobre os valores que controlam a população, pois a crise ecológica, em suma, é a crise da população. Cortando a população em 90%, não há número suficiente de pessoas para fazer um grande dano ecológico."

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

UMA INTENTONA QUE NUNCA MAIS DEVERÁ ACONTECER!

Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS

“Sabemos que as Forças Armadas são o último anteparo à implantação do comunismo no Brasil, estando prontas para cumprir, com devotamento e patriotismo, a missão constitucional de manter a nossa soberania, Forças Armadas essas que deixaram como principal legado a democracia, impedindo a instalação dessa ideologia totalitária em 1935, 1964 e início dos anos 70. E permanecem alertas para impedir mais essa recente investida para comunizar o nosso País!”. (Editorial do Jornal Inconfidência)

O Jornal Inconfidência reporta numa Edição Histórica, com muita competência, as três malfadadas tentativas, dos comunistas de outrora, de implantar no nosso país uma “democracia” capitaneada pelos soviéticos. Os inocentes úteis do passado e os mal informados jovens e adultos de hoje são manipulados ideologicamente e os fatos históricos alterados para justificar as funestas ações de guerrilheiros sanguinários. A história é recontada transformando em idealistas militantes, cruéis e despojados de qualquer sentimento de honra. Para eles o fim justificava os meios e a morte de inocentes era considerada um mero “efeito colateral”.

No aniversário da Intentona de 35 é importante continuar vigilante para que os inimigos instalados, acobertados e apoiados pelo governo atual saibam que as Legiões estarão sempre prontas para cumprir sua missão constitucional, custe o que custar. Parabéns ao seu editor Coronel Carlos Cláudio Miguez pela coragem.

Editorial do Jornal Inconfidência

“No início da década de 1960, no auge da guerra fria, a Nação sente-se ameaçada pela falta de autoridade, inflação em alta, greves constantes da CGT, saques, agitações no campo (MST de hoje), tentativas de quebra da hierarquia e da disciplina nas Forças Armadas e percebe a revolução comuno-sindicalista iminente. Em 31 de março de 1964, Minas Gerais, representando os sentimentos patrióticos e espontâneos da população brasileira, atendendo ao clamor popular, com o governo estadual e a Polícia Militar, apóia a contra-revolução iniciada pela 4ª RM (Juiz de Fora) e ID/4 (Belo Horizonte). Marcharam para o Rio e Brasília, sem encontrar qualquer resistência. A adesão foi total e pela segunda vez os comunistas são derrotados, sem qualquer vítima. No Rio, a Marcha da Família com Deus pela Liberdade reúne um milhão de pessoas em homenagem às Forças Armadas. Impedidos de conquistar o poder, os derrotados de 1964 formam grupos subversivos treinados em Cuba, China e URSS, que têm por finalidade a implantação de um regime comunista. Perpetram atos de terrorismo, sequestros de diplomatas e de aviões, assaltos a bancos, "justiçamentos", assassinatos, atentados com bomba e ações de guerrilha urbana e rural. No início da década de 1970 são derrotados pela terceira vez!!”

ORDEM DO DIA - 27 DE NOVEMBRO de 2001 - LEMBRAI-VOS DE 35!

General de Exército Gleuber Vieira, Brasília, 27 de novembro de 2001, Comandante do Exército

“Há na Praia Vermelha, na cidade do Rio de Janeiro, um monumento votivo edificado em memória dos mortos da conhecida Intentona Comunista de 1935. Diante dele, todos os anos, democratas se postam em sinal de respeito, com a esperança de que tempos fatídicos de revoluções totalitárias nunca mais tenham lugar entre nós. Essas atitudes mórbidas e tresloucadas que, 66 anos atrás, levaram ao derramamento de sangue de inocentes em quartéis do Exército, no Nordeste e no Rio de Janeiro, são apenas sombras indesejáveis em nossa História, coisas que o tempo dissolverá por completo.

Nem por isso, no entanto, deixarão de ser lamentáveis, porque contrapõem-se à idéia de liberdade e democracia. A insurreição de 35, como bem recordamos, teve envolvimento de militares contaminados pela doutrina comunista que alguns desejavam impor ao Brasil. Começou em Natal, com a participação de graduados e soldados e de quase 300 homens da guarda civil. Os rebeldes sujeitaram a cidade, durante quatro dias, à violência e ao saque de estabelecimentos bancários e comerciais. Tropas do então 20º Batalhão de Caçadores, de Alagoas, e da polícia da Paraíba os contiveram e restabeleceram a ordem.

Em Pernambuco, revoltosos civis, reforçados por oficiais e praças equivocados, encarregaram-se das atrocidades. Durante dois dias, combates violentos foram travados em vários pontos do estado, sem que os rebelados lograssem entrar em Recife. Duas unidades do Exército e a polícia bloquearam-lhes a passagem e puseram fim à rebelião.

No Rio de Janeiro, as proporções do movimento foram mais amplas e cruéis, tendo sido deflagrado, simultaneamente, no 3º Regimento de Infantaria, na Praia

Vermelha; no 2º Regimento de Infantaria e no Batalhão de Comunicações, na Vila Militar; e na Escola de Aviação, no Campo dos Afonsos. Os amotinados, companheiros de véspera, feriram e mataram indiscriminadamente, tentando expandir a rebelião a todo custo. Esbarraram na mais férrea resistência das forças legalistas. E perderam a luta.

Não foi essa a última tentativa desses radicais de conquistar o poder para estabelecer uma tirania no Brasil. Nas décadas seguintes, tentaram novamente. O Exército viu-se compelido a contrapor-se a eles, vencendo-os em combates de rua e em selvas inóspitas, mesmo experimentando o desgaste de um conflito prolongado.

Não apenas os derrotou, mas ajudou também a desenvolver o País. Quase ao final do século passado, o tempo se encarregou de mostrar ao mundo a decadência do comunismo, aniquilado por suas próprias contradições, por seus inúmeros erros, por sua violência exacerbada, por milhões de mortos que impuseram à humanidade. Sessenta e seis anos depois daquele trágico novembro, os quartéis do Exército Brasileiro param, por alguns momentos, para refletir sobre essa página negra de nossa História. Estamos convencidos, mais do que nunca, que nossa luta não foi em vão, e que estivemos ao lado da sociedade brasileira todas as vezes em que esta, em sua maioria, rejeitou o radicalismo, a desordem e o terror”.

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA); Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS); Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB); Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS); Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional.

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br

E–mail: hiramrs@terra.com.br

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