domingo, 26 de dezembro de 2010

REFRESCANDO A MEMÓRIA E REPETINDO A HISTÓRIA

"Estúpido é o povo que não aprende com a experiência alheia" (Otto von Bismarck).

IMAGINE ENTÃO O QUE É O POVO QUE NÃO APRENDE COM A PRÓPRIA.

CONVITE AOS MENORES DE 65 ANOS: VAMOS LER ABAIXO AS MANCHETES DE MARÇO DE 1964

COMÍCIO DA CENTRAL DO BRASIL

Ano: 1964
"Uma grande multidão encheu a Praça Cristiano para ouvir o Presidente da República. A manifestação transcorreu em ordem, apenas com ligeiros incidentes, não políticos; logo abafados. O acidente mais grave aconteceu quando uma faixa pegou fogo e, em consequência do pânico, 140 pessoas se feriram. Antes de começar o comício, a explosão de uma bomba feriu sete pessoas. (...)
Cerca de cem mil pessoas ouviram, ontem, na Praça Cristiano Otoni, o Presidente João Goulart e doze outros oradores. A manifestação transcorreu em ordem, registrando-se apenas ligeiros incidentes, logo abafados. O acidente mais sério aconteceu quando uma faixa pegou fogo e se estabeleceu pânico. Sairam feridas 140 pessoas. Antes de começar o comício, a explosão de uma bomba feriu sete pessoas. (...)
Às 19h40m, foi anunciada a presença, no palanque, dos três ministros miltares, General Jair Dantas Ribeiro, do Exército, Brigadeiro Anisio Botelho, da Aeronáutica, e Almirante Sílcio Mota, da Marinha. Na oportunidade, também foi feita alusão ao Almirante Cândido Aragão, comandante do Corpo de Fuzileiros Navais.
Às 19h44m, chegava ao palanque o Presidente João Goulart, acompanhado em primeiro plano do Sr. Eugênio Caillard, seu secretário particular. No momento em que o Sr. João Goulart subiu ao palanque, discursava o Deputado Doutel de Andrade, em nome do PTB, criticando o capitalismo, e prometendo irrestrito apoio ao Presidente e aos trabalhadores.
A Sra. Maria Teresa Goulart trajava um vestido azul-piscina, e apresentava um penteado que lhe prendia os cabelos no alto. Entrevistada pelos repórteres, afirmou que estava achando o comício "maravilhoso" e que era a favor das reformas de base. (...)
Até depois das 20 horas, quando já estava presente o Presidente Goulart, continuavam chegando delegações ao comício, ficando totalmente tomado todo o quarteirão compreendido entre o Mercado do SAPS e o Panteon Caxias, passando pela primeira pista da Avenida Presidente Vargas. No lado oposto da Praça Cistiano Otoni, a massa se comprimia entre o edifício da Central do Brasil e a ala lateral do Ministério da Guerra, até as imediações da entrada do Túnel João Ricardo. (...)
Entre as faixas empunhadas pelos manifestantes da Praça Cristiano Otoni estavam a s seguintes: "Salve O Glorioso CGT", "Reconhecimento da China Popular", "PCB, Teus Direitos São Sagrados", "Viva O PCB", "Encampação de Capuava", "Abaixo Com As Companhias Estrangeiras", além de várias outras de saudação ao Presidente João Goulart. Outras diziam: "Jango Em 65 - Presidente da República: Trabalhadores Querem Armas Para Defender O Seu Governo". "Sexta Feira, 13, Mas Não É De Agosto", "Brizola 65 - Solução Do Povo", "Jango - Abaixo Com Os Latifúndios E Os Trustes", "Jango - Defenderemos As Reformas A Bala". (...)
O Prof. Darci Ribeiro, chefe do Gabinete Civil da Presidência da república, por três vezes chegou-se ao Presidente João Goulart, quando este discursava, falando qualquer coisa a seu ouvido. Quase imediatamente o Sr. João Goulart passava a abordar outro assunto ainda não ventilado no discurso. O Chefe da Nação, que iniciou seu discurso lendo o que fôra preparado com antecedência, entusiasmou-se com suas palavras e passou a falar de improviso, daí os "sopros" do Sr. Darci Ribeiro, para que nada ficasse esquecido.
D. Maria Teresa chegou sorrindo ao palanque, ficando séria logo após. A cada pedido dos fotógrafos, ela sorria novamente. Quando começaram a soltar fogos de artifício, ela preocupou-se e passou a olhar para os lados e para trás. Durante os 66 minutos do discurso presidencial, permaneceu ao lado do Sr. João Goulart, passando-lhe, a cada momento, o copo d'água gelada. (...)
Terminado o comício, o Presidente João Goulart estava visivelmente exausto. Mal entrou no carro que o conduziria ao Palácio das Laranjeiras, recostou-se no colo de D. Maria Teresa, que lhe acariciou carinhosamente os cabelos." O Globo, 14 de março de 1964.
"Cerca de duzentas mil pessoas tomaram parte na concentração realizada ontem, na Praça da República, em favor das reformas. Desde as 15 horas, era acentuado o movimento de populares a caminho do local do comício, pelas ruas centrais da cidade. A manifestação teve início às 18 horas, quando foi lida a mensagem do povo e autoridades municipais de Porto Alegre, em nome de todo o Rio Grande do Sul, saudando o Presidente João Goulart e os líderes populares pela sua atuação em favor das reformas. A essa altura dos acontecimentos, já se encontravam no palanque várias autoridades, entre as quais os senhores Darcy Ribeiro, Chefe da Casa Civil da Presidência da República, o Marechal Osvino Ferreira Alves, Presidente da Petrobrás, o Ministro Júlio Sambaqui, da Pasta da Educação e o Governador Seixas Dória, de Sergipe. (...)
Antes de ser apresentado o terceiro orador, deputado Sérgio Magalhães, foi anunciado ao povo que o Presidente da República acabara de assinar, no Palácio das Laranjeiras, o Decreto da SUPRA, desapropriando as terras existentes num raio de dez quilômetros dos eixos das rodovias e ferrovias federais, além das terras beneficiadas ou recuperadas por investimentos exclusivos da União em obras de irrigação, drenagem e açudagem.
Logo após ser ouvida a palavra do Governador Miguel Arraes, foi anunciada a assinatura do decreto de encampação das refinarias particulares, como as de Capuava, Manguinhos, Matarazzo e outras. (...)
Às 19 horas e 50 minutos, foi anunciada a chegada do Presidente João Goulart, juntamente com a primeira dama do País, Sra. Maria Teresa Goulart.
Afirmando ao povo que "a hora é das reformas, pois as atuais estruturas ultrapassadas não mais poderão realizar o milagre da salvação nacional de milhões de brasileiros", o Presidente João Goulart pronunciou incisivo discurso no "Comício Pró Reformas de Base". Continuando, o Sr. João Goulart disse que "Só conquistaremos a paz social, através à justiça social. A maioria dos brasileiros não se conforma com a ordem social vigente, imperfeita, injusta e desumana. Esse é o motivo que me leva a lutar pelas reformas, de estruturas, de métodos, de estilos, de trabalho, e de objetivos, pois não é possível progredir sem reformas." (...)" A Noite, 14 de março de 1964.
"Transformou-se numa autêntica festa popular, o comício ontem realizado na Praça Cistiano Ottoni. Ao encontro do presidente da República, uma incalculável multidão deslocou-se desde as primeiras horas da tarde, entoando cantos e trazendo faixas e cartazes, alusivos às suas reivindicações e indicativos do apoio com que pode contar o presidente Goulart nas medidas que vem tomando na defesa dos interesses nacionais.
O entusiasmo que recebia as palavras dos líderes políticos, sindicais e estudantis mostrou uma firme determinação do povo de lutar unido e coeso pela implantação das reformas fundamentais de que o Brasil necessita para a consolidação do seu desenvolvimento. Foi uma evidência, na repercussão que teve nos aplausos da grande massa popular, o sentimento da necessidade de uma efetiva e urgente modificação que reformule o arcaico estatuto da terra ainda vigente entre nós.
Pacífica e ordeiramente, o povo compareceu ao diálogo democrático com o presidente da República e disse-lhe, pela voz dos seus líderes autênticos e pala eloqüência dos seus cartazes e faixas, o que o povo deseja que seja feito para o bem da Nação.
Foi portanto o comício de ontem, uma extraordinária demonstração de pujança do regime democrático, com o povo brasileiro unido ao seu presidente na praça pública, em festivo ato de pleno exercício da Democracia." Diário Carioca, 14 de março de 1964.
"O Presidente João Goulart, depois de assinar, no Palácio das Laranjeiras, o decreto da Supra - o passo inicial para a reforma agrária - e o da encampação de refinarias particulares de petróleo, anunciou ontem no comício da Central do Brasil o tabelamento, dentro de horas, dos aluguéis, e prometeu lutar pela reforma da Constituição, a fim de promover o "desenvolvimento do País com justiça social".
- Nenhuma força será capaz de impedir que o Governo continue a assegurar absoluta liberdade ao povo brasileiro. E para isso podemos declarar, com orgulho, que contamos com a compreensão e o patriotismo das bravas e gloriosas Forças Armadas - disse o Sr. João Goulart em seu discurso na Praça Cristiano Otôni, à noite, perante multidão calculada em 130 mil pessoas e ao lado de sua espôsa Sra. Maria Teresa.
Durante o meeting, cuja ordem foi garantida pela maior demonstração de fôrça bélica já vista em atos dessa natureza, esboçou-se um momento de protesto, com a colocação de velas acessas nas janelas dos apartamentos da Praia do Flamengo, onde reside, o Governador Carlos Lacerda. A sugestão dêsse protesto mudo foi dada através de telefonemas anônimos, mas o movimento restringiu-se a apenas trinta apartamentos.
Também falaram ao povo, no comício, os Srs. Miguel Arrais e Leonel Brizola - este o orador mais aplaudido. O ex-Governador gaúcho pregou a necessidade de uma saída pacífica para "este impasse a que chegamos", sugerindo "uma Constituinte para a eleição de um Congresso popular, um Congresso onde se encontrem trabalhadores e camponeses, onde se encontrem muitos sargentos e oficiais nacionalistas".
Em Brasília, os líderes oposicionistas Bilac Pinto e Pedro Aleixo consideraram subversivas e violadoras da lei as palavras do Sr. Leonel Brizola, estranhando que os Ministros militares, presentes ao palanque da Praça Cristiano Otôni não o houvessem preso em flagrante. O Sr. João Goulart considerou "bom" o discurso do ex-Governador gaúcho. (...)" Jornal do Brasil, 14 de março de 1964.
"Falando a uma multidão de centenas de milhares de pessoas, no palanque diante do qual se viam as fôrças militares, montando guarda ao povo, que conduzia cartazes exigindo sobretudo as reformas e a legalidade do PC, havendo inclusive o foice e o martelo, o presidente João Goulart afirmou que "os milhões de brasileiros que nada têm se impacientam com a demora já agora insuportável, em receber os dividendos de um progresso também construído pelos mais humildes".
Depois de salientar que ali estavam trabalhadores, "vencendo uma campanha de terror ideológico e sabotagem, cuidadosamente organizada para impedir ou perturbar a realização do comício", disse que, dentro de associações de cúpula, de classes convervadoras, "levantou-se voz contra o presidente pelo crime de defender o povo contra os que o exploram nas ruas, em seus lares, movidos pela ganância".
Passou, em seguida, a pregar a reforma da Constituição que tachou de "inadequada, porque legaliza uma estrutura sócio-econômica já superada, injusta e desumana". Ao anunciar que acabava de subscrever o decreto da SUPRA, declarou que "ele não é a reforma agrária pela qual lutamos, ainda não é a carta de alforria do camponês abandonado", acrescentando que "reforma agrária com pagamento prévio do latifúndio improdutivo, à vista e em dinheiro, não é reforma agrária, é negócio agrário, que interessa apenas ao latifundiário".
Voltando a atacar a Carta Magna, fisou que "em todos os países civilizados do mundo já foi suprimida do texto constitucional, a parte que obriga, na desapropriação por interêsse social, o pagamento em dinheiro". Revelou, ainda, o Sr. João Goulart que vai promover "rigorosa e implacável fiscalização dos exploradores" e advertiu: "Aquêles que desrespeitam a lei, explorando o povo - não interessa o tamanho de sua fortuna, nem o tamanho de seu poder, esteja êle em Olaria ou na rua do Acre - hão de responder perante a lei, pelo seu crime". Atacou a Associação Comercial e, ao concluir, disse que os funcionários públicos, médicos e engenheiros terão atendido suas reivindicações. (...)" Diário de Notícias, 14 de março de 1964.
"Guerra civil, fechamento do Congresso, constituinte e até implantação da socialização crescente da economia do País foram os elementos essenciais utilizados pelos oradores do comício de ontem pelas reformas de base, do presidente João Goulart ao deputado Leonel Brizola; do presidente da SUPRA ao representante do CGT. O Sr. João Goulart antecipou o quadro de rovolução civil, ao creditar àqueles que se opõem às reformas um possível derramamento de sangue no País.
O deputado Leonel Brizola pediu o fechamento do Congresso, seguido de constituinte e de plebiscito para as reformas de base que o parlamento não terá votado ao cabo da atual legislatura. O Sr. Miguel Arrais enfatizou o aspecto "altamente significativo" da encampação das refinarias de petróleo. E os demais oradores detiveram-se, entre as reformas e a revolução. (...)
"Falando à Tribuna logo após o comício da Central, o governador Carlos Lacerda acusou o Sr. João Goulart de ter, desta vez, furado a barreira da Constituição, e conclamou o Congresso a "levantar-se e defender o que resta da liberdade e da paz neste País".
- O comício - declarou o Sr. Carlos Lacerda - foi um assalto à Constituição, ao bolso e à honra do povo. O discurso do Sr. João Goulart é subversivo e provocador, além de estúpido. O pavor de perder o contrôle sobre as negociatas e escândalos de toda a ordem, que abafa com a sua autoridade presidencial, fê-lo perder a cabeça. Esse homem já não sabe o que faz. (...)" Tribuna da Imprensa, 14 de maio de 1964.
AS MANCHETES

Concentração Servirá De Senda Para Invasão De Terras -
Comício Inicia Agitação -
1) Lavradores Mobilizados Para Invasões De Fazendas
2) Rebeliões Marcadas Para Eclodir Após Concentração
3) Conselho De Segurança Faz Levantamento Da Situação
O Comício Contra A Guanabara (Tribuna da Imprensa)

1) O Discurso Do Sr. João Goulart, No Comício Da Central Do Brasil, Deixou Claro Para Os Que O Ouviram Os Seus Propósitos Espúrios De Continuísmo - Leonel Brizola Voltou A Ser Cúmplice

2) Concentração Custou Trezentos E Cinqüenta Milhões De Cruzeiros, Pagos Com Recursos Proporcionados Por Autarquias - O Instituto Do Açucar Participou Com Duzentos Milhões De Cruzeiros

3) Encampação Das Refinarias Foi Imposição De Brizola Para Comparecer À Concentração Sindical

Pedido De Emenda À Constituição Tem Fins Continuístas
Pregação Contra O Congresso Provoca A Reação Parlamentar
Atmosfera Revolucionária No Ato Da Encampação E Desapropriação (Tribuna da Imprensa)

Estado Toma Conta De Refinarias E Vai A Latifúndios
Constituição Não Serve Mais (Diário de Notícias)

Goulart Decreta A Desapropriação De Terras, Encampa Refinarias E Pede Nova Constituição (Jornal do Brasil)

Treze Oradores Falaram No Comício Das Reformas (O Globo)

No Comício De Ontem Na Central Do Brasil O Presidente Formula O Seu Programa: Progresso Com Justiça e Desenvolvimento Com Igualdade
(A Noite)

Pacto Do Povo Com Jango: Reformas A Qualquer Preço (Diário Carioca)

O MERCÚRIO DAS LÂMPADAS

Já há muito tempo que alertamos aqui no blog para o problema das lâmpadas economizadoras, e em particular o problema do mercúrio. Agora, políticos alemães querem também banir estas lâmpadas, depois de terem estado entretidos a banir as lâmpadas incandescentes... Só agora descobriram que quando uma lâmpada se quebra, a contaminação por mercúrio é 20 vezes superior ao limite permitido!

Herbert Reul é um desses políticos, mas também Silvana Koch-Mehrin, Vice Presidente do Parlamente Europeu, está preocupada como mãe! Mas a Comissão Europeia faz ouvidos moucos... E pior que nós estão os trabalhadores chineses, os grandes fabricantes deste tipo de lâmpadas, que estão a ser contaminados de forma muito significativa nas suas fábricas... É também por estas razões que a poluição por mercúrio, na China, é tão significativa!

sábado, 25 de dezembro de 2010

"O BRASIL PIOROU"

Detesto estragar esse clima de fim de ano, de congraçamento, Natal, Ano-Novo, essas coisas boas e bonitas. Mas aprendi muito cedo que a verdade precisa ser dita, ou não deve ser dita nunca. Fico com a primeira opção.

Nos últimos tempos, uma sensação anestésica de conformismo e satisfação generalizados, e mesmo de euforia, tomou conta de muita gente no Brasil. A propaganda oficial e oficiosa - ou seja: do governo e da imprensa chapa-branca - dedica-se diariamente a nos bombardear com frases ululantes como "o Brasil melhorou", ou "agora o País está no caminho certo" (como se antes estivesse à beira do caos). Tudo para enaltecer a ele, o Guia Genial, o pai da pátria, o Cara, o verdadeiro descobridor e inventor do Brasil. Um clima de ufanismo de dar inveja à ditadura militar na época do "milagre".

Pois bem. Tenho uma péssima notícia para os pachecos e pombas-lesas que se deixaram engabelar, de vontade própria ou não, por essa patacoada dos petralhas: sob os oito anos do mandarinato lulo-petista, o Brasil não melhorou coisa nenhuma. Muito pelo contrário: o balanço é negativo. O Brasil piorou. E muito.

Antes que parem por aqui achando que digo isso apenas porque sou do contra, faço um convite e um desafio: tentem refutar o que vem em seguida. Desafio qualquer um, qualquer intelectualzinho petista da USP ou da UnB, a provar que o que está nos próximos parágrafos é mentira.

Primeiro, estamos falando de política? Pois se estamos, os fatos não são nada abonadores para a turma da estrela vermelha. Nunca antes na história destepaiz houve um governo que desceu tão baixo e tão fundo nos porões e esgotos da corrupção, da ladroeira, da bandidagem. Nos últimos oito anos, tivemos uma média de um escândalo por semana. Coisa de deixar o governo Collor parecendo um convento de freiras. Nem vou desfilar aqui o rosário de roubalheiras envolvendo direta ou indiretamente o supremo chefe da nação, pois tudo isso é sabido de todos, e além disso o texto ficaria interminável. Verdade ou mentira?

(E antes que digam que tudo isso, ou seja, todas as denúncias, mensalões, dossiês etc., não passaram de "tentativa de golpe" e de "conspiração das elites e da mídia" - a última explicação arranjada pelo Apedeuta, que já inventou outras, como "não sei nada", "fui traído" e "todo mundo faz" -, eis aqui mais uma prova de que estamos mesmo indo de mal a pior: nos últimos oito anos, assistiu-se não apenas à deterioração da moralidade na política e ao achincalhe das instituições, mas também, e principalmente, ao aumento desbragado do cinismo, ao embrutecimento intelectual do País. Imaginem se, em vez de Lula, fosse FHC o mentor do mensalão: conseguem vislumbrar a gritaria que seria?.)

Segundo, é de economia que estamos falando? OK, não sou especialista na área, e vou admitir, aqui, que nesse campo houve alguma melhora. A economia voltou a crescer, a inflação está sob controle, os brasileiros estão melhorando de vida etc. Tudo isso é verdade. Mas aqui não dá para negar que Lula e seus cupinchas pegaram o bonde andando. Ou vão me dizer que o controle da inflação e a lei de responsabilidade fiscal, para citar apenas duas medidas que tornaram possível o que temos hoje, foi obra deles, os lulo-petistas? Pelo contrário: lembro bem de onde estava Lula em 1994, quando chamava o Plano Real de "estelionato eleitoral", e, alguns anos mais tarde, quando os petistas se opuseram, com todas as forças, à Lei de Responsabilidade Fiscal. Sem falar nas privatizações, como a das telecomunicações, que eles não engoliram até hoje, mas que, por alguma razão misteriosa, decidiram manter. (Aliás, é engraçado: se FHC deixou para seu sucessor uma "herança maldita" em economia, então por que raios Lula e sua equipe mantiveram a mesmíssima política econômica do antecessor? Deixa pra lá...) Não, se a economia vai bem, isso não é por causa de Lula e de sua turma: é apesar deles. Os mesmos resultados, e muito mais e melhor, poderiam ter sido alcançados sem eles. Quanto ao PAC, não passa de uma farsa, uma miragem feita de vários projetos desengavetados do governo anterior e reunidos numa sigla nova para ganhar eleições.

Além do mais, ainda que os índices econômicos do governo Lula fossem a maravilha que este diz ser, e que muita gente acredita - e notem que eu escrevi ainda que -, quem disse que a economia é um álibi para desmandos éticos e políticos? Quer dizer que se o governo Collor, por exemplo, tivesse sido um êxito econômico, e não o desastre que foi, com megainflação e confisco da poupança, ele estaria a salvo de ter sofrido impeachment? Alguém conhece argumento mais estúpido do que esse?

Mas e os "avanços sociais"? Suponho que quem faça essa pergunta esteja falando de coisas como o Bolsa-Família, carro-chefe do governo na área. Muito bem. Eu poderia dizer que, assim como a estabilização da moeda, o Bolsa-Família foi, na verdade, uma criação do governo anterior, de FHC. Que, assim como fizeram com o PAC, os lulo-petistas reuniram dois ou três programas com nome parecido e "reinauguraram" a coisa, com pompa e cerimônia, dizendo que foram eles os pais da criança. Mas prefiro lembrar os argumentos que o próprio Lula e sua corriola diziam até bem pouco tempo atrás: que programas do tipo não passam do mais crasso assistencialismo, um paliativo inventado pelas "elites" (as mesmas que ele de vez em quando ataca, sem dar nome aos bois) para que o povão votasse "com a barriga, não com o cérebro". Prefiro dizer, como o senador Jarbas Vasconcelos - o único político brasileiro com coragem para afirmar o óbvio (por favor, ergam uma estátua para ele, só por isso ele merece) - que o Bolsa-Cabresto é o maior programa de compra de votos do mundo, uma medida demagógica e eleitoreira que promove o conformismo e o clientelismo, e não a "igualdade social". Uma gigantesca compra de consciências, em troca de um prato de lentilhas. Prefiro lembrar que foi essa mesma prática que ajudou a perpetuar a miséria do povo e garantiu o poder dos coronéis e oligarcas dos grotões, gente como Fernando Collor e José Sarney, que Lula antes dizia abominar e que agora são seus novos amigos de infância. Coisas da política? Nada disso. Coisas da safadeza mesmo.
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Ainda há quem diga, entre cínico e ingênuo: "E daí que ele seja corrupto e demagogo? O importante é que o povo está comendo três vezes ao dia" etc. Pois eu digo que esse é o raciocínio mais cretino e imbecil que alguém poderia usar para justificar o Bolsa-Cabresto. Equivale, na verdade, a uma confissão de culpa, à glorificação da demagogia. É o mesmo argumento usado na economia ("se a economia vai bem, por que se importar com a democracia?"), e um retrocesso de pelo menos cinquenta anos na política brasileira, um retorno do clássico "rouba, mas faz". É mais uma prova do abismo moral em que o Brasil foi atirado pelo lulo-petismo.
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E a política externa? Deixei-a para o final, por dois motivos: primeiro, porque o assunto (infelizmente) não é muito popular no Brasil, não tira nem dá voto. E segundo, porque aqui o governo Lula deu vazão a tudo que tem de pior, eu diria mesmo que mostrou sua verdadeira cara.
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Como tudo o mais, a propaganda chapa-branca mostra a diplomacia da era Lula como um exemplo de sucesso, e o Brasill, como um país finalmente respeitado entre os grandes etc. É mais uma mentira, talvez a maior de todas.
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Seguindo fielmente a linha do Foro de São Paulo (por favor, não me façam explicar de novo o que é, há material abundante na internet, pesquisem se quiserem), e entregando os assuntos internacionais a gente do naipe de um Marco Aurélio Garcia, Lula deu apoio total a tiranetes ridículos como Hugo Chávez na Venezuela, justificou os rompantes demagógicos de Evo Morales, chamou dissidentes de criminosos em Cuba e meteu-se numa intervenção desastrada nos assuntos internos de Honduras (a primeira vez, até onde eu sei, que o Brasil se prestou a esse papel lamentável). O governo brasileiro notabilizou-se por dar guarida a terroristas condenados em seus países de origem, tendo expostas as relações de membros do alto escalão do poder em Brasília com os narcotraficantes colombianos das FARC. Ao mesmo tempo, absteve-se de condenar, no Conselho de Direitos Humanos da ONU, tiranias genocidas como a do Sudão enquanto condenava, sem pestanejar, Israel e os EUA.
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Mas o pior veio em maio deste ano: demonstrando que a megalomania é mesmo prima-irmã-gêmea-siamesa da ignorância, Lula deixou-se usar pelo louco nuclear e negador do Holocausto Mahmoud Ahmedinejad num acordo fajuto que foi logo torpedeado pela ONU, numa humilhação sem tamanho. Antes disso, o Apedeuta já tinha cometido a infâmia de justificar a fraude eleitoral e as barbaridades da polícia secreta iraniana contra manifestantes pela democracia no Irã, além de ter recebido, com rapapés, o "querido amigo" Ahmadinejad em Brasília. Uma cusparada na cara de quem ainda acredita em coisas como democracia e direitos humanos, e mesmo em princípios como não-intervenção e respeito à soberania e à autodeterminação dos povos (princípios, é bom que se diga, consagrados na Constituição Federal, que Lula e o PT não assinaram). Sob Lula, o Itamaraty entregou-se a uma orgia de antiamericanismo bocó e de caipirice megalomaníaca, que levaram o País a apoiar um antissemita e queimador de livros para a direção da... UNESCO (!). (Aliás, o Brasil colecionou fracassos retumbantes em todas - repito: todas - as candidaturas que lançou para a direção de órgãos internacionais.) Hoje, Lula virou piada em Israel.

Em suma: na área da política externa, assim como na política interna, não houve infâmia, baixeza, canalhice que Lula e sua corja não tenham cometido. E, o mais incrível: em todos os casos, puderam contar com quem os aplaudisse com entusiasmo.

Eu poderia me estender. Tem muito mais. O aparelhamento do Estado pela quadrilha petista e seus apaniguados. O desrespeito e o deboche do presidente da República em relação à Justiça Eleitoral. O apoio oficial (financeiro, inclusive) aos vândalos do MST e a seu projeto revolucionário maoísta. A derrama de dinheiro público para ONGs picaretas e movimentos pretensamente sociais. A propaganda mentirosa e caluniosa contra adversários políticos, a ponto da intimidação física (infelizmente, contra adversários covardes e incapazes de uma oposição decidida). A exploração demagógica das diferenças regionais. As declarações infelizes e cretinas sobre praticamente qualquer assunto. A desmoralização das instituições democráticas. A mistificação da História. A glorificação da ignorância. O caso Celso Daniel. A implantação do racismo oficial nas universidades e no serviço público. O abastardamento da democracia. As tentativas de revogar a Anistia e de censurar e tutelar a imprensa. Os atentados contra a liberdade de expressão e até mesmo religiosa, mediante a imposição do politicamente correto e da agenda da militância gayzista e abortista. A lista é infindável.

A tudo isso, os pachecos e pelegos, cúmplices da cleptocracia petista, respondem com uma frase só: "Ele é popular". E daí? Hitler, Mussolini e Saddam Hussein eram populares. O general Médici também era. Acho que até Nero, Calígula e Átila, o Huno devem ter sido populares. E isso não diminui um milímetro que seja a enormidade dos crimes que cometeram. Pelo contrário: aumenta ainda mais a perplexidade com o nível realmente soviético a que pode chegar a lavagem cerebral e o culto da personalidade, quando não há quem se oponha de verdade e isso. Anotem aí mais um legado da Era da Mediocridade: o anestesiamento de milhões de mentes. O crescimento assustador da burrice.

O que está acima seria suficiente para colocar Lula da Silva não em uma galeria de líderes respeitáveis, mas no rol dos maiores pilantras, vigaristas e picaretas que já governaram um país, em qualquer época, ou no banco dos réus. Mas Lula deixou para o final aquela que talvez seja sua maior ignomínia: não tendo conseguido impor um terceiro mandato presidencial, pinçou do meio da companheirada uma completa desconhecida, uma nulidade que seguirá até a morte suas ordens, para concorrer em seu lugar e ser eleita para a Presidência da República, usando e abusando da máquina estatal para garantir o continuísmo. Alguém de passado nebuloso, idéias idem e incapaz de elaborar um raciocínio simples em português, conhecida apenas pela obediência servil ao chefe. Podem ter certeza: sob a era Lula, o Brasil piorou; com Dilma Vana Rousseff, irá piorar ainda mais.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

FILME: "JESUS, A HISTÓRIA DO NASCIMENTO" - EXCELENTE!

JESUS: A HISTÓRIA DO NASCIMENTO
THE NATIVITY STORY - 2006
DIREÇÃO CATHERINE HARDWICKE

Um filme que passou desapercebido pelo grande público brasileiro, quando estreou por aqui em 2007, é Jesus, A História do Nascimento, da diretora Catherine Hardwicke. Apesar de todo o elenco ser composto de atores desconhecidos, a obra é uma considerada uma super-produção, cujos custos superaram os cinquenta milhões de dólares! Extremamente bem feito, com utilização de câmeras digitais de alta definição e uma narrativa envolvente, o filme baseia-se nos dois anos anteriores ao nascimento de Jesus até o momento em que José e Maria vêm a Belém para o censo romano e o momento da concepção do Salvador. A narrativa é baseada no Evangelho de Lucas. Bom filme a todos!

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

Parte 5

Parte 6

Parte 7

Parte 8

Parte 9

Parte 10

Parte 11

Parte 12

Parte 13

Parte 14


Fontes: Blog do Tio Celo e Fatos em Foco

FELIZ NATAL A TODOS

ILUSÕES


Quando jovens, todos possuímos muitas e variadas ilusões. São ilusões com carreiras, dinheiro, viagens, maridos ou esposas, dentre tantas outras. Alguns querem ser ricos e bem sucedidos, outros, se considerando gênios, têm convicção de que fundarão uma nova e milionária empresa, assim como fez Bill Gates.

Há os que desejam conquistar astros de cinema ou televisão, como Tom Cruise, Robert Redford, Jennifer Lopez, Luiza Brunet ou Ana Paula Arósio, dependendo do sexo ou da preferência de quem tem a ilusão.

Com o passar do tempo, começamos a perceber que todos esses astros já não são assim tão bonitos, que já possuem rugas, engordaram, que estão envelhecendo. Passamos então a admirar a beleza de outros, mais jovens, e, aos poucos, vamos nos esquecendo dos anteriores e nosso símbolo de beleza passa a ser outro.

O mesmo ocorre com nossos desejos de sucesso, que, se antes eram o de inventar uma Microsoft, com o tempo passam a ser o de inventar uma nova Brastemp, e mais tarde já nos satisfazemos em montar uma simples fábrica de geladeiras, que não seja assim nenhuma Brastemp, mas que venda bem.

Sobre nossas carreiras, na juventude imaginamos que seremos médicos, engenheiros, advogados, ou de qualquer outra profissão, desde que certamente uma pessoa de renome internacional, tamanha nossa competência. Que inventaremos vacinas para as doenças mais graves, desenharemos obras inimagináveis, daremos palestras sobre leis ou novas fórmulas matemáticas que descobrimos.

O tempo passa, nos formamos, casamos, temos o nosso primeiro filho e tudo se transforma. Após seu nascimento, todas as nossas metas são alteradas, pois, agora, em nossos planos, existe mais um, e ele é que é o astro principal. Muitas ilusões continuam, principalmente as materiais, mas o “eu”, agora, já é outro, é “ele”.

Começamos a ter alguns sentimentos que eram inexistentes até então, como a preocupação com o futuro, pois, mesmo que em nossas cabeças possa permanecer a ilusão da invenção de uma nova Microsoft, já entendemos que só nasce um Bill Gates, um Pelé ou um Ayrton Senna a cada século, e que, pelo menos até aquele momento, não somos ninguém semelhante a eles.

Algumas mudanças quanto a essas nossas ilusões da juventude vão ocorrendo lentamente, e nossas opiniões, sejam sobre beleza, política ou economia, também vão se alterando, sendo lapidadas, melhoradas, e entramos então em uma nova fase, onde os valores são outros e a educação e a saúde daquele nosso filho pesam muito mais do que você ser rico ou conhecido internacionalmente por suas realizações.

Rachel Welch - 70 anos

Você vê em uma foto que a Rachel Welch envelheceu, mas está uma coroa bem enxuta, e que poucas mulheres atingem sua idade com aquela beleza. Que você não inventou uma nova Microsoft, uma Brastemp, nem uma outra fábrica de geladeiras que vendem bem, mas que aquele seu filho já se formou, está indo muito bem profissionalmente, casou e te deu seu primeiro neto, dos muitos que deseja.

Consegue visualizar agora, em seus filhos, as mesmas angústias pelas quais passou e já possui maturidade suficiente para poder dizer-lhes o que gostaria de ter ouvido e não ouviu, ou que, se ouviu, como todo jovem, rebeldemente não deu importância, pois quem lhe falou foi um velho, que não sabe de nada.

“Não se preocupe, meu filho, tudo vai dar certo, você só começou a perder algumas ilusões, e isso é bom. Ilusões são muito perigosas, pois não possuem defeitos. Agora você começará a sonhar, e, se mantiver os pés no chão, o sonho é sempre possível de ser realizado”.

Imagens da Internet - fotoformatação (PVeiga).

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O PEIXE MORRE PELA BOCA

Por Arlindo Montenegro

O corpo é seu. Seu de quem? A referência aponta um existente "dono" do corpo, um ser intangível, que decide e estimula o cérebro para ativar as conexões neuronais, musculares... que movimentam a gente pela vida afora. Este ser intangível que está em contato com a energia do universo é conhecido como espírito, alma, anjo, a luz, a energia poderosa que, afastada, o corpo em que morou dilui-se na matéria.

As primeiras escolhas para a alimentação do corpo são decididas pelos pais – desde o leite materno até as papinhas daquela multinacional de alimentos. Será que os pais têm informação suficiente para desenvolver cérebros sadios? Será que todos os pais podem oferecer os alimentos mais saudáveis na infância? Será que os pais sabem como habituar os filhos a alimentar-se para conservar a saúde?

Alguns educam a viver para comer qualquer alimento disponível, sem escolhas. E são poucos os que têm consciência e poder aquisitivo para manter uma dieta equilibrada provisionando seus corpos com os aminoácidos essenciais, espalhados em frutos, legumes, grãos e animais defuntos, crus ou cozidos.

Mas os cientistas sabem. Os nutricionistas sabem como divulgar e facilitar as escolhas. E muitos erram, porque dentre os humanos que alcançam a longevidade acima dos 100, 110, 120 anos, não figuram os equilibrados habitantes das metrópoles. Relacionam-se comedores de carnes, gorduras e fumantes.

Esta é uma área de interesse mortal para os engenheiros sociais que perseguem a morte seletiva e a obediência da boiada, aspectos que interessam ao estado. Isto justifica os ataques do estado aos credos, que preservam e fomentam a fé que fortalece o espírito. Chegamos à educação. E desde a infância nos dizem que o flúor, contido nas águas que chegam as torneiras e nas pastas dentais é um elemento saudável.

Sucessivos estudos constatam rigorosamente, que o flúor é uma toxina perigosa que corrói o cérebro e está associado às dificuldades de desenvolvimento intelectual. Isto é, estudos feitos na China e nos EUA, aplicações científicas efetuadas por soviéticos e nazistas entre prisioneiros, todos definem a consciência científica longeva sobre os efeitos do flúor no comportamento, no desenvolvimento de cérebros passivos, conformados, incapazes de reação.

As medidas de inteligência entre crianças "fluoretadas" ou não, demonstram que a diferença de capacidade intelectiva entre uns e outros é de 350%! Em todo o mundo os governantes e profissionais da saúde, continuam ignorando. A ONU ignora! As verdades sobre o flúor são mantidas na espiral do silêncio. Por quê? Que pais, em sã consciência, colocariam em risco o desenvolvimento intelectual dos filhos?

Recentemente virou moda a guerra contra o tabaco que produz cânceres diversos. Tá bom! Existem estudos que demonstram a letalidade de agrotóxicos, que provocam enfermidades sucessivas, comprometendo as defesas orgânicas e proporcionando uma morte lenta ou lesões mais graves que reduzem a capacidade de trabalho das pessoas, que passam a serem consumidoras vorazes de fármacos, contra males que aparecem como endemias da sociedade moderna.

Mas é proibido avançar e proibir o comércio da Monsanto, da Cargill, que promovem o controle de alimentos modificados com aprovação da ONU, que ensaia a imposição do Codex Alimentarius, a política mundial que proíbe a liberdade de plantar e colher de acordo com as necessidades e utilizando sementes da mesma produção local.

E que dizer da gordura vegetal hidrogenada, das gorduras transgênicas que entram na composição até da velha e saudável manteiga? Que dizer do aspartame que está presente nos doces, balas, bombons e aquelas gotinhas para adoçar o café e nos onipresentes refrigerantes?

O que é de fato prejudicial à saúde, é calado. O tabagismo moderado carrega menos perigo que os produtos tóxicos elaborados por corporações poderosas, presentes na quase totalidade dos alimentos industrializados. Os químicos-fármacos vendidos como caixas de fósforos, "danificam o DNA e provocam cânceres."

Os estudiosos na contra mão das políticas oficiais, lembram que os corantes artificiais utilizados na indústria alimentícia, o nitrito de sódio, o aspartame, os sabonetes antibacterianos e dezenas de produtos químicos cancerígenos são comercializados sem qualquer advertência, quando deveriam ser proibidos. A população é mantida desinformada enquanto aumentam as artrites, leucemias, bronquites, cânceres... e bronquices programadas, para obscurecer a mente e escravizar os corpos.

Referências: www.fluorideaction.org http://www.surgeongeneral.gov/

http://www.naturalnews.com/

Do Blog do Montenegro – Imagens da Internet – fotoformatação (PVeiga).

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

J’ACUSE!!! (EU ACUSO!)

Mon devoir est de parler,

je ne veux pas être complice.

(Meu dever é falar,

não quero ser cúmplice...)

Émile Zola

Por Igor Pantuzza Wildmann

(Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes)

Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que... estudar!).

A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.

O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares.

Kássio Vinícius Castro Gomes
foi assassinado no corredor
da faculdade.

Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática.

No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “prova não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento.” Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”. Afinal de contas, ele está pagando...

E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar ‘tudo isso que está aí’; “mais importante que ter conhecimento é ser ‘crítico’.”

Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno–cliente...

Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”.

Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.

Ao assassino, corretamente, deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:

EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;

EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos” e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;

EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;

EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;

EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;

EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;

EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;

EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;

EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;

EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;

EU ACUSO os “cabeça – boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito,

EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;

EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.

EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;

EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;

Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos-clientes serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia.

Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.

A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima. O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.

Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.

Igor Pantuzza Wildmann é

Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário.

Fonte: Brasileiros Para o Mundo

COMENTO: o professor de Educação Física, Kássio Vinícius Castro Gomes, de 39 anos, foi morto a facadas, na noite de 7 de dezambro, por um de seus alunos, no interior do Instituto Metodista Izabela Hendrix, em Belo Horizonte(MG). Segundo um parente do acusado pelo crime, este seria usuário de drogas. Já o esperto advogado do criminoso foi para a imprensa alegar que seu cliente sofre de distúrbios mentais (bi-polaridade). Houve e haverá manifestações "pela paz", tanto por parte de alunos quanto de professores. O bandido será condenado a uma pena qualquer, com direito a suspensão e "progressão". E tudo volta ao normal, menos na vida da família do morto. Providências quanto ao que foi apontado pelo articulista? Nenhuma!

Do Blog do Mujahdin Cucaracha. - Imagens da Internet (PVeiga).

NOTA SOBRE A BANALIZAÇÃO DA SEXUALIDADE

[Publico na íntegra a nota da Congregação para a Doutrina da Fé que foi tornada pública hoje, esclarecendo alguns aspectos sobre as palavras do Papa no livro "Luz do Mundo" - assunto que eu inclusive já comentei aqui. Faço notar que este documento descarta tanto a possibilidade de uma "extrapolação" das palavras papais para que os preservativos sejam usados com finalidade contraceptiva quanto a idéia de que se estaria expondo a doutrina do "mal menor" no caso citado. Portanto, nem contracepção, nem prostituição, nem preservativos - ao contrário do que alguns setores midiáticos animaram-se a noticiar.

A nota foi publicada em diversos idiomas no press.catholica.]

Nota da Congregação para a Doutrina da Fé

Sobre a banalização da sexualidade

A propósito de algumas leituras de «Luz do mundo»

Por ocasião da publicação do livro-entrevista de Bento XVI, «Luz do Mundo», foram difundidas diversas interpretações não corretas, que geraram confusão sobre a posição da Igreja Católica quanto a algumas questões de moral sexual. Não raro, o pensamento do Papa foi instrumentalizado para fins e interesses alheios ao sentido das suas palavras, que aparece evidente se se lerem inteiramente os capítulos onde se alude à sexualidade humana. O interesse do Santo Padre é claro: reencontrar a grandeza do projeto de Deus sobre a sexualidade, evitando a banalização hoje generalizada da mesma.

Algumas interpretações apresentaram as palavras do Papa como afirmações em contraste com a tradição moral da Igreja; hipótese esta, que alguns saudaram como uma viragem positiva, e outros receberam com preocupação, como se se tratasse de uma ruptura com a doutrina sobre a contracepção e com a atitude eclesial na luta contra o HIV(AIDS)SIDA. Na realidade, as palavras do Papa, que aludem de modo particular a um comportamento gravemente desordenado como é a prostituição (cf. «Luce del mondo», 1.ª reimpressão, Novembro de 2010, p. 170-171), não constituem uma alteração da doutrina moral nem da práxis pastoral da Igreja.

Como resulta da leitura da página em questão, o Santo Padre não fala da moral conjugal, nem sequer da norma moral sobre a contracepção. Esta norma, tradicional na Igreja, foi retomada em termos bem precisos por Paulo VI no n.º 14 da Encíclica Humanae vitae, quando escreveu que «se exclui qualquer ação que, quer em previsão do ato conjugal, quer durante a sua realização, quer no desenrolar das suas consequências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação». A ideia de que se possa deduzir das palavras de Bento XVI que seja lícito, em alguns casos, recorrer ao uso do preservativo para evitar uma gravidez não desejada é totalmente arbitrária e não corresponde às suas palavras nem ao seu pensamento. Pelo contrário, a este respeito, o Papa propõe caminhos que se podem, humana e eticamente, percorrer e em favor dos quais os pastores são chamados a fazer «mais e melhor» («Luce del mondo», p. 206), ou seja, aqueles que respeitam integralmente o nexo indivisível dos dois significados – união e procriação – inerentes a cada ato conjugal, por meio do eventual recurso aos métodos de regulação natural da fecundidade tendo em vista uma procriação responsável.

Passando à página em questão, nela o Santo Padre refere-se ao caso completamente diverso da prostituição, comportamento que a moral cristã desde sempre considerou gravemente imoral (cf. Concílio Vaticano II, Constituição pastoral Gaudium et spes, n.º 27; Catecismo da Igreja Católica, n.º 2355). A recomendação de toda a tradição cristã – e não só dela – relativamente à prostituição pode resumir-se nas palavras de São Paulo: «Fugi da imoralidade» (1 Cor 6, 18). Por isso a prostituição há-de ser combatida, e os entes assistenciais da Igreja, da sociedade civil e do Estado devem trabalhar por libertar as pessoas envolvidas.

A este respeito, é preciso assinalar que a situação que se criou por causa da actual difusão do HIV-SIDA em muitas áreas do mundo tornou o problema da prostituição ainda mais dramático. Quem sabe que está infectado pelo HIV e, por conseguinte, pode transmitir a infecção, para além do pecado grave contra o sexto mandamento comete um também contra o quinto, porque conscientemente põe em sério risco a vida de outra pessoa, com repercussões ainda na saúde pública. A propósito, o Santo Padre afirma claramente que os preservativos não constituem «a solução autêntica e moral» do problema do HIV-SIDA e afirma também que «concentrar-se só no preservativo significa banalizar a sexualidade», porque não se quer enfrentar o desregramento humano que está na base da transmissão da pandemia. Além disso, é inegável que quem recorre ao preservativo para diminuir o risco na vida de outra pessoa pretende reduzir o mal inerente ao seu agir errado. Neste sentido, o Santo Padre assinala que o recurso ao preservativo, «com a intenção de diminuir o perigo de contágio, pode, entretanto representar um primeiro passo na estrada que leva a uma sexualidade vivida diversamente, uma sexualidade mais humana». Trata-se de uma observação totalmente compatível com a outra afirmação do Papa: «Este não é o modo verdadeiro e próprio de enfrentar o mal do HIV».

Alguns interpretaram as palavras de Bento XVI, recorrendo à teoria do chamado «mal menor». Todavia esta teoria é susceptível de interpretações desorientadoras de matriz proporcionalista (cf. João Paulo II, Encíclica Veritatis splendor, nn.os 75-77). Toda a ação que pelo seu objeto seja um mal, ainda que um mal menor, não pode ser licitamente querida. O Santo Padre não disse que a prostituição valendo-se do preservativo pode ser licitamente escolhida como mal menor como alguém sustentou. A Igreja ensina que a prostituição é imoral e deve ser combatida. Se alguém, apesar disso, pratica a prostituição, mas, porque se encontra também infectado pelo HIV, esforça-se por diminuir o perigo de contágio inclusive mediante o recurso ao preservativo, isto pode constituir um primeiro passo no respeito pela vida dos outros, embora a malícia da prostituição permaneça em toda a sua gravidade. Estas ponderações estão na linha de quanto a tradição teológico-moral da Igreja defendeu mesmo no passado.

Em conclusão, na luta contra o HIV-SIDA, os membros e as instituições da Igreja Católica saibam que é preciso acompanhar as pessoas, curando os doentes e formando a todos para que possam viver a abstinência antes do matrimônio e a fidelidade dentro do pacto conjugal. A este respeito, é preciso também denunciar os comportamentos que banalizam a sexualidade, porque – como diz o Papa – são eles precisamente que representam a perigosa razão pela qual muitas pessoas deixaram de ver na sexualidade a expressão do seu amor. «Por isso, também a luta contra a banalização da sexualidade é parte do grande esforço a fazer para que a sexualidade seja avaliada positivamente e possa exercer o seu efeito positivo sobre o ser humano na sua totalidade» («Luce del mondo», p. 170).

Fonte: DEUS LO VULT!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

“NOITE FELIZ” ORIGEM DA MÚSICA

Em 24 de dezembro de 1818, a canção “Stille Nacht” (“Noite Feliz”) foi ouvida pela primeira vez na aldeia de Oberndorf (Áustria). Foi na Missa de Galo na minúscula capelinha de São Nicolau. Estavam presentes o pároco Padre José Mohr, o músico e compositor Franz Xaver Gruber com seu violão, e o pequeno coro da esquecida aldeia. No fim de cada estrofe, o coro repetia os dois últimos versos.

Naquela véspera de Natal nasceu a música que passou a ser como um hino oficial do Natal no mundo todo. Hoje se canta nas capelas dos Andes e no Tibete, ou nas grandes catedrais da Europa. Há muitas histórias sobre a origem dessa canção. Entretanto, a verdadeira é simples e risonha como a canção ela própria.

O Padre Joseph Mohr, jovem sacerdote, compôs a letra em 1816. Ele estava encarregado da igreja rural de Mariapfarr, Áustria. Seu avô morava perto e é fácil imaginar que ele criou o texto enquanto caminhava para visitar seu ancião parente. Nenhum evento particular inspirou o Padre José para escrever a poética canção do nascimento de Jesus.
Em 1817 ele foi transferido para Oberndorf. Na véspera do Natal de 1818 o Padre José visitou seu amigo, o professor de música Franz Gruber, que morava num apartamentinho acima da escolinha da vizinha aldeia de Arnsdorf. Mostrou-lhe o poema e pediu-lhe uma melodia para a Missa de Galo daquela noite. Quando aqueles dois homens acompanhados pelo coro cantavam por vez primeira em pé diante do altarzinho da capela de São Nicolau, o Stille Nacht! Heiligen Nacht! não faziam idéia da repercussão que o fato teria no mundo.

Karl Mauracher, mestre construtor e reparador de órgãos viajou várias vezes a Oberndorf para consertar o órgão. Numa das viagens obteve a partitura e a levou para sua terra. Foi assim, também despretensiosamente, que começou a difusão. De início, nem tinha nome e era chamada de “canção folclórica tirolesa”.

Duas famílias que viajavam cantando canções populares do vale de Ziller incorporaram a peça a seu repertório e a entoaram em dezembro de 1832 em Leipzig num concerto de música folclórica. A partir de então a difusão progrediu como mancha de azeite. Por fim, a família Rainer cantou o Stille Nach na presença do imperador da Áustria Francisco I e do czar da Rússia Alexandre I. A canção natalina passou a ser a preferida do rei Frederico Guilherme IV da Prússia.

O Padre José morreu pobremente na cidadinha de Wagrain, nos Alpes, como pároco. Ele doou todos os seus bens para a educação das crianças. O inspetor escolar de São Johann, num relatório ao bispo, descreve o Padre José como um amigo dos fiéis, sempre perto dos pobres e um pai protetor. Seu nome foi esquecido por todos até ser recuperado posteriormente.

A família de Franz Xaver Gruber conservou alguns dos humildes móveis do músico e o violão daquela noite abençoada, hoje peça histórica. O túmulo de Franz é decorado com uma árvore de Natal todos os meses de dezembro. A imagem dos dois co-autores está nos vitrais da capelinha de São Nicolau.

Assim é a riqueza insondável da Igreja: faz nascer no coração dos humildes e despretensiosos frutos de graça, perfeição e beleza que os gênios naturalmente mais dotados do mundo jamais conseguem superar.

Essa é a causa sobrenatural do insondável mistério que faz da Civilização Cristã a obra prima por excelência sobre a face da Terra e o bem supremo dos homens logo abaixo, e só abaixo, da Igreja Católica, Corpo Místico de Nosso Senhor Jesus Cristo, única Igreja verdadeira.

Fonte: Valores inegociáveis-33catolico a serviço da Igreja-Comunidade São Paulo Apóstolo.