quarta-feira, 27 de julho de 2011

PIMENTA AUSTRALIANA BATE RECORDE DE MAIS ARDIDA DO MUNDO

A pimenta australiana Trinidad Scorpion Butch T foi considerada pelo Guinness Book (livro dos recordes) como a mais apimentada do mundo.

Apesar da aparência inofensiva, ela é 300 vezes mais ardida que a pimenta jalapeño, usada para fazer o molho Tabasco.

As garotas Jarmilla Elders Linda Sartoris na colheita das pimentas australianas
A pimenta mais ardida do mundo

Fonte: Folha-uol - indicação de Juma Durski

terça-feira, 26 de julho de 2011

PRECISA-SE DE FAXINEIRA

Perece que a faxina que a nossa alucinante gerentona, a presidANTA Dilmarionete está "promovendo" no ministério dos transportes não acaba nunca.

Já vão aí mais de três semanas desde que a faxineira oficial da república resolveu arregaçar as mangas e começar a fazer a limpeza... Só que a sujeira continua lá...

Essa será a faxina mais cara da história deste país. Pois os porcalhões estão sendo demitidos, e a grana que eles desviaram sumiu no meio da poeira.

E parece que ao final do "seuvisso" a sujeira estará devidamente jogada para debaixo do tapete.

E nóis... pagando a diária!!!

Fonte: Blog do Alvaro Dias e Blog O Mascate.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

25 DE JULHO - DIA NACIONAL DO ESCRITOR

No dia 25 de julho de 1960, após a realização do primeiro Festival do Escritor Brasileiro, promovido pela União Brasileira de Escritores – tendo João Peregrino Júnior na presidência, e Jorge Amado, como vice-presidente - foi criado o Dia do Escritor. Uma justa homenagem a todos aqueles que receberam o dom de transcrever em palavras, relatos, histórias, fantasias, sentimentos e vivências.
Um escritor pode nos fazer chorar, rir, ter medo. Um escritor pode nos fazer repensar, mudar de idéia. Um escritor nos leva a viver ou partilhar emoções e experiências, conhecendo lugares e costumes, sem que precisemos sair de casa ou do conforto da cabeceira.
Fundamentalmente, um bom escritor nos deixa profundamente triste quando a história termina.

Aos escritores mourãoenses - parabéns pela data - desejando que continuem com perseverança na difícil tarefa de levar suas mensagens de fé, amor, paz e de esperança para a comunidade!

25 DE JULHO - DIA NACIONAL DO ESCRITOR
Texto de Gabriel Perissé
Transcrito da Revista O Escritor

Para quem por acaso não sabe, 25 de julho foi definido como dia nacional do escritor por decreto governamental, em 1960, após o sucesso do I Festival do Escritor Brasileiro, organizado naquele ano pela União Brasileira de Escritores, por iniciativa de seu presidente, João Peregrino Júnior, e de seu vice-presidente, Jorge Amado.
Quem se dispõe a abrir um champagne pela data? E o que exatamente vamos comemorar?
A primeira pergunta me lembrou a célebre distinção que o crítico francês Roland Barthes fazia entre écrivant e écrivain.
O écrivant é o escrevente, é aquele que está preocupado em transmitir sua mensagem mediante a palavra, explicando explicitamente, ensinando educadamente. Ele tem uma idéia e quer transmiti-la. E vai transmiti-la sem maiores delongas. Pão pão, queijo queijo.
O escrevente quase não se preocupa com a forma. Na maioria dos casos, nunca se preocupa de forma alguma com a forma. Está concentrado na tarefa de colocar o seu pensamento dentro de um envelope e endereçá-lo corretamente. O envelope é o texto, o livro, o que for base material apenas, veículo. O fundamental, para o escrevente, é que o leitor entenda o conteúdo, e ponto final. O envelope pode ser jogado fora depois.
Já o écrivain, o escritor propriamente dito (ou propriamente escrito), cuida do envelope com o máximo cuidado e estilo. E a carta vai, mesmo com o envelope vazio. Porque o vazio também diz muito. O envelope é a carta. As palavras e as idéias são uma só realidade literária.
O escritor convence graças ao poder de sua paixão pela palavra, e não prioritariamente pela paixão que dedique a uma causa. Ou melhor, a sua causa sempre foi e será a palavra, caminho e céu de todas as causas. E de todas as paixões.
O texto literário nasce das mãos do escritor. O texto do escrevente pode até conter alguns traços literários, mas é um recurso a mais para instrumentalizar melhor a palavra.
A rigor, os escreventes, os que escrevem para vencer, para convencer, para desenvolver teorias e ganhar adesões, deveriam comemorar seu dia em outra data. Talvez no dia do intelectual, ou no dia do retórico, ou no dia do autor de teses.
No dia do escritor comemoramos a solidão diante da palavra, a verdade, o medo, a alegria, o amor indizíveis de só saber escrever.

(Gabriel Perissé é autor dos livros \ “Ler, pensar e escrever\" (Ed. Arte e Ciência) e \"O leitor criativo\" (Omega Editora). Recentemente lançou \"Palavra e origens\".


Imagens da Internet - fotoformatação (PVeiga).

MINISTRO DO STF FALTA A SESSÃO E VIAJA PARA ITÁLIA A CONVITE DE ADVOGADO

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), José Antonio Dias Toffoli, viajou para Itália em junho a convite do advogado criminalista Roberto Podval. Além de ter faltado a sessão da Corte, há outro problema: Toffoli é relator de dois processos nos quais o advogado atua como defensor dos réus.

De acordo com a reportagem, Toffoli foi acompanhar o casamento do advogado, na ilha de Capri. Os noivos pagaram a hospedagem aos cerca de 200 convidados em um hotel cinco estrelas. Por meio de sua assessoria de imprensa, o ministro afirmou que não iria comentar o assunto. Declarou apenas que se reservaria o direito de não falar sobre seus “compromissos privados”. O ministro não informou quem pagou as despesas da viagem. Pela legislação, um juiz deve se declarar impedido de relatar um processo se for amigo íntimo de uma das partes.

José Celso de Macedo Soares analisa a delicada relação entre interesses públicos e privados

Fonte: O Estado de S.Paulo - compilado do Instituto Millenium - Imagem da Internet - fotoformatação (PVeiga).

CABO ROSA, UM HERÓI DO ARAGUAIA

Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 23 de julho de 2011

Hás de voltar, meu filho! E não voltaste.

Pelo bem do País que tanto amaste

o teu corpo caiu, morreu teu passo.

De tua mocidade generosa

ficou somente a farda gloriosa

tinta de sangue. E o capacete de aço.

Tua mãe chora sempre a tua falta.

Árvore frágil para ser tão alta,

a precisão de um tiro traiçoeiro te cortou

as promessas risonhas de fartura,

o desejo de glória ou de ventura,

o civismo sem par que te abrasou.

(Oliveira Ribeiro Neto - Cabo Odílio Cruz Rosa)

Estava retornando de Bagé e ouvia atento às notícias de corrupção que permeavam pelos diversos órgãos públicos das administrações federais, estaduais e municipais. As reportagens pipocavam nas rádios brasileiras e o povo iludido estático, amorfo não esboça qualquer tipo de reação.

"A universidade foi tomada por um patrulhamento ideológico tácito, orquestrado para funcionar sem ser notado. Quem pensa diferente é relegado ao limbo".
(Ronaldo Poletti, professor de direito)

As universidades federais tornaram-se reduto da intolerância esquerdista. Professores, estudantes e funcionários que discordam da ideologia dominante são vítimas de perseguição e o povo iludido estático, amorfo não esboça qualquer tipo de reação.

“O Poder Judiciário, representado pelo STF, indiscutivelmente, saiu diminuído no episódio. Abriu mão do que lhe competia para estabelecer do perigosíssimo precedente de se franquear ao Poder Executivo prerrogativa que, de direito, não tem. Na verdade, o tribunal submeteu-se ao presidencialismo imperial, coonestando-lhe vontade ilegal – e não discricionária”. (Ministro Cezar Peluso)

Ministros do Supremo que deveriam zelar pelo cumprimento das leis transformam malfeitores em heróis e travestem a justiça brasileira colocando-a a serviço da ideologia e o povo iludido estático, amorfo não esboça qualquer tipo de reação.

Mas não basta pra ser livre

Ser forte, aguerrido e bravo

Povo que não tem virtude

Acaba por ser escravo

(Hino Rio-grandense)

Aborrecido resolvi colocar um CD de músicas gauchescas. Em uma das faixas o Hino Rio-Grandense era interpretado por uma cantora nativa e a mensagem repercutiu em minha alma inquieta. Estamos a caminho da vassalagem, somos, sem dúvida, animais de rebanho sem alma e sem vontade, a caminho do abate e o povo iludido estático, amorfo não esboça qualquer tipo de reação.

Rebusco nas minhas velhas lembranças algo que me anime, que me engaje novamente nessa luta inglória de mostrar a verdade aos mais jovens, de transformar novamente em heróis os esquecidos, de mostrar os belos exemplos tão olvidados e para isso lanço mão de um texto de meu caro amigo Coronel Jorge Alberto Forrer Garcia.

Um preito de reconhecimento

Fonte:– Coronel R1 Jorge Alberto Forrer Garcia

Aprendi, desde as primeiras letras e ainda nos bancos da catequese, que todas as pessoas são iguais em essência. Por isso, ao acompanhar o noticiário sobre a busca de ossadas humanas na região onde houve a guerrilha do Araguaia, causa-me estranheza a forma desigual como são tratadas as personagens daquele episódio histórico.

Os jovens integrantes de organizações de esquerda que lá estavam para instalar um foco guerrilheiro, por influência de seus chefes partidários, pensavam derrotar a chamada “ditadura militar”, a fim de “restabelecer a democracia” no Brasil. Na verdade, era a senha para a implantação sim de uma forma radical de comunismo, fosse aos moldes da China, de Cuba ou, surpreenda-se, até da Albânia. Hoje, aqueles jovens são tidos pela imprensa como “idealistas fuzilados pelo Exército”, num endeusamento que já vem de anos. Como se, dentre as forças em presença, só a eles fosse concedida a prerrogativa de serem heróis e idealistas.

Pouco ou nenhum caso é feito para com os militares de todas as Forças que para lá seguiram a fim de debelar o foco guerrilheiro. Desta forma, torna-se digno de nota que a chamada grande imprensa não procure destacar as condições nas quais foi morto o Cabo do Exército Odílio Cruz Rosa – o Cabo Rosa – que, este sim fuzilado pelos guerrilheiros treinados em Pequim/China e Cuba, veio a ser a primeira vítima fatal da guerrilha, apanhado numa emboscada desencadeada pelos “idealistas”, morrendo a oito de maio de 1972.

O Cabo Rosa, justamente por ser Cabo, também era jovem. Tinha pai, mãe, irmãos, amigos. Tinha gostos, aspirações, preferências, torcia por um time... E por que então não é resgatada a sua história de vida ou, pelo menos, as circunstâncias de sua morte? Certamente, não daria muito trabalho à imprensa. Sua história seria fácil de contar, pois, afinal, foi uma vida simples, sofrida como a de tantos outros jovens brasileiros. Porém, foi curta, interrompida bem cedo, pelo chumbo dos idealistas, estes, por sua vez, já retratados em vários filmes patrocinados com verbas públicas. Para ser justo, devo destacar o estudo da vida do Cabo Rosa feito pelos jornalistas Thais Morais e Eumano Silva em livro do ano de 2005, mas que, por seu preço elevado, ficou confinado a um grupo restrito de leitores.

Acredito que boa parte das pessoas que procuram informar-se pelos jornais gostaria de saber como está vivendo, se ainda viva, a senhora mãe do Cabo Rosa, com a mirrada pensão militar que o filho falecido lhe legou. Como estão seus irmãos e amigos, que não tiveram a oportunidade de se auto-exilarem e formarem-se em cursos superiores de elevado nível no exterior? Ou considera-se que, em essência, a dor e a saudade dos familiares do Cabo Rosa são menos dolorida e sentida que a de outros?

O Brasil não nasceu quando os jovens jornalistas atualmente em serviço terminaram suas faculdades, nem nasceu com o fim dos governos revolucionários pós-1964. O Brasil nasceu bem antes e construiu sua História ao longo dos séculos, criando, desenvolvendo, aperfeiçoando e tornando permanentes certas instituições, como a Justiça, por exemplo; como as Forças Armadas, por exemplo; como o Exército Brasileiro, por exemplo. Por isso, quando os militares receberam a missão de neutralizar o foco guerrilheiro, não saíram por aí qual um “bando” de facínoras que fuzilava idealistas. Integravam sim uma força armada legalmente constituída e taticamente organizada, em combate – destaco: combate - contra uma outra força, também armada, que lhe opunha resistência.

Se a força guerrilheira (e ela própria assim se intitulava) era mal armada, mal alimentada, mal vestida, mal suprida, enfim, mal comandada, quem deve responder são os ícones partidários. Alguns já são falecidos, mas outros estão aí, bem vivos. Quem sabe eles, ou seus partidos políticos, possam também ser acionados judicialmente e responsabilizados pelas mortes dos idealistas insidiosamente afastados de suas famílias e enviados para o Araguaia? Tomo o caso do Cabo Rosa como emblemático. Sei de outros militares que combateram a guerrilha – tanto na cidade como no campo – que foram mortos ou feridos, e há ainda aqueles aos quais os jovens idealistas não concederam nem o supremo orgulho de morrerem combatendo, matando-os à traição. Todos tinham famílias. Como elas estão hoje?

Senhores, “Cabo Rosa” não é apenas o nome de uma clareira perdida na mata, onde, conforme os jornais, militares fuzilavam idealistas. “Cabo Rosa” é nome dado pelo Exército a uma base de instrução especializada localizada às margens da Rodovia Transamazônica, onde “outros jovens idealistas” são muito bem treinados na arte da guerra na selva. “Cabo Rosa” é, antes de tudo o nome de um verdadeiro herói. E o Exército cultua seus heróis.

Ou, modernamente, ser herói é uma questão partidária ligada ao pensamento “politicamente correto”? O que diriam a “Dona” Olindina e o “Seu” Salvador, pais do Cabo Rosa? Os filhos dos outros são tidos como heróis. E o filho deles? Não? Se a todos os idealistas e familiares for concedida certa reparação econômica, a família do Cabo Rosa também será contemplada?

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA); Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS); Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB); Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS); Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional.

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br - E–mail: hiramrs@terra.com.br

ESCOLHAS E RESULTADOS

Por João Bosco Leal

Na juventude é muito comum que os jovens estejam perdidos, sem saber o que querem, para onde estão caminhando e com qual objetivo de vida. Escolher a própria profissão é um dilema para os pré-vestibulandos e para muitos que inclusive já passaram dessa fase, mas não se encontraram na profissão que escolheram.

Alguns abandonam o curso e retornam aos cursinhos em busca de outra opção, mas alguns, mesmo percebendo o erro já na faculdade permanecem onde já estão e acabam, por esse motivo, perdendo a oportunidade de um futuro provavelmente bastante promissor se fizessem o que realmente gostariam de fazer.

Optando pelo mais fácil, pela acomodação, pelo medo de dar um passo atrás e recomeçar, esses jovens acabam selando assim, para sempre, suas possibilidades de realização profissional. Muitas coisas podem estar envolvidas no abandono de um curso e a tentativa de entrar em outro, como a perda de no mínimo um ano, os custos de novas aulas preparatórias e as possibilidades de suportar financeiramente isso.

Nesse momento, independentemente das dificuldades ou facilidades, começam ser notadas as verdadeiras diferenças entre os futuros vencedores, os acomodados e os perdedores, não importando a educação dada pelos pais, o nível social, econômico e cultural desse jovem, é das profundezas de seu ser que surgem sua fraqueza ou força, determinação.

Muitos fazem sua escolha pela perspectiva de retorno financeiro e não pela realização profissional, procurando, dentro daquela opção, uma faculdade menos exigente, que permita sua formatura com menos estudos, mesmo sabendo que não terá o mesmo preparo daqueles que estudam muito por terem escolhido faculdades que exigem bastante, mas preparam bem seus alunos.

As consequências para esse grupo puderam ser observadas recentemente, na última prova da Ordem dos Advogados do Brasil realizada em dezembro de 2010 quando, de um total de 116 mil inscritos, apenas 9,74% conseguiram ser aprovados e como resultado, 90,23% deles serão simplesmente bacharéis, mas não advogados.

Acaba aí o sonho de possuir um grande escritório, advogar para grandes empresas, por grandes causas e ganhar muito dinheiro. Essa realização fica para aqueles advogados, médicos, engenheiros ou qualquer outro profissional que anos antes fizeram outra escolha, por aquelas universidades mais exigentes, tiveram que estudar muito, mas foram contratados antes mesmo de terminar o curso.

Algumas crianças já demonstram estilos de comando diante de outras da mesma faixa etária, ou até mais velhas e nenhuma situação ou obstáculo é capaz de detê-las, pois sempre estão dispostas a buscar alternativas para conseguir o que almejam. Outras aceitam tudo e participam do enorme grupo que segue o líder, aceitando todas as determinações deste, sem sequer questionar os rumos que estão sendo tomados.

A maioria das pessoas normalmente está sempre à deriva e se deixa levar por uma simples brisa, uma moda, por mais momentânea que seja, mas que esteja sendo bastante utilizada por outros. Procedem assim com suas roupas, livros que lêem, locais que frequentam e na escolha de suas profissões, sempre seguindo o que a maioria está fazendo.

Com esse comportamento se misturam a todos, falam dos mesmos assuntos, vão aos mesmos lugares e conhecem as mesmas pessoas, o que facilita sua convivência nesse grupo social, o da grande maioria, que muitas vezes faz gozações com os que não estão naquela festa por estarem estudando.

Aqueles que se desviam da rota, se envolvem com assuntos diversos que sempre estão ao nosso lado, costumam se perder e normalmente não conseguem reencontrar o caminho que os levaria ao sucesso. Não se alcança nenhum objetivo com nossos passos sendo dados em uma direção, se a mente está determinando outro caminho, mudando o rumo.

Os que mantêm em mente objetivo específico que possuem, sabem exatamente o que querem, lutam incansavelmente por isso, ultrapassam os obstáculos existentes e nada que em algum momento os desvie do caminho será capaz de evitar que rapidamente retomem a direção para chegar como e onde pretendem, tornando praticamente certo seu alcance.

Todos nascem com o mesmo poder de escolher, individualmente, como, para onde e quando irão. A opção de ser um vencedor ou continuar na multidão só depende de você.

domingo, 24 de julho de 2011

QUARENTA E CINCO ANOS DO ATENTADO DOS GUARARAPES

Em 1966, dois anos depois da Revolução Democrática de 31 de Março, a Nação brasileira empenhava-se em reerguer o País, após o caos dos primeiros anos da década de 60.
Entretanto, uma pequena minoria inconformada, constituída pelos comunistas e pelos corruptos que haviam sido alijados da vida política nacional, procurava reorganizar-se e, de qualquer maneira, expressar seu descontentamento.
Recife, a capital pernambucana, foi a escolhida para ser o cenário inicial de uma nova forma de luta - o terrorismo - que, por muitos anos, viria a ensangüentar e a enlutar a sociedade brasileira.
O 31 de Março de 1966 amanhecia com sol. O povo pernambucano e as autoridades já estavam reunidos no Parque 13 de Maio, aguardando o início das comemorações do segundo ano da Revolução.
Nesse momento, exatamente às 08h47m, ocorria violenta explosão no 6º andar do edifício dos Correios e Telégrafos, onde funcionavam os escritórios regionais do SNI e da Agência Nacional.
Ao mesmo tempo, uma segunda explosão atingia a residência do Comandante do IV Exército.
Mais tarde, seria encontrada uma terceira bomba, falhada, num vaso de flores da Câmara Municipal de Recife, onde havia sido realizada uma sessão solene em comemoração à Revolução Democrática.
Três bombas montadas para, num só momento, atingir personalidades e entidades representativas do governo brasileiro. Iniciava-se a guerra suja.
Entretanto, a bomba falhada no legislativo municipal deveria estar incomodando os terroristas e estar sendo vista como um parcial fracasso de execução.
Assim é que, em 20 de Maio de 1966, 50 dias após esse ensaio geral, foram lançadas outras três bombas - dois "coquetéis molotov" e um petardo de dinamite, contra os portões da Assembléia Legislativa de Pernambuco.
A Nação, estarrecida, vislumbrava tempos difíceis que estavam por vir.

Em 25 de Julho de 1966, uma nova (terceira) série de três bombas, com as mesmas características das anteriores, sacode Recife. Uma, na sede da União de Estudantes de Pernambuco, ferindo, com escoriações e queimaduras no rosto e nas mãos, o senhor José Leite, de 72 anos, vítima inocente que passava pelo local. Outra, nos escritórios do Serviço de Informações dos Estados Unidos (USIS), causando, apenas, danos materiais. A terceira bomba, entretanto, acarretando vítimas fatais, passou a ser o marco balizador do início da luta terrorista no Brasil.
Nessa manhã de 25 de julho de 1966, o Marechal Costa e Silva, então candidato à Presidência da República, era esperado por cerca de 300 pessoas que lotavam o Aeroporto Internacional dos Guararapes.
Às 08h30m, poucos minutos antes da previsão de chegada do Marechal, o serviço de som anunciou que, em virtude de pane no avião, ele estava deslocando-se por via terrestre de João Pessoa até Recife e iria, diretamente, para o prédio da SUDENE.
Esse comunicado provocou o início da retirada do público.
O guarda-civil Sebastião Tomaz de Aquino, o "Paraíba", outrora popular jogador de futebol do Santa Cruz, percebeu uma maleta escura abandonada junto à livraria "SODILER", localizada no saguão do aeroporto. Julgando que alguém a havia esquecido, pegou-a para entregá-la no balcão do DAC.
Ocorreu uma forte explosão.
O som ampliado pelo recinto, a fumaça, os estragos produzidos e os gemidos dos feridos provocaram o pânico e a correria do público. Passados os primeiros momentos de pavor, o ato terrorista mostrou um trágico saldo de 17 vítimas.
Morreram o jornalista e secretário do governo de Pernambuco Edson Regis de Carvalho, casado e pai de cinco filhos, com um rombo no abdômen, e o vice-almirante reformado Nelson Gomes Fernandes, com o crânio esfacelado, deixando viúva e dois filhos menores.
O guarda-civil "Paraíba" feriu-se no rosto e nas pernas o que resultou, alguns meses mais tarde, na amputação de sua perna direita.

O então Tenente-Coronel do Exército, Sylvio Ferreira da Silva, sofreu fratura exposta do ombro esquerdo e amputação traumática de quatro dedos da mão esquerda.
Ficaram, ainda, feridos os advogados Haroldo Collares da Cunha Barreto e Antonio Pedro Morais da Cunha, os funcionários públicos Fernando Ferreira Raposo e Ivancir de Castro, os estudantes José Oliveira Silvestre, Amaro Duarte Dias e Laerte Lafaiete, a professora Anita Ferreira de Carvalho, a comerciária Idalina Maia, o guarda-civil José Severino Pessoa Barreto, o Deputado Federal Luiz de Magalhães Melo e Eunice Gomes de Barros e seu filho, Roberto Gomes de Barros, de apenas seis anos de idade.
O acaso, transferindo o local de chegada do futuro Presidente, impediu que a tragédia fosse maior.
O terrorismo indiscriminado, atingindo pessoas inocentes e, até, mulheres e crianças, mostrou a frieza e o fanatismo de seus executores. Naquela época, no Recife, apenas uma organização subversiva, o Partido Comunista Revolucionário (PCR), defendia a luta armada como forma de tomada do poder. Dois comunistas foram acusados de envolvimento no ato terrorista: um, Edinaldo Miranda de Oliveira, militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) e que, em 1986, era professor de Engenharia Elétrica em Recife, e o outro era Ricardo Zaratini Filho, então militante do PCR e atual assessor parlamentar da liderança do PDT na Câmara Federal.
Entretanto, nunca foi possível determinar, exatamente, os autores dos atentados. Não havia, ainda, no País, órgãos de segurança especializados no combate ao terror.

Em 18 Mai 99, em entrevista ao jornal "O Estado de São Paulo, o Comandante do Exército, Gen Ex Gleuber Vieira, declarou a respeito da reabertura do caso Riocentro: "Nós nunca pensamos em pedir reabertura de inquérito envolvendo personalidades da vida nacional de hoje que, no passado, estiveram envolvidos em assalto a bancos, seqüestros, assassinatos e em atos de terrorismo. Nós não cogitamos pedir a reabertura do inquérito nem mesmo quando uma dessas personalidades declarou que sabia quem tinha posto uma bomba no aeroporto do Recife. "
Um ano depois do atentado, em 25 Jul 67, foi inaugurada no Aeroporto uma placa de bronze com os seguintes dizeres:
“ HOMENAGEM DA CIDADE DO RECIFE AOS QUE TOMBARAM NESTE AEROPORTO DOS GUARARAPES, NO DIA 25 DE JULHO DE 1966, VITIMADOS PELA INSENSATEZ DOS SEUS SEMELHANTES.
- ALMIRANTE NELSON FERNANDES
- JORNALISTA EDSON REGIS
GLORIFICADOS PELO SACRIFÍCIO, SEUS NOMES SERÃO SEMPRE LEMBRADOS RECORDANDO AOS PÓSTEROS O VIOLENTO E TRÁGICO ATENTADO TERRORISTA, PRATICADO À SORRELFA PELOS INIMIGOS DA PÁTRIA.”
Não sabemos se essa placa ainda permanece no aeroporto ou foi retirada ou, mesmo, substituída por homenagens aos comunistas.
Hoje, os terroristas daquela época, arvorando-se em "heróis" libertários, afirmam que o que fizeram foi uma reação à "violência" do Governo brasileiro. Intencionalmente, procuram deturpar a História e levar ao esquecimento as vítimas que causaram em sua sanha fratricida, dentre elas, as de 1966.

Passaram-se muitos anos.
Mas as bombas de Recife e o atentado de Guararapes não serão esquecidos.

Do Blog Delito de Opinião.

ÍNDIOS E O RETROCESSO...

Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 24 de julho de 2011.

“(...) o advogado Isaac Duarte Barros Júnior dedicou toda a sua vida profissional a realizar a justiça no Tribunal do Júri, contribuindo para o aperfeiçoamento das instituições democráticas. Seu enredamento em ação criminal é injusto, arbitrário, despropositado e preocupante para toda a sociedade, uma vez que o direito elementar do pensamento e da liberdade de expressão foi atingido com a criminalização de uma opinião vazada em artigo". (Nota da OAB-MS, junho de 2009)

“Liberdade de Expressão” no País Tupiniquim

A “Justiça Federal” de Dourados condenou o colunista Isaac Duarte de Barros Júnior, do jornal “O Progresso”, de Dourados, MS, a dois anos de reclusão e ao pagamento de uma indenização “surreal” que pode ultrapassar os R$ 30 milhões. A ação proposta pelo procurador da República Marco Antonio Delfino de Almeida, em fevereiro de 2009, foi aceita depois de receber denúncias de indígenas a respeito do artigo “Índios e o retrocesso...” publicado, no dia 27 de dezembro de 2008, no qual o autor corajosamente e usando a prerrogativa constitucional da liberdade de expressão expôs seu pensamento a respeito da questão da demarcação de terras indígenas no Mato Grosso do Sul e no Brasil, realizada dentro de critérios puramente ideológicos e sem qualquer fundamentação constitucional ou antropológica.

Na sentença, Marco Antonio afirmou que a “liberdade de expressão” não é uma garantia absoluta e que “a dignidade da pessoa humana, base do estado democrático de direito, prevalece sobre qualquer manifestação de pensamento que incite ao preconceito ou à discriminação racial, étnica e cultural”.

Carta Magna à Deriva

Art. 231 - São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas, crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus bens.

O artigo 231 da Constituição Federal é taxativo ao se referir às terras que “tradicionalmente ocupam, mas a FUNAI e “togados alienados” comprometidos com ONGs estrangeiras teimam em aceitar demarcações em áreas de fronteiras e imensas terras contínuas baseados no conceito “tempos imemoriais” contrariando a Carta Magna do País.

O Mato Grosso do Sul (MS) e toda a população brasileira continuam reféns de decisões que, longe de resgatarem valores indígenas, estão condenando-os ao ostracismo e estimulando, cada vez, reações discriminatórias. Para se ter uma idéia do que acontecerá no futuro à nova “Nação Guarani” basta fazer uma visita à caótica e incompreensível “Terra Indígena Raposa e Serra do Sol (TIRSS)”. Indígenas da Argentina e Paraguai estão ansiosos para participar do espólio patrocinado pela FUNAI no MS, assim como aconteceu com os nativos Venezuelanos e Guianenses que invadiram a TIRSS.

Operação Mapuera (MAPEx) e a Homologação TI Wai-Wai

Aldeia Mapuera (índios Wai-wai),
próximo de Oriximiná, Pará.

Vamos fazer uma pequena digressão histórica para que se possa aquilatar com que “isenção e critério” a FUNAI trata da Demarcação das Terras Indígenas. Na década de 60 foi desencadeada a Operação Mapuera que tinha por objetivo deslocar para o Sudeste de Roraima os índios Wai-wai, do Norte do Pará, ameaçados pelos Tiriós que habitavam o Sul do Suriname. Os Wai-wai foram trazidos de avião para a região do rio Anauá. Por ocasião da homologação das terras, curiosamente, os antropólogos da FUNAI estenderam a área inicial de 330 mil hectares para 450 mil hectares alegando que os Wai-wai ocupavam a região “desde tempos imemoriais”.

Dentro deste contexto tendo ciência de como tramam como os “pseudo-antropólogos” da FUNAI, a soldo de interesses inconfessos, compreendo a indignação do Dr. Isaac e reproduzo, abaixo, o seu artigo para que nossos leitores julguem por si mesmos como anda a “Justiça Brasileira”.

Índios e o retrocesso...

Autor: Isaac Duarte de Barros Junior (Advogado criminalista, jornalista), 27/12/2008

Fonte: www.douradosagora.com.br

Precisamos e urge repensarmos a nossa política indigenista no Brasil, principalmente depois que os eternos cientistas burocratas da FUNAI começaram incentivar a perniciosa ocupação de terras produtivas sulmatogrossenses. Pois, pela vontade de alguns antropólogos lotados nessa Repartição Pública e de congressistas sem a mínima criatividade, milhares de acres fecundos podem retornar ao atraso das administrações indígenas. Se essa bobagem prosperar, com os frenéticos funcionários federais demarcando as cognominadas terras indígenas e se não for combatida essa iniciativa inócua pelas nossas autoridades na esfera federal; os índios tupinambás acabarão declarados donos do bairro carioca de Copacabana e suas praias, enquanto que os índios Aymorés serão os novos proprietários do vale do Anhangabaú paulista, enfim, o resto do nosso território nacional está correndo o risco de regredir e ser declarado uma terra de índios. O mais ridículo dessa retomada das terras, é o modus operandis que se faz de maneira truculenta e arbitrária. O principio reintegratório da bugrada, fundamenta suas bases reintegratórias nas ossadas dos cemitérios supostamente de índios. Portanto, tornou-se o suficiente para se iniciar um processo de reintegração de posse indígena, os aludidos antropólogos encontrarem os restos mortais de algum bugre enterrado nalgum lugar. Acontecendo a exumação cadavérica, depois de periciada, imediatamente seus descendentes vivos se assenhoram das terras como verdadeiros vândalos, cobrando nelas os pedágios e matando passantes assim como faziam os ladrões assaltantes emboscados nas estradas do passado.

Diante do exposto, em nome da razão e dos avanços culturais modernos civilizados, os palacianos parlamentares brasileiros deveriam retirar imediatamente a tutela constitucional exercida comodamente sobre os costumes ultrapassados dos índios aculturados. Isto porque, todos os índios portadores de formação superior, automaticamente tornam-se plenamente capazes. Estes, com raras exceções, ao menor aceno político partidário, passam a praticar a política dos brancos estufando o peito, fazendo questão nos gestos, de gritarem a sua independência cultural. E já que neste país tudo se copia mesmo, não seria sem tempo se copiássemos a bem sucedida política indigenista mexicana, boliviana, paraguaia, norte-americana e de outras nações, onde os índios integram pacificamente a população na condição de cidadãos comuns. Submissos, portanto, nas obrigações legais.

Sendo descendente da família Tepes da Romênia, nem por isso, considero-me no direito legal de tornar-me um dos proprietários das terras prósperas na região da transilvânia e como advogado não me sinto no dever de pedir indenização por danos morais aos descendentes do escritor inglês Bram Stoker, pelo tudo que ele inventou a respeito dos meus familiares no seu romance. Abordo esta secular revolta familiar, apenas para ilustrar e recomendar aos índios brasileiros, maior cautela nos pretensos direitos de propriedade. Afinal, os nossos ancestrais não nos tornaram eternos proprietários de qualquer coisa mundana, principalmente da terra. O que necessitamos, com maturidade responsável, é dar urgente finalidade social e produtiva a todos os quinhões brasileiros, inclusive aqueles ocupados por índios malandros e vadios, notadamente nas nossas fronteiras tupiniquins, onde a bugrada está exportando as madeiras nobres das nossas florestas e os produtos do subsolo, aquele mesmo que segundo a lei maior, pertence ao tesouro nacional. Todavia, essa briga pela posse da terra não é nova. Os bíblicos profetas Moisés, Abraão e seus descendentes foram nômades enquanto vivos e historicamente viveram no deserto. Entretanto, há séculos o islã beligerante guerreia geográfica e religiosamente pela posse de terras. A última guerra motiva-se na disputa pelo território palestino, onde os árabes e os judeus não conseguem chegar a um acordo sobre quem seria o verdadeiro dono do território denominado como Israel pelas Nações Unidas, isto desde 1948. A razão dessa inglória beligerância possui como aspecto exteriorizado em todas as atitudes comportamentais: o pecúlio.

Enquanto que na “guerra” local dos nossos índios, eles lutam pela “sua” terra no solo que em realidade pertence a todos os trabalhadores rurais brasileiros. Esses agitadores índios, não é sem tempo, deveriam simplesmente ser tratados como cidadãos comuns. E nas nossas terras brasileira férteis, infelizmente isto não vem acontecendo, devido ao fato desses mesmos índios preferirem a confortável posição de viverem como tutelados em reservas indígenas, lugar onde na verdade podem permanecer praticando a vadiagem da caça e pesca, ou fazendo o que bem entendem com as riquezas naturais sem dar satisfações aos dirigentes máximos do país. Energicamente os ministros do Supremo Tribunal Federal, recentemente decidiram que esses índios não mais irão colocar em risco a soberania nacional e autorizaram sumulando, o livre trânsito das forças armadas dentro das aldeias. E estas o farão quando nelas se fizer necessária à presença do exército brasileiro, sejam em quais forem às terras ocupadas pelos índios. Quanto a mim, sou daqueles que comungam com o mesmo pensamento, pois no século vinte e um, são bem poucos os indígenas que podem ser tipificados como selvagens. Portanto, a preservação de costumes que contrariem a modernidade, são retrocessos e devem acabar. Quanto a uma civilização indígena que não deu certo e em detrimento disso foi conquistada pela inteligência cultural dos brancos, também é retrógrada a atitude de querer preservá-la...

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA); Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS); Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB); Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS); Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional.

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br - E–mail: hiramrs@terra.com.br

INTERROGAR É A QUESTÃO-CHAVE, SEM SEGREDOS

“Ninguém é insubstituível”, é o ditado, embora a falta que cada um faz seja única. (Gudé).

Por José Eugênio Maciel

“Aprende – lê nos olhos, lê nos olhos – aprende a ler jornais, aprende: a verdade pensa com tua cabeça. Faça perguntas sem medo, não te convenças sozinho mas veja com teus olhos. Se não descobriu por si na verdade não descobriu. Confere tudo ponto por ponto – afinal você faz parte de tudo, também vai no barco,“aí pagar o pato, vai pegar no leme um dia”. Aponte o dedo, pergunta que é isso? Como foi parar aí? Por quê? Você faz parte de tudo. Aprende, não perde nada das discussões, do silêncio. Esteja sempre aprendendo por nós e por você. Você não será ouvinte diante da discussão, não será cogumelo de sombras e bastidores, não será cenário para nossa ação!”

Bertold Brecht

É próprio das crianças a curiosidade, e todas elas a possuem para descortinar o mundo desde os primeiros momentos de vida. As crianças desejam avidamente ver e saber sobre tudo. É comum olharem tudo à volta e sempre disporem de muitas perguntas. Fantástico é observar que elas não aceitam qualquer resposta, não. Ainda que a mãe, pai, avós respondam condizentemente com a idade delas e que a criança tenha compreendido, se não ficar convencida passa a questionar. Uma clara e oportuna resposta dada a uma criança é comum levá-la a muitas outras perguntas.

“Mãe, como eu nasci?” A clássica indagação permeia o imaginário da criança, imaginário esse que constitui e impulsiona a curiosidade. Novamente a resposta a ser dada obedecerá a idade da criança. Se bem pequena, o mito será essencial: “A cegonha te trouxe”. Grosso modo, mito é alegoria, a representação da realidade. A capacidade da criança intrinsecamente se relaciona com o grau de capacidade e do conhecimento insipientes, ou seja, a informação científica, caso venha a ser dada e mesmo que didaticamente, implica num volume de conhecimento que a criança não poderá entender e dominar.

O segundo momento é quando aquela resposta, a da cegonha, não serve mais. Contudo, novamente é preciso respeitar os estágios de vida, a resposta científica ainda não será cabível, pois o amadurecimento carece de tempo e de condições para ocorrer. Assim, no lugar da cegonha “que trouxe o bebê mais lindo do mundo que eu e seu pai escolhemos que é você”, a mãe agora falará que da “semente que o papai plantou na mamãe e que permitiu nascer aquela criatura linda e repleta de perguntas inesgotáveis. É quando também os pais, ao tomarem banho juntos com os filhos, com a naturalidade podem e devem ensinar as diferenças sexuais entre meninas e meninos, anatomicamente e no âmbito das relações pessoais e inter-pessoais que levem em conta o papel e as posições sociais presentes e futuramente.

A curiosidade é fundamental para chegar ao conhecimento, apropriar-se dele, transformá-lo e, na sua aplicação, ampliar o saber e espraiar tudo aquilo que ele desvenda.

É lamentável, quando adultos, nós somos tolhidos pelo chamado preconceito da ignorância, temos receio, medo ou por acomodação, deixamos até mesmo de lado a possibilidade de buscar ou esperar que apareça alguém para explicar “tudinho”, ou ainda que tal interrogação não seja importante, o que é o pior comportamento.