sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

CHIP NOS CARROS: ORWELL TINHA RAZÃO?

Por Luiz Antonio Domingues – in Planet Polêmica

Em 1948, o escritor George Orwell (foto ao lado) lançou um impressionante livro denominado "1984", onde num exercício futurista mezzo Sci-Fi, mezzo sócio-política extremista, imaginou uma sociedade completamente dominada por um poder central e absolutamente controlador, vigiando de forma implacável todos os cidadãos.
Era o olho controlador do "Big Brother", que reduzia a privacidade à zero, tornando as pessoas escravizadas por um sistema opressor. Claro, metáfora de sistemas políticos totalitários, onde o ser humano seria reduzido a uma mera peça de uma engrenagem.
O livro teve sucesso retumbante, abrindo caminho para muitas teses, tratados acadêmicos, filmes, peças teatrais etc. E infelizmente também para distorções, como a criação de um ridículo "reality show" de TV, banalizando o conceito original da obra de Orwell.
 Partindo para o campo realista das realizações oficiais, estamos prestes a nos depararmos com mais uma velada forma de controle, inibindo a nossa cada vez menor privacidade.
Segundo uma nova resolução, já aprovada e confirmada para entrar em vigor a partir de julho de 2013, todos os carros zero KM deverão sair com um sistema de monitoramento mediante chip e até 2014, todos os carros usados deverão se adequar à nova norma.
Sem dúvida que existe toda uma justificativa por parte das autoridades para que tal medida ser aprovada. A ideia é aumentar o grau de segurança para os proprietários no tocante à questão de furtos e roubos.
A reboque, seria uma maneira de ajudar a inteligência policial também, pois seria um controle interessante para detectar a ação de criminosos.
Claro, que cidadão de bem não concorda com esse tipo de dispositivo de forte efeito colaborativo? Só que existem outras implicações que são invasivas e opressivas, também.
Mediante os chips, os orgãos responsáveis pelo trânsito, teriam o controle absoluto sobre as condições de cada carro. É lógico que com esse tipo de dispositivo, irregularidades na documentação dos veículos e infrações cometidas, ficariam expostas de maneira irrefutável, dispensando até a existência dos agentes de trânsito e seus indefectíveis bloquinhos de multas, pelas esquinas.
Até aí, o cidadão de bem que respeita as leis do trânsito e mantém seus tributos em dia, nada tem a temer, contudo, a pergunta é: Até que ponto é ético ter esse tipo de monitoramento?
Não é assustador ser vigiado o tempo todo?
Que garantias o cidadão terá de que esses dados estarão seguros e serão exclusivamente usados de forma técnica, visando apenas à segurança no trânsito e no resguardo do patrimônio, num esforço anti-criminalidade?
Saber onde vou, quanto tempo fico em cada lugar, onde estaciono, por quais vias circulo...
Será que é por aí que a sociedade deve caminhar?

Um comentário:

Marco Antonio disse...

E amigo, garantia de privacidade não teremos mesmo! agente sabe o real motivo por traz disso. Eles conseguem enganar o povo! duvido que apareça um protesto na Paulista por causa disso! realmente me assusta quando leio uma matéria dessa, as pessoas não tem a noção da gravidade disso, um caminho sem volta com cada vez menos liberdade, vai virar lenda nessa geração que nasce hoje saber que podiamos pegar o carro e sair por ai sem compromisso, o que me conforta e que a biblia ja dizia que coisas como estas iriam acontecer no "fim" e pra minha alegria ja fui batizado e aceitei Jesus e enquando não acontece o arrebatamento agradeço aos rackers.