domingo, 27 de maio de 2012

LIXO NAS RUAS, REFLEXO DE UM POVO

Por Luiz Antonio Domingues in Planet Polêmica
Um dos piores costumes que assolam o Brasil, praticamente desde a sua fundação é a mentalidade inacreditável das pessoas em jogar lixo nas ruas. Sempre que vejo um cidadão se livrar de qualquer objeto que tenha à mão, simplesmente jogando-o sobre a calçada ou na rua, fico me perguntando como pode achar normal uma barbaridade desse porte? Muitos usam a cômoda desculpa de que o poder público não providencia lixeiras suficientes ou simplesmente não cuida das poucas disponíveis, que estão quase sempre transbordando, imundas e com o lixo excedente espalhado pelo chão. Sim, muitas vezes isso acontece e acrescento o fato de que a varrição das vias públicas deixa muito a desejar, pelas autoridades municipais. Todavia, ainda penso que se o cidadão não encontra uma lixeira próxima para depositar seu lixo, em algum momento vai encontrar uma disponível ou mesmo utilizar esse serviço num estabelecimento comercial ou mesmo carregar até à sua própria residência (por que não?), dispensando-o no seu lixo doméstico. A desculpa esfarrapada de que um papelzinho de bala, por menor que seja não está causando um dano ambiental, é inadmissível, claro. No Brasil, é comum jogar de tudo nas ruas. E eu questiono: Essas pessoas que agem dessa forma fazem o mesmo dentro de suas residências? A resposta é: Dificilmente, por mais relapsas que sejam, duvido que consigam conviver num ambiente desse nível (claro, existem as excessões, casos patológicos que vemos em reportagens sobre pessoas que acumulam lixo etc.). Fora desse patamar de distúrbio sócio-mental, só posso atribuir esse comportamento à absoluta falta de educação. E dentro desse parâmetro, é óbvia a relação de descaso das pessoas com as cidades em que vivem, estabelecendo uma relação antissocial depreciativa da Res publica. O cidadão que adota tal conduta certamente considera a cidade como um território de ninguém, onde se exime de qualquer responsabilidade perante ela, considerando que não faz parte de sua moradia. Ledo engano! Num país de primeiro mundo, o cidadão aprende desde pequeno que sua cidade é sua casa, como extensão viva do seu Lar e, portanto, adquire uma relação de amor, respeito, e zelo para com ela. No início dos anos setenta, houve uma tentativa de campanha educacional nesse sentido. Publicitários criaram o personagem de desenho animado, "Sugismundo". Com peças divertidas na TV e em tiras de quadrinhos, estimulavam as pessoas a mudarem esse paradigma de descaso. Mas como foi efêmera a abordagem, caiu no esquecimento e os brasileiros de uma forma geral continuaram pautando suas vidas por esse patamar de absoluto descaso com a higiene pública. Particularmente sou contra medidas arbitrárias e ditatoriais por parte das autoridades. Mas alguém tem alguma ideia melhor para mudar a mentalidade desse povo, a não ser pelo caminho árduo das proibições, penalizações e outras medidas invasivas e antipáticas?

2 comentários:

Pedro Bougleux disse...

É questão de educação xará, quando estudante o diretor de meu colegio Cel do Exercito nos narrou a seguinte historia. Descascou uma banana para comer e estava dentro de um taxi o motorista lhe pediu que colocasse a casca no assoalho porque depois ele faria limpeza e deixaria no lixo no proximo ponto. Posteriormente como era fumante inveterado fez um outro teste jogou seu maço de cigarros vazio ao chão, todos se voltaram para ele e envergonhado apanhou levando-o para uma lixeira isto ha exatamente meio seculo em algum pais europeu.
Isto me foi narrado pelo Cel Clomar Sette Bicalho

Blog do Luiz Domingues disse...

Perfeito !!

Também acho, educação é a chave para o Brasil de fato entrar no primeiro mundo.