sábado, 31 de maio de 2008

Gregório de Mattos - Original e Cópia

Original e Cópia
de
Gregório de Mattos

Se há de ver-vos quem há de retratar-vos
E é forçoso cegar quem chega a ver-vos,
Sem agravar meus olhos, e ofender-vos,
Não há de ser possível copiar-vos.

Com neve, e rosas quis assemelhar-vos,
Mas fora honrar as flores, e abater-vos;
Dois zéfiros por olhos quis fazer-vos;
Mas quando sonham eles de imitar-vos?

Vendo que a impossíveis me aparelho,
Desconfiei da minha tinta imprópria,
E a obra encomendei a vosso espelho.

Porque nele com luz, e cor mais própria
Sereis, se não me engana o meu conselho,
Pintor, pintura, original, e cópia.

Gregório de Matos e Guerra

Gregório de Matos e Guerra nasceu na Bahia , em 1636, de família abastada. Estudou primeiro com os jesuítas na cidade natal e, a partir de 1650, na metrópole, formando-se em Direito, em Coimbra, no ano de 1681. Em Portugal, casou foi magistrado e lá viveu até 1681, quando já viúvo, retornou à pátria. Na Bahia, levou uma vida boêmia e indisciplinada de advogado de poucas causas e menores recursos, improvisando versos, cantando à viola, caçoando de toda gente. Casou de novo, teve filhos, e alguns bispos e governadores o protegeram.Foi exilado para Angola, de onde voltou em 1695, indo para o Recife, onde morreu no ano seguinte.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

“Asa Branca”: referência nacional!

ELBA RAMALHO

A música de Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga é o carro-chefe no forró brasileiro. Confira a música na voz de Elba Ramalho!



quinta-feira, 29 de maio de 2008

Templo dos livros e da música


Na corte no Rio, D. João cultivou as paixões pelos livros e pela música. Contratou músicos, maestros e cantores. Há 200 anos, encontramos as raízes das nossas bibliotecas e da música brasileira.
Cypress Garden
(Florida)

Turismo Virtual

Turismo Virtual
fotos panorâmicas do mundo



ViewAt.org é a dica do portal de fotos panorâmicas e interativas que abarca lugares dos 5 continentes, embora com clara predominância européia. Cada foto tem sua própria ficha, onde se inclui sua localização no Google Maps e vínculos e sites relacionados e/ou fisicamente próximos para poder praticar uma curiosa (e barata) forma de fazer turismo virtual

A Origem dos Nomes dos Meses


A Origem dos Nomes dos Meses
( José Augusto Carvalho )

No calendário de Rômulo, o primeiro rei de Roma e seu fundador, o ano começava em março e tinha dez meses, cujos nomes primitivos eram Martius (em homenagem ao deus da guerra, Marte), Aprilis (nome relacionado a Apros ou Afros, designativo de Afrodite, nome grego da deusa Vênus, a quem abril era dedicado, ou ao sânscrito áparah, que significa “posterior” , da mesma raiz do gótico afar ou aftra, que significa “depois” ; Aprilis era o nome de um dos espíritos que seguiam o carro de Marte), Majus (em homenagem à deusa Maia, uma das Atlântidas, amada de Júpiter e mãe de Mercúrio), Junius (em homenagem à deusa Juno, equivalente à deusa Hera dos gregos), Quintilis, Sextilis, September, October, November e December. A relação de aprilis com aperire (abrir) surgiu posteriormente, na vigência do calendário de Numa Pompílio, por ser abril o mês da primavera, em que “todas as coisas se abrem”.

Numa Pompílio (circa 715-circa 672 a.C.), sucessor de Rômulo, querendo igualar a contagem do tempo romano à dos gregos e fenícios, reformou o calendário de Rômulo, instituindo os meses de Januarius (em homenagem ao deus Janus, protetor dos lares) e Februarius, do latim februus, adjetivo de primeira classe que significa “o que purifica, purificador”. Februus
ornou-se o nome de um deus infernal. No mês de fevereiro, realizavam-se cerimônias de purificação, como sacrifícios expiatórios e os ritos de purificação chamados “lupercálias”. O t nome “Luperca” designa a loba, que amamentou os gêmeos Rômulo e Remo na gruta chamada Lupercal. Na realidade “lupus”, lobo, em latim, primitivamente, não tinha feminino. A loba-animal era “lupus femina”. “Lupa” designava a cortesã, daí o nome “lupanar” para designar o prostíbulo. A “lupa” que amamentou os gêmeos era, na verdade, uma cortesã chamada Aca Laurentia ou Laurentina. Os sacerdotes romanos é que “purificaram” a origem de Roma atribuindo à loba-animal a amamentação dos gêmeos que fundaram a cidade. As lupercálias eram festas em homenagem a , realizadas no dia 15 de fevereiro, em que jovens saíam nus da gruta Lupercália flagelando os transeuntes com um cinto de pele de cabra chamado também lupercal, considerado capaz de eliminar a esterilidade e provocar partos felizes. Lupercus se teria originado da justaposição de lupus (lobo) com hircus (bode), mas, como era outro nome de Pã, deus dos pastores e dos rebanhos, presume-se que lupercus signifique também “o que afasta o lobo”.

Os meses Quintilis e Sextilis foram rebatizados com os nomes de julho e agosto, em homenagem aos dois primeiros dos doze césares: Julius (Júlio César) e Augustus. Para que julho e agosto tivessem o mesmo número de dias, subtraíram-se dois dias do mês de fevereiro. Repare-se que as festas de junho são juninas (de Juno), mas as festas de julho são julianas (de Júlio), e não “julhinas” ou “julinas”, nomes que não existem.

Nas modificações efetuadas por Numa Pompílio no calendário de Rômulo, o ano civil tinha um erro de dez dias em relação ao ano solar, por isso ele tentou corrigir o erro acrescentando um período de dez dias entre 23 e 24 de fevereiro. Mas essa solução trouxe tantos problemas que, em 44 a.C., Júlio César resolveu modificar novamente o calendário, dando ao ano a duração de 12 meses ou 365 dias, de acordo com o calendário egípcio. Foi um astrônomo de Alexandria, chamado Sosígenes, que descobriu que o ano civil tinha seis horas menos que o ano solar. Assim, Roma instituiu que a cada quatro anos seria acrescentado um dia em fevereiro. O dia 24 de fevereiro era chamado “sexto das calendas” (calendas era o nome do primeiro dia de cada mês). O dia adicional era acrescentado após o dia 24 de fevereiro, com a mesma numeração, e não, como hoje fazemos, ao final do mês. Havia portanto dois sextos (=bissexto) das calendas. Essa é a origem do nome “ano bissexto”.


Esta eu encontrei no:

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Mário de Andrade - Quarenta Anos

Quarenta Anos
de

A vida é para mim, está se vendo,
Uma felicidade sem repouso;
Eu nem sei mais se gozo, pois que o gozo
Só pode ser medido em se sofrendo.

Bem sei que tudo é engano, mas sabendo
Disso, persisto em me enganar… Eu ouso
Dizer que a vida foi o bem precioso
Que eu adorei. Foi meu pecado… Horrendo

Seria, agora que a velhice avança,
Que me sinto completo e além da sorte,
Me agarrar a esta vida fementida.

Vou fazer do meu fim minha esperança,
Ôh sono, vem!… Que eu quero amar a morte
Com o mesmo engano com que amei a vida.


MÁRIO RAUL DE MORAES ANDRADE

Nascimento: 09/10/1893, Rua Aurora 320, São Paulo, Brasil

Falecimento: 25/02/1945, em sua casa na Rua Aurora 320, São Paulo, Brasil
Causa: Infarto fulminante
Escritor, ensaísta, poeta e romancista, divulgador do folclore e de uma literatura natal; lidera a Semana de Arte Moderna (1922) e o movimento modernista.

"É melancólico chegar assim, no crepúsculo, sem contar com a solidariedade de si mesmo. Eu não posso estar satisfeito de mim, com o meu passado que não é mais meu companheiro. Eu desconfio do meu passado."

terça-feira, 27 de maio de 2008

ENNIO MORRICONE
THE GOOD, THE BAD AND THE UGLY


ENNIO MORRICONE


O maestro, músico e compositor italiano Ennio Morricone é talvez o mais importante compositor ainda vivo para o cinema. Suas trilhas dominaram
praticamente todo o séc. XX.
Nascido em Roma, em 1928, Ennio Morricone estudou composição com Goffredo Petrassi no Conservatório de Santa Cecilia. Trabalhou como arranjador, entre o final dos anos 50 até a metade dos anos 60, para grandes intérpretes como Mario Lanza, Charles Aznavour, Paul Anka e Gianni Morandi. Sua primeira partitura para o cinema data de 1961 (O Fascista, do diretor Liciano Salce, com quem Morricone trabalhara no teatro). A partir dos anos 60, Morricone começou a trabalhar com os maiores diretores do cinema europeu, entre eles Pier Paolo Pasolini (Saló ou Os cento e vinte dias de Sodoma, 1975); Mauro Bolognini (L'Assoluto Naturale, 1969, e Metallo, 1970); Elio Petri (Investigação de Um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita, 1969); e Bernardo Bertolucci (Novecento, 1976).

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Enquanto houver Amizade – Albert Einstein

/////\\\\\
Pode ser que um dia deixemos de nos falar.
Mas, enquanto houver amizade,
faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe.
Mas, se a amizade permanecer,
um do outro há de se lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos.
Mas, se formos amigos de verdade,
a amizade nos reaproximará

Pode ser que um dia não mais existamos.
Mas, se ainda sobrar amizade,
nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe.
Mas, com a amizade
construiremos tudo novamente,
cada vez de forma diferente,
sendo único e inesquecível cada momento
que juntos viveremos e nos
lembraremos pra sempre.
\\\\\/////
copiei do:
sentimentos-expressoes.blogspot.com

Cora Coralina - Das Pedras


Das Pedras

Ajuntei todas as pedras
que vieram sobre mim.
Levantei uma escada muito alta
e no alto subi.
Teci um tapete floreado
e no sonho me perdi.

Uma estrada,
um leito,
uma casa,
um companheiro.
Tudo de pedra.

Entre pedras
cresceu a minha poesia.
Minha vida…
Quebrando pedras
e plantando flores.

Entre pedras que me esmagavam
Levantei a pedra rude
dos meus versos.

CORA CORALINA

ANA LINS DOS GUIMARÃES PEIXOTO

Filiação: Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto (desembargador) e Jacinta Luiza do Couto Brandão
Nascimento: 20/08/1889, Goiás Velho, Goiás, Brasil
Falecimento: 10(11?)/04/1985, Goiânia, Goiás, Brasil
Escritora, poetisa e contista focada na tradição da vida interiorana; primeiro conto publicado: "Tragédia na Roça".

"Feliz aquele que ensina o que sabe e aprende o que ensina"


domingo, 25 de maio de 2008

ASILO DOS SUPER HERÓIS

Circuito de poetas do Recife

Circuito de poetas do Recife


De Clarice Lispector a Chico Science, grandes artistas são lembrados nas ruas do Recife. São músicos, poetas, escritores que nasceram ou viveram na capital de Pernambuco e ganharam lugar cativo.
O vídeo mostra as 12 estátuas de poetas que nasceram ou viveram no Recife.

sábado, 24 de maio de 2008

Rolando Boldrin - Cabocla Tereza



ROLANDO BOLDRIN

Nascimento: 22/10/1936, São Joaquim da Barra, São Paulo, Brasil

Casamento: Lurdes Pereira

Cantor e músico (violonista), estréia na carreira artística num disco da cantora Lurdinha Pereira (anos 60); pioneiro na produção de programas de TV voltados para a música sertaneja e destaca-se como contador de "causos"; mais de 15 discos gravados.

O Sono das Águas

de

Há uma hora certa,
no meio da noite, uma hora morta,
em que a água dorme.

Todas as águas dormem:
no rio, na lagoa,
no açude, no brejão, nos olhos d’água,
nos grotões fundos
E quem ficar acordado,
na barranca, a noite inteira,
há de ouvir a cachoeira
parar a queda e o choro,
que a água foi dormir…

Águas claras, barrentas, sonolentas,
todas vão cochilar.
Dormem gotas, caudais, seivas das plantas,
fios brancos, torrentes.
O orvalho sonha
nas placas da folhagem
e adormece.
Até a água fervida,
nos copos de cabeceira dos agonizantes…

Mas nem todas dormem, nessa hora
de torpor líquido e inocente.
Muitos hão de estar vigiando,
e chorando, a noite toda,
porque a água dos olhos
nunca tem sono…

JOÃO GUIMARÃES ROSA

Nascimento: 27/06/1908, Cordisburgo, centro-oeste de Minas Gerais, Brasil Falecimento: 19/11/1967, Rio de Janeiro, Brasil Escritor romancista, autor de "Sagarana" (contos, 1946) e "Grande Sertão, Veredas" (romance, 1956).
"É preciso sofrer depois de ter sofrido e amar e mais amar, depois de ter amado."

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Bastos Tigre - Envelhecer

Envelhecer
de

Entra pela velhice com cuidado,
Pé ante pé, sem provocar rumores
Que despertem lembranças do passado,
Sonhos de glória, ilusões de amores.

Do que tiveres no pomar plantado,
Apanha os frutos e recolhe as flores
Mas lavra ainda e planta o teu eirado
Que outros virão colher quando te fores.

Não te seja a velhice enfermidade!
Alimenta no espírito a saúde!

Luta contra as tibiezas da vontade!

Que a neve caia! o teu ardor não mude!
Mantém-te jovem, pouco importa a idade!
Tem cada idade a sua juventude.

<><><><><>

(http://blog.sitedepoesias.com.br)

Bastos Tigre

Manuel Bastos Tigre, jornalista, poeta, humorista, revistógrafo e compositor, nasceu em 12/3/1882 em Recife, PE e faleceu no dia 1/8/1957 no Rio de Janeiro, RJ.
Mudou-se para o Rio de Janeiro ainda estudante. Ali trabalhou como jornalista, escrevendo sob o pseudômino de D. Quixote.
Com 24 anos estreou como revistógrafo com a peça Maxixe, sua e de Batista Coelho, que também usava um pseudônimo: João Foca. Naquele mesmo ano de 1906, conheceu também seu primeiro sucesso musical, "Vem Cá, Mulata", em parceria com Arquimedes de Oliveira, incluída em sua revista Maxixe, interpretada por Maria Lino.
Foi autor do primeiro disco publicitário do Brasil, "Chopp da Brahma", em parceria com Ary Barroso e gravado em 1935 pelo iniciante Orlando Silva.
Até a década de 1920 escreveu várias peças de sucesso, entre elas "Grão-de-Bico" (1915), "De Pernas pro Ar", com Cândido Castro (1916), "Viva o Amor", com Eduardo Vitorino (1924) e "Ziguezague" (1926).
Foi fundador e diretor da revista D. Quixote. Foi um dos fundadores, presidente e tesoureiro da SBAT (Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, fundada em 1917) e ainda teve a função de bibliotecário na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
Principais sucessos musicais: "A Despedida", Eduardo Souto e Bastos Tigre (1932), "A Saudade", Eduardo Souto e Bastos Tigre (1932), "Casa de Paulista", versão de Bastos Tigre da "Canção Casa de Caboclo" de Hekel Tavares, Chiquinha Gonzaga e Luiz Peixoto (1929), "Casino Maxixe" (A Maçã Proibida), Sinhô e Bastos Tigre (1927), "Chopp da Brahma", Ary Barroso e Bastos Tigre (1935), "Vem Cá, Mulata", Bastos Tigre e Arquimedes de Oliveira (1906), "Vem Cá, Mulata", com Almirante na Rádio Tupi (1946) .
(extraído da página: br.geocities
,com)

A Grande Muralha da China

video

Edith Veiga - Faz-me Rir




Edith Veiga
Nascida em Juquiá, interior de São Paulo, no dia 15 de fevereiro, Edith Veiga passou uma infância simples, mas sempre cercada de muita música, por conta de seu maior desejo: ser cantora.
Aos 15 anos, mudou-se com a família para São Paulo e começou a freqüentar e participar de quase todos os programas de calouros da época, tais como O telefone está chamando e A Hora do Pato. Em 1961, com o segundo lugar alcançado no famoso concurso “A Voz de Ouro ABC”, líder de audiência da TV Record – Canal 7, defendendo o samba-canção Castigo (Dolores Duran), as portas para a sua carreira artística foram definitivamente abertas.
Nessa ocasião, Palmeira (da dupla sertaneja Palmeira e Biá) que era diretor da gravadora Chantecler, acompanhando pela TV, encantou-se com o timbre impressionante da moça e contratou-a para a gravação de um bolero que acabou se tornando um dos maiores sucessos, senão o maior daquele ano: "Faz-me Rir" (versão de Teixeira Filho para Me Dá Risa, de autoria da dupla chilena Yone e Arias).
Em 1963, no auge da carreira, era uma das mais solicitadas cantoras do Brasil e chegou a se apresentar no Japão, parte da Europa e em quase toda a América Latina.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Jorge Veiga - Rei do Samba

Jorge de Oliveira Veiga era seu nome completo. Nasceu no subúrbio de Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro em 6 de dezembro de 1910 e faleceu, também no Rio de Janeiro em 29 de junho de 1979.
Jorge Veiga, era conhecido pelo balanço malandro da voz nos sambas anedóticos que respondiam por boa parte do seu repertório (tendo recebido de Paulo Gracindo a alcunha de “Caricaturista do Samba”, pelo seu jeito faceiro de cantar. Jorge Veiga, é um dos grandes intérpretes do samba, aliando, em seu repertório, sambas de breque, de gafieira e carnavalescos. Carioca do Engenho de Dentro, ele viveu de biscates até que um de seus contratadores o levasse em 1934 à Rádio Metrópolis, inicialmente trafegando pelo estilo mais empostado, Jorge aos poucos foi desenvolvendo a leveza e o bom humor em suas interpretações. O primeiro sucesso veio no carnaval de 1944, “Iracema”, de Raul Marques e Otolino Lopes. Já com sua personalidade irreverente moldada, outros sucessos seguiriam em fila, ao longo dos anos 40, 50 e 60: “Rosalina”, “Cabo Laurindo” (sambas de Haroldo Lobo e Wilson Batista), “Eu Quero É Rosetá” (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira), “Estatutos da Gafieira” (Billy Blanco), “Café Soçaite” (Miguel Augusto) e “Bigorrilho” (Paquito, Sebastião Gomes e Romeu Gentil). Em 1971, lançou o LP “De Leve”, com Cyro Monteiro. Quatro anos depois,eternizando sua carreira, lançou, em 1975, "O Melhor de Jorge Veiga".

Aluísio Azevedo - Pobre Amor


Pobre Amor

de

Calcula, minha amiga, que tortura!
Amo-te muito e muito, e, todavia,
Preferira morrer a ver-te um dia
Merecer o labéu de esposa impura!

Que te não enterneça esta loucura,
Que te não mova nunca esta agonia,
Que eu muito sofra porque és casta e pura,
Que, se o não foras, quanto eu sofreria!

Ah! Quanto eu sofreria se alegrasses
Com teus beijos de amor, meus lábios tristes,
Com teus beijos de amor, as minhas faces!

Persiste na moral em que persistes.
Ah! Quanto eu sofreria se pecasses,
Mas quanto sofro mais porque resistes!

ALUISIO TANCREDO GONÇALVES DE AZEVEDO

Nascimento: 14/04/1857, São Luis, Maranhão, Brasil
Falecimento: 21/01/1913, Buenos Aires, Argentina
Cônsul e romancista influenciado por Zola, inicia o naturalismo no país; autor de "O Mulato" (1881) e "O Cortiço" (1896).

"As grandes crises podem divinizar ou prostituir uma consciência, do mesmo feitio que um grande amor pode divinizar ou prostituir uma mulher."



Colirio Brasil

video

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Clarice Lispector-A Lucidez Perigosa


A Lucidez Perigosa

de

Estou sentindo uma clareza tão grande
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.

Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma, e não me alcanço.
Além do que:que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez
pode-se tornar o inferno humano
- já me aconteceu antes.

Pois sei que
- em termos de nossa diária
e permanente acomodação
resignada à irrealidade -
essa clareza de realidade
é um risco.

Apagai, pois, minha flama, Deus,
porque ela não me serve
para viver os dias.
Ajudai-me a de novo consistir
dos modos possíveis.
Eu consisto,
eu consisto,
amém.


HAIA LISPECTOR

Nascimento: 10/12/1920, Tchetchelnik, Ucrânia, Russia
Filiação: Pinkouss Lispector e Mania Lispector
Casamento: Maury Gurgel Valente (1943 a 07/1959, separa-se); filhos: Pedro (10/09/1948) e Paulo (10/02/1953)
Falecimento: 09/12/1977, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
Causa: Obstrução intestinal provocada por adenocarcinoma de ovário
Escritora radicada no RJ (1934), romancista (estréia com "Perto do Coração Selvagem", 1943); expressa uma visão profundamente pessoal e existencialista do dilema humano; adormecendo com um cigarro aceso (14/09/1966), provoca um incêndio que lhe causa profundas cicatrizes.
"Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas, nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite."


Clarice Lispector

Palácios do Japão-vídeo


terça-feira, 20 de maio de 2008

Olegário Mariano - Conselho de Amigo


Conselho de Amigo

de

Cigarra! Levo a ouvir-te o dia inteiro,
Gosto da tua frívola cantiga,
Mas vou dar-te um conselho, rapariga:
Trata de abastecer o teu celeiro.

Trabalha, segue o exemplo da formiga,
Aí vem o inverno, as chuvas, o nevoeiro,
E tu, não tendo um pouso hospitaleiro,
Pedirás… e é bem triste ser mendiga!

E ela, ouvindo os conselhos que eu lhe dava
(Quem dá conselhos sempre se consome…)
Continuava cantando… continuava…

Parece que no canto ela dizia:
- Se eu deixar de cantar morro de fome…
Que a cantiga é o meu pão de cada dia.

Olegário Mariano (O. M. Carneiro da Cunha), poeta, político e diplomata, nasceu em Recife, PE, em 24 de março de 1889, efaleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 28 de novembro de 1958. Era filho de José Mariano Carneiro da Cunha, herói pernambucano da Abolição e da República, e de Olegária Carneiro da Cunha. Fez o primário e o secundário no Colégio Pestalozzi, na cidade natal, e cedo se transferiu para o Rio de Janeiro. Freqüentou a roda literária de Olavo Bilac, Guimarães Passos, Emílio de Meneses, Coelho Neto, Martins Fontes e outros. Estreou na vida literária aos 22 anos com o volume Angelus, em 1911. Sua poesia falava de neblinas, de cismas e de sofrimentos, perfeitamente identificada com os preceitos do Simbolismo, já em declínio. Em concurso promovido pela revista Fon-Fon, em 1938, Olegário Mariano foi eleito, pelos intelectuais de todo o Brasil, Príncipe dos Poetas Brasileiros, em substituição a Alberto de Oliveira, detentor do título depois da morte de Olavo Bilac o primeiro a obtê-lo.
Sua poesia lírica é simples, correntia, de fundo romântico, pertinente à fase do sincretismo parnasiano-simbolista de transição para o Modernismo. Ficou conhecido como o "poeta das cigarras", por causa de um de seus temas prediletos.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Jesus o Homem (filme)

De quem é a Amazônia - afinal?

'De quem é a Amazônia, afinal?', questiona 'NY Times'
O jornal cita o ex-vice-presidente americano Al Gore, que em 1989 disse que "a Amazônia pertence a todos nós"


Atualmente, a visualização da Arara vermelha ainda é freqüente nas copas das grandes árvores da Amazônia

Uma reportagem publicada neste domingo (18) no jornal americano The New York Times afirma que a sugestão feita por líderes globais de que a Amazônia não é patrimônio exclusivo de nenhum país está causando preocupação no Brasil.

No texto intitulado "De quem é esta floresta amazônica, afinal?", assinado pelo correspondente do jornal no Rio de Janeiro, Alexei Barrionuevo, o jornal diz que "um coro de líderes internacionais

está declarando mais abertamente a Amazônia como parte de um patrimônio muito maior do que apenas das nações que dividem o seu território".

O jornal cita o ex-vice-presidente americano Al Gore, que em 1989 disse que "ao contrário do que os brasileiros acreditam, a Amazônia não é propriedade deles, ela pertence a todos nós".

"Esses comentários não são bem aceitos aqui (no Brasil)", diz o jornal. "Aliás, eles reacenderam velhas atitudes de protecionismo territorial e observação de invasores estrangeiros escondidos."

Acesso restrito

O jornal afirma que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta aprovar uma lei para restringir o acesso à floresta amazônica, impondo um regime de licenças tanto para estrangeiros como para brasileiros.

"Mas muitos especialistas em Amazônia dizem que as restrições propostas entram em conflito com os próprios esforços (do presidente Lula) de dar ao Brasil uma voz maior nas negociações sobre mudanças climáticas globais – um reconhecimento implícito de que a Amazônia é crítica para o mundo como um todo", afirma a reportagem.

O jornal diz que "visto em um contexto global, as restrições refletem um debate maior sobre direitos de soberania contra o patrimônio da humanidade".

"Também existe uma briga sobre quem tem o direito de dar acesso a cientistas internacionais e ambientalistas que querem proteger essas áreas, e para companhias que querem explorá-las."

"É uma briga que deve apenas se tornar mais complicada nos próximos anos, à luz de duas tendências conflituosas: uma demanda crescente por recursos energéticos e uma preocupação crescente com mudanças climáticas e poluição."

domingo, 18 de maio de 2008

Jardim da Arte e Escultura


J. G. de Araujo Jorge

MINHA BIBLIOTECA

Pátria e lar do pensamento,
porto do coração.
Minha loja de sonhos, mercado de emoções
onde faço pelas madrugadas a minha "feira"
para reabastecer meu espírito de realidades e ficções
e sobreviver.

Aí estão as prateleiras sortidas, estoques inesgotáveis
de fantasias a experiências
para a minha fome de conhecimentos, minha sede
de descobertas,
minhas ânsias de beleza.

É só estender a mão e colher o livro
como um fruto maduro que lentamente degusto
e, milagrosamente,
permanece inteiro, íntegro, intacto
entre folhas e flores
e surpreendentemente se renova e multiplica
em inusitados sabores.

Minha biblioteca
parque de papel e palavras
onde me perco em andanças e onde me reencontro
em tantos caminhos desconhecidos,
bosque de tantos livros, como as árvores
com quem Beethoven conversava
em seu bosque de Bonn.

Meus livros, companheiros pacientes e silenciosos
com quem dialogo horas sem conta,
que não discutem, não alteiam a voz
em tantas discordâncias inevitáveis,
e humildemente se fecham e se recolhem
a um simples gesto meu de impaciência, cansaço
ou de sono.

Minha biblioteca,
abrigo certo
oásis de águas e sombras
no imenso deserto,
que me faz decolar de tantas realidades
e planar como uma asa-delta
sozinho, sobre paisagens insuspeitadas.

Minha biblioteca,
pousada no caminho
onde me sento, a pensar,
e onde chego a esquecer que há um mundo
rosnando ameaças ao redor,
e adormeço como um menino
feliz..

(Poema de JG de Araujo Jorge
do livro "Tempo Será" – 1986 )

sábado, 17 de maio de 2008

Q20 você sabe o que é?

NÃO SEI COMO PODE, MAS COMO EU SÓ ACREDITO VENDO,
RESOLVI TESTAR E NÃO É QUE É VERDADE MESMO.

Muito legal!

Sabe o que é Q20? Eu fui apresentado hoje a este brinquedinho
e fiquei espantado...
Em 20 perguntas simples ele adivinha o que você está
pensando.

Este programa foi desenvolvido pelo pessoal de desenvolvimento
de software da Apple.

Escolha o seu idioma. Não acredita?
Confira na versão on-line
no link abaixo.
O Q20 (que cabe na palma da mão) é baseado em inteligência
artificial + redes neurais.

http://www.20q.net/

Pedro Vargas - Farolito




Pedro Vargas Mata, nasceu em San Miguel de Allende, Guanajuato em 29 de abril de 1906 e faleceu na Ciudade do México a 30 de outubro de 1989. Cantor e ator mexicano, também conhecido como: “El Tenor de las Américas”, “El Samurai de la canción”, “El Rey”.

Helena Kolody - Sonhar

Sonhar

Helena Kolody


Sonhar é transportar-se em asas de ouro e aço
Aos páramos azuis da luz e da harmonia;
É ambicionar o céu; é dominar o espaço,
Num vôo poderoso e audaz da fantasia.

Fugir ao mundo vil, tão vil que, sem cansaço,
Engana, e menospreza, e zomba, e calunia;
Encastelar-se, enfim, no deslumbrante paço
De um sonho puro e bom, de paz e de alegria.

É ver no lago um mar, nas nuvens um castelo,
Na luz de um pirilampo um sol pequeno e belo;
É alçar, constantemente, o olhar ao céu profundo.

Sonhar é ter um grande ideal na inglória lida:
Tão grande que não cabe inteiro nesta vida,
Tão puro que não vive em plagas deste mundo.



Helena Kolody
nasceu em 1912, em Cruz Machado, Paraná, no dia 12 de outubro. Filha de Miguel e Vitória Kolody, passou a infância na cidade catarinense de Três Barras. Em 1926, concluiu o curso de guarda-livro e, no ano seguinte, mudou-se com a família para Curitiba, onde residiu até sua morte. Em 1928, publica seu primeiro poema, "A lágrima". Em 1931, conclui o curso da Escola Normal Secundária. No ano seguinte iniciou uma brilhante carreira no magistério, paixão que só dividiria com a poesia. Em 1941 publicou a primeira obra, "Paisagem interior", que seria seguida por outros treze títulos. Já nesta obra de estréia constavam três haikais, algo raro à época. Estava presente em seu projeto poético esta busca, como disse mais tarde, "da síntese para traduzir o pensamento". Em 2001, foi publicado o livro "Viagem no Espelho e vinte e um poemas inéditos", pela Criar Edições, de Curitiba, Paraná (PR). Essa edição comemorou os 60 anos da publicação de seu primeiro livro. A poetisa morreu em 15 de fevereiro de 2004.

sexta-feira, 16 de maio de 2008


Bem no Fundo

Paulo Leminski

No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto

a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela — silêncio perpétuo

extinto por lei todo o remorso,
maldito seja que olhas pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais

mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,

e aos domingos saem todos a passear

o problema, sua senhora

e outros pequenos probleminhas.

Paulo Leminski nasceu na cidade de Curitiba, Paraná, em 24 de agosto de 1944. Desde os 18 anos, aproximadamente, esteve envolvido com a literatura, participando de congressos e concursos em todo o Brasil.
O poeta morreu no dia 7 de junho de 1989. Em sua homenagem, foi inaugurado o Espaço Cultural Paulo Leminski, teatro multimídia ao ar livre, na antiga pedreira municipal de Curitiba, no mesmo ano.

Malditas Correntes


(Clicka nas setas para passar os slides das malditas correntes)

O Maior Livro do Mundo


O Codex Gigas, também conhecido como a "Bíblia do Diabo", é o maior livro do mundo. Ele foi feito no início do século 13 em um monastério na Bohemia. A criação destes livros era um dos trabalhos mais especializados dos monges. Veja em (O nome da Rosa, do Humberto Eco) Naquele tempo, apenas os iniciados sabiam - e podiam - escrever, e a Biblia do Diabo com suas características únicas é considerada uma das mais preciosas obras deste tempo. Porque, como e por quem a Biblia do diabo foi feita, é um mistério até hoje.
Conta a lenda que o livro foi escrito por um monge que recebeu a ordem de fazer o livro em uma única noite como forma de escapar da punição por quebrar o código monástico.
O monge se matou de escrever, e sendo o gênio que era, conseguiu dar conta do recado. O problema é que seu superior, mesmo vendo que o desafio foi cumprido a contento, mandou puní-lo. O monge ficou irado e resolveu pedir ajuda a ninguém menos que Satã.

A prece ao tinhoso foi respondida e o demônio quis que o monge vendesse sua alma.
Este diabo é descrito em detalhes no capítulo penitencial, que faz do códice um manual para magos, listando vários sinais, bestas, seres mágicos e fórmulas mágicas.

O livro contém também o Velho testamento, o Novo testamento, a necrologia do monastério de Podzalice, uma lista de membros da fraternidade de Pozalice, um tratado de História Natural e a mais antiga crônica latino-grega, computando 11 capítulos ao todo.
Estima-se que a pele de uns 160 asnos foi usada para a confecção das páginas do livro, que foi escrito em latim e inclui fórmulas médicas para tratamento de doenças como a epilepsia e a febre. Mas não só isso. O livro tem até fórmulas mágicas para encontrar ladrões, e um dos capítulos mais valiosos é o Chronica Bohemorum - uma cópia do Chronicle Bohemian, redigida entre 1045 a 1125, que é considerado uma das transcrições mais antigas e perfeitas da crônica.



quinta-feira, 15 de maio de 2008

Injustiça-Giuseppe Ghiaroni


GIUSEPPE ARTIDORO GHIARONI
Nascimento: 22/02/1919, Paraíba do Sul, Rio de Janeiro, Brasil
Falecimento: 21/02/2008, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil
Jornalista e escritor; poeta, publica "O Dia da Existência" (1941) e "A Graça de Deus" (1945); autor de novelas radiofônicas como "Mãe", "A Gloriosa Mentira", "O Bom Irmão", etc; sucesso com seu "Monólogo das Mãos", além do seriado "Tancredo e Trancado" (anos 1950, Rádio Nacional), etc; um dos redatores da "Escolinha do Professor Raimundo" (Rede Globo, anos 1990).

quarta-feira, 14 de maio de 2008

O Mal Existe? - Albert Einstein

O MAL EXISTE?

Um professor universitário desafiou seus alunos com esta pergunta:
“Deus criou tudo o que existe?"

Um aluno respondeu valentemente: Sim, Ele fez
Deus criou tudo?, perguntou novamente o professor
Sim senhor, respondeu o jovem

O professor respondeu,
“Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal,
pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são
um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau"

O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz,
se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era um mito

Outro estudante levantou a mão e disse:
Posso fazer uma pregunta, professor?
Lógico, foi a resposta do professor.

O jovem ficou de pé e perguntou: professor, existe o frio?
Que pregunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?

O rapaz respondeu:"
De fato, senhor, o frio não existe.
Segundo as leis da Física, o que consideramos frio,
na realidade é a ausência de calor.

Todo corpo ou objeto é suscetível de estudo quando possui ou transmite energia,
o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia.

O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor,
todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe.

Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor"
E, existe a escuridão? Continuou o estudante.

O professor respondeu: Existe.
O estudante respondeu: Novamente comete um erro, senhor,
a escuridão também não existe.

A escuridão na realidade é a ausência de luz.

“A luz pode-se estudar,a escuridão não,
até existe o prisma de Nichols para decompor a
luz branca nas várias cores de que está composta,
com suas diferentes longitudes de ondas.

A escuridão não. Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina
a superfície onde termina o raio de luz. Como pode saber quão escuro
está um espaço determinado?

Com base na quantidade de luz presente nesse espaço,
não é assim?

Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever
o que acontece quando não há luz presente”
Finalmente, o jovem perguntou ao professor:

Senhor, o mal existe?
O professor respondeu:
Claro que sim, lógico que existe, como disse desde o começo,
vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal.

Ao que o estudante respondeu:
O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo.

O mal é simplesmente a ausência de Deus,
é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o
homem criou para descrever essa ausência de Deus.

Deus não criou o mal. Não é como a fé ou como o amor,
que existem como existem o calor e a luz.

O mal é o resultado da humanidade não ter
Deus presente em seus corações.

É como acontece com o frio quando não há calor,
ou a escuridão quando não há luz.

Então o professor, depois de balançar a cabeça, ficou calado
O nome do jovem era...
ALBERT EINSTEIN.


ALBERT EINSTEIN

Nascimento: 14/03/1879, Ulm, fronteiro com a Suíça, Alemanha
Filiação:
Hermann Einstein e Pauline Koch
Casamento: Mileva Maric (06/01/1903 a 14/02/1919, divórcio); 3 filhos: Lieserl (01/1902), Hans Albert (14/05/190
4) e Eduard (cerca de 1908); Elsa Lowenthal (02/06/1919 a 20/12/1936, sua morte): 2 filhos
Faleciment
o: 18/04/1955, 1:15 h, hospital, Princeton, New Jersey, Estados Unidos
Causa: Rompimento da aorta
Teórico de Física, Matemática, Astronomia e Ciências Humanas, naturalizado
norte-americano; autor da Teoria da Relatividade Espacial (1905); Nobel de Física (1921) pela explanação da Teoria Quântica.

"Não acredito num Deus que recompensa o Bem e pune o Mal."