sábado, 2 de abril de 2011

A LEGIÃO DE LEÕES DE CIRCO

Por José Geraldo Pimentel (*)

Eu tenho que refazer os meus conceitos sobre o que seja o sentimento de brasilidade, de amor à farda, de muitas coisas pequenas que insisto em guardar com carinho numa gaveta ou numa caixa de papelão.

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Lá vem o velho chavão: ‘com muito orgulho’, ‘orgulho de ser brasileiro‘. Se fosse um homossexual, com muito ‘orgulho de ser gay‘! No Brasil tem-se orgulho de tudo, menos, é claro, de ser negro. Se o sujeito chega perto de você e o chama de negro,... Já era! Você pensa logo em amealhar uns trocados sem acertar na loteria; porque trabalhando duro, ninguém fica rico!
Saindo das recordações pessoais, gostaria de mergulhar em alguns fatos que vêem me intrigando ultimamente. Falar o que penso, por exemplo. Imaginei que escondido em algum lugar houvesse, por exemplo, companheiros de farda que não estariam satisfeitos com tudo de ruim que vem desabando sobre as nossas cabeças. Pensei que haveria nalgum canto perdido neste Brasil imenso, uma pessoa que fosse, pudesse estar inconformada com as pauladas que todos os dias são desferidas contra as Forças Armadas. As ofensas são abertas, partem de pessoas esclarecidas, empostadas em cargos relevantes da república, e nada. Nenhuma reação. Raríssima, com consequência para os minguados insatisfeitos. O restante da ‘legião’ de milicos fica no seu canto acuado. Isso me faz ver diante de meus olhos, não um Exército de soldados briosos, orgulhosos de suas fardas; mas uns leões de circo. Rugem, mas não mordem. Confesso que tenho entrado furtivamente no depósito aonde são deixadas as jaulas, e futucado com vara curta esses outrora valentes soldados. Mas nada. Nenhuma reação. Só medo e recolhimento a um canto.
O indivíduo é como os animais. São valentes enquanto estão amarrados com correntes curtas. Meu cão Spit, um bichinho preto, digo, negro, trazido de Portugal por uma de minhas filhas, comporta-se como uma fera feroz ao me aproximar de outro cão, seja pequeno ou enorme. O moleque late desesperado, querendo partir para o ataque. Eu, cuidadoso, algumas vezes me aproximo do outro animal, também preso numa corrente, claro, e ao cruzar por ele, meu cãozinho cessa de latir e continua feliz, como querendo demonstrar que apenas gosta de presepada. Não é de briga realmente. Gosta de se exibir. Mas o nosso soldado não reage, nem quando é chamado de ‘bando’, de ‘covarde’, desafiado com termos como: ‘não tenho medo de confrontamento’. Estaria sofrendo da Síndrome de Estocolmo?
Esta semana parecia que os nossos soldados iriam dar um bote em cima do ‘inimigo’ e cravar uma dentada daquelas de arrancar a orelha. Mas nada. Foi só chegar o dia 31 de março e o meu cão Spit, tão valente em outros tempos, recolheu-se à sua insignificância mórbida e enfiou o rabo entre as pernas. Gritei: - Estou no mato sem cachorro!
O meu bichinho de estimação era um cagão como tantos outros que vejo trancado numa jaula de circo.

Desisto de fazer traquinagem. Nada de imitar os meus tempos de garoto quando pulava o muro do meu vizinho e ia furtar frutas em seu quintal. Não quero mais me envolver com essas feras de araque, que só pensam naquilo. Esclarecendo. Em se dar bem quando passarem para a reserva. Um cargo comissionado num país estrangeiro. Um pró-labore em uma estatal. Dinheirinho sagrado que cai muito bem no bolso desvalido de um milico faminto!
Voltando à prática do racismo. Em minha opinião, racistas são os aproveitadores que se imaginam entrando em uma universidade despreparados, analfabetos de pai e mãe, só porque Deus lhes deu o dom de ter nascido negro. Nem pensa em pleitear um ensino fundamental de primeira qualidade para disputar uma vaga em igualdade de condições com os ‘branquicelas de olhos azuis’! Nem pensa em qualificar-se profissionalmente para disputar um emprego numa empresa, ou habilitar-se, através de concurso, para chegar a um cargo de funcionário público. Quer entrar pela porta dos fundos, beneficiado pela imoralidade de uma reserva destinada às pessoas de cor. Nunca pensei que ser negro, fosse uma deformidade genética. É-se branco, negro, amarelo, de qualquer raça! Apelar para a lei do menor esforço não é nada edificante!
- Vou processar o deputado por ter me chamado de negra! Diz a espertinha, querendo safar os prejuízos de seus shows, com uma atitude nada digna de uma pessoa comum.
- Vou processar o deputado por homofobia. Ele me chamou de veado! Aí está certo. Um homem é um homem, independente de sua preferência sexual. Mas quer compará-lo a um animal, vai muito longe.
Ganhar dinheiro de maneira ilícita, não é nada honroso. Essa moda de levar vantagem em tudo caiu no gosto popular. Tem até oficial general que por eu ter censurado a sua atitude menos corajosa ao deixar o seu público no sereno sem apresentar a palestra tão ansiosamente esperada, me ameaçou de processo.
“Não repita acusações infundadas porque irei processá-lo por calúnia e difamação.”
A ‘acusação infundada’ a que se refere é a transcrição de um texto intitulado “Testemunho sobre a personalidade do Gen. Heleno” escrito por um vice almirante, filho de um ex ministro do Exército, ao qual o general serviu como ajudante de ordem. Não inventei. Toda a matéria que escrevo é fundamentada em artigos postados na imprensa, e assino embaixo com nome e posto, nunca uso do recurso do anonimato.
Mais um que quer assaltar a minha algibeira. Não sabe, sabe, mas finge desconhecer que milico é um desprotegido dos deuses. Ando mais na pindaíba do que o ilustre general que só se apresenta com o uniforme de campanha. Aquela coisa de família pobre que faz as crianças ir para a escola com um pé no chinelo, disfarçando a falta de um calçado. Com este recurso duas crianças podem assistir às aulas usando o mesmo calçado. Inteligente.
Mas não é só o general que quer mamar nas minhas tetas. Um capitão da Aeronáutica me ameaçou de processo. “Vou tomar muita cerveja às suas custas!” Disse. Pode! Assim termino pedindo falência.
Maltratar os velhinhos caiu no gosto popular. O general me chama de velhinho caquético, portador de bengala para me apoiar e coisas que aborrecem aos mais passadinhos pelo tempo. Diz textualmente:
“- Gostaria de saber dos seus feitos quando estava na ativa. Pela sua arrogância, deve ser herói de guerra ou algo parecido.”
Putz grill! Vou fazer uma plástica e encher a cara de botox, como aquela ex primeira dama, que foi agraciada com uma medalha por ter elogiado a entrada da mulher no quadro de aviadores da Força Aérea Brasileira.

O capitão referido acima também só se dirige a mim chamando de velho. E o sujeito tem 52 anos, não é nenhum garotão de Ipanema! Ser velho é sinal de experiência de vida, e quando mete o pau em certas criaturas miúdas, com embasamento e dados concretos, indica que o ‘velhinho’ ainda está bem lúcido.
Esse general me faz lembrar o comunista João Mangabeira. Levou a garotada para a selva, e quando pressentiu a aproximação das forças militares, picou a mula, deixando-a entregue às traças!
O general diz em seu e-mail malcriado que me mandou: “... não teria qualquer prazer em liderar gente da sua espécie.”
Não caio em qualquer esparrela. O exemplo do João Mangabeira é elucidativo. Jamais eu o seguiria. Há líderes e líderes!
É essa constatação que demonstra o estado de desânimo e baixo astral em que se encontram as FFAA. Desaparelhadas, tropa passando fome com salário aviltante, e instrução deficiente por falta de manutenção em tempo integral dos recrutas nos quartéis. Pergunto: Vossa Excelência conhece os problemas da tropa, ou sabe através de leitura de denúncias em jornais? Não basta estar sentado atrás de uma mesa confortável, num gabinete refrigerado, para estar a par da situação de seu Exército.
Não repetiria as suas palavras: “- Lamento muito que você tenha sido tão mal formado ao longo da carreira.”
As FFAA dão o melhor dos seus esforços na formação de seus quadros. Com Vossa Excelência deve ter acontecido a mesma coisa. Infelizmente, como Vossa Excelência mesmo diz: “- A tropa, em qualquer situação, é o reflexo de seus chefes.”
E pare de rugir atrás das grades. Estou cheio de ameaças. Um capitão que diz ser formado em engenharia, raivoso porque fiz elogios nada simpáticos à guerrilheira que hoje preside o país, já me ameaçou de morte. “- Você vai aparecer com a boca cheia de formigas e não vai saber de que morreu!”
- ‘Elementar, meu caro Watson!’ Desde quando ‘presunto’ sabe de que morreu!
- Urrr!

(*) É Cap Ref EB

Fonte: Pequenas Histórias

COMENTO: não o conheço pessoalmente, mas tenho grande respeito pelo General Heleno. Por outro lado, não poderia deixar de divulgar o posicionamento do Capitão Pimentel, que expressou o descontentamento ou a frustração de grande parte dos militares que aguardavam um ato de liderança no passado dia 31 de Março, como ratificação de que nossos antigos líderes da segunda metade do século passado não agiram de forma errada. Entende-se que o cumprimento da disciplina e da hierarquia levaram tanto o General Heleno quanto o Comandante Militar do Nordeste a cancelarem as solenidades que haviam previsto em comemoração à data, em virtude da ordem dada para esse cancelamento. É difícil entender a expedição de tal ordem! Lendo o texto sobre a "personalidade do Gen. Heleno", nada encontrei que o desabonasse, assim, não entendi a relatada ameaça de processo que teria sido feita ao Pimentel. Quanto ao puxa-saco da FAB que fica latindo como o cãozinho do Pimentel, não sei de quem se trata mas manifesto aqui o meu solene desprezo.

Do blog do Mujahdin Cucaracha.

Imagens da Internet - fotoformatação (PVeiga).

A MINHA HISTÓRIA - J.G. DE ARAÚJO JORGE



sexta-feira, 1 de abril de 2011

VEREADOR QUER AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA DISCUTIR A DUPLICAÇÃO DA SAÍDA PARA MARINGÁ

Sidnei Jardim quer urgência na execução
da obra (Foto: Fernando Lorenzzo)

O vereador e advogado Sidnei Jardim iniciou gestões para que a Câmara Municipal promova uma Audiência Pública sobre a duplicação do trecho restante da rodovia Campo Mourão-Maringá. Trata-se de uma obra prevista no projeto que norteou a implantação do Anel de Integração e que foi executada parcialmente, com a execução da duplicação apenas no trecho compreendido entre Maringá e Floresta.

Por iniciativa do vereador, a Câmara Municipal de Campo Mourão já encaminhou convite ao secretário estadual José Richa Filho (de Infraestrutura e Logística) e o presidente da empresa Rodovias Integradas do Paraná (Viapar), Marcelo Stachow Machado, além dos deputados estaduais Douglas Fabrício e Marla Tureck, para que participem da audiência pública. Também será convidado um representante do DNIT/Paraná.

A duplicação da rodovia é uma antiga reivindicação de Campo Mourão. Em breve será definida a data e local da audiência pública.

Urgência

Ainda dentro da mobilização pela retomada da duplicação da rodovia Campo Mourão-Maringá, o vereador Sidnei Jardim apresentou requerimento para que o governador Beto Richa e o presidente da Viapar informe para quando está previsto o reinício da obra. Também quer saber se a retomada da duplicação será no sentido Campo Mourão-Floresta ou Floresta-Campo Mourão.

Ao governador solicitou urgência na execução da obra e que os trabalhos sejam retomados no sentido Campo Mourão-Floresta. Indagou ainda sobre a postura do governo diante do prazo para que a obra seja realizada entre 2014-2016. “Trata-se de um prazo demasiadamente longo, devido à extrema importância da obra para o próprio Mercosul, já que esse trecho é considerado um dos principais gargalos rodoviários da nossa região”, alerta o vereador.

Promessas

Sidnei Jardim também requereu ao prefeito Nelson Tureck explicações para a demora na duplicação da saída para Maringá “já que na véspera da eleição municipal passada foi pomposamente anunciado que o dinheiro para a realização da obra já estava no cofre da Prefeitura”, destaca o vereador. “Vossa Excelência não acha que este tipo de promessa, prometer e não cumprir, é desmerecer a capacidade de raciocínio daqueles que o colocaram para governar o Município?”, indagar o vereador ao prefeito.

Através de outros requerimentos, o vereador questiona se o deputado federal Fernando Giacobo realmente disponibilizou recursos no orçamento da união para a realização da obra, conforme foi amplamente divulgado pela administração municipal. Já ao deputado federal Zeca Dirceu indaga quando será duplicada a saída para Maringá.

FORÇAS ARMADAS BRASILEIRAS - INSTITUIÇÕES CONFIÁVEIS

Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 02 de abril de 2011.

“Estaremos sempre solidários com aqueles que, na hora da agressão e da adversidade, cumpriram o duro dever de se oporem a agitadores e terroristas de armas na mão, para que a Nação não fosse levada à anarquia”. (Gen Walter Pires, ex-Ministro do Exército)

- O Colégio dos Presidentes (CMPA)

Coronel Leonardo Roberto Carvalho de Araújo (Chefe da Seção de Comunicação Social CMPA)

O Velho Casarão da Várzea, que abriga o Colégio Militar de Porto Alegre 'CMPA'. Antes de se tornar o abrigo do Colégio Militar, o prédio serviu de base para outras escolas militares, como a Escola Militar do Rio Grande do Sul, que formava oficiais do Exército Brasileiro.

Neste 31 de março, último dia do mês em que o Velho Casarão da Várzea completou seu 99º aniversário como colégio e 139º como escola, a capital gaúcha pode se orgulhar de ter o único educandário brasileiro onde estudaram oito presidentes da República, um vice-presidente e um primeiro-ministro.

A história começou com o Marechal João de Deus Menna Barreto, aluno da Escola Militar do Rio Grande do Sul, que estudou no Casarão da Várzea até 1893 e presidiu o Brasil como membro da Junta Governativa Provisória que assumiu a presidência após a derrubada de Washington Luís, em 1930, e preparou a posse do Dr. Getúlio Dornelles Vargas.

Vargas, por sua vez, fora Sargento do Exército e aluno da Escola Preparatória e de Táctica, que saíra de Porto Alegre e, entre 1898 e 1903, esteve sediada em Rio Pardo, retornando nesse último ano ao Casarão da Várzea. Desligado dessa escola, Getúlio Vargas veio servir no 25º Batalhão de Infantaria, aquartelado no prédio da Várzea em 1900.

Em 1905, com o fechamento da Escola Militar da Praia Vermelha, no RJ, o Casarão da Várzea passou a sediar a Escola de Guerra, que aqui ficou até 1911. Nesse período, as arcadas do velho prédio viram o aluno - e futuro Marechal e Presidente – Eurico Gaspar Dutra ali estudar.

Na secunda década do Séc. XX, em 1912, foi criado o Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA), o qual foi o berço escolar dos presidentes Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, Marechal Arthur da Costa e Silva, General Emílio Garrastazu Médici, General Ernesto Geisel e General João Baptista de Oliveira Figueiredo.

Completando a galeria, as salas de aula do centenário Colégio também testemunharam os estudos do Primeiro-Ministro Dr. Francisco de Paula Brochado da Rocha e do Vice-Presidente General Adalberto Pereira dos Santos.

- FFAA – Esteios de uma Nação

Apesar dos ingentes esforços midiáticos e governamentais de desmoralizar as Forças Armadas Brasileiras (FFAA) elas continuam sendo consideradas as instituições mais confiáveis na opinião dos brasileiros honestos e trabalhadores que não se deixam seduzir por cantilenas fáceis e ultrapassadas ou “Bolsas Esmolas” que estimulam o ócio e aliciam eleitores. O gráfico abaixo dispensa comentários.

- Ensino e Pesquisa – Competência e Excelência

Ao longo da história, tanto na área de ensino ou pesquisa os estabelecimentos subordinados às FFAA sempre se destacaram como os melhores do Brasil. O CMPA não é uma exceção. Basta observarmos os últimos resultados no vestibular da UFRGS deste ano. Dos 131 alunos que prestaram o vestibular, após concluir o 3º Ano em 2010, 81 foram aprovados, um índice de aprovação de 61,83%. Isso parece incomodar os governistas que não conseguem alterar o quadro de franca decadência da rede de ensino nacional. “Nunca na história desse País” se observou uma degradação tão grande na área do ensino brasileiro e, em vez de tentar encontrar soluções para o problema, os “companheiros” atacam e condenam a metodologia adotada em instituições modelo como a nossa em vez de procurar aprender com a experiência castrense investindo pesadamente na educação. Logicamente, isso não é uma prioridade já que a massa ignorante é muito mais fácil de ser manipulada e dominada.

- Mídia Amordaçada e Submissa

Em contraposição à falta de investimentos na área do ensino vemos o governo federal ser extremamente generoso com a mídia televisiva. Renegociando dívidas aqui, comprando um banco quebrado ali, de maneira a poder controlar a mídia e tornando-a um órgão de comunicação estatal com o objetivo de conquistar os “corações e mentes” dos incautos brasileiros através de programas alinhados com o pensamento da camarilha dominante.

– Blog e Livro

Os artigos relativos à “3ª Fase do Projeto–Aventura Desafiando o Rio–Mar – Descendo o Amazonas I” estão reproduzidos, na íntegra, ricamente ilustrados, no Blog http://desafiandooriomar.blogspot.com desenvolvido, recentemente, pela minha querida amiga e parceira de Projeto Rosângela Schardosim. O Blog contempla também as duas fases anteriores de minhas descidas pelo Rio Solimões e Rio Negro de caiaque.

O livro “Desafiando o Rio–Mar – Descendo o Solimões” está sendo comercializado, em Porto Alegre, na Livraria EDIPUCRS – PUCRS, rede da Livraria Cultura (http://www.livrariacultura.com.br), Livraria Dinamic – Colégio Militar de Porto Alegre ou ainda através do e–mail: hiramrsilva@gmail.com

Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva

Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA); Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS); Presidente do Instituto dos Docentes do Magistério Militar (IDMM); Acadêmico da Academia de História Militar Terrestre do Brasil (AHIMTB); Membro do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS)

Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional.

Site: http://www.amazoniaenossaselva.com.br-Blog: http://desafiandooriomar.blogspot.com-E–mail: hiramrs@terra.com.br

Imagem CMPA da Internet - fotoformatação (PVeiga).

PALESTRA COM O TEMA 'A CONTRARREVOLUÇÃO QUE SALVOU O BRASIL' É CANCELADA POR ORDEM DO COMANDO DO EXÉRCITO

Por Roberto Maltchik

BRASÍLIA - O Comando do Exército abortou na última hora uma palestra com potencial explosivo do diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia (DCT), general Augusto Heleno, cujo tema seria “A contrarrevolução que salvou o Brasil”, em referência ao 31 de março de 1964, data que marca o início da ditadura militar. A apresentação do general estava confirmada até as 17 h de quarta-feira, quando chegou a ordem do comandante do Exército, Enzo Peri, determinando o cancelamento do evento. A apresentação ocorreria no mesmo dia em que Heleno, liderança expressiva na caserna, foi para a reserva.

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Primeiro comandante brasileiro no Haiti, o general Heleno preferiu silenciar sobre o conteúdo da palestra e também sobre os motivos pelos quais o evento foi cancelado. Disse apenas que cumpriu ordem superior:

- Recebi ordem. Sou militar, recebo ordem. Hierarquia e disciplina. Recebi a ordem ontem (quarta-feira), no final da tarde. Tem uma frase famosa: nada a declarar - afirmou Heleno.

O general Heleno se limitou a dizer que a abordagem seria exclusivamente “31 de março de 1964”, mas não quis entrar em detalhes sobre o contexto histórico que seria levado aos colegas de farda. Nas redes sociais, militares se preparavam para o “desabafo de Heleno”. Um oficial ouvido pelo GLOBO disse que o depoimento era aguardado com “grande expectativa”.

Jobim já havia determinado que não houvesse atos

Nesta semana, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, determinou aos comandantes das três Forças que não houvesse qualquer ato que exaltasse a data que deu início ao regime militar. Entretanto, como Heleno é general de quatro estrelas com grande destaque na tropa, coube ao comandante Enzo Peri a tarefa de impedir sua manifestação, às vésperas de sua aposentadoria. Quanto às comemorações nos clubes militares, o ministério avalia que não tem como evitar ou tentar coibir manifestações de oficiais da reserva que estavam na ativa naquele período.

O silêncio do quartel no dia da “contrarrevolução” - referência dos militares ao combate à “revolução comunista” que estaria em curso nos anos 1960 - foi imposto para evitar o acirramento dos ânimos, em pleno debate público sobre a criação da Comissão da Verdade, projeto que está tramitando no Congresso.

Como O GLOBO revelou, o Comando do Exército chegou a elaborar um documento em que condenava a criação da comissão, idealizada para encontrar informações sobre os desaparecidos políticos durante o regime militar.

O mês da “contrarrevolução” foi excluído do site do Exército. As “comemorações” se limitaram a um ato no último dia 25 de março, no Clube Militar do Rio de Janeiro.

Segundo o próprio general Heleno, a programação da palestra não tem “absolutamente” nenhuma relação com sua exoneração, publicada no Diário Oficial da União em 29 de março. Heleno explicou que sai da ativa compulsoriamente, após 12 anos na mais alta patente do Exército. Mesmo na reserva, ele continuará à frente da Diretoria de Ciência e Tecnologia até 14 de maio, quando será substituído pelo general Sinclair James Mayer, atual diretor de Material do Exército.

Heleno criticou política indigenista de Lula

Em 2008, o general Augusto Heleno causou polêmica, depois de ter criticado a política indigenista do governo Lula, classificada por ele de lamentável e caótica, e afirmou que estava preocupado com a soberania brasileira diante da presença de organizações internacionais na área.

Fonte: Globo.com-Extra

Imagens da Internet - fotoformatação (PVeiga).

RECEITA FEDERAL APERTA O CERCO...

Todos devem começar a acertar a sua situação com o leão, pois no próximo ano o fisco começa a cruzar mais informações e no máximo em dois anos eles vão cruzar tudo. As informações que envolvam o CPF ou CNPJ serão cruzadas on-line com:

CARTÓRIOS: Checar os bens imóveis - terrenos, casas, aptos, sítios, construções;

DETRANS: Registro de propriedade de veículos, motos, barcos, jet-skis e etc.;

BANCOS: Cartões de crédito, débito, aplicações, movimentações, financiamentos;

EMPRESAS EM GERAL: Além das operações já rastreadas (Folha de pagamentos, FGTS, INSS, IRR-F e etc.), passam a ser cruzadas as operações de compra e venda de mercadorias e serviços em geral, incluídos os básicos (luz, água, telefone, saúde), bem como os financiamentos em geral. Tudo através da Nota Fiscal Paulista, Nota Fiscal Eletrônica e Nota Fiscal Digital.

TUDO ISSO NOS ÂMBITOS MUNICIPAL, ESTADUAL E FEDERAL, amarrando pessoa física e pessoa jurídica através destes cruzamentos inclusive os últimos 5 anos.

Este sistema é um dos mais modernos e eficientes já construídos no mundo e logo estará operando por inteiro.

Só para se ter uma idéia, as operações relacionadas com cartão de crédito e débito foram cruzadas em um pequeno grupo de empresas varejistas no fim do ano passado, e a grande maioria deles sofreram autuações, pois as informações fornecidas pelas operadoras de cartões ao fisco (que são obrigados a entregar a movimentação), não coincidiram com as declaradas pelos lojistas.

Este cruzamento das informações deve, em breve, se estender o número muito maior de contribuintes, pois o resultado foi 'muito lucrativo' para o governo.
Sua empresa é optante pelo SIMPLES? Então veja esta curiosidade inquietante:

TRIBUTAÇÃO PELO LUCRO REAL: Maioria das empresas de grande porte. Representam apenas 6% das empresas do Brasil e são responsáveis por 85% de toda arrecadação nacional;

TRIBUTAÇÃO PELO LUCRO PRESUMIDO: Maioria das empresas de pequeno e médio porte. Representa 24% das empresas do Brasil e são responsáveis por 9% de toda arrecadação nacional;

TRIBUTAÇÃO PELO SIMPLES NACIONAL: 70% das empresas do Brasil e respondem por apenas 6% de toda arrecadação nacional, ou seja, é nas empresas do SIMPLES que o FISCO vai focar seus esforços, pois é nela onde se concentra a maior parte da informalidade. A recomendação é de que as empresas devem se esforçar cada vez mais no sentido de “ir acertando” os detalhes que faltam para minimizar problemas com o FISCO.

Leia a matéria abaixo para maiores esclarecimentos.

FISCO APERTA O CONTROLE DOS CONTRIBUINTES

A Receita Federal passou a contar com o T-Rex, um supercomputador que leva o nome do devastador Tiranossauro Rex, e o software Harpia, ave de rapina mais poderosa do país, que teria até a capacidade de aprender com o 'comportamento' dos contribuintes para detectar irregularidades. O programa vai integrar as secretarias estaduais da Fazenda, instituições financeiras, administradoras de cartões de crédito e os cartórios. Com fundamento na Lei Complementar nº 105/2001 e em outros atos normativos, o órgão arrecadador-fiscalizador apressou-se em publicar a Instrução Normativa RFB nº 811/2008, criando a Declaração de Informações sobre Movimentação Financeira (DIMOF), pela qual as instituições financeiras têm de informar a movimentação de pessoas físicas, se a mesma superar a ínfima quantia de R$ 5.000,00 no semestre, e das pessoas jurídicas, se a movimentação superar a bagatela de R$ 10.000,00 no semestre. A primeira DIMOF será apresentada até 15 de dezembro de 2008.

IMPORTANTE: O acompanhamento e controle da vida fiscal dos indivíduos e das empresas ficará tão aperfeiçoado que a Receita Federal passará a oferecer a declaração de imposto de renda já pronta, para validação do contribuinte, o que poderá ocorrer já daqui a dois anos.

Apenas para a primeira etapa da chamada Estratégia Nacional de Atuação da Fiscalização da Receita Federal para o ano de 2008 foi estabelecida a meta de fiscalização de 37 mil contribuintes, pessoas físicas e jurídicas, selecionados com base em análise da CPMF, segundo publicado em órgãos da mídia de grande circulação. O projeto prevê, também, a criação de um sistema nacional de informações patrimoniais dos contribuintes, que poderia ser gerenciado pela Receita Federal e integrado ao Banco Central, Detran, e outros órgãos.

Para completar, já foi aprovado um instrumento de penhora on-line das contas correntes. Por força do artigo 655-A, incorporado ao CPC pela Lei 11382/2006, poderá requerer ao juiz a decretação instantânea, por meio eletrônico, da indisponibilidade de dinheiro ou bens do contribuinte submetido a processo de execução fiscal.
Tendo em vista esse arsenal, que vem sendo continuamente reforçado para aumentar o poder dos órgãos fazendários, recomenda-se que o contribuinte promova revisão dos procedimentos e controles contábeis e fiscais praticados nos últimos cinco anos. A Receita está trabalhando mesmo.

Hoje a Receita Federal tem diversos meios - controles para acompanhar a movimentação financeira das pessoas. Além da DIMOF, temos a DIRPF, DIRPJ, DACON. DCTF, DITR, DIPI, DIRF, RAIS, DIMOB, etc. Ou seja, são varias fontes de informações.

Esse sistema HARPIA, já estava em teste há 2 dois anos, e agora está trabalhando pra valer. Com a entrada em vigor da nota fiscal eletrônica e do SPED, que vai começar pra valer em 2009, essa situação vai piorar, ou melhor, melhorar a arrecadação. Todo cuidado é pouco. A partir de agora todos devem ter controle de todos os gastos no ano e verificar se os rendimentos ou outras fontes são suficientes para comprovar os pagamentos, além das demais preocupações, como lançar corretamente as receitas, bens, etc.

Fonte: Creci-PR

OS VERDADEIROS CULPADOS

Por João Bosco Leal

Soube pela imprensa do que eu gostaria muito que fosse uma piada de mal gosto, mas não é, e na última semana do mês de Agosto prescreverá o crime de formação de quadrilha no processo, em andamento no Supremo Tribunal Federal, do chamado "Mensalão do PT".

Com isso, 22 dos 38 acusados estarão livres dessa acusação. Diz a matéria de um dos jornais de maior circulação no país, que pelo cronograma informal do relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, o processo só estaria pronto para ser colocado em pauta no segundo semestre de 2012, mas, em decorrência do período eleitoral, o julgamento ficaria para 2013.

Segundo o jornal, nos últimos meses diversas articulações vêm ocorrendo para contribuir com o esvaziamento do processo, como a indicação do ministro Luiz Fux ao Supremo Tribunal Federal, e a indicação por Dilma Rousseff de mais dois membros da Corte que deve ocorrer antes do julgamento, e integrantes do governo dizem que, para essas indicações, haverá a mesma preocupação com o caso.

Como há dificuldades em obter provas de todas as denúncias, os ministros consideram ser praticamente impossível condenar José Dirceu por corrupção ativa, pois com a prescrição da acusação de formação de quadrilha não haverá mais acusações contra ele.

Percebe-se ainda, claramente, diversas manobras para fortalecer membros do PT réus no processo, como José Genoino e João Paulo Cunha. Como que por provocação, o atual governo, ao que parece, escolheu a dedo onde colocar esses acusados.

José Genoíno assumiu o posto de assessor especial do ministro da defesa Nelson Jobim, justamente aquele que comanda as mesmas Forças Armadas, que no passado o prenderam, armado e em plena floresta, como membro da Guerrilha do Araguaia.

João Paulo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, e réu no processo do mensalão, foi reeleito com expressiva votação como deputado por São Paulo, e já assumiu o cargo de Presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Como provocação contra tudo o que ainda resta de honesto nesse país, a escolha foi perfeita nos dois casos e, para isso, certamente obtiveram ajuda externa, de membros de fora da cúpula do partido, pois pelo que têm divulgado a imprensa, a grande maioria da cúpula pensante desse partido é mais dedicada a outras especialidades, como a concentração de poder e a corrupção, e o baixo clero restante não teria capacidade para escolher tão bem onde colocar esses membros.

Os brasileiros assistem incrédulos essas ocorrências, e, provavelmente como eu, imaginando o que ocorreria se fossem eles, simples eleitores, que tivessem sido flagrados com dólares na cueca, em operações fraudulentas em bancos, caixas dois, e todos os outros crimes dos quais esse grupo é acusado.

As acusações eram tão graves e consistentes que, à época, mesmo com todos os esforços realizados pelo então Ministro da Justiça, e renomado advogado, Márcio Thomaz Bastos, tornaram insustentável a permanência de José Dirceu, suposto chefe do grupo, na Casa Civil da Presidência da República.

Os réus no processo do "Mensalão do PT", ao invés de serem julgados e, se condenados, serem encarcerados para pagar por seus crimes, estão agregando a seu time outros cidadãos mal intencionados. São a grande maioria dos legisladores, tão ou mais culpados que eles, pois legislam de modo a permitir que crimes que também cometem, ou pretendem cometer, prescrevam sem sequer serem julgados.

DICAS PARA COMPRAR UM BOM AZEITE

Por Equipe BBel

Especialista dá orientações

O azeite pode ser usado em inúmeras receitas, dá mais sabor aos pratos e quando consumido em quantidades moderadas, faz muito bem à saúde. Mas com tantas diferenças entre preços e marcas disponíveis no mercado, fica difícil saber qual é a melhor escolha. Leia, a seguir, algumas dicas que podem ajudar você a escolher melhor.

É preciso experimentar!

A Presidente da Associação Brasileira de Produtores, Importadores e Comerciantes de Azeite de Oliveira, Rita Bassi afirma que a qualidade de um azeite é percebida, acima de tudo, pelo seu sabor. Para os leigos, talvez seja difícil diferenciar todas as nuances de sabores e aromas entre os produtos, mas Rita afirma que a partir da degustação do azeite é possível determinar se o produto foi fabricado com azeitonas verdes ou maduras.

O sabor amargo apresentado por alguns é característico dos azeites obtidos de azeitonas verdes ou em estado precoce de maturação. Quanto mais verde a azeitona usada, mais amargo o azeite. Já os azeites mais "doces" apresentam sabor suave e agradável, característico de azeitonas maduras.

Diz-se que a baixa acidez é um dos indicadores de boa qualidade em um azeite. Rita Bassi lembra, entretanto, que "a acidez não é garantia de qualidade do azeite". Esta é uma das características analisadas, porém, sozinha não garante a qualidade.

Na realidade, a análise da acidez relaciona-se com o teor de ácidos graxos livres e não com o pH do produto, como muitos pensam. Portanto, as diferenças não são detectadas através do paladar. Para determinar a acidez do produto são necessárias análises químicas.

Adequar a escolha do azeite ao uso pretendido, para temperar, saborear com pão, cozinhar, entre outros, é o único caminho de avaliação e a melhor maneira de estabelecer preferências. A conhecida regra dos bons vinhos "quanto mais velho, melhor" não vale para o azeite segundo a especialista. Rita afirma que, com o tempo, o azeite pode perder suas propriedades. É preciso conferir no rótulo do produto a data de fabricação do azeite e consumir os que tenham sido fabricados há menos tempo.

Fatores como exposição à luz, ao calor e ao oxigênio alteram algumas características do produto e quando engarrafado em embalagens de vidro escuro ou de lata, o produto tende a se conservar saboroso por mais tempo.

Tipos de azeites

O site da OLIVA (www.oliva.org.br) informa que dentre os 270 tipos de azeitonas existentes, apenas 24 são usadas para a fabricação de azeite. Os principais países produtores são Espanha, Portugal e Argentina, cada um com seu tipo de azeitona característico, respectivamente Picual, Galega e Arauco.

Os tipos de azeites são assim classificados:

  • Azeite Extravirgem: apresenta aroma e sabor equilibrados e acidez menor que 1%.
  • Azeite Virgem: aroma e sabor mais acentuados e menos de 2% de acidez.
  • Azeite Puro: sua composição mistura azeite refinado (obtido a partir do processo de refinamento) ao azeite virgem. O resultado são sabores e aromas mais marcantes.

O azeite traz mais saúde à mesa

Segundo Rita Bassi, o azeite extravirgem é reconhecido pelo FDA - Food and Drug Administration - como um alimento com características funcionais que, pela presença de antioxidantes, fortalece o sistema imunológico quando faz parte da dieta do indivíduo.

"Enquanto os outros óleos são produzidos a partir das sementes, o azeite é o único óleo extraído da fruta (azeitona), possui gordura monoinsaturada, vitaminas, antioxidantes e minerais, além de ser fonte de vitamina E", explica Rita que fornece ainda os seguintes dados:

  • O azeite de oliva é rico em gorduras monoinsaturadas, que ajudam a elevar o HDL (colesterol "bom") e a reduzir o LDL (colesterol "ruim"). Cerca de 20% das calorias diárias consumidas por uma pessoa devem vir da gordura monoinsaturada, 10%, da poliinsaturada e até 7%, da saturada.
  • No caso de diabetes, a substituição de gordura saturada e do carboidrato pelo azeite (gordura monoinsaturada) melhora a resistência à insulina e consequentemente diminui a glicemia do diabético.

Deu água na boca? Veja como preparar um molho de azeite com pimenta e ervas finas.

quinta-feira, 31 de março de 2011

CARTA DOS CLUBES MILITARES

Há quarenta e sete anos, nesta data, respondendo aos reclamos da opinião pública nacional, as Forças Armadas Brasileiras insurgiram-se contra um estado de coisas patrocinado e incentivado pelo Governo, no qual se identificava o inequívoco propósito de estabelecer no País um regime ditatorial comunista, atrelado a ideologias antagônicas ao modo de ser do brasileiro.
À baderna, espraiada por todo o território nacional, associavam-se autoridades governamentais entre as quais Comandantes Militares que procuravam conduzir seus subordinados à indisciplina e ao desrespeito aos mínimos padrões da hierarquia.
A história, registrada na imprensa escrita e falada da época, é implacável em relatar os fatos, todos inadmissíveis em um País democraticamente organizado, regido por Leis e entregue a Poderes escolhidos livremente pelo seu povo.
Por maiores que sejam alguns esforços para “criar” uma história diferente da real, os acontecimentos registrados na memória dos cidadãos de bem e transmitidos aos seus sucessores são indeléveis, até porque são mera repetição de acontecimentos similares registrado pela história em outros países.
Relembrá-los, sem ódio ou rancor, é, no mínimo, uma obrigação em honra daqueles que, sem visar qualquer benefício em favor próprio, expuseram suas carreiras militares e até mesmo suas próprias vidas em defesa da democracia que hoje desfrutamos.
Os Clubes Militares, parte integrante da reação demandada pelo povo brasileiro em 1964, homenageiam, nesta data os integrantes das Forças Armadas da época que, com sua pronta ação, impediram a tomada do poder e sua entrega a um regime ditatorial indesejado pela Nação Brasileira.

P.s. Todos estes ex-presidentes, morreram recebendo, apenas, as suas aposentadorias. Não enricaram, ao contrário de: Sarney, Collor, FHC e Lula.
Pra mim, isto diz muito.

31 DE MARÇO DE 1964

Artigo no Alerta Total – http://www.alertatotal.net/

Por Raymundo Baraúna Tosta

Foto onde se pode ter uma visão da Marcha
da Vitória que percorreu a Avenida Rio
Branco até a Esplanada do Castelo,
1964, publicada no Suplemento Especial
daFolha de São Paulo, 1964, copiada da
Revista Nosso Século - 1960-1980,
Capítulo I, "Tempos de Populismo
e Agitação", pág. 76

31 de março de 1964 é data histórica que merece ser recordada e comemorada pelos verdadeiros brasileiros, por lembrar nossa 2ª Independência. Marca definitivamente a contra-revolução democrática que impediu a implantação do movimento comunista internacional do Brasil e, em consequência, na América do Sul.

Foi a Nação, essa sim, que, unida pelo mesmo ideal, exigiu dar-se um paradeiro à desordem generalizada, econômica e social, à preparação do autogolpe, à quebra da disciplina culminando no motim dos marinheiros e na agressão à hierarquia. Só assim se explica que o governante fosse deposto sem um só tiro disparado. Em 19 de março de 1964, na "Marcha da Família com Deus pela Liberdade", cerca de 1 milhão de pessoas de terço na mão, desfilaram em São Paulo, implorando a proteção de Deus e das Forças Armadas contra o comunismo.

A contra-revolução por Minas Gerais. No dia 31 de março de 1964, tropas da 4ª RM (Juiz de Fora) e ID/4 (Belo Horizonte) marcharam para o Rio de Janeiro e Brasília sem encontrar qualquer resistência. Em 02 de abril, no Rio de Janeiro, foi realizada a "Marcha da Família com Deus pela Liberdade" que reuniu espontaneamente milhões de pessoas em agradecimento as Forças Armadas, num movimento popular jamais visto. Com o apoio da população foi deflagrada a contra-revolução por Minas Gerais.

Pela versão dos revanchistas, o movimento revolucionário de 1964 foi sangrento e causou injustamente, a morte de muitas pessoas, tanto assim que hoje os familiares deles estão recebendo pensão do governo. E o reconhecimento das injustiças cometidas pela revolução, dizem.

Querem fazer crer esses revanchistas que eles, naquele tempo, queriam apenas o aperfeiçoamento das liberdades democráticas, que pretendiam fazer reformas de base capazes de modernizar o país e beneficiar os menos favorecidos. Para quem não viveu aquele período esses argumentos parecem verdadeiros. Só que não são O propósito dos revanchistas de hoje era instaurar no Brasil um governo comunista de modelo Cubano

E bom esclarecer que os 300 esquerdistas mortos em combate com as Forças da Ordem, praticaram o terrorismo e mesmo a guerrilha em regiões do Brasil Central, como foi, o caso do Araguaia. Mas essa taxa de violência, que hoje é imputada ao Exército como a maior das manchas, nada representa, por exemplo, em comparação com as 17 mil pessoas assassinadas pelo governo Cubano. Por outro lado os dois mil prisioneiros políticos que o Brasil teria chegado a ter naquela época foram um pingo d'água no mar se comparados aos 100 mil que entupiam os cárceres da pequena Cuba.

Querem dar também a entender os revanchistas que o dilema, em 1964, era entre a democracia e os chamados "anos de chumbo". Quer dizer, os esquerdistas defendiam a democracia e os militares um governo de força que sufocava a democracia. Engano. E coisa de menino, supor que, naqueles dias, a alternativa ao movimento militar fosse a normalidade democrática. Muito ao contrário, o "golpe" - como eles ainda o chamam - foi para defender a democracia daqueles que a queriam trocar por um regime comunista.

Essas deformações de fatos políticos, ainda não muito velhos são feitas por ranço ideológico dos que mesmo anistiados, que ocupando cargos importantes no governo, insistem nessas mentiras e, pior, patrulham os militares como se eles também não tivessem direito à anistia. A discriminação e o facciosismo são tamanhos que, embora muitos integrantes das Forças Armadas tenham morrido em combate com terroristas e guerrilheiros, ou por estes covardemente assassinados, ninguém de suas famílias tiveram direito a indenização, ao passo que as dos terroristas, dos guerrilheiros, dos assassinos frios e covardes, solicitaram e obtiveram indenizações milionárias.

Para eles o crime compensou.

Nós militares, sempre estivemos cientes que "Deus e o soldado só são lembrados nos momentos de perigo".

Raymundo Baraúna Tosta - CB (Fuzileiro Naval) Reformado. Artigo publicado no Periódico “O Militante”, de Março/Abril de 2001, informativo da AMIRFA - Associação de Militares da Reserva das Forças Armadas - Salvador, Bahia.
http://www.varican.xpg.com.br/varican/Bpolitico/Marco_31.htm

MARCHA DA FAMÍLIA COM DEUS PELA LIBERDADE

Na capital paulista, 500 mil pessoas participaram da Marcha da Família com Deus pela Liberdade em defesa da Constituição e das instituições democráticas brasileiras e de repúdio ao comunismo.
Veja aqui a versão em vídeo:

Hoje na História - 19 de março de 1964
Marcha da Família com Deus pela Liberdade
http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php
Edição: Ana Paula Amorim
Narração: Renata Amorim
Realização: www.jb.com.br

quarta-feira, 30 de março de 2011

GADO FARDADO

Na cultura e na tradição gaúcha, existem dois eventos que são muito comemorados nas estâncias (fazendas): a marcação e a castração do gado. No primeiro, o ferro em brasa com as iniciais do dono do rebanho queima o couro da rês para que todos saibam a quem ela pertence. No segundo, retiram-se os culhões dos touros, que passam a ser chamados de bois, com o objetivo de torná-los mais mansos e de engorda mais rápida, preparando-os para o abate. Os indivíduos que possuem características de boa performance e genética são poupados da castração para que se tornem reprodutores, garantindo ao proprietário melhores exemplares para o abate.

Dentro da sistemática da esquerda, ocorre algo semelhante. Indivíduos são marcados e castrados com a ideologia do partido. A marca, entretanto, só é perceptível quando a infeliz criatura abre a boca para repetir o batido discurso revolucionário, em apoio cego a toda forma de dominação intelectual, cultural, moral e religiosa. A castração ocorre quando, ao observar potenciais opositores, a esquerda trata logo de capar as lideranças, seja através de perseguição ideológica, seja pela utilização de cargos em estatais para retirar dos opositores a vontade de lutar pelo que acreditam. Assim, tal qual nas estâncias gaúchas, o gado fica sob controle, esperando a hora do abate.

Dentro dos quartéis não é diferente. Mesmo antes da chamada redemocratização, a esquerda foi progressivamente marcando sargentos, oficiais e comandantes para que abraçassem o seu ideal de "um mundo novo é possível". Progressivamente, a geração de militares nascidos e formados após a retomada do poder pelos partidos políticos foi sendo trabalhada para acreditar que o passado seria esquecido e que a anistia seria realmente para todos. Como coelhos, os cidadãos fardados foram caindo na armadilha. Foram marcados em sua mente, em sua alma para serem apolíticos, sem opinião ideológica formada. E pouco a pouco foram esquecendo os porquês da necessidade do movimento de 31 de março de 1964 e seu posterior enrijecimento. Passaram a acreditar na história contada por aqueles que perderam a batalha militar, mas venceram a guerra cultural.

Aos poucos oficiais de alta patente que ousaram tentar manter viva a história daqueles conturbados anos, o partido trataram logo de castrá-los. Retirando o comando de muitos, enviando para a reserva outros tantos, a regra do jogo ficou muito clara: aqueles que se posicionarem a favor da Revolução Democrática de 1964 não poderiam ascender aos postos mais elevados da hierarquia militar. E caso já os tivessem galgados, seriam castrados, ou seja, destituídos de seus grandes comandos e retirados para a inatividade. Assim, foi sendo minada a resistência militar aos mandos e desmandos da esquerda, ao mesmo tempo em que se promoveu o acovardamento dos comandantes. A moeda de troca? Cargos, dinheiros, e uma "boquinha" numa estatal como a Petrobrás ou a Vale. A esquerda tem, enfim, o seu rebanho fardado.

O ápice, porém não desfecho, deste processo pode ser observado em duas decisões recentes: a da POUPEX em não mais patrocinar o periódico INCONFIDÊNCIA e a do Comando do Exército em retirar do calendário, as comemorações alusivas à Revolução Democrática de 31 de Março de 1964. Além de não divulgar de maneira clara esta decisão para a tropa, fica evidente o acovardamento moral de nossas Forças Armadas diante desta manifestação clara de tentar forjar ainda mais a história. De olho em seus vencimentos, para não serem ejetados da vida militar e com possibilidade de arrumar um carguinho nas diversas empresas, agências, secretarias e ministérios do governo, os comandantes militares deixam de defender a história de seu país, deixam de lutar pela verdade dos fatos daqueles anos tão distorcidos pela historiografia oficial da academia.

Cada vez mais rapidamente, as nossas Forças Armadas vão fazendo parte do grande rebanho esquerdista. São tratados como gados, marcados e castrados, para depois serem abatidos. Não levantam a voz em defesa de seus ideais. Não mexem uma pena para tentar resistir a esta sem-vergonhice socialista. Entregam suas almas ao partido. Quebram o sagrado juramento de lutarem em defesa da HONRA da Pátria, tão maculada por aqueles que hoje governam o país. Apenas baixam a cabeça e repetem o mantra: sim senhor (a).

Ignoram completamente que estão sendo vítimas de um processo que os levará à sua destruição. Em breve, os outrora defensores da democracia e da liberdade de 1964 serão acusados de torturadores, assassinos e genocidas pelos próprios militares. Estes simplesmente ignoram o mundo ao seu redor, limitando-se à rotina de batalhas fictícias contra um inimigo imaginário, enquanto o verdadeiro os governa e comanda.

O triste e preocupante é saber que a cada geração de novos generais a ignorância acerca das forças que atuam no mundo e no Brasil é cada vez maior. Não conseguem enxergar além daquilo que foram programados, além do que permite a marca ideológica imposta pela esquerda, mesmo quando eles sequer se dão conta que a possuem, como gados.

Os que reagem são castrados. Consequentemente, não deixam novas descendências. E o rebanho segue engordando, cada vez mais pronto para o abate.


Do Blog do Lenilton Morato - Imagens da Internet - fotoformatação (PVeiga).

A SEGURANÇA DO PRESIDENTE EM CAMPO MOURÃO

Por José Eugênio Maciel

“Tua segurança se perde, se não ficas atento”.

Manúcio

Há poucos dias os meios de comunicação ao cobrirem a primeira visita do presidente dos Estados Unidos ao Brasil deram atenção ao grande esquema de segurança para Barack Obama.

Ao assistir o noticiário a respeito, me vieram lembranças de outro esquema de segurança estabelecido por causa da visita do então presidente da República Fernando Henrique Cardoso a Campo Mourão, ocorrida há exatos 16 anos, no dia 13 de fevereiro de 1995. Foi a primeira visita feita ao Paraná, FHC tinha assumido em janeiro, portanto não tinha dois meses no cargo. Ele esteve aqui para dois compromissos, como professor proferir uma aula e lançar o programa do ministério da educação Acorda Brasil, ta na hora da escola; bem como inaugurar o Teatro Municipal.

Para se chegar naquele dia histórico foi necessário uma meticulosa preparação em termos de segurança, À época o prefeito era Rubens Bueno, que recebeu a chamada Equipe precursora, ligada ao gabinete da presidência, que veio tratar, entre outras questões, da visita. Eu, secretário municipal da educação e cultura e outros secretários também estávamos mobilizados para viabilizar como seria a presença do presidente em nossa terra.

Citarei os fatos sem neles me estender e apenas para dar quem sabe uma noção das preocupações e medidas tomadas que garantissem todas as condições de segurança ao presidente. A primeira delas, qual o motivo para ter sido o Colégio Dom Bosco, sendo que outros estabelecimentos de ensino também foram vistoriados? Antes de responder, mencionarem outros fatos pensados e decididos em torno da visita.

A Equipe precursora era composta por representantes dos órgãos de inteligência, de segurança e das Forças Armadas. Vieram antecipadamente profissionais de várias áreas, como técnicos de comunicações, um médico, logística e por aí segue uma lista.

Já que mencionei um médico, ele veio para vistoriar o Pronto Socorro, as condições da UTI, assegurar que houvesse um estoque de sangue do tipo do presidente. Na ocasião uma UTI móvel ficou à disposição quando da visita, caso precisasse de atendimento por algum problema que surgisse, seja da falta de saúde ou em decorrência de incidente ou atentado.

Entre os aspectos técnicos, operacionais e logicamente de segurança, sigo aqui uma ordem do funcionamento do esquema de segurança. O nosso Aeroporto ficou inteiramente à disposição da comitiva, duas horas antes nenhuma aeronave poderia sobrevoar ou aterrissar. Aliás, todo o sistema controlador de voo veio diretamente do SINDACTA de Porto Alegre, depois do trabalho, somente após uma hora o Aeroporto foi liberado.

As principais avenidas tinham policiais do Exército em todas as esquinas, e a decisão sobre qual a via a ser utilizada pelo presidente só foi tomada minutos antes. Lembro que nós da prefeitura estávamos todos com celulares para eventualmente nos comunicarmos. Porém, no dia nenhum deles funcionou, o sistema telefônico e de rádio foi isolado e apenas o da segurança presidencial exclusivamente operou.

O Colégio Estadual Campo Mourão foi visitado pela Equipe precursora. Eles examinaram o auditório, à época por só ter uma entrada, “se precisássemos retirar imediatamente o presidente não seria possível, pois só tem uma saída, que fica no sentido oposto”, disseram.

Levando em conta o trabalho da imprensa nacional que viria cobrir a visita, o Colégio Estadual Dom Bosco permitiria que ela fotografasse e filmasse tudo sem estar na sala de aula, uma vez que no lado de fora, no pátio foi montada uma mini arquibancada. Os pais que foram escolhidos para ter a aula com o presidente, tiveram que apresentar nome completo e outros dados antecipadamente para o serviço, o mesmo ocorrendo com todos os convidados do Teatro. No dia anterior, poucas pessoas, apenas os alguns funcionários, tiveram acesso ao Colégio, inclusive o controle de todo o quarteirão contou com uma varredora, até um detector de metal passou junto de uma lixeira.

Além do Teatro todo monitorado, no prédio da Faculdade da Fecilcam atiradores de elite discretamente estiveram posicionados tendo à frente o próprio Teatro. Outro detalhe que me lembro bem. Ao examinarem o espaço interno, foi solicitado que providenciássemos uma mesa para ser colocada num canto do palco, atrás de uma cortina, “precisamos instalar uma linha telefônica, caso o presidente tenha que falar ou receber uma ligação de algum presidente”. Naquele momento, iríamos pedir para a Telepar, então veio a resposta, “podem deixar, virá um técnico que fará toda a instalação, por razões de segurança”.

Tive o privilégio, depois da visita caminhar para o encerramento, já no Aeroporto, ouvir a guarda presidencial tocar a corneta e anunciar que o presidente deixava o solo paranaense. Em ordem todos o cumprimentaram no seu retorno, tendo viajado com ele o então governador Jaime Lerner e o Rubens Bueno.

Não houve qualquer incidente, mas o certo é que a segurança tinha o pleno controle da situação, caso precisasse agir, o nome de todo mundo, o papel de cada um, tudo previamente estabelecido, a Equipe várias vezes contou os passos que seriam dados pelo presidente no Teatro, o tempo levado, a cadeira na qual ele sentaria, assim como fizeram várias vezes o trajeto das avenidas, cronometrando o tempo, examinando cada quarteirão.

Quando estava longe de se tornar presidente, FHC esteve aqui como senador paulista. Claro, sem nenhum esquema de segurança, fato a ser relembrado numa outra oportunidade, com curiosidades.