segunda-feira, 4 de junho de 2012
PESSOAS PEQUENAS
Por João Bosco Leal
"Se o passado de uma pessoa fosse o seu passado, se a dor dessa pessoa fosse a sua dor, se o nível de consciência dela fosse o seu, você pensaria e agiria exatamente como ela. Ao compreender isso, fica mais fácil perdoar, desenvolver a compaixão e alcançar a paz." - Eckchart Tolle.
Procurando conhecer seu passado, saber de suas alegrias, tristezas e dores, os especialistas tentam entender o comportamento de pessoas que possuem algum distúrbio psicológico, desde as bipolares até as permanentemente ou por um período desequilibradas, que passam por momentos de ansiedade, de euforia, ou agem de forma distinta da socialmente esperada.
Sem nenhum conhecimento técnico sobre o assunto, imagino como deve ser difícil desvendar mistérios e, através do entendimento de traumas passados, buscar ajuda para pessoas que por algum motivo se tornaram o que são ou como se comportam.
Penso, entretanto, que certos comportamentos não podem ser explicados, ou desculpados por experiências anteriormente vividas, pois tenho conhecido pessoas que brincando ou sérias são infantis, desagradáveis ou até agressivas em sua vida social, no relacionamento com terceiros.
Algumas, emocionalmente desestabilizadas, tomam atitudes que não acrescentam nada à vida de ninguém ou à própria, mas outras são realmente más e fingindo-se emocionalmente fracas, conscientemente articulam criando falsas histórias para prejudicar pessoas.
Outras, mesmo fisicamente grandes e fortes, são pequenas ou até insignificantes em suas atitudes e caráter e aproveitando-se de todos saberem de seus problemas, agem como se estivessem desequilibradas mesmo em seus momentos de sanidade.
Independentemente de sua situação cultural, educacional, econômica ou social, elas normalmente terminam sua história com vergonha de seu passado ou percebendo que nada de útil construíram e, quando fazem uma autoanálise sentem-se frustradas e, no seu mais profundo íntimo, percebem sua inutilidade.
Sempre me disseram: "Não espere atitudes dignas ou nobres de pessoas que são pobres de espírito" e realmente não é difícil perceber que pessoas assim que tentam impor suas ideias, desejos e fantasias mesmo sabendo-as indignas, com gritos, lutas e todas as armas - geralmente sujas - que dispõem e em seus momentos de lucidez.
Posteriormente, percebendo o que fizeram muitas vezes se arrependem, mas geralmente agiram com tanta sujeira e covardia que seus pedidos de desculpas, súplicas não a tranquilizarão, pois o que te deixa em paz e feliz é o que silenciosamente diz para si mesmo e o permite dormir tranquilo, e não o que diz de sua boca para fora.
Pessoas assim, que nunca criaram ou produziram nada, que viveram à custa, explorando ou tentando prejudicar outras, cultivam ressentimentos e mágoas, não permitindo a cicatrização de suas feridas e não percebem que com suas calúnias e difamações, provocam o crescimento daquelas que pretendiam prejudicar, pois como as ostras que da cicatriz de suas feridas produzem pérolas, os feridos por palavras rudes, acusados injustamente, que receberam duros golpes ou foram injustiçados, sempre se fortalecem com suas experiências.
Esse fortalecimento, o crescimento humano, machuca ainda mais aqueles que vivem de articulações maldosas com a finalidade de prejudicar aqueles que em seu íntimo, admiram exatamente por sua força.
Os fortes não se igualam a pessoas que parecem árvores secas ou ostras vazias que, por nada produzirem, odeiam os frutos alheios.
*João Bosco Leal Jornalista, escritor e produtor rural. -21-05-2012.
SEGREDOS DE GAVETA
Por João Bosco Leal
Com o veículo parado diante de um semáforo, percebi uma pessoa correndo por uma avenida onde eu entraria assim que o mesmo voltasse para o sinal verde, com as duas mãos na cabeça e dirigindo-se ao centro do cruzamento da rua em que eu estava com a avenida, onde haviam diversos objetos esparramados pelo chão.
O homem começou então a recolher e colocar na calçada tudo o que podia em meio ao movimento de carros que por lá passavam, uns desviando, outros passando por cima de objetos ou buzinando, vi que eram caixas com os mais variados pertences.
Identifiquei um espelho de mão quebrado, algumas canetas, papéis voando em meio a cada um dos veículos que por lá passavam, uma escova e um secador de cabelos, um boné, camisetas, blusas, enfim, uma variedade de coisas que me deixavam intrigado sobre o que teria ocorrido.
Algumas caixas pretas de plástico estavam quebradas e seus pedaços esparramados pelo chão quando veio outro homem, provavelmente companheiro do primeiro, pois também desceu a avenida correndo do mesmo local de onde viera o outro e com este foi conversando e já ajudando a recolher mais coisas.
O semáforo abriu e enquanto cruzava lentamente a avenida, já mais próximo do local, pude perceber melhor o que ocorrera. Um pequeno caminhão levava uma mudança e quando fez a curva saindo da rua onde eu estava para entrar na avenida, de sua carroceria caíram dois gaveteiros de plástico que se quebraram ao bater no chão.
Imediatamente lembrei-me de um conto que havia lido há muito tempo onde um morador de um edifício fazia sua mudança de um apartamento para outro no mesmo prédio e pouco a pouco levava pessoalmente seus pertences. As roupas eram transportadas nos próprios cabides, caixas levavam panelas pratos e talheres, pequenos objetos e tudo o que pudesse levar com os próprios braços ou no carrinho de compras do prédio.
Em uma dessas vezes entrou no elevado já cheio de pessoas carregando uma gaveta de seu criado mudo com tudo o que tinha dentro dela, mas que sequer tinha olhado o que era.
Segurando-a com as duas mãos, notou que as pessoas olhavam para a gaveta com tanta curiosidade que também dirigiu para ela o seu olhar. Viam ali expostas muitas de suas coisas de uso pessoal, como um cortador e uma lixa de unha, um chaveiro antigo, um estojo de fio dental, uma tesoura de unhas, uma caneta, bilhetes que nem lembrava mais quem os havia enviado, vários envelopes de preservativos e outros objetos inconfessáveis. Uma situação constrangedora, que não havia mais como ser reparada ou escondida.
Os dois casos me fizeram pensar em como acabamos guardando histórias em gavetas. Quantos papéis, documentos, bilhetes, lembretes, fotos ou diversos outros objetos guardamos em nossas gavetas e nunca mais vemos? Quantas vezes ao abrir uma gaveta nos surpreendemos, com objetos que nos fazem lembrar coisas passadas que já haviam sido apagadas de nossa mente ou nos mostram algo que sequer lembrávamos possuir? Quantos segredos podem ser revelados em uma gaveta de criado mudo?
As gavetas são como um arquivo morto de nossas vidas. De tempos em tempos é necessário reabri-las e delas retirar o que não serve mais, que não necessitamos ou que já não será usado.
Nelas encontramos coisas que gostaríamos ou não de lembrar e objetos que mesmo não nos sendo úteis, servirão para outras pessoas que deles necessitam. Uma ótima oportunidade de realizarmos atos de caridade, tão necessários na vida de todos.
Abra suas gavetas e reveja sua história, jogando fora as coisas sem valor, doando o que outros necessitam e lá deixando só o que realmente merece ser lembrado e guardado.
*João Bosco Leal Jornalista, escritor e produtor rural. – 14-05-2012.
domingo, 3 de junho de 2012
AGARREM OS DONOS DOS NAVIOS PIRATAS
“Idas e vindas, a passagem do tempo demonstra a vida e o fim dela” (Gudé).
Por José Eugênio Maciel
“A faculdade que o homem tem de fazer justiça torna possível
a democracia, mas a tendência do homem a injustiça
faz da democracia uma necessidade”
Reinhold Iniebuhr
As treze caravelas do Cabral aportaram no Brasil e fizeram deste lugar colônia lusitana. Caravelas são pequenas embarcações quando comparadas com navios enormes que existiam no século XV. Os portugueses eram profundos conhecedores na arte de navegar, juntamente com os ingleses, eram os senhores dos mares. A experiência os ensinou que um navio grande quando era avariado ou afundava, todo um trabalho de anos naufragava. Foi por isso que construíram caravelas, embarcações que, em alto mar, possibilitavam o socorro umas as outras. Eram velozes, seguras.
Nas águas salgadas a pirataria faz parte da história marítima e econômica. Eram os corsários a assaltarem embarcações carregadas de ouro, prata e especiarias como canela e pimenta tão valiosas à época quanto os mencionados minérios.
Era comum a reação aos navios piratas resultar em mortes ou prisões daqueles que faziam o serviço pesado, enquanto que os verdadeiros donos das quadrilhas que ficavam ricos com a pilhagem estavam confortavelmente nos palácios, freqüentando a corte, ostentando títulos de nobreza.
Diante de mais uma Comissão Parlamentar de Inquérito, a CPI que em tese irá apurar os envolvidos em mais um escândalo, desta vez o bicheiro Cachoeira e o senador Demóstenes Torres, ambos comandantes respectivamente de algumas das caravelas, piratas de alta patente, o cenário da batalha naval pressupõe muita gente sendo socorrida por outras caravelas, ou, pulando em alto mar encontram uma resistência enorme para serem acolhidos pelas caravelas que, ou partem velozes longe dos navios que principiam a afundar, ou sentem o peso das suas próprias embarcações, algumas delas a deriva.
Prender e condenar o que está posto são parte apenas de um bem engendrada estrutura que movimenta permanentemente o desvio do dinheiro público para o enriquecimento ilícito de quadrilhas que sugam o Erário, aliás, com grande facilidade conforme o caso, sem serem pegos pela Justiça ou por contarem com a morosidade dela. No caso Cachoeira e Demóstenes são algumas caravelas, repleta sim de muita riqueza desviada, roubada.
Lamentavelmente querem que a CPI não chegue a conclusão alguma, os partidos, sem precisar mencioná-los, mas são os maiores deles na composição do Congresso Nacional, tanto os de sustentação do governo ou de oposição a ele, deixam cada vez mais claro que estão com o rabo preso, temerosos que muitas caravelas não resistam e venham a submergir, com a riqueza e com tripulantes e principalmente passageiros.
Ainda que grandiosa, a CPI é pequena diante do “mensalão”. O julgamento do processo por parte do STF – Supremo Tribunal Federal é fator decisivo para que se possa acreditar minimamente que o País pode e deve ser passado a limpo. Parece estar afastada a possibilidade de preclusão, o que seria a maior vergonha político-jurídica na história recente brasileira. O crime, caso não seja a tempo julgado, compensaria, uma vez mais e sobretudo. A tal ponto de desmoralizar ou deixar claro que não teria valido a pena leis como o da improbidade administrativa e a da “ficha limpa”.
Nossos olhos devem se voltar para o Parlamento nacional ao mesmo tempo para a maior Corte de Justiça do Brasil, poderes que agirão ou se omitirão, levando o povo a desconfiar que tenha mesmo algum poder, resta pressionar para que não somente os piratas dos navios sejam alcançados com alguma condenação, mas os donos das embarcações, assaltantes corsários da mais alta estirpe da ladroagem.(14/05/2012).
VEJA AQUI OS BENEFÍCIOS DO ALPISTE PARA DIABETES
Quando você pensa em alpiste lembra de comida para passarinho, mas na verdade é um ótimo alimento para nós, alpiste para diabetes é ainda melhor, na verdade estudos revelam que o leite do alpiste é como se fosse a pílula mágica para a saúde.
Os dados dessa universidade mostram que as enzimas do leite fazem com que desinflamam todos os nossos órgãos e dizem que ajudam ainda mais o pâncreas, os rins e o fígado, ajuda na questão de diabetes fazendo com que diminua, para quem tem cirrose também pois aumenta o numero de hepotócitos, e quando os rins estão cheios dessa enzima são quase que uma faxina no corpo, eliminando por exemplo todo o liquido que o nosso corpo absorve.
Qual o benefício do alpiste?
Por isso dizem que é bom o alpiste para diabetes, e também falam que esse leite com essas tais enzimas reduzem o colesterol, e que também reduz problemas como, as relacionados à urina, bexiga, pedra nos rins, também previne a entupimento das artérias. Dizem que o alpiste para diabetes, ou no caso, o leite, é muito bom para qualquer doença por alto índice de acidez no sangue.
Mas como preparar esse leite: deixe de molho durante a noite cinco colheres de alpiste, de manhã junte essa água em que o alpiste ficou de molho e junte um litro de água limpa, e bata no liquidificador. Deve ser ingerido em jejum e nunca coloque açúcar pois isso destrói as enzimas, tome de duas a três vezes ao dia. O leite também ajuda a emagrecer. (Idéias ViP).
"PROSSIGA NA MISSÃO"
Hiram Reis e Silva, Porto Alegre, RS, 11 de maio de 2012.
Quando surge um problema, você tem duas alternativas
- ou fica se lamentando, ou procura uma solução.
Nunca devemos esmorecer diante das dificuldades. Os fracos se intimidam.
Os fortes abrem as portas e acendem as luzes. (Dalai Lama)
- Óbices no Lançamento do Projeto
Nos idos de 2008, apoiado por poucos entusiastas, o Projeto Desafiando o Rio-mar esbarrava em uma série enorme de dificuldades. A maior delas provocada pelas Organizações Militares de Ensino do Exército, as quais o Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA) estava diretamente subordinado, que entenderam que o Projeto não era de interesse do Sistema Colégio Militar do Brasil e por isso não autorizavam a realização do mesmo.
Como militar não me cabia julgar as decisões dos superiores hierárquicos e parti em busca de uma alternativa. A solução, finalmente encontrada, com o apoio irrestrito de nosso caro Comandante do CMPA, Coronel Paulo Contieri, foi a de pedir rescisão do contrato com o Colégio nos meses de dezembro e janeiro e tentar a recontratação a partir de fevereiro de 2009. Tive de alterar todo o planejamento inicial que tinha como objetivo chegar a Belém, eu não podia passar quatro meses sem os vencimentos de professor sem comprometer as despesas relativas ao tratamento médico de minha esposa. O Projeto foi, então, limitado a dois meses (dezembro-janeiro), com saída prevista de Tabatinga em 1° de dezembro de 2008 e chegada a Manaus em 29 de janeiro de 2009.
Apesar de, no lançamento do projeto, contar com acenos entusiásticos de diversas empresas gaúchas, todas se mostraram, depois, reticentes em dar seu apoio financeiro ao projeto. O patrocínio que já contávamos como certo, da PETROBRAS, arquitetado pelo Vereador Ricardo Moura de Albuquerque Maranhão, foi vetado às vésperas de sua liberação sem qualquer tipo de explicação. O meu parceiro, amigo e irmão maçom, Coronel André Flávio Teixeira, com problemas de saúde na família, a três semanas da partida, teve de ser substituído pelo professor Romeu Chala.
Foi neste triste momento de desencanto e desânimo que recebi um e-mail de meu velho amigo, General Joaquim Silva e Luna no qual ele me incitava com seu lema predileto: Prossiga na Missão!
O velho camarada, parceiro de tantos desafios enfrentados na BR 174 (Manaus, AM/Boa Vista, RR), no início da década de 80, me animou com sua lacônica mensagem. Enfrentei a falta de apoio por parte do Exército, a falta de recursos financeiros e, finalmente, cumpri a Missão antes do prazo previsto e com todas as metas alcançadas.
- Batalhão de Engenheiros – Dia da Engenharia
No dia 13 de abril de 2012, foi comemorado, em Porto Alegre, o Dia da Engenharia Militar no CPOR/PA. A solenidade contou com a presença de muitos militares da ativa e da reserva da arma de Engenharia da Guarnição e foi prestigiada pelo General Carlos Bolivar Goellner, Comandante Militar do Sul, e o General Silva e Luna, Chefe do Estado-Maior do Exército, que realizou uma palestra aos convidados no auditório da Organização Militar, com a presença do Batalhão de Engenheiros, convidados, oficiais e alunos do Centro.
Após a palestra o Coronel Carlos José Sampaio Malan, meu colega de turma, apresentou um vídeo de pouco mais de um minuto em que eu me apresentava ao velho amigo e, em seguida, lhe ofertou meu livro – Descendo o Solimões.
No dia 13, por ocasião destas comemorações eu estava realizando a Travessia da Laguna dos Patos e não pude levar meu abraço ao dileto camarada. Minha jornada de caiaque, desta feita, foi em homenagem singela ao Dia da Engenharia e ao Centenário do CMPA.
Obrigado amigo Malan por permitir, ainda que indiretamente, que eu estivesse presente nesta cerimônia levando minha admiração e meu respeito ao Gen Silva e Luna.
Livro
O livro “Desafiando o Rio-Mar – Descendo o Solimões” está sendo comercializado, em Porto Alegre, na Livraria EDIPUCRS – PUCRS, na rede da Livraria Cultura (http://www.livrariacultura.com.br) e na AACV – Colégio Militar de Porto Alegre.
Para visualizar, parcialmente, o livro acesse o link:
Coronel de Engenharia Hiram Reis e Silva
Professor do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA); Presidente da Sociedade de Amigos da Amazônia Brasileira (SAMBRAS); Colaborador Emérito da Liga de Defesa Nacional.
E-mail: hiramrs@terra.com.br
COMO SAIR DA CRISE SINDICAL PATRONAL?
Por Fernando Alves de Oliveira
Saiba como, assistindo a palestra:
“EVOLUÇÃO INSTITUCIONAL E FINANCEIRA DA REPRESENTAÇÃO SINDICAL”
Objetivos: A entidade patronal precisa ser potente na representação institucional de sua categoria econômica. Como tal, não pode e em absoluto não deve depender apenas dos recursos da arrecadação da contribuição compulsória. Tem a necessidade de possuir quadro associativo verdadeiramente representativo. Associativismo, eis a palavra-chave. Mas associativismo não pode ser encarado apenas como uma campanha de novos associados. É bom ter em mente que o sindicalizado captado hoje e insatisfeito amanhã, com certeza será o mesmo contribuinte inadimplente da atualidade! Tenha em conta que a contribuição obrigatória vai ter fim, pois é inteiramente dissonante com o sindicalismo de vanguarda. Assim, ainda que postergada, a reforma da organização sindical virá e exigirá movimento de antecipação e preparação. Sair à frente dela é a palavra de ordem estratégica. Mais do que de inteligência. De sobrevivência e real progresso, próprio dos vanguardeiros que não ficam a reboque da inércia!
Público alvo: Dirigentes que reconheçam o óbvio. Enquanto o desconto da CS do empregado é compulsório, o da empresa difere. Se esta não o fizer espontaneamente, qual o procedimento de sua entidade? Aumentará eventuais divergências existentes, intentando cobrança judicial? Não é melhor tê-la como sindicalizada satisfeita? Ou alguém de bom senso do mundo sindical acredita que este modelo anacrônico de 70 anos prevalecerá eternamente?
Apenas alguns itens do conteúdo programático da palestra:
-As dificuldades de aglutinação nas entidades patronais
-Causas da restrita participação de seus filiados
-As razões da crescente inadimplência nas entidades do patronato
-O fastígio até os anos 90 e depois as razões da regressão
-Somente óbvias obrigações institucionais já não bastam
-Por que o percentual de sindicalizados é pífio
-Novos associados: antes, mera opção; hoje, absoluta necessidade
-Um problema crônico, pouco lembrado, mas de volumosa evasão de recursos
-A exação da cobrança da CS vista nos ângulos jurídicos e práticos
-O sério confronto da cobrança judicial ante a grave contradição judicante
-O Acórdão 1663 do TCU dará início à transparência sindical. Saiba como
-A associação que precedia a fase pré-sindical rediviva
-A baixa taxa de sindicalização. Quais as razões?
-A semente do associativismo
-A necessária reengenharia operativa sindical patronal
-O distanciamento do contribuinte e a necessidade de reversão
-O incremento de novos contribuintes
-Como evitar a perda de contribuições erroneamente recolhidas
-Um serviço de baixo custo e de grande proveito institucional e financeiro
-As imperiosas mudanças estratégicas de ação em busca do sucesso
Instrutor palestrante: (Alvará de Licenciamento 535 -Inscrição 62000 –Prefeitura Municipal de Bertioga - litoral norte de SP).
Fernando Alves de Oliveira, Consultor Sindical Patronal, autônomo e independente com vasta experiência adquirida ao longo de 36 anos de vivência no setor executivo e consultivo da área associativa patronal, exclusivamente da área patronal (entidades sindicais e associações de classe). Autor dos livros abaixo, ambos editados pela LTr Editora e de inúmeros artigos versando sobre o sindicalismo nacional. Conheça-os (especialmente o mais recente “O sindicalismo do atraso”) publicados em centenas de mídias. Acesse o “Google” ou vide a página de acervo http://falvesoliveira.zip.net/
sumários e detalhes gerais dessas obras no site da LTr www.ltr.com.br
A palestra e sua interação e debates com a plateia tem duração indeterminada (a média das anteriores foi de 3,5 a 4 horas). O local de realização do evento fica a critério da entidade contratante, bem como o número (ilimitado) de participantes e convidados.
Valor do investimento: muito aquém do imaginável! Certifique-se disso hoje mesmo.
Completas informações em: (13) 3317-5040 e (11) 8105-2750, ou
sábado, 2 de junho de 2012
METRÔ PAULISTANO EM 1928...
Foi só em abril de 1968 que o governo do Estado de São Paulo criou a Companhia do Metropolitano, sua meio-estatal (por que tem capital misto), que comanda o sistema metroviário da capital paulista e iniciou enfim as primeiras obras.
A inauguração oficial da linha 1 - azul também conhecida como norte-sul, só viria a ocorrer em 14 de setembro de 1974.
Todavia, a ideia de se construir o metrô na cidade é muito mais antiga.
No longínquo mandato do prefeito José Pires do Rio, (de 1926 a 1930), esse projeto foi elaborado, com uma moderna concepção e descartado por falta de apoio recebido por ele. Era uma época onde os carros ganhavam cada vez mais força e apesar de ser imprescindível seguir os passos das grandes cidades do mundo, um misto de falta de visão, com interesses escusos por parte de poderosos, tratou de jogar um balde d'água gelada no entusiasmo do prefeito e a ideia foi engavetada.
Seu sucessor, Fabio de Almeida Prado, não demonstrou grande interesse, mas a seguir, o prefeito Francisco Prestes Maia, era um entusiasta do projeto. Apesar de ser reconhecido até hoje como um dos maiores prefeitos da história da capital paulista, pelos seus inúmeros projetos urbanísticos e viários avançados (e que criou a linha mestra da locomoção paulistana até hoje), Prestes Maia também enfrentou problemas na sua primeira gestão, entre 1939 e 1945.
Com Segunda Guerra Mundial estourando, mais depressão americana pós-crash da bolsa de Nova York (1929, com suas consequências se arrastando por toda a década de trinta) e Estado Novo de Vargas comendo solto e cada vez mais simpático à direita nazifascista europeia de Hitler, Mussolini e Franco, realmente seria bem difícil um investimento dessa envergadura.
Mas a cidade crescia de uma forma desenfreada e quando voltou à prefeitura por aclamação popular, estourado nas urnas em 1961, o metrô não era mais um sonho utópico ou luxo primeiro-mundista, como queriam alguns opositores desse avanço, mas sim uma necessidade premente.
Prestes Maia deixou a prefeitura em 1965 e seu sucessor foi José Vicente Faria Lima, outro prefeito que deixou saudade pelo dinamismo. E foi nessa gestão que enfim, as primeiras desapropriações e escavações começaram em 1968. Claro, sei que a Companhia do Metropolitano é controlada pelo governo do estado e os louros das conquistas do metrô, caem nos colos dos governadores que ocuparam o palácio dos Bandeirantes nesses últimos 44 anos. Mas é notável como em 1928, ou seja, 40 anos antes do início oficial das obras, gente visionária já tinha um projeto dessa envergadura em mãos.
E é de se lamentar que tenha ficado quarenta longos anos engavetados esse projeto e enquanto mofava em arquivos esquecidos das repartições públicas, a cidade crescia num ritmo frenético, precisando desesperadamente dessa obra.
Se tivesse começado em 1928, certamente teria sido muito mais fácil de expandir e hoje, estaria com um número de Km's construídos, compatíveis com as necessidades da megalópole.
Hoje o governo estadual comemora com foguetório cada pequena expansão, mas num cálculo frio, o saldo é muito negativo, ao contrário do que apregoa. Se em 44 anos de obras, tem 74.3 de KM's construídos e 68 estações, como explicar os 200 KM's construídos no metrô da Cidade do México? Por que essa comparação e não Buenos Aires, por exemplo? Simples, o metrô da capital mexicana iniciou-se também em 1968...
Concluindo, para administrar é preciso ter sustentação política para aprovar os projetos, não basta ser dinâmico, visionário e idealista, tampouco amar a cidade, como romanticamente nós esperamos que nosso alcaide a ame.
*Luiz Antonio Domingues (músico das bandas Ciro Pessoa & Nu Descendo a Escada, e Kim Kelh e os Kurandeiros).
sexta-feira, 1 de junho de 2012
A INSIGNIFICÂNCIA DA PESSOA SÓ
Por João Bosco Leal
Li um texto que relatava a reunião de um jovem em busca de seu primeiro emprego e o diretor da empresa onde pretendia consegui-lo. Na conversa o jovem procurava convencer o empresário de que era o candidato mais preparado, comentando sobre todos os cursos que havia cursado e sempre nas melhores escolas.
Em dado momento o homem pediu-lhe para ver suas mãos - lisas e delicadas -, próprias de um estudante que nunca havia trabalhado e perguntou-lhe se já havia olhado para as mãos de seus pais. O jovem explicou então que não possuía pai há muitos anos, que falecera quando tinha apenas um ano e que sua mãe o criara - e aos outros três irmãos que ainda estudavam -, lavando roupas de terceiros, mas que realmente nunca havia olhado para suas mãos.
Perguntado se já a ajudara em sua tarefa o rapaz disse que ela nunca o permitira, dizendo que queria que ele estudasse bastante e que um dia fosse um "doutor". Foi então aconselhado a fazer isso e voltar no outro dia para continuarem com a entrevista.
Ao solicitar isso, causou curiosidade em sua mãe que, constrangida, deu-lhe as mãos ásperas, calejadas e com várias cicatrizes para que fossem vistas e lavadas. Observando aquelas mãos feridas e em certos pontos doloridas até pelo simples contato com a água que a limpava, o jovem chorou e, pedindo perdão, agradeceu tudo o que a mãe havia lhe proporcionado com seu sacrifício.
Era a primeira vez que ele se dava conta dos sacrifícios realizados por ela para pagar suas mensalidades e que as cicatrizes e calos eram as marcas do preço pago para que hoje, com sua excelência de formação acadêmica, fosse o escolhido para o primeiro emprego. Naquele dia ele lavou todas as roupas, pedindo para a mãe descansar e durante aquela noite conversaram como nunca o haviam feito.
Ao voltar no dia seguinte e contar ao diretor que aprendera o que provavelmente seria a maior lição de sua vida, assumiu o emprego desejado, ouvindo de seu chefe o conselho, de nunca se esquecer de valorizar aqueles que trabalhavam para ele, pois sem eles nunca seria ninguém e que jamais teria sequer uma camisa limpa e bem passada para ir trabalhar, sem o sacrifício de alguém.
Ouviu ainda que ao acordar e desfrutar de seu café da manhã com o pão, a manteiga e o leite, deveria lembrar-se que nada disso lá estaria sem que outras pessoas tivessem plantado o trigo, criado a vaca, tirado o leite, feito a manteiga e o pão, transportado e comercializado esses produtos e alguém os houvesse colocado na mesa para que ele pudesse deles se servir.
Quantas vezes passamos pelas pessoas sem sequer observá-las? Quando dizemos ao ascensorista do elevador que nos transporta algo além do andar para onde queremos ir ou além do prato que desejamos para um garçom, mais que um bom dia ou boa tarde ao porteiro do prédio onde moramos ou trabalhamos e cumprimentamos um gari por quem passamos, mesmo sabendo que sem eles não poderíamos viver em comunidade e que tudo estaria apodrecendo e fétido à nossa volta?
A maioria das pessoas não enxerga que, para sua alimentação, vestimenta, trabalho, transporte, diversão, moradia ou mesmo para que procrie, ninguém possui algo ou sobrevive sem a participação de outros e que basta olhar a sua volta para perceber que sempre estará devendo agradecimentos ou pedidos de desculpas a alguém.
Nem mesmo as mais modernas tecnologias são capazes de alterar nossa dependência de outras pessoas - que muitas vezes sofrem por nós -, pois diferente da maioria dos animais, o ser humano já nasce precisando de alguém que amarre e corte seu cordão umbilical, que o agasalhe e amamente ou sequer sobreviveria.
O reconhecimento de nossa insignificância quando estamos sozinhos é o primeiro passo para que nos tornemos dignos das ajudas diariamente recebidas.
*João Bosco Leal-Jornalista, escritor e produtor rural.
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