Por Elenilson Nascimento
Os temas renitentes nas

Mas esse mundo do futebol, onde até bem pouco tempo cobrar bom comportamento dos jogadores era algo passível de ridicularização, os anunciantes não querem mais ter a sua imagem associada àqueles que sucumbem a crises e escândalos, com raras exceções (*Ronaldo Gorducho que o diga!). Não é a toa que nunca foi tão comum a volta murcha de jogadores brasileiros que não se “adaptam”(?) à vida lá fora e, principalmente, às demandas dos clubes que os levam a preços estratosféricos, enquanto muitos talentos continuam renegados à permanecerem no anonimato da insignificância em campinhos de barro.
E sob a aura dos contratos que assinaram, falar na privacidade de um Adriano da vida que não vai treinar é risível aqui na LC. Não por acaso, bastou a sessão apedrejamento encenada pela noiva e seu posterior sumiço – com direito a novamente dizer que vai abandonar o futebol - para que uma patrocinadora varejista de derivados do petróleo desistisse de contrato publicitário milionário de R$ 400 mil com o atleta. E como escreveu Malu Fontes: “Assim como piloto de F1 não pode, por contrato, voar de asa delta ou fazer rapel, jogador estrelado não pode protagonizar barraco passional em baile funk na favela e não aparecer no clube no dia seguinte”.
Mas os temas de pautas nas redações continuam cheios de verve. O “Caso Isabella” voltou às páginas da imprensa com o julgamento que começa nessa segunda-feira, 22/03, do casal Nardoni acusado do crime. O papa RatOzinger pediu desculpas por abusos cometidos pelos bispos da Irlanda, acusados de terem encoberto, durante décadas, casos de abusos sexuais contra crianças. O maluco que se dizia Jesus, Cadu, matou o cartunista Glauco e o seu filho Raoni.
Também foi divulgado que as cidades de Goiânia, Fortaleza e Belo Horizonte figuram entre as que têm maior desigualdade de renda do mundo. E cadê Salvador? Liam, do Oasis, diz que odeia o U2 e o Coldplay. Ele é o que mesmo? Michele Obama vira boneca de porcelana. Jogadores de futebol quebram tabus e exibem afetividade sem preconceito nos estádios com dançinhas cada vez mais bizarras, beijos – até mesmo na boca -, abraços apertados e roça-roça que não assustam mais ninguém.
Usado pelo governo Lula para “turbinar” a cabeça dos imbecis sobre a candidatura da Dilma, o PAC tem problemas de gestão que se refletem na execução das obras. Mas ninguém comenta! Como não consegue cumprir prazos de execução, o governo acumula uma conta bilionária que o sucessor de Lula terá de assumir. Belo presente! Os chamados "restos a pagar" do PAC já somavam R$ 25 bilhões na primeira semana de março, mas devem crescer ainda mais até o fim do mandato.
O PERDIDO DO BIAL – Mas as revistas, os jornais, a internet – cada vez mais ditadora (*veja o que aconteceu com o meu blog) - o mundo da música e a indústria cultural não vêem nada demais em celebrar seus ícones da pá virada e com seus cérebros no pinico. Essa semana mesmo, a capa da revista “Rolling Stone” trouxe ninguém menos do que o perdido do Pedro Bial.
Bial aparece escovando os dentes na capa da revista com a chamada “Tudo que a TV não mostra”, e com a boca cheia de espuma. À publicação, Bial disse que o reality global é “profundo” e “bobo”, ao mesmo tempo. Mas coisas como o “BBBosta” vivem de paradoxos, por isso pira tanto as torcidas e os posts em blogs clandestinos. É. Realmente deve ser profundo pra caramba mesmo!
O apresentador, que outrora já foi um poeta muito bom, sempre busca citações de última tentando (inutilmente) fazer o público e aqueles “vermes inúteis” que ele ainda chama de dos “guerreiros” – leia isso – pensarem em seus discursos de paredão. Nessa edição da revista ele até filosofou: “Gosto de ser o ‘moralista da nação’ para resgatar o sentido da palavra: moralismo é acreditar que a moral é suficiente para que o homem seja bom”.
Mas toda vez que
A ironia é que lixos culturais como o “BBBosta” - aberração cultural – se prestam à tarefa de manter na ignorância milhões de pessoas que poderiam usar o tempo que perdem assistindo ao saco de baboseiras do programa, orquestrado por Boninho e cia., lendo um bom livro como o “1984” que continua atualíssimo, apesar de ter sido publicado em 1949 quando o mundo assistia à Guerra Fria e a escalada nuclear. Hoje vivemos outras guerras! E o pior: com a população na total ignorância!
Um dos trechos mais marcantes de “1984” é quando o personagem Winston lê trechos de um livro proibido pelo regime daquela sociedade totalitária em que vive – inspirada no stalinismo. É a “Teoria e prática do coletivismo oligárquico” escrito pelo inimigo número 1, o dissidente Emmanuel Goldstein. A forma didática foi descrita no livro para falar da luta de classe. Não essa luta propagandeada pela a gangue do PT.
Mas Orwell constata que ao longo da história da Humanidade, sempre existiram três tipos de pessoas no mundo: “as Altas, as Médias e as Baixas” que se subdividiram de várias maneiras e têm variado em diversas épocas, “mas a estrutura primordial da sociedade jamais foi alterada”.

Nesse quadro, um conflito básico se repete ao longo da história, diz Goldstein/ Orwell: “Durante longos períodos os Altos parecem ocupar o poder de forma absolutamente inabalável, porém mais cedo ou mais tarde sempre chega o dia em que eles perdem ou a confiança em si mesmos ou a capacidade de governar com eficiência – ou as duas coisas. São derrubados pelos Médios, que angariam o apoio dos Baixos fingindo lutar por liberdade e justiça”.
Pois é. A “Rolling Stone” bem que poderia ter feito uma matéria de capa com um cara mais interessante. Que tal o Dr. Ricardo Chemas (foto acima)? Mas se você, senhor Baixo, nunca ouviu falar do Chemas... Então, clica aqui!
+ Clique abaixo e ouça também o comentário da jornalista Malu Fontes sobre as promessas que os Altos fazem aos Baixos no período eleitoral. E viva a democracia!

podcast: Portal da Metrópole
Site de R. Chemas: http://www.ricardochemas.com/
Literatura Clandestina
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