quinta-feira, 3 de março de 2011

A UNIVERSIDADE PÚBLICA E O SEU PAPEL NO DESENVOLVIMENTO LOCAL

Por Tatiane Alves Baptista

Professora Coordenadora de Estudos
Estratégicos e Desenvolvimento da
UERJ -Tatiane Alves Baptista

A universidade pública precisa criar e incentivar mecanismos para ampliar sua capacidade de interação com a sociedade. No entanto, internamente, a extensão é constantemente considerada menor entre as atribuições dos docentes. Ela, muitas vezes, é reduzida a uma mera prestação de serviços, dependendo sempre das demandas externas, já que os recursos são poucos para as pesquisas independentes.

Por isso, vivemos num dilema entre o fundamental na universidade e a universidade fundamental para a sociedade. Para superá-lo, teríamos que entender o valor do social e cultural da comunidade que envolve a instituição: gerar conhecimento no contato cotidiano com a realidade. Algo bem diferente ao modelo de aprendizagem baseado em repetição, rotina e burocracia.

" A instituição não pode substituir o poder local, mas pode ajudar o município a reconhecer os problemas sociais, auxiliando com a produção do conhecimento e a criação de soluções viáveis e criativas "

Depois da Constituição Federal de 1988, ficou sob a responsabilidade dos municípios elaborar, gerenciar e prestar contas dos projetos existentes na cidade. Mas o elevado processo de emancipação e crescimento dos municípios vem reduzindo a capacidade da prefeitura de enfrentar problemas como na saúde, lixo, violência e educação sozinha. A universidade pode capacitar profissionais em âmbito municipal, colocando-o como ator estratégico para uma melhor gestão pública. A instituição não pode substituir o poder local, mas pode ajudar o município a reconhecer os problemas sociais, auxiliando com a produção do conhecimento e a criação de soluções viáveis e criativas. A universidade poderia capacitar agentes públicos, prestar consultoria à comissões, conselhos, movimentos sociais e ajudar outros grupos de políticas públicas com conhecimento.
Embora já existam ações exemplares em algumas instituições, a maioria raramente corresponde a uma
prática bem estruturada. A extensão geralmente acontece como um movimento para atender demandas emergênciais, como epidemias e catástrofes. Se a extenção fosse bem praticada, ela elevaria a universidade pública ao patamar de uma agência do desenvolvimento regional.

Recebi por e-email do amigo Munir Barakat.

Um comentário:

Juma Durski disse...

Com inscrições abertas desde o dia 7, o concurso público para a seleção de 1.400 garis para a cidade do Rio já atraiu 45 candidatos com doutorado, 22 com mestrado, 1.026 com nível superior completo.
http://blogdojuma.blogspot.com/