sábado, 8 de janeiro de 2011

O DESAPARECIMENTO DAS ABELHAS MELÍFERAS

Segundo a Soil Association (www.soilassociation.org), nos últimos anos, houve um declínio maciço no número de abelhas pelo mundo inteiro.

No Reino Unido, os proprietários de colmeias relataram que perderam uma a cada tres colônias de abelhas. Em 2007, Lord Rooker (ministro do DEFRA), disse “Se nada for feito a respeito, a população de abelhas do Reino Unido desaparecerá em dez anos”.

Isto pode trazer sérias consequências para a segurança alimentar mundial e acarretará um imenso impacto econômico negativo. A morte das abelhas melíferas é um aviso para todos nós de que a saúde do planeta corre perigo. As abelhas são os mais importantes agentes polinizadores e tem uma função vital na cadeia alimentar – estima-se que um terço do alimento humano dependa da polinização das abelhas.

Por que a população de abelhas está declinando?

Esta é uma pergunta que vale milhões de dólares em pesquisa em vários países, mas ainda não tem uma resposta definitiva. A maior suspeita recai sobre um novo grupo de inseticidas, os neonicotinoides, que foram usados inicialmente nos medos da década de 1990 – exatamente a época em que começou o desaparecimento da maioria das abelhas melíferas. Este pesticida foi banido em diversos países da Europa (França, Alemanha, Itália e Eslovênia), em consequência desse desaparecimento, pois as evidências contra ele são muito fortes. O Reino Unido ainda não o retirou do mercado, onde cerca de um terço das colônias de abelhas desapareceu em tres anos.

Os pesticidas neonicotinoides atuam descontrolando o Sistema Nervoso Central dos insetos. Quando as abelhas entram em contato com estes pesticidas ficam menos hábeis em se alimentar, em voar, em se comunicar e em aprender. O mapeamento do genoma das abelhas mostrou que elas tem uma reduzida capacidade para remover venenos tóxicos em comparação com os outros insetos, devido ao elevado número de receptores neurológicos para os neonicotinoides.

As abelhas vivem em colônias com cerca de 50000 abelhas por colmeia, dessas, cerca de 10000 são responsáveis pela alimentação da colônia. Quando elas retornam para a colônia, elas executam uma dança particular que comunica às outras abelhas a direção de voo de acordo com o por do sol e a distância a percorrer até o néctar. Outro comportamento complexo das abelhas é a construção do favo como uma hexagonal perfeita. Estas habilidades são baseadas em comportamentos padrões inatos e aprendidos que dependem da integridade do sistema nervoso, onde cada sinapse é crucial. Portanto, a desordem neurológica na sinalização das abelhas pelos neonicotinoides, provocará desorientação.

Os pesticidas impedem a comunicação; impedem a habilidade de procurar comida e retornar para a colmeia; prejudicam o voo; o olfato (o cheiro é vital na comunicação das abelhas); o aprendizado e o enfraquecimento do sistema imunológico.

As abelhas não vivem sozinhas, elas vivem em colônias, por isso a necessidade de saber as doses letais de pesticida nas abelhas, individualmente, pois uma desordem neurológica afetará toda a colônia.

Dr.Edward Bach nasceu na Inglaterra
em 1886. Era Bacharel em Medicina,
Cirurgia, membro da Academia Real
de Cirurgiões, licenciado pela
Academia Real de Médicos e diplomado
em Saúde Pública.
Entre 1930 e 1936 ele descobriu,
aperfeiçoou e aplicou um sistema
sofisticado de cura preparado com
plantas silvestres, flores e árvores
do campo, hoje conhecido
como Remédios Florais do
Dr. Bach ou Florais de Bach.

O Bach Centre, fundado pelo Dr. Edward Bach, idealizador do fabuloso sistema floral de Bach, contem muitas plantas que são usadas na confecção das essências. Elas crescem semi-selvagens e junto com outras com outras espécies florais selvagens são uma boa fonte de alimento para as abelhas, mas isso não é o suficiente para salvar as abelhas.

A jardineira do Bach Centre, Emma Broad, diz: “O perigo para as abelhas é uma má notícia não só para os apicultores e agricultores, mas também para todos os que usam os florais de Bach”.

Outra causa apontada para o desaparecimento das abelhas melíferas, é o cultivo das plantas transgênicas. Estudos feitos no Reino Unido demonstraram que os poderosos pesticidas que as plantas transgênicas suportam, causam danos à terra. Eles constataram que havia menos abelhas e borboletas nas plantas transgênicas.

No Brasil, apicultores gaúchos e catarinenses, registraram perda de 25% na produção de mel.

Nos EUA e Canadá, em várias regiões, houve perdas de 90% das colmeias. Na Califórnia, houve uma redução de 30 a 60% no número de abelhas.

Na França, Alemanha, Suíça, Espanha, Portugal, Grécia, registrou-se uma redução de 25% na população de abelhas.

Outra hipótese aventada relaciona-se com o problema da radiação dos telefones celulares, que podem interferir no sistema de navegação das abelhas, provocando desorientação e o não retorno à colmeia.

Pesquisa alemães apontam mudanças no comportamento das abelhas na proximidade de linhas de transmissão de alta tensão.

Tem-se dito que Albert Einstein disse que se as abelhas desaparecessem, à humanidade só restariam quatro anos, porque sem elas, não há polinização e consequentemente não há alimentos. Estudos científicos atuais estão comprovando essa assertiva creditada à Einstein.

Dizimação das Abelhas Ameaça Vida no Planeta

"Se a abelha desaparecer da superfície do planeta, então ao homem restariam apenas quatro anos de vida. Com o fim das abelhas, acaba a polinização, acabam as plantas, acabam os animais, acaba o homem". (Albert Einstein)

Ano 1 - Desaparece o mel, depois a fruta (com exceção das bananas e dos ananases) e a maior parte
dos vegetais.Ano 2 - Sem flores polinizadas, há menos sementes, folhas, flores e frutos para pássaros e pequenos mamíferos.
Ano 3 - Onívoros e carnívoros não tem alimentos e morrem.
Ano 4 - Desaparece o que resta da humanidade depois das crises alimentares.

No ano de 2008, estima-se que 36% das 2,4 milhões de colméias dos Estados Unidos morreram devido ao distúrbio do colapso das colônias.


Outros dados ainda mostraram que na Califórnia houve o sumiço de 60% das abelhas e nas regiões da costa leste e no Texas a taxa chegou a 70% de dizimação. Em algumas regiões da Europa foi registrado o sumiço de 80% da população das abelhas. Ásia, América do Sul e Central registram perdas idênticas.


Embora não se tenha uma causa definida sobre o que está causando a dizimação das abelhas, algumas
das razões podem ser listadas:
* O excesso de toxinas, herbicidas e produtos químicos utilizados na agricultura;

* O uso crescente e controverso da engenharia genética na agricultura (plantas geneticamente modificadas),
que podem causar a redução do sistema imunológico dos insetos;
* O ácaro Varroa, oriundo da Ásia;
* Estressa migratório (longas horas de transporte a que estão sujeitas as abelhas usadas comercialmente para polinizar culturas);
* A monocultura (prática danosa ao solo tornando-o improdutivo).

O que se sabe é que as abelhas não estão morrendo em suas colméias, nem suas colônias sendo atacadas por predadores, mas estão ficando desorientadas e não conseguem retornar para suas colméias. Entretanto, não se sabe o que faz esses animais perderem o senso de orientação.

No caso dos Estados Unidos, onde as abelhas estão sendo dizimadas rapidamente nos últimos dois anos, a situação pode ser facilmente compreendida, já que os Estados Unidos possui a maior criação de plantas geneticamente modificados do Mundo. Este fato já vem trazendo conseqüências graves para a economia do país, que vem perdendo muito nas relações comerciais de exportação. Estima-se que se nada for feito, a economia americana terá um prejuízo de US$ 14 bilhões, pois as abelhas são as responsáveis por polinizar as plantas, que mais tarde se tornam frutos e legumes para exportação.

Este fenômeno foi batizado de CCD (Colony Collapse Disorder) e vem deixando os cientistas alarmados com seu potencial de devastação. Os cientistas também ficaram surpresos ao saber que as abelhas deixam suas colméias abandonadas intactas e, nem mesmo os outros insetos predadores chegam perto delas, o que sugere que há alguma substância tóxica na propria colônia que os repele.

Se a dizimação das abelhas continuar num ritmo semelhante, estima-se que em 2035 não existirá mais abelhas em nenhuma parte do Mundo. Será que Einstein está certo? É melhor não pagarmos para ver...ou então o planeta finalmente se livrará de quem o destruiu!

Referência: http://www.naturoverda.com.br/site/?p=180 - Blog do

Um comentário:

Juma Durski disse...

Excelente matéria! Mas não só os Neonicotinóides matam abelas. Praticamente todos os pesticidas matam!
Valeu Pedro!