segunda-feira, 31 de maio de 2010

BRASIL, O PAÍS QUE NÃO SABE VOTAR

Pela LEI, o brasileiro(a) tinha que se tornar eleitor, após os 18 anos. Aliás, essa era a LEI vigente, antes dos políticos descobrirem o “filão de ouro” dos votos dos adolescentes com 16 anos. Para que fosse um exercício de CIDADANIA RESPONSÁVEL, não deveria ser obrigatório nem na maioridade. Na realidade, O VOTO deveria ser uma escolha livre, espontânea e, principalmente CONSCIENTE. Não um DEVER IMPOSTO.

Por que – o aparentemente – ATO MÁXIMO de CIDADANIA é tão corrupto e irresponsável? A classe política NUNCA se preocupou em esclarecer ao eleitor, que seu VOTO é fundamental tanto na escolha para deputado estadual, federal, senador, como também para presidente, governador e prefeito... Hoje se pode dizer, sem medo de pré julgar, que a maioria dos deputados – estaduais ou federais – não estão interessados em representar os REAIS INTERESSES do povo. Para ser indulgente, digo que PARTE deles, negociam seu passe de acordo com a necessidade mais premente das comunidades das periferias, ou a ambição das classes mais favorecidas. O povão, troca seu voto por promessas ou favores imediatos. A outra parte, por “tamboretes” em gabinetes de políticos para satisfazerem seus egos.Principalmente desde a abertura da Caixa de Pandora, nas duas Casas do Legislativo, é difícil garantir a idoneidade moral de QUALQUER candidato, seja qual for seu partido. Com a INDECENTE impunidade dos implicados, a moralidade da maioria dos políticos, se já era passível de críticas, hoje vota-se para não ser punido. Para moralizar um pouco a SAÚDE DA POLÍTICA NACIONAL, seria necessário fortalecer os partidos de maior representatividade e, extinguir os que pretendem ser apenas uma SIGLA. Se a classe política fosse SÉRIA, seria um benefício para o país e, a própria classe.Aliás, verdade seja dita, não se pode julgar SÓ o ELEITO. O ELEITOR, foi ensinado a não vender barato seu voto. Há muito tempo está acostumado antecipar o voto, depois de muitos favores, aspirações ou necessidades já atendidas ou garantidas.Mas, continua sendo do maior interesse de TODA a classe política – em qualquer hipótese levantada – que o POVO continue IGNORANTE e dependente do MAU COSTUME de garantir a ESMOLA no momento do SEU interesse. Do contrário, os políticos correriam O RISCO de O POVO descobrir o REAL VALOR DO VOTO, o VERDADEIRO CAMINHO PARA A DEMOCRACIA SEM ADJETIVOS, e poderiam correr o risco de perder a rendosa porfia.
Tivéssemos uma classe eleitoral HONESTA, talvez pudéssemos até pensar, ser mais difícil, termos uma classe de Excelências que mais mereceriam uma cela, a um gabinete com tamboretes mil, para serem distribuídos conforme o interesse do momento.

(imagens da Internet)

Glacy Cassou Domingues – Grupo Guararapes.
Fonte: http://www.fortalweb.com.br/grupoguararapes/msg.asp?msg=917


VOCÊ SABE O QUE É CIDADANIA?

A história da cidadania confunde-se em muito com a história das lutas pelos direitos humanos.
A cidadania esteve e está em permanente construção; é um referencial de conquista da humanidade, através daqueles que sempre lutam por mais direitos, maior liberdade, melhores garantias individuais e coletivas, e não se conformam frente às dominações arrogantes, seja do próprio Estado ou de outras instituições ou pessoas que não desistem de privilégios, de opressão e de injustiças contra uma maioria desassistida e que não se consegue fazer ouvir, exatamente por que se lhe nega a cidadania plena cuja conquista, ainda que tardia, não será obstada.
Ser cidadão é ter consciência de que é sujeito de direitos. Direitos à vida, à liberdade, à propriedade, à igualdade, enfim, direitos civis, políticos e sociais. Mas este é um dos lados da moeda. Cidadania pressupõe também deveres.
O cidadão tem de ser cônscio das suas responsabilidades enquanto parte integrante de um grande e complexo organismo que é a coletividade, a nação, o Estado, para cujo bom funcionamento todos têm de dar sua parcela de contribuição.
Somente assim se chega ao objetivo final, coletivo: a justiça em seu sentido mais amplo, ou seja, o bem comum.

A cidadania expressa um conjunto de direitos que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo. Quem não tem cidadania está marginalizado ou excluído da vida social e da tomada de decisões, ficando numa posição de inferioridade dentro do grupo social”

DALLARI, D.A.
Direitos Humanos e Cidadania. São Paulo: Moderna, 1998. p.14

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